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Muita coisa se poderia fazer em favor da poesia: a - Esfregar pedras na paisagem. b - Perder a inteligência das coisas para vê-las. (Colhida em Rimbaud) c - ...


141026|Português|médio

Muita coisa se poderia fazer em favor da poesia:

a - Esfregar pedras na paisagem.

b - Perder a inteligência das coisas para vê-las. (Colhida em Rimbaud)

c - Esconder-se por trás das palavras para mostrar-se. ............................................

g - Nos versos mais transparentes enfiar pregos sujos, teréns de rua e de música, cisco de olho, moscas de pensão...

h - Aprender a capinar com enxada cega.

i - Nos dias de lazer, compor um muro podre para os caramujos.

(BARROS, Manoel de. Poesia completa . São Paulo: Leya, 2010. p.148 e 149)

É correto concluir do texto que o poeta considera

  • A

    o conteúdo prosaico e desvalorizado da poesia que pode comprometer a realidade das coisas, ao Esfregar pedras na paisagem .

  • B

    a falta de objetivos do fazer poético, que denota a alienação de quem se dispõe a esse propósito, sendo necessário Perder a inteligência das coisas para vê-las .

  • C

    a impossibilidade de se fazer poesia diante das dificuldades que se encontram cotidianamente, o que seria Aprender a capinar com enxada cega .

  • D

    a simplicidade das coisas como matéria pronta a ser transformada em poesia mediante a capacidade de Esconder-se por trás das palavras para mostrar-se.

  • E

    a inutilidade do fazer poético, que pouco acrescenta à vida cotidiana, marcada por imperfeições como a existência de um muro podre para os caramujos .