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Analista Jurídico - 2025


Página 1  •  Total 100 questões
129656Questão 1|Português|superior

Leia o texto para responder à questão:

Desemprego cai, precarização sobe

A taxa de desemprego de 6,2% apurada pelo IBGE para o trimestre encerrado em maio não representa apenas o patamar mais baixo da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. O indicador reflete a mudança profunda de um mercado de trabalho marcado pela “uberização”, que vai muito além da informalidade dos aplicativos de transportes para se estender a inúmeras atividades criadas com a digitalização da economia.

Os dados do IBGE, monitorados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, atestam que há 39,3 milhões de trabalhadores informais no País, o que não é pouco. E embora a taxa de informalidade tenha caído de 38,1% para 37,8% de um trimestre móvel para outro, é uma queda que deve ser relativizada, já que houve alta de 3,7% daqueles que trabalham como CNPJ, os autônomos da era da “pejotização”. Há alguns anos o emprego atravessa uma fase de precarização, fenômeno não apenas brasileiro, mas mundial.

Num mundo sob novos parâmetros, faz-se necessário o aperfeiçoamento dos critérios de análise para compor um retrato mais fiel do mundo do trabalho. O gráfico do desemprego, em trajetória de queda desde o trimestre encerrado em maio de 2021, não pode ser traduzido como um caminho firme ao pleno emprego, por mais auspiciosos que os dados possam parecer.

Nelson Marconi, professor da FGV Eaesp, comparou, em recente artigo, microdados da Pnad do ano de 2012, quando a taxa de desemprego estava baixa (média de 7,4%) com o ano fechado de 2024 (média de 6,9%). Em vez de abordar as condições de oferta de emprego, como nível de escolaridade e qualificação profissional, o trabalho de Marconi foi orientado pela demanda, buscando identificar quem contrata e para qual tipo de ocupação. Concluiu que o mercado de trabalho no ano passado estava tão aquecido quanto em 2012, mas com empregos de menor qualidade e remunerações mais baixas mesmo para ocupações que demandam maior qualificação.

É o mesmo cenário deste ano, com perda de dinamismo do setor produtivo, redução de setores industriais relevantes e investimento insuficiente em setores tecnologicamente mais sofisticados. Um quadro distante do alvissareiro pleno emprego, já que, ao fim das contas, o saldo é a perda do poder de compra, embora a massa de salários em circulação tenha renovado a máxima da série do IBGE, chegando a R$ 354,605 bilhões no trimestre terminado em maio.

Os dados confirmam que um indicador isolado pouco reflete a economia como um todo. Enquanto o poder de compra se mantiver corroído por uma inflação acima da meta, a queda no desemprego não significa felicidade.

(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 02.07.2025. Adaptado)

O editorial desenvolve a tese de que

  • A

    a massa de salários em circulação mostra que o baixo patamar de desemprego está associado com melhores condições de vida da maioria dos trabalhadores brasileiros, o que se contrapõe a uma tendência mundial de “uberização”.

  • B

    a falta de critérios de análise para compor um retrato mais fiel do mundo do trabalho compromete o entendimento das relações entre desemprego e “uberização”, razão pela qual eles tendem a ser abandonados no Brasil.

  • C

    o gráfico do desemprego, que está em queda desde maio de 2021, revela a resiliência da oferta de emprego no Brasil e a superação da “uberização”, com novos postos de trabalho garantindo poder de compra aos cidadãos.

  • D

    o baixo patamar de desemprego deve ser analisado em função das condições de trabalho, uma vez que ele não reflete fielmente o pleno emprego, quando se considera a tendência mundial de precarização do emprego.

  • E

    a ideia de precarização do emprego parece ser falaciosa, uma vez que estudos, como o do professor da FGV Eaesp, sinalizam boas condições de oferta de emprego, com o mercado de trabalho em 2023 aquecido como em 2012.

129657Questão 2|Português|superior

Leia o texto para responder à questão:

Desemprego cai, precarização sobe

A taxa de desemprego de 6,2% apurada pelo IBGE para o trimestre encerrado em maio não representa apenas o patamar mais baixo da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. O indicador reflete a mudança profunda de um mercado de trabalho marcado pela “uberização”, que vai muito além da informalidade dos aplicativos de transportes para se estender a inúmeras atividades criadas com a digitalização da economia.

Os dados do IBGE, monitorados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, atestam que há 39,3 milhões de trabalhadores informais no País, o que não é pouco. E embora a taxa de informalidade tenha caído de 38,1% para 37,8% de um trimestre móvel para outro, é uma queda que deve ser relativizada, já que houve alta de 3,7% daqueles que trabalham como CNPJ, os autônomos da era da “pejotização”. Há alguns anos o emprego atravessa uma fase de precarização, fenômeno não apenas brasileiro, mas mundial.

Num mundo sob novos parâmetros, faz-se necessário o aperfeiçoamento dos critérios de análise para compor um retrato mais fiel do mundo do trabalho. O gráfico do desemprego, em trajetória de queda desde o trimestre encerrado em maio de 2021, não pode ser traduzido como um caminho firme ao pleno emprego, por mais auspiciosos que os dados possam parecer.

Nelson Marconi, professor da FGV Eaesp, comparou, em recente artigo, microdados da Pnad do ano de 2012, quando a taxa de desemprego estava baixa (média de 7,4%) com o ano fechado de 2024 (média de 6,9%). Em vez de abordar as condições de oferta de emprego, como nível de escolaridade e qualificação profissional, o trabalho de Marconi foi orientado pela demanda, buscando identificar quem contrata e para qual tipo de ocupação. Concluiu que o mercado de trabalho no ano passado estava tão aquecido quanto em 2012, mas com empregos de menor qualidade e remunerações mais baixas mesmo para ocupações que demandam maior qualificação.

É o mesmo cenário deste ano, com perda de dinamismo do setor produtivo, redução de setores industriais relevantes e investimento insuficiente em setores tecnologicamente mais sofisticados. Um quadro distante do alvissareiro pleno emprego, já que, ao fim das contas, o saldo é a perda do poder de compra, embora a massa de salários em circulação tenha renovado a máxima da série do IBGE, chegando a R$ 354,605 bilhões no trimestre terminado em maio.

Os dados confirmam que um indicador isolado pouco reflete a economia como um todo. Enquanto o poder de compra se mantiver corroído por uma inflação acima da meta, a queda no desemprego não significa felicidade.

(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 02.07.2025. Adaptado)

Considere as passagens do texto:

• Há alguns anos o emprego atravessa uma fase de precarização… (2o parágrafo) • O gráfico do desemprego […] não pode ser traduzido como um caminho firme ao pleno emprego, por mais auspiciosos que os dados possam parecer. (3o parágrafo)

No contexto em que estão empregados, os termos destacados significam, correta e respectivamente:

  • A

    transpassa; demonstrado; evidentes.

  • B

    intervém; explicado; propícios.

  • C

    sofre; interpretado; promissores.

  • D

    experimenta; simbolizado, sérios.

  • E

    vivencia; transposto; contundentes.

129658Questão 3|Português|superior

Leia o texto para responder à questão:

Desemprego cai, precarização sobe

A taxa de desemprego de 6,2% apurada pelo IBGE para o trimestre encerrado em maio não representa apenas o patamar mais baixo da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. O indicador reflete a mudança profunda de um mercado de trabalho marcado pela “uberização”, que vai muito além da informalidade dos aplicativos de transportes para se estender a inúmeras atividades criadas com a digitalização da economia.

Os dados do IBGE, monitorados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, atestam que há 39,3 milhões de trabalhadores informais no País, o que não é pouco. E embora a taxa de informalidade tenha caído de 38,1% para 37,8% de um trimestre móvel para outro, é uma queda que deve ser relativizada, já que houve alta de 3,7% daqueles que trabalham como CNPJ, os autônomos da era da “pejotização”. Há alguns anos o emprego atravessa uma fase de precarização, fenômeno não apenas brasileiro, mas mundial.

Num mundo sob novos parâmetros, faz-se necessário o aperfeiçoamento dos critérios de análise para compor um retrato mais fiel do mundo do trabalho. O gráfico do desemprego, em trajetória de queda desde o trimestre encerrado em maio de 2021, não pode ser traduzido como um caminho firme ao pleno emprego, por mais auspiciosos que os dados possam parecer.

Nelson Marconi, professor da FGV Eaesp, comparou, em recente artigo, microdados da Pnad do ano de 2012, quando a taxa de desemprego estava baixa (média de 7,4%) com o ano fechado de 2024 (média de 6,9%). Em vez de abordar as condições de oferta de emprego, como nível de escolaridade e qualificação profissional, o trabalho de Marconi foi orientado pela demanda, buscando identificar quem contrata e para qual tipo de ocupação. Concluiu que o mercado de trabalho no ano passado estava tão aquecido quanto em 2012, mas com empregos de menor qualidade e remunerações mais baixas mesmo para ocupações que demandam maior qualificação.

É o mesmo cenário deste ano, com perda de dinamismo do setor produtivo, redução de setores industriais relevantes e investimento insuficiente em setores tecnologicamente mais sofisticados. Um quadro distante do alvissareiro pleno emprego, já que, ao fim das contas, o saldo é a perda do poder de compra, embora a massa de salários em circulação tenha renovado a máxima da série do IBGE, chegando a R$ 354,605 bilhões no trimestre terminado em maio.

Os dados confirmam que um indicador isolado pouco reflete a economia como um todo. Enquanto o poder de compra se mantiver corroído por uma inflação acima da meta, a queda no desemprego não significa felicidade.

(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 02.07.2025. Adaptado)

Considere as passagens do texto:

• A taxa de desemprego de 6,2% apurada pelo IBGE para o trimestre encerrado em maio não representa apenas o patamar mais baixo da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. O indicador reflete a mudança profunda de um mercado de trabalho marcado pela “uberização” … (1o parágrafo) • O gráfico do desemprego, em trajetória de queda desde o trimestre encerrado em maio de 2021, não pode ser traduzido como um caminho firme ao pleno emprego, por mais auspiciosos que os dados possam parecer. (3o parágrafo) • Um quadro distante do alvissareiro pleno emprego, já que, ao fim das contas, o saldo é a perda do poder de compra… (5o parágrafo)

Sem prejuízo ao sentido original, as passagens admitem, correta e respectivamente, as reescritas:

  • A

    O indicador reflete, apesar disso, a mudança profunda de um mercado de trabalho marcado pela “uberização”… / … mesmo que os dados possam parecer auspiciosos. /… enquanto, ao fim das contas, o saldo é a perda do poder de compra…

  • B

    O indicador reflete, além disso, a mudança profunda de um mercado de trabalho marcado pela “uberização”… / … uma vez que os dados possam parecer auspiciosos. /… portanto, ao fim das contas, o saldo é a perda do poder de compra…

  • C

    O indicador reflete, portanto, a mudança profunda de um mercado de trabalho marcado pela “uberização”… / … tanto que os dados possam parecer auspiciosos. /… embora, ao fim das contas, o saldo é a perda do poder de compra…

  • D

    O indicador reflete, ainda, a mudança profunda de um mercado de trabalho marcado pela “uberização”… / … se bem que os dados possam parecer auspiciosos. /… todavia, ao fim das contas, o saldo é a perda do poder de compra…

  • E

    O indicador reflete, também, a mudança profunda de um mercado de trabalho marcado pela “uberização”… / … ainda que os dados possam parecer auspiciosos. /… porque, ao fim das contas, o saldo é a perda do poder de compra…

129659Questão 4|Português|superior

Leia o texto para responder à questão:

Desemprego cai, precarização sobe

A taxa de desemprego de 6,2% apurada pelo IBGE para o trimestre encerrado em maio não representa apenas o patamar mais baixo da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. O indicador reflete a mudança profunda de um mercado de trabalho marcado pela “uberização”, que vai muito além da informalidade dos aplicativos de transportes para se estender a inúmeras atividades criadas com a digitalização da economia.

Os dados do IBGE, monitorados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, atestam que há 39,3 milhões de trabalhadores informais no País, o que não é pouco. E embora a taxa de informalidade tenha caído de 38,1% para 37,8% de um trimestre móvel para outro, é uma queda que deve ser relativizada, já que houve alta de 3,7% daqueles que trabalham como CNPJ, os autônomos da era da “pejotização”. Há alguns anos o emprego atravessa uma fase de precarização, fenômeno não apenas brasileiro, mas mundial.

Num mundo sob novos parâmetros, faz-se necessário o aperfeiçoamento dos critérios de análise para compor um retrato mais fiel do mundo do trabalho. O gráfico do desemprego, em trajetória de queda desde o trimestre encerrado em maio de 2021, não pode ser traduzido como um caminho firme ao pleno emprego, por mais auspiciosos que os dados possam parecer.

Nelson Marconi, professor da FGV Eaesp, comparou, em recente artigo, microdados da Pnad do ano de 2012, quando a taxa de desemprego estava baixa (média de 7,4%) com o ano fechado de 2024 (média de 6,9%). Em vez de abordar as condições de oferta de emprego, como nível de escolaridade e qualificação profissional, o trabalho de Marconi foi orientado pela demanda, buscando identificar quem contrata e para qual tipo de ocupação. Concluiu que o mercado de trabalho no ano passado estava tão aquecido quanto em 2012, mas com empregos de menor qualidade e remunerações mais baixas mesmo para ocupações que demandam maior qualificação.

É o mesmo cenário deste ano, com perda de dinamismo do setor produtivo, redução de setores industriais relevantes e investimento insuficiente em setores tecnologicamente mais sofisticados. Um quadro distante do alvissareiro pleno emprego, já que, ao fim das contas, o saldo é a perda do poder de compra, embora a massa de salários em circulação tenha renovado a máxima da série do IBGE, chegando a R$ 354,605 bilhões no trimestre terminado em maio.

Os dados confirmam que um indicador isolado pouco reflete a economia como um todo. Enquanto o poder de compra se mantiver corroído por uma inflação acima da meta, a queda no desemprego não significa felicidade.

(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 02.07.2025. Adaptado)

O termo destacado está empregado em sentido figurado em:

  • A

    … é uma queda que deve ser relativizada, já que houve alta de 3,7% daqueles que trabalham como CNPJ, os autônomos da era da “pejotização”. (2o parágrafo)

  • B

    … mas com empregos de menor qualidade e remunerações mais baixas mesmo para ocupações que demandam maior qualificação. (4o parágrafo)

  • C

    … faz-se necessário o aperfeiçoamento dos critérios de análise para compor um retrato mais fiel do mundo do trabalho. (3o parágrafo)

  • D

    … a massa de salários em circulação tenha renovado a máxima da série do IBGE, chegando a R$ 354,605 bilhões no trimestre terminado em maio. (5o parágrafo)

  • E

    A taxa de desemprego de 6,2% […] não representa apenas o patamar mais baixo da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. (1o parágrafo)

129660Questão 5|Português|superior

Leia o texto para responder à questão:

Desemprego cai, precarização sobe

A taxa de desemprego de 6,2% apurada pelo IBGE para o trimestre encerrado em maio não representa apenas o patamar mais baixo da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. O indicador reflete a mudança profunda de um mercado de trabalho marcado pela “uberização”, que vai muito além da informalidade dos aplicativos de transportes para se estender a inúmeras atividades criadas com a digitalização da economia.

Os dados do IBGE, monitorados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, atestam que há 39,3 milhões de trabalhadores informais no País, o que não é pouco. E embora a taxa de informalidade tenha caído de 38,1% para 37,8% de um trimestre móvel para outro, é uma queda que deve ser relativizada, já que houve alta de 3,7% daqueles que trabalham como CNPJ, os autônomos da era da “pejotização”. Há alguns anos o emprego atravessa uma fase de precarização, fenômeno não apenas brasileiro, mas mundial.

Num mundo sob novos parâmetros, faz-se necessário o aperfeiçoamento dos critérios de análise para compor um retrato mais fiel do mundo do trabalho. O gráfico do desemprego, em trajetória de queda desde o trimestre encerrado em maio de 2021, não pode ser traduzido como um caminho firme ao pleno emprego, por mais auspiciosos que os dados possam parecer.

Nelson Marconi, professor da FGV Eaesp, comparou, em recente artigo, microdados da Pnad do ano de 2012, quando a taxa de desemprego estava baixa (média de 7,4%) com o ano fechado de 2024 (média de 6,9%). Em vez de abordar as condições de oferta de emprego, como nível de escolaridade e qualificação profissional, o trabalho de Marconi foi orientado pela demanda, buscando identificar quem contrata e para qual tipo de ocupação. Concluiu que o mercado de trabalho no ano passado estava tão aquecido quanto em 2012, mas com empregos de menor qualidade e remunerações mais baixas mesmo para ocupações que demandam maior qualificação.

É o mesmo cenário deste ano, com perda de dinamismo do setor produtivo, redução de setores industriais relevantes e investimento insuficiente em setores tecnologicamente mais sofisticados. Um quadro distante do alvissareiro pleno emprego, já que, ao fim das contas, o saldo é a perda do poder de compra, embora a massa de salários em circulação tenha renovado a máxima da série do IBGE, chegando a R$ 354,605 bilhões no trimestre terminado em maio.

Os dados confirmam que um indicador isolado pouco reflete a economia como um todo. Enquanto o poder de compra se mantiver corroído por uma inflação acima da meta, a queda no desemprego não significa felicidade.

(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 02.07.2025. Adaptado)

O país deve zelar _____ sua economia para que a população, ansiosa _____ felicidade, possa dedicar-se _____ atividades profissionais que realmente sejam boas ofertas de emprego de qualidade e de boa remuneração _____ ela.

De acordo com a norma-padrão, as lacunas da frase devem ser preenchidas, respectivamente, com:

  • A

    por … de … às … a

  • B

    de … para … a … à

  • C

    à … por … à … a

  • D

    com … por … as … a

  • E

    em … de … às … à

129661Questão 6|Português|superior

Leia o texto para responder à questão:

Desemprego cai, precarização sobe

A taxa de desemprego de 6,2% apurada pelo IBGE para o trimestre encerrado em maio não representa apenas o patamar mais baixo da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. O indicador reflete a mudança profunda de um mercado de trabalho marcado pela “uberização”, que vai muito além da informalidade dos aplicativos de transportes para se estender a inúmeras atividades criadas com a digitalização da economia.

Os dados do IBGE, monitorados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, atestam que há 39,3 milhões de trabalhadores informais no País, o que não é pouco. E embora a taxa de informalidade tenha caído de 38,1% para 37,8% de um trimestre móvel para outro, é uma queda que deve ser relativizada, já que houve alta de 3,7% daqueles que trabalham como CNPJ, os autônomos da era da “pejotização”. Há alguns anos o emprego atravessa uma fase de precarização, fenômeno não apenas brasileiro, mas mundial.

Num mundo sob novos parâmetros, faz-se necessário o aperfeiçoamento dos critérios de análise para compor um retrato mais fiel do mundo do trabalho. O gráfico do desemprego, em trajetória de queda desde o trimestre encerrado em maio de 2021, não pode ser traduzido como um caminho firme ao pleno emprego, por mais auspiciosos que os dados possam parecer.

Nelson Marconi, professor da FGV Eaesp, comparou, em recente artigo, microdados da Pnad do ano de 2012, quando a taxa de desemprego estava baixa (média de 7,4%) com o ano fechado de 2024 (média de 6,9%). Em vez de abordar as condições de oferta de emprego, como nível de escolaridade e qualificação profissional, o trabalho de Marconi foi orientado pela demanda, buscando identificar quem contrata e para qual tipo de ocupação. Concluiu que o mercado de trabalho no ano passado estava tão aquecido quanto em 2012, mas com empregos de menor qualidade e remunerações mais baixas mesmo para ocupações que demandam maior qualificação.

É o mesmo cenário deste ano, com perda de dinamismo do setor produtivo, redução de setores industriais relevantes e investimento insuficiente em setores tecnologicamente mais sofisticados. Um quadro distante do alvissareiro pleno emprego, já que, ao fim das contas, o saldo é a perda do poder de compra, embora a massa de salários em circulação tenha renovado a máxima da série do IBGE, chegando a R$ 354,605 bilhões no trimestre terminado em maio.

Os dados confirmam que um indicador isolado pouco reflete a economia como um todo. Enquanto o poder de compra se mantiver corroído por uma inflação acima da meta, a queda no desemprego não significa felicidade.

(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 02.07.2025. Adaptado)

A concordância verbal e a concordância nominal atendem à norma-padrão em:

  • A

    O IBGE dispõe de dados bastante expressivos, os quais atestam que chega a 39,3 milhões o número de trabalhadores informais no País. Além disso, já fazem alguns anos que os empregos brasileiro e mundial atravessam uma fase de precarização.

  • B

    O IBGE dispõe de dados bastante expressivos, os quais atestam que se trata de 39,3 milhões de trabalhadores informais no País. Além disso, já faz alguns anos que os empregos brasileiro e mundial atravessam uma fase de precarização.

  • C

    O IBGE dispõem de dados bastante expressivos, os quais atestam que se tratam de 39,3 milhões de trabalhadores informais no País. Além disso, já têm alguns anos que os empregos brasileiro e mundial atravessa uma fase de precarização.

  • D

    O IBGE dispõem de dados bastantes expressivos, os quais atestam que chegam a 39,3 milhões o número de trabalhadores informais no País. Além disso, já são alguns anos que os empregos brasileiros e mundiais atravessam uma fase de precarização.

  • E

    O IBGE dispõe de dados bastantes expressivos, os quais atestam que existem 39,3 milhões de trabalhadores informais no País. Além disso, já são alguns anos que o emprego brasileiros e mundiais atravessa uma fase de precarização.

129662Questão 7|Português|superior

Leia o texto para responder à questão:

Desemprego cai, precarização sobe

A taxa de desemprego de 6,2% apurada pelo IBGE para o trimestre encerrado em maio não representa apenas o patamar mais baixo da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. O indicador reflete a mudança profunda de um mercado de trabalho marcado pela “uberização”, que vai muito além da informalidade dos aplicativos de transportes para se estender a inúmeras atividades criadas com a digitalização da economia.

Os dados do IBGE, monitorados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, atestam que há 39,3 milhões de trabalhadores informais no País, o que não é pouco. E embora a taxa de informalidade tenha caído de 38,1% para 37,8% de um trimestre móvel para outro, é uma queda que deve ser relativizada, já que houve alta de 3,7% daqueles que trabalham como CNPJ, os autônomos da era da “pejotização”. Há alguns anos o emprego atravessa uma fase de precarização, fenômeno não apenas brasileiro, mas mundial.

Num mundo sob novos parâmetros, faz-se necessário o aperfeiçoamento dos critérios de análise para compor um retrato mais fiel do mundo do trabalho. O gráfico do desemprego, em trajetória de queda desde o trimestre encerrado em maio de 2021, não pode ser traduzido como um caminho firme ao pleno emprego, por mais auspiciosos que os dados possam parecer.

Nelson Marconi, professor da FGV Eaesp, comparou, em recente artigo, microdados da Pnad do ano de 2012, quando a taxa de desemprego estava baixa (média de 7,4%) com o ano fechado de 2024 (média de 6,9%). Em vez de abordar as condições de oferta de emprego, como nível de escolaridade e qualificação profissional, o trabalho de Marconi foi orientado pela demanda, buscando identificar quem contrata e para qual tipo de ocupação. Concluiu que o mercado de trabalho no ano passado estava tão aquecido quanto em 2012, mas com empregos de menor qualidade e remunerações mais baixas mesmo para ocupações que demandam maior qualificação.

É o mesmo cenário deste ano, com perda de dinamismo do setor produtivo, redução de setores industriais relevantes e investimento insuficiente em setores tecnologicamente mais sofisticados. Um quadro distante do alvissareiro pleno emprego, já que, ao fim das contas, o saldo é a perda do poder de compra, embora a massa de salários em circulação tenha renovado a máxima da série do IBGE, chegando a R$ 354,605 bilhões no trimestre terminado em maio.

Os dados confirmam que um indicador isolado pouco reflete a economia como um todo. Enquanto o poder de compra se mantiver corroído por uma inflação acima da meta, a queda no desemprego não significa felicidade.

(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 02.07.2025. Adaptado)

Identifica-se um vício de linguagem e uma figura de linguagem, respectivamente, em:

  • A

    Se o poder de compra se manter corroído por uma inflação acima da meta, a queda no desemprego não significa felicidade. / O professor da FGV Eaesp chegou à conclusão de que não houve mudanças quanto às condições de trabalho no país.

  • B

    A “uberização” vai muito além da informalidade dos aplicativos de transportes, englobando inúmeras atividades criadas com a digitalização da economia. / Os dados confirmam que um indicador isolado não simboliza a economia como um todo.

  • C

    Em um mundo que vive sob novos parâmetros, é necessário o aperfeiçoamento dos critérios de análise para compor um retrato mais fiel do mundo do trabalho. / A perda de dinamismo do setor produtivo é uma bomba para a economia de qualquer país.

  • D

    A taxa de desemprego de 6,2% apurada pelo IBGE não representa apenas o patamar mais baixo da série histórica da pesquisa, iniciada há 13 anos atrás. / O país acordou para a necessidade urgente de se combater a inflação acima da meta.

  • E

    Uma mão na economia do país implica garantir dinamismo do setor produtivo, e investimento em setores tecnologicamente mais sofisticados. / Um óbice à felicidade da população é a perda do poder de compra devido a uma inflação acima da meta.

129663Questão 8|Português|superior

Leia o texto para responder à questão:

Desemprego cai, precarização sobe

A taxa de desemprego de 6,2% apurada pelo IBGE para o trimestre encerrado em maio não representa apenas o patamar mais baixo da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. O indicador reflete a mudança profunda de um mercado de trabalho marcado pela “uberização”, que vai muito além da informalidade dos aplicativos de transportes para se estender a inúmeras atividades criadas com a digitalização da economia.

Os dados do IBGE, monitorados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, atestam que há 39,3 milhões de trabalhadores informais no País, o que não é pouco. E embora a taxa de informalidade tenha caído de 38,1% para 37,8% de um trimestre móvel para outro, é uma queda que deve ser relativizada, já que houve alta de 3,7% daqueles que trabalham como CNPJ, os autônomos da era da “pejotização”. Há alguns anos o emprego atravessa uma fase de precarização, fenômeno não apenas brasileiro, mas mundial.

Num mundo sob novos parâmetros, faz-se necessário o aperfeiçoamento dos critérios de análise para compor um retrato mais fiel do mundo do trabalho. O gráfico do desemprego, em trajetória de queda desde o trimestre encerrado em maio de 2021, não pode ser traduzido como um caminho firme ao pleno emprego, por mais auspiciosos que os dados possam parecer.

Nelson Marconi, professor da FGV Eaesp, comparou, em recente artigo, microdados da Pnad do ano de 2012, quando a taxa de desemprego estava baixa (média de 7,4%) com o ano fechado de 2024 (média de 6,9%). Em vez de abordar as condições de oferta de emprego, como nível de escolaridade e qualificação profissional, o trabalho de Marconi foi orientado pela demanda, buscando identificar quem contrata e para qual tipo de ocupação. Concluiu que o mercado de trabalho no ano passado estava tão aquecido quanto em 2012, mas com empregos de menor qualidade e remunerações mais baixas mesmo para ocupações que demandam maior qualificação.

É o mesmo cenário deste ano, com perda de dinamismo do setor produtivo, redução de setores industriais relevantes e investimento insuficiente em setores tecnologicamente mais sofisticados. Um quadro distante do alvissareiro pleno emprego, já que, ao fim das contas, o saldo é a perda do poder de compra, embora a massa de salários em circulação tenha renovado a máxima da série do IBGE, chegando a R$ 354,605 bilhões no trimestre terminado em maio.

Os dados confirmam que um indicador isolado pouco reflete a economia como um todo. Enquanto o poder de compra se mantiver corroído por uma inflação acima da meta, a queda no desemprego não significa felicidade.

(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 02.07.2025. Adaptado)

Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de ortografia e acentuação.

  • A

    O professor da FGV concluiu que o mercado de trabalho em 2024 não estava mal, mas com empregos de menor qualidade e remunerações aquêm do esperado.

  • B

    A inflação acima da meta é um impecilho para que a queda do desemprego represente felicidade para aquelas pessoas que têm o sonho de uma vida melhor.

  • C

    O gráfico do desemprego, em trajetória decendente, não pode ser traduzido como um caminho ao pleno emprego no qual não se vê dificuldade alguma.

  • D

    A precarização do emprego discrimina os trabalhadores que, embora apoiem as mudanças, esperam que as vantagens advindas não sejam privilégios de poucos.

  • E

    Muitos crêem que, num mundo sob novos parâmetros, é preciso aperfeiçoar os critérios de análise afim de compor um retrato mais fiel do mundo do trabalho.

129664Questão 9|Atualidades|superior

Realizado no segundo semestre de 2022, o Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) faz novas divulgações sobre a pesquisa ao longo de 2025. (https://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2025-04/realizado-em-2022censo-preve-mais-divulgaçoes-ao-longo-de-2025. Publicado em 01/04/2025) O Instituto anunciou, em abril, que

  • A

    parte considerável dos imigrantes recebidos na última década vem da África e do Oriente Médio, ultrapassando, numericamente, os latino-americanos.

  • B

    Santa Catarina foi o estado que apresentou maior saldo migratório e maior taxa líquida de migração, desbancando São Paulo que teve saldo migratório negativo.

  • C

    a taxa de fecundidade que estava em fase de redução no final da década de 2010 voltou a crescer e estabilizou a chamada taxa de reposição, que estava em declínio.

  • D

    as quase 15 mil favelas espalhadas por 2 mil municípios brasileiros abrigavam cerca de 20% da população brasileira, predominantemente ligada à informalidade.

  • E

    após anos em queda no país, o trabalho de crianças entre 7 e 15 anos teve a primeira alta no final da década de 2010, refletindo a crise econômica desse período.

129665Questão 10|Atualidades|superior

Depois de quatro votações, o Vaticano anunciou em 08/05, através da fumaça branca na Capela Sistina, que um novo papa foi eleito. A escolha foi por Robert Francis Prevost e seu nome será papa Leão XIV. (https://cbn.globo.com/mundo/noticia/2025/05/08/habemus-papamfumaca-branca-sai-e-novo-papa-e-eleito.ghtml . Adaptada) O novo papa

  • A

    é o terceiro nascido no continente americano, entre os eleitos desde o final da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

  • B

    recebeu 152 votos dos cardeais presentes na Capela Sistina, fato inédito para as votações anteriores que recebiam 60 ou 70 votos.

  • C

    enfrentará desafios herdados do antigo papa Francisco I, tais como as discussões sobre a ecologia e a migração no mundo.

  • D

    promete encampar novas tecnologias, incluindo a IA, para ampliar a evangelização de áreas pobres e carentes do mundo.

  • E

    admite que concentrará esforços para ampliar o papel da Igreja na Europa que, devido à imigração, tem sofrido forte influência islâmica.