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Agente Penitenciário - 2010


Página 1  •  Total 50 questões
60673Questão 1|Português|médio

Fragmento

Negrinha era uma pobre órfã de sete anos. Preta? Não; fusca, mulatinha escura, de

cabelos ruços e olhos assustados.

Nascera na senzala, de mãe escrava, e seus primeiros anos vivera-os pelos cantos escuros

da cozinha, sobre velha esteira e trapos imundos. Sempre escondida, que a patroa não gostava

de crianças.

Excelente senhora, a patroa. Gorda, rica, dona do mundo, amimada dos padres, com

lugar certo na igreja e camarote de luxo reservado no céu. Entaladas as banhas no trono (uma

cadeira de balanço na sala de jantar), ali bordava, recebia as amigas e o vigário, dando

audiências, discutindo o tempo. Uma virtuosa senhora em suma - "dama de grandes virtudes

apostólicas, esteio da religião e da moral", dizia o reverendo.

Ótima, a dona Inácia.

(...)

A excelente dona Inácia era mestra na arte de judiar de crianças. Vinha da escravidão,

fora senhora de escravos - e daquelas ferozes, amigas de ouvir cantar o bolo e estalar o

bacalhau. Nunca se afizera ao regime novo - essa indecência de negro igual a branco e

qualquer coisinha: a polícia! "Qualquer coisinha": uma mucama assada ao forno porque se

engraçou dela o senhor; uma novena de relho porque disse: "Como é ruim, a sinhá!"...

O 13 de Maio tirou-lhe das mãos o azorrague, mas não lhe tirou da alma a gana.

Conservava Negrinha em casa como remédio para os frenesis. Inocente derivativo:

  • Ai! Como alivia a gente uma boa roda de cocres bem fincados!...

LOBATO, Monteiro. Negrinha. In.: Monteiro Lobato; textos escolhidos. Por José Carlos Barbosa

Moreira. Rio de Janeiro, Agir, 1967. p. 74-6.

Após ler o texto I, analise os itens abaixo.

I. O narrador mostra, no texto, um conflito entre o que dona Inácia era e a opinião que dela tinham as pessoas, como o vigário.

II. O texto apresenta uma Dona Inácia mestra na arte de pajear as crianças.

III. O narrador utiliza frases, como "excelente senhora, a patroa", querendo dizer justamente o contrário, pois ela judiava das crianças.

Somente está CORRETO o que se afirma em

  • A

    I.

  • B

    II.

  • C

    III.

  • D

    I e III.

  • E

    I e II.

60674Questão 2|Português|médio

Fragmento

Negrinha era uma pobre órfã de sete anos. Preta? Não; fusca, mulatinha escura, de

cabelos ruços e olhos assustados.

Nascera na senzala, de mãe escrava, e seus primeiros anos vivera-os pelos cantos escuros

da cozinha, sobre velha esteira e trapos imundos. Sempre escondida, que a patroa não gostava

de crianças.

Excelente senhora, a patroa. Gorda, rica, dona do mundo, amimada dos padres, com

lugar certo na igreja e camarote de luxo reservado no céu. Entaladas as banhas no trono (uma

cadeira de balanço na sala de jantar), ali bordava, recebia as amigas e o vigário, dando

audiências, discutindo o tempo. Uma virtuosa senhora em suma - "dama de grandes virtudes

apostólicas, esteio da religião e da moral", dizia o reverendo.

Ótima, a dona Inácia.

(...)

A excelente dona Inácia era mestra na arte de judiar de crianças. Vinha da escravidão,

fora senhora de escravos - e daquelas ferozes, amigas de ouvir cantar o bolo e estalar o

bacalhau. Nunca se afizera ao regime novo - essa indecência de negro igual a branco e

qualquer coisinha: a polícia! "Qualquer coisinha": uma mucama assada ao forno porque se

engraçou dela o senhor; uma novena de relho porque disse: "Como é ruim, a sinhá!"...

O 13 de Maio tirou-lhe das mãos o azorrague, mas não lhe tirou da alma a gana.

Conservava Negrinha em casa como remédio para os frenesis. Inocente derivativo:

  • Ai! Como alivia a gente uma boa roda de cocres bem fincados!...

LOBATO, Monteiro. Negrinha. In.: Monteiro Lobato; textos escolhidos. Por José Carlos Barbosa

Moreira. Rio de Janeiro, Agir, 1967. p. 74-6.

Analise os itens abaixo.

I. Dona Inácia era uma dona de escravos ferozes que não gostava de castigá-los com severidade.

II. A ironia, nesse texto, é um expediente de construção de sentido.

III. A expressão "qualquer coisinha" significa, no texto, ato extremamente violento; afinal a coisinha era assar uma mucama ao forno.

IV. A própria dona Inácia tem uma opinião muito favorável de seus atos, pois, para ela, assar a mucama ao forno era uma coisinha, ou seja, uma bobagem.

Estão CORRETOS

  • A

    I e II.

  • B

    I e III.

  • C

    I e IV.

  • D

    I, II e III.

  • E

    II, III e IV.

60675Questão 3|Português|médio

Fragmento

Negrinha era uma pobre órfã de sete anos. Preta? Não; fusca, mulatinha escura, de

cabelos ruços e olhos assustados.

Nascera na senzala, de mãe escrava, e seus primeiros anos vivera-os pelos cantos escuros

da cozinha, sobre velha esteira e trapos imundos. Sempre escondida, que a patroa não gostava

de crianças.

Excelente senhora, a patroa. Gorda, rica, dona do mundo, amimada dos padres, com

lugar certo na igreja e camarote de luxo reservado no céu. Entaladas as banhas no trono (uma

cadeira de balanço na sala de jantar), ali bordava, recebia as amigas e o vigário, dando

audiências, discutindo o tempo. Uma virtuosa senhora em suma - "dama de grandes virtudes

apostólicas, esteio da religião e da moral", dizia o reverendo.

Ótima, a dona Inácia.

(...)

A excelente dona Inácia era mestra na arte de judiar de crianças. Vinha da escravidão,

fora senhora de escravos - e daquelas ferozes, amigas de ouvir cantar o bolo e estalar o

bacalhau. Nunca se afizera ao regime novo - essa indecência de negro igual a branco e

qualquer coisinha: a polícia! "Qualquer coisinha": uma mucama assada ao forno porque se

engraçou dela o senhor; uma novena de relho porque disse: "Como é ruim, a sinhá!"...

O 13 de Maio tirou-lhe das mãos o azorrague, mas não lhe tirou da alma a gana.

Conservava Negrinha em casa como remédio para os frenesis. Inocente derivativo:

  • Ai! Como alivia a gente uma boa roda de cocres bem fincados!...

LOBATO, Monteiro. Negrinha. In.: Monteiro Lobato; textos escolhidos. Por José Carlos Barbosa

Moreira. Rio de Janeiro, Agir, 1967. p. 74-6.

Leia o fragmento abaixo, atentando para a expressão destacada.

O 13 de Maio tirou-lhe das mãos o azorrague, mas não lhe tirou da alma a gana. Conservava Negrinha em casa como remédio para os frenesis.

Inocente derivativo

: - Ai! Como alivia a gente uma boa roda de cocres bem fincados!...

A expressão em destaque pode ser compreendida como derivativo

  • A

    maldoso.

  • B

    sadio.

  • C

    jocoso.

  • D

    abençoado.

  • E

    ilustre.

60676Questão 4|Português|médio

Fragmento

Negrinha era uma pobre órfã de sete anos. Preta? Não; fusca, mulatinha escura, de

cabelos ruços e olhos assustados.

Nascera na senzala, de mãe escrava, e seus primeiros anos vivera-os pelos cantos escuros

da cozinha, sobre velha esteira e trapos imundos. Sempre escondida, que a patroa não gostava

de crianças.

Excelente senhora, a patroa. Gorda, rica, dona do mundo, amimada dos padres, com

lugar certo na igreja e camarote de luxo reservado no céu. Entaladas as banhas no trono (uma

cadeira de balanço na sala de jantar), ali bordava, recebia as amigas e o vigário, dando

audiências, discutindo o tempo. Uma virtuosa senhora em suma - "dama de grandes virtudes

apostólicas, esteio da religião e da moral", dizia o reverendo.

Ótima, a dona Inácia.

(...)

A excelente dona Inácia era mestra na arte de judiar de crianças. Vinha da escravidão,

fora senhora de escravos - e daquelas ferozes, amigas de ouvir cantar o bolo e estalar o

bacalhau. Nunca se afizera ao regime novo - essa indecência de negro igual a branco e

qualquer coisinha: a polícia! "Qualquer coisinha": uma mucama assada ao forno porque se

engraçou dela o senhor; uma novena de relho porque disse: "Como é ruim, a sinhá!"...

O 13 de Maio tirou-lhe das mãos o azorrague, mas não lhe tirou da alma a gana.

Conservava Negrinha em casa como remédio para os frenesis. Inocente derivativo:

  • Ai! Como alivia a gente uma boa roda de cocres bem fincados!...

LOBATO, Monteiro. Negrinha. In.: Monteiro Lobato; textos escolhidos. Por José Carlos Barbosa

Moreira. Rio de Janeiro, Agir, 1967. p. 74-6.

Em "Sempre escondida,

que

a patroa não gostava de criança", o vocábulo em destaque é

  • A

    pronome relativo.

  • B

    conjunção causal.

  • C

    conjunção integrante.

  • D

    advérbio.

  • E

    pronome substantivo.

60677Questão 5|Português|médio

A compreensão dos enunciados abaixo nos faz ver que a norma da

concordância verbal

foi respeitada em

  • A

    Via-se, lá do alto, as pessoas que se dirigiam ao estádio.

  • B

    Nesta empresa, precisam-se de vários letricistas.

  • C

    Percebe-se alguns erros neste trabalho.

  • D

    Destruiu-se infelizmente todas as provas do crime.

  • E

    Dão-se aulas de piano.

60678Questão 6|Português|médio

Nas alternativas abaixo, a vírgula foi incorretamente empregada, EXCETO EM:

  • A

    Na verdade, seus amigos, não ajudaram em nada.

  • B

    Entregue esses documentos, ao secretário da escola.

  • C

    Durante o jogo, aconteceram brigas e confusões.

  • D

    Felipe, professor do 6º ano vai levar os alunos ao museu.

  • E

    Eu realmente, quero muito sua aprovação.

60679Questão 7|Português|médio

Todas as conjunções sublinhadas abaixo são adverbiais causais, EXCETO UMA. Assinale-a.

  • A

    A criança levou uma surra porque fez muitas travessuras.

  • B

    Já que não pretendes estudar, deves procurar um trabalho.

  • C

    Como não pagasse as contas, teve os créditos cortados.

  • D

    Como estava doente, não fui à festa.

  • E

    Tudo ocorreu como eu tinha previsto .

60680Questão 8|Português|médio

Classifique as palavras conforme o que se pede. Use o código indicado.

68de3c93e67b0c30bc0c7e4388490e58c593795eecb48bddfaee99491add449d-8-0.jpg

Assinale a alternativa que apresenta a correlação CORRETA.

  • A

    I-A, II-B, III-A, IV-B, V-A.

  • B

    I-B, II-A, III-B, IV-A, V-B.

  • C

    I-A, II-A, III-B, IV-B, V-A.

  • D

    I-B, II-B, III-A, IV-A, V-A.

  • E

    I-A, II-A, III-B, IV-A, V-A.

60681Questão 9|Português|médio

Na frase "Na esquina avistei o meu carro e

o

que estava sendo procurado pela polícia", o termo

o

é classificado como

  • A

    artigo definido.

  • B

    pronome pessoal do caso oblíquo.

  • C

    pronome demonstrativo.

  • D

    pronome relativo.

  • E

    pronome possessivo.

60682Questão 10|Português|médio

Todas as frases apresentam inadequações de língua portuguesa, EXCETO:

  • A

    Que horas é?

  • B

    Já é duas horas.

  • C

    São meio-dia.

  • D

    Fazem dez anos que moro em Recife.

  • E

    É meio-dia e meia.

Agente Penitenciário - 2010 | Prova