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Trabalho e Saúde do Servidor - tarde - 2024


Página 3  •  Total 50 questões
20861Questão 21|Segurança do Trabalho|superior

Quando se busca entender a história do trabalho e a sua intrínseca relação entre a força sobre os meios de produção e o controle deles, observa-se que a diferença basal entre a servidão e a escravidão se estabelece na

  • A

    propriedade

  • B

    religião

  • C

    produtividade

  • D

    tecnologia

  • E

    exploração

20862Questão 22|História|superior

Para analisar os processos econômicos de industrialização no Brasil, o historiador Geraldo de Beauclair propõe que há um movimento de passagem da pré-indústria para a indústria propriamente dita.

Como esclarece Arruda, quando o processo de mecanização ocorre em um dos ramos da produção, ele se difunde para outros ramos, especialmente naqueles setores industriais nos quais haja isolamento em virtude da divisão social do trabalho, de tal modo que cada um produz uma mercadoria independente, mas que constituem, no conjunto, um processo global de produção. O exemplo característico é o da tecelagem, que envolve o aprimoramento na produção de fios, o avanço das indústrias mecânicas para a produção de máquinas, o progresso da metalurgia para produzir o ferro, o desenvolvimento da mineração para extrair carvão mineral, o progresso das experiências químicas (para o aprimoramento das técnicas de branqueamento ou tinturaria) etc.

BEAUCLAIR, G. Raízes da indústria no Brasil. Rio de Janeiro: Studio F&S Editora, 1992. p. 13-14.

De acordo com o autor, a pré-indústria deve ser entendida como uma etapa em que a(o)

  • A

    generalização do assalariamento ocorre nos processos produtivos.

  • B

    poupança comercial propicia um salto qualitativo de investimentos.

  • C

    mecanização da produção ocorre, mas não está generalizada.

  • D

    mercado mundial é viabilizado pelos transportes a vapor.

  • E

    comércio de commodities permite reservas energéticas para a indústria.

20863Questão 23|Psicologia|superior

O texto freudiano intitulado “Psicologia das massas e análise do eu” introduz o campo de estudos da psicologia dos grupos, das identificações e dos processos de aprendizagem social. Nele, Freud afirma

A oposição entre psicologia individual e psicologia social ou das massas, que à primeira vista pode parecer muito significativa, perde boa parte de sua agudeza se a examinamos mais detidamente. É certo que a psicologia individual se dirige ao ser humano particular, investigando os caminhos pelos quais ele busca obter a satisfação de seus impulsos instintuais, mas ela raramente, apenas em condições excepcionais, pode abstrair das relações deste ser particular com os outros indivíduos. Na vida psíquica do ser individual, o Outro é via de regra considerado enquanto modelo, objeto, auxiliador e adversário, e portanto a psicologia individual é também, desde o início, psicologia social, num sentido ampliado, mas inteiramente justificado.

FREUD, S. Obras completas volume 15 - Psicologia das massas e análise do eu e outros textos (1920-1923). São Paulo: Compania das Letras, 2011. p. 10.

A obra freudiana ajudou a entender a formação de grupos dentro da sociedade e a forma como a interação e os comportamentos acontecem dentro dos diversos grupos sociais.

Os elementos apresentados no texto sustentam que a

  • A

    aprendizagem depende da interação do indivíduo com o meio social.

  • B

    constituição do ego decorre dos processos narcísicos.

  • C

    psicologia individual precede a psicologia grupal.

  • D

    psicologia individual pode ser entendida totalmente separada da interação grupal dos indivíduos.

  • E

    oposição entre a psicologia individual e a psicologia social é consistente e deve ser estudada com afinco.

20864Questão 24|Sociologia Jurídica|superior

Para analisar as estruturações mais recentes do mundo do trabalho, Ricardo Antunes considera o seguinte exemplo:

Comecemos pelo exemplo recente mais exuberante. A Amazon (incluindo a Amazon Mechanical Turk) é de grande significado. [...] Depoimentos de trabalhadores nos EUA demonstram que caminhar 24 ou 25 km ao longo do dia, para buscar nas prateleiras os produtos a serem enviados em tempo veloz aos consumidores, é prática sistemática. Embalar 120 a 200 produtos por hora, trabalhar 55 horas por semana e até 10 horas por dia, em períodos de vendas intensas, como no período natalino, compõe o cotidiano de trabalhadores em sua unidade de Tilburi, na Inglaterra, onde se encontra o seu maior centro de e-commerce na Europa, no qual são vendidos mais de 1 milhão e 200 mil produtos por ano, conforme relato feito pelo jornalista Alan Selby.

ANTUNES, R. Uberização do trabalho e capitalismo de plataforma: uma nova era de desantropomorfização do trabalho?. Revista Análise Social. Lisboa n. 248, 2023 p. 518. Disponível em https://revistas.rcaap.pt/analisesocial/article/view/33535/23430. Acesso em: 29 fev. 2024. Adaptado.

O caso descrito pelo autor tem sido comum nas configurações mais recentes do mundo do trabalho.

Trata-se de um modelo de trabalho que conjuga a atividade digital com a(o)

  • A

    redução tendencial da jornada semanal

  • B

    diminuição potencial do capital permanente

  • C

    exploração intensa do trabalho físico/material

  • D

    garantias latentes de bem-estar ao trabalhador

  • E

    exigência crescente de qualificação da mão de obra

20865Questão 25|Sociologia Jurídica|superior

Criticando as exigências de empregabilidade cada vez mais comuns no mercado de trabalho, Pierre Dardot e Christian Laval escreveram que:

[...] se deixa de querer prejulgar a eficácia do sujeito por títulos, diplomas, status, experiência acumulada, ou seja, a posição que ele ocupa numa classificação, porque passa-se a confiar na avaliação mais fina e regular de suas competências postas efetivamente em prática a todo instante. O sujeito não vale mais pelas qualidades estatutárias que lhe foram reconhecidas durante sua trajetória escolar e profissional, mas pelo valor de uso diretamente mensurável de sua força de trabalho.

LAVAL, C; DARDOT, P. A nova razão do mundo. São Paulo: Boitempo, 2016. p. 351. Adaptado.

A caracterização dos autores acompanha transformações importantes nos dispositivos de Estado e no modo de funcionamento da economia privada.

Nesse sentido, a política econômica mais alinhada à recente reestruturação produtiva e o requisito exigido do trabalhador são, respectivamente, o

  • A

    liberalismo e a experiência internacional

  • B

    neokeynesianismo e a autoaprendizagem

  • C

    desenvolvimentismo e a experiência prática

  • D

    neoliberalismo e a certificação de competências

  • E

    anarcocapitalismo e a instrução técnico-universitária

20866Questão 26|Sociologia Jurídica|superior

O texto apresentado a seguir faz a crítica a uma percepção que atravessa o imaginário cultural brasileiro e marca, de forma profunda, a construção identitária de uma parcela da população brasileira, bem como as relações sociais no Brasil.

É importante chamar a atenção para isso, porque o texto, de modo geral, é a reprodução do preconceito de não haver preconceito, como disse o Florestan Fernandes, e de tomar sempre os Estados Unidos como modelo: nos Estados Unidos é que tem racismo; aqui não tem, os negros mesmo dizem isso, e, sabemos, existe aí de montão.

Portanto, essa cidadania a que estamos nos referindo aqui no decorrer destes debates, a cidadania do negro é uma cidadania estraçalhada, é uma cidadania dilacerada [...]

GONZALES, L. A cidadania e a questão étnica. In: RIOS, F.; LIMA, M. (org). Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. Rio de Janeiro: Zahar, 2020. p. 232-241. Adaptado.

A crítica citada se refere à ideia de

  • A

    benevolência do colonizador português

  • B

    teoria do colonialismo subdesenvolvedor

  • C

    mito do nativo preguiçoso

  • D

    mito da democracia racial

  • E

    complexo de vira-latas

20867Questão 27|Economia|superior

INDÚSTRIA BRASILEIRA DE GÁS NATURAL: padrão de concorrência e predomínio da Petrobras

A estrutura consolidada da Petrobras permite que a empresa compre o gás natural produzido em território nacional e todo gás natural importado antes de o gás ser devidamente distribuído ao mercado nacional. A Petrobras compra quase toda a produção nacional (dos demais produtores nacionais) e praticamente 100% do gás natural importado, tanto via gasoduto quanto no estado líquido (GNL).

GOLMIA, F. Indústria brasileira de gás natural: padrão de concorrência e predomínio da Petrobras. Dissertação (Mestrado em Economia). Instituto de Economia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro – UFRJ, Rio de Janeiro, 2020. f. 111. Adaptado.

Com base no texto, é permitido concluir que a produção nacional de gás natural da Petrobras caracteriza um

  • A

    dumping

  • B

    oligopsônio

  • C

    cartel

  • D

    truste

  • E

    monopsônio

20868Questão 28|Sociologia Jurídica|superior

A globalização é, de certa forma, o ápice do processo de internacionalização do mundo capitalista. [...] No fim do século XX e graças aos avanços da ciência, produziu-se um sistema de técnicas presidido pelas técnicas da informação, que passaram a exercer um papel de elo entre as demais, unindo-as e assegurando ao novo sistema técnico uma presença planetária. Só que a globalização não é apenas a existência desse novo sistema de técnicas. Ela é também o resultado das ações que asseguram a emergência de um mercado dito global, responsável pelo essencial dos processos políticos atualmente eficazes.

SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. Rio de Janeiro: Record, 2000. p. 23-24. Adaptado.

Essas técnicas da informação são apropriadas por alguns Estados e por algumas empresas transnacionais, aprofundando, assim, a desigualdade planetária.

No bojo das transformações do mundo do trabalho, tais mudanças em escala global provocaram a(o)

  • A

    expansão do emprego formal e o fortalecimento dos sindicatos

  • B

    precarização do trabalho e o enfraquecimento do ativismo sindical

  • C

    elevação dos níveis salariais e a estabilidade do mercado de trabalho

  • D

    fortalecimento do papel do estado-nação e a redução da pobreza

  • E

    crescimento dos níveis de desemprego e a expansão da proteção social

20869Questão 29|Sociologia Jurídica|superior

A data inicial simbólica do fordismo deve por certo ser 1914, quando Henry Ford introduziu seu dia de oito horas e cinco dólares como recompensa para os trabalhadores da linha automática de montagem de carros que ele estabelecera no ano anterior em Dearbon, Michigan. Mas o modo de implantação geral do fordismo foi muito mais complicado do que isso.

HARVEY, D. Condição pós-moderna. Edições Loyola: São Paulo, 1992. p. 124.

Para muitos estudiosos, o fordismo foi, de fato, um aprimoramento do taylorismo, motivo pelo qual é comum referir-se a ambos como um único sistema de organização produtiva: o taylorismo-fordismo.

A inovação de destaque desse sistema produtivo no primeiro quarto do século XX foi a

  • A

    introdução do trabalho qualificado

  • B

    diversificação da produção industrial

  • C

    produção conforme a demanda

  • D

    criação da linha de montagem

  • E

    fusão do trabalho manual e intelectual

20870Questão 30|Sociologia Jurídica|superior

A precarização do trabalho suscita uma nova questão social, cujo núcleo seria a existência de inúteis para o mundo e, em torno deles, de uma nebulosa de situações marcadas pela instabilidade e pela incerteza do amanhã, que atestam o crescimento de uma vulnerabilidade de massa.

CASTEL, R. As metamorfoses da questão social: uma crônica do salário. Petrópolis: Vozes, 1998. p. 593. Adaptado.

A sociedade vem atravessando uma verdadeira metamorfose da questão social, caracterizada pelas mudanças da sociedade salarial entendida como um binômio trabalho-proteção social instituído no pós-Segunda Guerra Mundial.

Essa precarização é marcada pela

  • A

    marginalização social e econômica do trabalhador urbano industrial frente ao trabalhador rural.

  • B

    solidificação do aparato do bem-estar social com inserção dos jovens no mercado de trabalho.

  • C

    integração social e econômica do trabalhador com fortalecimento do amparo dos mais vulneráveis.

  • D

    vulnerabilização de pessoas e grupos de trabalhadores que vivem o risco da exclusão social.

  • E

    regulação do trabalho assalariado em condição sólida, associada a garantias e direitos.