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Escrevente Técnico Judiciário - 2024


Página 3  •  Total 100 questões
42242Questão 21|Português|médio

Leia o texto para responder às questão.

   Recuemos cinco séculos no tempo. Vemos uma Europa, que então era o mundo, saída da Idade Média, possuída pela febre tão inquietante quanto bela e fértil do Renascimento, e paradoxalmente, envolta em guerras religiosas e conquistas.

  Na Península Ibérica, a inquietação criadora tomou outra forma. Povos de navegadores não mais se conformavam em olhar e apenas imaginar o que haveria além do horizonte atlântico. Pagaram para ver, com risco de suas próprias vidas. Tomando o rumo oeste em pequenas embarcações, Colombo (1492) e Cabral (1500) descobriram o Novo Mundo.

   Havia, no entanto, muito a descobrir. Desde o fim do século XIII, os europeus sabiam da existência do Grande Império da China, através da narrativa de Marco Polo que lá vivera cerca de 20 anos. Em seu livro, ele fazia referência ao Japão como um país fantasticamente rico, inatingido, localizado ao lado da costa chinesa. Todavia, dois séculos e meio transcorreriam antes que um europeu pisasse em território dos japoneses.

   Com a chegada a Tanegashima, praticamente os portugueses completaram seus postulados, desenhos dos continentes e mares, que constituíam os primeiros mapas de navegação.

   No primeiro encontro em Tanegashima, os japoneses conheceram a espingarda, que iria alterar profundamente o comportamento bélico de um povo exímio no uso da espada e do arco e flecha. Em 1546, três anos após o primeiro encontro, três naus portuguesas chegaram a Kyushu, dando início ao intercâmbio comercial com o Japão. Durante quatro décadas, até 1587 (quando chegam os espanhóis), os portugueses foram os únicos parceiros europeus no intercâmbio com o Japão.

(Aliança Cultural Brasil-Japão. Cultura Japonesa: São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba. Adaptado)

Considere as passagens:

•  Recuemos cinco séculos no tempo. (1º parágrafo) •  … através da narrativa de Marco Polo que lá vivera cerca de 20 anos. (3º parágrafo)

Em conformidade com a norma-padrão, substituindo-se o primeiro verbo por Retroceder, e o segundo pela forma verbal do pretérito mais-que-perfeito composto, obtêm-se, respectivamente:

  • A

    Retrocedemos; tinha vivido.

  • B

    Retrocedemos: tivera vivido.

  • C

    Retrocedamos; tinha vivido.

  • D

    Retrocedermos; teria vivido.

  • E

    Retrocedamos; tivera vivido

42243Questão 22|Português|médio

Leia o texto para responder às questão.

   Recuemos cinco séculos no tempo. Vemos uma Europa, que então era o mundo, saída da Idade Média, possuída pela febre tão inquietante quanto bela e fértil do Renascimento, e paradoxalmente, envolta em guerras religiosas e conquistas.

  Na Península Ibérica, a inquietação criadora tomou outra forma. Povos de navegadores não mais se conformavam em olhar e apenas imaginar o que haveria além do horizonte atlântico. Pagaram para ver, com risco de suas próprias vidas. Tomando o rumo oeste em pequenas embarcações, Colombo (1492) e Cabral (1500) descobriram o Novo Mundo.

   Havia, no entanto, muito a descobrir. Desde o fim do século XIII, os europeus sabiam da existência do Grande Império da China, através da narrativa de Marco Polo que lá vivera cerca de 20 anos. Em seu livro, ele fazia referência ao Japão como um país fantasticamente rico, inatingido, localizado ao lado da costa chinesa. Todavia, dois séculos e meio transcorreriam antes que um europeu pisasse em território dos japoneses.

   Com a chegada a Tanegashima, praticamente os portugueses completaram seus postulados, desenhos dos continentes e mares, que constituíam os primeiros mapas de navegação.

   No primeiro encontro em Tanegashima, os japoneses conheceram a espingarda, que iria alterar profundamente o comportamento bélico de um povo exímio no uso da espada e do arco e flecha. Em 1546, três anos após o primeiro encontro, três naus portuguesas chegaram a Kyushu, dando início ao intercâmbio comercial com o Japão. Durante quatro décadas, até 1587 (quando chegam os espanhóis), os portugueses foram os únicos parceiros europeus no intercâmbio com o Japão.

(Aliança Cultural Brasil-Japão. Cultura Japonesa: São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba. Adaptado)

No texto, identifica-se uma relação de coesão e de sentido entre as seguintes expressões:

  • A

    a narrativa de Marco Polo – Em seu livro (3º parágrafo)

  • B

    povo exímio – os portugueses (5º parágrafo)

  • C

    Península Ibérica – Novo Mundo (2º parágrafo)

  • D

    Idade Média – febre tão inquietante (1º parágrafo)

  • E

    Tanegashima – seus postulados (4º parágrafo)

42244Questão 23|Português|médio

Leia o texto para responder às questão.

   Recuemos cinco séculos no tempo. Vemos uma Europa, que então era o mundo, saída da Idade Média, possuída pela febre tão inquietante quanto bela e fértil do Renascimento, e paradoxalmente, envolta em guerras religiosas e conquistas.

  Na Península Ibérica, a inquietação criadora tomou outra forma. Povos de navegadores não mais se conformavam em olhar e apenas imaginar o que haveria além do horizonte atlântico. Pagaram para ver, com risco de suas próprias vidas. Tomando o rumo oeste em pequenas embarcações, Colombo (1492) e Cabral (1500) descobriram o Novo Mundo.

   Havia, no entanto, muito a descobrir. Desde o fim do século XIII, os europeus sabiam da existência do Grande Império da China, através da narrativa de Marco Polo que lá vivera cerca de 20 anos. Em seu livro, ele fazia referência ao Japão como um país fantasticamente rico, inatingido, localizado ao lado da costa chinesa. Todavia, dois séculos e meio transcorreriam antes que um europeu pisasse em território dos japoneses.

   Com a chegada a Tanegashima, praticamente os portugueses completaram seus postulados, desenhos dos continentes e mares, que constituíam os primeiros mapas de navegação.

   No primeiro encontro em Tanegashima, os japoneses conheceram a espingarda, que iria alterar profundamente o comportamento bélico de um povo exímio no uso da espada e do arco e flecha. Em 1546, três anos após o primeiro encontro, três naus portuguesas chegaram a Kyushu, dando início ao intercâmbio comercial com o Japão. Durante quatro décadas, até 1587 (quando chegam os espanhóis), os portugueses foram os únicos parceiros europeus no intercâmbio com o Japão.

(Aliança Cultural Brasil-Japão. Cultura Japonesa: São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba. Adaptado)

A concordância nominal atende à norma-padrão em:

  • A

    Um e outro países europeus estabeleceram relações comerciais com o Japão a partir do século XVI.

  • B

    Os portugueses tinham bastantes interesses comerciais com os japoneses, parceiros desde 1546.

  • C

    Apesar da frenesi renascentista bela e fértil, guerras religiosas e conquistas ainda aconteciam.

  • D

    Foi narrado por Marco Polo, que morou cerca de vinte anos na China, a existência desse lugar.

  • E

    Colombo e Cabral viram como necessário a busca de novas terras e chegaram ao Novo Mundo.

42245Questão 24|Português|médio

Considere as frases.

•  A relação cultural _______________ não é similar ___________ estabelecida entre Portugal e Brasil. •  Atualmente, o comércio _______________  está bem aquecido, pois o país asiático tornou-se o primeiro a comprar mais de US$ 100 bilhões em produtos brasileiros em um ano (US$ 104,3 bilhões).

De acordo com a norma-padrão, as lacunas das frases devem ser preenchidas, respectivamente, com:

  • A

    japonesa-portuguesa … ante à … chinês-brasileiro

  • B

    nipo-portuguesa … a … chino-brasileiro

  • C

    luso-nipônica… da … chino-brasileira

  • D

    lusitano-nipônica … com a … china-brasileiro

  • E

    luso-japonesa… à … sino-brasileiro

42246Questão 25|Direito Penal|médio

A respeito do crime de petrechos de falsificação, previsto no artigo 294 do Código Penal, assinale a alternativa correta.

  • A

    Admite a modalidade culposa.

  • B

    É crime instantâneo e inadmite tentativa.

  • C

    É crime próprio de funcionário público.

  • D

    É crime de ação múltipla ou de conteúdo variado.

  • E

    Tem por objeto material o objeto (instrumento) destinado à falsificação de papéis públicos e particulares.

42247Questão 26|Direito Penal|médio

Tício, a fim de se habilitar a uma vaga de emprego, fabricou diploma de instituição de Ensino Superior privada e o utilizou, apresentando-o como requisito para participar da seleção.

Diante da situação hipotética, é correto dizer que Tício, em tese, praticou o crime de

  • A

    falsidade material de atestado ou certidão.

  • B

    falsidade ideológica.

  • C

    falsificação de papéis públicos.

  • D

    certidão ou atestado ideologicamente falso.

  • E

    falsificação de documento público.

42248Questão 27|Direito Penal|médio

Mévia, advogada, cedeu a Tícia, sua irmã gêmea, a carteira profissional da OAB, para ela ingressar no presídio, passando-se por advogada, a fim de visitar, quando quisesse, o namorado que se encontrava preso. Tícia, de fato, usou o documento profissional de Mévia, por várias vezes, sendo descoberta na última vez.

Diante da situação hipotética, assinale a alternativa correta.

  • A

    Mévia e Tícia não incorreram em qualquer crime, visto que o uso de documento de identidade alheia e falsa identidade, para se caracterizar como crime, exige vantagem patrimonial indevida.

  • B

    Mévia e Tícia incorreram no crime do artigo 307, do Código Penal (falsa identidade).

  • C

    Mévia e Tícia incorreram no crime do artigo 308, do Código Penal (uso de documento de identidade alheia).

  • D

    Tícia incorreu no crime do artigo 308, do Código Penal (uso de documento de identidade alheia). Mévia não incorreu em qualquer crime, por ausência de previsão típica para a cessão de documento de identidade a outrem.

  • E

    Tícia incorreu no crime do artigo 307, do Código Penal (falsa identidade). Mévia não incorreu em qualquer crime, por ausência de previsão típica para a cessão de documento de identidade a outrem.

42249Questão 28|Direito Penal|médio

Tendo em conta o crime de fraudes em certames de interesse público, é correto afirmar:

  • A

    tem por objeto material conteúdo sigiloso de concurso público; de processo seletivo para ingresso no Ensino Superior, pouco importando se em instituição pública ou privada; de avaliação ou exame públicos e de exame ou processo seletivo previstos em lei.

  • B

    o dano à administração pública enseja causa de aumento da pena.

  • C

    só se caracteriza se resultar comprometimento à credibilidade do certame.

  • D

    é qualificado quando praticado por funcionário público.

  • E

    é crime próprio de funcionário público ou de pessoas que tenham por função atuar na elaboração e na aplicação de concursos, processos seletivos, avaliações e exames.

42250Questão 29|Direito Penal|médio

A respeito da reparação do dano no crime de peculato, assinale a alternativa correta.

  • A

    Extingue a punibilidade, no peculato culposo, e implica diminuição da pena, da metade, no peculato mediante erro de outrem, desde que feita antes da sentença irrecorrível.

  • B

    Extingue a punibilidade, no peculato culposo, quando feita antes da sentença irrecorrível. Se feita posteriormente, implica diminuição da pena, da metade.

  • C

    Extingue a punibilidade, no crime de peculato mediante erro de outrem, desde que feita antes da denúncia. Se feita posteriormente, implica diminuição da pena, da metade.

  • D

    Extingue a punibilidade, no peculato culposo, e implica diminuição da pena, da metade, no peculato mediante erro de outrem, desde que feita antes da denúncia.

  • E

    Extingue a punibilidade, no peculato culposo e no peculato mediante erro de outrem, desde que feita antes da sentença irrecorrível.

42251Questão 30|Direito Penal|médio

A respeito dos crimes contra a administração pública e contra a administração da justiça, assinale a alternativa correta.

  • A

    Caio, por pagar Tício para prestar falso testemunho, e Tício, por aceitar e efetivamente prestar falso testemunho, incorrem, em tese, no crime de falso testemunho.

  • B

    Tício, ao afirmar falsamente à autoridade policial, a fim de isentar o filho, ser o responsável pelo jogo de bicho (contravenção penal), em tese, incorre no crime de autoacusação falsa.

  • C

    Caio, ao dar ensejo à instauração de procedimento administrativo contra Tício, funcionário público, imputando infração disciplinar que o sabe inocente, em tese, incorre no crime de denunciação caluniosa.

  • D

    Tício, funcionário público, ao deixar de punir Mévio, seu subordinado, por falta funcional, em razão de ter sido presenteado por ele com uma caixa de vinho, em tese, incorre no crime de condescendência criminosa.

  • E

    Mévio, ao praticar o crime de exercício arbitrário das próprias razões, empregando violência, somente será processado mediante ação penal pública condicionada à representação da vítima.

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