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Assistente em Administração - 2017


Página 1  •  Total 50 questões
124687Questão 1|Português|médio

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      O trecho adiante é um fragmento do romance Recordações do Escrivão Isaías Caminha, de Lima Barreto (1881-1922). Leia-o e responda às questões propostas a seguir:

      “(...) De manhã, pus-me a recapitular todos esses episódios; e sobre todos pairava a figura inflada, mescla de suíno e de símio, do célebre jornalista Raul Gusmão. O próprio Oliveira, tão parvo e tão besta, tinha alguma coisa dele, do seu fingimento de superioridade, dos seus gestos fabricados, da sua procura de frases de efeito, de seu galope para o espanto e para a surpresa. Era já o genial, com quem viria travar conhecimento mais tarde, que me assombrava com o seu maquinismo de pose e me colhia nos alçapões de apanhar os simples. E senti também que o espantoso Gusmão e o bobo Oliveira me tinham desviado da observação meticulosa a que vinha submetendo o padeiro de Itaporanga. Achava extraordinário que um varejista de um vilarejo longínquo cultivasse e mantivesse amizades tão fora do seu círculo; não se explicava bem aquele seu norteio para os jornalistas, a especial admiração com que os cercava, o carinho com que tratava todos. (...)”

Assinale a alternativa com o trecho que expressa ironia.

  • A

    E senti também que o espantoso Gusmão e o bobo Oliveira me tinham desviado...

  • B

    ...a figura inflada, mescla de suíno e de símio, do célebre jornalista Raul Gusmão.

  • C

    O próprio Oliveira, tão parvo e tão besta,...

  • D

    ...me assombrava com o seu maquinismo de pose...

  • E

    ...da sua procura de frases de efeito…

124688Questão 2|Português|médio

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      O trecho adiante é um fragmento do romance Recordações do Escrivão Isaías Caminha, de Lima Barreto (1881-1922). Leia-o e responda às questões propostas a seguir:

      “(...) De manhã, pus-me a recapitular todos esses episódios; e sobre todos pairava a figura inflada, mescla de suíno e de símio, do célebre jornalista Raul Gusmão. O próprio Oliveira, tão parvo e tão besta, tinha alguma coisa dele, do seu fingimento de superioridade, dos seus gestos fabricados, da sua procura de frases de efeito, de seu galope para o espanto e para a surpresa. Era já o genial, com quem viria travar conhecimento mais tarde, que me assombrava com o seu maquinismo de pose e me colhia nos alçapões de apanhar os simples. E senti também que o espantoso Gusmão e o bobo Oliveira me tinham desviado da observação meticulosa a que vinha submetendo o padeiro de Itaporanga. Achava extraordinário que um varejista de um vilarejo longínquo cultivasse e mantivesse amizades tão fora do seu círculo; não se explicava bem aquele seu norteio para os jornalistas, a especial admiração com que os cercava, o carinho com que tratava todos. (...)”

Considere o que informa o trecho adiante no conjunto do fragmento dado. Assinale a alternativa com os termos que expressam, respectivamente, os sentidos dados pelo narrador às expressões em destaque.

“(...) Achava extraordinário que um varejista de um vilarejo longínquo cultivasse e mantivesse amizades tão fora do seu círculo; não se explicava bem aquele seu norteio para os jornalistas, a especial admiração com que os cercava, o carinho com que tratava todos. (...)”

  • A

    Consideração – inveja.

  • B

    Respeito – incredulidade.

  • C

    Estranhamento – suspeição.

  • D

    Decepção – ressentimento.

  • E

    Preconceito – preconceito.

124689Questão 3|Português|médio

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      O trecho adiante é um fragmento do romance Recordações do Escrivão Isaías Caminha, de Lima Barreto (1881-1922). Leia-o e responda às questões propostas a seguir:

      “(...) De manhã, pus-me a recapitular todos esses episódios; e sobre todos pairava a figura inflada, mescla de suíno e de símio, do célebre jornalista Raul Gusmão. O próprio Oliveira, tão parvo e tão besta, tinha alguma coisa dele, do seu fingimento de superioridade, dos seus gestos fabricados, da sua procura de frases de efeito, de seu galope para o espanto e para a surpresa. Era já o genial, com quem viria travar conhecimento mais tarde, que me assombrava com o seu maquinismo de pose e me colhia nos alçapões de apanhar os simples. E senti também que o espantoso Gusmão e o bobo Oliveira me tinham desviado da observação meticulosa a que vinha submetendo o padeiro de Itaporanga. Achava extraordinário que um varejista de um vilarejo longínquo cultivasse e mantivesse amizades tão fora do seu círculo; não se explicava bem aquele seu norteio para os jornalistas, a especial admiração com que os cercava, o carinho com que tratava todos. (...)”

Em relação à vírgula no trecho “(...) De manhã, pus-me a recapitular todos esses episódios; (...)” – considerado o que estabelece a norma culta da língua – pode-se afirmar que seu emprego é:

  • A

    obrigatório, já que ela isola adjunto adnominal anteposto.

  • B

    desnecessário, tendo em vista que ela separa adjunto adverbial intercalado.

  • C

    eletivo, porque ela separa locução adjetiva.

  • D

    facultativo, uma vez que ela isola adjunto adverbial de pequena extensão anteposto.

  • E

    obrigatório, pois ela separa o vocativo deslocado.

124690Questão 4|Português|médio

ESTÁCIO, HOLLY ESTÁCIO

Se alguém quer matar-me de amor

Que me mate no Estácio

Bem no compasso,

Bem junto ao passo

Do passista da escola de samba

Do Largo do Estácio

O Estácio acalma o sentido dos erros que eu faço

Trago não traço,

Faço não caço

O amor da morena maldita

Domingo no espaço

             

Fico manso, amanso a dor

Holliday é um dia de paz

Solto o ódio, mato o amor

Holliday eu já não penso mais

Luiz Melodia

Dentre as alternativas a seguir, assinale o verso que NÃO expressa a frustração amorosa do eu poético de Estácio, Holly Estácio.

  • A

    O amor da morena maldita.

  • B

    Solto o ódio, mato o amor.

  • C

    Fico manso, amanso a dor.

  • D

    Holliday eu já não penso mais.

  • E

    Do passista da escola de samba.

124691Questão 5|Português|médio

ESTÁCIO, HOLLY ESTÁCIO

Se alguém quer matar-me de amor

Que me mate no Estácio

Bem no compasso,

Bem junto ao passo

Do passista da escola de samba

Do Largo do Estácio

O Estácio acalma o sentido dos erros que eu faço

Trago não traço,

Faço não caço

O amor da morena maldita

Domingo no espaço

             

Fico manso, amanso a dor

Holliday é um dia de paz

Solto o ódio, mato o amor

Holliday eu já não penso mais

Luiz Melodia

Nos versos “Se alguém quer matar-me de amor/ Que me mate no Estácio”, as expressões destacadas apresentam respectivamente:

  • A

    o pronome oblíquo me em posição de mesóclise e o pronome reto me em posição de próclise

  • B

    o pronome oblíquo me em posição de próclise e o pronome oblíquo me em posição de ênclise.

  • C

    o pronome oblíquo me em posição de ênclise e o pronome oblíquo me em posição de próclise.

  • D

    o pronome reto me em posição de ênclise e o pronome reto me em posição de próclise.

  • E

    o pronome reto me em posição de mesóclise e o pronome reto me em posição de ênclise.

124692Questão 6|Português|médio

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      O texto adiante é um fragmento do artigo Enegrecer o feminismo: a situação da mulher negra na América Latina a partir de uma perspectiva de gênero. Sua autora, Sueli Carneiro, é filósofa, escritora, ativista antirracismo do movimento social negro brasileiro, fundadora e coordenadora executiva do Geledés – Instituto da Mulher Negra São Paulo SP.

Leia-o, atentamente, e responda à questão.

      “Insisto em contar a forma pela qual foi assegurada, no registro de nascimento de minha filha Luanda, a sua identidade negra. O pai, branco, vai ao cartório, o escrivão preenche o registro e, no campo destinado à cor, escreve: branca. O pai diz ao escrivão que a cor está errada, porque a mãe da criança é negra. O escrivão, resistente, corrige o erro e planta a nova cor: parda. O pai novamente reage e diz que sua filha não é parda. O escrivão irritado pergunta, ‘Então qual a cor de sua filha?’. O pai responde, ‘Negra’. O escrivão retruca, ‘Mas ela não puxou nem um pouquinho ao senhor?’ É assim que se vão clareando as pessoas no Brasil e o Brasil.

      Esse pai, brasileiro naturalizado e de fenótipo ariano, não tem, como branco que de fato é, as dúvidas metafísicas que assombram a racialidade no Brasil, um país percebido por ele e pela maioria de estrangeiros brancos como de maioria negra. Não fosse a providência e insistência paternas, minha filha pagaria eternamente o mico de, com sua vasta carapinha, ter o registro de branca, como ocorre com filhos de um famoso jogador de futebol negro.”

Quanto à tipologia textual, podemos afirmar que no primeiro e no segundo parágrafos do texto dado predominam respectivamente:

  • A

    a narração e a argumentação.

  • B

    a descrição e a narração.

  • C

    a argumentação e a descrição.

  • D

    a descrição e a argumentação.

  • E

    a argumentação e a narração.

124693Questão 7|Português|médio

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      O texto adiante é um fragmento do artigo Enegrecer o feminismo: a situação da mulher negra na América Latina a partir de uma perspectiva de gênero. Sua autora, Sueli Carneiro, é filósofa, escritora, ativista antirracismo do movimento social negro brasileiro, fundadora e coordenadora executiva do Geledés – Instituto da Mulher Negra São Paulo SP.

Leia-o, atentamente, e responda à questão.

      “Insisto em contar a forma pela qual foi assegurada, no registro de nascimento de minha filha Luanda, a sua identidade negra. O pai, branco, vai ao cartório, o escrivão preenche o registro e, no campo destinado à cor, escreve: branca. O pai diz ao escrivão que a cor está errada, porque a mãe da criança é negra. O escrivão, resistente, corrige o erro e planta a nova cor: parda. O pai novamente reage e diz que sua filha não é parda. O escrivão irritado pergunta, ‘Então qual a cor de sua filha?’. O pai responde, ‘Negra’. O escrivão retruca, ‘Mas ela não puxou nem um pouquinho ao senhor?’ É assim que se vão clareando as pessoas no Brasil e o Brasil.

      Esse pai, brasileiro naturalizado e de fenótipo ariano, não tem, como branco que de fato é, as dúvidas metafísicas que assombram a racialidade no Brasil, um país percebido por ele e pela maioria de estrangeiros brancos como de maioria negra. Não fosse a providência e insistência paternas, minha filha pagaria eternamente o mico de, com sua vasta carapinha, ter o registro de branca, como ocorre com filhos de um famoso jogador de futebol negro.”

No trecho “O escrivão, resistente, corrige o erro e planta a nova cor: parda.”; as vírgulas estão empregadas para separar:

  • A

    uma expressão conclusiva.

  • B

    o aposto na ordem inversa.

  • C

    uma expressão concessiva.

  • D

    o predicativo deslocado.

  • E

    o vocativo na ordem direta.

124694Questão 8|Português|médio

TEXTO 4

Leia atentamente o texto abaixo e responda a questão.

      Maria Firmina dos Reis (1825-1917), escritora e educadora, autodidata, nasceu na ilha de São Luís do Maranhão. Viveu parte de sua vida na casa de uma tia materna, acolhimento esse crucial para a sua formação. Foi incentivada pelo escritor e gramático Sotero dos Reis, seu primo por parte de mãe, a dedicar-se na busca pelo conhecimento. Em 1847, concorreu à cadeira de Instrução primária no município de Viamão e foi aprovada. Nessa região, até 1881, exerceu a profissão de professora de primeiras letras. Em 1859, publicou o que é considerada sua principal obra e um dos primeiros romances abolicionistas da literatura brasileira – Úrsula. A obra foi classificada como um dos primeiros escritos de uma mulher negra brasileira, com forte imersão em elementos da tradição africana, que trata a tragédia da escravidão a partir da perspectiva dos negros escravizados.

                                                                             Trecho adaptado de Antigo – A cor da Cultura

No trecho “Em 1847, concorreu à cadeira de Instrução primária no município de Viamão e foi aprovada.”, o verbo destacado, quanto a sua regência, é:

  • A

    intransitivo.

  • B

    transitivo direto.

  • C

    transitivo indireto.

  • D

    intransitivo direto.

  • E

    transitivo direto e indireto.

124695Questão 9|Português|médio

TEXTO 4

Leia atentamente o texto abaixo e responda a questão.

      Maria Firmina dos Reis (1825-1917), escritora e educadora, autodidata, nasceu na ilha de São Luís do Maranhão. Viveu parte de sua vida na casa de uma tia materna, acolhimento esse crucial para a sua formação. Foi incentivada pelo escritor e gramático Sotero dos Reis, seu primo por parte de mãe, a dedicar-se na busca pelo conhecimento. Em 1847, concorreu à cadeira de Instrução primária no município de Viamão e foi aprovada. Nessa região, até 1881, exerceu a profissão de professora de primeiras letras. Em 1859, publicou o que é considerada sua principal obra e um dos primeiros romances abolicionistas da literatura brasileira – Úrsula. A obra foi classificada como um dos primeiros escritos de uma mulher negra brasileira, com forte imersão em elementos da tradição africana, que trata a tragédia da escravidão a partir da perspectiva dos negros escravizados.

                                                                             Trecho adaptado de Antigo – A cor da Cultura

Nesse mesmo trecho “Em 1847, concorreu à cadeira de Instrução primária no município de Viamão e foi aprovada.”, há um período:

  • A

    simples.

  • B

    composto por coordenação.

  • C

    composto por subordinação.

  • D

    composto por coordenação e subordinação.

  • E

    composto por três orações.

124696Questão 10|Português|médio

TEXTO 5

Há alguns anos circula na internet o “teste do pescoço”, que instiga o leitor a refletir sobre as desigualdades em nossa sociedade a partir de suas experiências cotidianas, particularmente no tocante à presença ou ausência de negros e brancos em diferentes atividades e espaços sociais: qual a cor dos médicos, dos trabalhadores domésticos, dos políticos, de professores, alunos e funcionários em colégios de elite e nas universidades etc. A ideia é que a contemplação desses lugares permite uma resposta intuitiva à questão se há ou não discriminação no Brasil: pretos e pardos são raramente encontrados nas áreas e funções de maior poder aquisitivo e status social, ao passo que brancos nelas dominam. (...)”

Fragmento inicial, adaptado, do Relatório das desigualdades de raça, gênero e classe / ano 2017 / Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa | UERJ

Considere este trecho inicial do texto: “Há alguns anos circula na internet o ‘teste do pescoço’, que instiga o leitor a refletir sobre as desigualdades em nossa sociedade (...)”. Se quisermos preservar suas coesão e coerência textuais, podemos substituir os termos em destaque, respectivamente, por:

  • A

    Fazem – muitos – onde – a cerca das.

  • B

    Faz – diversos – o qual – acerca das.

  • C

    Depois de – uns – cujo – acerca das.

  • D

    Faz – muitos – em que – há cerca das.

  • E

    Fazem – numerosos – no qual – a cerca das.

Assistente em Administração - 2017 | Prova