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Analista Judiciário - Área Judiciária - 2010


Página 1  •  Total 60 questões
100989Questão 1|Português|superior

Entre a cruz e a caldeirinha

"Quantas divisões tem o Papa?", teria dito Stalin quando

alguém lhe sugeriu que talvez valesse a pena ser mais tolerante

com os católicos soviéticos, a fim de ganhar a simpatia de Pio

XI. Efetivamente, além de um punhado de multicoloridos

guardas suíços, o poder papal não é palpável. Ainda assim, como

bem observa o escritor Elias Canetti, "perto da Igreja, todos

os poderosos do mundo parecem diletantes".

Há estatísticas controvertidas sobre esse poder eclesiástico.

Ao mesmo tempo que uma pesquisa da Fundação Getúlio

Vargas indica que, a cada geração, cai o número de católicos

no Brasil, outra, da mesma instituição, revela que, para os

brasileiros, a única instituição democrática que funciona é a

Igreja Católica, com créditos muito superiores aos dados à

classe política. Daí os sentimentos mistos que acompanharam a

visita do papa Bento XVI ao Brasil.

"O Brasil é estratégico para a Igreja Católica. Está sendo

preparada uma Concordata entre o Vaticano e o nosso país.

Nela, todo o relacionamento entre as duas formas de poder

(religioso e civil) será revisado. Tudo o que depender da Igreja

será feito no sentido de conseguir concessões vantajosas para

o seu pastoreio, inclusive com repercussões no direito comum

interno ao Brasil (pesquisas com células-tronco, por exemplo,

aborto, e outras questões árduas)", avalia o filósofo Roberto

Romano. E prossegue: "Não são incomuns atos religiosos que

são usados para fins políticos ou diplomáticos da Igreja. Quem

olha o Cristo Redentor, no Rio, dificilmente saberá que a

estátua significa a consagração do Brasil à soberania espiritual

da Igreja, algo que corresponde à política eclesiástica de

denúncia do laicismo, do modernismo e da democracia liberal.

A educadora da USP Roseli Fischman, no artigo "Ameaça

ao Estado laico", avisa que a Concordata poderá incluir o retorno

do ensino religioso às escolas públicas. "O súbito chamamento

do MEC para tratar do ensino religioso tem repercussão

quanto à violação de direitos, em particular de minorias religiosas

e dos que têm praticado todas as formas de consciência e

crença neste país, desde a República", acredita a pesquisadora.

Por sua vez, o professor de Teologia da PUC-SP Luiz Felipe

Pondé responde assim àquela famosa pergunta de Stalin:

"Quem precisa de divisões tendo como exército a eternidade?"

(Adaptado de Carlos Haag, Pesquisa FAPESP n. 134, 2007)

Atente para as seguintes afirmações:

I. As frases de Stalin e de Elias Canetti, citadas no 1º parágrafo, revelam critérios e posições distintas na avaliação de uma mesma questão.

II. Na Concordata (referida no 3º parágrafo), a Igreja pretende valer-se de dispositivos constitucionais que lhe atribuem plena autonomia legislativa.

III. A educadora Roseli Fischman propõe (4ª parágrafo) que o ensino religioso privilegie, sob a gestão direta do MEC, minorias que professem outra fé que não a católica.

Em relação ao texto, está correto APENAS o que se afirma em

  • A

    I.

  • B

    II.

  • C

    III.

  • D

    I e II.

  • E

    II e III.

100990Questão 2|Português|superior

Entre a cruz e a caldeirinha

"Quantas divisões tem o Papa?", teria dito Stalin quando

alguém lhe sugeriu que talvez valesse a pena ser mais tolerante

com os católicos soviéticos, a fim de ganhar a simpatia de Pio

XI. Efetivamente, além de um punhado de multicoloridos

guardas suíços, o poder papal não é palpável. Ainda assim, como

bem observa o escritor Elias Canetti, "perto da Igreja, todos

os poderosos do mundo parecem diletantes".

Há estatísticas controvertidas sobre esse poder eclesiástico.

Ao mesmo tempo que uma pesquisa da Fundação Getúlio

Vargas indica que, a cada geração, cai o número de católicos

no Brasil, outra, da mesma instituição, revela que, para os

brasileiros, a única instituição democrática que funciona é a

Igreja Católica, com créditos muito superiores aos dados à

classe política. Daí os sentimentos mistos que acompanharam a

visita do papa Bento XVI ao Brasil.

"O Brasil é estratégico para a Igreja Católica. Está sendo

preparada uma Concordata entre o Vaticano e o nosso país.

Nela, todo o relacionamento entre as duas formas de poder

(religioso e civil) será revisado. Tudo o que depender da Igreja

será feito no sentido de conseguir concessões vantajosas para

o seu pastoreio, inclusive com repercussões no direito comum

interno ao Brasil (pesquisas com células-tronco, por exemplo,

aborto, e outras questões árduas)", avalia o filósofo Roberto

Romano. E prossegue: "Não são incomuns atos religiosos que

são usados para fins políticos ou diplomáticos da Igreja. Quem

olha o Cristo Redentor, no Rio, dificilmente saberá que a

estátua significa a consagração do Brasil à soberania espiritual

da Igreja, algo que corresponde à política eclesiástica de

denúncia do laicismo, do modernismo e da democracia liberal.

A educadora da USP Roseli Fischman, no artigo "Ameaça

ao Estado laico", avisa que a Concordata poderá incluir o retorno

do ensino religioso às escolas públicas. "O súbito chamamento

do MEC para tratar do ensino religioso tem repercussão

quanto à violação de direitos, em particular de minorias religiosas

e dos que têm praticado todas as formas de consciência e

crença neste país, desde a República", acredita a pesquisadora.

Por sua vez, o professor de Teologia da PUC-SP Luiz Felipe

Pondé responde assim àquela famosa pergunta de Stalin:

"Quem precisa de divisões tendo como exército a eternidade?"

(Adaptado de Carlos Haag, Pesquisa FAPESP n. 134, 2007)

Considerado o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento em:

  • A

    o poder papal não é palpável = o Papa não dispõe de poder considerável.

  • B

    parecem diletantes = arvoram-se em militantes.

  • C

    com créditos muito superiores = de muito maior confiabilidade.

  • D

    repercussões no direito comum interno = efeitos sobre o direito canônico.

  • E

    denúncia do laicismo = condenação dos ateus.

100991Questão 3|Português|superior

Entre a cruz e a caldeirinha

"Quantas divisões tem o Papa?", teria dito Stalin quando

alguém lhe sugeriu que talvez valesse a pena ser mais tolerante

com os católicos soviéticos, a fim de ganhar a simpatia de Pio

XI. Efetivamente, além de um punhado de multicoloridos

guardas suíços, o poder papal não é palpável. Ainda assim, como

bem observa o escritor Elias Canetti, "perto da Igreja, todos

os poderosos do mundo parecem diletantes".

Há estatísticas controvertidas sobre esse poder eclesiástico.

Ao mesmo tempo que uma pesquisa da Fundação Getúlio

Vargas indica que, a cada geração, cai o número de católicos

no Brasil, outra, da mesma instituição, revela que, para os

brasileiros, a única instituição democrática que funciona é a

Igreja Católica, com créditos muito superiores aos dados à

classe política. Daí os sentimentos mistos que acompanharam a

visita do papa Bento XVI ao Brasil.

"O Brasil é estratégico para a Igreja Católica. Está sendo

preparada uma Concordata entre o Vaticano e o nosso país.

Nela, todo o relacionamento entre as duas formas de poder

(religioso e civil) será revisado. Tudo o que depender da Igreja

será feito no sentido de conseguir concessões vantajosas para

o seu pastoreio, inclusive com repercussões no direito comum

interno ao Brasil (pesquisas com células-tronco, por exemplo,

aborto, e outras questões árduas)", avalia o filósofo Roberto

Romano. E prossegue: "Não são incomuns atos religiosos que

são usados para fins políticos ou diplomáticos da Igreja. Quem

olha o Cristo Redentor, no Rio, dificilmente saberá que a

estátua significa a consagração do Brasil à soberania espiritual

da Igreja, algo que corresponde à política eclesiástica de

denúncia do laicismo, do modernismo e da democracia liberal.

A educadora da USP Roseli Fischman, no artigo "Ameaça

ao Estado laico", avisa que a Concordata poderá incluir o retorno

do ensino religioso às escolas públicas. "O súbito chamamento

do MEC para tratar do ensino religioso tem repercussão

quanto à violação de direitos, em particular de minorias religiosas

e dos que têm praticado todas as formas de consciência e

crença neste país, desde a República", acredita a pesquisadora.

Por sua vez, o professor de Teologia da PUC-SP Luiz Felipe

Pondé responde assim àquela famosa pergunta de Stalin:

"Quem precisa de divisões tendo como exército a eternidade?"

(Adaptado de Carlos Haag, Pesquisa FAPESP n. 134, 2007)

Ao se referir ao poder da Igreja, Elias Canetti e Luis Felipe Pondé

  • A

    admitem que ele vem enfraquecendo consideravelmente ao longo dos últimos anos.

  • B

    consideram que, na atualidade, ele só se manterá o mesmo caso seja amparado por governos fortes.

  • C

    afirmam que nunca ele esteve tão bem constituído quanto agora, armado da fé para se aliar aos fortes.

  • D

    lembram que a energia de um papado não provém da instituição eclesiástica, mas da autoridade moral do Papa.

  • E

    advertem que ele não depende da força militar, uma vez que se afirma historicamente como poder espiritual.

100992Questão 4|Português|superior

Entre a cruz e a caldeirinha

"Quantas divisões tem o Papa?", teria dito Stalin quando

alguém lhe sugeriu que talvez valesse a pena ser mais tolerante

com os católicos soviéticos, a fim de ganhar a simpatia de Pio

XI. Efetivamente, além de um punhado de multicoloridos

guardas suíços, o poder papal não é palpável. Ainda assim, como

bem observa o escritor Elias Canetti, "perto da Igreja, todos

os poderosos do mundo parecem diletantes".

Há estatísticas controvertidas sobre esse poder eclesiástico.

Ao mesmo tempo que uma pesquisa da Fundação Getúlio

Vargas indica que, a cada geração, cai o número de católicos

no Brasil, outra, da mesma instituição, revela que, para os

brasileiros, a única instituição democrática que funciona é a

Igreja Católica, com créditos muito superiores aos dados à

classe política. Daí os sentimentos mistos que acompanharam a

visita do papa Bento XVI ao Brasil.

"O Brasil é estratégico para a Igreja Católica. Está sendo

preparada uma Concordata entre o Vaticano e o nosso país.

Nela, todo o relacionamento entre as duas formas de poder

(religioso e civil) será revisado. Tudo o que depender da Igreja

será feito no sentido de conseguir concessões vantajosas para

o seu pastoreio, inclusive com repercussões no direito comum

interno ao Brasil (pesquisas com células-tronco, por exemplo,

aborto, e outras questões árduas)", avalia o filósofo Roberto

Romano. E prossegue: "Não são incomuns atos religiosos que

são usados para fins políticos ou diplomáticos da Igreja. Quem

olha o Cristo Redentor, no Rio, dificilmente saberá que a

estátua significa a consagração do Brasil à soberania espiritual

da Igreja, algo que corresponde à política eclesiástica de

denúncia do laicismo, do modernismo e da democracia liberal.

A educadora da USP Roseli Fischman, no artigo "Ameaça

ao Estado laico", avisa que a Concordata poderá incluir o retorno

do ensino religioso às escolas públicas. "O súbito chamamento

do MEC para tratar do ensino religioso tem repercussão

quanto à violação de direitos, em particular de minorias religiosas

e dos que têm praticado todas as formas de consciência e

crença neste país, desde a República", acredita a pesquisadora.

Por sua vez, o professor de Teologia da PUC-SP Luiz Felipe

Pondé responde assim àquela famosa pergunta de Stalin:

"Quem precisa de divisões tendo como exército a eternidade?"

(Adaptado de Carlos Haag, Pesquisa FAPESP n. 134, 2007)

Na frase Quem precisa de divisões

tendo como exército a eternidade?,

o segmento sublinhado pode ser substituído, sem prejuízo para o sentido e a correção, por

  • A

    ao ter no exército sua eternidade?

  • B

    fazendo do exército sua eternidade?

  • C

    contando na eternidade com o exército?

  • D

    dispondo da eternidade como exército?

  • E

    provendo o exército assim como a eternidade?

100993Questão 5|Português|superior

Entre a cruz e a caldeirinha

"Quantas divisões tem o Papa?", teria dito Stalin quando

alguém lhe sugeriu que talvez valesse a pena ser mais tolerante

com os católicos soviéticos, a fim de ganhar a simpatia de Pio

XI. Efetivamente, além de um punhado de multicoloridos

guardas suíços, o poder papal não é palpável. Ainda assim, como

bem observa o escritor Elias Canetti, "perto da Igreja, todos

os poderosos do mundo parecem diletantes".

Há estatísticas controvertidas sobre esse poder eclesiástico.

Ao mesmo tempo que uma pesquisa da Fundação Getúlio

Vargas indica que, a cada geração, cai o número de católicos

no Brasil, outra, da mesma instituição, revela que, para os

brasileiros, a única instituição democrática que funciona é a

Igreja Católica, com créditos muito superiores aos dados à

classe política. Daí os sentimentos mistos que acompanharam a

visita do papa Bento XVI ao Brasil.

"O Brasil é estratégico para a Igreja Católica. Está sendo

preparada uma Concordata entre o Vaticano e o nosso país.

Nela, todo o relacionamento entre as duas formas de poder

(religioso e civil) será revisado. Tudo o que depender da Igreja

será feito no sentido de conseguir concessões vantajosas para

o seu pastoreio, inclusive com repercussões no direito comum

interno ao Brasil (pesquisas com células-tronco, por exemplo,

aborto, e outras questões árduas)", avalia o filósofo Roberto

Romano. E prossegue: "Não são incomuns atos religiosos que

são usados para fins políticos ou diplomáticos da Igreja. Quem

olha o Cristo Redentor, no Rio, dificilmente saberá que a

estátua significa a consagração do Brasil à soberania espiritual

da Igreja, algo que corresponde à política eclesiástica de

denúncia do laicismo, do modernismo e da democracia liberal.

A educadora da USP Roseli Fischman, no artigo "Ameaça

ao Estado laico", avisa que a Concordata poderá incluir o retorno

do ensino religioso às escolas públicas. "O súbito chamamento

do MEC para tratar do ensino religioso tem repercussão

quanto à violação de direitos, em particular de minorias religiosas

e dos que têm praticado todas as formas de consciência e

crença neste país, desde a República", acredita a pesquisadora.

Por sua vez, o professor de Teologia da PUC-SP Luiz Felipe

Pondé responde assim àquela famosa pergunta de Stalin:

"Quem precisa de divisões tendo como exército a eternidade?"

(Adaptado de Carlos Haag, Pesquisa FAPESP n. 134, 2007)

As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas na frase:

  • A

    Deve-se firmar alguns acordos entre o Vaticano e o Brasil durante as discussões da Concordata.

  • B

    Nunca chegou a preocupar Stalin, naturalmente, os guardas suíços que constituem a segurança do Vaticano.

  • C

    Ao se deterem na estátua Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, os olhos de um turista não verão o que de fato ela consagra.

  • D

    As concessões vantajosas que pretendem obter, nas discussões da Concordata, a Igreja Católica, dizem respeito a questões polêmicas.

  • E

    Muitas repercussões passarão a haver no direito interno, caso a Concordata consagre os acordos que constituem o principal interesse da Igreja.

100994Questão 6|Português|superior

Entre a cruz e a caldeirinha

"Quantas divisões tem o Papa?", teria dito Stalin quando

alguém lhe sugeriu que talvez valesse a pena ser mais tolerante

com os católicos soviéticos, a fim de ganhar a simpatia de Pio

XI. Efetivamente, além de um punhado de multicoloridos

guardas suíços, o poder papal não é palpável. Ainda assim, como

bem observa o escritor Elias Canetti, "perto da Igreja, todos

os poderosos do mundo parecem diletantes".

Há estatísticas controvertidas sobre esse poder eclesiástico.

Ao mesmo tempo que uma pesquisa da Fundação Getúlio

Vargas indica que, a cada geração, cai o número de católicos

no Brasil, outra, da mesma instituição, revela que, para os

brasileiros, a única instituição democrática que funciona é a

Igreja Católica, com créditos muito superiores aos dados à

classe política. Daí os sentimentos mistos que acompanharam a

visita do papa Bento XVI ao Brasil.

"O Brasil é estratégico para a Igreja Católica. Está sendo

preparada uma Concordata entre o Vaticano e o nosso país.

Nela, todo o relacionamento entre as duas formas de poder

(religioso e civil) será revisado. Tudo o que depender da Igreja

será feito no sentido de conseguir concessões vantajosas para

o seu pastoreio, inclusive com repercussões no direito comum

interno ao Brasil (pesquisas com células-tronco, por exemplo,

aborto, e outras questões árduas)", avalia o filósofo Roberto

Romano. E prossegue: "Não são incomuns atos religiosos que

são usados para fins políticos ou diplomáticos da Igreja. Quem

olha o Cristo Redentor, no Rio, dificilmente saberá que a

estátua significa a consagração do Brasil à soberania espiritual

da Igreja, algo que corresponde à política eclesiástica de

denúncia do laicismo, do modernismo e da democracia liberal.

A educadora da USP Roseli Fischman, no artigo "Ameaça

ao Estado laico", avisa que a Concordata poderá incluir o retorno

do ensino religioso às escolas públicas. "O súbito chamamento

do MEC para tratar do ensino religioso tem repercussão

quanto à violação de direitos, em particular de minorias religiosas

e dos que têm praticado todas as formas de consciência e

crença neste país, desde a República", acredita a pesquisadora.

Por sua vez, o professor de Teologia da PUC-SP Luiz Felipe

Pondé responde assim àquela famosa pergunta de Stalin:

"Quem precisa de divisões tendo como exército a eternidade?"

(Adaptado de Carlos Haag, Pesquisa FAPESP n. 134, 2007)

Está correta a flexão de todas as formas verbais da frase:

  • A

    Tudo o que advir como poder da Igreja tem correspondência com o plano simbólico e espiritual.

  • B

    O poder civil e a esfera religiosa nem sempre con-viram quanto à busca de um sereno estabelecimento de acordos.

  • C

    Ao longo da História, nações e igrejas muitas vezes se absteram de buscar a convergência de seus interesses.

  • D

    A pergunta de Stalin proveu de sua convicção quanto ao que torna de fato competitivo um país beligerante.

  • E

    Ciente da fragilidade militar da Igreja, o ditador não se conteve e interveio na História com a famosa frase.

100995Questão 7|Português|superior

Entre a cruz e a caldeirinha

"Quantas divisões tem o Papa?", teria dito Stalin quando

alguém lhe sugeriu que talvez valesse a pena ser mais tolerante

com os católicos soviéticos, a fim de ganhar a simpatia de Pio

XI. Efetivamente, além de um punhado de multicoloridos

guardas suíços, o poder papal não é palpável. Ainda assim, como

bem observa o escritor Elias Canetti, "perto da Igreja, todos

os poderosos do mundo parecem diletantes".

Há estatísticas controvertidas sobre esse poder eclesiástico.

Ao mesmo tempo que uma pesquisa da Fundação Getúlio

Vargas indica que, a cada geração, cai o número de católicos

no Brasil, outra, da mesma instituição, revela que, para os

brasileiros, a única instituição democrática que funciona é a

Igreja Católica, com créditos muito superiores aos dados à

classe política. Daí os sentimentos mistos que acompanharam a

visita do papa Bento XVI ao Brasil.

"O Brasil é estratégico para a Igreja Católica. Está sendo

preparada uma Concordata entre o Vaticano e o nosso país.

Nela, todo o relacionamento entre as duas formas de poder

(religioso e civil) será revisado. Tudo o que depender da Igreja

será feito no sentido de conseguir concessões vantajosas para

o seu pastoreio, inclusive com repercussões no direito comum

interno ao Brasil (pesquisas com células-tronco, por exemplo,

aborto, e outras questões árduas)", avalia o filósofo Roberto

Romano. E prossegue: "Não são incomuns atos religiosos que

são usados para fins políticos ou diplomáticos da Igreja. Quem

olha o Cristo Redentor, no Rio, dificilmente saberá que a

estátua significa a consagração do Brasil à soberania espiritual

da Igreja, algo que corresponde à política eclesiástica de

denúncia do laicismo, do modernismo e da democracia liberal.

A educadora da USP Roseli Fischman, no artigo "Ameaça

ao Estado laico", avisa que a Concordata poderá incluir o retorno

do ensino religioso às escolas públicas. "O súbito chamamento

do MEC para tratar do ensino religioso tem repercussão

quanto à violação de direitos, em particular de minorias religiosas

e dos que têm praticado todas as formas de consciência e

crença neste país, desde a República", acredita a pesquisadora.

Por sua vez, o professor de Teologia da PUC-SP Luiz Felipe

Pondé responde assim àquela famosa pergunta de Stalin:

"Quem precisa de divisões tendo como exército a eternidade?"

(Adaptado de Carlos Haag, Pesquisa FAPESP n. 134, 2007)

A frase que admite transposição para a voz passiva é:

  • A

    Perto da Igreja, todos os poderosos do mundo parecem diletantes.

  • B

    A Concordata poderá incluir o retorno do ensino religioso.

  • C

    Há estatísticas controvertidas sobre esse poder eclesiástico.

  • D

    Não são incomuns atos religiosos com finalidade política.

  • E

    O Brasil é um país estratégico para a Igreja Católica.

100996Questão 8|Português|superior

Entre a cruz e a caldeirinha

"Quantas divisões tem o Papa?", teria dito Stalin quando

alguém lhe sugeriu que talvez valesse a pena ser mais tolerante

com os católicos soviéticos, a fim de ganhar a simpatia de Pio

XI. Efetivamente, além de um punhado de multicoloridos

guardas suíços, o poder papal não é palpável. Ainda assim, como

bem observa o escritor Elias Canetti, "perto da Igreja, todos

os poderosos do mundo parecem diletantes".

Há estatísticas controvertidas sobre esse poder eclesiástico.

Ao mesmo tempo que uma pesquisa da Fundação Getúlio

Vargas indica que, a cada geração, cai o número de católicos

no Brasil, outra, da mesma instituição, revela que, para os

brasileiros, a única instituição democrática que funciona é a

Igreja Católica, com créditos muito superiores aos dados à

classe política. Daí os sentimentos mistos que acompanharam a

visita do papa Bento XVI ao Brasil.

"O Brasil é estratégico para a Igreja Católica. Está sendo

preparada uma Concordata entre o Vaticano e o nosso país.

Nela, todo o relacionamento entre as duas formas de poder

(religioso e civil) será revisado. Tudo o que depender da Igreja

será feito no sentido de conseguir concessões vantajosas para

o seu pastoreio, inclusive com repercussões no direito comum

interno ao Brasil (pesquisas com células-tronco, por exemplo,

aborto, e outras questões árduas)", avalia o filósofo Roberto

Romano. E prossegue: "Não são incomuns atos religiosos que

são usados para fins políticos ou diplomáticos da Igreja. Quem

olha o Cristo Redentor, no Rio, dificilmente saberá que a

estátua significa a consagração do Brasil à soberania espiritual

da Igreja, algo que corresponde à política eclesiástica de

denúncia do laicismo, do modernismo e da democracia liberal.

A educadora da USP Roseli Fischman, no artigo "Ameaça

ao Estado laico", avisa que a Concordata poderá incluir o retorno

do ensino religioso às escolas públicas. "O súbito chamamento

do MEC para tratar do ensino religioso tem repercussão

quanto à violação de direitos, em particular de minorias religiosas

e dos que têm praticado todas as formas de consciência e

crença neste país, desde a República", acredita a pesquisadora.

Por sua vez, o professor de Teologia da PUC-SP Luiz Felipe

Pondé responde assim àquela famosa pergunta de Stalin:

"Quem precisa de divisões tendo como exército a eternidade?"

(Adaptado de Carlos Haag, Pesquisa FAPESP n. 134, 2007)

Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto.

  • A

    Deve de ser preocupante para os católicos, que eles venham caindo de número nas estatísticas, em con- formidade com a Fundação Getúlio Vargas.

  • B

    Mau-grado seu desempenho nas estatísticas da FGV, esta mesma instituição considera que a Igreja tem mais prestígio que outras classes.

  • C

    A mesma Fundação em que se abona o papel da Igreja como democrática, é também a instituição em que avalia seu decréscimo de fiéis.

  • D

    Não obstante esteja decrescendo o número de fiéis, a Igreja, segundo a Fundação Getúlio Vargas, é prestigiada como instituição democrática.

  • E

    A FGV, em pesquisas atinentes da Igreja Católica, chegou a resultados algo controversos, seja pelo prestígio, seja pela contingência do seus fiéis.

100997Questão 9|Português|superior

Entre a cruz e a caldeirinha

"Quantas divisões tem o Papa?", teria dito Stalin quando

alguém lhe sugeriu que talvez valesse a pena ser mais tolerante

com os católicos soviéticos, a fim de ganhar a simpatia de Pio

XI. Efetivamente, além de um punhado de multicoloridos

guardas suíços, o poder papal não é palpável. Ainda assim, como

bem observa o escritor Elias Canetti, "perto da Igreja, todos

os poderosos do mundo parecem diletantes".

Há estatísticas controvertidas sobre esse poder eclesiástico.

Ao mesmo tempo que uma pesquisa da Fundação Getúlio

Vargas indica que, a cada geração, cai o número de católicos

no Brasil, outra, da mesma instituição, revela que, para os

brasileiros, a única instituição democrática que funciona é a

Igreja Católica, com créditos muito superiores aos dados à

classe política. Daí os sentimentos mistos que acompanharam a

visita do papa Bento XVI ao Brasil.

"O Brasil é estratégico para a Igreja Católica. Está sendo

preparada uma Concordata entre o Vaticano e o nosso país.

Nela, todo o relacionamento entre as duas formas de poder

(religioso e civil) será revisado. Tudo o que depender da Igreja

será feito no sentido de conseguir concessões vantajosas para

o seu pastoreio, inclusive com repercussões no direito comum

interno ao Brasil (pesquisas com células-tronco, por exemplo,

aborto, e outras questões árduas)", avalia o filósofo Roberto

Romano. E prossegue: "Não são incomuns atos religiosos que

são usados para fins políticos ou diplomáticos da Igreja. Quem

olha o Cristo Redentor, no Rio, dificilmente saberá que a

estátua significa a consagração do Brasil à soberania espiritual

da Igreja, algo que corresponde à política eclesiástica de

denúncia do laicismo, do modernismo e da democracia liberal.

A educadora da USP Roseli Fischman, no artigo "Ameaça

ao Estado laico", avisa que a Concordata poderá incluir o retorno

do ensino religioso às escolas públicas. "O súbito chamamento

do MEC para tratar do ensino religioso tem repercussão

quanto à violação de direitos, em particular de minorias religiosas

e dos que têm praticado todas as formas de consciência e

crença neste país, desde a República", acredita a pesquisadora.

Por sua vez, o professor de Teologia da PUC-SP Luiz Felipe

Pondé responde assim àquela famosa pergunta de Stalin:

"Quem precisa de divisões tendo como exército a eternidade?"

(Adaptado de Carlos Haag, Pesquisa FAPESP n. 134, 2007)

Está adequada a correlação entre tempos e modos verbais na frase:

  • A

    Se o Papa dispusesse de inúmeras e bem armadas divisões, talvez Stalin reconsiderasse sua decisão e buscasse angariar a simpatia de Pio XI.

  • B

    Como alguém lhe perguntou se não é o caso de ganhar a simpatia de Pio XI, Stalin lhe respondera que ignorava com quantas divisões conta o Papa.

  • C

    Caso o Brasil não fosse um país estratégico para a Igreja, a Concordata não se revestirá da importância que lhe atribuíram os eclesiásticos.

  • D

    São tão delicadas as questões a serem discutidas na Concordata que será bem possível que levassem muito tempo para desdobrar todos os aspectos.

  • E

    Roberto Romano lembra-nos de que já houve, na História, atos religiosos que acabassem por atender a uma finalidade política que é prevista.

100998Questão 10|Português|superior

A leitura dos clássicos

Os clássicos são livros que exercem uma influência

particular quando se impõem como inesquecíveis e também

quando se ocultam nas dobras da memória, preservando-se no

inconsciente.

Por isso, deveria existir um tempo na vida adulta dedicado

a revisitar as leituras mais importantes da juventude. Se os

livros permaneceram os mesmos (mas também eles mudam, à

luz de uma perspectiva histórica diferente), nós com certeza

mudamos, e o encontro é um acontecimento totalmente novo.

Portanto, usar o verbo ler ou o verbo reler não tem muita

importância. De fato, poderíamos dizer: toda releitura de um

clássico é uma leitura de descoberta, como a primeira.

(Ítalo Calvino, "Por que ler os clássicos")

Da leitura do texto depreende-se que os clássicos

  • A

    exercem grande efeito sobre nós, a menos quando se infiltram nas regiões do nosso inconsciente.

  • B

    adquirem especial sentido quando lidos na adolescência, idade em que nos revelam toda a sua grandeza.

  • C

    podem ser relidos sem que percam, por isso, o poder de revelação que demonstraram na primeira leitura.

  • D

    mudam de valor a cada vez que os lemos, já que o tempo vai esmaecendo a importância de cada leitura.

  • E

    gravam-se em nossa memória segundo a importância que tiveram para as gerações precedentes.