Médico Clínico - 2025
Paciente de 37 anos de idade, do sexo masculino, homossexual, vivendo com HIV há 9 anos, retorna ao ambulatório onde costumava realizar seu acompanhamento médico, queixando-se de emagrecimento de 4 kg, febre baixa, sudorese e calafrios noturnos e tosse produtiva. Há 1 ano, durante um episódio depressivo maior, interrompeu a terapia antirretroviral regular recomendada e deixou de comparecer às consultas médicas de rotina. Ao exame físico, apresenta-se em bom estado geral, com pressão arterial de 139 mmHg 88 mmHg, frequência respiratória de 24 irpm e frequência cardíaca de 90 bpm.
A partir do caso clínico hipotético precedente, julgue o item que se segue. A reintrodução da terapia antirretroviral (TARV) deve ser realizada após a contagem de CD4, se o resultado for inferior a 350 células/mm3.
Paciente de 37 anos de idade, do sexo masculino, homossexual, vivendo com HIV há 9 anos, retorna ao ambulatório onde costumava realizar seu acompanhamento médico, queixando-se de emagrecimento de 4 kg, febre baixa, sudorese e calafrios noturnos e tosse produtiva. Há 1 ano, durante um episódio depressivo maior, interrompeu a terapia antirretroviral regular recomendada e deixou de comparecer às consultas médicas de rotina. Ao exame físico, apresenta-se em bom estado geral, com pressão arterial de 139 mmHg 88 mmHg, frequência respiratória de 24 irpm e frequência cardíaca de 90 bpm.
A partir do caso clínico hipotético precedente, julgue o item que se segue. No caso em apreço, recomenda-se o teste de fluxo lateral para a detecção do lipoarabinomanano (LF-LAM) na urina, no próprio local de atendimento; esse teste, se positivo, indica infecção por tuberculose, podendo o tratamento ser iniciado imediatamente.
Julgue o próximo item, relativo a dengue, febre amarela e condições pós-COVID. Para pacientes diagnosticados com dengue que sejam usuários de antiagregante plaquetário para profilaxia secundária de doença arterial coronariana, recomenda-se a manutenção dessa medicação se não houver indícios de sangramento e se a plaquetometria estiver entre 30.000/L e 50.000/L; para usuários de varfarina sódica, caso a plaquetometria esteja nesse mesmo nível, recomenda-se a suspensão do medicamento, substituindo-o por heparina venosa não fracionada.
Julgue o próximo item, relativo a dengue, febre amarela e condições pós-COVID. São alterações laboratoriais encontradas em pacientes com forma moderada a grave de febre amarela: leucocitose moderada; elevação dos níveis de proteína C reativa (PCR); taxas de TGO e de LDH extremamente elevadas.
Julgue o próximo item, relativo a dengue, febre amarela e condições pós-COVID. O tratamento da dengue em pacientes com comorbidades importantes, como diabetes melito, asma, DPOC ou obesidade, deve iniciar-se com hidratação venosa, mesmo na ausência de sinais de alarme, até que se obtenha acesso ao resultado do hemograma; nesse momento, caso o hematócrito esteja normal, indica-se alta hospitalar com acompanhamento ambulatorial diário.
Julgue o próximo item, relativo a dengue, febre amarela e condições pós-COVID. As condições pós-COVID manifestam-se por uma extensa variedade de sintomas, como névoa cerebral, cefaleia, perda de paladar e de olfato, alteração do hábito intestinal, disfagia, alopecia, distúrbios do sono.
Em relação a emergências clínicas, julgue o item a seguir. Considere que um paciente do sexo masculino, negro, com 65 anos de idade, em atendimento no pronto-socorro, queixe se de cefaleia e dispneia intensa. Considere, ainda, que, ao exame físico, a pressão arterial aferida seja de 185 mmHg 146 mmHg, que se observem dispneia e estertores crepitantes até ápices pulmonares e a fundoscopia seja normal. Nesse caso, o anti-hipertensivo de escolha para o paciente é a anlodipina, que deve ser administrada por via oral.
Em relação a emergências clínicas, julgue o item a seguir. Considere que uma paciente do sexo feminino, de 59 anos de idade, branca, diabética compensada, tabagista, seja atendida em um pronto-socorro e relate ao médico história de hemiparesia à direita, além de afasia súbita e dificuldade de compreensão de comandos verbais há cerca de 3 horas. Considere também que a paciente tenha sido submetida a uma cirurgia de revascularização miocárdica no mesmo hospital há 10 dias, sem intercorrências, e que, realizada tomografia de crânio, não tenha sido detectado nenhum sinal de hemorragia, mas percebida uma grande área hipodensa no território da artéria cerebral média esquerda. Nesse caso, a hipótese diagnóstica para a paciente é de um acidente vascular encefálico isquêmico, recomendando-se trombólise imediata.
Em relação a emergências clínicas, julgue o item a seguir. Suponha que uma paciente do sexo feminino, de 18 anos de idade, seja levada ao pronto-socorro minutos após o término de uma crise convulsiva tônico-clônica generalizada. Suponha, ainda, que, ao exame neurológico inicial, ela esteja consciente e orientada, sonolenta, normotensa, sem outras alterações; refira crise semelhante há 4 dias, sem fator causal detectável, e crises convulsivas na infância, tendo a última ocorrido aos 14 anos de idade. Suponha, por fim, que ela relate ter feito uso de fenobarbital durante um longo tempo, tendo-o suspendido há 2 anos. Nesse caso, a paciente deve ser observada de 6 h a 12 h em ambiente hospitalar, submetida a tomografia computadorizada de crânio e, na alta, medicada com anticonvulsivante e orientada a realizar retorno ambulatorial em até 15 dias, conforme recomendação do Ministério da Saúde.
Em relação a emergências clínicas, julgue o item a seguir. No choque séptico, assim como no hipovolêmico, a pressão venosa central encontra-se normal ou baixa, e a resistência vascular sistêmica, elevada.