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A compreensão do poema de João Cabral nos leva a perceber que: 1) existe um ‘tu’ imaginado no contexto, supostamente capaz de uma interlocução. 2) acontece u...


124061|Português|médio

TEXTO 3

Esta cova em que estás,

Com palmos medida,

É a conta menor

Que tiraste em vida.

  • É de bom tamanho,

Nem largo nem fundo,

É a parte que te cabe

Deste latifúndio.

  • Não é cova grande,

É cova medida,

É a terra que querias

Ver dividida.

  • É uma cova grande

Para teu pouco defunto,

Mas estarás mais ancho

Que estavas no mundo.

  • É uma cova grande

Para teu defunto parco,

Porém mais que no mundo

Te sentirás largo.

  • É uma cova grande

Para tua carne pouca,

Mas à terra dada

Não se abre a boca.

(João Cabral de Melo Neto. Morte e vida severina e outros poemas em voz alta. 15 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1981, p. 87-88).

A compreensão do poema de João Cabral nos leva a perceber que:

  1. existe um ‘tu’ imaginado no contexto, supostamente capaz de uma interlocução.

  2. acontece uma espécie de discurso direto, com marcas pronominais e verbais de ‘segunda pessoa do singular’.

  3. o discurso do falante se propõe a levar o suposto interlocutor a ver as vantagens do novo ‘território’.

  4. faltam alusões, mesmo implícitas, a questões atuais ligadas às desigualdades sociais.

Estão corretas:

  • A

    1, 2, 3 e 4.

  • B

    1, 2 e 3, apenas.

  • C

    2, 3 e 4, apenas.

  • D

    3 e 4, apenas.

  • E

    1 e 3, apenas.