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Promotor de Justiça - 2014


Página 1  •  Total 100 questões
107014Questão 1|Direito Penal|superior

Quanto às teorias a respeito do conceito de culpabilidade é

correto

afirmar:

  • A

    A teoria psicológica da culpabilidade nasceu na segunda metade do século XIX, início do XX, estando vinculada a ideia de livre-arbítrio, qualidade esta distintiva do ser humano na concepção do domínio da vontade, ou seja, a possibilidade de agir conforme os ditames da própria consciência e tendo como pressupostos da culpabilidade a potencial consciência de ilicitude e a imputabilidade;

  • B

    Para teoria psicológica - conceito influenciado pelo pensamento positivista -, a culpabilidade não possuía qualquer elemento normativo, sendo uma relação psicológica entre o agente e o fato, sendo a imputabilidade considerada como pressuposto;

  • C

    Para a teoria psicológico-normativa, apesar de ainda estarem integrados ao conceito de culpabilidade elementos puramente psicológicos (dolo e a culpa), diferentemente da teoria psicológica, a culpabilidade passou a ser também constituída por elementos normativos, ou seja a imputabilidade, a exigibilidade de conduta diversa e a potencial consciência da ilicitude;

  • D

    A teoria psicológico-normativa surgiu em contraponto ao conceito de culpabilidade da teoria psicológica, deslocando o dolo e a culpa para o tipo penal, mantendo apenas no conceito de culpabilidade os elementos normativos da imputabilidade e da exigibilidade de conduta diversa, e o elemento psicológico da potencial consciência da ilicitude;

  • E

    A teoria normativa pura manteve no conceito de culpabilidade os elementos normativos da imputabilidade e da a exigibilidade de conduta diversa, sendo que o elemento psicológico da potencial consciência da ilicitude foi incluído na análise do dolo, que foi deslocado para o conceito de tipicidade penal.

107015Questão 2|Direito Penal|superior

Sobre crime continuado, assinale a opção

correta:

  • A

    No tocante aos crimes omissivos próprios, é incabível a aplicação do crime continuado, haja vista sua aplicabilidade restrita, por previsão legal, aos crimes de ação e comissivos por omissão;

  • B

    Compreende o conceito de crime continuado específico, o fato do agente, ainda que com pluralidade de vítimas e em datas distintas, ofender um mesmo bem jurídico;

  • C

    Por ser mais favorável ao agente, o crime continuado sempre prepondera ante ao concurso material de crimes;

  • D

    O acréscimo de pena decorrente do crime continuado incide sobre a pena-base, quando as agravantes referentes a cada um dos crimes são distintas entre si;

  • E

    Para a teoria objetiva-subjetiva, exige-se unidade de resolução, devendo o agente desejar praticar os crimes em continuidade delitiva.

107016Questão 3|Direito Penal|superior

Assinale a alternativa

correta

  • A

    O dever de agir para impedir o resultado está relacionado à tipicidade dos crimes omissivos impróprios e impede a exclusão da ilicitude por estado de necessidade;

  • B

    O dever legal de enfrentar o perigo esta relacionado com a tipicidade dos crimes comissivos por omissão e impede a exclusão da ilicitude por estado de necessidade;

  • C

    O dever de enfrentar o perigo é norma que impede a exclusão da ilicitude por estado de necessidade;

  • D

    Tanto o dever de agir como o de impedir o resultado impedem a exclusão da ilicitude por estado de necessidade;

  • E

    O dever de agir para impedir o resultado é norma que impede a exclusão da ilicitude por estado de necessidade.

107017Questão 4|Direito Penal|superior

Quanto ao estado de necessidade, assinale a alternativa

correta

:

  • A

    O direito penal brasileiro adota a teoria unitária do estado de necessidade, reconhecendo-o unicamente como causa de exculpação;

  • B

    Para a teoria diferenciadora, se o bem jurídico sacrificado tiver valor inferior àquele protegido na situação de necessidade, estaremos diante do chamado estado de necessidade exculpante;

  • C

    Para a teoria diferenciadora, se o bem jurídico sacrificado tiver valor igual àquele protegido na situação de necessidade, estaremos diante do chamado estado de necessidade justificante;

  • D

    O direito penal brasileiro adota a teoria unitária do estado de necessidade, reconhecendo-o unicamente como causa de justificação;

  • E

    O direito penal brasileiro adota a teoria diferenciadora do estado de necessidade, reconhecendo-o em certos casos como causa de exculpação e em outros como de justificação, conforme a ponderação de valores entre o bem sacrificado e o protegido.

107018Questão 5|Direito Penal|superior

Quanto ao tema referente a autoria e participação em direito penal, a frase: “Nos delitos praticados em concurso eventual de pessoas, os autores responderão em conjunto por um delito, enquanto que os partícipes responderão, em conjunto, por outro” refere-se à teoria:

  • A

    Pluralista;

  • B

    Monista ou unitária;

  • C

    Dualista;

  • D

    Subjetiva;

  • E

    Objetiva-formal.

107019Questão 6|Direito Penal|superior

A frase: “A potencial consciência da ilicitude encontra-se na culpabilidade, permanecendo apartada ao dolo”, refere-se a:

  • A

    Teoria da afetação potencial da consciência da ilicitude;

  • B

    Teoria estrita do dolo;

  • C

    Teoria psicológica da culpabilidade;

  • D

    Teoria limitada do dolo;

  • E

    Teoria estrita da culpabilidade.

107020Questão 7|Direito Penal|superior

Rapaz de 30 (trinta) anos, que não estuda, nem trabalha e convive com o genitor, diz-lhe, pela primeira vez, que quer se matar, sem condutas antecedentes que denunciassem tal intenção. O pai, que nunca cogitou matar o filho, sem falar nada, imediatamente antes de sair pela porta da casa e deixar o rapaz sozinho, entrega um frasco com veneno, que é ingerido pelo moço, que morre minutos depois:

  • A

    É caso de autoria mediata, respondendo o pai por homicídio comissivo por omissão, pois o filho encontra-se sob sua guarda;

  • B

    Trata-se de homicídio qualificado pelo emprego de veneno, com incidência da agravante de crime praticado contra descendente;

  • C

    O pai responderá por homicídio culposo, porque atuou com imprudência, violando dever objetivo de cuidado;

  • D

    O caso é atípico, pois a lei não pune o suicídio;

  • E

    O pai responderá por crime de auxílio ao suicídio, com incidência de agravante genérica de crime praticado contra descendente.

107021Questão desatualizadaDesatualizadaQuestão 8|Direito Penal|superior

Segundo a doutrina, o delito de quadrilha pode ser classificado como:

  • A

    Delito de tendência interna transcendente incompleto de dois atos;

  • B

    Delito de tendência interna transcendente de resultado separado;

  • C

    Delito de tendência interna transcendente peculiar;

  • D

    Delito de tendência interna peculiar de resultado separado;

  • E

    Delito de tendência interna peculiar incompleto de dois atos.

107022Questão 9|Direito Penal|superior

Quanto à legítima defesa é

incorreto

afirmar:

  • A

    A expressão excesso intensivo é usada para referir-se ao uso imoderado de meios necessários, sendo que a expressão excesso extensivo é usada para referir-se ao uso de meios desnecessários;

  • B

    A expressão excesso intensivo é usada para referir-se ao uso de meios desnecessários, sendo que a expressão excesso extensivo é usada para referir-se ao uso imoderado de meios necessários;

  • C

    Inexiste legítima defesa real de legítima defesa real;

  • D

    Há possibilidade de legítima defesa real de legítima defesa putativa;

  • E

    Há possibilidade de duas legítimas defesas putativas concomitantes.

107023Questão 10|Direito Penal|superior

Quanto à comunicabilidade e limitação da comunicabilidade das circunstâncias e condições do crime aos participantes da conduta delitiva, é

correto

afirmar:

  • A

    As circunstâncias objetivas referentes à condição e qualidade da vítima, por serem de caráter pessoal, não se transmitem a todos os participantes da conduta delituosa;

  • B

    As circunstâncias objetivas referentes aos meios de execução, não se transmitem a todos os participantes da conduta delituosa;

  • C

    As circunstâncias objetivas referentes ao tempo e lugar, não se transmitem a todos os participantes da conduta delituosa;

  • D

    As circunstâncias e condições que não forem de caráter pessoal se comunicam entre todos os sujeitos ativos do crime, sejam elas elementares, sejam elas circunstâncias do delito;

  • E

    As circunstâncias e condições que não forem de caráter pessoal somente se comunicam entre todos os sujeitos ativos do crime quando forem elementares do delito.