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Advogado - 2024


Página 3  •  Total 60 questões
168040Questão 21|História|superior
2024
CESGRANRIO

Afonso d’Escragnolle Taunay escreveu, entre os anos de 1924 e 1950, uma longuíssima obra sobre as chamadas “Bandeiras Paulistas”. Em seu último de 11 tomos, Taunay dedicou-se às “monções cuiabanas do século XVIII”. Nele, se lê:

Como consequência imediata da descoberta do ouro cuiabano, operou-se a transformação da principal rota sertanista, já quase sesqui-secular da penetração ocidental, para a devassa das terras e a preá do índio, em via comercial e militar. [...] E, com efeito: em parte alguma do globo as condições geográficas, demográficas, comerciais, coexistiram e associaram-se tão típicas, tão originais, quanto as que caracterizaram essa via anfíbia de milhares de quilômetros de imensos percursos fluviais e pequenas jornadas terrestres: a estrada das monções entre os pontos terminais de Araraitaguaba e Cuyabá, separados por três mil e quinhentos quilômetros da mais áspera navegação com a mínima solução de continuidade constituída por alguns quilômetros do varadouro de Camapuan. [...Avançava-se] em desrespeito ao ajuste interibérico de 1494 definitivamente perempto em 1750 graças ao influxo das bandeiras sobre a resistência pequena [...] castelhana [...] ao Sul e no Centro do Brasil atual e quase nula e, por assim dizer, inexistente na Amazônia.

TAUNAY, A. de E.: História Geral das Bandeiras Paulistas . Tomo undécimo e último. São Paulo: Edição do Museu Paulista, 1950. p. 11. Adaptado.

O texto acima refere-se à(ao)

  • A

    iniciativa paulista de avançar no território colonial luso desde a capitania de São Vicente, em direção oeste, buscando novos locais para estabelecimento de roças para o cultivo de café, culminando com a formação de pequenas vilas com vocação para rentáveis entrepostos comerciais.

  • B

    estabelecimento da colonização portuguesa nas costas da América do Sul, à extração de pau-brasil, à guerra contra as invasões francesas e ao estabelecimento da capital do Brasil em Salvador, na Bahia.

  • C

    economia agroexportadora da monocultura de cana-de-açúcar, à ocupação de grandes áreas de latifúndio ao plantio, ao estabelecimento dos engenhos de açúcar na região Nordeste do Brasil e à utilização da mão de obra negra escravizada.

  • D

    descoberta do ouro em Minas Gerais, ao grande afluxo migratório decorrente dessa descoberta rumo aos sertões do Brasil, estabelecendo-se em Vila Rica de Ouro Preto e Mariana, formando uma população miscigenada, liberta e assalariada.

  • E

    relação entre o influxo das bandeiras, à interiorização da colonização portuguesa, ao avanço luso sobre os limites espanhóis estabelecidos no Tratado de Tordesilhas de 1494 e à assinatura do tratado de Madrid, em 1750.

168041Questão 22|Atualidades|superior
2024
CESGRANRIO

Em agosto de 1940, Getúlio Vargas fez um discurso:

Após a reforma de 10 de novembro de 1937, incluímos essa cruzada no programa do Estado Novo, dizendo que o verdadeiro sentido de brasilidade é o rumo ao Oeste. [...] O Brasil, politicamente, é uma unidade. Todos falam a mesma língua, todos têm a mesma tradição histórica e todos seriam capazes de se sacrificar pela defesa do seu território. [...] Mas se politicamente o Brasil é uma unidade, não o é economicamente. Sob esse aspecto, assemelha-se a um arquipélago formado por algumas ilhas, entremeadas de espaços vazios. As ilhas já atingiram um alto grau de desenvolvimento econômico e industrial e as suas fronteiras políticas coincidem com as fronteiras econômicas. Continuam, entretanto, os vastos espaços despovoados, que não atingiram o necessário clima renovador, pela falta de densidade da população e pela ausência de toda uma série de medidas elementares, cuja execução figura no programa do Governo e nos propósitos da administração [...]. Desse modo, o programa de “Rumo ao Oeste” é o reatamento da campanha dos construtores da nacionalidade, dos bandeirantes e dos sertanistas, com a integração dos modernos processos de cultura. Precisamos promover essa arrancada, sob todos os aspectos e com todos os métodos, a fim de suprimirmos os vácuos demográficos do nosso território e fazermos com que as fronteiras econômicas coincidam com as fronteiras políticas. [...] Não ambicionamos um palmo de território que não seja nosso, mas temos um expansionismo, que é o de crescermos dentro das nossas próprias fronteiras.

Discurso Cruzada rumo ao Oeste, em Goiânia, 8 de agosto de 1940. In: A Nova Política do Brasil VIII: ferro, carvão, Petróleo 7 de agosto de 1940 a 9 de julho de 1941. Rio de Janeiro, José Olympio. vol. 8. p. 30-31. Disponível em: http://www.biblioteca. presidencia.gov.br/publicacoes-oficiais/catalogo/getulio-vargas/ vargas-a-nova-politica-do-brasil-vol-viii/view. Acesso em: 14 jan. 2024.

Segundo o texto, a Marcha para o Oeste foi um(a)

  • A

    programa que, durante o Estado Novo (1937-1945), uniu o discurso nacionalista ao projeto de ocupação, desenvolvimento e integração das áreas mais interiores do Brasil.

  • B

    política de governo que, durante o período democrático, promoveu investimentos na Bahia e em Minas Gerais, para financiamento da agricultura familiar.

  • C

    iniciativa de integração nacional que financiou, por exemplo, a construção da rodovia Presidente Dutra, que liga o Rio de Janeiro a São Paulo.

  • D

    ação imperialista, que, aproveitando o contexto da Segunda Guerra Mundial, visava expandir os limites do Estado brasileiro e adentrar os territórios da Bolívia e do Paraguai.

  • E

    empreendimento desenvolvimentista, viabilizado na conjuntura antidemocrática, ainda que desenvolvimentista e nacionalista, da ditadura civil-militar de 1964-1988.

168042Questão 23|Direitos Humanos|superior
2024
CESGRANRIO

No princípio da colonização do Brasil, a evangelização realizava-se de forma itinerante, numa espécie de peregrinação na qual os padres missionários se deslocavam ocasionalmente dos povoados coloniais até os indígenas. Após algum tempo, porém, os padres da Companhia de Jesus dedicaram-se a reunir, em um mesmo local, grandes grupos de indígenas, com o objetivo de convertê-los e “civilizá-los”. Esses locais, chamados de aldeamentos ou reduções, chegaram a reunir centenas, talvez milhares, de indígenas, e se tornaram muitas vezes povoados relativamente urbanizados, prósperos e autossuficientes. No entanto, em meados do século XVII,

à voz corrente de que os paulistas vinham dar sobre essa redução, os índios deram princípio à construção de um pequeno valo ou cerco, o qual, contudo, não pôde aprontar-se, por causa da pressa com que os inimigos avançavam. No dia de São Francisco Xavier do ano de 1636, quando se estava celebrando a festa com missa e sermão, 140 castelhanos* do Brasil, acompanhados de 150 tupis entraram naquele “pueblo”. Vinham todos otimamente armados com escopetas e se achavam vestidos com gibões [...], pelo que o soldado está protegido dos pés à cabeça e peleja com segurança contra as setas. [...] Havia se acolhido à igreja a gente do povo, pois a sua parede servia também de continuação ao valo ou cerco não terminado. [...] Pelejaram todos durante seis horas, ou seja, desde as oito da manhã até as duas da tarde. Feriram os paulistas a um dos padres com um balaço na cabeça. Atravessaram o braço de um dos irmãos e ao outro deixaram-no vulnerado.

*a expressão deve ser lida aqui como sinônimo de “homens brancos”.

MONTOYA, A.R. Conquista espiritual feita pelos religiosos da Companhia de Jesus nas províncias do Paraguai Paraná, Uruguai e Tape. Porto Alegre: Martins Livreiro, 1997. p. 274. Primeira edição: 1639. Adaptado.

No centro da querela entre colonos e jesuítas, estava a

  • A

    liberdade dos índios, uma vez que os bandeirantes buscam libertar os indígenas da opressão dos religiosos da Companhia de Jesus, aliando-se aos povos originários na defesa de suas terras e pela preservação de seus costumes e tradições.

  • B

    defesa dos termos apresentados no Tratado de Madri, uma vez que os jesuítas se alinharam à Coroa portuguesa para defender as ideias do Marquês de Pombal com relação à tutela dos índios.

  • C

    disputa pelo uso da força de trabalho dos povos originários, pois, enquanto os colonos consideravam que a função dos padres era apaziguar os indígenas para que eles pudessem servir ao trabalho, os padres lutavam pelo direito de desenvolver uma catequese, segundo os interesses da Companhia de Jesus.

  • D

    desocupação do território espanhol, na medida em que as lideranças jesuíticas convenceram a Coroa portuguesa a manter a área dos Sete Povos das Missões e restaurar o domínio sobre a região de Colônia do Sacramento, o que foi feito em 1751.

  • E

    unificação das Coroas Ibéricas, defendida pelos jesuítas e contestada pelos colonos, os quais acabaram por perder a disputa em 1640, quando Portugal e Espanha se unificaram na chamada União Ibérica, que durou até 1750.

168043Questão 24|Atualidades|superior
2024
CESGRANRIO

Historicamente, a colonização do continente americano, em especial dos territórios sob domínio português na América do Sul, ocorreu com a conquista e o povoamento por colonos a partir da costa do Oceano Atlântico. No entanto,

“passado um século de penetrações constantes pelos sertões, [...] teve início o povoamento da região de Cuiabá, onde Pascoal Moreira Cabral descobriu ouro nas margens do rio Coxipó, em 1719.” (Volpato, 1987, p. 30)

Foram fatores que concorreram para a interiorização dos domínios portugueses na América, no período colonial:

  • A

    o cultivo da cana e do tabaco, em especial nas zonas litorâneas do Oceano Atlântico.

  • B

    o profundo respeito que os colonos tinham com os compromissos firmados com a Coroa da Espanha.

  • C

    a busca por ouro e a captura de indígenas que pudessem ser escravizados.

  • D

    a extração de pau-brasil e o plantio de café, principalmente às margens do Rio Tietê.

  • E

    as invasões francesas e espanholas, em especial na província do Rio de Janeiro e na capitania de São Vicente.

168044Questão 25|Administração Pública|superior
2024
CESGRANRIO

No Brasil, a preocupação com os “vazios demográficos”, isto é, com grandes áreas, em geral de fronteira, com baixo índice demográfico e pouco integradas às demais regiões do país, esteve presente em diferentes governos durante o século XX. Segundo a pesquisadora Rosana Ravache, o projeto nacional de ocupação do centro-oeste durante o governo do General Ernesto Geisel baseava-se na

falta de terras no sul do Brasil, cuja estrutura fundiária estava esgotada e esse era o principal impasse para solucionar os problemas da reforma agrária; na necessidade de ocupar as áreas de fronteira, a título de proteção territorial; e na urgência de povoar aquelas grandes áreas do país, cujos índices demográficos eram muito baixos. [...]. Os militares visavam “vender” a baixo custo áreas mato-grossenses consideradas anecúmenas [desocupadas], principalmente para os agricultores dos estados do sul do Brasil. [...] Quando a ditadura militar usou o slogan “terra sem homens para homens sem terra”, cometeu duas veleidades. Uma foi ignorar a população autóctone porque, apesar da baixa densidade demográfica, ali vivia um número expressivo de índios e caboclos que foram deslocados ou mortos para dar lugar aos colonos ou empresas colonizadoras que “lotearam” boa parte da região amazônica. A outra foi imaginar que a questão da reforma agrária no Rio Grande do Sul, Paraná e em Santa Catarina se resolveria, simplesmente deslocando aquelas pessoas para o meio da selva, em condições precárias de sobrevivência, esperando que elas transformassem e urbanizassem, sem qualquer apoio, as áreas para as quais foram destinadas.

RAVACHE, R. L. Lucas do Rio Verde: um caso de sucesso no planejamento urbano. In: MAGAGNIN; CONSTANTINO; BENINI. Cidade e o planejamento da paisagem. Tupã: Anap, 2019, p. 95-97. Adaptado.

Segundo a pesquisadora, as políticas de Estado de ocupação de Mato Grosso

  • A

    representaram uma iniciativa de ordenação fundiária realizada a despeito das populações locais que já habitavam as áreas a serem colonizadas, associada à instalação de colonos em áreas de urbanização nula ou precária.

  • B

    reproduziram uma política democrática e participativa de distribuição de terra, na medida em que as iniciativas de loteamento priorizaram a economia familiar, interditando a participação de empresas privadas nesse processo.

  • C

    exprimiram uma preocupação legítima de ocupação da área chamada de “Amazônia legal”, que priorizou um projeto estatal de planejamento e manejo sustentável da mata em detrimento do desmatamento e da urbanização da região.

  • D

    transformaram a paisagem do Centro-Oeste brasileiro, pois essas áreas, antes mesmo de receberem novos colonos, foram objeto de políticas públicas de planejamento, saneamento e urbanização, financiadas e viabilizadas pelo poder público.

  • E

    tornaram desnecessárias novas políticas de reforma agrária, em especial na região Sul, na medida em que o deslocamento de colonos do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul para Mato Grosso deram fim às disputas fundiárias no país.

168045Questão 26|Economia|superior
2024
CESGRANRIO

No ano passado, o estado de Mato Grosso teve um importante desempenho econômico:

Mato Grosso confirmou, em 2023, a liderança nacional ao apresentar o maior saldo da balança comercial do Brasil, com US$ 28,78 bilhões. Esse é o maior resultado da série histórica estadual. Em outras palavras, o estado teve, no ano passado, o seu maior superávit comercial. Mesmo com mais de 80% da pauta de exportação formada por produtos do agronegócio – essencialmente matérias-primas –, o estado se sobressaiu ante tradicionais concorrentes, como Minas Gerais e Pará. Conforme dados do Ministério do Desenvolvimento (Mdic), o saldo da balança mato-grossense é resultado do movimento entre exportações (US$ 32 bilhões) e importações (US$ 3,22 bilhões), ao longo do ano passado. O superávit ocorre quando o valor exportado pelo Brasil supera as importações.

PERES, M. MT tem maior saldo da balança comercial brasileira: US$ 28,78 bi. Diário de Cuiabá. Disponível em: https://www. diariodecuiaba.com.br/economia/mt-encerra-2023-com-maior-saldo-da-balanca-comercial-brasileira/671902. Acesso em: 14 jan. 2024.

Segundo o texto, atualmente, a economia do estado de Mato Grosso

  • A

    é formada, principalmente, por produtos do agronegócio e tem importante resultado de saldo comercial comparada a outros estados da federação.

  • B

    destaca-se pela importância do turismo, com destaque do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, o que determinou um importante resultado comercial no ano de 2023.

  • C

    organiza-se, principalmente, em torno da produção industrial de bens de consumo, com a exportação de automóveis, garantindo o saldo comercial positivo em 2023.

  • D

    concentra-se na produção de matérias-primas, o que a deixou em desvantagem no ano de 2023 em relação a outros estados, como Minas Gerais e Pará.

  • E

    depende fortemente da importação de produtos industrializados, o que contribuiu para o resultado deficitário em sua balança comercial, em 2023.

168046Questão 27|Português|superior
2024
CESGRANRIO

O estado de Mato Grosso tem um destacado papel na história da demarcação de terras indígenas no Brasil, pois, em 1961, foi criado o então chamado “Parque Nacional do Xingu”, atualmente Parque Indígena do Xingu. Segundo seu decreto de criação, considerando-se a necessidade de preservar essa área como reserva florestal e campo de estudo de riquezas naturais brasileiras, tais terras, pertencentes aos índios, devem restar totalmente resguardadas de exploração, permanecendo, assim, insuscetíveis de alienação. Segundo os pesquisadores,

os povos indígenas investem mais em suas terras quando há certeza de que serão protegidas. [...] A antropóloga Jurema Machado, presidente do conselho diretor da Associação Nacional de Ação Indigenista (Anaí), reafirma a importância dessa relação entre indígenas e a mata para a proteção da floresta. “O fato de os indígenas terem retomado o território já representou um incremento para a floresta. Os territórios cuidados por eles representam proteção e crescimento da vegetação”, diz.

Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/demarcacao- -refloresta-terra-indigena-na-mata-atlantica/. Acesso em: 14 jan. 2024.

Considerando-se os objetivos da fundação do Parque do Xingu e os recentes posicionamentos de pesquisadores acima mencionados, observa-se uma relação

  • A

    lesiva entre a criação de parques e reservas e os interesses nacionais de defesa da economia produtiva e sustentável

  • B

    favorável entre a demarcação de terras indígenas, a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente

  • C

    deletéria entre regulamentação fundiária, direitos indígenas e sustentabilidade

  • D

    positiva entre desregulamentação fundiária e recuperação de florestas

  • E

    favorável entre exploração predatória em terras indígenas e recuperação de áreas de reflorestamento

168047Questão 28|Filosofia do Direito|superior
2024
CESGRANRIO

Sobre a Metafísica, ou a Filosofia Primeira, diz Aristóteles: “Todas as outras ciências serão mais necessárias que esta, mas nenhuma lhe será superior”. Nesse trecho, tal afirmação refere-se à questão de que

  • A

    a mente humana é incapaz de conhecer os princípios últimos da realidade.

  • B

    a visão a respeito dos saberes é eurocêntrica e colonialista.

  • C

    o comportamento do mundo sublunar e o do mundo supralunar são distintos.

  • D

    o discurso mítico e o discurso teórico apresentam equivalência.

  • E

    os saberes teóricos ou contemplativos têm primazia sobre os saberes práticos ou utilitários.

168048Questão 29|Filosofia do Direito|superior
2024
CESGRANRIO

Com a teoria das Idéias [...] Platão quis dizer o seguinte: o sensível se explica somente com a dimensão do supra-sensível, o corruptível com o ser incorruptível, o móvel com o imóvel, o relativo com o Absoluto, o múltiplo com o Uno.

REALE, G. História da Filosofia Antiga, Vol. II. SP: Loyola. 1994. p. 79.

Conforme verificado no trecho acima, Platão, em sua obra filosófica, afirmou que a

  • A

    realidade se encerra em relações de imanência.

  • B

    realidade é composta de instâncias transcendentes e imanentes.

  • C

    dimensão sensível da realidade é meramente ilusória.

  • D

    inteligência humana é incapaz de alcançar os princípios últimos da realidade.

  • E

    inteligência humana inventou noções como as de “absoluto” e “supra-sensível” para tentar dar conta da realidade múltipla e corruptível.

168049Questão 30|Filosofia do Direito|superior
2024
CESGRANRIO

A proposição fundamental de Protágoras, o maior e mais famoso dos sofistas, foi o axioma: “O homem é a medida de todas as coisas, das que são pelo que são, e das que não são pelo que não são”. Com o princípio do homem-medida, Protágoras pretendia, indubitavelmente, negar a existência de um critério absoluto que discriminasse o ser e o não ser, o verdadeiro e o falso e, em geral, todos os valores. REALE, G. História da Filosofia Antiga, Vol. II. SP: Loyola. 1994. p. 200.

O pensamento do sofista grego Protágoras de Abdera propõe o

  • A

    dogmatismo no exercício da filosofia

  • B

    hedonismo como finalidade última das ações humanas

  • C

    relativismo nas questões concernentes à verdade

  • D

    materialismo como modelo para explicação da natureza

  • E

    teocentrismo como parâmetro para a organização da sociedade

Advogado - 2024 | Prova