Assistente Administrativo I - 2017
Carta a Beatriz
Cara Beatriz: na última terça (8) você escreveu aqui pro jornal se dizendo espantada com a minha crônica de domingo (6); “após uma semana de fatos surpreendentes na política”, “num momento tão importante para uma boa análise”, um de seus “colunistas preferidos” havia se saído com um texto “bobo e sem propósito”.
Fico feliz por me citar entre seus “colunistas preferidos”, mas me pergunto se o elogio foi sincero ou só uma gentileza. Afinal, quase toda semana o Brasil nos brinda com “fatos surpreendentes na política” e quase todo domingo, em vez de uma “boa análise”, publico textos que poderiam ser considerados bobos e sem propósito.
Não o faço por desvio de caráter nem para irritá-la, Beatriz, mas por dever de ofício. O cronista é um cara pago para lubrificar as engrenagens do maquinário noticioso com um pouco de graça, de despropósito e – vá lá, por que não? – de bobagem. Minha função é lembrar o leitor desolado entre bombas na Síria, tiros na Rocinha e patacoadas em Brasília que este mundo também comporta mangas maduras, Monty Python, Pixinguinha.
O Rubem Braga atravessou duas ditaduras e seu maior libelo à liberdade não é um texto contra o pau de arara, mas uma carta/crônica ao vizinho que havia reclamado do barulho.
Lamento, Beatriz, mas atualmente a única “boa análise” que tenho sido capaz de fazer é às quintas, 15h, deitado num divã na rua Apiacás – e nem sempre é assim tão boa.
Um abraço,
(Antonio Prata. Folha de S.Paulo, 13.03.2016. Adaptado)
Em sua resposta à leitora, o autor deixa claro que o papel do cronista é
Carta a Beatriz
Cara Beatriz: na última terça (8) você escreveu aqui pro jornal se dizendo espantada com a minha crônica de domingo (6); “após uma semana de fatos surpreendentes na política”, “num momento tão importante para uma boa análise”, um de seus “colunistas preferidos” havia se saído com um texto “bobo e sem propósito”.
Fico feliz por me citar entre seus “colunistas preferidos”, mas me pergunto se o elogio foi sincero ou só uma gentileza. Afinal, quase toda semana o Brasil nos brinda com “fatos surpreendentes na política” e quase todo domingo, em vez de uma “boa análise”, publico textos que poderiam ser considerados bobos e sem propósito.
Não o faço por desvio de caráter nem para irritá-la, Beatriz, mas por dever de ofício. O cronista é um cara pago para lubrificar as engrenagens do maquinário noticioso com um pouco de graça, de despropósito e – vá lá, por que não? – de bobagem. Minha função é lembrar o leitor desolado entre bombas na Síria, tiros na Rocinha e patacoadas em Brasília que este mundo também comporta mangas maduras, Monty Python, Pixinguinha.
O Rubem Braga atravessou duas ditaduras e seu maior libelo à liberdade não é um texto contra o pau de arara, mas uma carta/crônica ao vizinho que havia reclamado do barulho.
Lamento, Beatriz, mas atualmente a única “boa análise” que tenho sido capaz de fazer é às quintas, 15h, deitado num divã na rua Apiacás – e nem sempre é assim tão boa.
Um abraço,
(Antonio Prata. Folha de S.Paulo, 13.03.2016. Adaptado)
No primeiro parágrafo do texto, empregam-se as aspas para
Carta a Beatriz
Cara Beatriz: na última terça (8) você escreveu aqui pro jornal se dizendo espantada com a minha crônica de domingo (6); “após uma semana de fatos surpreendentes na política”, “num momento tão importante para uma boa análise”, um de seus “colunistas preferidos” havia se saído com um texto “bobo e sem propósito”.
Fico feliz por me citar entre seus “colunistas preferidos”, mas me pergunto se o elogio foi sincero ou só uma gentileza. Afinal, quase toda semana o Brasil nos brinda com “fatos surpreendentes na política” e quase todo domingo, em vez de uma “boa análise”, publico textos que poderiam ser considerados bobos e sem propósito.
Não o faço por desvio de caráter nem para irritá-la, Beatriz, mas por dever de ofício. O cronista é um cara pago para lubrificar as engrenagens do maquinário noticioso com um pouco de graça, de despropósito e – vá lá, por que não? – de bobagem. Minha função é lembrar o leitor desolado entre bombas na Síria, tiros na Rocinha e patacoadas em Brasília que este mundo também comporta mangas maduras, Monty Python, Pixinguinha.
O Rubem Braga atravessou duas ditaduras e seu maior libelo à liberdade não é um texto contra o pau de arara, mas uma carta/crônica ao vizinho que havia reclamado do barulho.
Lamento, Beatriz, mas atualmente a única “boa análise” que tenho sido capaz de fazer é às quintas, 15h, deitado num divã na rua Apiacás – e nem sempre é assim tão boa.
Um abraço,
(Antonio Prata. Folha de S.Paulo, 13.03.2016. Adaptado)
Há termos empregados em sentido figurado no trecho:
Carlos fez um empréstimo de R$ 2.800,00, à taxa de juros simples de 1,3% ao mês, que deve ser pago após 3 meses, juntamente com os juros. O valor que Carlos deverá pagar é igual a
Cortando 3 rolos de fio de cobre, cada um deles com 77 m de comprimento, é possível obter, no máximo, y pedaços de 50 cm de comprimento, não ocorrendo sobra alguma. O número y de pedaços obtidos é
Uma sala retangular de 29,25 m² de área tem 4,5 m de largura. O comprimento do rodapé dessa sala, que cobre todo seu perímetro, exceto o vão de 0,90 m da porta, é igual a
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Considere a seguinte expressão numérica:
(112 – 102 ) ÷ (3·2·5 – 32 ) ÷ 3
O resultado correto é

