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Técnico Judiciário - Área Administrativa - 2014


Página 2  •  Total 50 questões
139468Questão 11|Português|médio

Atenção

: Para responder a questão considere o texto abaixo.

Ler um livro é desinteressar-se a gente deste mundo co-

mum e objetivo para viver noutro mundo. A janela iluminada noi-

te adentro isola o leitor da realidade da rua, que é o sumidouro

da vida subjetiva. Árvores ramalham. De vez em quando pas-

sam passos. Lá no alto estrelas teimosas namoram inutilmente

a janela iluminada. O homem, prisioneiro do círculo claro da

lâmpada, apenas ligado a este mundo pela fatalidade vegetativa

do seu corpo, está suspenso no ponto ideal de uma outra di-

mensão, além do tempo e do espaço. No tapete voador só há

lugar para dois passageiros: Leitor e autor.

O leitor ingênuo é simplesmente ator. Quero dizer que,

num folhetim ou num romance policial, procura o reflexo dos

seus sentimentos imediatos, identificando-se logo com o pro-

tagonista ou herói do romance. Isto, aliás, se dá mais ou menos

com qualquer leitor, diante de qualquer livro; de modo geral, nós

nos lemos através dos livros.

Mas no leitor ingênuo, essa lei dos reflexos toma a forma

de um desinteresse pelo livro como obra de arte. Pouco importa

a impressão literária, o sabor do estilo, a voz do autor. Quer di-

vertir-se, esquecer as pequenas misérias da vida, vivendo ou-

tras vidas desencadeadas pelo bovarismo da leitura. E tem ra-

zão. Há dentro dele uma floração de virtualidades recalcadas

que, não encontrando desimpedido o caminho estreito da ação,

tentam fugir pela estrada larga do sonho.

Assim éramos nós então, por não sabermos ler nas en-

trelinhas. E daquela primeira fase de educação sentimental, que

parecia inevitável como as espinhas, passava quase sempre o

jovem monstro para uma crise de hipercrítica. Devido à neces-

sidade de um restabelecimento de equilíbrio, o excesso engen-

drava o excesso contrário. A pouco e pouco os românticos per-

diam terreno em proveito dos naturalistas. Dava-se uma verda-

deira subversão de valores na escala da sensibilidade e a fanta-

sia comprazia-se em derrubar os antigos ídolos. Formava-se

muitas vezes, coincidindo com manifestações mórbidas que são

do domínio da psicanálise, um pedantismo da clarividência, tão

nocivo como a intemperança imaginosa ou sentimental, e talvez

mais ingênuo, pois refletia um ressentimento de namorado ain-

da ferido nas suas primeiras ilusões.

(Adaptado de: MEYER, Augusto. “Do Leitor”, In

: À sombra da

estante

, Rio de Janeiro, José Olympio, 1947, p. 11-19)

Atente para as seguintes afirmações.

I. Em Há dentro dele uma floração de virtualidades recalcadas que, não encontrando desimpedido o caminho estreito da ação ... (3º parágrafo), as formas verbais “Há” e “encontrando” têm o mesmo sujeito. II. Na frase Pouco importa a impressão literária, o sabor do estilo, a voz do autor (3º parágrafo), o verbo pode, indiferentemente, ser flexionado no singular ou no plural. III. Em Formava-se muitas vezes, coincidindo com manifestações mórbidas ... (4º parágrafo) pode-se acrescentar uma vírgula imediatamente após “Formava-se”, sem prejuízo para a correção e o sentido.

Está correto o que consta APENAS em

  • A

    I e III.

  • B

    I e II.

  • C

    III.

  • D

    II e III.

  • E

    II.

139469Questão 12|Português|médio

Atenção

: Para responder a questão considere o texto abaixo.

Ler um livro é desinteressar-se a gente deste mundo co-

mum e objetivo para viver noutro mundo. A janela iluminada noi-

te adentro isola o leitor da realidade da rua, que é o sumidouro

da vida subjetiva. Árvores ramalham. De vez em quando pas-

sam passos. Lá no alto estrelas teimosas namoram inutilmente

a janela iluminada. O homem, prisioneiro do círculo claro da

lâmpada, apenas ligado a este mundo pela fatalidade vegetativa

do seu corpo, está suspenso no ponto ideal de uma outra di-

mensão, além do tempo e do espaço. No tapete voador só há

lugar para dois passageiros: Leitor e autor.

O leitor ingênuo é simplesmente ator. Quero dizer que,

num folhetim ou num romance policial, procura o reflexo dos

seus sentimentos imediatos, identificando-se logo com o pro-

tagonista ou herói do romance. Isto, aliás, se dá mais ou menos

com qualquer leitor, diante de qualquer livro; de modo geral, nós

nos lemos através dos livros.

Mas no leitor ingênuo, essa lei dos reflexos toma a forma

de um desinteresse pelo livro como obra de arte. Pouco importa

a impressão literária, o sabor do estilo, a voz do autor. Quer di-

vertir-se, esquecer as pequenas misérias da vida, vivendo ou-

tras vidas desencadeadas pelo bovarismo da leitura. E tem ra-

zão. Há dentro dele uma floração de virtualidades recalcadas

que, não encontrando desimpedido o caminho estreito da ação,

tentam fugir pela estrada larga do sonho.

Assim éramos nós então, por não sabermos ler nas en-

trelinhas. E daquela primeira fase de educação sentimental, que

parecia inevitável como as espinhas, passava quase sempre o

jovem monstro para uma crise de hipercrítica. Devido à neces-

sidade de um restabelecimento de equilíbrio, o excesso engen-

drava o excesso contrário. A pouco e pouco os românticos per-

diam terreno em proveito dos naturalistas. Dava-se uma verda-

deira subversão de valores na escala da sensibilidade e a fanta-

sia comprazia-se em derrubar os antigos ídolos. Formava-se

muitas vezes, coincidindo com manifestações mórbidas que são

do domínio da psicanálise, um pedantismo da clarividência, tão

nocivo como a intemperança imaginosa ou sentimental, e talvez

mais ingênuo, pois refletia um ressentimento de namorado ain-

da ferido nas suas primeiras ilusões.

(Adaptado de: MEYER, Augusto. “Do Leitor”, In

: À sombra da

estante

, Rio de Janeiro, José Olympio, 1947, p. 11-19)

No segmento ... procura o reflexo dos seus sentimentos imediatos, identificando-se logo com o protagonista ou herói do romance (2º parágrafo), de acordo com o contexto, pode-se substituir a expressão sublinhada por:

  • A

    porque se identifica

  • B

    caso se identifique

  • C

    à medida que se identifica

  • D

    posto que se identifique

  • E

    de modo a identificar-se

139470Questão 13|Português|médio

Atenção

: Para responder a questão considere o texto abaixo.

Ler um livro é desinteressar-se a gente deste mundo co-

mum e objetivo para viver noutro mundo. A janela iluminada noi-

te adentro isola o leitor da realidade da rua, que é o sumidouro

da vida subjetiva. Árvores ramalham. De vez em quando pas-

sam passos. Lá no alto estrelas teimosas namoram inutilmente

a janela iluminada. O homem, prisioneiro do círculo claro da

lâmpada, apenas ligado a este mundo pela fatalidade vegetativa

do seu corpo, está suspenso no ponto ideal de uma outra di-

mensão, além do tempo e do espaço. No tapete voador só há

lugar para dois passageiros: Leitor e autor.

O leitor ingênuo é simplesmente ator. Quero dizer que,

num folhetim ou num romance policial, procura o reflexo dos

seus sentimentos imediatos, identificando-se logo com o pro-

tagonista ou herói do romance. Isto, aliás, se dá mais ou menos

com qualquer leitor, diante de qualquer livro; de modo geral, nós

nos lemos através dos livros.

Mas no leitor ingênuo, essa lei dos reflexos toma a forma

de um desinteresse pelo livro como obra de arte. Pouco importa

a impressão literária, o sabor do estilo, a voz do autor. Quer di-

vertir-se, esquecer as pequenas misérias da vida, vivendo ou-

tras vidas desencadeadas pelo bovarismo da leitura. E tem ra-

zão. Há dentro dele uma floração de virtualidades recalcadas

que, não encontrando desimpedido o caminho estreito da ação,

tentam fugir pela estrada larga do sonho.

Assim éramos nós então, por não sabermos ler nas en-

trelinhas. E daquela primeira fase de educação sentimental, que

parecia inevitável como as espinhas, passava quase sempre o

jovem monstro para uma crise de hipercrítica. Devido à neces-

sidade de um restabelecimento de equilíbrio, o excesso engen-

drava o excesso contrário. A pouco e pouco os românticos per-

diam terreno em proveito dos naturalistas. Dava-se uma verda-

deira subversão de valores na escala da sensibilidade e a fanta-

sia comprazia-se em derrubar os antigos ídolos. Formava-se

muitas vezes, coincidindo com manifestações mórbidas que são

do domínio da psicanálise, um pedantismo da clarividência, tão

nocivo como a intemperança imaginosa ou sentimental, e talvez

mais ingênuo, pois refletia um ressentimento de namorado ain-

da ferido nas suas primeiras ilusões.

(Adaptado de: MEYER, Augusto. “Do Leitor”, In

: À sombra da

estante

, Rio de Janeiro, José Olympio, 1947, p. 11-19)

O segmento que pode ser transposto para a voz passiva encontra-se em:

  • A

    ... de modo geral, nós nos lemos através dos livros .

  • B

    O leitor ingênuo é simplesmente ator .

  • C

    Há dentro dele uma floração de virtualidades recalcadas ...

  • D

    ... educação sentimental, que parecia inevitável como as espinhas ...

  • E

    De vez em quando passam passos.

139471Questão 14|Português|médio

Atenção

: Para responder a questão considere o texto abaixo.

Ler um livro é desinteressar-se a gente deste mundo co-

mum e objetivo para viver noutro mundo. A janela iluminada noi-

te adentro isola o leitor da realidade da rua, que é o sumidouro

da vida subjetiva. Árvores ramalham. De vez em quando pas-

sam passos. Lá no alto estrelas teimosas namoram inutilmente

a janela iluminada. O homem, prisioneiro do círculo claro da

lâmpada, apenas ligado a este mundo pela fatalidade vegetativa

do seu corpo, está suspenso no ponto ideal de uma outra di-

mensão, além do tempo e do espaço. No tapete voador só há

lugar para dois passageiros: Leitor e autor.

O leitor ingênuo é simplesmente ator. Quero dizer que,

num folhetim ou num romance policial, procura o reflexo dos

seus sentimentos imediatos, identificando-se logo com o pro-

tagonista ou herói do romance. Isto, aliás, se dá mais ou menos

com qualquer leitor, diante de qualquer livro; de modo geral, nós

nos lemos através dos livros.

Mas no leitor ingênuo, essa lei dos reflexos toma a forma

de um desinteresse pelo livro como obra de arte. Pouco importa

a impressão literária, o sabor do estilo, a voz do autor. Quer di-

vertir-se, esquecer as pequenas misérias da vida, vivendo ou-

tras vidas desencadeadas pelo bovarismo da leitura. E tem ra-

zão. Há dentro dele uma floração de virtualidades recalcadas

que, não encontrando desimpedido o caminho estreito da ação,

tentam fugir pela estrada larga do sonho.

Assim éramos nós então, por não sabermos ler nas en-

trelinhas. E daquela primeira fase de educação sentimental, que

parecia inevitável como as espinhas, passava quase sempre o

jovem monstro para uma crise de hipercrítica. Devido à neces-

sidade de um restabelecimento de equilíbrio, o excesso engen-

drava o excesso contrário. A pouco e pouco os românticos per-

diam terreno em proveito dos naturalistas. Dava-se uma verda-

deira subversão de valores na escala da sensibilidade e a fanta-

sia comprazia-se em derrubar os antigos ídolos. Formava-se

muitas vezes, coincidindo com manifestações mórbidas que são

do domínio da psicanálise, um pedantismo da clarividência, tão

nocivo como a intemperança imaginosa ou sentimental, e talvez

mais ingênuo, pois refletia um ressentimento de namorado ain-

da ferido nas suas primeiras ilusões.

(Adaptado de: MEYER, Augusto. “Do Leitor”, In

: À sombra da

estante

, Rio de Janeiro, José Olympio, 1947, p. 11-19)

... esquecer as pequenas misérias da vida ... Quero dizer que, num folhetim ou num romance ... ... os românticos perdiam terreno em proveito dos naturalistas. Com as alterações necessárias, na ordem dada, os complementos verbais dos segmentos acima são corretamente substituídos por pronomes em:

  • A

    esquecer-lhes - dizê-los - perdiam-no

  • B

    esquecer-lhes - dizer-lhes - perdiam-lhes

  • C

    esquecê-las - dizê-lo - perdiam-no

  • D

    esquecê-la - dizê-los - perdiam-nos

  • E

    esquecê-las - dizer-lhes - perdiam-no

139472Questão 15|Raciocínio Lógico|médio

Considere verdadeiras as afirmativas:

Se não fui ao mercado, então não fiz compras. Comprei creme e sabonete. Ou comprei queijo ou comprei iogurte. Comprei cereal ou comprei pão.

A partir dessas afirmações, pode-se concluir que

  • A

    fui ao mercado e comprei sabonete.

  • B

    não comprei nem queijo nem iogurte.

  • C

    não fui ao mercado.

  • D

    só comprei creme.

  • E

    não comprei cereal nem pão.

139473Questão 16|Raciocínio Lógico|médio

“Se vou ao shopping, então faço compras”. Supondo verdadeira a afirmação anterior, e a partir dela, pode-se concluir que

  • A

    só posso fazer compras em um lugar específico.

  • B

    sempre que vou ao shopping compro alguma coisa.

  • C

    para fazer compras, preciso ir ao shopping.

  • D

    posso ir ao shopping e não fazer compras.

  • E

    somente vou ao shopping.

139474Questão 17|Raciocínio Lógico|médio

O número que corresponde ao resultado da expressão numérica

b6c6b0b600fa89d9d1a2fb1766168310ae78fa68ff29c4afc4998a4c689e6cdd-17-0..jpg

é igual a

  • A

    7/18.

  • B

    5/9.

  • C

    13/36.

  • D
  • E
139475Questão 18|Raciocínio Lógico|médio

Um investidor inicia seus negócios com um valor x. Após um mês, faz a 1ª apuração e verifica que perdeu 20% de seu valor inicial. Após outro mês, faz a 2ª operação e verifica que perdeu 30% do valor da 1ª apuração. Após o 3º mês, faz a 3ª apuração e verifica que havia recuperado 10% do valor que tinha no momento da 2ª apuração. Após esses três meses, no momento da 3ª apuração, esse investidor verificou que já perdera, em relação ao valor inicial x, uma parte correspondente, em %, a

  • A
  • B
  • C
  • D

    61,6.

  • E

    38,4.

139476Questão 19|Raciocínio Lógico|médio

A idade do irmão mais novo está para 3, assim como a idade do irmão mais velho está para 4. A idade do irmão mais velho está para 2, assim como a idade do pai está para 11. O pai tinha 36 anos quando nasceu o filho mais velho. Dessa maneira a diferença de idade entre esses dois irmãos é, em anos, igual a

  • A
  • B
  • C
  • D
  • E
139477Questão 20|Raciocínio Lógico|médio

O primeiro múltiplo de 7 que é maior que 1000 é também múltiplo de

  • A

    11 e de 19.

  • B

    19 e de 13.

  • C

    11 e de 13.

  • D

    19 e de 23.

  • E

    23 e de 11.