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Ainda hoje, ninguém quer falar sobre isso. Às vezes, desconfiam que se trata de alguma performance – um fingir sofrer por atenção. Às vezes, acham que é falt...


136310|Português|superior

Ainda hoje, ninguém quer falar sobre isso. Às vezes, desconfiam que se trata de alguma performance – um fingir sofrer por atenção. Às vezes, acham que é falta de alguma coisa em particular que eles mesmos já descobriram o que é – de emprego, de algum deus, de tempo ao ar livre, de correr na esteira. E no geral, acham que é só desagradável de comentar mesmo. Algo que deveria ser evitado não só como sentimento, mas como assunto. Porque falar sobre é negatividade. Focar no problema, dizem, é parte do problema. É assim que se constrói o tabu sobre saúde mental. Uma receita que mistura máximas redutivas, achismos superficiais, experiências pessoais convertidas em regras, a famosa pressão por expressar positividade e uma boa dose de preconceito. É bem verdade que tudo carrega nuances. Sim, existe uma cultura de performance e até de romantização do sofrimento mental, principalmente nas redes sociais. Sim, passear ao ar livre e fazer exercícios físicos pode fazer bem para sua cabeça. E sim, tem gente que reclama demais mesmo, o tempo todo e para todo mundo, desconsiderando que o ouvido dos outros não é um penico. Mas sim, é verdade também que o sofrimento mental existe. É verdade que se trata de um problema frequentemente complexo que não vai ser resolvido com alguma receita de bolo. E é verdade também que evitar falar sobre isso não ajuda a ninguém. Disponível em: https://saude.abril.com.br/coluna/em-primeira-pessoa/cresci-em-uma-familia-marcada-por-transtornos-mentais/. Acesso em: 14 set. 2024.

As expressões em destaque no trecho contribuem para a argumentação ao

  • A

    equiparar as críticas e as defesas do debate sobre saúde mental, sugerindo que todas as opiniões possuem o mesmo grau de importância e validade.

  • B

    suavizar a seriedade do sofrimento mental, colocando-o no mesmo patamar de questões mais simples, como práticas de bem-estar e estilo de vida.

  • C

    apresentar os dois lados do debate sobre saúde mental sem tomar partido, propondo uma discussão aberta e equilibrada sobre o tema.

  • D

    reconhecer as críticas ao sofrimento mental nas redes sociais, mas contrastá-las com a seriedade do problema, estabelecendo um contraponto que reafirma a complexidade da questão.