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Página 1  •  Total 60 questões
159139Questão 1|Português|superior

Analise o texto abaixo e responda à questão.

Texto I

Quando começou a enterrar os seus mortos, quando de algum modo construiu um ritual funeral, o homo sapiens há cem mil anos já tinha consciência de sua finitude, de sua presença provisória no mundo. E este ritual funeral marca um novo estágio na vida da espécie homo , a consciência: nasce o homo sapiens

sapiens

, aquele que tem consciência do próprio saber, aquele que sabe que sabe. Foi esta consciência da fragilidade da vida, foi este choque que nos fez ver a nós mesmos, que nos fez ter a vida em alta conta: a vida é rara, deve ser cuidada, cultivada, mantida.

Foi a necessidade de expansão da vida humana no mundo, foi o seu fortalecimento que nos fez de algum modo pensar: “Preciso me precaver, conhecer as estações, preciso plantar o próprio alimento, cultivar as ervas que curam, preciso fabricar armas, ferramentas, preciso festejar o que ainda tenho e brindar à vida porque a vida é curta e eu quero viver”.

Foi a consciência da fragilidade da vida, do quanto tudo é provisório e instável, que impulsionou os humanos em direção à cultura, mas esta relação entre a vida pensada como natureza, e a cultura no sentido de ação, de intervenção humana no mundo, sempre foi uma relação difícil. É esta relação entre o conhecimento, produto da linguagem e da consciência, e a vida, como a totalidade que nos é dada, que interessa a Nietzsche, e do modo como a espécie humana se relaciona com a natureza, o mundo, a exterioridade que a cerca, mas também com a natureza que traz em seu próprio corpo e que a constitui.

O que Nietzsche faz é propor um exercício de autognose, ou seja, de autoconhecimento da humanidade, como se a própria espécie se colocasse em questão e pensasse: O que temos feito? Que caminhos trilhamos? O que enfim nos tornamos? É com este objetivo que Nietzsche percorre a história da humanidade procurando não aquilo que aparece, mas aquilo que a cultura esconde: O que de fato move a nossa ação no mundo? Que valores reproduz?

(MOSÉ, Viviane. Nietzsche hoje: sobre os desafios da vida contemporânea. Petrópolis, RJ: Vozes. 2018, p.11)

A partir de sua análise atenta e do sentido global do texto, assinale a alternativa correta.

  • A

    A cultura é apresentada como uma construção natural e espontânea do ser humano, resultado da harmonia entre natureza e saber.

  • B

    A evolução humana é descrita como um processo linear e progressivo, em que a consciência sempre levou a melhores escolhas.

  • C

    A cultura é vista como resposta à fragilidade da vida, apresentando-se questionamentos sobre os rumos da humanidade.

  • D

    A consciência da morte e da finitude levou ao abandono da natureza e à completa negação de tudo que é instável ou passageiro.

159140Questão 2|Português|superior

Analise o texto abaixo e responda à questão.

Texto I

Quando começou a enterrar os seus mortos, quando de algum modo construiu um ritual funeral, o homo sapiens há cem mil anos já tinha consciência de sua finitude, de sua presença provisória no mundo. E este ritual funeral marca um novo estágio na vida da espécie homo , a consciência: nasce o homo sapiens

sapiens

, aquele que tem consciência do próprio saber, aquele que sabe que sabe. Foi esta consciência da fragilidade da vida, foi este choque que nos fez ver a nós mesmos, que nos fez ter a vida em alta conta: a vida é rara, deve ser cuidada, cultivada, mantida.

Foi a necessidade de expansão da vida humana no mundo, foi o seu fortalecimento que nos fez de algum modo pensar: “Preciso me precaver, conhecer as estações, preciso plantar o próprio alimento, cultivar as ervas que curam, preciso fabricar armas, ferramentas, preciso festejar o que ainda tenho e brindar à vida porque a vida é curta e eu quero viver”.

Foi a consciência da fragilidade da vida, do quanto tudo é provisório e instável, que impulsionou os humanos em direção à cultura, mas esta relação entre a vida pensada como natureza, e a cultura no sentido de ação, de intervenção humana no mundo, sempre foi uma relação difícil. É esta relação entre o conhecimento, produto da linguagem e da consciência, e a vida, como a totalidade que nos é dada, que interessa a Nietzsche, e do modo como a espécie humana se relaciona com a natureza, o mundo, a exterioridade que a cerca, mas também com a natureza que traz em seu próprio corpo e que a constitui.

O que Nietzsche faz é propor um exercício de autognose, ou seja, de autoconhecimento da humanidade, como se a própria espécie se colocasse em questão e pensasse: O que temos feito? Que caminhos trilhamos? O que enfim nos tornamos? É com este objetivo que Nietzsche percorre a história da humanidade procurando não aquilo que aparece, mas aquilo que a cultura esconde: O que de fato move a nossa ação no mundo? Que valores reproduz?

(MOSÉ, Viviane. Nietzsche hoje: sobre os desafios da vida contemporânea. Petrópolis, RJ: Vozes. 2018, p.11)

Considere a passagem “Foi a consciência da fragilidade da vida, do quanto tudo é provisório e instável, que impulsionou os humanos em direção à cultura” (3º§). Assinale a alternativa em que se faz uma afirmação correta acerca do verbo em destaque.

  • A

    O pronome indefinido “tudo”, presente na oração anterior, exerce a função de sujeito simples.

  • B

    O sujeito é o pronome relativo “que”, implicando concordância em número e pessoa com o referente pronominal.

  • C

    O verbo está flexionado na terceira pessoa do singular em razão do caráter impessoal que assume na oração.

  • D

    O vocábulo “consciência”, que forma a primeira oração, é também núcleo do sujeito passivo do verbo “impulsionou”.

159141Questão 3|Português|superior

Analise o texto abaixo e responda à questão.

Texto I

Quando começou a enterrar os seus mortos, quando de algum modo construiu um ritual funeral, o homo sapiens há cem mil anos já tinha consciência de sua finitude, de sua presença provisória no mundo. E este ritual funeral marca um novo estágio na vida da espécie homo , a consciência: nasce o homo sapiens

sapiens

, aquele que tem consciência do próprio saber, aquele que sabe que sabe. Foi esta consciência da fragilidade da vida, foi este choque que nos fez ver a nós mesmos, que nos fez ter a vida em alta conta: a vida é rara, deve ser cuidada, cultivada, mantida.

Foi a necessidade de expansão da vida humana no mundo, foi o seu fortalecimento que nos fez de algum modo pensar: “Preciso me precaver, conhecer as estações, preciso plantar o próprio alimento, cultivar as ervas que curam, preciso fabricar armas, ferramentas, preciso festejar o que ainda tenho e brindar à vida porque a vida é curta e eu quero viver”.

Foi a consciência da fragilidade da vida, do quanto tudo é provisório e instável, que impulsionou os humanos em direção à cultura, mas esta relação entre a vida pensada como natureza, e a cultura no sentido de ação, de intervenção humana no mundo, sempre foi uma relação difícil. É esta relação entre o conhecimento, produto da linguagem e da consciência, e a vida, como a totalidade que nos é dada, que interessa a Nietzsche, e do modo como a espécie humana se relaciona com a natureza, o mundo, a exterioridade que a cerca, mas também com a natureza que traz em seu próprio corpo e que a constitui.

O que Nietzsche faz é propor um exercício de autognose, ou seja, de autoconhecimento da humanidade, como se a própria espécie se colocasse em questão e pensasse: O que temos feito? Que caminhos trilhamos? O que enfim nos tornamos? É com este objetivo que Nietzsche percorre a história da humanidade procurando não aquilo que aparece, mas aquilo que a cultura esconde: O que de fato move a nossa ação no mundo? Que valores reproduz?

(MOSÉ, Viviane. Nietzsche hoje: sobre os desafios da vida contemporânea. Petrópolis, RJ: Vozes. 2018, p.11)

Na passagem “como se a própria espécie se colocasse em questão e pensasse: O que temos feito? Que caminhos trilhamos?” (4º§), o valor semântico das formas verbais nas perguntas indicam, respectivamente, uma ação:

  • A

    presente; futura em relação ao passado.

  • B

    pontual no presente; pontual no passado.

  • C

    futura; habitual no presente.

  • D

    em processo; passada concluída.

159142Questão 4|Português|superior

Analise o texto abaixo e responda à questão.

Texto I

Quando começou a enterrar os seus mortos, quando de algum modo construiu um ritual funeral, o homo sapiens há cem mil anos já tinha consciência de sua finitude, de sua presença provisória no mundo. E este ritual funeral marca um novo estágio na vida da espécie homo , a consciência: nasce o homo sapiens

sapiens

, aquele que tem consciência do próprio saber, aquele que sabe que sabe. Foi esta consciência da fragilidade da vida, foi este choque que nos fez ver a nós mesmos, que nos fez ter a vida em alta conta: a vida é rara, deve ser cuidada, cultivada, mantida.

Foi a necessidade de expansão da vida humana no mundo, foi o seu fortalecimento que nos fez de algum modo pensar: “Preciso me precaver, conhecer as estações, preciso plantar o próprio alimento, cultivar as ervas que curam, preciso fabricar armas, ferramentas, preciso festejar o que ainda tenho e brindar à vida porque a vida é curta e eu quero viver”.

Foi a consciência da fragilidade da vida, do quanto tudo é provisório e instável, que impulsionou os humanos em direção à cultura, mas esta relação entre a vida pensada como natureza, e a cultura no sentido de ação, de intervenção humana no mundo, sempre foi uma relação difícil. É esta relação entre o conhecimento, produto da linguagem e da consciência, e a vida, como a totalidade que nos é dada, que interessa a Nietzsche, e do modo como a espécie humana se relaciona com a natureza, o mundo, a exterioridade que a cerca, mas também com a natureza que traz em seu próprio corpo e que a constitui.

O que Nietzsche faz é propor um exercício de autognose, ou seja, de autoconhecimento da humanidade, como se a própria espécie se colocasse em questão e pensasse: O que temos feito? Que caminhos trilhamos? O que enfim nos tornamos? É com este objetivo que Nietzsche percorre a história da humanidade procurando não aquilo que aparece, mas aquilo que a cultura esconde: O que de fato move a nossa ação no mundo? Que valores reproduz?

(MOSÉ, Viviane. Nietzsche hoje: sobre os desafios da vida contemporânea. Petrópolis, RJ: Vozes. 2018, p.11)

Observando o sentido do fragmento: “Quando começou a enterrar os seus mortos, quando de algum modo construiu um ritual funeral.” (1º§), assinale a alternativa em que a reformulação para a voz passiva analítica está correta.

  • A

    Quando foram começados a ser enterrados os seus mortos, quando de algum modo foi construído um ritual funeral.

  • B

    Quando os seus mortos começaram a ser enterrados, quando de algum modo um ritual funeral foi construído.

  • C

    Quando começou-se a enterrar os seus mortos, quando se construiu um ritual funeral.

  • D

    Quando seus mortos foram sendo enterrados, quando um ritual funeral tivesse sido construído.

159143Questão 5|Português|superior

Analise o texto abaixo e responda à questão.

Texto I

Quando começou a enterrar os seus mortos, quando de algum modo construiu um ritual funeral, o homo sapiens há cem mil anos já tinha consciência de sua finitude, de sua presença provisória no mundo. E este ritual funeral marca um novo estágio na vida da espécie homo , a consciência: nasce o homo sapiens

sapiens

, aquele que tem consciência do próprio saber, aquele que sabe que sabe. Foi esta consciência da fragilidade da vida, foi este choque que nos fez ver a nós mesmos, que nos fez ter a vida em alta conta: a vida é rara, deve ser cuidada, cultivada, mantida.

Foi a necessidade de expansão da vida humana no mundo, foi o seu fortalecimento que nos fez de algum modo pensar: “Preciso me precaver, conhecer as estações, preciso plantar o próprio alimento, cultivar as ervas que curam, preciso fabricar armas, ferramentas, preciso festejar o que ainda tenho e brindar à vida porque a vida é curta e eu quero viver”.

Foi a consciência da fragilidade da vida, do quanto tudo é provisório e instável, que impulsionou os humanos em direção à cultura, mas esta relação entre a vida pensada como natureza, e a cultura no sentido de ação, de intervenção humana no mundo, sempre foi uma relação difícil. É esta relação entre o conhecimento, produto da linguagem e da consciência, e a vida, como a totalidade que nos é dada, que interessa a Nietzsche, e do modo como a espécie humana se relaciona com a natureza, o mundo, a exterioridade que a cerca, mas também com a natureza que traz em seu próprio corpo e que a constitui.

O que Nietzsche faz é propor um exercício de autognose, ou seja, de autoconhecimento da humanidade, como se a própria espécie se colocasse em questão e pensasse: O que temos feito? Que caminhos trilhamos? O que enfim nos tornamos? É com este objetivo que Nietzsche percorre a história da humanidade procurando não aquilo que aparece, mas aquilo que a cultura esconde: O que de fato move a nossa ação no mundo? Que valores reproduz?

(MOSÉ, Viviane. Nietzsche hoje: sobre os desafios da vida contemporânea. Petrópolis, RJ: Vozes. 2018, p.11)

Nos três primeiros parágrafos, o verbo “foi” aparece repetidamente no início de orações. Essa repetição cumpre, principalmente, a seguinte função no texto:

  • A

    destacar semanticamente os sujeitos das orações, conferindo ênfase à causa de certos processos históricos e existenciais.

  • B

    indicar a variação temporal das ações apresentadas, alternando a percepção de presente, passado e futuro.

  • C

    marcar a impessoalidade das ações e ocultar os agentes responsáveis pelas mudanças culturais descritas.

  • D

    substituir estruturas passivas, modernizando o discurso e conferindo fluidez ao texto filosófico.

159144Questão 6|Português|superior

Analise o texto abaixo e responda à questão.

Texto I

Quando começou a enterrar os seus mortos, quando de algum modo construiu um ritual funeral, o homo sapiens há cem mil anos já tinha consciência de sua finitude, de sua presença provisória no mundo. E este ritual funeral marca um novo estágio na vida da espécie homo , a consciência: nasce o homo sapiens

sapiens

, aquele que tem consciência do próprio saber, aquele que sabe que sabe. Foi esta consciência da fragilidade da vida, foi este choque que nos fez ver a nós mesmos, que nos fez ter a vida em alta conta: a vida é rara, deve ser cuidada, cultivada, mantida.

Foi a necessidade de expansão da vida humana no mundo, foi o seu fortalecimento que nos fez de algum modo pensar: “Preciso me precaver, conhecer as estações, preciso plantar o próprio alimento, cultivar as ervas que curam, preciso fabricar armas, ferramentas, preciso festejar o que ainda tenho e brindar à vida porque a vida é curta e eu quero viver”.

Foi a consciência da fragilidade da vida, do quanto tudo é provisório e instável, que impulsionou os humanos em direção à cultura, mas esta relação entre a vida pensada como natureza, e a cultura no sentido de ação, de intervenção humana no mundo, sempre foi uma relação difícil. É esta relação entre o conhecimento, produto da linguagem e da consciência, e a vida, como a totalidade que nos é dada, que interessa a Nietzsche, e do modo como a espécie humana se relaciona com a natureza, o mundo, a exterioridade que a cerca, mas também com a natureza que traz em seu próprio corpo e que a constitui.

O que Nietzsche faz é propor um exercício de autognose, ou seja, de autoconhecimento da humanidade, como se a própria espécie se colocasse em questão e pensasse: O que temos feito? Que caminhos trilhamos? O que enfim nos tornamos? É com este objetivo que Nietzsche percorre a história da humanidade procurando não aquilo que aparece, mas aquilo que a cultura esconde: O que de fato move a nossa ação no mundo? Que valores reproduz?

(MOSÉ, Viviane. Nietzsche hoje: sobre os desafios da vida contemporânea. Petrópolis, RJ: Vozes. 2018, p.11)

Ao observar as formas de particípio em “A vida é rara, deve ser cuidada, cultivada, mantida.” (1º§), é correto afirmar, segundo à morfossintaxe, que elas são:

  • A

    coordenadas em relação a “deve ser” e funcionam como complementos nominais.

  • B

    subordinadas em relação ao verbo “é” e funcionam como objeto direto.

  • C

    coordenadas entre si e exercem a função sintática de predicativo do sujeito.

  • D

    subordinadas entre si e funcionam como adjunto adnominal de “vida”.

159145Questão 7|Português|superior

Analise o texto abaixo e responda à questão.

Texto I

Quando começou a enterrar os seus mortos, quando de algum modo construiu um ritual funeral, o homo sapiens há cem mil anos já tinha consciência de sua finitude, de sua presença provisória no mundo. E este ritual funeral marca um novo estágio na vida da espécie homo , a consciência: nasce o homo sapiens

sapiens

, aquele que tem consciência do próprio saber, aquele que sabe que sabe. Foi esta consciência da fragilidade da vida, foi este choque que nos fez ver a nós mesmos, que nos fez ter a vida em alta conta: a vida é rara, deve ser cuidada, cultivada, mantida.

Foi a necessidade de expansão da vida humana no mundo, foi o seu fortalecimento que nos fez de algum modo pensar: “Preciso me precaver, conhecer as estações, preciso plantar o próprio alimento, cultivar as ervas que curam, preciso fabricar armas, ferramentas, preciso festejar o que ainda tenho e brindar à vida porque a vida é curta e eu quero viver”.

Foi a consciência da fragilidade da vida, do quanto tudo é provisório e instável, que impulsionou os humanos em direção à cultura, mas esta relação entre a vida pensada como natureza, e a cultura no sentido de ação, de intervenção humana no mundo, sempre foi uma relação difícil. É esta relação entre o conhecimento, produto da linguagem e da consciência, e a vida, como a totalidade que nos é dada, que interessa a Nietzsche, e do modo como a espécie humana se relaciona com a natureza, o mundo, a exterioridade que a cerca, mas também com a natureza que traz em seu próprio corpo e que a constitui.

O que Nietzsche faz é propor um exercício de autognose, ou seja, de autoconhecimento da humanidade, como se a própria espécie se colocasse em questão e pensasse: O que temos feito? Que caminhos trilhamos? O que enfim nos tornamos? É com este objetivo que Nietzsche percorre a história da humanidade procurando não aquilo que aparece, mas aquilo que a cultura esconde: O que de fato move a nossa ação no mundo? Que valores reproduz?

(MOSÉ, Viviane. Nietzsche hoje: sobre os desafios da vida contemporânea. Petrópolis, RJ: Vozes. 2018, p.11)

Com base nas regras do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinale a alternativa em que o emprego do hífen está totalmente adequado.

  • A

    A consciência da própria condição levou ao auto-conhecimento e à co-reflexão sobre a vida.

  • B

    A partir da consciência da morte, o homem inicia um processo de autoavaliação, coexistência e releitura do mundo.

  • C

    O ser humano passou a investir em infraestrutura, auto-estima e sócio-história como formas de sobrevivência cultural.

  • D

    A linguagem e a cultura se tornaram pré-requisitos fundamentais na formação do meio-ambiente humano e simbólico.

159146Questão 8|Português|superior

Analise o texto abaixo e responda à questão.

Texto II

Dizem que a separação nunca é um núcleo, uma urgência. Dizem que ela começa em seu avesso. E que é justamente no momento mais suave, o primeiro encontro, o primeiro olhar, que a separação começa a existir. Eu prefiro acreditar que a separação nunca termina, e que o último dia, a última noite, é um instante que se repete, a cada espera, a cada volta, cada vez que sinto a tua falta, cada vez que pronuncio teu nome. Eu acredito que, ao te chamar, uma estratégia, um encanto, eu seja capaz de fazer com que você se vire e olhe, e, sem perceber, estenda entre nós um atalho, uma ponte.

Mas como a gente chama alguém que foi embora? Alguém que está longe, alguém que não está? A distância deveria imediatamente impor um tom mais solene, ou menos íntimo, afinal há a distância. Mas como a gente trata com distanciamento alguém que acabou de estar tão perto? [...]

(SAAVEDRA, Carola. Flores Azuis. São Paulo: Companhia das Letras, 2008)

A forma com que o tema da separação é tratado no texto ganha expressividade por meio do predomínio da função da linguagem que:

  • A

    estabelece uma interlocução com um receptor exclusivo, definido na separação.

  • B

    busca testar, com interrogações, a eficiência na compreensão da mensagem.

  • C

    faz uso do código para definir, de forma objetiva, o vocábulo “separação”.

  • D

    prioriza a subjetividade com marcas de primeira pessoa em pronomes e verbos.

159147Questão 9|Português|superior

Analise o texto abaixo e responda à questão.

Texto II

Dizem que a separação nunca é um núcleo, uma urgência. Dizem que ela começa em seu avesso. E que é justamente no momento mais suave, o primeiro encontro, o primeiro olhar, que a separação começa a existir. Eu prefiro acreditar que a separação nunca termina, e que o último dia, a última noite, é um instante que se repete, a cada espera, a cada volta, cada vez que sinto a tua falta, cada vez que pronuncio teu nome. Eu acredito que, ao te chamar, uma estratégia, um encanto, eu seja capaz de fazer com que você se vire e olhe, e, sem perceber, estenda entre nós um atalho, uma ponte.

Mas como a gente chama alguém que foi embora? Alguém que está longe, alguém que não está? A distância deveria imediatamente impor um tom mais solene, ou menos íntimo, afinal há a distância. Mas como a gente trata com distanciamento alguém que acabou de estar tão perto? [...]

(SAAVEDRA, Carola. Flores Azuis. São Paulo: Companhia das Letras, 2008)

Considerando os critérios tradicionalmente adotados para a distinção entre textos literários e não literários, assinale a alternativa que melhor caracteriza o tipo de construção textual apresentado no fragmento de Saavedra.

  • A

    A elaboração do texto inscreve-se no domínio literário, não apenas pelo uso de linguagem figurada e ambígua, mas também pela abordagem subjetiva e pela evocação de sentidos plurais, próprios da estética literária.

  • B

    O texto pode ser classificado como literário por tematizar uma experiência objetiva, mas a ausência de linguagem figurada e a linearidade da exposição atenuam sua carga estética, aproximando-o da prosa confessional não ficcional.

  • C

    A construção do texto, ainda que atravessada por marcas de subjetividade, evidencia predomínio de função metalinguística e referencial, próprias de gêneros não literários voltados à análise do cotidiano.

  • D

    Embora revele sensibilidade e emoção, o texto deve ser classificado como não literário, pois se sustenta em estrutura discursiva típica da crônica jornalística e tem como finalidade principal relatar uma vivência pessoal.

159148Questão 10|Português|superior

Analise o texto abaixo e responda à questão.

Texto II

Dizem que a separação nunca é um núcleo, uma urgência. Dizem que ela começa em seu avesso. E que é justamente no momento mais suave, o primeiro encontro, o primeiro olhar, que a separação começa a existir. Eu prefiro acreditar que a separação nunca termina, e que o último dia, a última noite, é um instante que se repete, a cada espera, a cada volta, cada vez que sinto a tua falta, cada vez que pronuncio teu nome. Eu acredito que, ao te chamar, uma estratégia, um encanto, eu seja capaz de fazer com que você se vire e olhe, e, sem perceber, estenda entre nós um atalho, uma ponte.

Mas como a gente chama alguém que foi embora? Alguém que está longe, alguém que não está? A distância deveria imediatamente impor um tom mais solene, ou menos íntimo, afinal há a distância. Mas como a gente trata com distanciamento alguém que acabou de estar tão perto? [...]

(SAAVEDRA, Carola. Flores Azuis. São Paulo: Companhia das Letras, 2008)

No primeiro parágrafo, a palavra “avesso” expressa uma ideia:

  • A

    metafórica, apontando que a separação nasce de forma implícita já durante o início da relação.

  • B

    de oposição explícita à separação, indicando que ela só se manifesta após o término da relação.

  • C

    simbólica, sugerindo um lado invertido ou oculto das relações, sem qualquer especificação de tempo.

  • D

    conotativa, atribuindo à separação um caráter negativo ligado a falhas ou desvios morais na relação.