Vade Mecum Digital 2026De R$ 249,90 por 12x R$ 9,99 ou R$ 119,90 à vista
JurisHand AI Logo

Economista - 2025


Página 1  •  Total 40 questões
136305Questão 1|Português|superior

A crônica em forma de diálogo leva o título "Como fazer amor" e a assinatura de "Gabriel García Márquez". Não admira que, com credenciais tão chamativas, circule há semanas pelas redes, compartilhada com sucesso sempre garantido. "Ah, só podia ser o nosso Gabo!", "Nossa, amo Gabriel García Márquez", "Quanta sensibilidade, perfeito!", "Só mesmo a literatura pra nos trazer tanta verdade humana" são alguns dos comentários que o texto vem suscitando. Até aí, podia ser uma história bonita: as reflexões de um grande escritor morto sobre o amor continuam a comover leitores no mundo digital, tirando-os do embotamento do dia a dia. Não é inspirador? Mais do que isso, uma prova de que, mesmo enamorada outra vez do fascismo e à beira de uma catástrofe ambiental sem precedentes, a velha humanidade ainda nos permite ter alguma esperança, certo? Errado. O sucesso feito por "Como fazer amor" é parte do problema e não da solução. García Márquez é tão autor dessa crônica quanto eu escrevi um romance chamado "Cem Anos de Solidão" . Como eu sei disso? Entre incontáveis razões, porque o escritor colombiano ia preferir encarar um pelotão de fuzilamento a escrever uma frase como "tocar-nos com a ternura dócil de uma carícia que se expanda docemente até morrer num abraço", pérola de pieguice que no tal diálogo tem como resposta "Ai, que lindo". [...] Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergio-rodrigues/2024/09/a-era-de-ouro-do-analfabetismo-critico.shtml. Acesso em: 08 set. 2024.

No trecho negritado, e no parágrafo que se segue, o autor emprega uma estratégia argumentativa que tem como efeito principal

  • A

    utilizar uma comparação hiperbólica para criticar a qualidade da crônica, sugerindo que o prestígio de Cem Anos de Solidão torna impossível que o texto pertença ao mesmo autor.

  • B

    ironizar a falsa autoria da crônica, evidenciando o contraste entre o estilo sofisticado de Gabriel García Márquez e a pieguice presente no texto atribuído a ele.

  • C

    destacar a aceitação ingênua do público sem explorar o contraste estilístico entre o texto e o verdadeiro trabalho de García Márquez.

  • D

    sugerir, de maneira objetiva, que a crônica pode ter sido escrita por alguém menos renomado, questionando a qualidade literária do texto atribuído a García Márquez.

136306Questão 2|Português|superior

A concessão de bolsas em colégios de elite para alunos de baixa renda é importante ferramenta para a diminuição de desigualdades. Mas a conquista dessa oportunidade é só o primeiro obstáculo a ser superado. Após a matrícula, surgem outros, baseados em diferenças sociais. O suicídio de um bolsista que havia contado sofrer discriminação numa escola paulistana, em agosto, acendeu o debate sobre o tema. A Folha ouviu relatos em outras escolas que incluem desde manifestações indiretas de preconceito até as mais explícitas. Alunos que não pagam mensalidade apontam limitações na socialização, como não serem convidados para festas ou terem sua vestimenta criticada. O problema se agrava com piadas e apelidos discriminatórios sobre a situação econômica dos bolsistas, e até sobre raça e sexualidade. Além do bullying, presencial e online, há reclamações sobre a estrutura de ensino. Algumas instituições ofertam aulas apenas à noite para os bolsistas – que não podem entrar na escola antes do horário das aulas – ou em prédios separados. Uma aluna contou que até competições esportivas eram separadas entre os que pagavam e os que não pagavam mensalidade. [...] Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2024/09/preconceito-contra-bolsistas-vem-a-tona.shtml. Acesso em: 09 set. 2024.

Com base nas características do gênero discursivo, a sequência textual que predomina no texto apresentado é

  • A

    argumentativa, ao posicionar-se sobre as desigualdades e discriminação nas escolas de elite, contrapondo-se às práticas de exclusão social enfrentadas pelos alunos bolsistas.

  • B

    narrativa, ao relatar episódios de preconceito e exclusão vividos pelos bolsistas, enfocando suas experiências dentro do ambiente escolar.

  • C

    descritiva, ao apresentar as características do ambiente escolar e as interações entre bolsistas e alunos pagantes, destacando aspectos observáveis do cotidiano escolar.

  • D

    expositiva, ao fornecer informações e detalhes sobre as condições de ensino dos bolsistas e as práticas de segregação nas escolas de elite.

136307Questão 3|Português|superior

A ironia é que procrastinar exige energia, mas seus esforços estão indo na direção errada. Você não é exatamente preguiçoso, porque está sendo produtivo em outra coisa. Você sabe que não está focado nas suas prioridades e que está fazendo algo contra a consciência do seu “cérebro pensante”, mas mesmo assim adia o que tem de ser feito. Evitar isso amplifica a ansiedade quanto mais perto você chega do prazo. Então, por que nos torturamos desse jeito? Especialistas sugerem que a procrastinação está frequentemente associada à autorregulação emocional. É comum que sentimentos negativos ligados a determinadas tarefas nos impeçam de concluir o que precisamos fazer. Na ausência de ansiedade, normalmente aproveitamos a oportunidade para fazer aquilo que nos entusiasma. Se você teme responder a uma caixa de e-mails cheia, é mais provável que adie essa tarefa. Mas se você está ansioso para ir à praia, vai querer ir o mais rápido possível. Disponível em: https://forbes.com.br/carreira/2024/09/procrastinacao-como-parar-de-adiar-tarefas-e-fazer-o-quedeve-ser-feito/. Acesso em: 15 set. 2024.

No trecho em negrito, a comparação entre os dois comportamentos tem o efeito de

  • A

    sugerir que o adiamento de tarefas é inevitável diante de atividades mais atrativas, justificando o comportamento procrastinador em situações específicas.

  • B

    apresentar a procrastinação como uma reação natural a tarefas repetitivas e burocráticas, sem considerar outros fatores emocionais que poderiam influenciar o comportamento.

  • C

    criar um contraste superficial entre obrigações e lazer, suavizando a seriedade da procrastinação e minimizando as suas implicações emocionais.

  • D

    destacar como o adiamento de tarefas desagradáveis contrasta com a prontidão para realizar atividades prazerosas, enfatizando o papel das emoções na procrastinação.

136308Questão 4|Português|superior

[...] Comece sua jornada com uma nota positiva, fazendo um exercício de visualização na manhã antes de partir. Lauren Lauterbach e Courtney Cunningham, especialistas em cristais e cofundadoras da Moon & Stone, recomendam reservar dez minutos para visualizar toda a viagem se desenrolando perfeitamente – desde o momento em que você tranca a porta de casa até o seu retorno. Concentre-se em visualizar cenas, cheiros e sentimentos positivos. Esse ensaio mental não só prepara você para a viagem, como também alinha suas expectativas a resultados positivos, criando o cenário para a experiência desejada. [...] Karam defende a prática diária de afirmações e gratidão. Comece cada dia da sua viagem afirmando que apenas boas vibrações estão a caminho e visualize seu dia cheio de alegria e interações pacíficas. Agradeça antecipadamente pelas experiências maravilhosas que você espera ter e, ao final da viagem, agradeça ao local que te acolheu. Essa prática não só melhora positivamente a sua experiência de viagem, como também atrai mais sorte, abrindo caminho para futuras aventuras cheias de alegria. Disponível em: https://forbes.com.br/forbeslife/2024/09/5-dicas-para-superar-a-ansiedade-de-viajar-segundo-especialistas/. Acesso em: 14 set. 2024.

Ao observar a organização textual do fragmento, percebe-se que a estrutura empregada visa predominantemente

  • A

    evocar sensações e percepções associadas à prática de visualização, por meio de uma sequência descritiva que destaca elementos sensoriais da experiência sugerida, criando uma atmosfera envolvente.

  • B

    construir uma narrativa que explora as vivências emocionais e psicológicas ao longo da viagem, estabelecendo uma relação progressiva entre as etapas de preparação e a experiência emocional do viajante.

  • C

    oferecer instruções de caráter prático, utilizando uma sequência injuntiva que incentiva o leitor a executar ações de preparação mental, influenciando o estado emocional e psicológico durante a viagem.

  • D

    fornecer uma exposição informativa sobre as práticas de visualização e gratidão, explicando seus benefícios e efeitos potenciais, mantendo uma abordagem objetiva em relação ao impacto dessas técnicas.

136309Questão 5|Português|superior

[...] Esse (mau) hábito alimentar também está relacionado a depressão, ansiedade e declínio cognitivo, como apontou um relatório (4) produzido pela ONG americana Sapien Labs. Ao avaliar a rotina alimentar e o estado de saúde de quase 300 mil pessoas em 70 países, ela concluiu que 53% das pessoas que se alimentam de ultraprocessados várias vezes ao dia relatam sofrer de problemas relacionados à saúde mental – contra 18% dos entrevistados que raramente procuram por este tipo de comida. [...] Essa análise apontou que a maior ingestão de ultraprocessados está associada a um aumento de 50% no risco de morte por doenças cardiovasculares, de 48% a 53% mais risco de desenvolver transtornos mentais, e 12% mais probabilidade de sofrer diabetes tipo 2. Tem mais. Os ultraprocessados causam 57 mil mortes prematuras por ano no Brasil, como estima um estudo (6) elaborado por pesquisadores da USP, da Fiocruz, da Unifesp e da Universidade de Santiago (Chile). É isso mesmo. Eles matam mais gente, a cada ano, do que os acidentes de trânsito (que vitimam em torno de 30 mil pessoas), ou os homicídios (39.500 mortes no ano passado) . [...] Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/a-ameaca-dos-ultraprocessados/. Acesso em: 30 ago. 2024.

No trecho destacado, a argumentação mobilizada no texto é reforçada ao

  • A

    criar um contraste numérico entre causas distintas de mortalidade, ampliando a percepção dos riscos dos ultraprocessados em relação a fatores fatais como acidentes e homicídios.

  • B

    empregar uma comparação direta entre as mortes causadas por ultraprocessados e outros fatores conhecidos, com o objetivo de induzir uma reflexão crítica sobre o impacto dessas substâncias na saúde pública.

  • C

    utilizar uma metonímia ao associar o termo "ultraprocessados" diretamente às mortes, referindo-se, figurativamente, aos efeitos devastadores desse tipo de alimentação.

  • D

    reiterar dados numéricos para reforçar a gravidade das mortes relacionadas aos ultraprocessados, sublinhando a comparação com outros eventos fatais recorrentes no Brasil.

136310Questão 6|Português|superior

Ainda hoje, ninguém quer falar sobre isso. Às vezes, desconfiam que se trata de alguma performance – um fingir sofrer por atenção. Às vezes, acham que é falta de alguma coisa em particular que eles mesmos já descobriram o que é – de emprego, de algum deus, de tempo ao ar livre, de correr na esteira. E no geral, acham que é só desagradável de comentar mesmo. Algo que deveria ser evitado não só como sentimento, mas como assunto. Porque falar sobre é negatividade. Focar no problema, dizem, é parte do problema. É assim que se constrói o tabu sobre saúde mental. Uma receita que mistura máximas redutivas, achismos superficiais, experiências pessoais convertidas em regras, a famosa pressão por expressar positividade e uma boa dose de preconceito. É bem verdade que tudo carrega nuances. Sim, existe uma cultura de performance e até de romantização do sofrimento mental, principalmente nas redes sociais. Sim, passear ao ar livre e fazer exercícios físicos pode fazer bem para sua cabeça. E sim, tem gente que reclama demais mesmo, o tempo todo e para todo mundo, desconsiderando que o ouvido dos outros não é um penico. Mas sim, é verdade também que o sofrimento mental existe. É verdade que se trata de um problema frequentemente complexo que não vai ser resolvido com alguma receita de bolo. E é verdade também que evitar falar sobre isso não ajuda a ninguém. Disponível em: https://saude.abril.com.br/coluna/em-primeira-pessoa/cresci-em-uma-familia-marcada-por-transtornos-mentais/. Acesso em: 14 set. 2024.

As expressões em destaque no trecho contribuem para a argumentação ao

  • A

    equiparar as críticas e as defesas do debate sobre saúde mental, sugerindo que todas as opiniões possuem o mesmo grau de importância e validade.

  • B

    suavizar a seriedade do sofrimento mental, colocando-o no mesmo patamar de questões mais simples, como práticas de bem-estar e estilo de vida.

  • C

    apresentar os dois lados do debate sobre saúde mental sem tomar partido, propondo uma discussão aberta e equilibrada sobre o tema.

  • D

    reconhecer as críticas ao sofrimento mental nas redes sociais, mas contrastá-las com a seriedade do problema, estabelecendo um contraponto que reafirma a complexidade da questão.

136311Questão 7|Economia|superior

Lá se vão 16 anos desde que o paper fundador do Bitcoin foi publicado. Desde então, milhares de empreendedores e entusiastas da tecnologia pregaram um mundo novo na nossa relação com o dinheiro. Não colou. Como dinheiro, o Bitcoin e suas cripto irmãs até hoje ocupam quase que exclusivamente os subterrâneos da economia global. E quando você quer fazer pagamentos, continua a usar dinheiro de verdade – reais, dólares, euros. A segunda onda previu uma revolução completa no mundo dos investimentos, na qual as redes de blockchain , capazes de garantir a segurança das transações de forma simples, iriam eliminar intermediários e transformar o mercado financeiro por completo. Essa segunda aposta também não pegou – e tem como exemplo mais simbólico um prejuízo de 255 milhões de dólares australianos (R$ 830 milhões) da bolsa da Austrália, a mais ambiciosa em apostar na transição dos sistemas centralizados para o uso de blockchain . O projeto fracassou e o sistema tradicional continua em operação. Só que após a coleção de promessas fracassadas e muito dinheiro perdido nessas apostas, a tecnologia que serve de base para o funcionamento das criptomoedas começa a mostrar que pode, sim, ser uma ferramenta para aperfeiçoar a maneira com a qual empresas captam dinheiro – e com a qual pessoas investem. Disponível em: https://vocesa.abril.com.br/economia/entenda-de-uma-vez-a-tokenizacao-de-investimentos/. Acesso em: 29 ago. 2024.

Com base nas diferentes modalidades linguísticas presentes no fragmento acima, o texto

  • A

    adota uma abordagem técnica e formal, com expressões como “sistemas centralizados” e “eliminar intermediários”, mantendo o foco no público especializado, com pouco espaço para expressões de uso coloquial.

  • B

    mescla linguagem técnica e coloquial, mas dá ênfase maior às expressões informais, como “não colou”, para reforçar o tom crítico e descontraído, relegando os termos técnicos a um papel secundário.

  • C

    combina linguagem técnica com expressões mais acessíveis, utilizando termos como “blockchain” e “criptomoedas” ao lado de expressões informais, como “não colou” e “cripto irmãs”, para se comunicar com um público diversificado e não especializado.

  • D

    mantém uma linguagem predominantemente técnica e especializada, exemplificada por termos como “segurança das transações” e “economia global”, sem recorrer amplamente a expressões acessíveis ao público leigo.

136312Questão 8|Português|superior

Em 2016, a psicóloga Gésica Bergamini ouviu falar de uma técnica terapêutica alternativa que estava se popularizando: a constelação familiar. Como uma profissional da área, decidiu se atualizar – comprou livros sobre o tema e foi participar de sessões presenciais para entender aquele método alternativo. O que ela ouviu ao ser atendida, porém, não é o que se espera de uma terapia convencional. É que Gésica tem um filho autista – e o que lhe foi dito em uma sessão de constelação é que a “culpa” disso era dela mesma. O motivo? Ela era uma pessoa que enfrentava ideação suicida, decorrente de transtornos psiquiátricos. “Me disseram que, como eu negava a vida, eu não poderia dar a vida a ele. Eu precisava aceitar a vida e renascer para meu filho se ‘curar’ do autismo”, conta. Nem é preciso dizer que isso é pura balela: o transtorno do espectro autista resulta do desenvolvimento atípico do cérebro de uma pessoa, tem raízes genéticas e não é “culpa” de alguém, muito menos por razões espirituais. E, claro, não tem cura. Esse nem foi o maior absurdo que Gésica ouviu naquele dia. Na sessão de outra paciente – as constelações ocorrem em grupo e são abertas, como veremos adiante –, uma mulher relatou que havia sido abusada sexualmente pelo pai. Um homem desconhecido foi chamado para “representar” seu pai naquela sala, e ela foi orientada a se ajoelhar e pedir perdão a ele. “Ela chorava demais e dizia ‘eu não consigo, eu não consigo”’, conta Gésica. Esse não é um relato isolado. Nos últimos anos, depoimentos de pessoas que passaram por situações vexatórias e humilhantes durante sessões de constelação familiar passaram a aparecer com mais frequência na mídia e nas redes sociais, levantando um debate sobre a validade de sua aplicação. [...] Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/o-que-e-a-constelacao-familiar-e-quais-sao-seus-perigos. Acesso em: 29 ago. 2024.

Com base nas sequências textuais e na construção argumentativa do fragmento, a estrutura do texto

  • A

    combina sequências narrativas e argumentativas para apresentar relatos pessoais e sustentar uma crítica às práticas da constelação familiar, construindo um posicionamento contrário ao método.

  • B

    privilegia uma sequência expositiva ao apresentar os fatos relacionados à constelação familiar, sem emitir juízos de valor ou criticar diretamente a validade da prática.

  • C

    baseia-se em uma sequência descritiva para relatar os eventos vividos por Gésica e outras pacientes, sem aprofundar-se na discussão sobre os efeitos terapêuticos do método.

  • D

    utiliza uma sequência dialogal ao incluir falas diretas dos participantes, como nas falas de Gésica e outras pacientes, mas mantém a crítica às práticas da constelação familiar ao longo do texto.

136313Questão 9|Português|superior

bcd6688078258d54b18a569202399ef6329282f06bcc93d46981b72c85cc8f84-9-0.jpg Disponível em: https://instagram.com/mturismo. Acesso em: 21 ago. 2024. Sobre o uso da variedade linguística no enunciado "O turismo tá estourado!", é INCORRETO afirmar que

  • A

    a utilização de uma expressão mais acessível visa aproximar-se do público, reforçando a comunicação direta e promovendo uma imagem positiva e otimista do setor turístico.

  • B

    a escolha de uma expressão informal compromete a seriedade da mensagem oficial, desvalorizando a instituição ao adotar um tom coloquial inadequado para o contexto institucional.

  • C

    o emprego de um registro informal, aliado ao uso da norma padrão, equilibra a seriedade da instituição com uma linguagem que busca envolver diferentes perfis de público.

  • D

    a estratégia de variação linguística, ao alternar entre elementos informais e técnicos, amplia o alcance da mensagem, tornando-a mais atrativa para um público diversificado.

136314Questão 10|Português|superior

Não é alarmismo de cientistas paranoicos. É fato: de acordo com dados do Copernicus, instituto de monitoramento climático mantido pela União Europeia, durante pelo menos cinco dias o sudoeste da Amazônia foi a região do planeta que mais emitiu gases de efeito estufa. Mais que áreas poluidoras da China, da Índia ou polos urbanos e industriais dos países ricos. Em vez de funcionar como o proverbial “pulmão do mundo” — chavão cunhado há décadas que não corresponde faz tempo à realidade — e de capturar gases poluentes, a Floresta Amazônica começa, ao contrário, a agravar o aquecimento global. Cientistas temem que a tendência se torne irreversível. A causa da inversão de papéis é o desmatamento, agravado por incêndios devastadores sem precedentes. De 1º de janeiro a 9 de setembro, os 82 mil focos de fogo detectados foram o dobro dos mapeados no mesmo período do ano passado. A Amazônia chegou a tal ponto depois de muito descaso com a ocupação desordenada da região onde fica a maior floresta tropical do planeta. É fundamental cobrar do Executivo medidas de combate ao fogo e proteção da floresta. Mas a responsabilidade vai além. Precisa se estender ao Legislativo, onde ainda tramita uma “boiada” de projetos enfraquecendo a lei ambiental. E também ao Judiciário, onde são frequentes casos de leniência com crimes contra a natureza. [...] Atentados contra o meio ambiente não são crimes de baixo poder ofensivo. E não basta se mobilizar quando o pior já aconteceu. É preciso haver vontade e base jurídica para proteger as florestas. Com a Amazônia e o Pantanal em chamas, o Brasil terá dificuldades de reclamar quando for acusado em fóruns internacionais de ser conivente com a destruição do meio ambiente e de contribuir para o descontrole do clima. Deveríamos, ao contrário, transformar nossos biomas em exemplo de conservação para o planeta. Antes que seja tarde demais. Disponível em: https://oglobo.globo.com/opiniao/editorial/coluna/2024/09/leniencia-com-crimes-ambientais-interfere-noclima.ghtml. Acesso em: 14 set. 2024.

Com base na estrutura argumentativa do editorial, conclui-se que o texto

  • A

    articula dados alarmantes e críticas às políticas ambientais, enfatizando que a inação dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário compromete a reputação internacional do Brasil e agrava a crise ambiental.

  • B

    concentra-se nas questões políticas e ambientais, responsabilizando principalmente a ocupação desordenada da Amazônia, sem considerar a atuação dos poderes Legislativo e Judiciário.

  • C

    distribui a responsabilidade pela crise entre os três poderes, e sugere, em um tom alarmista, que medidas urgentes sejam tomadas, antes que seja tarde demais.

  • D

    adota uma abordagem retórica mais crítica e alarmante, com foco em pressionar as autoridades, sem abrir espaço para uma análise equilibrada das possíveis soluções para a crise ambiental.