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Página 7  •  Total 90 questões
153445Questão 61|Português|médio

O excerto de texto a seguir é referência para a questão.

Talvez estejamos muito condicionados a uma ideia de ser humano e a um tipo de existência. Se a gente desestabilizar esse padrão, talvez nossa mente sofra uma espécie de ruptura, como se caíssemos num abismo. Quem disse que a gente não pode cair? Quem disse que a gente já não caiu? Houve um tempo em que o planeta que chamamos Terra juntava os continentes todos numa grande Pangeia. Se olhássemos lá de cima do céu, tiraríamos uma fotografia completamente diferente do globo. Quem sabe se, quando o astronauta Iúri Gagarin disse “a Terra é azul”, ele não fez um retrato ideal daquele momento para essa humanidade que nós pensamos ser. Ele olhou com o nosso olho, viu o que a gente queria ver. Existe muita coisa que se aproxima mais daquilo que pretendemos ver do que se podia constatar se juntássemos as duas imagens: a que você pensa e a que você tem. Se já houve outras configurações da Terra, inclusive sem a gente aqui, por que é que nos apegamos tanto a esse retrato com a gente aqui? O Antropoceno tem um sentido incisivo sobre a nossa existência, a nossa experiência comum, a ideia do que é humano. O nosso apego a uma ideia fixa de paisagem da Terra e de humanidade é a marca mais profunda do Antropoceno.

KRENAK, Ailton. Ideias para Adiar o Fim do Mundo . São Paulo: Companhia das Letras, 2020. p. 57-58.

Antropoceno : considerado uma nova época geológica em que, pela primeira vez na história do planeta, as mudanças ambientais são resultado da intervenção humana.

Assinale a alternativa que retoma a tese central do texto.

  • A

    Segundo o autor, nossa visão do planeta está condicionada à visão espacial de Gagarin.

  • B

    Há muitas visões acerca do globo terrestre que correspondem a diferentes eras.

  • C

    Para Ailton Krenak, não somos a humanidade que pensamos ser.

  • D

    O autor postula uma visão holística do planeta com o ser humano no centro.

  • E

    Krenak refuta a existência de configurações do planeta diferentes da atual.

153446Questão 62|Português|médio

O excerto de texto a seguir é referência para a questão.

Talvez estejamos muito condicionados a uma ideia de ser humano e a um tipo de existência. Se a gente desestabilizar esse padrão, talvez nossa mente sofra uma espécie de ruptura, como se caíssemos num abismo. Quem disse que a gente não pode cair? Quem disse que a gente já não caiu? Houve um tempo em que o planeta que chamamos Terra juntava os continentes todos numa grande Pangeia. Se olhássemos lá de cima do céu, tiraríamos uma fotografia completamente diferente do globo. Quem sabe se, quando o astronauta Iúri Gagarin disse “a Terra é azul”, ele não fez um retrato ideal daquele momento para essa humanidade que nós pensamos ser. Ele olhou com o nosso olho, viu o que a gente queria ver. Existe muita coisa que se aproxima mais daquilo que pretendemos ver do que se podia constatar se juntássemos as duas imagens: a que você pensa e a que você tem. Se já houve outras configurações da Terra, inclusive sem a gente aqui, por que é que nos apegamos tanto a esse retrato com a gente aqui? O Antropoceno tem um sentido incisivo sobre a nossa existência, a nossa experiência comum, a ideia do que é humano. O nosso apego a uma ideia fixa de paisagem da Terra e de humanidade é a marca mais profunda do Antropoceno.

KRENAK, Ailton. Ideias para Adiar o Fim do Mundo . São Paulo: Companhia das Letras, 2020. p. 57-58.

Antropoceno : considerado uma nova época geológica em que, pela primeira vez na história do planeta, as mudanças ambientais são resultado da intervenção humana.

Considerando-se as reflexões que apresenta no texto, o posicionamento predominante de Ailton Krenak pode ser caracterizado como:

  • A

    hostil.

  • B

    pessimista.

  • C

    reverente.

  • D

    tradicional.

  • E

    provocador.

153447Questão 63|Português|médio

Leia o seguinte texto: -Tem, mas acabou. -A luz dormiu acesa. -Você segue reto, toda vida. -Eu fiquei preso, do lado de fora. -Daí eu peguei e falei. -Vai ficar aí chorando as pitangas? -Eu falo é nada. -Tá ficando tarde, vou dar uma chegadinha. -Eu tô com fome de comida. -Escuta só pra você ver. -Não conheço, mas sei quem é. -Vou só esperar o sol esfriar. -Essa rua vai para onde? -Dura até acabar. -Não vi nem o cheiro. Disponível em: https://www.tribunapr.com.br/blogs/triboladas/frases-que-so-o-brasileiro-entende-qual-delas-voce-mais-fala/2023 As frases acima “só podem ser entendidas por brasileiros” porque:

  • A

    retomam expressões da linguagem coloquial.

  • B

    fazem parte de nosso repertório literário.

  • C

    operam com a imprevisibilidade.

  • D

    estão empregadas em sentido literal.

  • E

    projetam um leitor erudito.

153448Questão 64|Português|médio

O texto a seguir é referência para a questão.

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STAREPRAVO, Fernando Augusto; SOUZA, Juliano de; MARCHI JUNIOR, Wanderley. A teoria dos jogos competitivos de Norbert Elias como alternativa à leitura das políticas públicas de esporte e lazer no Brasil. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, São Paulo, v. 26, n. 4, p. 658-659. Adaptado.

Com base no texto, assinale a alternativa correta.

  • A

    Os modelos de competição de diversos tipos servem como base para as relações sociais.

  • B

    As relações sociais podem ser interpretadas a partir de diferentes modelos de competição.

  • C

    Os variados modelos de competição correspondem exclusivamente a modelos de torneios multipolares.

  • D

    O equilíbrio de poder humano depende essencialmente de sua configuração em modelos de jogos.

  • E

    O texto apresenta cinco tipos de competição e apenas o primeiro não representa modelos de relações sociais.

153449Questão 65|Português|médio

O texto a seguir é referência para a questão.

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STAREPRAVO, Fernando Augusto; SOUZA, Juliano de; MARCHI JUNIOR, Wanderley. A teoria dos jogos competitivos de Norbert Elias como alternativa à leitura das políticas públicas de esporte e lazer no Brasil. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, São Paulo, v. 26, n. 4, p. 658-659. Adaptado.

Observe o seguinte excerto do texto: O equilíbrio de poder, segundo ELIAS (2005), constitui um elemento integral de todas as relações humanas, as quais são, comumente, multipolares. Assinale alternativa em que o trecho destacado é parafraseado adequadamente.

  • A

    Conforme ELIAS (2005), as relações humanas multipolares são elementos constitutivos integrais para o equilíbrio de poder.

  • B

    É o equilíbrio de poder que constitui integralmente as relações humanas, comumente designadas como multipolares, segundo ELIAS (2005).

  • C

    Apenas as relações humanas multipolares são constituídas na íntegra pelo equilíbrio de poder, afirma ELIAS (2005).

  • D

    Para Elias (2005), as relações humanas, geralmente multipolares, apresentam um componente constitutivo: o equilíbrio de poder.

  • E

    As relações humanas que são multipolares constituem o elemento integral do equilíbrio de poder, segundo ELIAS (2005).

153450Questão anuladaAnuladaQuestão 66|Português|médio

O texto a seguir é referência para a questão.

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STAREPRAVO, Fernando Augusto; SOUZA, Juliano de; MARCHI JUNIOR, Wanderley. A teoria dos jogos competitivos de Norbert Elias como alternativa à leitura das políticas públicas de esporte e lazer no Brasil. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, São Paulo, v. 26, n. 4, p. 658-659. Adaptado.

Com base no texto, assinale a alternativa correta.

  • A

    A função dos parênteses na 1ª linha do texto é apresentar uma retificação acerca dos modelos de competição.

  • B

    Os parênteses em (ELIAS, 2005, p. 80) – linha 6 – são parafraseados na sequência do texto, pela expressão “ou seja”.

  • C

    O termo sublinhado na sentença “algumas perspectivas teóricas acabam reificando o poder em suas análises” – linha 11 –, pode ser substituído, sem prejuízo de sentido, por “deificando”.

  • D

    O sujeito de “Representam a competição segundo regras,...” – linha 4 – é um sujeito elíptico de “os modelos de competição” – linha 1 – e “os modelos” – linha 3.

  • E

    Os adjetivos “oligárquico” e “democrático” – linha 3 – funcionam como sinônimos no texto.

153451Questão 67|Atualidades|médio

Noite na taverna , de Álvares de Azevedo, abre-se com falas dos personagens Johann e Bertran: — Silêncio, moços! acabai com essas cantilenas horríveis! Não vedes que as mulheres dormem ébrias, macilentas como defuntos? Não sentis que o sono da embriaguez pesa negro naquelas pálpebras onde a beleza cinzelou os olhares da volúpia? — Cala-te, Johann! Enquanto as mulheres dormem e Arnold-o-loiro cambaleia e adormece murmurando as canções de orgia de Tieck, que música mais bela que o alarido da saturnal? Quando as nuvens correm negras no céu, como um bando de corvos errantes, e a lua desmaia, como a luz de uma lâmpada sobre a alvura de uma beleza que dorme, que melhor noite que a passada ao reflexo das taças? AZEVEDO, Álvares de. Noite na Taverna . Lisboa: Tipografia de J.H. Verde, 1878, p. 1. Em relação às histórias envolvendo os três personagens mencionados na abertura de Noite na Taverna, assinale a alternativa correta.

  • A

    O clima sombrio da abertura de Noite na taverna, com suas mulheres bêbadas e desprovidas de idealidade, demonstra que seu autor, Álvares de Azevedo, não pode ser considerado romântico.

  • B

    Por ironia, embora sejam as palavras de Johann que abram Noite na Taverna , ele não contará nenhuma das histórias do livro.

  • C

    Bertran conta uma história de traições e assassinatos que inclui o caso de uma pequena embarcação perdida no mar cujos ocupantes praticam o canibalismo.

  • D

    O leitor descobrirá nas páginas finais de Noite na taverna que Arnold-o-loiro na verdade é Artur, já que ele acordará de sua embriaguez e contará uma história de incesto que viveu.

  • E

    O capítulo final de Noite na Taverna é narrado em terceira pessoa, entrelaça todas as histórias contadas em primeira pessoa e constrói um fecho para o livro.

153452Questão 68|Conhecimentos Gerais|médio

Leia o trecho a seguir, retirado de A Falência : “E tudo nela repugnava a Ruth: a estupidez, a humildade, a cor, a forma, o cheiro; mas percebera que também ali havia uma alma e sofrimento, e então, com lágrimas nos olhos, perguntava a Deus, ao grande Pai misericordioso, por que a criara, a ela, tão branca e tão bonita, e fizera com o mesmo sopro aquela carne de trevas, aquele corpo feio da Sancha imunda? Que reparasse aquela injustiça e alegrasse em felicidade perfeita o coração da negra.” ALMEIDA, Júlia Lopes de. A Falência . São Paulo: Penguin Classics Companhia das Letras, 2019. p. 200. Com base na leitura integral do livro de Júlia Lopes de Almeida e do fragmento destacado acima, assinale a alternativa correta.

  • A

    Para apresentar o ponto de vista dos diferentes personagens, a narração oscila constantemente entre a terceira e a primeira pessoa.

  • B

    Os espancamentos que Sancha recebe de D. Itelvina são encarados com naturalidade por D. Joana.

  • C

    O lugar dos negros na sociedade republicana coloca Camila e Francisco Teodoro em posições opostas nas acirradas discussões familiares.

  • D

    Ruth destoa da sociedade da época ao considerar a negra Sancha uma igual e ao ajudá-la a fugir para o interior.

  • E

    O tratamento que Sancha recebe na casa de D. Itelvina e D. Joana é semelhante ao que Noca recebe na casa de Francisco Teodoro.

153453Questão 69|Atualidades|médio

Quarto de despejo , de Carolina Maria de Jesus, apresenta o relato de sua vida na favela, na forma de um diário. Considerando o trecho seguinte e a integridade do livro, assinale a alternativa correta. 3 de fevereiro (1959) Tenho de dizer que não escrevi nos dias que decorreram porque eu fiquei doente. Vou recapitular o que ocorreu comigo nestes dias (...) A Fernanda veio e perguntou-me se eu sei onde está o cigano. É a mesma coisa que ela perguntar-me onde é a casa do vento. Disse que ele é muito bonito e que ela ia lá comprar pimenta só para vê-lo. Durante os dias que eu estive doente o senhor Manoel não me deixou sem dinheiro. JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo : diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2014. p. 159.

  • A

    Cigano pede Carolina em casamento, depois de ele ter lido a reportagem sobre ela publicada na revista O cruzeiro.

  • B

    Senhor Manoel é descrito como um homem igual aos demais moradores da favela e por isso Carolina se recusa a aceitar a afeição dele por ela.

  • C

    O pai de Vera Eunice pede muitas vezes à Carolina para ter seu nome citado nos diários dela.

  • D

    Orlando Lopes promove uma festa para receber Carolina na favela, após a publicação da reportagem.

  • E

    As poesias de Carolina que estão no livro tratam do cotidiano e de sentimentos experimentados por ela.

153454Questão 70|Conhecimentos Gerais|médio

Leia a “Lira XIV”, da primeira parte de Liras de Marília de Dirceu , de Tomás Antonio Gonzaga. Lira XIV Minha bela Marília, tudo passa; A sorte deste mundo é mal segura; Se vem depois dos males a ventura, Vem depois dos prazeres a desgraça, Estão os mesmos Deuses Sujeitos ao poder do ímpio Fado: Apolo já fugiu do céu brilhante Já foi Pastor de gado. A devorante mão da negra Morte Acaba de roubar o bem que temos Até na triste campa não podemos Zombar do braço da inconstante sorte; Qual fica no Sepulcro, Que seus avós ergueram, descansado; Qual no campo, e lhe arranca os frios ossos Ferro do torto arado. Ah! enquanto os Destinos impiedosos Não voltam contra nós a face irada, Façamos, sim, façamos, doce amada, Os nossos breves dias mais ditosos. Um coração que, frouxo, A grata posse de seu bem difere, A si, Marília, a si próprio rouba, E a si próprio fere. Ornemos nossas testas com as flores E façamos de feno um brando leito; Prendamo-nos, Marília, em laço estreito, Gozemos do prazer de sãos Amores, Sobre as nossas cabeças, Sem que o possa deter, o tempo corre; E para nós o tempo, que se passa, Também, Marília, morre. Com os anos, Marília, o gosto falta, E se entorpece o corpo já cansado; Triste, o velho cordeiro está deitado, E o leve filho sempre alegre salta. A mesma formosura É dote que só goza a mocidade: Rugam-se as faces, o cabelo alveja, Mal chega a longa idade. Que havemos d’esperar, Marília bela? Que vão passando os florescentes dias? As glórias, que vêm tarde, já vêm frias; E pode enfim mudar-se a nossa estrela. Ah! não, minha Marília, Aproveite-se o tempo, antes que faça O estrago de roubar ao corpo as forças, E ao semblante a graça. GONZAGA, Tomás Antonio. Marília de Dirceu. Org.e edição de Melânia Silva de Aguiar. Rio de Janeiro: Garnier, 1992. Considerando a lira, a integridade do livro e as características gerais do poeta, assinale a alternativa correta.

  • A

    Contrariamente aos humanos, os deuses conseguem escapar aos desígnios e artimanhas do destino.

  • B

    A linguagem simples e direta, que caracteriza a poesia de Gonzaga, está exemplificada nessa lira pela inexistência de personificações.

  • C

    A citação do deus Apolo estabelece um contraponto com as demais liras do livro, nas quais há muitas referências cristãs.

  • D

    Em todas as estrofes dessa lira, o quinto e o sétimo versos não rimam entre si e nem com os outros versos.

  • E

    Os verbos no imperativo apresentam pedidos e rogativas feitos por Marília para a natureza com a qual ela dialoga.