Vade Mecum Digital 2026De R$ 249,90 por 12x R$ 9,99 ou R$ 119,90 à vista
JurisHand AI Logo

Oficial Judiciário - Oficial de Justiça - 2021


Página 1  •  Total 50 questões
33725Questão 1|Português|médio

Texto para responder à questão.

As camadas

Quando você nasceu, havia um nome e um sobrenome esperando-o. O que eram? Uma decisão aleatória que fala muito dos desejos e projeções dos pais sobre cada um de nós. Nosso nome nos antecede e não aguardou nenhum traço de personalidade para ser colocado. Por mais fraco que seja, o menino Gabriel recebe o indicativo de que é “o homem forte de Deus” pela raiz hebraica. Por mais limitada que seja no futuro, a menina assinará Sofia, o nome que aponta sua densa sabedoria. Nem toda Letícia é feliz. Conheci um Adamastor que pouca similitude guardava com o gigante de Camões. Eu sou Leandro, homem-leão, como se nota pela juba vistosa. O nome é, como todo signo, arbitrário. Primeira camada sobre nós.

A segunda camada constará nos documentos: brasileiro nato. O que é ser brasileiro? Fronteiras traçadas ao longo da história com linhas imaginárias, respeitando ou não o terreno que as recebe. Uma entidade nacional que, supostamente, será sua pátria, sua identidade, sua marca quase sempre permanente. “Meu coração é brasileiro” eu já o declarei; todavia, um exame do meu cadáver pouco revelará ao anatomista quaisquer distinções dos meus ventrículos em relação a um vizinho argentino ou a um longínquo japonês. As metáforas são bonitas, poéticas até: meu coração é apátrida, biologicamente. Pátria é uma convenção celebrada diariamente, já foi dito. Sem dúvida, é a segunda camada que nos foi dada, quase sempre, ao ver a luz do mundo. 

(Leandro Karnal. O Estado de São Paulo. Acesso em: 01/09/2021. Fragmento.)

A palavra “camadas”, utilizada no título do texto, significa:

  • A

    Essência existencial de cada indivíduo.

  • B

    Porções de matéria física que constituem cada ser.

  • C

    Substâncias concretas intrínsecas a todas as pessoas.

  • D

    Partes não lógicas que constroem a identidade dos indivíduos.

33726Questão 2|Português|médio

Texto para responder à questão.

As camadas

Quando você nasceu, havia um nome e um sobrenome esperando-o. O que eram? Uma decisão aleatória que fala muito dos desejos e projeções dos pais sobre cada um de nós. Nosso nome nos antecede e não aguardou nenhum traço de personalidade para ser colocado. Por mais fraco que seja, o menino Gabriel recebe o indicativo de que é “o homem forte de Deus” pela raiz hebraica. Por mais limitada que seja no futuro, a menina assinará Sofia, o nome que aponta sua densa sabedoria. Nem toda Letícia é feliz. Conheci um Adamastor que pouca similitude guardava com o gigante de Camões. Eu sou Leandro, homem-leão, como se nota pela juba vistosa. O nome é, como todo signo, arbitrário. Primeira camada sobre nós.

A segunda camada constará nos documentos: brasileiro nato. O que é ser brasileiro? Fronteiras traçadas ao longo da história com linhas imaginárias, respeitando ou não o terreno que as recebe. Uma entidade nacional que, supostamente, será sua pátria, sua identidade, sua marca quase sempre permanente. “Meu coração é brasileiro” eu já o declarei; todavia, um exame do meu cadáver pouco revelará ao anatomista quaisquer distinções dos meus ventrículos em relação a um vizinho argentino ou a um longínquo japonês. As metáforas são bonitas, poéticas até: meu coração é apátrida, biologicamente. Pátria é uma convenção celebrada diariamente, já foi dito. Sem dúvida, é a segunda camada que nos foi dada, quase sempre, ao ver a luz do mundo. 

(Leandro Karnal. O Estado de São Paulo. Acesso em: 01/09/2021. Fragmento.)

Em relação ao texto, analise as afirmativas a seguir.

I. A estrutura do texto é apenas descritiva, tendo em vista que o autor apresenta um conceito e se limita a defini-lo.

II. Como recurso de produção textual, o autor explicita dois questionamentos que guiam o encadeamento lógico das ideias apresentadas por ele.

III. Nos dois parágrafos, são utilizados exemplos para fundamentar o raciocínio desenvolvido e provar o que está sendo dito no texto.

Está correto o que se afirma apenas em

  • A

    III.

  • B

    I e II.

  • C

    I e III.

  • D

    II e III.

33727Questão 3|Português|médio

Texto para responder à questão.

As camadas

Quando você nasceu, havia um nome e um sobrenome esperando-o. O que eram? Uma decisão aleatória que fala muito dos desejos e projeções dos pais sobre cada um de nós. Nosso nome nos antecede e não aguardou nenhum traço de personalidade para ser colocado. Por mais fraco que seja, o menino Gabriel recebe o indicativo de que é “o homem forte de Deus” pela raiz hebraica. Por mais limitada que seja no futuro, a menina assinará Sofia, o nome que aponta sua densa sabedoria. Nem toda Letícia é feliz. Conheci um Adamastor que pouca similitude guardava com o gigante de Camões. Eu sou Leandro, homem-leão, como se nota pela juba vistosa. O nome é, como todo signo, arbitrário. Primeira camada sobre nós.

A segunda camada constará nos documentos: brasileiro nato. O que é ser brasileiro? Fronteiras traçadas ao longo da história com linhas imaginárias, respeitando ou não o terreno que as recebe. Uma entidade nacional que, supostamente, será sua pátria, sua identidade, sua marca quase sempre permanente. “Meu coração é brasileiro” eu já o declarei; todavia, um exame do meu cadáver pouco revelará ao anatomista quaisquer distinções dos meus ventrículos em relação a um vizinho argentino ou a um longínquo japonês. As metáforas são bonitas, poéticas até: meu coração é apátrida, biologicamente. Pátria é uma convenção celebrada diariamente, já foi dito. Sem dúvida, é a segunda camada que nos foi dada, quase sempre, ao ver a luz do mundo. 

(Leandro Karnal. O Estado de São Paulo. Acesso em: 01/09/2021. Fragmento.)

Considerando-se o contexto, o sentido do trecho do texto NÃO está adequadamente mantido em:

  • A

    “Uma entidade nacional que, supostamente, será sua pátria, [...].” = Por suposição, uma extensão territorial que será seu país.

  • B

    “Por mais limitada que seja no futuro, a menina assinará Sofia, […].” = Ao receber o nome de Sofia, uma criança é predestinada a ser inteligente.

  • C

    “Conheci um Adamastor que pouca similitude guardava com o gigante de Camões.” = O Adamastor que conheci era um pouco dissímil ao gigante de Camões.

  • D

    “Sem dúvida, é a segunda camada que nos foi dada, [...] ao ver a luz do mundo.” = Ao nascer, a pátria é, com certeza, a segunda camada que nos é atribuída.

33728Questão 4|Português|médio

Texto para responder à questão.

As camadas

Quando você nasceu, havia um nome e um sobrenome esperando-o. O que eram? Uma decisão aleatória que fala muito dos desejos e projeções dos pais sobre cada um de nós. Nosso nome nos antecede e não aguardou nenhum traço de personalidade para ser colocado. Por mais fraco que seja, o menino Gabriel recebe o indicativo de que é “o homem forte de Deus” pela raiz hebraica. Por mais limitada que seja no futuro, a menina assinará Sofia, o nome que aponta sua densa sabedoria. Nem toda Letícia é feliz. Conheci um Adamastor que pouca similitude guardava com o gigante de Camões. Eu sou Leandro, homem-leão, como se nota pela juba vistosa. O nome é, como todo signo, arbitrário. Primeira camada sobre nós.

A segunda camada constará nos documentos: brasileiro nato. O que é ser brasileiro? Fronteiras traçadas ao longo da história com linhas imaginárias, respeitando ou não o terreno que as recebe. Uma entidade nacional que, supostamente, será sua pátria, sua identidade, sua marca quase sempre permanente. “Meu coração é brasileiro” eu já o declarei; todavia, um exame do meu cadáver pouco revelará ao anatomista quaisquer distinções dos meus ventrículos em relação a um vizinho argentino ou a um longínquo japonês. As metáforas são bonitas, poéticas até: meu coração é apátrida, biologicamente. Pátria é uma convenção celebrada diariamente, já foi dito. Sem dúvida, é a segunda camada que nos foi dada, quase sempre, ao ver a luz do mundo. 

(Leandro Karnal. O Estado de São Paulo. Acesso em: 01/09/2021. Fragmento.)

“Quando você nasceu, havia um nome e um sobrenome esperando-o.” (1º§) A palavra destacada anteriormente explicita a noção lógica de:

  • A

    Causa.

  • B

    Tempo.

  • C

    Espaço.

  • D

    Condição.

33729Questão 5|Português|médio

Texto para responder à questão.

As camadas

Quando você nasceu, havia um nome e um sobrenome esperando-o. O que eram? Uma decisão aleatória que fala muito dos desejos e projeções dos pais sobre cada um de nós. Nosso nome nos antecede e não aguardou nenhum traço de personalidade para ser colocado. Por mais fraco que seja, o menino Gabriel recebe o indicativo de que é “o homem forte de Deus” pela raiz hebraica. Por mais limitada que seja no futuro, a menina assinará Sofia, o nome que aponta sua densa sabedoria. Nem toda Letícia é feliz. Conheci um Adamastor que pouca similitude guardava com o gigante de Camões. Eu sou Leandro, homem-leão, como se nota pela juba vistosa. O nome é, como todo signo, arbitrário. Primeira camada sobre nós.

A segunda camada constará nos documentos: brasileiro nato. O que é ser brasileiro? Fronteiras traçadas ao longo da história com linhas imaginárias, respeitando ou não o terreno que as recebe. Uma entidade nacional que, supostamente, será sua pátria, sua identidade, sua marca quase sempre permanente. “Meu coração é brasileiro” eu já o declarei; todavia, um exame do meu cadáver pouco revelará ao anatomista quaisquer distinções dos meus ventrículos em relação a um vizinho argentino ou a um longínquo japonês. As metáforas são bonitas, poéticas até: meu coração é apátrida, biologicamente. Pátria é uma convenção celebrada diariamente, já foi dito. Sem dúvida, é a segunda camada que nos foi dada, quase sempre, ao ver a luz do mundo. 

(Leandro Karnal. O Estado de São Paulo. Acesso em: 01/09/2021. Fragmento.)

O referente, indicado entre parênteses para o pronome destacado, está INCORRETO em:

  • A

    “[...] eu já o declarei; [...]” (brasileiro)

  • B

    “[…] havia um nome e um sobrenome esperando-o.” (você)

  • C

    “[...] respeitando ou não o terreno que as recebe.” (linhas imaginárias)

  • D

    “Uma decisão aleatória que fala muito dos desejos e projeções dos pais […].” (decisão aleatória)

33730Questão 6|Português|médio

Texto para responder à questão.

As camadas

Quando você nasceu, havia um nome e um sobrenome esperando-o. O que eram? Uma decisão aleatória que fala muito dos desejos e projeções dos pais sobre cada um de nós. Nosso nome nos antecede e não aguardou nenhum traço de personalidade para ser colocado. Por mais fraco que seja, o menino Gabriel recebe o indicativo de que é “o homem forte de Deus” pela raiz hebraica. Por mais limitada que seja no futuro, a menina assinará Sofia, o nome que aponta sua densa sabedoria. Nem toda Letícia é feliz. Conheci um Adamastor que pouca similitude guardava com o gigante de Camões. Eu sou Leandro, homem-leão, como se nota pela juba vistosa. O nome é, como todo signo, arbitrário. Primeira camada sobre nós.

A segunda camada constará nos documentos: brasileiro nato. O que é ser brasileiro? Fronteiras traçadas ao longo da história com linhas imaginárias, respeitando ou não o terreno que as recebe. Uma entidade nacional que, supostamente, será sua pátria, sua identidade, sua marca quase sempre permanente. “Meu coração é brasileiro” eu já o declarei; todavia, um exame do meu cadáver pouco revelará ao anatomista quaisquer distinções dos meus ventrículos em relação a um vizinho argentino ou a um longínquo japonês. As metáforas são bonitas, poéticas até: meu coração é apátrida, biologicamente. Pátria é uma convenção celebrada diariamente, já foi dito. Sem dúvida, é a segunda camada que nos foi dada, quase sempre, ao ver a luz do mundo. 

(Leandro Karnal. O Estado de São Paulo. Acesso em: 01/09/2021. Fragmento.)

O sintagma destacado NÃO é sujeito do verbo em:

  • A

    “Eu sou Leandro, [...].”

  • B

    “Nem toda Letícia é feliz.”

  • C

    “Nosso nome nos antecede […].”

  • D

    “[…] o menino Gabriel recebe o indicativo […].”

33731Questão 7|Português|médio

Texto para responder à questão.

As camadas

Quando você nasceu, havia um nome e um sobrenome esperando-o. O que eram? Uma decisão aleatória que fala muito dos desejos e projeções dos pais sobre cada um de nós. Nosso nome nos antecede e não aguardou nenhum traço de personalidade para ser colocado. Por mais fraco que seja, o menino Gabriel recebe o indicativo de que é “o homem forte de Deus” pela raiz hebraica. Por mais limitada que seja no futuro, a menina assinará Sofia, o nome que aponta sua densa sabedoria. Nem toda Letícia é feliz. Conheci um Adamastor que pouca similitude guardava com o gigante de Camões. Eu sou Leandro, homem-leão, como se nota pela juba vistosa. O nome é, como todo signo, arbitrário. Primeira camada sobre nós.

A segunda camada constará nos documentos: brasileiro nato. O que é ser brasileiro? Fronteiras traçadas ao longo da história com linhas imaginárias, respeitando ou não o terreno que as recebe. Uma entidade nacional que, supostamente, será sua pátria, sua identidade, sua marca quase sempre permanente. “Meu coração é brasileiro” eu já o declarei; todavia, um exame do meu cadáver pouco revelará ao anatomista quaisquer distinções dos meus ventrículos em relação a um vizinho argentino ou a um longínquo japonês. As metáforas são bonitas, poéticas até: meu coração é apátrida, biologicamente. Pátria é uma convenção celebrada diariamente, já foi dito. Sem dúvida, é a segunda camada que nos foi dada, quase sempre, ao ver a luz do mundo. 

(Leandro Karnal. O Estado de São Paulo. Acesso em: 01/09/2021. Fragmento.)

A substituição do sintagma destacado pelo sugerido entre parênteses provoca alteração na forma verbal em:

  • A

    “[…] a menina assinará Sofia,” (as meninas)

  • B

    “O nome é, como todo signo, arbitrário.” (todos os signos)

  • C

    “A segunda camada constará nos documentos: [...]” (na identidade)

  • D

    “[…] e não aguardou nenhum traço de personalidade […].” (nenhuma linha)

33732Questão 8|Português|médio

Texto para responder à questão.

Desculpe, morri

Atendo ao telefone e:

“Boa noite, é Marcelo?”

“Quem é?”

“É você?”

“Quem está falando?”

“Poxa, que bom, eu precisava tanto falar com você, não

imagina o trabalho que deu pra descolar o seu...”

“Quer falar com quem?”

“Com você mesmo, Cariri.”

“Cariri?”

“Não era o seu apelido em Santos?”

“Como você sabe?”

“Pesquisei. Apelido louco. Por que te deram esse

apelido?”

“Olha, o que você quer?”

“Sou estudante e estou fazendo o meu trabalho.”

“Como você descolou o meu telefone?”

“Desculpe, Cariri. A pessoa que me deu pediu para não

ser identificada. Você é uma figurinha difícil de achar,

hein? Marcelão, Marcelão... Como vão as coisas?”

“Indo.”

“O seu Corinthians, hein?”

“Meu e de muita gente.”

“E a Ana?”

“Ana?”

“A do livro.”

“Que livro?”

“Como que livro, o seu livro!”

“Qual deles?”

“Tem mais de um?”

“Tem alguns.”

“Caramba! Estou falando do primeiro [...].”

“Pô, você é doidão, mesmo. Quando tempo você levou

pra escrever?”

“O quê?”

“Como o quê? O ‘Feliz Ano Passado’?”

“Ah... Levei um ano.”

“Pô, e você ficou uma fera com aquela enfermeira. Meu,

rolei de rir naquela parte. Marcelão, que figura. A gente

tem que se conhecer, cara, temos muitas coisas em

comum.”

“Sério?”

“Com certeza, pô, posso falar? Este livro marcou uma

época, tá ligado? Tipo assim, marcou uma geração,

certo?”

“Ouvi dizer.”

“Então, como vão as coisas?”

“Indo.”

“Pô, conta mais.”

“É que estou jantando.”

“Ah... Olha só. Eu preciso te entrevistar, cara. Pro meu

trabalho de TCC, tá ligado? Trabalho de Conclusão de

Curso.”

“Tô ligado.”

“Aí, vamos marcar?”

“Cara, não fica chateado, mas é a quinta pessoa que liga nessa semana pedindo, e não vai dar. Fim de ano, é sempre assim, um monte de estudantes liga, e tenho minha rotina, eu trabalho muito, não é pessoal, vê se me entende.”

“Ah, não vai dizer que vai regular?”

“Cara, é muita gente, não dá para atender todos...”

“São só 25 perguntinhas.”

“Só?”

[...]

(PAIVA, Marcelo Rubens [seleção: Regina Zilberman]. Crônicas para ler

na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011, pp. 15-17. Adaptado.)

Considerando o texto, analise as afirmativas a seguir.

I. As aspas foram usadas para sinalizar as falas dos personagens.

II. A história do texto começa quando Marcelo atende à chamada telefônica de um amigo.

III. O texto é narrado em 1ª pessoa e se desenvolve na estrutura de diálogo entre dois personagens.

Está correto o que se afirma apenas em

  • A

    III.

  • B

    I e II.

  • C

    I e III.

  • D

    II e III.

33733Questão 9|Português|médio

Texto para responder à questão.

Desculpe, morri

Atendo ao telefone e:

“Boa noite, é Marcelo?”

“Quem é?”

“É você?”

“Quem está falando?”

“Poxa, que bom, eu precisava tanto falar com você, não

imagina o trabalho que deu pra descolar o seu...”

“Quer falar com quem?”

“Com você mesmo, Cariri.”

“Cariri?”

“Não era o seu apelido em Santos?”

“Como você sabe?”

“Pesquisei. Apelido louco. Por que te deram esse

apelido?”

“Olha, o que você quer?”

“Sou estudante e estou fazendo o meu trabalho.”

“Como você descolou o meu telefone?”

“Desculpe, Cariri. A pessoa que me deu pediu para não

ser identificada. Você é uma figurinha difícil de achar,

hein? Marcelão, Marcelão... Como vão as coisas?”

“Indo.”

“O seu Corinthians, hein?”

“Meu e de muita gente.”

“E a Ana?”

“Ana?”

“A do livro.”

“Que livro?”

“Como que livro, o seu livro!”

“Qual deles?”

“Tem mais de um?”

“Tem alguns.”

“Caramba! Estou falando do primeiro [...].”

“Pô, você é doidão, mesmo. Quando tempo você levou

pra escrever?”

“O quê?”

“Como o quê? O ‘Feliz Ano Passado’?”

“Ah... Levei um ano.”

“Pô, e você ficou uma fera com aquela enfermeira. Meu,

rolei de rir naquela parte. Marcelão, que figura. A gente

tem que se conhecer, cara, temos muitas coisas em

comum.”

“Sério?”

“Com certeza, pô, posso falar? Este livro marcou uma

época, tá ligado? Tipo assim, marcou uma geração,

certo?”

“Ouvi dizer.”

“Então, como vão as coisas?”

“Indo.”

“Pô, conta mais.”

“É que estou jantando.”

“Ah... Olha só. Eu preciso te entrevistar, cara. Pro meu

trabalho de TCC, tá ligado? Trabalho de Conclusão de

Curso.”

“Tô ligado.”

“Aí, vamos marcar?”

“Cara, não fica chateado, mas é a quinta pessoa que liga nessa semana pedindo, e não vai dar. Fim de ano, é sempre assim, um monte de estudantes liga, e tenho minha rotina, eu trabalho muito, não é pessoal, vê se me entende.”

“Ah, não vai dizer que vai regular?”

“Cara, é muita gente, não dá para atender todos...”

“São só 25 perguntinhas.”

“Só?”

[...]

(PAIVA, Marcelo Rubens [seleção: Regina Zilberman]. Crônicas para ler

na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011, pp. 15-17. Adaptado.)

De acordo com o texto, Marcelo:

  • A

    Estava almoçando, quando o telefone tocou.

  • B

    Gosta muito de ser entrevistado por acadêmicos.

  • C

    Era chamado de “Cariri”, quando morava em Santos.

  • D

    É um escritor que publicou apenas o livro “Feliz Ano Passado”.

33734Questão 10|Português|médio

Texto para responder à questão.

Desculpe, morri

Atendo ao telefone e:

“Boa noite, é Marcelo?”

“Quem é?”

“É você?”

“Quem está falando?”

“Poxa, que bom, eu precisava tanto falar com você, não

imagina o trabalho que deu pra descolar o seu...”

“Quer falar com quem?”

“Com você mesmo, Cariri.”

“Cariri?”

“Não era o seu apelido em Santos?”

“Como você sabe?”

“Pesquisei. Apelido louco. Por que te deram esse

apelido?”

“Olha, o que você quer?”

“Sou estudante e estou fazendo o meu trabalho.”

“Como você descolou o meu telefone?”

“Desculpe, Cariri. A pessoa que me deu pediu para não

ser identificada. Você é uma figurinha difícil de achar,

hein? Marcelão, Marcelão... Como vão as coisas?”

“Indo.”

“O seu Corinthians, hein?”

“Meu e de muita gente.”

“E a Ana?”

“Ana?”

“A do livro.”

“Que livro?”

“Como que livro, o seu livro!”

“Qual deles?”

“Tem mais de um?”

“Tem alguns.”

“Caramba! Estou falando do primeiro [...].”

“Pô, você é doidão, mesmo. Quando tempo você levou

pra escrever?”

“O quê?”

“Como o quê? O ‘Feliz Ano Passado’?”

“Ah... Levei um ano.”

“Pô, e você ficou uma fera com aquela enfermeira. Meu,

rolei de rir naquela parte. Marcelão, que figura. A gente

tem que se conhecer, cara, temos muitas coisas em

comum.”

“Sério?”

“Com certeza, pô, posso falar? Este livro marcou uma

época, tá ligado? Tipo assim, marcou uma geração,

certo?”

“Ouvi dizer.”

“Então, como vão as coisas?”

“Indo.”

“Pô, conta mais.”

“É que estou jantando.”

“Ah... Olha só. Eu preciso te entrevistar, cara. Pro meu

trabalho de TCC, tá ligado? Trabalho de Conclusão de

Curso.”

“Tô ligado.”

“Aí, vamos marcar?”

“Cara, não fica chateado, mas é a quinta pessoa que liga nessa semana pedindo, e não vai dar. Fim de ano, é sempre assim, um monte de estudantes liga, e tenho minha rotina, eu trabalho muito, não é pessoal, vê se me entende.”

“Ah, não vai dizer que vai regular?”

“Cara, é muita gente, não dá para atender todos...”

“São só 25 perguntinhas.”

“Só?”

[...]

(PAIVA, Marcelo Rubens [seleção: Regina Zilberman]. Crônicas para ler

na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011, pp. 15-17. Adaptado.)

A função sintática do sintagma destacado NÃO está corretamente identificada entre parênteses em:

  • A

    “Como você sabe?” (sujeito)

  • B

    “Com você mesmo, Cariri.” (vocativo)

  • C

    “Atendo ao telefone e:” (objeto direto)

  • D

    “Pô, e você ficou uma fera com aquela enfermeira.” (predicativo do sujeito)