Vade Mecum Digital 2026De R$ 249,90 por 12x R$ 9,99 ou R$ 119,90 à vista
JurisHand AI Logo

Assistente em Administração - 2017


Página 2  •  Total 50 questões
124697Questão 11|Português|médio

associated-text-2c6faf04a9200070e6b118763a4e83708bce35569afbdae402bcd8bcba60fd08-11-0.jpg

VOZ DE SANGUE

Palpitam-me

os sons do batuque

e os ritmos melancólicos do blue

Ó negro esfarrapado do Harlem...

ó dançarino de Chicago

ó negro servidor do South

Ó negro de África

negros de todo o mundo

eu junto ao vosso canto

a minha pobre voz

os meus humildes ritmos.

Eu vos acompanho

pelas emaranhadas áfricas

do nosso Rumo

Eu vos sinto

negros de todo o mundo

eu vivo a vossa Dor

meus irmãos.

 (António) AGOSTINHO NETO (1922-1979), médico, formado nas Universidades de Coimbra e de Lisboa, foi Presidente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPL, e, em 1975, tornou-se o primeiro Presidente de Angola, cargo que exerceu até 1979.

Assinale a alternativa em que aparecem os três elementos em torno dos quais se articula a mensagem poética de Voz de Sangue.

  • A

    Humildade, seriedade, felicidade.

  • B

    Disparidade, intensidade, necessidade.

  • C

    Verdade, cumplicidade, curiosidade.

  • D

    Solidariedade, identidade, universalidade.

  • E

    Igualdade, sociedade, criatividade.

124698Questão 12|Português|médio

associated-text-2c6faf04a9200070e6b118763a4e83708bce35569afbdae402bcd8bcba60fd08-12-0.jpg

VOZ DE SANGUE

Palpitam-me

os sons do batuque

e os ritmos melancólicos do blue

Ó negro esfarrapado do Harlem...

ó dançarino de Chicago

ó negro servidor do South

Ó negro de África

negros de todo o mundo

eu junto ao vosso canto

a minha pobre voz

os meus humildes ritmos.

Eu vos acompanho

pelas emaranhadas áfricas

do nosso Rumo

Eu vos sinto

negros de todo o mundo

eu vivo a vossa Dor

meus irmãos.

 (António) AGOSTINHO NETO (1922-1979), médico, formado nas Universidades de Coimbra e de Lisboa, foi Presidente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPL, e, em 1975, tornou-se o primeiro Presidente de Angola, cargo que exerceu até 1979.

Marque a alternativa em que a reescrita do primeiro verso do poema mantém o significado que lhe foi dado pelo autor.

  • A

    Palpitam em mim.

  • B

    Palpitam sobre mim.

  • C

    Palpitam sob mim.

  • D

    De mim palpitam.

  • E

    Para mim palpitam.

124699Questão 13|Português|médio

TEXTO 7

      O texto adiante apresenta fragmentos do poema Às mulheres da minha terra, de Alda Espírito Santo, poeta, professora e jornalista de São Tomé e Príncipe. Leia-o e responda à questão proposta a seguir:

ÀS MULHERES DA MINHA TERRA

“Irmãs do meu torrão pequeno

Que passais pela estrada do meu país de África

É para vós, irmãs, a minha alma toda inteira

— Há em mim uma lacuna amarga —

Eu queria falar convosco no nosso crioulo cantante

Queria levar até vós, a mensagem das nossas vidas

Na língua maternal, bebida com o leite dos nossos primeiros dias

Mas, irmãs, vou buscar um idioma emprestado

Para mostrar-vos a nossa terra

O nosso grande continente,

Duma ponta a outra.

(...)

Amigas, as nossas mãos juntas,

As nossas mãos negras

Prendendo os nossos sonhos estéreis

Varrendo com fúria Com a fúria das nossas “palayês”1

Das nossas feiras,

As coisas más da nossa vida.

(...)”

1 vendedoras

Alda Espírito Santo, poeta, professora e jornalista, também conhecida por Alda Graça, nasceu em 30 de abril de 1926, na cidade de São Tomé, capital do Arquipélago de São Tomé e Príncipe. Após a independência do país, ocorrida em 12 de junho de 1975, Alda Espírito Santo ocupou vários cargos sucessivos no governo da jovem nação, entre os quais os de Ministra da Educação e Cultura, Ministra da Informação e Cultura, Presidente da Assembleia Nacional e Secretária Geral da União Nacional de Escritores e Artistas de São Tomé e Príncipe. Nesse ano, em novembro, compõe a letra do Hino Nacional de São Tomé e Príncipe, intitulado “Independência Total”. No ano de 1976, publica seu primeiro livro de poemas, intitulado “O jogral das Ilhas”. Em 1978, publica o livro de poemas “É nosso o solo sagrado da terra-poesia de protesto e luta”, que reúne uma coletânea dos poemas produzidos por Alda entre os anos de 1950- 1970. Em 9 de março de 2010, falece a poeta Alda Espírito Santo, em Luanda (Angola).

Esses fragmentos do texto dado expressam algumas tensões. Mais que isso, eles expõem alguns temas centrais, em torno dos quais se estrutura a mensagem poética. Marque a alternativa que menciona combinação NÃO tratada nessas estrofes do poema.

  • A

    Solidariedade e individualismo.

  • B

    Língua e identidade.

  • C

    Regional e continental.

  • D

    Opressão e combatividade.

  • E

    Silêncio e som.

124700Questão 14|Português|médio

TEXTO 7

      O texto adiante apresenta fragmentos do poema Às mulheres da minha terra, de Alda Espírito Santo, poeta, professora e jornalista de São Tomé e Príncipe. Leia-o e responda à questão proposta a seguir:

ÀS MULHERES DA MINHA TERRA

“Irmãs do meu torrão pequeno

Que passais pela estrada do meu país de África

É para vós, irmãs, a minha alma toda inteira

— Há em mim uma lacuna amarga —

Eu queria falar convosco no nosso crioulo cantante

Queria levar até vós, a mensagem das nossas vidas

Na língua maternal, bebida com o leite dos nossos primeiros dias

Mas, irmãs, vou buscar um idioma emprestado

Para mostrar-vos a nossa terra

O nosso grande continente,

Duma ponta a outra.

(...)

Amigas, as nossas mãos juntas,

As nossas mãos negras

Prendendo os nossos sonhos estéreis

Varrendo com fúria Com a fúria das nossas “palayês”1

Das nossas feiras,

As coisas más da nossa vida.

(...)”

1 vendedoras

Alda Espírito Santo, poeta, professora e jornalista, também conhecida por Alda Graça, nasceu em 30 de abril de 1926, na cidade de São Tomé, capital do Arquipélago de São Tomé e Príncipe. Após a independência do país, ocorrida em 12 de junho de 1975, Alda Espírito Santo ocupou vários cargos sucessivos no governo da jovem nação, entre os quais os de Ministra da Educação e Cultura, Ministra da Informação e Cultura, Presidente da Assembleia Nacional e Secretária Geral da União Nacional de Escritores e Artistas de São Tomé e Príncipe. Nesse ano, em novembro, compõe a letra do Hino Nacional de São Tomé e Príncipe, intitulado “Independência Total”. No ano de 1976, publica seu primeiro livro de poemas, intitulado “O jogral das Ilhas”. Em 1978, publica o livro de poemas “É nosso o solo sagrado da terra-poesia de protesto e luta”, que reúne uma coletânea dos poemas produzidos por Alda entre os anos de 1950- 1970. Em 9 de março de 2010, falece a poeta Alda Espírito Santo, em Luanda (Angola).

Como o próprio título do poema indica, Alda Espírito Santo estabelece, belamente, um laço forte e profundo de si mesma com suas iguais, as mulheres africanas negras. Para isso, recorre a uma seleção de palavras que se apoia, principalmente, em determinada classe gramatical. Marque a alternativa que a identifica corretamente.

  • A

    Pronome demonstrativo.

  • B

    Pronome possessivo.

  • C

    Pronome pessoal.

  • D

    Substantivo.

  • E

    Adjetivo.

124701Questão 15|Português|médio

TEXTO 8

CANÇÃO NEGREIRA

Amo-te

com as raízes de uma canção negreira

na madrugada dos meus olhos pardos.

E derrotas de fome

nas minhas mãos de bronze

florescem languidamente na velha

e nervosa cadência marinheira

do cais donde os meus avós negros

embarcaram para hemisférios da escravidão

Mas se as madrugadas

das minhas órbitas violentadas

despertam as raízes do tempo antigo ...

mulher de olhos fadados de amor verde-claro

ventre sedoso de veludo

lábios de mampsincha(*) madura

e soluções de espasmo latejando no quarto

enche de beijos as sirenas do meu sangue

que meninos das mesmas raízes

e das mesmas dolorosas madrugadas

esperam a sua vez.

  • fruto comestível de planta rasteira.

José Craveirinha, in Obra Poética.

Maputo: Direcção de Cultura, Universidade Eduardo

Mondlane, 2002.

A forma verbal florescem, na segunda estrofe do poema dado, concorda com a seguinte expressão:

  • A

    minhas mãos.

  • B

    os meus avós negros.

  • C

    derrotas de fome.

  • D

    hemisférios da escravidão.

  • E

    embarcaram.

124702Questão 16|Português|médio

TEXTO 9

      O carioca Joel Rufino dos Santos (1941-2015), além de escritor, foi historiador e professor (da UFRJ e um dos intelectuais de referência sobre o estudo da cultura africana no país.

      O texto a seguir é um fragmento adaptado do artigo Joel Rufino e o negro em cena, de Eduardo de Assis Duarte, publicado na revista LITERAFRO.

      Joel Rufino dos Santos figura indubitavelmente entre os mais destacados intelectuais negros brasileiros, com dezenas de títulos publicados desde meados do século passado. Em seu livro A história do negro no teatro brasileiro, o autor explicita como o negro aparece inicialmente reduzido a objeto (1) da escrita e da cena concebida pelo branco. E como, após o fim da escravatura, é impedido de atuar e tem que assistir a atores (2) brancos “brochados” de preto falarem por ele nos palcos. O que parece inacreditável para muitos ganha estatuto de verdade histórica: salvo as pouquíssimas (3) exceções que só fazem confirmar a regra (4), somente a partir de meados do século XX, com as atividades pioneiras do TEN – Teatro Experimental do Negro – este começa a se erguer a sujeito de seu discurso e a colocar em cena corpo, voz, fala e dramas por tanto tempo impedidos de chegar as plateias (5).

Indique a alternativa que apresenta a sequência correta relativamente ao uso do acento indicativo da crase em cada uma das expressões em destaque.

  • A

    (1) a – (2) a – (3) as – (4) a – (5) às.

  • B

    (1) à – (2) a – (3) as – (4) a – (5) as.

  • C

    (1) à – (2) à – (3) as – (4) a – (5) às.

  • D

    (1) a – (2) a – (3) as – (4) a – (5) as.

  • E

    (1) a – (2) à – (3) às – (4) a – (5) as.

124703Questão 17|Português|médio

TEXTO 9

      O carioca Joel Rufino dos Santos (1941-2015), além de escritor, foi historiador e professor (da UFRJ e um dos intelectuais de referência sobre o estudo da cultura africana no país.

      O texto a seguir é um fragmento adaptado do artigo Joel Rufino e o negro em cena, de Eduardo de Assis Duarte, publicado na revista LITERAFRO.

      Joel Rufino dos Santos figura indubitavelmente entre os mais destacados intelectuais negros brasileiros, com dezenas de títulos publicados desde meados do século passado. Em seu livro A história do negro no teatro brasileiro, o autor explicita como o negro aparece inicialmente reduzido a objeto (1) da escrita e da cena concebida pelo branco. E como, após o fim da escravatura, é impedido de atuar e tem que assistir a atores (2) brancos “brochados” de preto falarem por ele nos palcos. O que parece inacreditável para muitos ganha estatuto de verdade histórica: salvo as pouquíssimas (3) exceções que só fazem confirmar a regra (4), somente a partir de meados do século XX, com as atividades pioneiras do TEN – Teatro Experimental do Negro – este começa a se erguer a sujeito de seu discurso e a colocar em cena corpo, voz, fala e dramas por tanto tempo impedidos de chegar as plateias (5).

Se quisermos manter o mesmo sentido do trecho “(...) salvo as pouquíssimas exceções que só fazem confirmar a regra (...)”, ao reescrevê-lo, devemos substituir a palavra em destaque por:

  • A

    exceto.

  • B

    inclusive.

  • C

    acrescente-se.

  • D

    assim como.

  • E

    até mesmo.

124704Questão 18|Português|médio

TEXTO 10

Nascido no dia 24 de novembro de 1861, em Florianópolis, Santa Catarina, Cruz e Sousa era filho de escravos; foi apadrinhado por uma família aristocrática que financiou seus estudos e, com a morte de seu protetor, abandonou os estudos e deu início à carreira de escritor. Colaborou ativamente com a imprensa catarinense, assinando crônicas abolicionistas e participando de campanhas em favor da causa negra. Em 1890 mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro, onde desempenhou várias funções simultaneamente à vida de escritor. Faleceu vítima de tuberculose, aos 36 anos, no dia 19 de março de 1898, na cidade de Antônio Carlos, interior do estado de Minas Gerais.

ALMA SOLITÁRIA

Ó Alma doce e triste e palpitante!

que cítaras soluçam solitárias

pelas Regiões longínquas, visionárias

do teu Sonho secreto e fascinante!

Quantas zonas de luz purificante,

quantos silêncios, quantas sombras várias

de esferas imortais, imaginárias,

falam contigo, ó Alma cativante!

que chama acende os teus faróis noturnos

e veste os teus mistérios taciturnos

dos esplendores do arco de aliança?

Por que és assim, melancolicamente,

como um arcanjo infante, adolescente,

esquecido nos vales da Esperança?!

A partir da análise do vocabulário usado pelo poeta, marque a alternativa que relaciona, respectivamente, um substantivo, um adjetivo, uma interjeição, uma conjunção.

  • A

    Esferas, assim, és, teus.

  • B

    Alma, melancolicamente, quantos, um.

  • C

    Chama, cativante, Ó, um.

  • D

    Taciturnos, Esperança, és, de.

  • E

    Cítaras, noturnos, Ó, e.

124705Questão 19|Português|médio

associated-text-2c6faf04a9200070e6b118763a4e83708bce35569afbdae402bcd8bcba60fd08-19-0.jpg

      “(...) Entre os fatores constitutivos da globalização, em seu caráter perverso atual, encontram-se a forma como a informação é oferecida à humanidade e a emergência do dinheiro em estado puro como motor da vida econômica e social. (...). O que é transmitido à maioria da humanidade é, de fato, uma informação manipulada que, em lugar de esclarecer, confunde. Isso é tanto mais grave porque, nas condições atuais da vida econômica e social, a informação constitui um dado essencial e imprescindível. (...)”

Fragmento de Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal, 2015, de MILTON SANTOS (3 de maio de 1926, Brotas de Macaúba, Bahia – 24 de junho de 2001, São Paulo). O geógrafo e professor foi preso, durante o golpe de 1964, e permaneceu no exílio por 13 anos. Depois de seu retorno ao Brasil, foi professor e pesquisador na UFRJ até 1983. Milton Santos recebeu 20 títulos Doutor Honoris Causa de universidades brasileiras e estrangeiras.

No período “Isso é tanto mais grave porque, nas condições atuais da vida econômica e social, a informação constitui um dado essencial e imprescindível. (...)”; a segunda oração, em relação à primeira, exprime:

  • A

    concessão.

  • B

    comparação.

  • C

    conclusão.

  • D

    finalidade.

  • E

    causa.

124706Questão 20|Português|médio

associated-text-2c6faf04a9200070e6b118763a4e83708bce35569afbdae402bcd8bcba60fd08-20-0.jpg

      “(...) Entre os fatores constitutivos da globalização, em seu caráter perverso atual, encontram-se a forma como a informação é oferecida à humanidade e a emergência do dinheiro em estado puro como motor da vida econômica e social. (...). O que é transmitido à maioria da humanidade é, de fato, uma informação manipulada que, em lugar de esclarecer, confunde. Isso é tanto mais grave porque, nas condições atuais da vida econômica e social, a informação constitui um dado essencial e imprescindível. (...)”

Fragmento de Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal, 2015, de MILTON SANTOS (3 de maio de 1926, Brotas de Macaúba, Bahia – 24 de junho de 2001, São Paulo). O geógrafo e professor foi preso, durante o golpe de 1964, e permaneceu no exílio por 13 anos. Depois de seu retorno ao Brasil, foi professor e pesquisador na UFRJ até 1983. Milton Santos recebeu 20 títulos Doutor Honoris Causa de universidades brasileiras e estrangeiras.

Sobre a afirmação inicial do trecho dado é correto afirmar que “a forma como a informação é oferecida à humanidade e a emergência do dinheiro em estado puro como motor da vida econômica e social” são:

  • A

    os fatores constituintes da globalização que expressam seu atual caráter perverso.

  • B

    os dois únicos fatores constitutivos da globalização capazes de expressar seu atual caráter perverso.

  • C

    dois dos fatores constituintes da globalização que expressam seu atual caráter perverso.

  • D

    os fatores constitutivos do caráter perverso da atual globalização.

  • E

    dois dos principais fatores que constituem o caráter global e perverso da atualidade.

Assistente em Administração - 2017 | Prova