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Assistente em Administração - 2014


Página 1  •  Total 60 questões
120547Questão 1|Português|médio

Sobre o sofrimento e sobre a felicidade

     Acho que sabedoria é saber sofrer pelas razões certas. Quem não sofre, quando há razões para isso, está doente. [...]

     Quem é feliz sempre, e nunca sofre, padece de uma grave enfermidade e precisa ser tratado, a fim de aprender a sofrer. Sofrer pelas razões certas significa que estamos em contato com a realidade, que o corpo e a alma sentem a tristeza das perdas e que existe em nós o poder do amor. Só não sofrem, quando há razões para isso, aqueles que perderam a capacidade de amar. Toda experiência de amor traz, encolhida em seu ventre, à espera, a possibilidade de sofrer.

    Assim, a receita para não sofrer é muito simples: basta matar o amor.

  Mas que enorme seria a perda, se isso acontecesse! Porque é o sofrimento que nos faz pensar. Pensamos ou para encontrar formas de eliminar o sofrimento, quando isso é possível, ou para dar um sentido ao sofrimento, quando ele não pode ser evitado. O pensamento, assim, filho da dor, está a serviço da alegria. Todas as mais belas conquistas do espírito humano, da poesia à ciência, nasceram assim. [...]

(Retirado do livro Um mundo num grão de areia – o ser humano e seu universo, de Rubem Alves. 2002.)

De acordo com o texto,

  • A

    é sábio quem sofre e não se preocupa em fugir dos sofrimentos.

  • B

    está doente quem não sabe passar pela dor das perdas e dos sofrimentos.

  • C

    o amor nada tem a ver com o sofrimento, pois uma realidade confronta a outra, e quem sabe amar não sofre.

  • D

    devemos, como seres inteligentes, rejeitar e eliminar os sofrimentos e buscar viver somente a alegria e o amor.

  • E

    sofrer faz parte da vida e saber lidar com os sofrimentos nos torna sábios, capazes de amar e de encontrar a felicidade.

120548Questão 2|Português|médio

O pungente amor

  “A descoberta da poesia de Carlos Drummond de Andrade, em 1949, atingiu-me de maneira contraditória: chocou-me e obrigou-me a mudar de rumo.

    Para que se entenda melhor o que ocorreu, devo esclarecer que a poesia que fazia até ali nascera da leitura dos parnasianos, com os quais aprendera a compor sonetos rigorosamente rimados e metrificados. Ignorava a poesia moderna. Foi a leitura de Poesia até agora, de Drummond, que provocou o choque. Havia no livro um poema que falava em „lua diurética‟. Fiquei perplexo: aquilo não podia ser poesia, disse-me, pois para mim era, por exemplo: „Ora direis, ouvir estrelas, certo,/ perdeste o senso...‟ ou „Hão de chorar por ela os cinamomos...‟ Lua diurética não tinha nada a ver...

  Mas não conseguia largar o livro de Drummond. Lia e relia alguns dos poemas que mais me perturbavam. E terminei tomando uma decisão: ler os críticos modernos para entender o que era de fato aquela poesia antipoética. [...]

   A verdade é que, agora, quando releio alguns poemas de Drummond daquela época, me reconheço neles, percebo que sua fala está entranhada na minha, que aprendi com ele „o pungente amor‟ da vida.”

(Texto de Ferreira Gullar. Revista Cult, n. 26. 1999)

Encontramos reflexões apropriadas sobre o texto em todos os itens abaixo, exceto em

  • A

    para Gullar, recorrer à crítica moderna fez com que compreendesse o estilo de Drummond, que tanto estranhamento lhe causou, mas não implicou em mudanças no seu fazer poético, pois a poesia deste último era mesmo uma “poesia antipoética”.

  • B

    a poesia de Drummond causou profundo choque em Gullar, que julgou não estar diante do que entendia por poesia de fato.

  • C

    a experiência de Gullar com a perfeição formal dos parnasianos foi a principal causa do estranhamento sentido com a poesia de Drummond, dada a diferença formal e até vocabular utilizada por este último.

  • D

    Gullar demonstra espanto e fascínio pela poesia de Drummond, apesar das diferenças entre o seu próprio fazer poético e o do referido autor.

  • E

    Gullar, não apenas se atém a informar sobre a poesia diferenciada de Drummond, mas revela que o choque causado pelo fazer poético desse autor o levou, não só a buscar compreendê-lo, mas acabou por mudar sua própria poesia, reconhecendo-se no que antes lhe pareceu absurdo.

120549Questão 3|Português|médio

Parônimas são palavras parecidas na pronúncia e na escrita e com significados diferentes. A relação entre o termo e o seu significado está correta em

  • A

    Arrear: abaixar; Arriar: enfeitar.

  • B

    Comprimento: extensão; Cumprimento: saudação.

  • C

    Deferir: divergir; Diferir: conceder.

  • D

    Emergir: mergulhar; Imergir: vir à tona.

  • E

    Eminente: que ameaça acontecer; Iminente: elevado.

120550Questão 4|Português|médio

Preenchem correta e respectivamente as frases as palavras da opção I. Trouxeram o _______, importante símbolo religioso, e o colocaram sobre o altar; II. A intensidade do _______ sofrido pelo Japão abalou a todos; III. Quando a senhora idosa chegou, o jovem lhe concedeu o _______; IV. Por suas palavras e comportamento, compreendemos ele que era _______; V. Fizemos uma intensa vigília de _______ pela recuperação dele.

  • A

    círio; cismo; acento; acético; intersecção.

  • B

    sírio; cismo; acento; ascético; intercessão.

  • C

    círio; sismo; assento; ascético; intercessão.

  • D

    sírio; cismo; assento; acético; intersecção.

  • E

    círio; sismo; acento; acético; intersecção.

120551Questão 5|Português|médio

São exemplos de metáfora, exceto

  • A

    O pavão é um arco-íris de plumas. (Rubem Braga)

  • B

    Lá fora, a noite é um pulmão ofegante. (Fernando Namora)

  • C

    Hitler foi cruel como uma fera selvagem.

  • D

    O enorme rio é uma serpente no meio da floresta.

  • E

    Os medos são o porão da alma.

120552Questão 6|Português|médio

A correspondência entre a frase e a figura de linguagem empregada está falsa em

  • A

    Não tinha teto onde se abrigasse. (metonímia)

  • B

    Suas palavras são como folhas levadas pelo vento. (comparação)

  • C

    A voz doce e aveludada dela enchia-me o coração. (sinestesia)

  • D

    O metrô, a toda hora, cospe e engole gente. (prosopopeia)

  • E

    Você faltou com a verdade e isso é imperdoável. (antítese)

120553Questão 7|Português|médio

As palavras de cada opção estão devidamente grafadas, exceto em

  • A

    viajem (verbo), gengiva, lanugem.

  • B

    viagem (substantivo), lisonjeiro, gorjeando.

  • C

    granjeiro, interjeição, subjetivo.

  • D

    lajedo, gorgeta, sargeta.

  • E

    canjica, jenipapo, pajé.

120554Questão 8|Português|médio

Há erro de grafia nas palavras

  • A

    contorção; farsa; concessão.

  • B

    suscetível; florescer; auxílio.

  • C

    excessivo; excitar; néscio.

  • D

    excessão; excurssão; hortência.

  • E

    fascinante; massagista; submissão.

120555Questão 9|Português|médio

O comentário sobre o emprego do sinal de crase está falso em

  • A

    Ele chegará às nove horas desta terça-feira. (Uso devido: utiliza-se crase em locuções adverbiais femininas de tempo).

  • B

    Na partida de ontem, o atacante botafoguense fez um gol à Garrincha. (Uso indevido: não se utiliza crase antes de nome masculino).

  • C

    Por falha técnica, o avião retornou à pista de pouso. (Uso devido: o termo regente exige preposição e o termo regido é uma palavra feminina que admite o artigo A).

  • D

    Ficava mais ansiosa, à medida que o tempo passava. (Uso devido: utiliza-se crase na locução conjuntiva feminina à medida que).

  • E

    Fui favorável à sua decisão. (Uso facultativo: os pronomes possessivos femininos podem ser empregados com ou sem o artigo feminino, podendo, por isso, usar-se ou não o acento grave indicativo de crase).

120556Questão 10|Português|médio

O sinal de crase deve ser empregado em

  • A

    Iremos todos a cavalo

  • B

    Estou disposta a desafiar quem quer que seja.

  • C

    Logo após a aula, irei a casa de meus pais.

  • D

    Sua viagem a Roma foi cancelada?

  • E

    Não quis encará-lo frente a frente.