Vade Mecum Digital 2026De R$ 249,90 por 12x R$ 9,99 ou R$ 119,90 à vista
JurisHand AI Logo

Assistente em Administração - 2021


Página 4  •  Total 50 questões
119760Questão 31|Português|médio

A questão refere-se ao texto a seguir.

Defender a ideia do mérito no Brasil significa, de alguma maneira, advogar a superioridade branca, uma vez que são esses grupos que detêm a riqueza e os cargos mais altos em todas as instituições, públicas e privadas, do país. Também detêm a possibilidade da ascensão social.

Se fôssemos comparar a situação com uma corrida de obstáculos, seria igual a imaginar que uma parte dos atletas começa a prova a 500 metros à frente dos outros, ou até que “correm sozinhos”. O que essas elites não reconhecem – ou fazem questão de não enxergar – é como o fato de ser branco ou branca traz todo tipo de vantagens numa sociedade estruturada pelo racismo. A produção do lugar de superioridade por parte das elites dirigentes, a produção da subalternidade por parte do colonizador por sobre o colonizado e a construção de um racismo anti-indígena e antinegro conformam uma política longeva e que tem nome: branquitude.

A branquitude também produz padrões brancos de beleza (ditos) universais. Isto significa entender que estamos diante de uma particularidade social que se pretende universal. O padrão de beleza, herdado da Renascença, é esse: musas brancas e bem aquinhoadas socialmente. O problema não é o padrão em si. Assim como não se trata de uma questão de gosto ou de mau gosto. Trata-se de observar como se dá a produção dos gostos do colonizador que se impõe por sobre o do colonizado. Esse é um outro poder – o poder de produção de subjetividades do colonizador que estabiliza hierarquias de superioridade e de inferioridade.

Fonte: SCHWARCZ, Lilia. Branquitude: a hora de tocar o despertador da nossa cidadania. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/colunistas/2021/Branquitude-hora-de-tocar-o-despertador-da-nossa- cidadania. Acesso em: 16 ago. 2021. (Adaptado)

A autora utiliza o neologismo “branquitude” para se referir a uma situação que, no Brasil,

  • A

    persiste ao longo da história.

  • B

    transforma-se em disputa política.

  • C

    contesta a luta de grupos minoritários.

  • D

    diferencia as instituições públicas das privadas.

  • E

    acentua-se com o desenvolvimento econômico.

119761Questão 32|Português|médio

A questão refere-se ao texto a seguir.

Defender a ideia do mérito no Brasil significa, de alguma maneira, advogar a superioridade branca, uma vez que são esses grupos que detêm a riqueza e os cargos mais altos em todas as instituições, públicas e privadas, do país. Também detêm a possibilidade da ascensão social.

Se fôssemos comparar a situação com uma corrida de obstáculos, seria igual a imaginar que uma parte dos atletas começa a prova a 500 metros à frente dos outros, ou até que “correm sozinhos”. O que essas elites não reconhecem – ou fazem questão de não enxergar – é como o fato de ser branco ou branca traz todo tipo de vantagens numa sociedade estruturada pelo racismo. A produção do lugar de superioridade por parte das elites dirigentes, a produção da subalternidade por parte do colonizador por sobre o colonizado e a construção de um racismo anti-indígena e antinegro conformam uma política longeva e que tem nome: branquitude.

A branquitude também produz padrões brancos de beleza (ditos) universais. Isto significa entender que estamos diante de uma particularidade social que se pretende universal. O padrão de beleza, herdado da Renascença, é esse: musas brancas e bem aquinhoadas socialmente. O problema não é o padrão em si. Assim como não se trata de uma questão de gosto ou de mau gosto. Trata-se de observar como se dá a produção dos gostos do colonizador que se impõe por sobre o do colonizado. Esse é um outro poder – o poder de produção de subjetividades do colonizador que estabiliza hierarquias de superioridade e de inferioridade.

Fonte: SCHWARCZ, Lilia. Branquitude: a hora de tocar o despertador da nossa cidadania. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/colunistas/2021/Branquitude-hora-de-tocar-o-despertador-da-nossa- cidadania. Acesso em: 16 ago. 2021. (Adaptado)

Analise o quadro a seguir.

f79a25890dea2ceadbf0fa513a321f0469f6a2c59f6a3bddecb070ac4f1113a4-32-0.jpg

Fonte: Gráfico elaborado a partir de dados do GEMAA/UERJ (Grupo de Estudos Multidisciplinares de Ação Afirmativa). Disponível em: https://pp.nexojornal.com.br/ opiniao/2021/. Acesso em: 09 set. 2021.

A comparação do excerto do texto de Lilia Schwarcz com esse gráfico sobre o percentual de modelos brancos e não-brancos na publicidade brasileira entre 1987 e 2017 sugere que

  • A

    a publicidade reforça a meritocracia social.

  • B

    o fenótipo branco é representativo do país.

  • C

    o fenótipo branco é associado à neutralidade.

  • D

    a publicidade incentiva a integração das raças.

  • E

    o fenótipo não branco é avesso ao consumismo.

119762Questão 33|Português|médio

A questão refere-se ao texto abaixo.

Mais de 12 milhões de brasileiros têm algum tipo de deficiência, segundo o IBGE. A construção de um ambiente educacional para todos é um compromisso que o Brasil assumiu há décadas, embora ainda existam os que os inferiorizam negando-lhes um futuro.

Se há os que acreditam que algumas pessoas, por conta de suas características, não são capazes de acessar a educação básica e, muito menos, o ensino superior, é porque ainda persiste um entendimento de mundo que inferioriza sujeitos pela deficiência ou outros atributos. Com essa compreensão limitada, passam a achar que a sociedade pode ser dividida entre os que podem ou não aprender; os que merecem ou não a nossa aposta.

Vale lembrar que as conquistas legais no campo dos direitos das pessoas com deficiência apoiaram a progressão desses jovens no ensino superior. Porém, os números estão aquém do total de pessoas com deficiência e na proporção com os demais estudantes, indicativo de que muitos ainda enfrentam baixas expectativas sobre suas trajetórias de vida e escolar. Felizmente, a maior parte dos brasileiros reconhece que não há caminho fora da inclusão: 86% acreditam que as escolas se tornam melhores ao incluir crianças com deficiência, mostra pesquisa do Datafolha de 2019 encomendada pelo Instituto Alana.

Fonte: Disponível em: https://brasil.elpais.com/opiniao/2021-08-25/inclusao-e-o-unico-caminho.html. Acesso em: 05 set. 2021.

Em relação aos articuladores textuais, considere as seguintes afirmativas: I. O operador argumentativo “embora”, no primeiro parágrafo, introduz uma contraposição à ideia que o antecede. II. Há uma relação de condição-inferência no primeiro período do segundo parágrafo. III. A expressão referencial “essa”, no segundo parágrafo, retoma o termo “deficiência”. IV. O conector “porém”, no último parágrafo, acrescenta uma possível comprovação da asserção anterior. Estão corretas apenas as afirmativas

  • A

    I, II.

  • B

    I, III.

  • C

    II, III.

  • D

    II, IV.

  • E

    III, IV.

119763Questão 34|Português|médio

A questão refere-se ao texto abaixo.

Mais de 12 milhões de brasileiros têm algum tipo de deficiência, segundo o IBGE. A construção de um ambiente educacional para todos é um compromisso que o Brasil assumiu há décadas, embora ainda existam os que os inferiorizam negando-lhes um futuro.

Se há os que acreditam que algumas pessoas, por conta de suas características, não são capazes de acessar a educação básica e, muito menos, o ensino superior, é porque ainda persiste um entendimento de mundo que inferioriza sujeitos pela deficiência ou outros atributos. Com essa compreensão limitada, passam a achar que a sociedade pode ser dividida entre os que podem ou não aprender; os que merecem ou não a nossa aposta.

Vale lembrar que as conquistas legais no campo dos direitos das pessoas com deficiência apoiaram a progressão desses jovens no ensino superior. Porém, os números estão aquém do total de pessoas com deficiência e na proporção com os demais estudantes, indicativo de que muitos ainda enfrentam baixas expectativas sobre suas trajetórias de vida e escolar. Felizmente, a maior parte dos brasileiros reconhece que não há caminho fora da inclusão: 86% acreditam que as escolas se tornam melhores ao incluir crianças com deficiência, mostra pesquisa do Datafolha de 2019 encomendada pelo Instituto Alana.

Fonte: Disponível em: https://brasil.elpais.com/opiniao/2021-08-25/inclusao-e-o-unico-caminho.html. Acesso em: 05 set. 2021.

Há uma avaliação explícita sobre o que se afirma em:

  • A

    “Mais de 12 milhões de brasileiros têm algum tipo de deficiência, segundo o IBGE.”

  • B

    “Felizmente, a maior parte dos brasileiros reconhece que não há caminho fora da inclusão.”

  • C

    “ainda persiste um entendimento de mundo que inferioriza sujeitos pela deficiência ou outros atributos.”

  • D

    “A construção de um ambiente educacional para todos é um compromisso que o Brasil assumiu há décadas.”

  • E

    “as conquistas legais no campo dos direitos das pessoas com deficiência apoiaram a progressão desses jovens no ensino superior.”

119764Questão 35|Português|médio

De acordo com a teoria do Big Bang, há 13,8 bilhões de anos, um ponto menor do que um átomo produziu uma grande explosão. A partir daí, foi criada toda a matéria do Universo, que continua a se expandir até hoje. E foi também nesse momento que o tempo começou a correr [...]. A grande explosão lançou partículas em todas as direções, que então se agruparam para formar estrelas, planetas e galáxias que viajam pelo Universo.

O tempo, entretanto, parece viajar em apenas uma direção, sempre para a frente, como uma flecha que voa pelo ar. Mas se o espaço e a matéria estão se expandindo em todas as direções, por que o tempo se moveria apenas para a frente?

Um cientista teórico desafia essa ideia. Na verdade, questiona a narrativa clássica do Big Bang e propõe uma nova concepção do tempo. Julian Barbour é um professor aposentado que ensinou física na Universidade de Oxford e publicou pesquisas nas mais prestigiadas revistas científicas. [...] Trata-se de uma ideia provocativa que nos leva a questões profundas sobre nossa própria existência.

Fonte: Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-55805371. Acesso em: 25 ago. 2021.

No fragmento, extraído de uma matéria de divulgação científica, a pergunta formulada no segundo parágrafo

  • A

    reforça a teoria do Big Bang.

  • B

    antecipa a tese de Julian Barbour.

  • C

    questiona a expansão do espaço.

  • D

    expressa uma preocupação existencial.

  • E

    ironiza a concepção clássica do tempo.

119765Questão 36|Português|médio

A questão refere-se ao texto a seguir.

Lembrou-se de seu Tomás da bolandeira. Dos homens do sertão o mais arrasado era seu Tomás da bolandeira. Por quê? Só se era porque lia demais. Fabiano muitas vezes dissera: — “Seu Tomás, vossemecê não regula. Para que tanto papel? Quando a desgraça chegar, seu Tomás se estrepa, igualzinho aos outros”.

Em hora de maluqueira Fabiano desejava imitá-lo: dizia palavras difíceis, truncando tudo, convencia-se de que melhorava. Tolice. [...].

Seu Tomás da bolandeira falava bem, estragava os olhos em cima dos jornais e livros, mas não sabia mandar: pedia. Esquisitice um homem remediado ser cortês. Até o povo censurava aquelas maneiras. Mas todos obedeciam a ele. Ah! Quem disse que não obedeciam?

Fonte: RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. 59. ed. São Paulo: Record, 1989.

Nesse excerto, as reflexões sobre a linguagem revelam

  • A

    o preconceito impingido a pessoas iletradas.

  • B

    a associação entre posição social e modo de expressão.

  • C

    a valorização da aprendizagem da língua por meio da leitura.

  • D

    o inconformismo diante da dificuldade cognitiva para se expressar.

  • E

    o esvaziamento de sentido de construções linguísticas rebuscadas.

119766Questão 37|Português|médio

A questão refere-se ao texto a seguir.

Lembrou-se de seu Tomás da bolandeira. Dos homens do sertão o mais arrasado era seu Tomás da bolandeira. Por quê? Só se era porque lia demais. Fabiano muitas vezes dissera: — “Seu Tomás, vossemecê não regula. Para que tanto papel? Quando a desgraça chegar, seu Tomás se estrepa, igualzinho aos outros”.

Em hora de maluqueira Fabiano desejava imitá-lo: dizia palavras difíceis, truncando tudo, convencia-se de que melhorava. Tolice. [...].

Seu Tomás da bolandeira falava bem, estragava os olhos em cima dos jornais e livros, mas não sabia mandar: pedia. Esquisitice um homem remediado ser cortês. Até o povo censurava aquelas maneiras. Mas todos obedeciam a ele. Ah! Quem disse que não obedeciam?

Fonte: RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. 59. ed. São Paulo: Record, 1989.

O trecho evidencia uma técnica narrativa em que a fusão de vozes

  • A

    presentifica a cena retratada.

  • B

    parafraseia o diálogo entre as personagens.

  • C

    incorpora a perspectiva de Tomás da bolandeira.

  • D

    expressa pensamentos e sentimentos de Fabiano.

  • E

    manifesta a posição do narrador diante dos questionamentos da personagem.

119767Questão 38|Português|médio

Homem: 1. Qualquer indivíduo pertencente à espécie animal que apresenta o maior grau de complexidade na escala evolutiva; o ser humano. 2. A espécie humana; a humanidade. 3. O ser humano, com sua dualidade de corpo e de espírito, e as virtudes e fraquezas decorrentes desse estado; mortal. 4. Ser humano do sexo masculino; varão. 5. Esse mesmo ser humano na idade adulta; homem-feito. 6. Restr. Adolescente que atingiu a virilidade. 7. Homem (4) dotado das chamadas qualidades viris, como coragem, força, vigor sexual, etc.; macho.

Fonte: Novo Dicionário Aurélio Versão 7.0. 5. ed. São Paulo: Editora Positivo, 2010.

A definição da palavra “homem” afasta-se da linguagem denotativa por fazer uso de figuras de linguagem como a(o)

  • A

    hipérbole, pela valorização de atributos físicos.

  • B

    metonímia, pela associação de gênero à espécie.

  • C

    pleonasmo, pela repetição de termos e estruturas.

  • D

    metáfora, pela atribuição de qualidades ao objeto.

  • E

    paradoxo, pela oposição de conceitos antagônicos.

119768Questão 39|Português|médio

A fonte mais promissora de geração de riqueza e valor no Brasil das próximas décadas pode estar bem debaixo dos nossos pés e diante dos nossos olhos. A biodiversidade dos seis biomas do país – ou sete, se considerarmos o mar –, a disponibilidade de terra, água e incidência de sol e as técnicas avançadas de cultivo em várias culturas são a base de um tipo de atividade econômica regenerativa, circular e sustentável que ganha destaque no mundo há mais de uma década: a bioeconomia.

Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/riqueza-que-vem-da-vida/. Acesso em: 25 ago. 2021.

No fragmento, as marcas de pessoa constituem um recurso por meio do qual o autor põe em evidência a

  • A

    sustentabilidade econômica dos biomas do país.

  • B

    vantagem do Brasil em relação a outros países.

  • C

    incerteza sobre o futuro da economia brasileira.

  • D

    crítica em relação à bioeconomia nacional.

  • E

    perspectiva dos leitores brasileiros.

119769Questão 40|Direito Civil|médio

O Código Civil (Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002) traz informações relativas a domicílio e residência das pessoas naturais, do servidor público e das pessoas jurídicas. Considere que as pessoas naturais podem eleger seu domicílio e que os servidores públicos têm domicílio definido por lei, com exceção para a celebração de contrato específico, quando estes poderão, apenas para efeitos do contrato, eleger seu domicílio. Analise as afirmativas abaixo sobre esse tema: I. O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua residência, provisoriamente. II. O domicílio voluntário é aquele que decorre da opção de seu titular, podendo este escolher onde fixa residência com ânimo definitivo, por ato ou vontade própria. III. O domicílio necessário é estabelecido por lei para o incapaz, o servidor público, o militar, o marítimo e o preso. IV. O domicílio do servidor público será o lugar em que exercer permanentemente suas funções. V. O domicílio pode ser especificado pelos contratantes nos contratos verbais. São verdadeiras apenas as afirmativas

  • A

    I, II, III.

  • B

    I, III, V.

  • C

    I, IV, V.

  • D

    II, III, IV.

  • E

    III, IV, V.

Assistente em Administração - 2021 | Prova