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Técnico Judiciário - Área Administrativa - 2010


Página 3  •  Total 80 questões
143148Questão 21|Português|médio

Nos anos setenta, no auge dos grandes projetos de

infraestrutura implantados pelos governos militares, a Amazônia

era conhecida como o inferno verde. Uma mata fechada e

insalubre, empesteada de mosquitos e animais peçonhentos,

que deveria ser derrubada a todo custo - sempre com incentivo

público - pelos colonos, operários e garimpeiros que se aventuravam

pela região. Essa visão mudou bastante nas últimas duas

décadas, à medida que os brasileiros perceberam que a região

é um patrimônio nacional que não pode ser dilacerado sem

comprometer o futuro do próprio país.

Com seus 5 milhões de quilômetros quadrados, a Amazônia

representa mais da metade do território brasileiro, 3,6%

da superfície seca do planeta, área equivalente a nove vezes o

território da França. O rio Amazonas, o maior do mundo em

extensão e volume, despeja no mar em um único dia a mesma

quantidade de água que o Tâmisa, que atravessa Londres, leva

um ano para lançar. O vapor de água que a Amazônia produz

por meio da evaporação responde por 60% das chuvas que

caem nas regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.

Mesmo agora, com o reconhecimento de sua grandeza,

a Floresta Amazônica permanece um domínio da natureza no

qual o homem não é bem-vindo. No entanto, vivem lá 25 milhões

de brasileiros, pessoas que enfrentaram o desafio do ambiente

hostil e fincaram raízes na porção norte do país. Assusta

observar que, no intenso debate que se trava sobre a melhor

forma de preservar (ou, na maior parte das vezes, ocupar) a

floresta, esteja praticamente ausente o maior protagonista da

saga amazônica: o homem.

É uma forma atravessada de ver a situação, pois o destino

da região depende muito mais de seus habitantes do que

de medidas adotadas por autoridades do governo ou por organizações

não-governamentais. A prioridade de todas as iniciativas

deveria ser melhorar a qualidade de vida e criar condições

econômicas para que seus habitantes tenham alternativas

à exploração predatória. Só assim eles vão preservar a

floresta em vez de destruí-la, porque terão orgulho de sua

riqueza natural, única no mundo.

(O fator humano. Veja especial, São Paulo, Ano 42, Setembro

2009, pp. 22-24, com adaptações)

De acordo com o texto,

  • A

    a situação econômica da maioria dos habitantes da região amazônica não permite a realização dos pro- jetos de sustentabilidade no manejo da floresta.

  • B

    uma população de aventureiros que se instalaram na Amazônia foi a principal responsável pela deteriora- ção das condições de vida na região.

  • C

    a maneira mais eficaz de preservar a Amazônia é a criação, para seus habitantes, de atividades econô- micas que não ofereçam risco à sustentabilidade da floresta.

  • D

    propostas de preservação da Amazônia tornam-se impraticáveis devido ao número de habitantes da região, que dela precisam sobreviver.

  • E

    as condições insalubres de vida no meio da floresta comprometem toda e qualquer possível proposta de desenvolvimento da região amazônica.

143149Questão 22|Português|médio

Nos anos setenta, no auge dos grandes projetos de

infraestrutura implantados pelos governos militares, a Amazônia

era conhecida como o inferno verde. Uma mata fechada e

insalubre, empesteada de mosquitos e animais peçonhentos,

que deveria ser derrubada a todo custo - sempre com incentivo

público - pelos colonos, operários e garimpeiros que se aventuravam

pela região. Essa visão mudou bastante nas últimas duas

décadas, à medida que os brasileiros perceberam que a região

é um patrimônio nacional que não pode ser dilacerado sem

comprometer o futuro do próprio país.

Com seus 5 milhões de quilômetros quadrados, a Amazônia

representa mais da metade do território brasileiro, 3,6%

da superfície seca do planeta, área equivalente a nove vezes o

território da França. O rio Amazonas, o maior do mundo em

extensão e volume, despeja no mar em um único dia a mesma

quantidade de água que o Tâmisa, que atravessa Londres, leva

um ano para lançar. O vapor de água que a Amazônia produz

por meio da evaporação responde por 60% das chuvas que

caem nas regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.

Mesmo agora, com o reconhecimento de sua grandeza,

a Floresta Amazônica permanece um domínio da natureza no

qual o homem não é bem-vindo. No entanto, vivem lá 25 milhões

de brasileiros, pessoas que enfrentaram o desafio do ambiente

hostil e fincaram raízes na porção norte do país. Assusta

observar que, no intenso debate que se trava sobre a melhor

forma de preservar (ou, na maior parte das vezes, ocupar) a

floresta, esteja praticamente ausente o maior protagonista da

saga amazônica: o homem.

É uma forma atravessada de ver a situação, pois o destino

da região depende muito mais de seus habitantes do que

de medidas adotadas por autoridades do governo ou por organizações

não-governamentais. A prioridade de todas as iniciativas

deveria ser melhorar a qualidade de vida e criar condições

econômicas para que seus habitantes tenham alternativas

à exploração predatória. Só assim eles vão preservar a

floresta em vez de destruí-la, porque terão orgulho de sua

riqueza natural, única no mundo.

(O fator humano. Veja especial, São Paulo, Ano 42, Setembro

2009, pp. 22-24, com adaptações)

Os dados citados no 2º parágrafo

  • A

    fundamentam a convicção de que a Amazônia é o inferno verde, tal como concebida na época dos governos militares.

  • B

    justificam as medidas de ocupação do ambiente hostil da Amazônia, tomadas em épocas mais dis- tantes.

  • C

    contestam a afirmativa de que a visão sobre a região amazônica mudou bastante nas últimas duas décadas.

  • D

    realçam o fato de que o homem não é bem-vindo numa região insalubre, coberta pela floresta.

  • E

    dão consistência à afirmativa de que a Amazônia constitui um verdadeiro patrimônio nacional.

143150Questão 23|Português|médio

Nos anos setenta, no auge dos grandes projetos de

infraestrutura implantados pelos governos militares, a Amazônia

era conhecida como o inferno verde. Uma mata fechada e

insalubre, empesteada de mosquitos e animais peçonhentos,

que deveria ser derrubada a todo custo - sempre com incentivo

público - pelos colonos, operários e garimpeiros que se aventuravam

pela região. Essa visão mudou bastante nas últimas duas

décadas, à medida que os brasileiros perceberam que a região

é um patrimônio nacional que não pode ser dilacerado sem

comprometer o futuro do próprio país.

Com seus 5 milhões de quilômetros quadrados, a Amazônia

representa mais da metade do território brasileiro, 3,6%

da superfície seca do planeta, área equivalente a nove vezes o

território da França. O rio Amazonas, o maior do mundo em

extensão e volume, despeja no mar em um único dia a mesma

quantidade de água que o Tâmisa, que atravessa Londres, leva

um ano para lançar. O vapor de água que a Amazônia produz

por meio da evaporação responde por 60% das chuvas que

caem nas regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.

Mesmo agora, com o reconhecimento de sua grandeza,

a Floresta Amazônica permanece um domínio da natureza no

qual o homem não é bem-vindo. No entanto, vivem lá 25 milhões

de brasileiros, pessoas que enfrentaram o desafio do ambiente

hostil e fincaram raízes na porção norte do país. Assusta

observar que, no intenso debate que se trava sobre a melhor

forma de preservar (ou, na maior parte das vezes, ocupar) a

floresta, esteja praticamente ausente o maior protagonista da

saga amazônica: o homem.

É uma forma atravessada de ver a situação, pois o destino

da região depende muito mais de seus habitantes do que

de medidas adotadas por autoridades do governo ou por organizações

não-governamentais. A prioridade de todas as iniciativas

deveria ser melhorar a qualidade de vida e criar condições

econômicas para que seus habitantes tenham alternativas

à exploração predatória. Só assim eles vão preservar a

floresta em vez de destruí-la, porque terão orgulho de sua

riqueza natural, única no mundo.

(O fator humano. Veja especial, São Paulo, Ano 42, Setembro

2009, pp. 22-24, com adaptações)

No texto, é possível identificar

  • A

    adesão à percepção negativa sobre a Amazônia.

  • B

    visão pessoal sobre a importância da região amazônica.

  • C

    defesa das medidas governamentais com foco na ocupação da Amazônia.

  • D

    pessimismo quanto aos resultados da ocupação humana na região amazônica.

  • E

    ausência de medidas de caráter oficial com vistas à preservação da Amazônia.

143151Questão 24|Português|médio

Nos anos setenta, no auge dos grandes projetos de

infraestrutura implantados pelos governos militares, a Amazônia

era conhecida como o inferno verde. Uma mata fechada e

insalubre, empesteada de mosquitos e animais peçonhentos,

que deveria ser derrubada a todo custo - sempre com incentivo

público - pelos colonos, operários e garimpeiros que se aventuravam

pela região. Essa visão mudou bastante nas últimas duas

décadas, à medida que os brasileiros perceberam que a região

é um patrimônio nacional que não pode ser dilacerado sem

comprometer o futuro do próprio país.

Com seus 5 milhões de quilômetros quadrados, a Amazônia

representa mais da metade do território brasileiro, 3,6%

da superfície seca do planeta, área equivalente a nove vezes o

território da França. O rio Amazonas, o maior do mundo em

extensão e volume, despeja no mar em um único dia a mesma

quantidade de água que o Tâmisa, que atravessa Londres, leva

um ano para lançar. O vapor de água que a Amazônia produz

por meio da evaporação responde por 60% das chuvas que

caem nas regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.

Mesmo agora, com o reconhecimento de sua grandeza,

a Floresta Amazônica permanece um domínio da natureza no

qual o homem não é bem-vindo. No entanto, vivem lá 25 milhões

de brasileiros, pessoas que enfrentaram o desafio do ambiente

hostil e fincaram raízes na porção norte do país. Assusta

observar que, no intenso debate que se trava sobre a melhor

forma de preservar (ou, na maior parte das vezes, ocupar) a

floresta, esteja praticamente ausente o maior protagonista da

saga amazônica: o homem.

É uma forma atravessada de ver a situação, pois o destino

da região depende muito mais de seus habitantes do que

de medidas adotadas por autoridades do governo ou por organizações

não-governamentais. A prioridade de todas as iniciativas

deveria ser melhorar a qualidade de vida e criar condições

econômicas para que seus habitantes tenham alternativas

à exploração predatória. Só assim eles vão preservar a

floresta em vez de destruí-la, porque terão orgulho de sua

riqueza natural, única no mundo.

(O fator humano. Veja especial, São Paulo, Ano 42, Setembro

2009, pp. 22-24, com adaptações)

(ou, na maior parte das vezes, ocupar) O segmento isolado pelos parênteses, no 3º parágrafo, denota

  • A

    questão que não exige propriamente qualquer resposta.

  • B

    citação de opinião de interlocutor alheio ao contexto.

  • C

    ressalva, ao relativizar o sentido do que foi afirmado anteriormente.

  • D

    insistência em uma mesma afirmativa, desnecessária no contexto.

  • E

    exclusão da afirmativa anterior.

143152Questão 25|Português|médio

Nos anos setenta, no auge dos grandes projetos de

infraestrutura implantados pelos governos militares, a Amazônia

era conhecida como o inferno verde. Uma mata fechada e

insalubre, empesteada de mosquitos e animais peçonhentos,

que deveria ser derrubada a todo custo - sempre com incentivo

público - pelos colonos, operários e garimpeiros que se aventuravam

pela região. Essa visão mudou bastante nas últimas duas

décadas, à medida que os brasileiros perceberam que a região

é um patrimônio nacional que não pode ser dilacerado sem

comprometer o futuro do próprio país.

Com seus 5 milhões de quilômetros quadrados, a Amazônia

representa mais da metade do território brasileiro, 3,6%

da superfície seca do planeta, área equivalente a nove vezes o

território da França. O rio Amazonas, o maior do mundo em

extensão e volume, despeja no mar em um único dia a mesma

quantidade de água que o Tâmisa, que atravessa Londres, leva

um ano para lançar. O vapor de água que a Amazônia produz

por meio da evaporação responde por 60% das chuvas que

caem nas regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.

Mesmo agora, com o reconhecimento de sua grandeza,

a Floresta Amazônica permanece um domínio da natureza no

qual o homem não é bem-vindo. No entanto, vivem lá 25 milhões

de brasileiros, pessoas que enfrentaram o desafio do ambiente

hostil e fincaram raízes na porção norte do país. Assusta

observar que, no intenso debate que se trava sobre a melhor

forma de preservar (ou, na maior parte das vezes, ocupar) a

floresta, esteja praticamente ausente o maior protagonista da

saga amazônica: o homem.

É uma forma atravessada de ver a situação, pois o destino

da região depende muito mais de seus habitantes do que

de medidas adotadas por autoridades do governo ou por organizações

não-governamentais. A prioridade de todas as iniciativas

deveria ser melhorar a qualidade de vida e criar condições

econômicas para que seus habitantes tenham alternativas

à exploração predatória. Só assim eles vão preservar a

floresta em vez de destruí-la, porque terão orgulho de sua

riqueza natural, única no mundo.

(O fator humano. Veja especial, São Paulo, Ano 42, Setembro

2009, pp. 22-24, com adaptações)

O segmento grifado foi substituído de modo INCORRETO pelo pronome em:

  • A

    sem comprometer o futuro do próprio país // sem comprometê-lo.

  • B

    que enfrentaram o desafio do ambiente hostil // que o enfrentaram.

  • C

    e fincaram raízes na porção norte do país // e fincaram-nas.

  • D

    e criar condições econômicas // e criá-las.

  • E

    eles vão preservar a floresta // preservar-lhe.

143153Questão 26|Português|médio

Nos anos setenta, no auge dos grandes projetos de

infraestrutura implantados pelos governos militares, a Amazônia

era conhecida como o inferno verde. Uma mata fechada e

insalubre, empesteada de mosquitos e animais peçonhentos,

que deveria ser derrubada a todo custo - sempre com incentivo

público - pelos colonos, operários e garimpeiros que se aventuravam

pela região. Essa visão mudou bastante nas últimas duas

décadas, à medida que os brasileiros perceberam que a região

é um patrimônio nacional que não pode ser dilacerado sem

comprometer o futuro do próprio país.

Com seus 5 milhões de quilômetros quadrados, a Amazônia

representa mais da metade do território brasileiro, 3,6%

da superfície seca do planeta, área equivalente a nove vezes o

território da França. O rio Amazonas, o maior do mundo em

extensão e volume, despeja no mar em um único dia a mesma

quantidade de água que o Tâmisa, que atravessa Londres, leva

um ano para lançar. O vapor de água que a Amazônia produz

por meio da evaporação responde por 60% das chuvas que

caem nas regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.

Mesmo agora, com o reconhecimento de sua grandeza,

a Floresta Amazônica permanece um domínio da natureza no

qual o homem não é bem-vindo. No entanto, vivem lá 25 milhões

de brasileiros, pessoas que enfrentaram o desafio do ambiente

hostil e fincaram raízes na porção norte do país. Assusta

observar que, no intenso debate que se trava sobre a melhor

forma de preservar (ou, na maior parte das vezes, ocupar) a

floresta, esteja praticamente ausente o maior protagonista da

saga amazônica: o homem.

É uma forma atravessada de ver a situação, pois o destino

da região depende muito mais de seus habitantes do que

de medidas adotadas por autoridades do governo ou por organizações

não-governamentais. A prioridade de todas as iniciativas

deveria ser melhorar a qualidade de vida e criar condições

econômicas para que seus habitantes tenham alternativas

à exploração predatória. Só assim eles vão preservar a

floresta em vez de destruí-la, porque terão orgulho de sua

riqueza natural, única no mundo.

(O fator humano. Veja especial, São Paulo, Ano 42, Setembro

2009, pp. 22-24, com adaptações)

Considere as afirmativas seguintes, a respeito do emprego de sinais de pontuação no texto:

I. O emprego dos travessões no 1º parágrafo assina-la uma pausa que imprime ênfase ao comentário.

II. Os dois-pontos que aparecem no final do 3º parágrafo introduzem um esclarecimento ao que acabou de ser afirmado.

III. Na frase Só assim eles vão preservar a floresta em vez de destruí-la, ficaria correta a colocação de uma vírgula após preservar.

Está correto o que se afirma em:

  • A

    III, apenas.

  • B

    I e II, apenas.

  • C

    I e III, apenas.

  • D

    II e III, apenas.

  • E

    I, II e III.

143154Questão 27|Português|médio

Nos anos setenta, no auge dos grandes projetos de

infraestrutura implantados pelos governos militares, a Amazônia

era conhecida como o inferno verde. Uma mata fechada e

insalubre, empesteada de mosquitos e animais peçonhentos,

que deveria ser derrubada a todo custo - sempre com incentivo

público - pelos colonos, operários e garimpeiros que se aventuravam

pela região. Essa visão mudou bastante nas últimas duas

décadas, à medida que os brasileiros perceberam que a região

é um patrimônio nacional que não pode ser dilacerado sem

comprometer o futuro do próprio país.

Com seus 5 milhões de quilômetros quadrados, a Amazônia

representa mais da metade do território brasileiro, 3,6%

da superfície seca do planeta, área equivalente a nove vezes o

território da França. O rio Amazonas, o maior do mundo em

extensão e volume, despeja no mar em um único dia a mesma

quantidade de água que o Tâmisa, que atravessa Londres, leva

um ano para lançar. O vapor de água que a Amazônia produz

por meio da evaporação responde por 60% das chuvas que

caem nas regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.

Mesmo agora, com o reconhecimento de sua grandeza,

a Floresta Amazônica permanece um domínio da natureza no

qual o homem não é bem-vindo. No entanto, vivem lá 25 milhões

de brasileiros, pessoas que enfrentaram o desafio do ambiente

hostil e fincaram raízes na porção norte do país. Assusta

observar que, no intenso debate que se trava sobre a melhor

forma de preservar (ou, na maior parte das vezes, ocupar) a

floresta, esteja praticamente ausente o maior protagonista da

saga amazônica: o homem.

É uma forma atravessada de ver a situação, pois o destino

da região depende muito mais de seus habitantes do que

de medidas adotadas por autoridades do governo ou por organizações

não-governamentais. A prioridade de todas as iniciativas

deveria ser melhorar a qualidade de vida e criar condições

econômicas para que seus habitantes tenham alternativas

à exploração predatória. Só assim eles vão preservar a

floresta em vez de destruí-la, porque terão orgulho de sua

riqueza natural, única no mundo.

(O fator humano. Veja especial, São Paulo, Ano 42, Setembro

2009, pp. 22-24, com adaptações)

... a Amazônia representa mais da metade do território brasileiro ... (2º parágrafo) A frase cujo verbo exige o mesmo tipo de complemento exigido pelo verbo grifado acima é:

  • A

    Essa visão mudou bastante nas últimas duas décadas ...

  • B

    O vapor de água (...) responde por 60% das chuvas...

  • C

    ... que caem nas regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.

  • D

    ... pois o destino da região depende muito mais de seus habitantes.

  • E

    ... porque terão orgulho de sua riqueza natural, única no mundo.

143155Questão 28|Português|médio

Nos anos setenta, no auge dos grandes projetos de

infraestrutura implantados pelos governos militares, a Amazônia

era conhecida como o inferno verde. Uma mata fechada e

insalubre, empesteada de mosquitos e animais peçonhentos,

que deveria ser derrubada a todo custo - sempre com incentivo

público - pelos colonos, operários e garimpeiros que se aventuravam

pela região. Essa visão mudou bastante nas últimas duas

décadas, à medida que os brasileiros perceberam que a região

é um patrimônio nacional que não pode ser dilacerado sem

comprometer o futuro do próprio país.

Com seus 5 milhões de quilômetros quadrados, a Amazônia

representa mais da metade do território brasileiro, 3,6%

da superfície seca do planeta, área equivalente a nove vezes o

território da França. O rio Amazonas, o maior do mundo em

extensão e volume, despeja no mar em um único dia a mesma

quantidade de água que o Tâmisa, que atravessa Londres, leva

um ano para lançar. O vapor de água que a Amazônia produz

por meio da evaporação responde por 60% das chuvas que

caem nas regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.

Mesmo agora, com o reconhecimento de sua grandeza,

a Floresta Amazônica permanece um domínio da natureza no

qual o homem não é bem-vindo. No entanto, vivem lá 25 milhões

de brasileiros, pessoas que enfrentaram o desafio do ambiente

hostil e fincaram raízes na porção norte do país. Assusta

observar que, no intenso debate que se trava sobre a melhor

forma de preservar (ou, na maior parte das vezes, ocupar) a

floresta, esteja praticamente ausente o maior protagonista da

saga amazônica: o homem.

É uma forma atravessada de ver a situação, pois o destino

da região depende muito mais de seus habitantes do que

de medidas adotadas por autoridades do governo ou por organizações

não-governamentais. A prioridade de todas as iniciativas

deveria ser melhorar a qualidade de vida e criar condições

econômicas para que seus habitantes tenham alternativas

à exploração predatória. Só assim eles vão preservar a

floresta em vez de destruí-la, porque terão orgulho de sua

riqueza natural, única no mundo.

(O fator humano. Veja especial, São Paulo, Ano 42, Setembro

2009, pp. 22-24, com adaptações)

... que deveria ser derrubada a todo custo pelos colonos, operários e garimpeiros ... (1º parágrafo)

Transpondo a frase acima para a voz ativa, a forma verbal corretamente obtida será:

  • A

    deveriam derrubar.

  • B

    era para ser derrubada.

  • C

    se derrubaria.

  • D

    teriam derrubado.

  • E

    seriam derrubados.

143156Questão 29|Português|médio

O Curupira

Guardião das florestas e dos animais, o Curupira é um

pequeno ser com traços indígenas, cabelo de fogo e com os

pés virados para trás, que possui o dom de ficar invisível.

Dizem que o Curupira é o protetor daqueles que sabem

se relacionar com a natureza, utilizando-a apenas para a sua

sobrevivência. Ou seja, tem a proteção do Curupira o homem

que derruba árvores para construir sua casa e seus utensílios,

ou ainda para fazer seu roçado, e caça apenas para alimentarse.

Mas aqueles que derrubam a mata sem necessidade e os

que caçam indiscriminadamente têm no Curupira um terrível

inimigo e acabam caindo em suas armadilhas.

Para se vingar daqueles que destroem a floresta, o Curupira

se transforma em caça - uma paca, uma onça ou qualquer

outro bicho que atraia o caçador para o meio da mata, fazendoo

perder a noção de seu rumo e ficar dando voltas, retornando

sempre ao mesmo lugar. Outra forma de atingir os maus caçadores

é fazer com que sua arma não funcione ou que eles

sejam incapazes de acertar qualquer tipo de alvo, principalmente

a caça.

Na realidade, a lenda do Curupira revela a relação de

respeito pela vida que os índios brasileiros têm com a mata.

(Disponível em:

avulso.php?cfg=noticias&mdltpl=lendasam...>. Acesso

em: 30/11/2009)

Na lenda do Curupira fica evidente

  • A

    o espírito vingador e destrutivo dos índios brasileiros, encarnado na desfiguração de seres imaginários.

  • B

    a intenção de preservar os recursos da floresta amazônica para aproveitamento exclusivo de seus moradores.

  • C

    a visão peculiar do indígena sobre a floresta, ambiente que lhe serve de morada.

  • D

    a exploração da floresta, constante e continuada, por aventureiros que nela se estabeleceram.

  • E

    a ingenuidade de caçadores e de exploradores, vítimas dos desafios apresentados pela floresta.

143157Questão 30|Português|médio

O Curupira

Guardião das florestas e dos animais, o Curupira é um

pequeno ser com traços indígenas, cabelo de fogo e com os

pés virados para trás, que possui o dom de ficar invisível.

Dizem que o Curupira é o protetor daqueles que sabem

se relacionar com a natureza, utilizando-a apenas para a sua

sobrevivência. Ou seja, tem a proteção do Curupira o homem

que derruba árvores para construir sua casa e seus utensílios,

ou ainda para fazer seu roçado, e caça apenas para alimentarse.

Mas aqueles que derrubam a mata sem necessidade e os

que caçam indiscriminadamente têm no Curupira um terrível

inimigo e acabam caindo em suas armadilhas.

Para se vingar daqueles que destroem a floresta, o Curupira

se transforma em caça - uma paca, uma onça ou qualquer

outro bicho que atraia o caçador para o meio da mata, fazendoo

perder a noção de seu rumo e ficar dando voltas, retornando

sempre ao mesmo lugar. Outra forma de atingir os maus caçadores

é fazer com que sua arma não funcione ou que eles

sejam incapazes de acertar qualquer tipo de alvo, principalmente

a caça.

Na realidade, a lenda do Curupira revela a relação de

respeito pela vida que os índios brasileiros têm com a mata.

(Disponível em:

avulso.php?cfg=noticias&mdltpl=lendasam...>. Acesso

em: 30/11/2009)

O segmento introduzido por Ou seja, no 2º parágrafo,

  • A

    detalha a afirmativa feita na frase imediatamente anterior.

  • B

    acrescenta uma ressalva importante ao que vem sendo exposto.

  • C

    retifica a informação anterior, introduzindo nova ideia no contexto.

  • D

    contraria o enunciado anterior, ao aproximar ideias opostas entre si.

  • E

    introduz uma dúvida a respeito da veracidade da informação anterior.

Técnico Judiciário - Área Administrativa - 2010 | Prova