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Técnico Judiciário - Área Administrativa - 2014


Página 1  •  Total 50 questões
139458Questão 1|Português|médio

Atenção

: Para responder a questão considere o texto abaixo.

No campo da técnica e da ciência, nossa época produz milagres todos os dias. Mas o progresso moderno tem amiúde um custo destrutivo, por exemplo, em danos irreparáveis à natureza, e nem sempre contribui para reduzir a pobreza.

A pós-modernidade destruiu o mito de que as humanidades humanizam. Não é indubitável aquilo em que acreditam tantos filósofos otimistas, ou seja, que uma educação liberal, ao alcance de todos, garantiria um futuro de liberdade e igualdade de oportunidades nas democracias modernas. George Steiner, por exemplo, afirma que “bibliotecas, museus, universidades, centros de investigação por meio dos quais se transmitem as humanidades e as ciências podem prosperar nas proximidades dos campos de concentração”. “O que o elevado humanismo fez de bom para as massas oprimidas da comunidade? Que utilidade teve a cultura quando chegou a barbárie?

Numerosos trabalhos procuraram definir as características da cultura no contexto da globalização e da extraordinária revolução tecnológica. Um deles é o de Gilles Lipovetski e Jean Serroy, A cultura-mundo. Nele, defende-se a ideia de uma cultura global − a cultura-mundo − que vem criando, pela primeira vez na história, denominadores culturais dos quais participam indivíduos dos cinco continentes, aproximando-os e igualando-os apesar das diferentes tradições e línguas que lhes são próprias.

Essa “cultura de massas” nasce com o predomínio da imagem e do som sobre a palavra, ou seja, com a tela. A indústria cinematográfica, sobretudo a partir de Hollywood, “globaliza” os filmes, levando-os a todos os países, a todas as camadas sociais. Esse processo se acelerou com a criação das redes sociais e a universalização da internet.

Tal cultura planetária teria, ainda, desenvolvido um individualismo extremo em todo o globo. Contudo, a publicidade e as modas que lançam e impõem os produtos culturais em nossos tempos são um obstáculo a indivíduos independentes.

O que não está claro é se essa cultura-mundo é cultura em sentido estrito, ou se nos referimos a coisas completamente diferentes quando falamos, por um lado, de uma ópera de Wagner e, por outro, dos filmes de Hitchcock e de John Ford.

A meu ver, a diferença essencial entre a cultura do passado e o entretenimento de hoje é que os produtos daquela pretendiam transcender o tempo presente, continuar vivos nas gerações futuras, ao passo que os produtos deste são fabricados para serem consumidos no momento e desaparecer. Cultura é diversão, e o que não é divertido não é cultura.

(Adaptado de: VARGAS LLOSA, M.

A civilização do espetáculo

.

Rio de Janeiro, Objetiva, 2013, formato ebook)

Possuem os mesmos tipos de complemento os verbos grifados em:

  • A

    ... nossa época produz milagres todos os dias. // ... o mito de que as humanidades humanizam .

  • B

    Essa “cultura de massas” nasce com o predomínio... // Um deles é o de Gilles Lipovetski ...

  • C

    A pós-modernidade destruiu o mito de que... // ... nossa época produz milagres todos os dias.

  • D

    Essa cultura de massas nasce com o predomínio... // ... e nem sempre contribui para ...

  • E

    ... as ciências podem prosperar nas proximidades... // A pós-modernidade destruiu o mito de que ...

139459Questão 2|Português|médio

Atenção

: Para responder a questão considere o texto abaixo.

No campo da técnica e da ciência, nossa época produz milagres todos os dias. Mas o progresso moderno tem amiúde um custo destrutivo, por exemplo, em danos irreparáveis à natureza, e nem sempre contribui para reduzir a pobreza.

A pós-modernidade destruiu o mito de que as humanidades humanizam. Não é indubitável aquilo em que acreditam tantos filósofos otimistas, ou seja, que uma educação liberal, ao alcance de todos, garantiria um futuro de liberdade e igualdade de oportunidades nas democracias modernas. George Steiner, por exemplo, afirma que “bibliotecas, museus, universidades, centros de investigação por meio dos quais se transmitem as humanidades e as ciências podem prosperar nas proximidades dos campos de concentração”. “O que o elevado humanismo fez de bom para as massas oprimidas da comunidade? Que utilidade teve a cultura quando chegou a barbárie?

Numerosos trabalhos procuraram definir as características da cultura no contexto da globalização e da extraordinária revolução tecnológica. Um deles é o de Gilles Lipovetski e Jean Serroy, A cultura-mundo. Nele, defende-se a ideia de uma cultura global − a cultura-mundo − que vem criando, pela primeira vez na história, denominadores culturais dos quais participam indivíduos dos cinco continentes, aproximando-os e igualando-os apesar das diferentes tradições e línguas que lhes são próprias.

Essa “cultura de massas” nasce com o predomínio da imagem e do som sobre a palavra, ou seja, com a tela. A indústria cinematográfica, sobretudo a partir de Hollywood, “globaliza” os filmes, levando-os a todos os países, a todas as camadas sociais. Esse processo se acelerou com a criação das redes sociais e a universalização da internet.

Tal cultura planetária teria, ainda, desenvolvido um individualismo extremo em todo o globo. Contudo, a publicidade e as modas que lançam e impõem os produtos culturais em nossos tempos são um obstáculo a indivíduos independentes.

O que não está claro é se essa cultura-mundo é cultura em sentido estrito, ou se nos referimos a coisas completamente diferentes quando falamos, por um lado, de uma ópera de Wagner e, por outro, dos filmes de Hitchcock e de John Ford.

A meu ver, a diferença essencial entre a cultura do passado e o entretenimento de hoje é que os produtos daquela pretendiam transcender o tempo presente, continuar vivos nas gerações futuras, ao passo que os produtos deste são fabricados para serem consumidos no momento e desaparecer. Cultura é diversão, e o que não é divertido não é cultura.

(Adaptado de: VARGAS LLOSA, M.

A civilização do espetáculo

.

Rio de Janeiro, Objetiva, 2013, formato ebook)

Depreende-se corretamente do texto:

  • A

    A menção ao que seria cultura em sentido estrito estabelece uma diferença entre a noção de cultura de que parte o autor e aquela estabelecida pelo pensador Gilles Lipovetski.

  • B

    A asserção de que o progresso moderno tem amiúde um custo destrutivo estabelece, no parágrafo, noção de finalidade.

  • C

    Os pontos de interrogação das perguntas feitas no segundo parágrafo podem ser suprimidos por se tratar de perguntas retóricas.

  • D

    A afirmação de que nossa época produz milagres todos os dias encontra respaldo no fato de que haveria hoje o predomínio da imagem e do som sobre a palavra .

  • E

    O mito de que as humanidades humanizam justifica-se a partir do fato de que nem todas as classes sociais possuem acesso à tecnologia moderna, como a internet.

139460Questão 3|Português|médio

Atenção

: Para responder a questão considere o texto abaixo.

No campo da técnica e da ciência, nossa época produz milagres todos os dias. Mas o progresso moderno tem amiúde um custo destrutivo, por exemplo, em danos irreparáveis à natureza, e nem sempre contribui para reduzir a pobreza.

A pós-modernidade destruiu o mito de que as humanidades humanizam. Não é indubitável aquilo em que acreditam tantos filósofos otimistas, ou seja, que uma educação liberal, ao alcance de todos, garantiria um futuro de liberdade e igualdade de oportunidades nas democracias modernas. George Steiner, por exemplo, afirma que “bibliotecas, museus, universidades, centros de investigação por meio dos quais se transmitem as humanidades e as ciências podem prosperar nas proximidades dos campos de concentração”. “O que o elevado humanismo fez de bom para as massas oprimidas da comunidade? Que utilidade teve a cultura quando chegou a barbárie?

Numerosos trabalhos procuraram definir as características da cultura no contexto da globalização e da extraordinária revolução tecnológica. Um deles é o de Gilles Lipovetski e Jean Serroy, A cultura-mundo. Nele, defende-se a ideia de uma cultura global − a cultura-mundo − que vem criando, pela primeira vez na história, denominadores culturais dos quais participam indivíduos dos cinco continentes, aproximando-os e igualando-os apesar das diferentes tradições e línguas que lhes são próprias.

Essa “cultura de massas” nasce com o predomínio da imagem e do som sobre a palavra, ou seja, com a tela. A indústria cinematográfica, sobretudo a partir de Hollywood, “globaliza” os filmes, levando-os a todos os países, a todas as camadas sociais. Esse processo se acelerou com a criação das redes sociais e a universalização da internet.

Tal cultura planetária teria, ainda, desenvolvido um individualismo extremo em todo o globo. Contudo, a publicidade e as modas que lançam e impõem os produtos culturais em nossos tempos são um obstáculo a indivíduos independentes.

O que não está claro é se essa cultura-mundo é cultura em sentido estrito, ou se nos referimos a coisas completamente diferentes quando falamos, por um lado, de uma ópera de Wagner e, por outro, dos filmes de Hitchcock e de John Ford.

A meu ver, a diferença essencial entre a cultura do passado e o entretenimento de hoje é que os produtos daquela pretendiam transcender o tempo presente, continuar vivos nas gerações futuras, ao passo que os produtos deste são fabricados para serem consumidos no momento e desaparecer. Cultura é diversão, e o que não é divertido não é cultura.

(Adaptado de: VARGAS LLOSA, M.

A civilização do espetáculo

.

Rio de Janeiro, Objetiva, 2013, formato ebook)

O autor do texto discorda dos pensadores citados ao afirmar que

  • A

    A indústria cinematográfica, sobretudo a partir de Hollywood, “globaliza” os filmes ... (4º parágrafo)

  • B

    ... a publicidade e as modas (...) são um obstáculo à criação de indivíduos independentes . (5º parágrafo)

  • C

    ... o progresso moderno tem amiúde um custo destrutivo ... (1º parágrafo)

  • D

    Essa “cultura de massas” nasce com o predomínio da imagem e do som sobre a palavra ... (4º parágrafo)

  • E

    Não é indubitável aquilo em que acreditam tantos filósofos otimistas ... (2º parágrafo)

139461Questão 4|Português|médio

Atenção

: Para responder a questão considere o texto abaixo.

No campo da técnica e da ciência, nossa época produz milagres todos os dias. Mas o progresso moderno tem amiúde um custo destrutivo, por exemplo, em danos irreparáveis à natureza, e nem sempre contribui para reduzir a pobreza.

A pós-modernidade destruiu o mito de que as humanidades humanizam. Não é indubitável aquilo em que acreditam tantos filósofos otimistas, ou seja, que uma educação liberal, ao alcance de todos, garantiria um futuro de liberdade e igualdade de oportunidades nas democracias modernas. George Steiner, por exemplo, afirma que “bibliotecas, museus, universidades, centros de investigação por meio dos quais se transmitem as humanidades e as ciências podem prosperar nas proximidades dos campos de concentração”. “O que o elevado humanismo fez de bom para as massas oprimidas da comunidade? Que utilidade teve a cultura quando chegou a barbárie?

Numerosos trabalhos procuraram definir as características da cultura no contexto da globalização e da extraordinária revolução tecnológica. Um deles é o de Gilles Lipovetski e Jean Serroy, A cultura-mundo. Nele, defende-se a ideia de uma cultura global − a cultura-mundo − que vem criando, pela primeira vez na história, denominadores culturais dos quais participam indivíduos dos cinco continentes, aproximando-os e igualando-os apesar das diferentes tradições e línguas que lhes são próprias.

Essa “cultura de massas” nasce com o predomínio da imagem e do som sobre a palavra, ou seja, com a tela. A indústria cinematográfica, sobretudo a partir de Hollywood, “globaliza” os filmes, levando-os a todos os países, a todas as camadas sociais. Esse processo se acelerou com a criação das redes sociais e a universalização da internet.

Tal cultura planetária teria, ainda, desenvolvido um individualismo extremo em todo o globo. Contudo, a publicidade e as modas que lançam e impõem os produtos culturais em nossos tempos são um obstáculo a indivíduos independentes.

O que não está claro é se essa cultura-mundo é cultura em sentido estrito, ou se nos referimos a coisas completamente diferentes quando falamos, por um lado, de uma ópera de Wagner e, por outro, dos filmes de Hitchcock e de John Ford.

A meu ver, a diferença essencial entre a cultura do passado e o entretenimento de hoje é que os produtos daquela pretendiam transcender o tempo presente, continuar vivos nas gerações futuras, ao passo que os produtos deste são fabricados para serem consumidos no momento e desaparecer. Cultura é diversão, e o que não é divertido não é cultura.

(Adaptado de: VARGAS LLOSA, M.

A civilização do espetáculo

.

Rio de Janeiro, Objetiva, 2013, formato ebook)

... apesar das diferentes tradições e línguas que lhes são próprias . (3º parágrafo) ...levando- os a todos os países ... (4º parágrafo) ... os produtos deste são fabricados ... (7º parágrafo)

Os elementos sublinhados acima referem-se, respectivamente, a:

  • A

    indivíduos - filmes - tempo presente

  • B

    diferentes tradições e línguas - filmes - entretenimento de hoje

  • C

    diferentes tradições - países - passado

  • D

    línguas - Hollywood - entretenimento de hoje

  • E

    indivíduos - países - passado

139462Questão 5|Português|médio

Atenção

: Para responder a questão considere o texto abaixo.

No campo da técnica e da ciência, nossa época produz milagres todos os dias. Mas o progresso moderno tem amiúde um custo destrutivo, por exemplo, em danos irreparáveis à natureza, e nem sempre contribui para reduzir a pobreza.

A pós-modernidade destruiu o mito de que as humanidades humanizam. Não é indubitável aquilo em que acreditam tantos filósofos otimistas, ou seja, que uma educação liberal, ao alcance de todos, garantiria um futuro de liberdade e igualdade de oportunidades nas democracias modernas. George Steiner, por exemplo, afirma que “bibliotecas, museus, universidades, centros de investigação por meio dos quais se transmitem as humanidades e as ciências podem prosperar nas proximidades dos campos de concentração”. “O que o elevado humanismo fez de bom para as massas oprimidas da comunidade? Que utilidade teve a cultura quando chegou a barbárie?

Numerosos trabalhos procuraram definir as características da cultura no contexto da globalização e da extraordinária revolução tecnológica. Um deles é o de Gilles Lipovetski e Jean Serroy, A cultura-mundo. Nele, defende-se a ideia de uma cultura global − a cultura-mundo − que vem criando, pela primeira vez na história, denominadores culturais dos quais participam indivíduos dos cinco continentes, aproximando-os e igualando-os apesar das diferentes tradições e línguas que lhes são próprias.

Essa “cultura de massas” nasce com o predomínio da imagem e do som sobre a palavra, ou seja, com a tela. A indústria cinematográfica, sobretudo a partir de Hollywood, “globaliza” os filmes, levando-os a todos os países, a todas as camadas sociais. Esse processo se acelerou com a criação das redes sociais e a universalização da internet.

Tal cultura planetária teria, ainda, desenvolvido um individualismo extremo em todo o globo. Contudo, a publicidade e as modas que lançam e impõem os produtos culturais em nossos tempos são um obstáculo a indivíduos independentes.

O que não está claro é se essa cultura-mundo é cultura em sentido estrito, ou se nos referimos a coisas completamente diferentes quando falamos, por um lado, de uma ópera de Wagner e, por outro, dos filmes de Hitchcock e de John Ford.

A meu ver, a diferença essencial entre a cultura do passado e o entretenimento de hoje é que os produtos daquela pretendiam transcender o tempo presente, continuar vivos nas gerações futuras, ao passo que os produtos deste são fabricados para serem consumidos no momento e desaparecer. Cultura é diversão, e o que não é divertido não é cultura.

(Adaptado de: VARGAS LLOSA, M.

A civilização do espetáculo

.

Rio de Janeiro, Objetiva, 2013, formato ebook)

Uma redação alternativa para um segmento do texto, em que se mantêm a correção e, em linhas gerais, o sentido original, está em:

  • A

    Não se consideraria, nos dias de hoje, como sendo cultura, aqueles produtos culturais que não sejam divertidos.

  • B

    A crença de que um futuro de liberdade e igualdade de oportunidades seria garantido por uma educação liberal é sustentada por muitos filósofos otimistas.

  • C

    Dado os custos destrutivos do progresso, o mito segundo o qual as humanidades humanizam foi destruída pela pós-modernidade.

  • D

    As características da cultura no contexto da globalização e da extraordinária revolução tecnológica, procurou se definir em numerosos trabalhos.

  • E

    Um individualismo extremo fora desenvolvido pela cultura planetária, embora as modas impostas pelos produtos culturais de nosso tempo configure-se como obstáculo a indivíduos independentes.

139463Questão 6|Português|médio

Atenção

: Para responder a questão considere o texto abaixo.

No campo da técnica e da ciência, nossa época produz milagres todos os dias. Mas o progresso moderno tem amiúde um custo destrutivo, por exemplo, em danos irreparáveis à natureza, e nem sempre contribui para reduzir a pobreza.

A pós-modernidade destruiu o mito de que as humanidades humanizam. Não é indubitável aquilo em que acreditam tantos filósofos otimistas, ou seja, que uma educação liberal, ao alcance de todos, garantiria um futuro de liberdade e igualdade de oportunidades nas democracias modernas. George Steiner, por exemplo, afirma que “bibliotecas, museus, universidades, centros de investigação por meio dos quais se transmitem as humanidades e as ciências podem prosperar nas proximidades dos campos de concentração”. “O que o elevado humanismo fez de bom para as massas oprimidas da comunidade? Que utilidade teve a cultura quando chegou a barbárie?

Numerosos trabalhos procuraram definir as características da cultura no contexto da globalização e da extraordinária revolução tecnológica. Um deles é o de Gilles Lipovetski e Jean Serroy, A cultura-mundo. Nele, defende-se a ideia de uma cultura global − a cultura-mundo − que vem criando, pela primeira vez na história, denominadores culturais dos quais participam indivíduos dos cinco continentes, aproximando-os e igualando-os apesar das diferentes tradições e línguas que lhes são próprias.

Essa “cultura de massas” nasce com o predomínio da imagem e do som sobre a palavra, ou seja, com a tela. A indústria cinematográfica, sobretudo a partir de Hollywood, “globaliza” os filmes, levando-os a todos os países, a todas as camadas sociais. Esse processo se acelerou com a criação das redes sociais e a universalização da internet.

Tal cultura planetária teria, ainda, desenvolvido um individualismo extremo em todo o globo. Contudo, a publicidade e as modas que lançam e impõem os produtos culturais em nossos tempos são um obstáculo a indivíduos independentes.

O que não está claro é se essa cultura-mundo é cultura em sentido estrito, ou se nos referimos a coisas completamente diferentes quando falamos, por um lado, de uma ópera de Wagner e, por outro, dos filmes de Hitchcock e de John Ford.

A meu ver, a diferença essencial entre a cultura do passado e o entretenimento de hoje é que os produtos daquela pretendiam transcender o tempo presente, continuar vivos nas gerações futuras, ao passo que os produtos deste são fabricados para serem consumidos no momento e desaparecer. Cultura é diversão, e o que não é divertido não é cultura.

(Adaptado de: VARGAS LLOSA, M.

A civilização do espetáculo

.

Rio de Janeiro, Objetiva, 2013, formato ebook)

Substituindo-se o elemento grifado pelo que se encontra entre parênteses, o sinal indicativo de crase deverá ser acrescentado em:

  • A

    ... que uma educação liberal, ao alcance de todos ... (dispor de todos) (2º parágrafo)

  • B

    ... por meio dos quais se transmitem as humanidades ... - (ciências humanas) (2º parágrafo)

  • C

    ... a todas as camadas sociais . - (qualquer classe social) (4º parágrafo)

  • D

    ... se nos referimos a coisas completamente diferentes ... - (uma coisa completamente diferente) (6º parágrafo)

  • E

    ... são um obstáculo a indivíduos independentes . (criação de indivíduos independentes) (5º parágrafo)

139464Questão 7|Português|médio

Atenção

: Para responder a questão considere o texto abaixo.

No campo da técnica e da ciência, nossa época produz milagres todos os dias. Mas o progresso moderno tem amiúde um custo destrutivo, por exemplo, em danos irreparáveis à natureza, e nem sempre contribui para reduzir a pobreza.

A pós-modernidade destruiu o mito de que as humanidades humanizam. Não é indubitável aquilo em que acreditam tantos filósofos otimistas, ou seja, que uma educação liberal, ao alcance de todos, garantiria um futuro de liberdade e igualdade de oportunidades nas democracias modernas. George Steiner, por exemplo, afirma que “bibliotecas, museus, universidades, centros de investigação por meio dos quais se transmitem as humanidades e as ciências podem prosperar nas proximidades dos campos de concentração”. “O que o elevado humanismo fez de bom para as massas oprimidas da comunidade? Que utilidade teve a cultura quando chegou a barbárie?

Numerosos trabalhos procuraram definir as características da cultura no contexto da globalização e da extraordinária revolução tecnológica. Um deles é o de Gilles Lipovetski e Jean Serroy, A cultura-mundo. Nele, defende-se a ideia de uma cultura global − a cultura-mundo − que vem criando, pela primeira vez na história, denominadores culturais dos quais participam indivíduos dos cinco continentes, aproximando-os e igualando-os apesar das diferentes tradições e línguas que lhes são próprias.

Essa “cultura de massas” nasce com o predomínio da imagem e do som sobre a palavra, ou seja, com a tela. A indústria cinematográfica, sobretudo a partir de Hollywood, “globaliza” os filmes, levando-os a todos os países, a todas as camadas sociais. Esse processo se acelerou com a criação das redes sociais e a universalização da internet.

Tal cultura planetária teria, ainda, desenvolvido um individualismo extremo em todo o globo. Contudo, a publicidade e as modas que lançam e impõem os produtos culturais em nossos tempos são um obstáculo a indivíduos independentes.

O que não está claro é se essa cultura-mundo é cultura em sentido estrito, ou se nos referimos a coisas completamente diferentes quando falamos, por um lado, de uma ópera de Wagner e, por outro, dos filmes de Hitchcock e de John Ford.

A meu ver, a diferença essencial entre a cultura do passado e o entretenimento de hoje é que os produtos daquela pretendiam transcender o tempo presente, continuar vivos nas gerações futuras, ao passo que os produtos deste são fabricados para serem consumidos no momento e desaparecer. Cultura é diversão, e o que não é divertido não é cultura.

(Adaptado de: VARGAS LLOSA, M.

A civilização do espetáculo

.

Rio de Janeiro, Objetiva, 2013, formato ebook)

Sem que nenhuma outra modificação seja feita, mantêm-se a correção e as relações de sentido estabelecidas no texto, substituindo-se

  • A

    amiúde por “mormente” (1º parágrafo)

  • B

    Contudo por “dado que” (5º parágrafo)

  • C

    Mas por “Embora” (1º parágrafo)

  • D

    ao passo que por “enquanto” (7º parágrafo)

  • E

    Tal por “Tamanha” (5º parágrafo)

139465Questão 8|Português|médio

Atenção

: Para responder a questão considere o texto abaixo.

Ler um livro é desinteressar-se a gente deste mundo co-

mum e objetivo para viver noutro mundo. A janela iluminada noi-

te adentro isola o leitor da realidade da rua, que é o sumidouro

da vida subjetiva. Árvores ramalham. De vez em quando pas-

sam passos. Lá no alto estrelas teimosas namoram inutilmente

a janela iluminada. O homem, prisioneiro do círculo claro da

lâmpada, apenas ligado a este mundo pela fatalidade vegetativa

do seu corpo, está suspenso no ponto ideal de uma outra di-

mensão, além do tempo e do espaço. No tapete voador só há

lugar para dois passageiros: Leitor e autor.

O leitor ingênuo é simplesmente ator. Quero dizer que,

num folhetim ou num romance policial, procura o reflexo dos

seus sentimentos imediatos, identificando-se logo com o pro-

tagonista ou herói do romance. Isto, aliás, se dá mais ou menos

com qualquer leitor, diante de qualquer livro; de modo geral, nós

nos lemos através dos livros.

Mas no leitor ingênuo, essa lei dos reflexos toma a forma

de um desinteresse pelo livro como obra de arte. Pouco importa

a impressão literária, o sabor do estilo, a voz do autor. Quer di-

vertir-se, esquecer as pequenas misérias da vida, vivendo ou-

tras vidas desencadeadas pelo bovarismo da leitura. E tem ra-

zão. Há dentro dele uma floração de virtualidades recalcadas

que, não encontrando desimpedido o caminho estreito da ação,

tentam fugir pela estrada larga do sonho.

Assim éramos nós então, por não sabermos ler nas en-

trelinhas. E daquela primeira fase de educação sentimental, que

parecia inevitável como as espinhas, passava quase sempre o

jovem monstro para uma crise de hipercrítica. Devido à neces-

sidade de um restabelecimento de equilíbrio, o excesso engen-

drava o excesso contrário. A pouco e pouco os românticos per-

diam terreno em proveito dos naturalistas. Dava-se uma verda-

deira subversão de valores na escala da sensibilidade e a fanta-

sia comprazia-se em derrubar os antigos ídolos. Formava-se

muitas vezes, coincidindo com manifestações mórbidas que são

do domínio da psicanálise, um pedantismo da clarividência, tão

nocivo como a intemperança imaginosa ou sentimental, e talvez

mais ingênuo, pois refletia um ressentimento de namorado ain-

da ferido nas suas primeiras ilusões.

(Adaptado de: MEYER, Augusto. “Do Leitor”, In

: À sombra da

estante

, Rio de Janeiro, José Olympio, 1947, p. 11-19)

Infere-se, corretamente, que o autor do texto

  • A

    exemplifica os modos de ler um livro mediante as reações que diferentes enredos provocam nos leitores, de maneira a nos fazer compreender a harmonia da arte entre dois extremos de conduta.

  • B

    compara duas fases do leitor a duas fases da adolescência, ressaltando a ingenuidade que caracteriza ambas, pois, cada uma a seu modo, não se atêm a características artísticas do livro.

  • C

    descreve, mediante metáforas e comparações, as reações dos leitores que se debruçam, um de modo crítico, outro ingênuo, sobre os aspectos artísticos de romances da mesma natureza.

  • D

    traça o amadurecimento do leitor que, de ingênuo e romântico, passa a perceber nos livros os componentes afeitos à realidade e, assim, a preferir os de maior aprimoramento artístico.

  • E

    mostra a importância da arte na formação de leitores que, por seu intermédio, tornam-se capazes de distinguir aspectos fantasiosos de outros mais realistas, o que passa a interferir diretamente em seu juízo crítico.

139466Questão 9|Português|médio

Atenção

: Para responder a questão considere o texto abaixo.

Ler um livro é desinteressar-se a gente deste mundo co-

mum e objetivo para viver noutro mundo. A janela iluminada noi-

te adentro isola o leitor da realidade da rua, que é o sumidouro

da vida subjetiva. Árvores ramalham. De vez em quando pas-

sam passos. Lá no alto estrelas teimosas namoram inutilmente

a janela iluminada. O homem, prisioneiro do círculo claro da

lâmpada, apenas ligado a este mundo pela fatalidade vegetativa

do seu corpo, está suspenso no ponto ideal de uma outra di-

mensão, além do tempo e do espaço. No tapete voador só há

lugar para dois passageiros: Leitor e autor.

O leitor ingênuo é simplesmente ator. Quero dizer que,

num folhetim ou num romance policial, procura o reflexo dos

seus sentimentos imediatos, identificando-se logo com o pro-

tagonista ou herói do romance. Isto, aliás, se dá mais ou menos

com qualquer leitor, diante de qualquer livro; de modo geral, nós

nos lemos através dos livros.

Mas no leitor ingênuo, essa lei dos reflexos toma a forma

de um desinteresse pelo livro como obra de arte. Pouco importa

a impressão literária, o sabor do estilo, a voz do autor. Quer di-

vertir-se, esquecer as pequenas misérias da vida, vivendo ou-

tras vidas desencadeadas pelo bovarismo da leitura. E tem ra-

zão. Há dentro dele uma floração de virtualidades recalcadas

que, não encontrando desimpedido o caminho estreito da ação,

tentam fugir pela estrada larga do sonho.

Assim éramos nós então, por não sabermos ler nas en-

trelinhas. E daquela primeira fase de educação sentimental, que

parecia inevitável como as espinhas, passava quase sempre o

jovem monstro para uma crise de hipercrítica. Devido à neces-

sidade de um restabelecimento de equilíbrio, o excesso engen-

drava o excesso contrário. A pouco e pouco os românticos per-

diam terreno em proveito dos naturalistas. Dava-se uma verda-

deira subversão de valores na escala da sensibilidade e a fanta-

sia comprazia-se em derrubar os antigos ídolos. Formava-se

muitas vezes, coincidindo com manifestações mórbidas que são

do domínio da psicanálise, um pedantismo da clarividência, tão

nocivo como a intemperança imaginosa ou sentimental, e talvez

mais ingênuo, pois refletia um ressentimento de namorado ain-

da ferido nas suas primeiras ilusões.

(Adaptado de: MEYER, Augusto. “Do Leitor”, In

: À sombra da

estante

, Rio de Janeiro, José Olympio, 1947, p. 11-19)

O segmento que expressa causa está sublinhado em:

  • A

    Há dentro dele uma floração de virtualidades recalcadas que, não encontrando desimpedido o caminho ... (3º parágrafo)

  • B

    Dava-se uma verdadeira subversão de valores na escala da sensibilidade ... (4º parágrafo)

  • C

    ... éramos nós então, por não sabermos ler nas entrelinhas . (4º parágrafo)

  • D

    E daquela primeira fase de educação sentimental ... passava quase sempre o jovem monstro ... (4º parágrafo)

  • E

    Isto, aliás, se dá mais ou menos com qualquer leitor, diante de qualquer livro ... (2º parágrafo)

139467Questão 10|Português|médio

Atenção

: Para responder a questão considere o texto abaixo.

Ler um livro é desinteressar-se a gente deste mundo co-

mum e objetivo para viver noutro mundo. A janela iluminada noi-

te adentro isola o leitor da realidade da rua, que é o sumidouro

da vida subjetiva. Árvores ramalham. De vez em quando pas-

sam passos. Lá no alto estrelas teimosas namoram inutilmente

a janela iluminada. O homem, prisioneiro do círculo claro da

lâmpada, apenas ligado a este mundo pela fatalidade vegetativa

do seu corpo, está suspenso no ponto ideal de uma outra di-

mensão, além do tempo e do espaço. No tapete voador só há

lugar para dois passageiros: Leitor e autor.

O leitor ingênuo é simplesmente ator. Quero dizer que,

num folhetim ou num romance policial, procura o reflexo dos

seus sentimentos imediatos, identificando-se logo com o pro-

tagonista ou herói do romance. Isto, aliás, se dá mais ou menos

com qualquer leitor, diante de qualquer livro; de modo geral, nós

nos lemos através dos livros.

Mas no leitor ingênuo, essa lei dos reflexos toma a forma

de um desinteresse pelo livro como obra de arte. Pouco importa

a impressão literária, o sabor do estilo, a voz do autor. Quer di-

vertir-se, esquecer as pequenas misérias da vida, vivendo ou-

tras vidas desencadeadas pelo bovarismo da leitura. E tem ra-

zão. Há dentro dele uma floração de virtualidades recalcadas

que, não encontrando desimpedido o caminho estreito da ação,

tentam fugir pela estrada larga do sonho.

Assim éramos nós então, por não sabermos ler nas en-

trelinhas. E daquela primeira fase de educação sentimental, que

parecia inevitável como as espinhas, passava quase sempre o

jovem monstro para uma crise de hipercrítica. Devido à neces-

sidade de um restabelecimento de equilíbrio, o excesso engen-

drava o excesso contrário. A pouco e pouco os românticos per-

diam terreno em proveito dos naturalistas. Dava-se uma verda-

deira subversão de valores na escala da sensibilidade e a fanta-

sia comprazia-se em derrubar os antigos ídolos. Formava-se

muitas vezes, coincidindo com manifestações mórbidas que são

do domínio da psicanálise, um pedantismo da clarividência, tão

nocivo como a intemperança imaginosa ou sentimental, e talvez

mais ingênuo, pois refletia um ressentimento de namorado ain-

da ferido nas suas primeiras ilusões.

(Adaptado de: MEYER, Augusto. “Do Leitor”, In

: À sombra da

estante

, Rio de Janeiro, José Olympio, 1947, p. 11-19)

Na frase Ler um livro é desinteressar-se a gente deste mundo comum e objetivo para viver noutro mundo , os elementos sublinhados têm, respectivamente, a mesma função que os sublinhados em:

  • A

    ... um ressentimento de namorado ainda ferido nas suas primeiras ilusões .

  • B

    ... os românticos perdiam terreno em proveito dos naturalistas .

  • C

    ... essa lei dos reflexos toma a forma de um desinteresse ...

  • D

    ... o excesso engendrava o excesso contrário .

  • E

    ... de modo geral, nós nos lemos através dos livros .

Técnico Judiciário - Área Administrativa - 2014 | Prova