Analista Legislativo - Arquivologista - 2018
Apesar da diversidade de ambientes jurídicos, políticos e administrativos em que se situam os arquivos, e também da diversidade de procedimentos a que vêm sendo submetidos ao longo do tempo, é possível reconhecer neles, do ponto de vista epistemológico, um substrato comum:
Os documentos de arquivo são livres da suspeita de preconceito no que diz respeito aos interesses em nome dos quais os usamos hoje. Em outras palavras, as razões pelas quais são produzidos (para desenvolver atividades) e as circunstâncias de sua criação (rotinas processuais) asseguram que não são feitos com vistas à posteridade. Tais são os elementos que Jenkinson destaca para descrever um dos atributos dos documentos de arquivo, qual seja,
Em ambientes eletrônicos, de acordo com alguns autores, não haveria necessidade de um lugar fixo e central, apartado dos organismos onde foram criados e utilizados, para a guarda dos documentos de valor permanente. Tal posição, defendida por Terry Cook e Theo Thomassen, é conhecida como
O renomado arquivista francês Michel Duchein, ao falar sobre o século XIX, época em que estavam em voga os grandes sistemas de classificação, critica não apenas o interesse dos historiadores pelos itens documentais tomados individualmente, mas a maneira como eram tratados os arquivos. Compara-os com as escavações arqueológicas então realizadas em Pompeia e no Egito, quando os objetos eram retirados dos sítios de escavação, como peças de coleção, e encaminhados aos museus. Recorrendo a esta analogia, o autor defende
Em artigo publicado em 2006 sobre “A teoria dos arquivos e a gestão de documentos”, Ana Márcia Lutterbach Rodrigues afirma que o próprio resultado da missão [da instituição] muitas vezes torna-se documento do arquivo quando lhe é dado, pelo produtor, o caráter de amostra ou modelo para futuras ações. Como exemplo, pode-se citar os livros de uma editora ou os produtos de uma indústria de bens de consumo não perecíveis. A literatura arquivística não discute esses documentos, mas os arquivistas, de maneira geral, entendem que, a partir do momento em que o produtor do arquivo atribui valor de referência a itens que se originaram na realização da sua missão, esses itens tornam-se documentos do seu arquivo. A autora refere-se a
Os objetos digitais, segundo Kenneth Thibodeau, assumem três características simultâneas: correspondem a algo que tem significado para o ser humano, independentemente dos padrões de bits utilizados; a um conjunto de informações organizadas em estruturas de dados, reconhecida e processada por meio de softwares; e à inscrição de sinais sobre um determinado suporte. O autor refere-se, respectivamente, a
Ao contrário do que ocorre com os documentos de museus e bibliotecas, os de arquivo
De acordo com as Diretrizes do preservador, elaboradas para atender às organizações no processo de preservação de documentos arquivísticos digitais, os padrões
O Sistema Eletrônico de Informações - SEI, desenvolvido por determinado Tribunal Regional Federal e escolhido para uso da Administração pública federal no contexto do Processo Eletrônico Nacional - PEN do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, tem sido adotado por instituições dos três poderes nas diferentes esferas do Estado. A respeito do SEI, objeto de discussão entre os profissionais da área arquivística brasileira, é correto afirmar que
A chamada Lei de Arquivos, Lei n° 8.159, de 8 de janeiro de 1991, continua em vigor, mas foi parcialmente modificada pela Lei de Acesso à Informação, Lei n° 12.527, de 18 de novembro de 2011, que dela SUPRIMIU, entre outros, o seguinte dispositivo: