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Juiz Substituto - 2024


Página 6  •  Total 100 questões
49796Questão 51|Direito Processual Penal|superior

Miguel, empresário, foi difamado por Carlos, que lhe imputou fato ofensivo à sua reputação, por meio de palavras.

Nessa hipótese, o inquérito policial destinado à investigação do referido delito, deverá ser iniciado:

  • A

    por requisição do juiz;

  • B

    de ofício pela autoridade policial;

  • C

    mediante requerimento de Miguel;

  • D

    por requisição do ministro da Justiça;

  • E

    por requisição do Ministério Público.

49797Questão 52|Direito Processual Penal|superior

Em crime de promoção de publicidade enganosa, em razão de não ter sido oferecida a denúncia no prazo legal, a Associação Estadual de Defesa dos Consumidores ajuizou ação penal subsidiária. Contudo, no decorrer do processo, apesar de intimada várias vezes, deixou de promover o andamento do feito, por sessenta dias seguidos, demonstrando inequívoca negligência.

Nessa hipótese, é correto afirmar que:

  • A

    deverá o Ministério Público retomar a ação como parte principal;

  • B

    deverá o feito ser extinto sem resolução do mérito, em razão da ocorrência da perempção;

  • C

    deverá o feito ser extinto sem resolução do mérito, em razão da ilegitimidade da Associação;

  • D

    deverá o juiz nomear a Defensoria Pública como assistente qualificada para retomar o feito;

  • E

    deverá o feito ser extinto sem resolução do mérito, em razão da decadência do direito de queixa subsidiária.

49798Questão 53|Direito Processual Penal|superior

Ofélia, vítima de crime contra a dignidade sexual que a deixou traumatizada, necessitando de tratamento, foi ouvida em juízo e confirmou a ofensa causada por Rafael, o acusado, que respondia ao processo em liberdade. Contudo, Ofélia não se habilitou como assistente de acusação na ação penal.

Nesse particular, é correto afirmar que:

  • A

    o juiz poderá encaminhar a ofendida para tratamento psicossocial às expensas do acusado;

  • B

    o juiz não poderá determinar o segredo de justiça em relação aos dados e depoimentos da ofendida;

  • C

    a ofendida poderá requerer ao juiz a prisão preventiva do acusado, se não o fizer o Ministério Público;

  • D

    o juiz não poderá permitir que a ofendida seja ouvida em juízo na ausência do acusado;

  • E

    a ofendida poderá formular perguntas quando do interrogatório do acusado.

49799Questão 54|Direito Processual Penal|superior

O Ministério Público ofereceu denúncia contra Robério em razão da prática do crime de homicídio culposo e requereu a prisão preventiva do acusado, pelo fato de ostentar outras condenações por delitos culposos em sua folha de antecedentes criminais, bem como por não possuir ele residência fixa na comarca.

Analisando o pleito ministerial, é correto afirmar que o juiz:

  • A

    não poderá decretar a prisão preventiva do acusado, que não é cabível, mas poderá decretar medida cautelar diversa da prisão;

  • B

    poderá decretar a prisão preventiva do acusado com vistas à garantia da ordem pública evidenciada pelos antecedentes do acusado;

  • C

    não poderá decretar a prisão preventiva do acusado, que não é cabível, mas poderá substituí-la pela prisão temporária;

  • D

    poderá decretar a prisão preventiva do acusado para assegurar a aplicação da lei penal, pelo fato de ele não possuir residência fixa na comarca;

  • E

    poderá decretar a prisão preventiva do acusado por conveniência da instrução criminal, a fim de garantir que as testemunhas possam depor livremente.

49800Questão 55|Direito Processual Penal|superior

Márcio, com extensa folha de antecedentes criminais, foi denunciado pelo Ministério Público em razão da prática do crime de constituir organização criminosa e de vários crimes de estelionato, tendo sido requerida a sua prisão preventiva. Contudo, não foi encontrado para ser citado, tendo o juiz determinado a sua citação por edital. Após a citação editalícia, Márcio não compareceu em juízo, mas constituiu advogado nos autos.

Nessa hipótese, é correto afirmar que:

  • A

    serão suspensos o curso do processo e do prazo prescricional, e o juiz poderá decretar a prisão preventiva de Márcio;

  • B

    não será suspenso o curso do processo, mas apenas do prazo prescricional, e o juiz não poderá decretar a prisão preventiva de Márcio;

  • C

    não serão suspensos o curso do processo e do prazo prescricional, e o juiz poderá decretar a prisão preventiva de Márcio;

  • D

    será suspenso o curso do processo e interrompido o prazo prescricional, e o juiz poderá decretar a prisão preventiva de Márcio;

  • E

    serão interrompidos o curso do processo e do prazo prescricional, e o juiz não poderá decretar a prisão preventiva de Márcio.

49801Questão 56|Direito Processual Penal|superior

O Ministério Público denunciou Fabrício pela prática do crime de furto qualificado pela fraude. Após regular instrução, o juiz, ao prolatar a sentença, sem modificar a descrição do fato contida na denúncia, atribuiu-lhe definição jurídica diversa, entendendo cuidar-se do crime de estelionato, e instou o Ministério Público a manifestar-se sobre o cabimento de suspensão condicional do processo ao acusado. Contudo, o Ministério Público, que não recorreu da sentença, recusou-se a oferecer ao acusado a suspensão condicional do processo, pois insistiu na capitulação originária constante da denúncia.

Diante dessa situação, é correto afirmar que o juiz:

  • A

    não pode, em razão do princípio acusatório, atribuir ao fato definição jurídica diversa, não podendo instar o Ministério Público a se manifestar sobre a suspensão condicional do processo;

  • B

    pode atribuir ao fato definição jurídica diversa e, diante da recusa do Ministério Público em propor a suspensão condicional do processo, deverá remeter os autos ao procurador-geral de Justiça;

  • C

    não pode, em razão do princípio acusatório, atribuir ao fato definição jurídica diversa, mas poderá oferecer de ofício ao acusado a suspensão condicional do processo;

  • D

    pode atribuir ao fato definição jurídica diversa, e poderá oferecer de ofício ao acusado a suspensão condicional do processo;

  • E

    não pode, em razão do princípio acusatório, atribuir ao fato definição jurídica diversa, mas, diante da recusa em propor a suspensão condicional do processo, deverá remeter os autos ao procurador-geral de justiça.

49802Questão 57|Direito Processual Penal|superior

Após regular instrução criminal, Jobson foi condenado pelo Tribunal do Júri a uma pena de oito anos de reclusão em regime fechado pela prática do crime de homicídio qualificado tentado contra Hildemar, não tendo este se habilitado como assistente nos autos. O Ministério Público interpôs recurso de apelação em face de todo o conteúdo impugnável da sentença.

Diante desse cenário, é correto afirmar que Hildemar:

  • A

    não poderá interpor recurso de apelação pelo fato de não ter se habilitado como assistente de acusação durante a instrução;

  • B

    não poderá recorrer, pois a vítima não tem legitimidade para se opor à soberania dos veredictos do Tribunal do Júri;

  • C

    não poderá recorrer, pois o Ministério Público interpôs recurso de apelação em face de todo o conteúdo impugnável da sentença;

  • D

    poderá interpor recurso de apelação, mas este somente será conhecido se não for conhecido o recurso do Ministério Público;

  • E

    poderá interpor recurso de apelação, mas este somente será conhecido caso o Ministério Público desista do recurso que tenha interposto.

49803Questão 58|Direito Processual Penal|superior

Maria praticou crime de lesão corporal leve contra Aline, sendo o caso encaminhado de imediato ao Juizado Especial Criminal. Na audiência preliminar, que ocorreu três meses após o fato, não houve composição civil dos danos, e a ofendida Aline não exerceu o direito de representação verbal.

Diante desse cenário, é correto afirmar que o juiz:

  • A

    deverá extinguir o feito sem exame do mérito em razão da decadência do direito de representação;

  • B

    deverá extinguir o feito sem exame do mérito em razão da caracterização do perdão tácito da ofendida;

  • C

    deverá extinguir o feito sem exame do mérito em razão da renúncia expressa ao direito de representação;

  • D

    não deverá extinguir o feito, devendo o Ministério Público oferecer acordo de não persecução penal a Maria;

  • E

    não deverá extinguir o feito, pois a representação poderá ser exercida dentro do prazo de seis meses da data em que Aline soube quem foi o autor do crime.

49804Questão 59|Direito Processual Penal|superior

Ronaldo, Roberto, Renato e Rogério são investigados em inquérito policial em razão dos crimes de constituir organização criminosa para a prática de delitos de extorsão, de roubo e de estelionato. Ronaldo, líder da organização, resolve colaborar e inicia tratativas com o Ministério Público.

Diante desse cenário, e considerando as normas que regem o acordo de colaboração premiada, é correto afirmar que:

  • A

    o juiz poderá reduzir até a metade a pena de Ronaldo, ou admitir a progressão de regime ainda que ausentes os requisitos objetivos, se a colaboração for posterior à sentença;

  • B

    o Ministério Público poderá ter o prazo para oferecimento de denúncia suspenso por até oito meses, prorrogáveis por igual período, interrompendo-se o prazo prescricional;

  • C

    o juiz, ao analisar o acordo de colaboração, poderá admitir cláusula que preveja a renúncia ao direito de impugnar a decisão homologatória;

  • D

    o Ministério Público poderá deixar de oferecer denúncia contra Ronaldo, se a proposta de acordo referir-se à infração de cuja existência não tenha prévio conhecimento;

  • E

    o juiz poderá participar das negociações realizadas entre as partes para a formalização do acordo de colaboração, se o prêmio envolver o perdão judicial.

49805Questão 60|Direito Processual Penal|superior

Cristiana foi agredida por seu marido Átila, que também a ameaçou, prevalecendo-se este das relações domésticas e de coabitação, tendo causado na ofendida lesões corporais de natureza leve. Em razão disso, foi instaurado inquérito policial, que constatou as agressões e a ameaça.

Levando-se em conta esse panorama, é correto afirmar que:

  • A

    o juiz poderá propor a Átila transação penal, se o Ministério Público não o fizer de maneira fundamentada;

  • B

    o Ministério Público poderá decretar medida protetiva de urgência, comunicando de imediato ao juiz;

  • C

    o juiz poderá decretar a prisão temporária de Átila a requerimento da defesa técnica de Cristiana;

  • D

    o Ministério Público poderá propor a Átila acordo de não persecução penal, se este não for reincidente específico;

  • E

    o juiz poderá conceder medida protetiva de urgência, a requerimento de Cristiana, independentemente de manifestação do Ministério Público.