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Economista - 2024


Página 1  •  Total 50 questões
131305Questão 1|Português|superior
2024
INSTITUTO AOCP

O fim das redes sociais

Cada vez menos “sociais", as redes têm implicações

de uso muito maiores do que se pensa

Marcelo Vidigal M de Barros

As redes sociais tornaram-se as principais plataformas de geração e distribuição de conteúdo, ofuscando os antigos e poderosos canais de TV, rádios e jornais. Então, não surpreende que sua influência venha chamando a atenção dos governos e da sociedade, lá fora e aqui. (...) Ainda que as pessoas, em geral, tenham percebido diferenças em seus feeds, muita gente ainda não entendeu o alcance e as implicações das mudanças recentes, que se aceleraram nos últimos 12 meses. (...)

Com o crescimento do TikTok e a mudança dos feeds do Facebook e Instagram para um modelo de recomendação baseado em algoritmos, entramos em uma nova era; o algoritmo passou a privilegiar o conteúdo que entende ser mais interessante para você, e não mais o que seus amigos estão postando. Se o algoritmo identificar que você gosta de futebol, por exemplo, vai te apresentar mais vídeos com os golaços da última rodada. A novidade, porém, é que, logo abaixo de um lance mágico do Messi, o algoritmo, agora, mostra um “frango” em uma pelada da periferia, postado por alguém fora de sua rede.

Neste novo padrão de recomendação, o componente “social”, isto é, o conteúdo distribuído por sua rede, perdeu importância. (...) E neste novo modelo, temos à disposição todo o conteúdo da plataforma, e não ficamos limitados apenas à nossa rede. (...)

Quando a recomendação de conteúdos era definida apenas pela quantidade de seguidores e likes, os grandes influenciadores conquistaram o poder de definir comportamentos, influenciar nosso consumo e ganhar muito com isso. (...) Não é à toa que, em 2022, Kim Kardashian e duas das maiores influenciadoras do mundo apoiaram a campanha “Make Instagram Instagram again”, uma tentativa de reverter a decisão da empresa de não dar preferência às postagens publicadas por “amigos”.

Esta é a grande mudança. E uma mudança grande, ao mesmo tempo. Migramos para uma versão das mídias sociais dominada por algoritmos e não por influenciadores. Em contraste com o modelo antigo, quando a competição era por popularidade, no novo modelo, a competição é por relevância de conteúdo; quanto maior for o match do conteúdo sugerido com o que cada um de nós gosta, maior será o nosso tempo de permanência nestas plataformas. (...)

O crescimento do TikTok tem sido usualmente atribuído à rejeição da nova geração às redes mais maduras, como o Instagram. (...) Com a entrada dos algoritmos na jogada, pelo menos no curto prazo, haverá uma ampliação dos problemas atuais de polarização e radicalização.

Ainda há muito por vir, e é impossível prever todas as consequências desta mudança, mas, ao entendermos melhor as primeiras implicações, podemos estar mais preparados para os desafios que, como sociedade, temos pela frente.

Adaptado de: https://exame.com/lideres-

extraordinarios/governanca/o-fim-das-redes-sociais. Acesso em:

30 out. 2023.

De acordo com a leitura do texto, é correto afirmar que

  • A

    segundo o articulista, as redes sociais estão menos “sociais” atualmente porque não priorizam mais a interação e a socialização, de fato, entre seguidores e/ou usuários.

  • B

    para o autor, os usuários das redes sociais, por se manterem “no modo automático”, ultraconectados, ainda não se deram conta dos efeitos das mudanças ocorridas em tais redes

  • C

    as recentes mudanças nas redes sociais têm como objetivo central possibilitar aos usuários condições de explorar conteúdos diversificados e não restritos.

  • D

    à medida que os usuários permanecem nas redes sociais direcionados pelos algoritmos, aumenta-se o domínio dos influenciadores sobre o comportamento das pessoas em geral.

  • E

    a ampliação crescente do uso do TikTok, sobretudo por adolescentes e jovens, trará, a curto prazo, maior polarização e disputa por quantidade de seguidores.

131306Questão 2|Português|superior
2024
INSTITUTO AOCP

O fim das redes sociais

Cada vez menos “sociais", as redes têm implicações

de uso muito maiores do que se pensa

Marcelo Vidigal M de Barros

As redes sociais tornaram-se as principais plataformas de geração e distribuição de conteúdo, ofuscando os antigos e poderosos canais de TV, rádios e jornais. Então, não surpreende que sua influência venha chamando a atenção dos governos e da sociedade, lá fora e aqui. (...) Ainda que as pessoas, em geral, tenham percebido diferenças em seus feeds, muita gente ainda não entendeu o alcance e as implicações das mudanças recentes, que se aceleraram nos últimos 12 meses. (...)

Com o crescimento do TikTok e a mudança dos feeds do Facebook e Instagram para um modelo de recomendação baseado em algoritmos, entramos em uma nova era; o algoritmo passou a privilegiar o conteúdo que entende ser mais interessante para você, e não mais o que seus amigos estão postando. Se o algoritmo identificar que você gosta de futebol, por exemplo, vai te apresentar mais vídeos com os golaços da última rodada. A novidade, porém, é que, logo abaixo de um lance mágico do Messi, o algoritmo, agora, mostra um “frango” em uma pelada da periferia, postado por alguém fora de sua rede.

Neste novo padrão de recomendação, o componente “social”, isto é, o conteúdo distribuído por sua rede, perdeu importância. (...) E neste novo modelo, temos à disposição todo o conteúdo da plataforma, e não ficamos limitados apenas à nossa rede. (...)

Quando a recomendação de conteúdos era definida apenas pela quantidade de seguidores e likes, os grandes influenciadores conquistaram o poder de definir comportamentos, influenciar nosso consumo e ganhar muito com isso. (...) Não é à toa que, em 2022, Kim Kardashian e duas das maiores influenciadoras do mundo apoiaram a campanha “Make Instagram Instagram again”, uma tentativa de reverter a decisão da empresa de não dar preferência às postagens publicadas por “amigos”.

Esta é a grande mudança. E uma mudança grande, ao mesmo tempo. Migramos para uma versão das mídias sociais dominada por algoritmos e não por influenciadores. Em contraste com o modelo antigo, quando a competição era por popularidade, no novo modelo, a competição é por relevância de conteúdo; quanto maior for o match do conteúdo sugerido com o que cada um de nós gosta, maior será o nosso tempo de permanência nestas plataformas. (...)

O crescimento do TikTok tem sido usualmente atribuído à rejeição da nova geração às redes mais maduras, como o Instagram. (...) Com a entrada dos algoritmos na jogada, pelo menos no curto prazo, haverá uma ampliação dos problemas atuais de polarização e radicalização.

Ainda há muito por vir, e é impossível prever todas as consequências desta mudança, mas, ao entendermos melhor as primeiras implicações, podemos estar mais preparados para os desafios que, como sociedade, temos pela frente.

Adaptado de: https://exame.com/lideres-

extraordinarios/governanca/o-fim-das-redes-sociais. Acesso em:

30 out. 2023.

Sobre o período: “Esta é a grande mudança. E uma mudança grande, ao mesmo tempo.”, é correto afirmar que

  • A

    o adjetivo “grande” usado antes ou depois do substantivo “mudança” expressa o mesmo sentido ao enunciado em questão.

  • B

    a anteposição do adjetivo “grande” com relação ao substantivo “mudança” agrega uma ideia mais abstrata para a frase, enquanto a posposição atribui um sentido mais concreto.

  • C

    o adjetivo “grande” é considerado biforme, uma vez que apresenta flexão em número: singular (grande) e plural (grandes).

  • D

    em “grande mudança”, há uma ideia relacionada a tamanho, extensão longa, enquanto “mudança grande” expressa o sentido de uma mudança significativa, profunda, mas não necessariamente de longa extensão.

  • E

    em “ a grande mudança” e em “ uma mudança grande”, os termos destacados são classificados como artigos definidos e, nesse contexto, particularizam, especificam a mudança em questão.

131307Questão 3|Português|superior
2024
INSTITUTO AOCP

O fim das redes sociais

Cada vez menos “sociais", as redes têm implicações

de uso muito maiores do que se pensa

Marcelo Vidigal M de Barros

As redes sociais tornaram-se as principais plataformas de geração e distribuição de conteúdo, ofuscando os antigos e poderosos canais de TV, rádios e jornais. Então, não surpreende que sua influência venha chamando a atenção dos governos e da sociedade, lá fora e aqui. (...) Ainda que as pessoas, em geral, tenham percebido diferenças em seus feeds, muita gente ainda não entendeu o alcance e as implicações das mudanças recentes, que se aceleraram nos últimos 12 meses. (...)

Com o crescimento do TikTok e a mudança dos feeds do Facebook e Instagram para um modelo de recomendação baseado em algoritmos, entramos em uma nova era; o algoritmo passou a privilegiar o conteúdo que entende ser mais interessante para você, e não mais o que seus amigos estão postando. Se o algoritmo identificar que você gosta de futebol, por exemplo, vai te apresentar mais vídeos com os golaços da última rodada. A novidade, porém, é que, logo abaixo de um lance mágico do Messi, o algoritmo, agora, mostra um “frango” em uma pelada da periferia, postado por alguém fora de sua rede.

Neste novo padrão de recomendação, o componente “social”, isto é, o conteúdo distribuído por sua rede, perdeu importância. (...) E neste novo modelo, temos à disposição todo o conteúdo da plataforma, e não ficamos limitados apenas à nossa rede. (...)

Quando a recomendação de conteúdos era definida apenas pela quantidade de seguidores e likes, os grandes influenciadores conquistaram o poder de definir comportamentos, influenciar nosso consumo e ganhar muito com isso. (...) Não é à toa que, em 2022, Kim Kardashian e duas das maiores influenciadoras do mundo apoiaram a campanha “Make Instagram Instagram again”, uma tentativa de reverter a decisão da empresa de não dar preferência às postagens publicadas por “amigos”.

Esta é a grande mudança. E uma mudança grande, ao mesmo tempo. Migramos para uma versão das mídias sociais dominada por algoritmos e não por influenciadores. Em contraste com o modelo antigo, quando a competição era por popularidade, no novo modelo, a competição é por relevância de conteúdo; quanto maior for o match do conteúdo sugerido com o que cada um de nós gosta, maior será o nosso tempo de permanência nestas plataformas. (...)

O crescimento do TikTok tem sido usualmente atribuído à rejeição da nova geração às redes mais maduras, como o Instagram. (...) Com a entrada dos algoritmos na jogada, pelo menos no curto prazo, haverá uma ampliação dos problemas atuais de polarização e radicalização.

Ainda há muito por vir, e é impossível prever todas as consequências desta mudança, mas, ao entendermos melhor as primeiras implicações, podemos estar mais preparados para os desafios que, como sociedade, temos pela frente.

Adaptado de: https://exame.com/lideres-

extraordinarios/governanca/o-fim-das-redes-sociais. Acesso em:

30 out. 2023.

Quanto à acentuação das palavras, assinale a alternativa correta.

  • A

    Em “Então, não surpreende que sua influência venha chamando a atenção dos governos e da sociedade, fora e aqui.”, “influência” é acentuada por ser uma proparoxítona, enquanto “lá” recebe acento por ser oxítona terminada em “a”.

  • B

    No trecho “(...) o conteúdo distribuído por sua rede, perdeu importância .”, os termos destacados recebem acento pela mesma razão.

  • C

    Em “(...) a competição é por relevância de conteúdo ;”, “relevância” recebe acento por ser uma paroxítona terminada em ditongo, enquanto “conteúdo” é um termo acentuado por apresentar hiato com “u” tônico.

  • D

    No trecho “(...) maior será o nosso tempo de permanência nestas plataformas.”, os termos destacados são acentuados por serem oxítonas terminadas em “a”.

  • E

    Em “Ainda há muito por vir, e é impossível prever todas as consequências desta mudança (...)”, ambas as palavras destacadas são acentuadas por serem proparoxítonas e todas as proparoxítonas devem ser acentuadas.

131308Questão 4|Português|superior
2024
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O fim das redes sociais

Cada vez menos “sociais", as redes têm implicações

de uso muito maiores do que se pensa

Marcelo Vidigal M de Barros

As redes sociais tornaram-se as principais plataformas de geração e distribuição de conteúdo, ofuscando os antigos e poderosos canais de TV, rádios e jornais. Então, não surpreende que sua influência venha chamando a atenção dos governos e da sociedade, lá fora e aqui. (...) Ainda que as pessoas, em geral, tenham percebido diferenças em seus feeds, muita gente ainda não entendeu o alcance e as implicações das mudanças recentes, que se aceleraram nos últimos 12 meses. (...)

Com o crescimento do TikTok e a mudança dos feeds do Facebook e Instagram para um modelo de recomendação baseado em algoritmos, entramos em uma nova era; o algoritmo passou a privilegiar o conteúdo que entende ser mais interessante para você, e não mais o que seus amigos estão postando. Se o algoritmo identificar que você gosta de futebol, por exemplo, vai te apresentar mais vídeos com os golaços da última rodada. A novidade, porém, é que, logo abaixo de um lance mágico do Messi, o algoritmo, agora, mostra um “frango” em uma pelada da periferia, postado por alguém fora de sua rede.

Neste novo padrão de recomendação, o componente “social”, isto é, o conteúdo distribuído por sua rede, perdeu importância. (...) E neste novo modelo, temos à disposição todo o conteúdo da plataforma, e não ficamos limitados apenas à nossa rede. (...)

Quando a recomendação de conteúdos era definida apenas pela quantidade de seguidores e likes, os grandes influenciadores conquistaram o poder de definir comportamentos, influenciar nosso consumo e ganhar muito com isso. (...) Não é à toa que, em 2022, Kim Kardashian e duas das maiores influenciadoras do mundo apoiaram a campanha “Make Instagram Instagram again”, uma tentativa de reverter a decisão da empresa de não dar preferência às postagens publicadas por “amigos”.

Esta é a grande mudança. E uma mudança grande, ao mesmo tempo. Migramos para uma versão das mídias sociais dominada por algoritmos e não por influenciadores. Em contraste com o modelo antigo, quando a competição era por popularidade, no novo modelo, a competição é por relevância de conteúdo; quanto maior for o match do conteúdo sugerido com o que cada um de nós gosta, maior será o nosso tempo de permanência nestas plataformas. (...)

O crescimento do TikTok tem sido usualmente atribuído à rejeição da nova geração às redes mais maduras, como o Instagram. (...) Com a entrada dos algoritmos na jogada, pelo menos no curto prazo, haverá uma ampliação dos problemas atuais de polarização e radicalização.

Ainda há muito por vir, e é impossível prever todas as consequências desta mudança, mas, ao entendermos melhor as primeiras implicações, podemos estar mais preparados para os desafios que, como sociedade, temos pela frente.

Adaptado de: https://exame.com/lideres-

extraordinarios/governanca/o-fim-das-redes-sociais. Acesso em:

30 out. 2023.

Assinale a alternativa em que o acento indicativo de crase tenha uso facultativo.

  • A

    “E neste novo modelo, temos à disposição todo o conteúdo da plataforma, (...)”.

  • B

    “(...) e não ficamos limitados apenas à nossa rede.”.

  • C

    “Não é à toa que, em 2022, Kim Kardashian e duas das maiores influenciadoras do mundo apoiaram a campanha (...)”.

  • D

    “(...) uma tentativa de reverter a decisão da empresa de não dar preferência às postagens publicadas por ‘amigos’.”.

  • E

    “O crescimento do TikTok tem sido usualmente atribuído à rejeição da nova geração das redes mais maduras, como o Instagram.”.

131309Questão 5|Português|superior
2024
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O fim das redes sociais

Cada vez menos “sociais", as redes têm implicações

de uso muito maiores do que se pensa

Marcelo Vidigal M de Barros

As redes sociais tornaram-se as principais plataformas de geração e distribuição de conteúdo, ofuscando os antigos e poderosos canais de TV, rádios e jornais. Então, não surpreende que sua influência venha chamando a atenção dos governos e da sociedade, lá fora e aqui. (...) Ainda que as pessoas, em geral, tenham percebido diferenças em seus feeds, muita gente ainda não entendeu o alcance e as implicações das mudanças recentes, que se aceleraram nos últimos 12 meses. (...)

Com o crescimento do TikTok e a mudança dos feeds do Facebook e Instagram para um modelo de recomendação baseado em algoritmos, entramos em uma nova era; o algoritmo passou a privilegiar o conteúdo que entende ser mais interessante para você, e não mais o que seus amigos estão postando. Se o algoritmo identificar que você gosta de futebol, por exemplo, vai te apresentar mais vídeos com os golaços da última rodada. A novidade, porém, é que, logo abaixo de um lance mágico do Messi, o algoritmo, agora, mostra um “frango” em uma pelada da periferia, postado por alguém fora de sua rede.

Neste novo padrão de recomendação, o componente “social”, isto é, o conteúdo distribuído por sua rede, perdeu importância. (...) E neste novo modelo, temos à disposição todo o conteúdo da plataforma, e não ficamos limitados apenas à nossa rede. (...)

Quando a recomendação de conteúdos era definida apenas pela quantidade de seguidores e likes, os grandes influenciadores conquistaram o poder de definir comportamentos, influenciar nosso consumo e ganhar muito com isso. (...) Não é à toa que, em 2022, Kim Kardashian e duas das maiores influenciadoras do mundo apoiaram a campanha “Make Instagram Instagram again”, uma tentativa de reverter a decisão da empresa de não dar preferência às postagens publicadas por “amigos”.

Esta é a grande mudança. E uma mudança grande, ao mesmo tempo. Migramos para uma versão das mídias sociais dominada por algoritmos e não por influenciadores. Em contraste com o modelo antigo, quando a competição era por popularidade, no novo modelo, a competição é por relevância de conteúdo; quanto maior for o match do conteúdo sugerido com o que cada um de nós gosta, maior será o nosso tempo de permanência nestas plataformas. (...)

O crescimento do TikTok tem sido usualmente atribuído à rejeição da nova geração às redes mais maduras, como o Instagram. (...) Com a entrada dos algoritmos na jogada, pelo menos no curto prazo, haverá uma ampliação dos problemas atuais de polarização e radicalização.

Ainda há muito por vir, e é impossível prever todas as consequências desta mudança, mas, ao entendermos melhor as primeiras implicações, podemos estar mais preparados para os desafios que, como sociedade, temos pela frente.

Adaptado de: https://exame.com/lideres-

extraordinarios/governanca/o-fim-das-redes-sociais. Acesso em:

30 out. 2023.

Tendo em vista aspectos linguísticos que constituem o texto, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).

I. No trecho “Então, não surpreende que sua influência venha chamando a atenção dos governos e da sociedade, lá fora e aqui.”, o pronome destacado retoma, anaforicamente, “redes sociais”, empregada no período anterior. II. Em “Ainda que as pessoas, em geral, tenham percebido diferenças em seus feeds , muita gente ainda não entendeu o alcance e as implicações das mudanças recentes, que se aceleraram nos últimos 12 meses.”, os “quês” destacados pertencem à mesma classe de palavras: são pronomes relativos. III. No trecho “A novidade, porém, é que, logo abaixo de um lance mágico do Messi, o algoritmo, agora, mostra um ‘ frango ’ em uma pelada da periferia, postado por alguém fora de sua rede.”, as expressões destacadas apresentam sentido denotativo. IV. Em “Se o algoritmo identificar que você gosta de futebol, por exemplo, vai te apresentar mais vídeos com os golaços da última rodada.”, o pronome oblíquo átono poderia ser empregado após a locução verbal, “vai apresentar-te”, sem prejuízo gramatical.

  • A

    Apenas I, II e III.

  • B

    Apenas II e III.

  • C

    Apenas I e IV.

  • D

    Apenas II e IV.

  • E

    Apenas IV.

131310Questão 6|Português|superior
2024
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O fim das redes sociais

Cada vez menos “sociais", as redes têm implicações

de uso muito maiores do que se pensa

Marcelo Vidigal M de Barros

As redes sociais tornaram-se as principais plataformas de geração e distribuição de conteúdo, ofuscando os antigos e poderosos canais de TV, rádios e jornais. Então, não surpreende que sua influência venha chamando a atenção dos governos e da sociedade, lá fora e aqui. (...) Ainda que as pessoas, em geral, tenham percebido diferenças em seus feeds, muita gente ainda não entendeu o alcance e as implicações das mudanças recentes, que se aceleraram nos últimos 12 meses. (...)

Com o crescimento do TikTok e a mudança dos feeds do Facebook e Instagram para um modelo de recomendação baseado em algoritmos, entramos em uma nova era; o algoritmo passou a privilegiar o conteúdo que entende ser mais interessante para você, e não mais o que seus amigos estão postando. Se o algoritmo identificar que você gosta de futebol, por exemplo, vai te apresentar mais vídeos com os golaços da última rodada. A novidade, porém, é que, logo abaixo de um lance mágico do Messi, o algoritmo, agora, mostra um “frango” em uma pelada da periferia, postado por alguém fora de sua rede.

Neste novo padrão de recomendação, o componente “social”, isto é, o conteúdo distribuído por sua rede, perdeu importância. (...) E neste novo modelo, temos à disposição todo o conteúdo da plataforma, e não ficamos limitados apenas à nossa rede. (...)

Quando a recomendação de conteúdos era definida apenas pela quantidade de seguidores e likes, os grandes influenciadores conquistaram o poder de definir comportamentos, influenciar nosso consumo e ganhar muito com isso. (...) Não é à toa que, em 2022, Kim Kardashian e duas das maiores influenciadoras do mundo apoiaram a campanha “Make Instagram Instagram again”, uma tentativa de reverter a decisão da empresa de não dar preferência às postagens publicadas por “amigos”.

Esta é a grande mudança. E uma mudança grande, ao mesmo tempo. Migramos para uma versão das mídias sociais dominada por algoritmos e não por influenciadores. Em contraste com o modelo antigo, quando a competição era por popularidade, no novo modelo, a competição é por relevância de conteúdo; quanto maior for o match do conteúdo sugerido com o que cada um de nós gosta, maior será o nosso tempo de permanência nestas plataformas. (...)

O crescimento do TikTok tem sido usualmente atribuído à rejeição da nova geração às redes mais maduras, como o Instagram. (...) Com a entrada dos algoritmos na jogada, pelo menos no curto prazo, haverá uma ampliação dos problemas atuais de polarização e radicalização.

Ainda há muito por vir, e é impossível prever todas as consequências desta mudança, mas, ao entendermos melhor as primeiras implicações, podemos estar mais preparados para os desafios que, como sociedade, temos pela frente.

Adaptado de: https://exame.com/lideres-

extraordinarios/governanca/o-fim-das-redes-sociais. Acesso em:

30 out. 2023.

Assinale a alternativa em que haja, entre parênteses, o valor semântico correto para o trecho destacado.

  • A

    “Ainda que as pessoas, em geral, tenham percebido diferenças em seusfeeds , muita gente ainda não entendeu o alcance e as implicações das mudanças recentes (...)”. (Causa).

  • B

    “Se o algoritmo identificar que você gosta de futebol, por exemplo , vai te apresentar mais vídeos com os golaços da última rodada.” (Condição).

  • C

    “Quando a recomendação de conteúdos era definida apenas pela quantidade de seguidores elikes , os grandes influenciadores conquistaram o poder de definir comportamentos (...)”. (Proporção).

  • D

    “(...) quanto maior for omatchdo conteúdo sugerido com o que cada um de nós gosta , maior será o nosso tempo de permanência nestas plataformas.” (Tempo).

  • E

    “(...) ao entendermos melhor as primeiras implicaçõe s, podemos estar mais preparados para os desafios que, como sociedade, temos pela frente.” (Finalidade).

131311Questão 7|Português|superior
2024
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Cada vez menos “sociais", as redes têm implicações

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Marcelo Vidigal M de Barros

As redes sociais tornaram-se as principais plataformas de geração e distribuição de conteúdo, ofuscando os antigos e poderosos canais de TV, rádios e jornais. Então, não surpreende que sua influência venha chamando a atenção dos governos e da sociedade, lá fora e aqui. (...) Ainda que as pessoas, em geral, tenham percebido diferenças em seus feeds, muita gente ainda não entendeu o alcance e as implicações das mudanças recentes, que se aceleraram nos últimos 12 meses. (...)

Com o crescimento do TikTok e a mudança dos feeds do Facebook e Instagram para um modelo de recomendação baseado em algoritmos, entramos em uma nova era; o algoritmo passou a privilegiar o conteúdo que entende ser mais interessante para você, e não mais o que seus amigos estão postando. Se o algoritmo identificar que você gosta de futebol, por exemplo, vai te apresentar mais vídeos com os golaços da última rodada. A novidade, porém, é que, logo abaixo de um lance mágico do Messi, o algoritmo, agora, mostra um “frango” em uma pelada da periferia, postado por alguém fora de sua rede.

Neste novo padrão de recomendação, o componente “social”, isto é, o conteúdo distribuído por sua rede, perdeu importância. (...) E neste novo modelo, temos à disposição todo o conteúdo da plataforma, e não ficamos limitados apenas à nossa rede. (...)

Quando a recomendação de conteúdos era definida apenas pela quantidade de seguidores e likes, os grandes influenciadores conquistaram o poder de definir comportamentos, influenciar nosso consumo e ganhar muito com isso. (...) Não é à toa que, em 2022, Kim Kardashian e duas das maiores influenciadoras do mundo apoiaram a campanha “Make Instagram Instagram again”, uma tentativa de reverter a decisão da empresa de não dar preferência às postagens publicadas por “amigos”.

Esta é a grande mudança. E uma mudança grande, ao mesmo tempo. Migramos para uma versão das mídias sociais dominada por algoritmos e não por influenciadores. Em contraste com o modelo antigo, quando a competição era por popularidade, no novo modelo, a competição é por relevância de conteúdo; quanto maior for o match do conteúdo sugerido com o que cada um de nós gosta, maior será o nosso tempo de permanência nestas plataformas. (...)

O crescimento do TikTok tem sido usualmente atribuído à rejeição da nova geração às redes mais maduras, como o Instagram. (...) Com a entrada dos algoritmos na jogada, pelo menos no curto prazo, haverá uma ampliação dos problemas atuais de polarização e radicalização.

Ainda há muito por vir, e é impossível prever todas as consequências desta mudança, mas, ao entendermos melhor as primeiras implicações, podemos estar mais preparados para os desafios que, como sociedade, temos pela frente.

Adaptado de: https://exame.com/lideres-

extraordinarios/governanca/o-fim-das-redes-sociais. Acesso em:

30 out. 2023.

Analise o período que segue: “A novidade, porém , é que, logo abaixo de um lance mágico do Messi, o algoritmo, agora, mostra um ‘frango’ em uma pelada da periferia, postado por alguém fora de sua rede.”. Neste, o conectivo destacado pode ser substituído, sem prejuízo de sentido, por todas as opções seguintes, EXCETO

  • A

    entretanto.

  • B

    no entanto.

  • C

    portanto.

  • D

    contudo.

  • E

    todavia.

131312Questão 8|Português|superior
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Marcelo Vidigal M de Barros

As redes sociais tornaram-se as principais plataformas de geração e distribuição de conteúdo, ofuscando os antigos e poderosos canais de TV, rádios e jornais. Então, não surpreende que sua influência venha chamando a atenção dos governos e da sociedade, lá fora e aqui. (...) Ainda que as pessoas, em geral, tenham percebido diferenças em seus feeds, muita gente ainda não entendeu o alcance e as implicações das mudanças recentes, que se aceleraram nos últimos 12 meses. (...)

Com o crescimento do TikTok e a mudança dos feeds do Facebook e Instagram para um modelo de recomendação baseado em algoritmos, entramos em uma nova era; o algoritmo passou a privilegiar o conteúdo que entende ser mais interessante para você, e não mais o que seus amigos estão postando. Se o algoritmo identificar que você gosta de futebol, por exemplo, vai te apresentar mais vídeos com os golaços da última rodada. A novidade, porém, é que, logo abaixo de um lance mágico do Messi, o algoritmo, agora, mostra um “frango” em uma pelada da periferia, postado por alguém fora de sua rede.

Neste novo padrão de recomendação, o componente “social”, isto é, o conteúdo distribuído por sua rede, perdeu importância. (...) E neste novo modelo, temos à disposição todo o conteúdo da plataforma, e não ficamos limitados apenas à nossa rede. (...)

Quando a recomendação de conteúdos era definida apenas pela quantidade de seguidores e likes, os grandes influenciadores conquistaram o poder de definir comportamentos, influenciar nosso consumo e ganhar muito com isso. (...) Não é à toa que, em 2022, Kim Kardashian e duas das maiores influenciadoras do mundo apoiaram a campanha “Make Instagram Instagram again”, uma tentativa de reverter a decisão da empresa de não dar preferência às postagens publicadas por “amigos”.

Esta é a grande mudança. E uma mudança grande, ao mesmo tempo. Migramos para uma versão das mídias sociais dominada por algoritmos e não por influenciadores. Em contraste com o modelo antigo, quando a competição era por popularidade, no novo modelo, a competição é por relevância de conteúdo; quanto maior for o match do conteúdo sugerido com o que cada um de nós gosta, maior será o nosso tempo de permanência nestas plataformas. (...)

O crescimento do TikTok tem sido usualmente atribuído à rejeição da nova geração às redes mais maduras, como o Instagram. (...) Com a entrada dos algoritmos na jogada, pelo menos no curto prazo, haverá uma ampliação dos problemas atuais de polarização e radicalização.

Ainda há muito por vir, e é impossível prever todas as consequências desta mudança, mas, ao entendermos melhor as primeiras implicações, podemos estar mais preparados para os desafios que, como sociedade, temos pela frente.

Adaptado de: https://exame.com/lideres-

extraordinarios/governanca/o-fim-das-redes-sociais. Acesso em:

30 out. 2023.

Assinale a alternativa em que a(s) vírgula(s) tenha(m) sido empregada(s) pelo mesmo motivo que no seguinte trecho: “Com a entrada dos algoritmos na jogada, (...) haverá uma ampliação dos problemas atuais de polarização e radicalização.”.

  • A

    “(...) ofuscando os antigos e poderosos canais de TV, rádios e jornais.”.

  • B

    “Então, não surpreende que sua influência venha chamando a atenção dos governos e da sociedade (...)”.

  • C

    “(...) muita gente ainda não entendeu o alcance e as implicações das mudanças recentes, que se aceleraram nos últimos 12 meses.”.

  • D

    “(...) o componente ‘social’, isto é, o conteúdo distribuído por sua rede (...)”.

  • E

    “Não é à toa que, em 2022, Kim Kardashian e duas das maiores influenciadoras do mundo apoiaram a campanha (...)”.

131313Questão 9|Português|superior
2024
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O fim das redes sociais

Cada vez menos “sociais", as redes têm implicações

de uso muito maiores do que se pensa

Marcelo Vidigal M de Barros

As redes sociais tornaram-se as principais plataformas de geração e distribuição de conteúdo, ofuscando os antigos e poderosos canais de TV, rádios e jornais. Então, não surpreende que sua influência venha chamando a atenção dos governos e da sociedade, lá fora e aqui. (...) Ainda que as pessoas, em geral, tenham percebido diferenças em seus feeds, muita gente ainda não entendeu o alcance e as implicações das mudanças recentes, que se aceleraram nos últimos 12 meses. (...)

Com o crescimento do TikTok e a mudança dos feeds do Facebook e Instagram para um modelo de recomendação baseado em algoritmos, entramos em uma nova era; o algoritmo passou a privilegiar o conteúdo que entende ser mais interessante para você, e não mais o que seus amigos estão postando. Se o algoritmo identificar que você gosta de futebol, por exemplo, vai te apresentar mais vídeos com os golaços da última rodada. A novidade, porém, é que, logo abaixo de um lance mágico do Messi, o algoritmo, agora, mostra um “frango” em uma pelada da periferia, postado por alguém fora de sua rede.

Neste novo padrão de recomendação, o componente “social”, isto é, o conteúdo distribuído por sua rede, perdeu importância. (...) E neste novo modelo, temos à disposição todo o conteúdo da plataforma, e não ficamos limitados apenas à nossa rede. (...)

Quando a recomendação de conteúdos era definida apenas pela quantidade de seguidores e likes, os grandes influenciadores conquistaram o poder de definir comportamentos, influenciar nosso consumo e ganhar muito com isso. (...) Não é à toa que, em 2022, Kim Kardashian e duas das maiores influenciadoras do mundo apoiaram a campanha “Make Instagram Instagram again”, uma tentativa de reverter a decisão da empresa de não dar preferência às postagens publicadas por “amigos”.

Esta é a grande mudança. E uma mudança grande, ao mesmo tempo. Migramos para uma versão das mídias sociais dominada por algoritmos e não por influenciadores. Em contraste com o modelo antigo, quando a competição era por popularidade, no novo modelo, a competição é por relevância de conteúdo; quanto maior for o match do conteúdo sugerido com o que cada um de nós gosta, maior será o nosso tempo de permanência nestas plataformas. (...)

O crescimento do TikTok tem sido usualmente atribuído à rejeição da nova geração às redes mais maduras, como o Instagram. (...) Com a entrada dos algoritmos na jogada, pelo menos no curto prazo, haverá uma ampliação dos problemas atuais de polarização e radicalização.

Ainda há muito por vir, e é impossível prever todas as consequências desta mudança, mas, ao entendermos melhor as primeiras implicações, podemos estar mais preparados para os desafios que, como sociedade, temos pela frente.

Adaptado de: https://exame.com/lideres-

extraordinarios/governanca/o-fim-das-redes-sociais. Acesso em:

30 out. 2023.

Respeitando-se a norma-padrão, assinale a alternativa em que a reescrita de cada sentença manteve-se fiel aos sentidos do texto original.

  • A
    • “Cada vez menos ‘sociais’, as redes têm implicações de uso muito maiores do que se pensa”.
    • “Cada vez menos ‘sociais’, as plataformas de geração e distribuição de conteúdo tem consequências de uso muito maiores do que se pensa”.
  • B
    • “(...) o algoritmo passou a privilegiar o conteúdo que entende ser mais interessante para você, (...)”.
    • “(...) o algoritmo passou a privilegiar publicações as quais acreditam ser mais interessantes para você, (...)”.
  • C
    • “(...) o algoritmo, agora, mostra um ‘frango’ em uma pelada da periferia, postado por alguém fora de sua rede.”.
    • “(...) o algoritmo agora direciona o usuário a ver um lance de falha na hora de evitar um gol, em uma pelada da periferia, postado por alguém fora de sua rede.”.
  • D
    • “(...) haverá uma ampliação dos problemas atuais de polarização e radicalização.”.
    • “(...) haverão alargamentos dos problemas atuais de polarização e de radicalização.”.
  • E
    • (...) ao entendermos melhor as primeiras implicações, podemos estar mais preparados para os desafios que, como sociedade, temos pela frente.”.
    • (...) quanto mais entendemos as primeiras implicações, mais podemos estar preparados para os desafios que, como sociedade, temos pela frente.”.
131314Questão 10|Português|superior
2024
INSTITUTO AOCP

O fim das redes sociais

Cada vez menos “sociais", as redes têm implicações

de uso muito maiores do que se pensa

Marcelo Vidigal M de Barros

As redes sociais tornaram-se as principais plataformas de geração e distribuição de conteúdo, ofuscando os antigos e poderosos canais de TV, rádios e jornais. Então, não surpreende que sua influência venha chamando a atenção dos governos e da sociedade, lá fora e aqui. (...) Ainda que as pessoas, em geral, tenham percebido diferenças em seus feeds, muita gente ainda não entendeu o alcance e as implicações das mudanças recentes, que se aceleraram nos últimos 12 meses. (...)

Com o crescimento do TikTok e a mudança dos feeds do Facebook e Instagram para um modelo de recomendação baseado em algoritmos, entramos em uma nova era; o algoritmo passou a privilegiar o conteúdo que entende ser mais interessante para você, e não mais o que seus amigos estão postando. Se o algoritmo identificar que você gosta de futebol, por exemplo, vai te apresentar mais vídeos com os golaços da última rodada. A novidade, porém, é que, logo abaixo de um lance mágico do Messi, o algoritmo, agora, mostra um “frango” em uma pelada da periferia, postado por alguém fora de sua rede.

Neste novo padrão de recomendação, o componente “social”, isto é, o conteúdo distribuído por sua rede, perdeu importância. (...) E neste novo modelo, temos à disposição todo o conteúdo da plataforma, e não ficamos limitados apenas à nossa rede. (...)

Quando a recomendação de conteúdos era definida apenas pela quantidade de seguidores e likes, os grandes influenciadores conquistaram o poder de definir comportamentos, influenciar nosso consumo e ganhar muito com isso. (...) Não é à toa que, em 2022, Kim Kardashian e duas das maiores influenciadoras do mundo apoiaram a campanha “Make Instagram Instagram again”, uma tentativa de reverter a decisão da empresa de não dar preferência às postagens publicadas por “amigos”.

Esta é a grande mudança. E uma mudança grande, ao mesmo tempo. Migramos para uma versão das mídias sociais dominada por algoritmos e não por influenciadores. Em contraste com o modelo antigo, quando a competição era por popularidade, no novo modelo, a competição é por relevância de conteúdo; quanto maior for o match do conteúdo sugerido com o que cada um de nós gosta, maior será o nosso tempo de permanência nestas plataformas. (...)

O crescimento do TikTok tem sido usualmente atribuído à rejeição da nova geração às redes mais maduras, como o Instagram. (...) Com a entrada dos algoritmos na jogada, pelo menos no curto prazo, haverá uma ampliação dos problemas atuais de polarização e radicalização.

Ainda há muito por vir, e é impossível prever todas as consequências desta mudança, mas, ao entendermos melhor as primeiras implicações, podemos estar mais preparados para os desafios que, como sociedade, temos pela frente.

Adaptado de: https://exame.com/lideres-

extraordinarios/governanca/o-fim-das-redes-sociais. Acesso em:

30 out. 2023.

Em relação ao gênero, o texto lido caracteriza-se como artigo de opinião, sobretudo, por

  • A

    fazer uso de verbos, em geral, no modo imperativo.

  • B

    buscar persuadir o leitor a deixar de usar as redes sociais.

  • C

    propor um diálogo com o leitor, fazendo uso recorrente do pronome “você”.

  • D

    ter como objetivo principal informar os leitores acerca das mudanças nas redes sociais.

  • E

    argumentar acerca das implicações geradas pelas recentes mudanças nas redes sociais.

Economista - 2024 | Prova