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Técnico Judiciário - Área Administrativa - 2013


Página 1  •  Total 60 questões
141018Questão 1|Português|médio

"Temos de agir agora para evitar o pior", comentou o agrônomo Eduardo Assad, pesquisador da Embrapa, ao apresentar as conclusões de um dos capítulos do primeiro relatório do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas - PBMC. Os pesquisadores esperam que as informações sirvam para nortear a elaboração e a implantação de políticas públicas e o planejamento das empresas.

Os desafios apontados no relatório são muitos. Ele indica que as consequências da elevação da temperatura média global serão dramáticas no Brasil. De acordo com os modelos computacionais de simulação do clima, a agricultura será o setor mais afetado, por causa das alterações nos regimes de chuva. "Mesmo que a quantidade de chuva fique inalterada, a disponibilidade de umidade do solo deve diminuir, em consequência da elevação da temperatura média anual, que intensifica a evapotranspiração", diz outro especialista. Segundo ele, esse fenômeno deve prejudicar os cultivos agrícolas em regiões onde a escassez de água é constante, como o semiárido nordestino.

Uma provável consequência da redução da produtividade agrícula é a queda na renda das populações intensificando a pobreza e a migração da área rural para as cidades que, por sua vez, deve agravar os problemas de infraestrutura ( habitação , escola , saúde , transporte e saneamento.

Os efeitos na agricultura já podem ser dimensionados. "De 1990 a 2010, a intensidade da precipitação dobrou na região do cerrado", diz Assad, "e o padrão tecnológico atual da agricultura ainda não se adaptou a esses novos padrões". Agora, segundo ele, torna-se imperioso investir intensivamente em sistemas agrícolas consorciados, e não somente na produção agrícola solteira, de modo a aumentar a fixação biológica de nitrogênio, reduzir o uso de fertilizantes e aumentar a rotação de culturas. "Temos de aumentar a produtividade agrícola no Centro-Oeste, Sudeste e Sul, para evitar a destruição da Amazônia. A reorganização do espaço rural brasileiro agora é urgente."

Cheia e secas mais frequentes e intensas devem causar uma redução na produção agrícola também por outra razão. Pesquisadores da Embrapa concluíram que algumas doenças - principalmente as causadas por fungos - e pragas podem se agravar em muitas culturas analisadas, em decorrência da elevação dos níveis de CO2 do ar, da temperatura e da radiação ultravioleta, acenando com a possibilidade de aumento de preços e redução da variedade de cereais, hortaliças e frutas.

Cheias e secas devem também alterar a vazão dos rios e prejudicar o abastecimento dos reservatórios das hidrelétricas, acelerar a acidificação da água do mar e reduzir a biodiversidade dos ambientes aquáticos brasileiros. A perda de biodiversidade dos ambientes naturais deve se agravar; alguns já perderam uma área expressiva - o cerrado, 47%, e a caatinga, 44% - a ponto de os especialistas questionarem se a recuperação do equilíbrio biológico característico desses ambientes seria mesmo possível.

(Adaptado de: FIORAVANTI, Carlos.

Revista FAPESP

agosto de 2013, p. 23 e 24)

A afirmativa correta, condizente com o teor do texto, é:

  • A

    A redução dos prejuízos causados ao cultivo diversificado de alimentos nas áreas sujeitas a períodos intensos de seca exige a expansão das áreas destinadas à agricultura, atingindo, inclusive a região amazônica.

  • B

    Estudos recentes buscam desenvolver tecnologia voltada para as características da agricultura brasileira, com áreas em regiões sujeitas tanto a secas prolongadas quanto a cheias catastróficas, para evitar comprometimento da produção de alimentos, com consequente elevação de preços.

  • C

    Novos padrões de tecnologia vêm sendo atualmente implantados em áreas agrícolas, especialmente no cerrado, como medida tomada por empresas e pelo governo para diminuir os prejuízos à produção de alimentos, previstos em relatório sobre mudanças climáticas no Brasil.

  • D

    O conteúdo de um relatório, que traz algumas conclusões sobre mudanças climáticas, induz à necessidade de tomada de decisões e de medidas, direcionadas para as políticas agrícola, industrial e urbana, tanto em âmbito governamental quanto no privado.

  • E

    Especialistas em eventos climáticos e suas consequências, principalmente secas na região nordestina, propõem políticas públicas de prevenção aos riscos a que está sujeita a produção agrícola brasileira, no sentido de garantir alimentos necessários à população.

141019Questão 2|Português|médio

"Temos de agir agora para evitar o pior", comentou o agrônomo Eduardo Assad, pesquisador da Embrapa, ao apresentar as conclusões de um dos capítulos do primeiro relatório do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas - PBMC. Os pesquisadores esperam que as informações sirvam para nortear a elaboração e a implantação de políticas públicas e o planejamento das empresas.

Os desafios apontados no relatório são muitos. Ele indica que as consequências da elevação da temperatura média global serão dramáticas no Brasil. De acordo com os modelos computacionais de simulação do clima, a agricultura será o setor mais afetado, por causa das alterações nos regimes de chuva. "Mesmo que a quantidade de chuva fique inalterada, a disponibilidade de umidade do solo deve diminuir, em consequência da elevação da temperatura média anual, que intensifica a evapotranspiração", diz outro especialista. Segundo ele, esse fenômeno deve prejudicar os cultivos agrícolas em regiões onde a escassez de água é constante, como o semiárido nordestino.

Uma provável consequência da redução da produtividade agrícula é a queda na renda das populações intensificando a pobreza e a migração da área rural para as cidades que, por sua vez, deve agravar os problemas de infraestrutura ( habitação , escola , saúde , transporte e saneamento.

Os efeitos na agricultura já podem ser dimensionados. "De 1990 a 2010, a intensidade da precipitação dobrou na região do cerrado", diz Assad, "e o padrão tecnológico atual da agricultura ainda não se adaptou a esses novos padrões". Agora, segundo ele, torna-se imperioso investir intensivamente em sistemas agrícolas consorciados, e não somente na produção agrícola solteira, de modo a aumentar a fixação biológica de nitrogênio, reduzir o uso de fertilizantes e aumentar a rotação de culturas. "Temos de aumentar a produtividade agrícola no Centro-Oeste, Sudeste e Sul, para evitar a destruição da Amazônia. A reorganização do espaço rural brasileiro agora é urgente."

Cheia e secas mais frequentes e intensas devem causar uma redução na produção agrícola também por outra razão. Pesquisadores da Embrapa concluíram que algumas doenças - principalmente as causadas por fungos - e pragas podem se agravar em muitas culturas analisadas, em decorrência da elevação dos níveis de CO2 do ar, da temperatura e da radiação ultravioleta, acenando com a possibilidade de aumento de preços e redução da variedade de cereais, hortaliças e frutas.

Cheias e secas devem também alterar a vazão dos rios e prejudicar o abastecimento dos reservatórios das hidrelétricas, acelerar a acidificação da água do mar e reduzir a biodiversidade dos ambientes aquáticos brasileiros. A perda de biodiversidade dos ambientes naturais deve se agravar; alguns já perderam uma área expressiva - o cerrado, 47%, e a caatinga, 44% - a ponto de os especialistas questionarem se a recuperação do equilíbrio biológico característico desses ambientes seria mesmo possível.

(Adaptado de: FIORAVANTI, Carlos.

Revista FAPESP

agosto de 2013, p. 23 e 24)

Infere-se corretamente do texto, especialmente do que consta do 4º parágrafo:

  • A

    O descontrole de doenças que atingem algumas plantações, especialmente no cerrado, tem tornado a Amazônia uma das soluções prioritárias para a ampliação da produção agrícola no país.

  • B

    Os resultados apresentados têm sido determinantes no sentido de diminuir os prejuízos da agricultura brasileira, apesar da ocorrência de cheias e secas frequentes em algumas regiões.

  • C

    As conclusões dos especialistas apontam para a necessidade de buscar-se a sustentabilidade na produção agrícola, como forma de minimizar os efeitos provocados por eventos climáticos extremos.

  • D

    As medidas tomadas em relação à ocorrência de eventos climáticos extremos ainda não surtiram os efeitos benéficos referentes à agricultura brasileira, previstos nas conclusões de especialistas.

  • E

    A ocorrência de eventos climáticos extremos tem-se concretizado no país, resultando em amplo desenvolvimento tecnológico destinado especialmente a ampliar a agricultura em todo o território nacional.

141020Questão 3|Português|médio

"Temos de agir agora para evitar o pior", comentou o agrônomo Eduardo Assad, pesquisador da Embrapa, ao apresentar as conclusões de um dos capítulos do primeiro relatório do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas - PBMC. Os pesquisadores esperam que as informações sirvam para nortear a elaboração e a implantação de políticas públicas e o planejamento das empresas.

Os desafios apontados no relatório são muitos. Ele indica que as consequências da elevação da temperatura média global serão dramáticas no Brasil. De acordo com os modelos computacionais de simulação do clima, a agricultura será o setor mais afetado, por causa das alterações nos regimes de chuva. "Mesmo que a quantidade de chuva fique inalterada, a disponibilidade de umidade do solo deve diminuir, em consequência da elevação da temperatura média anual, que intensifica a evapotranspiração", diz outro especialista. Segundo ele, esse fenômeno deve prejudicar os cultivos agrícolas em regiões onde a escassez de água é constante, como o semiárido nordestino.

Uma provável consequência da redução da produtividade agrícula é a queda na renda das populações intensificando a pobreza e a migração da área rural para as cidades que, por sua vez, deve agravar os problemas de infraestrutura ( habitação , escola , saúde , transporte e saneamento.

Os efeitos na agricultura já podem ser dimensionados. "De 1990 a 2010, a intensidade da precipitação dobrou na região do cerrado", diz Assad, "e o padrão tecnológico atual da agricultura ainda não se adaptou a esses novos padrões". Agora, segundo ele, torna-se imperioso investir intensivamente em sistemas agrícolas consorciados, e não somente na produção agrícola solteira, de modo a aumentar a fixação biológica de nitrogênio, reduzir o uso de fertilizantes e aumentar a rotação de culturas. "Temos de aumentar a produtividade agrícola no Centro-Oeste, Sudeste e Sul, para evitar a destruição da Amazônia. A reorganização do espaço rural brasileiro agora é urgente."

Cheia e secas mais frequentes e intensas devem causar uma redução na produção agrícola também por outra razão. Pesquisadores da Embrapa concluíram que algumas doenças - principalmente as causadas por fungos - e pragas podem se agravar em muitas culturas analisadas, em decorrência da elevação dos níveis de CO2 do ar, da temperatura e da radiação ultravioleta, acenando com a possibilidade de aumento de preços e redução da variedade de cereais, hortaliças e frutas.

Cheias e secas devem também alterar a vazão dos rios e prejudicar o abastecimento dos reservatórios das hidrelétricas, acelerar a acidificação da água do mar e reduzir a biodiversidade dos ambientes aquáticos brasileiros. A perda de biodiversidade dos ambientes naturais deve se agravar; alguns já perderam uma área expressiva - o cerrado, 47%, e a caatinga, 44% - a ponto de os especialistas questionarem se a recuperação do equilíbrio biológico característico desses ambientes seria mesmo possível.

(Adaptado de: FIORAVANTI, Carlos.

Revista FAPESP

agosto de 2013, p. 23 e 24)

Segundo ele, esse fenômeno deve prejudicar os cultivos agrícolas em regiões onde a escassez de água é constante, como o semiárido nordestino . (final do 2º parágrafo)

É correto concluir da expressão grifada acima que

  • A

    o aumento da temperatura e a escassez de água em algumas regiões brasileiras propiciam a aridez do solo, resultando na redução da quantidade de produtos agrícolas.

  • B

    a reorganização das áreas destinadas à agricultura é um dos maiores desafios para os responsáveis pela produção de alimentos destinados a suprir todas as regiões brasileiras.

  • C

    a tecnologia deverá ser o instrumento a ser adotado por órgãos responsáveis pela produção agrícola, para diminuir os efeitos prejudiciais da elevação da temperatura mundial.

  • D

    a simulação do clima por computadores deverá ser o instrumento ideal para prever a ocorrência de eventos climáticos extremos, evitando suas consequências catastróficas para a agricultura.

  • E

    o clima da região nordestina deverá ser tomado como estudo para ampliar o fornecimento de água e, dessa forma, corrigir a aridez do solo, que impede produção maior de alimentos.

141021Questão 4|Português|médio

"Temos de agir agora para evitar o pior", comentou o agrônomo Eduardo Assad, pesquisador da Embrapa, ao apresentar as conclusões de um dos capítulos do primeiro relatório do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas - PBMC. Os pesquisadores esperam que as informações sirvam para nortear a elaboração e a implantação de políticas públicas e o planejamento das empresas.

Os desafios apontados no relatório são muitos. Ele indica que as consequências da elevação da temperatura média global serão dramáticas no Brasil. De acordo com os modelos computacionais de simulação do clima, a agricultura será o setor mais afetado, por causa das alterações nos regimes de chuva. "Mesmo que a quantidade de chuva fique inalterada, a disponibilidade de umidade do solo deve diminuir, em consequência da elevação da temperatura média anual, que intensifica a evapotranspiração", diz outro especialista. Segundo ele, esse fenômeno deve prejudicar os cultivos agrícolas em regiões onde a escassez de água é constante, como o semiárido nordestino.

Uma provável consequência da redução da produtividade agrícula é a queda na renda das populações intensificando a pobreza e a migração da área rural para as cidades que, por sua vez, deve agravar os problemas de infraestrutura ( habitação , escola , saúde , transporte e saneamento.

Os efeitos na agricultura já podem ser dimensionados. "De 1990 a 2010, a intensidade da precipitação dobrou na região do cerrado", diz Assad, "e o padrão tecnológico atual da agricultura ainda não se adaptou a esses novos padrões". Agora, segundo ele, torna-se imperioso investir intensivamente em sistemas agrícolas consorciados, e não somente na produção agrícola solteira, de modo a aumentar a fixação biológica de nitrogênio, reduzir o uso de fertilizantes e aumentar a rotação de culturas. "Temos de aumentar a produtividade agrícola no Centro-Oeste, Sudeste e Sul, para evitar a destruição da Amazônia. A reorganização do espaço rural brasileiro agora é urgente."

Cheia e secas mais frequentes e intensas devem causar uma redução na produção agrícola também por outra razão. Pesquisadores da Embrapa concluíram que algumas doenças - principalmente as causadas por fungos - e pragas podem se agravar em muitas culturas analisadas, em decorrência da elevação dos níveis de CO2 do ar, da temperatura e da radiação ultravioleta, acenando com a possibilidade de aumento de preços e redução da variedade de cereais, hortaliças e frutas.

Cheias e secas devem também alterar a vazão dos rios e prejudicar o abastecimento dos reservatórios das hidrelétricas, acelerar a acidificação da água do mar e reduzir a biodiversidade dos ambientes aquáticos brasileiros. A perda de biodiversidade dos ambientes naturais deve se agravar; alguns já perderam uma área expressiva - o cerrado, 47%, e a caatinga, 44% - a ponto de os especialistas questionarem se a recuperação do equilíbrio biológico característico desses ambientes seria mesmo possível.

(Adaptado de: FIORAVANTI, Carlos.

Revista FAPESP

agosto de 2013, p. 23 e 24)

Os segmentos isolados por travessões, no 5º e no 6º parágrafos,

  • A

    introduzem, como exemplos, um dado resultante de pesquisas anteriores e a fala de um especialista, respectivamente.

  • B

    reproduzem comentários de caráter pessoal, como juízos de valor a respeito de algumas conclusões apresentadas no texto.

  • C

    referem-se a dados coletados em estudos atuais que indicam solução de possíveis problemas para a agricultura brasileira.

  • D

    indicam, respectivamente, especificação e enumeração de fatores determinantes da situação apontada em cada um.

  • E

    apresentam informações de sentido explicativo, em relação ao que consta imediatamente antes de cada um deles.

141022Questão 5|Português|médio

"Temos de agir agora para evitar o pior", comentou o agrônomo Eduardo Assad, pesquisador da Embrapa, ao apresentar as conclusões de um dos capítulos do primeiro relatório do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas - PBMC. Os pesquisadores esperam que as informações sirvam para nortear a elaboração e a implantação de políticas públicas e o planejamento das empresas.

Os desafios apontados no relatório são muitos. Ele indica que as consequências da elevação da temperatura média global serão dramáticas no Brasil. De acordo com os modelos computacionais de simulação do clima, a agricultura será o setor mais afetado, por causa das alterações nos regimes de chuva. "Mesmo que a quantidade de chuva fique inalterada, a disponibilidade de umidade do solo deve diminuir, em consequência da elevação da temperatura média anual, que intensifica a evapotranspiração", diz outro especialista. Segundo ele, esse fenômeno deve prejudicar os cultivos agrícolas em regiões onde a escassez de água é constante, como o semiárido nordestino.

Uma provável consequência da redução da produtividade agrícula é a queda na renda das populações intensificando a pobreza e a migração da área rural para as cidades que, por sua vez, deve agravar os problemas de infraestrutura ( habitação , escola , saúde , transporte e saneamento.

Os efeitos na agricultura já podem ser dimensionados. "De 1990 a 2010, a intensidade da precipitação dobrou na região do cerrado", diz Assad, "e o padrão tecnológico atual da agricultura ainda não se adaptou a esses novos padrões". Agora, segundo ele, torna-se imperioso investir intensivamente em sistemas agrícolas consorciados, e não somente na produção agrícola solteira, de modo a aumentar a fixação biológica de nitrogênio, reduzir o uso de fertilizantes e aumentar a rotação de culturas. "Temos de aumentar a produtividade agrícola no Centro-Oeste, Sudeste e Sul, para evitar a destruição da Amazônia. A reorganização do espaço rural brasileiro agora é urgente."

Cheia e secas mais frequentes e intensas devem causar uma redução na produção agrícola também por outra razão. Pesquisadores da Embrapa concluíram que algumas doenças - principalmente as causadas por fungos - e pragas podem se agravar em muitas culturas analisadas, em decorrência da elevação dos níveis de CO2 do ar, da temperatura e da radiação ultravioleta, acenando com a possibilidade de aumento de preços e redução da variedade de cereais, hortaliças e frutas.

Cheias e secas devem também alterar a vazão dos rios e prejudicar o abastecimento dos reservatórios das hidrelétricas, acelerar a acidificação da água do mar e reduzir a biodiversidade dos ambientes aquáticos brasileiros. A perda de biodiversidade dos ambientes naturais deve se agravar; alguns já perderam uma área expressiva - o cerrado, 47%, e a caatinga, 44% - a ponto de os especialistas questionarem se a recuperação do equilíbrio biológico característico desses ambientes seria mesmo possível.

(Adaptado de: FIORAVANTI, Carlos.

Revista FAPESP

agosto de 2013, p. 23 e 24)

O texto deixa evidente que os pesquisadores se preocupam, especialmente, com

  • A

    a ausência de investimentos em tecnologia destinada a melhorar as condições do ambiente aquático brasileiro, cada vez mais ácido e reduzido.

  • B

    os problemas ambientais resultantes da elevação da temperatura, que põem em risco a biodiversidade brasileira, já extremamente comprometida.

  • C

    a necessidade de investir em obras de infraestrutura nas cidades, pouco preparadas para atender ao elevado número de migrantes que as procuram.

  • D

    a possibilidade, que se torna cada vez mais real, de a população vir a sofrer ciclos de fome, com a redução da oferta de produtos agrícolas.

  • E

    a impossibilidade de controle de doenças que vêm afetando a produção agrícola, trazendo prejuízos para a preservação ambiental.

141023Questão 6|Português|médio

"Temos de agir agora para evitar o pior", comentou o agrônomo Eduardo Assad, pesquisador da Embrapa, ao apresentar as conclusões de um dos capítulos do primeiro relatório do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas - PBMC. Os pesquisadores esperam que as informações sirvam para nortear a elaboração e a implantação de políticas públicas e o planejamento das empresas.

Os desafios apontados no relatório são muitos. Ele indica que as consequências da elevação da temperatura média global serão dramáticas no Brasil. De acordo com os modelos computacionais de simulação do clima, a agricultura será o setor mais afetado, por causa das alterações nos regimes de chuva. "Mesmo que a quantidade de chuva fique inalterada, a disponibilidade de umidade do solo deve diminuir, em consequência da elevação da temperatura média anual, que intensifica a evapotranspiração", diz outro especialista. Segundo ele, esse fenômeno deve prejudicar os cultivos agrícolas em regiões onde a escassez de água é constante, como o semiárido nordestino.

Uma provável consequência da redução da produtividade agrícula é a queda na renda das populações intensificando a pobreza e a migração da área rural para as cidades que, por sua vez, deve agravar os problemas de infraestrutura ( habitação , escola , saúde , transporte e saneamento.

Os efeitos na agricultura já podem ser dimensionados. "De 1990 a 2010, a intensidade da precipitação dobrou na região do cerrado", diz Assad, "e o padrão tecnológico atual da agricultura ainda não se adaptou a esses novos padrões". Agora, segundo ele, torna-se imperioso investir intensivamente em sistemas agrícolas consorciados, e não somente na produção agrícola solteira, de modo a aumentar a fixação biológica de nitrogênio, reduzir o uso de fertilizantes e aumentar a rotação de culturas. "Temos de aumentar a produtividade agrícola no Centro-Oeste, Sudeste e Sul, para evitar a destruição da Amazônia. A reorganização do espaço rural brasileiro agora é urgente."

Cheia e secas mais frequentes e intensas devem causar uma redução na produção agrícola também por outra razão. Pesquisadores da Embrapa concluíram que algumas doenças - principalmente as causadas por fungos - e pragas podem se agravar em muitas culturas analisadas, em decorrência da elevação dos níveis de CO2 do ar, da temperatura e da radiação ultravioleta, acenando com a possibilidade de aumento de preços e redução da variedade de cereais, hortaliças e frutas.

Cheias e secas devem também alterar a vazão dos rios e prejudicar o abastecimento dos reservatórios das hidrelétricas, acelerar a acidificação da água do mar e reduzir a biodiversidade dos ambientes aquáticos brasileiros. A perda de biodiversidade dos ambientes naturais deve se agravar; alguns já perderam uma área expressiva - o cerrado, 47%, e a caatinga, 44% - a ponto de os especialistas questionarem se a recuperação do equilíbrio biológico característico desses ambientes seria mesmo possível.

(Adaptado de: FIORAVANTI, Carlos.

Revista FAPESP

agosto de 2013, p. 23 e 24)

... que as informações sirvam para nortear a elaboração e a implantação de políticas públicas e o planejamento das empresas. (1º parágrafo)

O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo em que se encontra o grifado acima está em:

  • A

    Pesquisadores da Embrapa concluíram que algumas doenças...

  • B

    ... se a recuperação do equilíbrio biológico característico desses ambientes seria mesmo possível.

  • C

    “Mesmo que a quantidade de chuva fique inalterada...

  • D

    ... que as consequências da elevação da temperatura média global serão dramáticas no Brasil.

  • E

    "De 1990 a 2010, a intensidade da precipitação dobrou na região do cerrado"...

141024Questão 7|Português|médio

"Temos de agir agora para evitar o pior", comentou o agrônomo Eduardo Assad, pesquisador da Embrapa, ao apresentar as conclusões de um dos capítulos do primeiro relatório do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas - PBMC. Os pesquisadores esperam que as informações sirvam para nortear a elaboração e a implantação de políticas públicas e o planejamento das empresas.

Os desafios apontados no relatório são muitos. Ele indica que as consequências da elevação da temperatura média global serão dramáticas no Brasil. De acordo com os modelos computacionais de simulação do clima, a agricultura será o setor mais afetado, por causa das alterações nos regimes de chuva. "Mesmo que a quantidade de chuva fique inalterada, a disponibilidade de umidade do solo deve diminuir, em consequência da elevação da temperatura média anual, que intensifica a evapotranspiração", diz outro especialista. Segundo ele, esse fenômeno deve prejudicar os cultivos agrícolas em regiões onde a escassez de água é constante, como o semiárido nordestino.

Uma provável consequência da redução da produtividade agrícula é a queda na renda das populações intensificando a pobreza e a migração da área rural para as cidades que, por sua vez, deve agravar os problemas de infraestrutura ( habitação , escola , saúde , transporte e saneamento.

Os efeitos na agricultura já podem ser dimensionados. "De 1990 a 2010, a intensidade da precipitação dobrou na região do cerrado", diz Assad, "e o padrão tecnológico atual da agricultura ainda não se adaptou a esses novos padrões". Agora, segundo ele, torna-se imperioso investir intensivamente em sistemas agrícolas consorciados, e não somente na produção agrícola solteira, de modo a aumentar a fixação biológica de nitrogênio, reduzir o uso de fertilizantes e aumentar a rotação de culturas. "Temos de aumentar a produtividade agrícola no Centro-Oeste, Sudeste e Sul, para evitar a destruição da Amazônia. A reorganização do espaço rural brasileiro agora é urgente."

Cheia e secas mais frequentes e intensas devem causar uma redução na produção agrícola também por outra razão. Pesquisadores da Embrapa concluíram que algumas doenças - principalmente as causadas por fungos - e pragas podem se agravar em muitas culturas analisadas, em decorrência da elevação dos níveis de CO2 do ar, da temperatura e da radiação ultravioleta, acenando com a possibilidade de aumento de preços e redução da variedade de cereais, hortaliças e frutas.

Cheias e secas devem também alterar a vazão dos rios e prejudicar o abastecimento dos reservatórios das hidrelétricas, acelerar a acidificação da água do mar e reduzir a biodiversidade dos ambientes aquáticos brasileiros. A perda de biodiversidade dos ambientes naturais deve se agravar; alguns já perderam uma área expressiva - o cerrado, 47%, e a caatinga, 44% - a ponto de os especialistas questionarem se a recuperação do equilíbrio biológico característico desses ambientes seria mesmo possível.

(Adaptado de: FIORAVANTI, Carlos.

Revista FAPESP

agosto de 2013, p. 23 e 24)

Nos segmentos adaptados do texto, a concordância verbal e nominal está correta apenas em:

  • A

    Os atuais padrões tecnológicos da agricultura ainda não se encontra adaptado a essas novas ocorrências.

  • B

    Investimentos intensivos em sistemas agrícolas consorciados, e não somente na produção agrícola solteira, torna-se imperiosos.

  • C

    Os cultivos agrícolas em algumas regiões, como o semiárido nordestino, será prejudicado pela elevação da temperatura média anual.

  • D

    Existe muitos desafios apontados no relatório.

  • E

    Uma das prováveis consequências da redução de terras aptas à agricultura é a queda na renda das populações.

141025Questão 8|Português|médio

"Temos de agir agora para evitar o pior", comentou o agrônomo Eduardo Assad, pesquisador da Embrapa, ao apresentar as conclusões de um dos capítulos do primeiro relatório do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas - PBMC. Os pesquisadores esperam que as informações sirvam para nortear a elaboração e a implantação de políticas públicas e o planejamento das empresas.

Os desafios apontados no relatório são muitos. Ele indica que as consequências da elevação da temperatura média global serão dramáticas no Brasil. De acordo com os modelos computacionais de simulação do clima, a agricultura será o setor mais afetado, por causa das alterações nos regimes de chuva. "Mesmo que a quantidade de chuva fique inalterada, a disponibilidade de umidade do solo deve diminuir, em consequência da elevação da temperatura média anual, que intensifica a evapotranspiração", diz outro especialista. Segundo ele, esse fenômeno deve prejudicar os cultivos agrícolas em regiões onde a escassez de água é constante, como o semiárido nordestino.

Uma provável consequência da redução da produtividade agrícula é a queda na renda das populações intensificando a pobreza e a migração da área rural para as cidades que, por sua vez, deve agravar os problemas de infraestrutura ( habitação , escola , saúde , transporte e saneamento.

Os efeitos na agricultura já podem ser dimensionados. "De 1990 a 2010, a intensidade da precipitação dobrou na região do cerrado", diz Assad, "e o padrão tecnológico atual da agricultura ainda não se adaptou a esses novos padrões". Agora, segundo ele, torna-se imperioso investir intensivamente em sistemas agrícolas consorciados, e não somente na produção agrícola solteira, de modo a aumentar a fixação biológica de nitrogênio, reduzir o uso de fertilizantes e aumentar a rotação de culturas. "Temos de aumentar a produtividade agrícola no Centro-Oeste, Sudeste e Sul, para evitar a destruição da Amazônia. A reorganização do espaço rural brasileiro agora é urgente."

Cheia e secas mais frequentes e intensas devem causar uma redução na produção agrícola também por outra razão. Pesquisadores da Embrapa concluíram que algumas doenças - principalmente as causadas por fungos - e pragas podem se agravar em muitas culturas analisadas, em decorrência da elevação dos níveis de CO2 do ar, da temperatura e da radiação ultravioleta, acenando com a possibilidade de aumento de preços e redução da variedade de cereais, hortaliças e frutas.

Cheias e secas devem também alterar a vazão dos rios e prejudicar o abastecimento dos reservatórios das hidrelétricas, acelerar a acidificação da água do mar e reduzir a biodiversidade dos ambientes aquáticos brasileiros. A perda de biodiversidade dos ambientes naturais deve se agravar; alguns já perderam uma área expressiva - o cerrado, 47%, e a caatinga, 44% - a ponto de os especialistas questionarem se a recuperação do equilíbrio biológico característico desses ambientes seria mesmo possível.

(Adaptado de: FIORAVANTI, Carlos.

Revista FAPESP

agosto de 2013, p. 23 e 24)

"Mesmo que a quantidade de chuva fique inalterada, a disponibilidade de umidade do solo deve diminuir, em consequência da elevação da temperatura média anual, que intensifica a evapotranspiração", diz outro especialista. (2º parágrafo)

Redigida de modo diverso, mantém-se o sentido original da fala do especialista, com clareza e articulação lógica correta, em:

  • A

    Ainda que se mantenha a precipitação pluvial, haverá diminuição de áreas aptas à agricultura, resultante da intensificação da perda de água do solo, devido ao aumento da temperatura média anual.

  • B

    Sem redução da quantidade de chuva, no entanto, o solo permanece menos úmido, mesmo com o aumento da temperatura média anual, ampliando a perda de água por transpiração.

  • C

    Tendo-se elevado a temperatura média anual, com a perda de água do solo, a quantidade de chuva permanece ainda sem alteração e ainda mais, a umidade do solo não se mantém disponível.

  • D

    Contanto que se mantenha a precipitação de chuvas nas áreas destinadas à agricultura, com intensificação da perda de água do solo, haverá uma diminuição, como resultado do aumento da temperatura média anual.

  • E

    Enquanto que, com a manutenção da quantidade de chuva, o aumento da perda de água é consequência da elevação da temperatura média anual, com intensidade maior no solo.

141026Questão 9|Português|médio

Muita coisa se poderia fazer em favor da poesia:

a - Esfregar pedras na paisagem.

b - Perder a inteligência das coisas para vê-las. (Colhida em Rimbaud)

c - Esconder-se por trás das palavras para mostrar-se. ............................................

g - Nos versos mais transparentes enfiar pregos sujos, teréns de rua e de música, cisco de olho, moscas de pensão...

h - Aprender a capinar com enxada cega.

i - Nos dias de lazer, compor um muro podre para os caramujos.

(BARROS, Manoel de. Poesia completa . São Paulo: Leya, 2010. p.148 e 149)

É correto concluir do texto que o poeta considera

  • A

    o conteúdo prosaico e desvalorizado da poesia que pode comprometer a realidade das coisas, ao Esfregar pedras na paisagem .

  • B

    a falta de objetivos do fazer poético, que denota a alienação de quem se dispõe a esse propósito, sendo necessário Perder a inteligência das coisas para vê-las .

  • C

    a impossibilidade de se fazer poesia diante das dificuldades que se encontram cotidianamente, o que seria Aprender a capinar com enxada cega .

  • D

    a simplicidade das coisas como matéria pronta a ser transformada em poesia mediante a capacidade de Esconder-se por trás das palavras para mostrar-se.

  • E

    a inutilidade do fazer poético, que pouco acrescenta à vida cotidiana, marcada por imperfeições como a existência de um muro podre para os caramujos .

141027Questão 10|Português|médio

Muita coisa se poderia fazer em favor da poesia:

a - Esfregar pedras na paisagem.

b - Perder a inteligência das coisas para vê-las. (Colhida em Rimbaud)

c - Esconder-se por trás das palavras para mostrar-se. ............................................

g - Nos versos mais transparentes enfiar pregos sujos, teréns de rua e de música, cisco de olho, moscas de pensão...

h - Aprender a capinar com enxada cega.

i - Nos dias de lazer, compor um muro podre para os caramujos.

(BARROS, Manoel de. Poesia completa . São Paulo: Leya, 2010. p.148 e 149)

Considerando-se a forma com que se apresenta o texto, é correto depreender dele:

  • A

    desencanto pessoal perante a constatação de uma realidade triste e imperfeita, incapaz de despertar emoções que conduzam à produção artística recriada por palavras que deem sentido a essa emotividade.

  • B

    natureza instrutiva, no sentido de que é importante perceber a poesia em tudo aquilo que está à nossa volta e recriar esse universo, transfigurando-o e apresentando-o de modo particular.

  • C

    avaliação depreciativa da criação artística de alguns poetas que, motivados geralmente por sentimentos de caráter pessoal, se distanciam da realidade, sempre passível de se transformar em poesia.

  • D

    atitude desdenhosa em relação à pequenez de significado nas coisas do cotidiano que, muitas vezes, são tomadas como elementos poéticos, confundindo-se, dessa forma, realidade e imaginação.

  • E

    posicionamento crítico contra aqueles que tentam criar poesia a partir de situações diárias e de objetos triviais, não condizentes com a criação poética, baseada principalmente na beleza e na perfeição.

Técnico Judiciário - Área Administrativa - 2013 | Prova