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Analista Judiciário - Área Judiciária - 2022


Página 2  •  Total 60 questões
28551Questão 11|Português|superior

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

Vocação e ambição

        Machado de Assis tem um conto admirável – “Um homem célebre” – que narra a história de um famoso e prestigiado compositor popular do Rio do século XIX, um tal de Pestana, que em vez de gozar o sucesso de cada uma de suas composições ligeiras e dançantes, vivia atormentado por não compor nada à altura de um Mozart, de um Beethoven. Cada vez que uma composição sua atingia em cheio o gosto popular, o maestro oculto que havia nele sofria o sucesso fácil como uma sentença de morte. Machado resumiu assim a vida dramática desse músico ao mesmo tempo celebrado e infeliz: “Eterna peteca entre a ambição e a vocação”.

         A frase é forte: o jogo da peteca realiza o sofrido movimento de pêndulo de cada divisão nossa, que nunca encontra um ponto de equilíbrio. Ser jogado eternamente de um lado para outro, sem repouso, é de enlouquecer. É a oposição contínua entre duas forças que nos dividem e fazem sofrer: a força que está na inclinação natural para atender a uma vocação já instalada em nós e a força pela qual pretendemos atingir uma altura que está longe dos nossos recursos. No caso de Pestana, a aclamação pública que cada música sua atingia não compensava de modo algum a falta de realização de seus mais altos projetos pessoais.

       Com esse conto, Machado lembra que há quem não se contente em ser uma celebridade, sobretudo quando julga vazia essa celebração; há ainda quem busque alcançar a aprovação pública pelo valor efetivo de uma mais alta realização criativa. Essa busca, para desgraça nossa, é sofrida, e pode nos levar a dançar de um lado para outro. A saída estaria em identificarmos precisamente qual é a nossa vocação, para estabelecermos a partir dela os contornos da nossa ambição.

(TOLEDO, Cristiano. A publicar)

No último parágrafo do texto, o autor considera que, para Machado, alcançar a qualquer custo a posição de uma celebridade

  • A

    é a meta de todos aqueles que se empenham sinceramente em sua produção criativa mais ousada.

  • B

    deixa de ser uma aspiração para quem o valor estético é que deve atrair o sucesso público de uma obra.

  • C

    é indispensável para quem se dedica à criação artística valendo-se de toda a sua obsessão pela fama.

  • D

    é desejável na medida em que a celebração se torne permanente, desobrigando o artista do desafio de se superar.

  • E

    deixa de ser interessante para quem já foi devidamente recompensado pelo prazer de dominar uma arte popular.

28552Questão 12|Português|superior

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

Vocação e ambição

        Machado de Assis tem um conto admirável – “Um homem célebre” – que narra a história de um famoso e prestigiado compositor popular do Rio do século XIX, um tal de Pestana, que em vez de gozar o sucesso de cada uma de suas composições ligeiras e dançantes, vivia atormentado por não compor nada à altura de um Mozart, de um Beethoven. Cada vez que uma composição sua atingia em cheio o gosto popular, o maestro oculto que havia nele sofria o sucesso fácil como uma sentença de morte. Machado resumiu assim a vida dramática desse músico ao mesmo tempo celebrado e infeliz: “Eterna peteca entre a ambição e a vocação”.

         A frase é forte: o jogo da peteca realiza o sofrido movimento de pêndulo de cada divisão nossa, que nunca encontra um ponto de equilíbrio. Ser jogado eternamente de um lado para outro, sem repouso, é de enlouquecer. É a oposição contínua entre duas forças que nos dividem e fazem sofrer: a força que está na inclinação natural para atender a uma vocação já instalada em nós e a força pela qual pretendemos atingir uma altura que está longe dos nossos recursos. No caso de Pestana, a aclamação pública que cada música sua atingia não compensava de modo algum a falta de realização de seus mais altos projetos pessoais.

       Com esse conto, Machado lembra que há quem não se contente em ser uma celebridade, sobretudo quando julga vazia essa celebração; há ainda quem busque alcançar a aprovação pública pelo valor efetivo de uma mais alta realização criativa. Essa busca, para desgraça nossa, é sofrida, e pode nos levar a dançar de um lado para outro. A saída estaria em identificarmos precisamente qual é a nossa vocação, para estabelecermos a partir dela os contornos da nossa ambição.

(TOLEDO, Cristiano. A publicar)

É plenamente adequada a correlação entre os tempos e modos verbais na frase:

  • A

    Se Pestana compusesse uma única sonata clássica, mais prazer auferirá do que todas as músicas ligeiras que houver composto.

  • B

    Nesse conto, Machado mostra que se o artista seguir sua vocação real, seria mais fácil que atingisse assim uma realização plena.

  • C

    Há celebridades que não se importariam nem um pouco se o seu sucesso venha a ocorrer à margem de qualquer razão objetiva.

  • D

    Mesmo que o compositor Pestana obtivesse ainda mais sucesso com suas composições populares, em nada sua ambição diminuiria.

  • E

    Ao proporem a Pestana que ele animasse o baile com suas músicas, se espantariam caso o festejado artista viesse a negar o convite.

28553Questão 13|Português|superior

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

Vocação e ambição

        Machado de Assis tem um conto admirável – “Um homem célebre” – que narra a história de um famoso e prestigiado compositor popular do Rio do século XIX, um tal de Pestana, que em vez de gozar o sucesso de cada uma de suas composições ligeiras e dançantes, vivia atormentado por não compor nada à altura de um Mozart, de um Beethoven. Cada vez que uma composição sua atingia em cheio o gosto popular, o maestro oculto que havia nele sofria o sucesso fácil como uma sentença de morte. Machado resumiu assim a vida dramática desse músico ao mesmo tempo celebrado e infeliz: “Eterna peteca entre a ambição e a vocação”.

         A frase é forte: o jogo da peteca realiza o sofrido movimento de pêndulo de cada divisão nossa, que nunca encontra um ponto de equilíbrio. Ser jogado eternamente de um lado para outro, sem repouso, é de enlouquecer. É a oposição contínua entre duas forças que nos dividem e fazem sofrer: a força que está na inclinação natural para atender a uma vocação já instalada em nós e a força pela qual pretendemos atingir uma altura que está longe dos nossos recursos. No caso de Pestana, a aclamação pública que cada música sua atingia não compensava de modo algum a falta de realização de seus mais altos projetos pessoais.

       Com esse conto, Machado lembra que há quem não se contente em ser uma celebridade, sobretudo quando julga vazia essa celebração; há ainda quem busque alcançar a aprovação pública pelo valor efetivo de uma mais alta realização criativa. Essa busca, para desgraça nossa, é sofrida, e pode nos levar a dançar de um lado para outro. A saída estaria em identificarmos precisamente qual é a nossa vocação, para estabelecermos a partir dela os contornos da nossa ambição.

(TOLEDO, Cristiano. A publicar)

Considere estas orações:

I. Pestana era um célebre compositor popular. II. Pestana almejava ser um compositor clássico. III. O sucesso popular atormentava o Pestana.

Essas três orações articulam-se com correção, clareza e coesão neste período único:

  • A

    Malgrado Pestana se atormentasse como um celebrado compositor popular, ele almejava ser em vez disso um artista clássico.

  • B

    Pestana, que almejava ser um compositor clássico, ainda assim lhe atormentava por que se celebrara como um compositor popular.

  • C

    O tormento que Pestana sentia por ser célebre enquanto fosse popular, não lhe diminuía o desejo de sê-lo como compositor clássico.

  • D

    Ser um popular compositor célebre só atormentaria aquele Pestana, em quem a música clássica era almejada mais que tudo.

  • E

    Almejando ser um compositor clássico, atormentava-se o Pestana ao ser celebrado como um compositor popular.

28554Questão 14|Português|superior

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

Vocação e ambição

        Machado de Assis tem um conto admirável – “Um homem célebre” – que narra a história de um famoso e prestigiado compositor popular do Rio do século XIX, um tal de Pestana, que em vez de gozar o sucesso de cada uma de suas composições ligeiras e dançantes, vivia atormentado por não compor nada à altura de um Mozart, de um Beethoven. Cada vez que uma composição sua atingia em cheio o gosto popular, o maestro oculto que havia nele sofria o sucesso fácil como uma sentença de morte. Machado resumiu assim a vida dramática desse músico ao mesmo tempo celebrado e infeliz: “Eterna peteca entre a ambição e a vocação”.

         A frase é forte: o jogo da peteca realiza o sofrido movimento de pêndulo de cada divisão nossa, que nunca encontra um ponto de equilíbrio. Ser jogado eternamente de um lado para outro, sem repouso, é de enlouquecer. É a oposição contínua entre duas forças que nos dividem e fazem sofrer: a força que está na inclinação natural para atender a uma vocação já instalada em nós e a força pela qual pretendemos atingir uma altura que está longe dos nossos recursos. No caso de Pestana, a aclamação pública que cada música sua atingia não compensava de modo algum a falta de realização de seus mais altos projetos pessoais.

       Com esse conto, Machado lembra que há quem não se contente em ser uma celebridade, sobretudo quando julga vazia essa celebração; há ainda quem busque alcançar a aprovação pública pelo valor efetivo de uma mais alta realização criativa. Essa busca, para desgraça nossa, é sofrida, e pode nos levar a dançar de um lado para outro. A saída estaria em identificarmos precisamente qual é a nossa vocação, para estabelecermos a partir dela os contornos da nossa ambição.

(TOLEDO, Cristiano. A publicar)

Alguém deveria dizer ao Pestana: – Deixa de lamentar essa tua viva produção popular, goza o prestígio que já alcançaste!

Ao transpor a frase acima para o discurso indireto, ela deverá ficar: Alguém deveria dizer ao Pestana

  • A

    que deixasse de lamentar aquela sua viva produção popular, que gozasse o prestígio já alcançado.

  • B

    porque não deixasse de lamentar a produção popular, para assim gozar teu prestígio já alcançado!

  • C

    se ele não deveria deixar de lamentar essa sua produção popular em vez de gozar o prestígio que já se alcançara.

  • D

    para que ele deixe de lamentar esta produção popular, gozando esse prestígio já alcançado.

  • E

    para não lamentar tua viva produção popular, porque não gozava do prestígio que ela já alcançou.

28555Questão 15|Matemática e Estatística|superior

Em um clube há 5 turmas de Pilates. Os números de homens e de mulheres em cada turma estão na tabela:

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A direção do clube decidiu que cada turma tenha o mesmo número de homens e de mulheres, mas sem alterar o número total de alunos na turma. Para isso, alguns alunos devem trocar de turma. O número mínimo de alunos que devem trocar de turma é:

  • A
  • B
  • C
  • D
  • E
28556Questão 16|Matemática e Estatística|superior

Em um determinado prédio, uma equipe de pintores pinta um apartamento em 4 dias e outra, em 6 dias. Supondo que as equipes consigam trabalhar em conjunto, mantendo o mesmo ritmo, o número de dias que elas precisam para pintar 10 apartamentos é

  • A
  • B
  • C
  • D
  • E
28557Questão 17|Matemática e Estatística|superior

Leonor tem uma caixa com 600 botões. Nessa caixa, 2/5 dos botões são brancos e 150 botões são amarelos. Dos restantes, 1/3 são vermelhos e 2/3 são azuis. Leonor vendeu 5% dos botões brancos, 10% dos amarelos e 20% dos vermelhos. Após a venda, o número de botões que restou na caixa foi

  • A
  • B
  • C
  • D
  • E
28558Questão 18|Matemática e Estatística|superior

Em uma gráfica, o preço de confecção de um convite depende da quantidade a ser impressa, como mostra a tabela:

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A menor quantidade de convites para a qual é mais barato solicitar a confecção de 50 convites é:

  • A
  • B
  • C
  • D
  • E
28559Questão 19|Matemática e Estatística|superior

Em um dia, Marta, sua mãe e seu pai fizeram ao todo 32 ligações de um celular. Marta fez 5 ligações e sua mãe fez o dobro do número de ligações que seu pai fez. O número de ligações que a mãe de Marta fez foi

  • A
  • B
  • C
  • D
  • E
28560Questão 20|Matemática e Estatística|superior

Em uma loja há entre 30 e 50 troféus em miniatura. A funcionária da loja agrupou-os de 5 a 5 e sobrou-lhe um troféu. Depois, agrupou-os de 3 a 3 e não sobrou nenhum troféu. O número exato de troféus na loja é:

  • A
  • B
  • C
  • D
  • E
Analista Judiciário - Área Judiciária - 2022 | Prova