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Técnico Judiciário - Área Administrativa - 2025


Página 1  •  Total 60 questões
137289Questão 1|Português|médio

Atenção : Para responder à questão, basele-se no texto abaixo.

Vale quanto pesa

Numa era obcecada pela magreza e pelos objetos portáteis, a literatura popular anda na contramão. Basta observar as prateleiras das livrarias, para constatar que os best-sellers — aquelas obras que oferecem diversão em estado puro, sem pretensões intelectuais — andam cada vez mais grossos. Sejam eles romances água-com-açúear, de terror ou ficção cientifica, eles parecem feitos sob medida para entrar nos quadros de Fernando Batero. Tome-se como exemplo dois lançamentos recentes de autoras que fazem muito sucesso no Brasil O Regresso, de Rosamunde Pilcher, tem 1091 páginas e pesa 1,52 quilo. Os Favoritos de Fortuna, de Coleen MeCullough, é ainda maior: 1205 páginas e quase 2 quilos no ponteiro da balança. Não que medidas como essas sejam novidade no terreno das letras - o primeiro romance modemo, Dom Quixote, do espanhol Miguel de Cervantes, já era um calhamaço considerável. Mas os livros de ficção engordam atualmente por ordem expressa dos editores. Amparados em pesquisas de mercado, eles pedem aos autores histórias mais longas, que resultem em livros mais cheios. Querem pesos pesados — e isso não se refere ao recheio intelectual.

(Adaptado de GRAIEB, Carlos. Revista Veja . 1 de abril, 1998)

Em Basta observar as prateleiras das livrarias , para constatar que os best-sellers, a virgula antes de 'para'

  • A

    destaca uma enumeração de ideias presentes na frase, evidenciando o sentido do texto.

  • B

    introduz uma oração explicativa, potencializando o que foi mencionado anteriormente.

  • C

    separa uma oração subordinada que complementa o sentido da oração anterior.

  • D

    indica uma pausa enfática no periodo composto, com função gramatical apositiva.

  • E

    sinaliza a separação entre o sujeito e o predicado da oração principal.

137290Questão 2|Português|médio

Atenção : Para responder à questão, basele-se no texto abaixo.

Vale quanto pesa

Numa era obcecada pela magreza e pelos objetos portáteis, a literatura popular anda na contramão. Basta observar as prateleiras das livrarias, para constatar que os best-sellers — aquelas obras que oferecem diversão em estado puro, sem pretensões intelectuais — andam cada vez mais grossos. Sejam eles romances água-com-açúear, de terror ou ficção cientifica, eles parecem feitos sob medida para entrar nos quadros de Fernando Batero. Tome-se como exemplo dois lançamentos recentes de autoras que fazem muito sucesso no Brasil O Regresso, de Rosamunde Pilcher, tem 1091 páginas e pesa 1,52 quilo. Os Favoritos de Fortuna, de Coleen MeCullough, é ainda maior: 1205 páginas e quase 2 quilos no ponteiro da balança. Não que medidas como essas sejam novidade no terreno das letras - o primeiro romance modemo, Dom Quixote, do espanhol Miguel de Cervantes, já era um calhamaço considerável. Mas os livros de ficção engordam atualmente por ordem expressa dos editores. Amparados em pesquisas de mercado, eles pedem aos autores histórias mais longas, que resultem em livros mais cheios. Querem pesos pesados — e isso não se refere ao recheio intelectual.

(Adaptado de GRAIEB, Carlos. Revista Veja . 1 de abril, 1998)

No trecho eles pedem aos autores histórias mais longas, que resultem em livros mais cheios , o termo 'que' desempenha a função de:

  • A

    Pronome demonstrativo, retomando uma ideia anterior no texto.

  • B

    Pronome relativo, introduzindo uma oração subordinada adjetiva.

  • C

    Advérbio, intensificando a ideia da oração seguinte.

  • D

    Conjunção integrante, ligando uma oração subordinada substantiva.

  • E

    Conjunção aditiva, unindo dois predicados de mesma função.

137291Questão 3|Português|médio

Atenção : Para responder à questão, basele-se no texto abaixo.

Vale quanto pesa

Numa era obcecada pela magreza e pelos objetos portáteis, a literatura popular anda na contramão. Basta observar as prateleiras das livrarias, para constatar que os best-sellers — aquelas obras que oferecem diversão em estado puro, sem pretensões intelectuais — andam cada vez mais grossos. Sejam eles romances água-com-açúear, de terror ou ficção cientifica, eles parecem feitos sob medida para entrar nos quadros de Fernando Batero. Tome-se como exemplo dois lançamentos recentes de autoras que fazem muito sucesso no Brasil O Regresso, de Rosamunde Pilcher, tem 1091 páginas e pesa 1,52 quilo. Os Favoritos de Fortuna, de Coleen MeCullough, é ainda maior: 1205 páginas e quase 2 quilos no ponteiro da balança. Não que medidas como essas sejam novidade no terreno das letras - o primeiro romance modemo, Dom Quixote, do espanhol Miguel de Cervantes, já era um calhamaço considerável. Mas os livros de ficção engordam atualmente por ordem expressa dos editores. Amparados em pesquisas de mercado, eles pedem aos autores histórias mais longas, que resultem em livros mais cheios. Querem pesos pesados — e isso não se refere ao recheio intelectual.

(Adaptado de GRAIEB, Carlos. Revista Veja . 1 de abril, 1998)

Com base no texto, o autor apresenta os livros best-sellers como:

  • A

    Produtos moldados pelo mercado, com extensão e apelo popular em detrimento de conteúdo intelectual.

  • B

    Simbolos de resistência contra uma sociedade que valoriza a praticidade & o consumo rápido de conteúdos.

  • C

    Resultados de uma evolução natural da literatura, que sempre priorizou histórias extensas.

  • D

    Exemplos de como a literatura contemporânea busca imitar as grandes obras clássicas.

  • E

    Provas de que o público leitor valoriza mais à profundidade narrativa do que o formato dos livros.

137292Questão 4|Português|médio

Atenção : Para responder à questão, basele-se no texto abaixo.

Vale quanto pesa

Numa era obcecada pela magreza e pelos objetos portáteis, a literatura popular anda na contramão. Basta observar as prateleiras das livrarias, para constatar que os best-sellers — aquelas obras que oferecem diversão em estado puro, sem pretensões intelectuais — andam cada vez mais grossos. Sejam eles romances água-com-açúear, de terror ou ficção cientifica, eles parecem feitos sob medida para entrar nos quadros de Fernando Batero. Tome-se como exemplo dois lançamentos recentes de autoras que fazem muito sucesso no Brasil O Regresso, de Rosamunde Pilcher, tem 1091 páginas e pesa 1,52 quilo. Os Favoritos de Fortuna, de Coleen MeCullough, é ainda maior: 1205 páginas e quase 2 quilos no ponteiro da balança. Não que medidas como essas sejam novidade no terreno das letras - o primeiro romance modemo, Dom Quixote, do espanhol Miguel de Cervantes, já era um calhamaço considerável. Mas os livros de ficção engordam atualmente por ordem expressa dos editores. Amparados em pesquisas de mercado, eles pedem aos autores histórias mais longas, que resultem em livros mais cheios. Querem pesos pesados — e isso não se refere ao recheio intelectual.

(Adaptado de GRAIEB, Carlos. Revista Veja . 1 de abril, 1998)

Numa era obcecada pela magreza e pelos objetos portáteis, a literatura popular anda na contramão. O trecho acima sugere que a literatura popular

  • A

    estã mais interessada em obras complexas e intelectualmente desafiadoras.

  • B

    reflete as mesmas obsessões presentes na sociedade contemporânea.

  • C

    privilegia romances compactos e de leitura rápida.

  • D

    alinha-se às tendências modernas por meio de obras volumosas.

  • E

    refuta tendências contemporâneas de praticidade e minimalismo.

137293Questão 5|Português|médio

Atenção : Para responder à questão, basele-se no texto abaixo.

Vale quanto pesa

Numa era obcecada pela magreza e pelos objetos portáteis, a literatura popular anda na contramão. Basta observar as prateleiras das livrarias, para constatar que os best-sellers — aquelas obras que oferecem diversão em estado puro, sem pretensões intelectuais — andam cada vez mais grossos. Sejam eles romances água-com-açúear, de terror ou ficção cientifica, eles parecem feitos sob medida para entrar nos quadros de Fernando Batero. Tome-se como exemplo dois lançamentos recentes de autoras que fazem muito sucesso no Brasil O Regresso, de Rosamunde Pilcher, tem 1091 páginas e pesa 1,52 quilo. Os Favoritos de Fortuna, de Coleen MeCullough, é ainda maior: 1205 páginas e quase 2 quilos no ponteiro da balança. Não que medidas como essas sejam novidade no terreno das letras - o primeiro romance modemo, Dom Quixote, do espanhol Miguel de Cervantes, já era um calhamaço considerável. Mas os livros de ficção engordam atualmente por ordem expressa dos editores. Amparados em pesquisas de mercado, eles pedem aos autores histórias mais longas, que resultem em livros mais cheios. Querem pesos pesados — e isso não se refere ao recheio intelectual.

(Adaptado de GRAIEB, Carlos. Revista Veja . 1 de abril, 1998)

A escolha do narrador ao citar Dom Quixote como exemplo

  • A

    reforça que a literatura popular contemporânea busca inspiração em clássicos.

  • B

    critica o peso físico de obras antigas e modernas.

  • C

    serve para contextualizar a tradição de livros volumosos na literatura.

  • D

    indica que romances volumosos são uma novidade no mercado editorial.

  • E

    demonstra que os best-sellers atuais têm maior valor literário.

137294Questão 6|Português|médio

Atenção : Para responder à questão, basele-se no texto abaixo.

Vale quanto pesa

Numa era obcecada pela magreza e pelos objetos portáteis, a literatura popular anda na contramão. Basta observar as prateleiras das livrarias, para constatar que os best-sellers — aquelas obras que oferecem diversão em estado puro, sem pretensões intelectuais — andam cada vez mais grossos. Sejam eles romances água-com-açúear, de terror ou ficção cientifica, eles parecem feitos sob medida para entrar nos quadros de Fernando Batero. Tome-se como exemplo dois lançamentos recentes de autoras que fazem muito sucesso no Brasil O Regresso, de Rosamunde Pilcher, tem 1091 páginas e pesa 1,52 quilo. Os Favoritos de Fortuna, de Coleen MeCullough, é ainda maior: 1205 páginas e quase 2 quilos no ponteiro da balança. Não que medidas como essas sejam novidade no terreno das letras - o primeiro romance modemo, Dom Quixote, do espanhol Miguel de Cervantes, já era um calhamaço considerável. Mas os livros de ficção engordam atualmente por ordem expressa dos editores. Amparados em pesquisas de mercado, eles pedem aos autores histórias mais longas, que resultem em livros mais cheios. Querem pesos pesados — e isso não se refere ao recheio intelectual.

(Adaptado de GRAIEB, Carlos. Revista Veja . 1 de abril, 1998)

A relação entre o titulo Vale quanto pesa e o conteúdo do texto é entendida como uma

  • A

    referência histórica à tradição literária, que sempre priorizou obras de maior extensão.

  • B

    apologia aos editores que promovem histórias longas para atender a demandas de mercado.

  • C

    defesa explicita do valor literário das obras mais extensas, consideradas mais profundas que as clássicas.

  • D

    ironia sobre a valorização de livros volumosos no mercado editorial, mesmo que seu conteúdo não seja necessariamente de grande qualidade.

  • E

    critica direta ao público leitor, que prefere livros mais longos independentemente de seu conteúdo.

137295Questão 7|Português|médio

Atenção : Para responder à questão, basele-se no texto abaixo.

Vale quanto pesa

Numa era obcecada pela magreza e pelos objetos portáteis, a literatura popular anda na contramão. Basta observar as prateleiras das livrarias, para constatar que os best-sellers — aquelas obras que oferecem diversão em estado puro, sem pretensões intelectuais — andam cada vez mais grossos. Sejam eles romances água-com-açúear, de terror ou ficção cientifica, eles parecem feitos sob medida para entrar nos quadros de Fernando Batero. Tome-se como exemplo dois lançamentos recentes de autoras que fazem muito sucesso no Brasil O Regresso, de Rosamunde Pilcher, tem 1091 páginas e pesa 1,52 quilo. Os Favoritos de Fortuna, de Coleen MeCullough, é ainda maior: 1205 páginas e quase 2 quilos no ponteiro da balança. Não que medidas como essas sejam novidade no terreno das letras - o primeiro romance modemo, Dom Quixote, do espanhol Miguel de Cervantes, já era um calhamaço considerável. Mas os livros de ficção engordam atualmente por ordem expressa dos editores. Amparados em pesquisas de mercado, eles pedem aos autores histórias mais longas, que resultem em livros mais cheios. Querem pesos pesados — e isso não se refere ao recheio intelectual.

(Adaptado de GRAIEB, Carlos. Revista Veja . 1 de abril, 1998)

A expressão “água-com-açúcar no texto pode ser interpretada como sinônimo de:

  • A

    Narrativas assustadoras e intensas, voltadas ao terror psicológico.

  • B

    Textos que exploram o futuro e os avanços científicos.

  • C

    Histórias sentimentais e leves, sem profundidade intelectual.

  • D

    Livros que oferecem um misto de tensão e suspense.

  • E

    Obras de teor filosófico e reflexivo, com alta complexidade.

137296Questão 8|Português|médio

Atenção : Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

Palavras em agonia

No avião, ouço a voz da comissária: “Senhores passageiros, estamos próximos à decolagem.” Oba! Finalmente vou descobrir onde fica a decolagem. Deve ser um lugar, porque, segundo a moça, estamos próximos dela. Já reparei que, ao levantar voo no Santos Dumont para São Paulo, o avião rola de mansinho pela pista, acelera e, quando passa pela Escola Naval, decola. Se a decolagem é um lugar, significa que esse lugar é ali, diante da antiga ilha onde, em 1555, Vilegagnon tentou construir a França Antártica. Isso justificaria a frase “Estamos próximos à decolagem". Mas, e se a decolagem não for um lugar,

e

sim uma ação? Mais correto, então, seria dizer “Dentro de instantes iremos decolar”. Ou “Estamos perto de decolar”. Isso obrigaria, no entanto, ao uso de uma palavra que está se despedindo da língua, como se seu significado tivesse se exaurido. A palavra é “perto” As pessoas agora dizem “Estou próximo de sair, não “perto de sair, “Estou próximo de conseguir emprego”, não “perto de conseguir emprego”. “Perto” não é a única palavra em agonia entre nós. Há muitas mais, substituídas por outras que se instalaram e ganharam a preferência nacional. Exemplos. Ninguém mais coloca algo em lugar nenhum — “posiciona”. Ninguém termina mais nada — “finaliza”. Ninguém mais tem resistência fisica ou emocional — é resiliente”. Ninguém mais completa ou enriquece um texto — “atualiza”.

(CASTRO, Ruy. Folha de S.Paulo , 26 de dezembro de 2024)

A palavra resiliente” no texto exemplifica:

  • A

    A necessidade de atualização do vocabulário para expressar novas realidades sociais.

  • B

    Uma imposição econômica e social da linguagem em diferentes contextos.

  • C

    Uma substituição de palavras tradicionais por outras que carregam conotações formais e técnicas.

  • D

    O empobrecimento da língua causado pela exclusão de palavras com significados específicos.

  • E

    A resistência das pessoas a mudanças no vocabulário cotidiano.

137297Questão 9|Português|médio

Atenção : Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

Palavras em agonia

No avião, ouço a voz da comissária: “Senhores passageiros, estamos próximos à decolagem.” Oba! Finalmente vou descobrir onde fica a decolagem. Deve ser um lugar, porque, segundo a moça, estamos próximos dela. Já reparei que, ao levantar voo no Santos Dumont para São Paulo, o avião rola de mansinho pela pista, acelera e, quando passa pela Escola Naval, decola. Se a decolagem é um lugar, significa que esse lugar é ali, diante da antiga ilha onde, em 1555, Vilegagnon tentou construir a França Antártica. Isso justificaria a frase “Estamos próximos à decolagem". Mas, e se a decolagem não for um lugar,

e

sim uma ação? Mais correto, então, seria dizer “Dentro de instantes iremos decolar”. Ou “Estamos perto de decolar”. Isso obrigaria, no entanto, ao uso de uma palavra que está se despedindo da língua, como se seu significado tivesse se exaurido. A palavra é “perto” As pessoas agora dizem “Estou próximo de sair, não “perto de sair, “Estou próximo de conseguir emprego”, não “perto de conseguir emprego”. “Perto” não é a única palavra em agonia entre nós. Há muitas mais, substituídas por outras que se instalaram e ganharam a preferência nacional. Exemplos. Ninguém mais coloca algo em lugar nenhum — “posiciona”. Ninguém termina mais nada — “finaliza”. Ninguém mais tem resistência fisica ou emocional — é resiliente”. Ninguém mais completa ou enriquece um texto — “atualiza”.

(CASTRO, Ruy. Folha de S.Paulo , 26 de dezembro de 2024)

Ao longo do texto, o autor adota um tom sarcástico para tratar do uso de determinadas palavras. Esse tom é construido principalmente

  • A

    pelo apelo a exemplos históricos, como Villegagnon, para reforçar a crítica ao uso incorreto das palavras.

  • B

    pela rejeição à evolução linguística, defendendo a conservação estrita de palavras em desuso.

  • C

    pelo uso frequente de termos técnicos para criticar a formalidade excessiva na linguagem.

  • D

    pelo questionamento do uso descontextualizado das palavras, expondo a incongruência em expressões cotidianas.

  • E

    pelo enaltecimento de palavras simples como “perto” em oposição a termos mais sofisticados e modernos.

137298Questão 10|Português|médio

Atenção : Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

Palavras em agonia

No avião, ouço a voz da comissária: “Senhores passageiros, estamos próximos à decolagem.” Oba! Finalmente vou descobrir onde fica a decolagem. Deve ser um lugar, porque, segundo a moça, estamos próximos dela. Já reparei que, ao levantar voo no Santos Dumont para São Paulo, o avião rola de mansinho pela pista, acelera e, quando passa pela Escola Naval, decola. Se a decolagem é um lugar, significa que esse lugar é ali, diante da antiga ilha onde, em 1555, Vilegagnon tentou construir a França Antártica. Isso justificaria a frase “Estamos próximos à decolagem". Mas, e se a decolagem não for um lugar,

e

sim uma ação? Mais correto, então, seria dizer “Dentro de instantes iremos decolar”. Ou “Estamos perto de decolar”. Isso obrigaria, no entanto, ao uso de uma palavra que está se despedindo da língua, como se seu significado tivesse se exaurido. A palavra é “perto” As pessoas agora dizem “Estou próximo de sair, não “perto de sair, “Estou próximo de conseguir emprego”, não “perto de conseguir emprego”. “Perto” não é a única palavra em agonia entre nós. Há muitas mais, substituídas por outras que se instalaram e ganharam a preferência nacional. Exemplos. Ninguém mais coloca algo em lugar nenhum — “posiciona”. Ninguém termina mais nada — “finaliza”. Ninguém mais tem resistência fisica ou emocional — é resiliente”. Ninguém mais completa ou enriquece um texto — “atualiza”.

(CASTRO, Ruy. Folha de S.Paulo , 26 de dezembro de 2024)

A crítica central do texto & voltada para

  • A

    a preferência nacional por expressões que enriquecem a linguagem.

  • B

    o impacto das mudanças linguísticas no contexto literário.

  • C

    a confusão semântica pelo uso de estrangeirismos em contextos equivocados.

  • D

    a incoerência e a falta de precisão de determinados usos de palavras.

  • E

    a resistência das pessoas em adotar palavras mais modemas no cotidiano.