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Página 1  •  Total 60 questões
124052Questão 1|Português|médio

TEXTO 1

Palavras emprestadas

A leitora Mafalda, sob o título “Sugestão de crônica”, mandou-me um e-mail protestando contra a invasão de expressões estrangeiras no dia a dia do brasileiro. Enviou até fotos de vitrines dos arredores de sua casa na região da Rua Oscar Freire.

Visionária, a leitora sonhava que eu pudesse contribuir para “mudar o uso do inglês nas ruas”, motivar algum político “a comprar essa briga” e dizia ser isso uma questão de patriotismo. Não acha?

Não acho, leitora, leitores. Com jeito vou tentar explicar.

Quando me alfabetizei, em 1943, havia cerca de 40.000 palavras dicionarizadas no português, segundo Domício Proença Filho, da Academia Brasileira de Letras. Hoje, são mais de 400.000; alguns filólogos estimam em 600.000. Ora, leitora, de onde brotaram tantas palavras? Dos novos hábitos da população, das inovações tecnológicas, das migrações, das gírias, dos estrangeirismos.

Já vê, cara Mafalda, que a consequência dos estrangeirismos não é o empobrecimento da língua, e sim o seu enriquecimento. Nós nos irritamos com os abusos, sim, como acontece com qualquer outro abuso.

A questão do estrangeirismo se aclara com a pergunta: com quem a pessoa quer se comunicar? Se usa palavras que muitas pessoas não entendem, não vai se comunicar com elas. Mesmo usando só o português. No caso das frases em inglês na Rua Oscar Freire, aqueles comerciantes não estão querendo se comunicar com quem não as entende.

Existe quem use a expressão estrangeira por pedantismo, quando há termo equivalente brasileiro. Mas por que impedir alguém de ser pedante? É um direito dele. Há quem use por ser modismo, mas por que ir contra a moda? Ela passa.

Na maioria dos casos, usa-se o estrangeirismo por necessidade. Há palavras estrangeiras inevitáveis, porque designam coisas novas com mais exatidão e rapidez: air bag, shopping center, e-mail, flash, slide, outdoor, marketing, videogame e milhares de outras.

Centenas delas ficaram bem à vontade quando aportuguesadas: uísque, futebol, lanchonete, gol, chique, garçom, sanduíche - e por aí vai. Muitas ficaram bem bacaninhas no nosso dia a dia, mesmo usadas do jeito que chegaram: jeans, show, shopping, topless, manicure, vitrine...

Ou seja, o povo falante há de peneirar o que merece permanência.

(Ivan Ângelo. Revista Veja. São Paulo: Abril, 25 mai. 2011. Adaptado.)

O Texto 1, no desenvolvimento global de seu tema, pretende :

  • A

    ressaltar que a criação de palavras novas no vocabulário de uma língua pode ser puro modismo.

  • B

    mostrar que a introdução de estrangeirismos numa língua pode levar essa língua ao empobrecimento.

  • C

    defender uma espécie de “patriotismo linguístico”, no que concerne à devida rejeição de palavras estrangeiras.

  • D

    orientar comerciantes quanto ao uso de palavras novas em seus relacionamentos com o público.

  • E

    esclarecer as razões que levam os falantes a incorporar palavras estrangeiras em seus usos cotidianos.

124053Questão 2|Português|médio

TEXTO 1

Palavras emprestadas

A leitora Mafalda, sob o título “Sugestão de crônica”, mandou-me um e-mail protestando contra a invasão de expressões estrangeiras no dia a dia do brasileiro. Enviou até fotos de vitrines dos arredores de sua casa na região da Rua Oscar Freire.

Visionária, a leitora sonhava que eu pudesse contribuir para “mudar o uso do inglês nas ruas”, motivar algum político “a comprar essa briga” e dizia ser isso uma questão de patriotismo. Não acha?

Não acho, leitora, leitores. Com jeito vou tentar explicar.

Quando me alfabetizei, em 1943, havia cerca de 40.000 palavras dicionarizadas no português, segundo Domício Proença Filho, da Academia Brasileira de Letras. Hoje, são mais de 400.000; alguns filólogos estimam em 600.000. Ora, leitora, de onde brotaram tantas palavras? Dos novos hábitos da população, das inovações tecnológicas, das migrações, das gírias, dos estrangeirismos.

Já vê, cara Mafalda, que a consequência dos estrangeirismos não é o empobrecimento da língua, e sim o seu enriquecimento. Nós nos irritamos com os abusos, sim, como acontece com qualquer outro abuso.

A questão do estrangeirismo se aclara com a pergunta: com quem a pessoa quer se comunicar? Se usa palavras que muitas pessoas não entendem, não vai se comunicar com elas. Mesmo usando só o português. No caso das frases em inglês na Rua Oscar Freire, aqueles comerciantes não estão querendo se comunicar com quem não as entende.

Existe quem use a expressão estrangeira por pedantismo, quando há termo equivalente brasileiro. Mas por que impedir alguém de ser pedante? É um direito dele. Há quem use por ser modismo, mas por que ir contra a moda? Ela passa.

Na maioria dos casos, usa-se o estrangeirismo por necessidade. Há palavras estrangeiras inevitáveis, porque designam coisas novas com mais exatidão e rapidez: air bag, shopping center, e-mail, flash, slide, outdoor, marketing, videogame e milhares de outras.

Centenas delas ficaram bem à vontade quando aportuguesadas: uísque, futebol, lanchonete, gol, chique, garçom, sanduíche - e por aí vai. Muitas ficaram bem bacaninhas no nosso dia a dia, mesmo usadas do jeito que chegaram: jeans, show, shopping, topless, manicure, vitrine...

Ou seja, o povo falante há de peneirar o que merece permanência.

(Ivan Ângelo. Revista Veja. São Paulo: Abril, 25 mai. 2011. Adaptado.)

Conforme o autor do Texto 1, a solução para o problema analisado tem como

protagonista:

  • A

    os que compõem os dicionários.

  • B

    os falantes; o povo em geral.

  • C

    os componentes da Academia.

  • D

    os cronistas e os jornalistas.

  • E

    o patriotismo dos ‘políticos’

124054Questão 3|Português|médio

TEXTO 1

Palavras emprestadas

A leitora Mafalda, sob o título “Sugestão de crônica”, mandou-me um e-mail protestando contra a invasão de expressões estrangeiras no dia a dia do brasileiro. Enviou até fotos de vitrines dos arredores de sua casa na região da Rua Oscar Freire.

Visionária, a leitora sonhava que eu pudesse contribuir para “mudar o uso do inglês nas ruas”, motivar algum político “a comprar essa briga” e dizia ser isso uma questão de patriotismo. Não acha?

Não acho, leitora, leitores. Com jeito vou tentar explicar.

Quando me alfabetizei, em 1943, havia cerca de 40.000 palavras dicionarizadas no português, segundo Domício Proença Filho, da Academia Brasileira de Letras. Hoje, são mais de 400.000; alguns filólogos estimam em 600.000. Ora, leitora, de onde brotaram tantas palavras? Dos novos hábitos da população, das inovações tecnológicas, das migrações, das gírias, dos estrangeirismos.

Já vê, cara Mafalda, que a consequência dos estrangeirismos não é o empobrecimento da língua, e sim o seu enriquecimento. Nós nos irritamos com os abusos, sim, como acontece com qualquer outro abuso.

A questão do estrangeirismo se aclara com a pergunta: com quem a pessoa quer se comunicar? Se usa palavras que muitas pessoas não entendem, não vai se comunicar com elas. Mesmo usando só o português. No caso das frases em inglês na Rua Oscar Freire, aqueles comerciantes não estão querendo se comunicar com quem não as entende.

Existe quem use a expressão estrangeira por pedantismo, quando há termo equivalente brasileiro. Mas por que impedir alguém de ser pedante? É um direito dele. Há quem use por ser modismo, mas por que ir contra a moda? Ela passa.

Na maioria dos casos, usa-se o estrangeirismo por necessidade. Há palavras estrangeiras inevitáveis, porque designam coisas novas com mais exatidão e rapidez: air bag, shopping center, e-mail, flash, slide, outdoor, marketing, videogame e milhares de outras.

Centenas delas ficaram bem à vontade quando aportuguesadas: uísque, futebol, lanchonete, gol, chique, garçom, sanduíche - e por aí vai. Muitas ficaram bem bacaninhas no nosso dia a dia, mesmo usadas do jeito que chegaram: jeans, show, shopping, topless, manicure, vitrine...

Ou seja, o povo falante há de peneirar o que merece permanência.

(Ivan Ângelo. Revista Veja. São Paulo: Abril, 25 mai. 2011. Adaptado.)

Ainda conforme o Texto 1, se o vocabulário de uma língua se amplia é devido a que:

  • A

    existem falantes que adotam atitudes de pedantismo na adoção de palavras novas e recusam o uso de termos portugueses equivalentes.

  • B

    as pessoas encarregadas das relações comerciais com o público adotam textos publicitários que trazem palavras desconhecidas.

  • C

    a população incorporou novos hábitos, ou aconteceram inovações tecnológicas, ou houve imigrações de populações estrangeiras etc.

  • D

    os dicionaristas costumam aportuguesar palavras estrangeiras e termos originários das gírias de diferentes grupos sociais.

  • E

    os filólogos fazem cálculos muito amplos e pouco específicos pelos quais aceitam palavras estrangeiras e gírias populares.

124055Questão anuladaAnuladaQuestão 4|Português|médio

TEXTO 1

Palavras emprestadas

A leitora Mafalda, sob o título “Sugestão de crônica”, mandou-me um e-mail protestando contra a invasão de expressões estrangeiras no dia a dia do brasileiro. Enviou até fotos de vitrines dos arredores de sua casa na região da Rua Oscar Freire.

Visionária, a leitora sonhava que eu pudesse contribuir para “mudar o uso do inglês nas ruas”, motivar algum político “a comprar essa briga” e dizia ser isso uma questão de patriotismo. Não acha?

Não acho, leitora, leitores. Com jeito vou tentar explicar.

Quando me alfabetizei, em 1943, havia cerca de 40.000 palavras dicionarizadas no português, segundo Domício Proença Filho, da Academia Brasileira de Letras. Hoje, são mais de 400.000; alguns filólogos estimam em 600.000. Ora, leitora, de onde brotaram tantas palavras? Dos novos hábitos da população, das inovações tecnológicas, das migrações, das gírias, dos estrangeirismos.

Já vê, cara Mafalda, que a consequência dos estrangeirismos não é o empobrecimento da língua, e sim o seu enriquecimento. Nós nos irritamos com os abusos, sim, como acontece com qualquer outro abuso.

A questão do estrangeirismo se aclara com a pergunta: com quem a pessoa quer se comunicar? Se usa palavras que muitas pessoas não entendem, não vai se comunicar com elas. Mesmo usando só o português. No caso das frases em inglês na Rua Oscar Freire, aqueles comerciantes não estão querendo se comunicar com quem não as entende.

Existe quem use a expressão estrangeira por pedantismo, quando há termo equivalente brasileiro. Mas por que impedir alguém de ser pedante? É um direito dele. Há quem use por ser modismo, mas por que ir contra a moda? Ela passa.

Na maioria dos casos, usa-se o estrangeirismo por necessidade. Há palavras estrangeiras inevitáveis, porque designam coisas novas com mais exatidão e rapidez: air bag, shopping center, e-mail, flash, slide, outdoor, marketing, videogame e milhares de outras.

Centenas delas ficaram bem à vontade quando aportuguesadas: uísque, futebol, lanchonete, gol, chique, garçom, sanduíche - e por aí vai. Muitas ficaram bem bacaninhas no nosso dia a dia, mesmo usadas do jeito que chegaram: jeans, show, shopping, topless, manicure, vitrine...

Ou seja, o povo falante há de peneirar o que merece permanência.

(Ivan Ângelo. Revista Veja. São Paulo: Abril, 25 mai. 2011. Adaptado.)

Para a compreensão dos sentidos do texto, além do vocabulário, são muito importantes certos recursos gramaticais. Observe, nas alternativas seguintes, os comentários que são feitos e identifique aquela em que o comentário está corretamente formulado.

  • A

    “A leitora Mafalda, sob o título “Sugestão de crônica”, mandou-me um e-mail”. (Também seria correto, com o mesmo sentido, dizer “A leitora Mafalda sobre o título”).

  • B

    “Ora, leitora, de onde brotaram tantas palavras?” (As vírgulas que separam a palavra ‘leitora’ são facultativas).

  • C

    “de onde brotaram tantas palavras?” (A expressão sublinhada expressa um sentido de causa).

  • D

    “Centenas delas ficaram bem à vontade quando aportuguesadas”. (O uso do ‘a’ craseado não altera a função sintática da expressão).

  • E

    “Enviou até fotos de vitrines dos arredores de sua casa”. (A palavra destacada expressa um sentido de ‘limite’, de ‘inclusão’).

124056Questão 5|Português|médio

TEXTO 1

Palavras emprestadas

A leitora Mafalda, sob o título “Sugestão de crônica”, mandou-me um e-mail protestando contra a invasão de expressões estrangeiras no dia a dia do brasileiro. Enviou até fotos de vitrines dos arredores de sua casa na região da Rua Oscar Freire.

Visionária, a leitora sonhava que eu pudesse contribuir para “mudar o uso do inglês nas ruas”, motivar algum político “a comprar essa briga” e dizia ser isso uma questão de patriotismo. Não acha?

Não acho, leitora, leitores. Com jeito vou tentar explicar.

Quando me alfabetizei, em 1943, havia cerca de 40.000 palavras dicionarizadas no português, segundo Domício Proença Filho, da Academia Brasileira de Letras. Hoje, são mais de 400.000; alguns filólogos estimam em 600.000. Ora, leitora, de onde brotaram tantas palavras? Dos novos hábitos da população, das inovações tecnológicas, das migrações, das gírias, dos estrangeirismos.

Já vê, cara Mafalda, que a consequência dos estrangeirismos não é o empobrecimento da língua, e sim o seu enriquecimento. Nós nos irritamos com os abusos, sim, como acontece com qualquer outro abuso.

A questão do estrangeirismo se aclara com a pergunta: com quem a pessoa quer se comunicar? Se usa palavras que muitas pessoas não entendem, não vai se comunicar com elas. Mesmo usando só o português. No caso das frases em inglês na Rua Oscar Freire, aqueles comerciantes não estão querendo se comunicar com quem não as entende.

Existe quem use a expressão estrangeira por pedantismo, quando há termo equivalente brasileiro. Mas por que impedir alguém de ser pedante? É um direito dele. Há quem use por ser modismo, mas por que ir contra a moda? Ela passa.

Na maioria dos casos, usa-se o estrangeirismo por necessidade. Há palavras estrangeiras inevitáveis, porque designam coisas novas com mais exatidão e rapidez: air bag, shopping center, e-mail, flash, slide, outdoor, marketing, videogame e milhares de outras.

Centenas delas ficaram bem à vontade quando aportuguesadas: uísque, futebol, lanchonete, gol, chique, garçom, sanduíche - e por aí vai. Muitas ficaram bem bacaninhas no nosso dia a dia, mesmo usadas do jeito que chegaram: jeans, show, shopping, topless, manicure, vitrine...

Ou seja, o povo falante há de peneirar o que merece permanência.

(Ivan Ângelo. Revista Veja. São Paulo: Abril, 25 mai. 2011. Adaptado.)

Segundo as normas da concordância sintática entre ‘verbo’ e ‘sujeito’, identifique a alternativa correta.

  • A

    Podem haver palavras estrangeiras que são inevitáveis.

  • B

    Nenhuma das palavras estrangeiras ficaram bem à vontade quando aportuguesadas.

  • C

    Os falantes hão de selecionar o que merece permanência.

  • D

    Existe aqueles que usam a expressão estrangeira por pedantismo.

  • E

    Aqueles comerciantes não querem se comunicarem com quem não entende.

124057Questão 6|Português|médio

TEXTO 2

O que é trabalho escravo.

A assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, representou o fim do direito de propriedade de uma pessoa sobre a outra, acabando com a possibilidade de alguém possuir legalmente um escravo no Brasil. No entanto, persistiram situações que mantêm o trabalhador sem possibilidade de se desligar de seus patrões.

Há fazendeiros que, a fim de derrubar matas nativas para formação de pastos, produzir carvão para a indústria siderúrgica, preparar o solo para plantio de sementes, entre outras atividades agropecuárias, contratam mão de obra utilizando os ‘contratadores de empreitada’, os chamados “gatos”. Eles aliciam os trabalhadores, servindo de fachada para que os fazendeiros não sejam responsabilizados pelo crime.

Trabalho escravo se configura pelo trabalho degradante aliado ao cerceamento da liberdade. Este segundo fator nem sempre é visível, uma vez que não mais se utilizam correntes para prender o homem à terra, mas sim ameaças físicas, terror psicológico ou mesmo as grandes distâncias que separam a propriedade da cidade mais próxima.

(Disponível em: WWW.reporterbrasil.org.br/conteudo.php?id=4. Acesso em 15 de agosto de 2012. Fragmento).

O Texto 2 se inicia nos seguintes termos: “A assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, representou o fim do direito de propriedade de uma pessoa sobre a outra, acabando com a possibilidade de alguém possuir legalmente um escravo no Brasil.

No entanto

, persistiram situações que mantêm o trabalhador sem possibilidade de se desligar de seus patrões”. Nesse parágrafo, a expressão sublinhada é

altamente relevante

porque:

  • A

    é típica dos textos escritos que se destinam a contextos de grande formalidade.

  • B

    expressa um sentido de causalidade; ou seja, refere a ‘causa’ do efeito em questão.

  • C

    separa um segundo período do primeiro, ambos constitutivos do mesmo parágrafo.

  • D

    indica que o conteúdo do parágrafo vai trazer informações contrárias às já apresentadas.

  • E

    aproxima o texto jornalístico das comunicações coloquiais cotidianas.

124058Questão 7|Português|médio

TEXTO 2

O que é trabalho escravo.

A assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, representou o fim do direito de propriedade de uma pessoa sobre a outra, acabando com a possibilidade de alguém possuir legalmente um escravo no Brasil. No entanto, persistiram situações que mantêm o trabalhador sem possibilidade de se desligar de seus patrões.

Há fazendeiros que, a fim de derrubar matas nativas para formação de pastos, produzir carvão para a indústria siderúrgica, preparar o solo para plantio de sementes, entre outras atividades agropecuárias, contratam mão de obra utilizando os ‘contratadores de empreitada’, os chamados “gatos”. Eles aliciam os trabalhadores, servindo de fachada para que os fazendeiros não sejam responsabilizados pelo crime.

Trabalho escravo se configura pelo trabalho degradante aliado ao cerceamento da liberdade. Este segundo fator nem sempre é visível, uma vez que não mais se utilizam correntes para prender o homem à terra, mas sim ameaças físicas, terror psicológico ou mesmo as grandes distâncias que separam a propriedade da cidade mais próxima.

(Disponível em: WWW.reporterbrasil.org.br/conteudo.php?id=4. Acesso em 15 de agosto de 2012. Fragmento).

Considerando as relações léxico-gramaticais de sentido entre expressões constantes no Texto 2, podemos afirmar que:

  • A

    ‘um trabalho degradante’ é ‘um trabalho extenuante’.

  • B

    ‘cerceamento da liberdade’ significa ‘restrição à liberdade’.

  • C

    ‘aliciar os trabalhadores’ é o mesmo que ‘convocar os trabalhadores’.

  • D

    ‘servir de fachada’ é o mesmo que ‘ostentar a figura’.

  • E

    ‘Trabalho escravo se configura’ quer dizer ‘Trabalho escravo se inicia’.

124059Questão 8|Português|médio

TEXTO 2

O que é trabalho escravo.

A assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, representou o fim do direito de propriedade de uma pessoa sobre a outra, acabando com a possibilidade de alguém possuir legalmente um escravo no Brasil. No entanto, persistiram situações que mantêm o trabalhador sem possibilidade de se desligar de seus patrões.

Há fazendeiros que, a fim de derrubar matas nativas para formação de pastos, produzir carvão para a indústria siderúrgica, preparar o solo para plantio de sementes, entre outras atividades agropecuárias, contratam mão de obra utilizando os ‘contratadores de empreitada’, os chamados “gatos”. Eles aliciam os trabalhadores, servindo de fachada para que os fazendeiros não sejam responsabilizados pelo crime.

Trabalho escravo se configura pelo trabalho degradante aliado ao cerceamento da liberdade. Este segundo fator nem sempre é visível, uma vez que não mais se utilizam correntes para prender o homem à terra, mas sim ameaças físicas, terror psicológico ou mesmo as grandes distâncias que separam a propriedade da cidade mais próxima.

(Disponível em: WWW.reporterbrasil.org.br/conteudo.php?id=4. Acesso em 15 de agosto de 2012. Fragmento).

Observe o trecho: “Há fazendeiros que, a fim de derrubar matas nativas para formação de pastos, produzir carvão para a indústria siderúrgica, preparar o solo para plantio de sementes, entre outras atividades agropecuárias, contratam mão de obra utilizando os 'contratadores de empreitada', os chamados gatos". Analise os comentários feitos a seguir a propósito de elementos sintático-semânticos de sua composição.

  1. “Há fazendeiros que,

a fim de derrubar matas nativas para formação de pastos

(...), entre outras atividades agropecuárias, contratam mão de obra..." (O segmento sublinhado indica o objetivo pretendido pelos fazendeiros na contratação da mão de obra).

  1. O adjetivo em 'matas nativas' também pode ser aplicado a 'falantes', como em 'falantes nativos', por oposição a 'falantes estrangeiros'.

  2. As expressões 'a fim de' e 'afim de' têm o mesmo sentido e são usadas em contextos sintáticos semelhantes.

  3. Em: “fazendeiros (...) contratam mão de obra utilizando os 'contratadores de empreitada', os chamados

gatos

", o termo sublinhado é oriundo da 'gíria' comum ao universo em questão.

Estão corretas:

  • A

    1, 2 e 4, apenas.

  • B

    1, 2 e 3, apenas.

  • C

    1 e 2, apenas.

  • D

    2, 3 e 4, apenas.

  • E

    1, 2, 3 e 4.

124060Questão 9|Português|médio

TEXTO 2

O que é trabalho escravo.

A assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, representou o fim do direito de propriedade de uma pessoa sobre a outra, acabando com a possibilidade de alguém possuir legalmente um escravo no Brasil. No entanto, persistiram situações que mantêm o trabalhador sem possibilidade de se desligar de seus patrões.

Há fazendeiros que, a fim de derrubar matas nativas para formação de pastos, produzir carvão para a indústria siderúrgica, preparar o solo para plantio de sementes, entre outras atividades agropecuárias, contratam mão de obra utilizando os ‘contratadores de empreitada’, os chamados “gatos”. Eles aliciam os trabalhadores, servindo de fachada para que os fazendeiros não sejam responsabilizados pelo crime.

Trabalho escravo se configura pelo trabalho degradante aliado ao cerceamento da liberdade. Este segundo fator nem sempre é visível, uma vez que não mais se utilizam correntes para prender o homem à terra, mas sim ameaças físicas, terror psicológico ou mesmo as grandes distâncias que separam a propriedade da cidade mais próxima.

(Disponível em: WWW.reporterbrasil.org.br/conteudo.php?id=4. Acesso em 15 de agosto de 2012. Fragmento).

As palavras das séries seguintes são formadas com o acréscimo de um prefixo. Identifique a série em que todas as palavras contêm um prefixo com sentido negativo.

  • A

    invisível, inflamável, ilegal.

  • B

    informar, ingerir, importar.

  • C

    inábil, inexperiente, irreal.

  • D

    impossível, inviável, imigrante.

  • E

    desfazer, inserir, desdizer.

124061Questão 10|Português|médio

TEXTO 3

Esta cova em que estás,

Com palmos medida,

É a conta menor

Que tiraste em vida.

  • É de bom tamanho,

Nem largo nem fundo,

É a parte que te cabe

Deste latifúndio.

  • Não é cova grande,

É cova medida,

É a terra que querias

Ver dividida.

  • É uma cova grande

Para teu pouco defunto,

Mas estarás mais ancho

Que estavas no mundo.

  • É uma cova grande

Para teu defunto parco,

Porém mais que no mundo

Te sentirás largo.

  • É uma cova grande

Para tua carne pouca,

Mas à terra dada

Não se abre a boca.

(João Cabral de Melo Neto. Morte e vida severina e outros poemas em voz alta. 15 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1981, p. 87-88).

A compreensão do poema de João Cabral nos leva a perceber que:

  1. existe um ‘tu’ imaginado no contexto, supostamente capaz de uma interlocução.

  2. acontece uma espécie de discurso direto, com marcas pronominais e verbais de ‘segunda pessoa do singular’.

  3. o discurso do falante se propõe a levar o suposto interlocutor a ver as vantagens do novo ‘território’.

  4. faltam alusões, mesmo implícitas, a questões atuais ligadas às desigualdades sociais.

Estão corretas:

  • A

    1, 2, 3 e 4.

  • B

    1, 2 e 3, apenas.

  • C

    2, 3 e 4, apenas.

  • D

    3 e 4, apenas.

  • E

    1 e 3, apenas.