Assistente em Administração - 2014
Sobre o sofrimento e sobre a felicidade
Acho que sabedoria é saber sofrer pelas razões certas. Quem não sofre, quando há razões para isso, está doente. [...]
Quem é feliz sempre, e nunca sofre, padece de uma grave enfermidade e precisa ser tratado, a fim de aprender a sofrer. Sofrer pelas razões certas significa que estamos em contato com a realidade, que o corpo e a alma sentem a tristeza das perdas e que existe em nós o poder do amor. Só não sofrem, quando há razões para isso, aqueles que perderam a capacidade de amar. Toda experiência de amor traz, encolhida em seu ventre, à espera, a possibilidade de sofrer.
Assim, a receita para não sofrer é muito simples: basta matar o amor.
Mas que enorme seria a perda, se isso acontecesse! Porque é o sofrimento que nos faz pensar. Pensamos ou para encontrar formas de eliminar o sofrimento, quando isso é possível, ou para dar um sentido ao sofrimento, quando ele não pode ser evitado. O pensamento, assim, filho da dor, está a serviço da alegria. Todas as mais belas conquistas do espírito humano, da poesia à ciência, nasceram assim. [...]
(Retirado do livro Um mundo num grão de areia – o ser humano e seu universo, de Rubem Alves. 2002.)
De acordo com o texto,
O pungente amor
“A descoberta da poesia de Carlos Drummond de Andrade, em 1949, atingiu-me de maneira contraditória: chocou-me e obrigou-me a mudar de rumo.
Para que se entenda melhor o que ocorreu, devo esclarecer que a poesia que fazia até ali nascera da leitura dos parnasianos, com os quais aprendera a compor sonetos rigorosamente rimados e metrificados. Ignorava a poesia moderna. Foi a leitura de Poesia até agora, de Drummond, que provocou o choque. Havia no livro um poema que falava em „lua diurética‟. Fiquei perplexo: aquilo não podia ser poesia, disse-me, pois para mim era, por exemplo: „Ora direis, ouvir estrelas, certo,/ perdeste o senso...‟ ou „Hão de chorar por ela os cinamomos...‟ Lua diurética não tinha nada a ver...
Mas não conseguia largar o livro de Drummond. Lia e relia alguns dos poemas que mais me perturbavam. E terminei tomando uma decisão: ler os críticos modernos para entender o que era de fato aquela poesia antipoética. [...]
A verdade é que, agora, quando releio alguns poemas de Drummond daquela época, me reconheço neles, percebo que sua fala está entranhada na minha, que aprendi com ele „o pungente amor‟ da vida.”
(Texto de Ferreira Gullar. Revista Cult, n. 26. 1999)
Encontramos reflexões apropriadas sobre o texto em todos os itens abaixo, exceto em
Parônimas são palavras parecidas na pronúncia e na escrita e com significados diferentes. A relação entre o termo e o seu significado está correta em
Preenchem correta e respectivamente as frases as palavras da opção I. Trouxeram o _______, importante símbolo religioso, e o colocaram sobre o altar; II. A intensidade do _______ sofrido pelo Japão abalou a todos; III. Quando a senhora idosa chegou, o jovem lhe concedeu o _______; IV. Por suas palavras e comportamento, compreendemos ele que era _______; V. Fizemos uma intensa vigília de _______ pela recuperação dele.
São exemplos de metáfora, exceto
A correspondência entre a frase e a figura de linguagem empregada está falsa em
As palavras de cada opção estão devidamente grafadas, exceto em
Há erro de grafia nas palavras
O comentário sobre o emprego do sinal de crase está falso em
O sinal de crase deve ser empregado em