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Oficial de Justiça - 2023


Página 1  •  Total 100 questões
53132Questão 1|Português|superior

Os fantasmas não fumam

       Os fantasmas não fumam. Mas não por causa da campanha antitabagista que está na moda. Os fantasmas deixaram de fumar desde o doloroso acidente ocorrido no seu nevoento mundo.

       Era um fantasma que tinha a mania de assistir ao deitar e ao despertar das moças quando se despiam ou vestiam. Nuas em pelo, elas não lhe interessavam. Como se vê, tratava-se de um fantasma antiquado.

       Ora, uma noite, invisibilizando-se como fazia em tais ocasiões, ele entrou pela primeira vez no quarto de Lurdinha.

          E, como vocês felizmente ainda ignoram, não é só para mim que Lurdinha é irresistível. O destino dela é inspirar amor à primeira vista, mas amor no duro – não a simples contemplação olhativa com que o fantasma até então se divertira.

          Um amor para casar.

          Ante essa impossibilidade, a vida do fantasma era um suspiro só.

         Até que um dia recordou ter lido, em um poeta chinês, que fumar era uma maneira disfarçada de suspirar...

          E o nosso fantasma apaixonado fumou tanto, tanto, que acabou fumando-se a si mesmo.

(Mario Quintana, Da preguiça como método de trabalho, 2013. Adaptado)

Na história, o narrador deixa claro que

  • A

    o fantasma sucumbiu ao amor por Lurdinha, que era uma mulher irresistível, o que lhe causou a inusitada situação de fumar a si mesmo.

  • B

    as indelicadezas do fantasma, olhando as moças indevidamente, eram repreensíveis, uma vez que elas ficavam constrangidas nessas situações.

  • C

    o amor é incontrolável, como o iminente romance entre Lurdinha e o fantasma, que deixou de lograr êxito pelo infortúnio que acometeu a este.

  • D

    a beleza de Lurdinha, que ganhou o amor de um fantasma, era-lhe insignificante, uma vez que ele já pressentia que seu coração era de outra jovem.

  • E

    os fantasmas deixaram de fumar a fim de evitar amores perturbadores, porque eles facilmente se apaixonavam por belas mulheres.

53133Questão 2|Português|superior

Os fantasmas não fumam

       Os fantasmas não fumam. Mas não por causa da campanha antitabagista que está na moda. Os fantasmas deixaram de fumar desde o doloroso acidente ocorrido no seu nevoento mundo.

       Era um fantasma que tinha a mania de assistir ao deitar e ao despertar das moças quando se despiam ou vestiam. Nuas em pelo, elas não lhe interessavam. Como se vê, tratava-se de um fantasma antiquado.

       Ora, uma noite, invisibilizando-se como fazia em tais ocasiões, ele entrou pela primeira vez no quarto de Lurdinha.

          E, como vocês felizmente ainda ignoram, não é só para mim que Lurdinha é irresistível. O destino dela é inspirar amor à primeira vista, mas amor no duro – não a simples contemplação olhativa com que o fantasma até então se divertira.

          Um amor para casar.

          Ante essa impossibilidade, a vida do fantasma era um suspiro só.

         Até que um dia recordou ter lido, em um poeta chinês, que fumar era uma maneira disfarçada de suspirar...

          E o nosso fantasma apaixonado fumou tanto, tanto, que acabou fumando-se a si mesmo.

(Mario Quintana, Da preguiça como método de trabalho, 2013. Adaptado)

As passagens “mas amor no duro” (4o parágrafo), “com que o fantasma até então se divertira” (4o parágrafo) e “a vida do fantasma era um suspiro só” (6o parágrafo) permitem, correta e respectivamente, as interpretações:

  • A

    Podia ser um amor passageiro. / O fantasma buscaria ainda outras diversões. / O fantasma estava ansioso para conhecer Lurdinha.

  • B

    Talvez fosse um amor. / Um dia o fantasma perderia o interesse naquelas diversões. / O fantasma estava apaixonado e sofria intensamente.

  • C

    Era, com certeza, um amor. / O fantasma deixaria de se divertir desde então. / O fantasma sentiu-se magoado com a indiferença de Lurdinha.

  • D

    Era um amor, efetivamente. / O fantasma estava prestes a se divertir novamente. / O fantasma estava envolvido em um novo amor.

  • E

    Era indubitavelmente um amor. / A partir daquele momento, acabaram as diversões do fantasma. / O fantasma demonstrava desalento e melancolia.

53134Questão 3|Português|superior

Os fantasmas não fumam

       Os fantasmas não fumam. Mas não por causa da campanha antitabagista que está na moda. Os fantasmas deixaram de fumar desde o doloroso acidente ocorrido no seu nevoento mundo.

       Era um fantasma que tinha a mania de assistir ao deitar e ao despertar das moças quando se despiam ou vestiam. Nuas em pelo, elas não lhe interessavam. Como se vê, tratava-se de um fantasma antiquado.

       Ora, uma noite, invisibilizando-se como fazia em tais ocasiões, ele entrou pela primeira vez no quarto de Lurdinha.

          E, como vocês felizmente ainda ignoram, não é só para mim que Lurdinha é irresistível. O destino dela é inspirar amor à primeira vista, mas amor no duro – não a simples contemplação olhativa com que o fantasma até então se divertira.

          Um amor para casar.

          Ante essa impossibilidade, a vida do fantasma era um suspiro só.

         Até que um dia recordou ter lido, em um poeta chinês, que fumar era uma maneira disfarçada de suspirar...

          E o nosso fantasma apaixonado fumou tanto, tanto, que acabou fumando-se a si mesmo.

(Mario Quintana, Da preguiça como método de trabalho, 2013. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a colocação pronominal está em conformidade com a norma-padrão.

  • A

    Como não podia casar-se com Lurdinha, o fantasma pôs-se a fumar sem parar, como forma de suspirar.

  • B

    Certamente tratava-se de um fantasma antiquado, que interessava-se em ver as moças ao deitar ou despertar.

  • C

    Tendo verificado-se um doloroso acidente no seu mundo, os fantasmas abstiveram-se do cigarro.

  • D

    O fantasma se dedicava a assistir às rotinas das moças, sem imaginar que apaixonaria-se por Lurdinha.

  • E

    Se invisibilizava o fantasma e ficava rotineiramente a espiar as moças, quando se despiam ou se vestiam.

53135Questão 4|Português|superior

Os fantasmas não fumam

       Os fantasmas não fumam. Mas não por causa da campanha antitabagista que está na moda. Os fantasmas deixaram de fumar desde o doloroso acidente ocorrido no seu nevoento mundo.

       Era um fantasma que tinha a mania de assistir ao deitar e ao despertar das moças quando se despiam ou vestiam. Nuas em pelo, elas não lhe interessavam. Como se vê, tratava-se de um fantasma antiquado.

       Ora, uma noite, invisibilizando-se como fazia em tais ocasiões, ele entrou pela primeira vez no quarto de Lurdinha.

          E, como vocês felizmente ainda ignoram, não é só para mim que Lurdinha é irresistível. O destino dela é inspirar amor à primeira vista, mas amor no duro – não a simples contemplação olhativa com que o fantasma até então se divertira.

          Um amor para casar.

          Ante essa impossibilidade, a vida do fantasma era um suspiro só.

         Até que um dia recordou ter lido, em um poeta chinês, que fumar era uma maneira disfarçada de suspirar...

          E o nosso fantasma apaixonado fumou tanto, tanto, que acabou fumando-se a si mesmo.

(Mario Quintana, Da preguiça como método de trabalho, 2013. Adaptado)

A pontuação está de acordo com a norma-padrão em:

  • A

    O fantasma que era antiquado, começou a fumar para disfarçar os suspiros; os outros fantasmas, não.

  • B

    O fantasma, certa noite, entrou no quarto de Lurdinha, descobriu-a irresistível e passou a suspirar por ela.

  • C

    Lurdinha, era uma moça para casar; o fantasma, no entanto, via-se impossibilitado para realizar aquilo.

  • D

    Lurdinha, que inspira amor à primeira vista, superou com o fantasma, a simples contemplação olhativa.

  • E

    Muitos felizmente ignoram, que Lurdinha é uma moça irresistível, e essa constatação não é só para mim.

53136Questão 5|Português|superior

O significado de conviver com o semiárido

      O sentido da expressão “convivência com o semiárido”, em uma primeira visão ou leitura, pode levar a uma compreensão equivocada: viver no semiárido, sofrendo com a problemática das mudanças climáticas que tanto aflige, principalmente, os agricultores e agricultoras de base familiar.

    Mas o sentido real da expressão “convivência com o semiárido” traz em seu arcabouço o real significado sociotransformador: viver buscando transformar os obstáculos provocados pelas mudanças climáticas e pelas injustiças sociais em oportunidades para mudar as condições de vida a partir de transformações no comportamento. Isso inclui premissas como o cuidado com o meio ambiente para uma vida digna, evitando que a região venha a se constituir um deserto.

      É grande a riqueza de possibilidades, de caminhos, de alternativas que já foram geradas. São frutos das lutas populares, dos trabalhos pastorais, comunidades eclesiais de base etc., a partir das quais muitas organizações sociais nasceram e permanecem até hoje. Elas mobilizam os agricultores e agricultoras, promovendo trocas de experiência e qualificando-os a partir da estratégia de construção coletiva do conhecimento.

      Essas organizações sociais geram reais possibilidades de se conviver com o semiárido e ter vida digna, sobretudo a partir da produção agroecológica, da transição energética, da captação e manejo de água de chuva, que gera vida não só para os seres humanos, mas para todos que habitam o semiárido no bioma caatinga.

(José Dias, “O significado de conviver com o semiárido”. Folha de S.Paulo, 10.08.2023. Adaptado)

De acordo com o autor, a compreensão equivocada em relação ao sentido da expressão “convivência com o semiárido” consiste em

  • A

    acreditar na inexistência de relação entre as condições climáticas e a forma de o homem viver na terra que, no semiárido, independe de captação de chuva.

  • B

    promover qualificação de pessoal com o objetivo de se usufruir demais uma região em que a escassez de recursos é alta, sem condições de regeneração.

  • C

    combater iniciativas de exploração de recursos naturais que podem levar mais riquezas à região do que, por exemplo, a captação e manejo de água de chuva.

  • D

    contrapor-se às injustiças sociais na região, na qual os recursos naturais atualmente servem à sobrevivência das famílias, sem perspectivas de comercialização.

  • E

    desconsiderar as potencialidades humanas dos que vivem ali e as possibilidades de manejo agrícola que podem evitar a transformação da região em um deserto.

53137Questão 6|Português|superior

O significado de conviver com o semiárido

      O sentido da expressão “convivência com o semiárido”, em uma primeira visão ou leitura, pode levar a uma compreensão equivocada: viver no semiárido, sofrendo com a problemática das mudanças climáticas que tanto aflige, principalmente, os agricultores e agricultoras de base familiar.

    Mas o sentido real da expressão “convivência com o semiárido” traz em seu arcabouço o real significado sociotransformador: viver buscando transformar os obstáculos provocados pelas mudanças climáticas e pelas injustiças sociais em oportunidades para mudar as condições de vida a partir de transformações no comportamento. Isso inclui premissas como o cuidado com o meio ambiente para uma vida digna, evitando que a região venha a se constituir um deserto.

      É grande a riqueza de possibilidades, de caminhos, de alternativas que já foram geradas. São frutos das lutas populares, dos trabalhos pastorais, comunidades eclesiais de base etc., a partir das quais muitas organizações sociais nasceram e permanecem até hoje. Elas mobilizam os agricultores e agricultoras, promovendo trocas de experiência e qualificando-os a partir da estratégia de construção coletiva do conhecimento.

      Essas organizações sociais geram reais possibilidades de se conviver com o semiárido e ter vida digna, sobretudo a partir da produção agroecológica, da transição energética, da captação e manejo de água de chuva, que gera vida não só para os seres humanos, mas para todos que habitam o semiárido no bioma caatinga.

(José Dias, “O significado de conviver com o semiárido”. Folha de S.Paulo, 10.08.2023. Adaptado)

Assinale a alternativa em que o termo destacado está empregado em sentido figurado.

  • A

    ... sofrendo com a problemática das mudanças climáticas... (1o parágrafo)

  • B

    ... e ter vida digna, sobretudo a partir da produção agroecológica... (4o parágrafo)

  • C

    ... traz em seu arcabouço o real significado sociotransformador... (2o parágrafo)

  • D

    ... todos que habitam o semiárido no bioma caatinga. (4o parágrafo)

  • E

    ... evitando que a região venha a se constituir um deserto. (2o parágrafo)

53138Questão 7|Português|superior

O significado de conviver com o semiárido

      O sentido da expressão “convivência com o semiárido”, em uma primeira visão ou leitura, pode levar a uma compreensão equivocada: viver no semiárido, sofrendo com a problemática das mudanças climáticas que tanto aflige, principalmente, os agricultores e agricultoras de base familiar.

    Mas o sentido real da expressão “convivência com o semiárido” traz em seu arcabouço o real significado sociotransformador: viver buscando transformar os obstáculos provocados pelas mudanças climáticas e pelas injustiças sociais em oportunidades para mudar as condições de vida a partir de transformações no comportamento. Isso inclui premissas como o cuidado com o meio ambiente para uma vida digna, evitando que a região venha a se constituir um deserto.

      É grande a riqueza de possibilidades, de caminhos, de alternativas que já foram geradas. São frutos das lutas populares, dos trabalhos pastorais, comunidades eclesiais de base etc., a partir das quais muitas organizações sociais nasceram e permanecem até hoje. Elas mobilizam os agricultores e agricultoras, promovendo trocas de experiência e qualificando-os a partir da estratégia de construção coletiva do conhecimento.

      Essas organizações sociais geram reais possibilidades de se conviver com o semiárido e ter vida digna, sobretudo a partir da produção agroecológica, da transição energética, da captação e manejo de água de chuva, que gera vida não só para os seres humanos, mas para todos que habitam o semiárido no bioma caatinga.

(José Dias, “O significado de conviver com o semiárido”. Folha de S.Paulo, 10.08.2023. Adaptado)

Em relação aos termos destacados em – ... sofrendo com a problemática das mudanças climáticas que tanto aflige, principalmente, os agricultores e agricultoras de base familiar. (1o parágrafo) –, é correto afirmar que a preposição “com” expressa sentido de

  • A

    causa; e a forma verbal “aflige”, de “atormentar”.

  • B

    intensidade; e a forma verbal “aflige”, de “influenciar”.

  • C

    comparação; e a forma verbal “aflige”, de “prejudicar”.

  • D

    modo; e a forma verbal “aflige”, de “espairecer”.

  • E

    consequência; e a forma verbal “aflige”, de “devastar”.

53139Questão 8|Português|superior

O significado de conviver com o semiárido

      O sentido da expressão “convivência com o semiárido”, em uma primeira visão ou leitura, pode levar a uma compreensão equivocada: viver no semiárido, sofrendo com a problemática das mudanças climáticas que tanto aflige, principalmente, os agricultores e agricultoras de base familiar.

    Mas o sentido real da expressão “convivência com o semiárido” traz em seu arcabouço o real significado sociotransformador: viver buscando transformar os obstáculos provocados pelas mudanças climáticas e pelas injustiças sociais em oportunidades para mudar as condições de vida a partir de transformações no comportamento. Isso inclui premissas como o cuidado com o meio ambiente para uma vida digna, evitando que a região venha a se constituir um deserto.

      É grande a riqueza de possibilidades, de caminhos, de alternativas que já foram geradas. São frutos das lutas populares, dos trabalhos pastorais, comunidades eclesiais de base etc., a partir das quais muitas organizações sociais nasceram e permanecem até hoje. Elas mobilizam os agricultores e agricultoras, promovendo trocas de experiência e qualificando-os a partir da estratégia de construção coletiva do conhecimento.

      Essas organizações sociais geram reais possibilidades de se conviver com o semiárido e ter vida digna, sobretudo a partir da produção agroecológica, da transição energética, da captação e manejo de água de chuva, que gera vida não só para os seres humanos, mas para todos que habitam o semiárido no bioma caatinga.

(José Dias, “O significado de conviver com o semiárido”. Folha de S.Paulo, 10.08.2023. Adaptado)

Considere as passagens:

•  Isso inclui premissas como o cuidado com o meio ambiente para uma vida digna... (2o parágrafo)

•  Elas mobilizam os agricultores e agricultoras, promovendo trocas de experiência... (3o parágrafo)

Os termos destacados referem-se, correta e respectivamente, a:

  • A

    trazer o real significado sociotransformador; as lutas populares.

  • B

    levar a uma compreensão equivocada; as possibilidades de riqueza.

  • C

    sofrer com as mudanças climáticas; as alternativas já geradas.

  • D

    mudar as condições de vida; transformações no comportamento.

  • E

    transformar os obstáculos em oportunidades; organizações sociais.

53140Questão 9|Português|superior

O significado de conviver com o semiárido

      O sentido da expressão “convivência com o semiárido”, em uma primeira visão ou leitura, pode levar a uma compreensão equivocada: viver no semiárido, sofrendo com a problemática das mudanças climáticas que tanto aflige, principalmente, os agricultores e agricultoras de base familiar.

    Mas o sentido real da expressão “convivência com o semiárido” traz em seu arcabouço o real significado sociotransformador: viver buscando transformar os obstáculos provocados pelas mudanças climáticas e pelas injustiças sociais em oportunidades para mudar as condições de vida a partir de transformações no comportamento. Isso inclui premissas como o cuidado com o meio ambiente para uma vida digna, evitando que a região venha a se constituir um deserto.

      É grande a riqueza de possibilidades, de caminhos, de alternativas que já foram geradas. São frutos das lutas populares, dos trabalhos pastorais, comunidades eclesiais de base etc., a partir das quais muitas organizações sociais nasceram e permanecem até hoje. Elas mobilizam os agricultores e agricultoras, promovendo trocas de experiência e qualificando-os a partir da estratégia de construção coletiva do conhecimento.

      Essas organizações sociais geram reais possibilidades de se conviver com o semiárido e ter vida digna, sobretudo a partir da produção agroecológica, da transição energética, da captação e manejo de água de chuva, que gera vida não só para os seres humanos, mas para todos que habitam o semiárido no bioma caatinga.

(José Dias, “O significado de conviver com o semiárido”. Folha de S.Paulo, 10.08.2023. Adaptado)

O uso do acento indicativo da crase atende à norma-padrão em:

  • A

    É grande a riqueza de possibilidades, de caminhos, de alternativas já geradas, que deram origem à muitas organizações sociais.

  • B

    As organizações sociais possibilitam à convivência com o semiárido e vida digna a todos que habitam no bioma caatinga.

  • C

    Elas mobilizam os agricultores e agricultoras, com trocas de experiência e qualificação para à construção coletiva do conhecimento.

  • D

    O sentido da expressão “convivência com o semiárido” pode levar à compreensão equivocada do que seja viver ali.

  • E

    O sentido real da expressão “convivência com o semiárido” está relacionado à seu real significado sociotransformador.

53141Questão 10|Português|superior

O significado de conviver com o semiárido

      O sentido da expressão “convivência com o semiárido”, em uma primeira visão ou leitura, pode levar a uma compreensão equivocada: viver no semiárido, sofrendo com a problemática das mudanças climáticas que tanto aflige, principalmente, os agricultores e agricultoras de base familiar.

    Mas o sentido real da expressão “convivência com o semiárido” traz em seu arcabouço o real significado sociotransformador: viver buscando transformar os obstáculos provocados pelas mudanças climáticas e pelas injustiças sociais em oportunidades para mudar as condições de vida a partir de transformações no comportamento. Isso inclui premissas como o cuidado com o meio ambiente para uma vida digna, evitando que a região venha a se constituir um deserto.

      É grande a riqueza de possibilidades, de caminhos, de alternativas que já foram geradas. São frutos das lutas populares, dos trabalhos pastorais, comunidades eclesiais de base etc., a partir das quais muitas organizações sociais nasceram e permanecem até hoje. Elas mobilizam os agricultores e agricultoras, promovendo trocas de experiência e qualificando-os a partir da estratégia de construção coletiva do conhecimento.

      Essas organizações sociais geram reais possibilidades de se conviver com o semiárido e ter vida digna, sobretudo a partir da produção agroecológica, da transição energética, da captação e manejo de água de chuva, que gera vida não só para os seres humanos, mas para todos que habitam o semiárido no bioma caatinga.

(José Dias, “O significado de conviver com o semiárido”. Folha de S.Paulo, 10.08.2023. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a concordância verbal e o emprego de verbos estão de acordo com a norma-padrão.

  • A

    O semiárido é um dos biomas que merece atenção por suas peculiaridades, no qual o homem interveio para buscar riquezas com a produção agroecológica.

  • B

    Quando o homem quiser melhor aproveitamento do semiárido, as mudanças climáticas e as injustiças sociais que compõe obstáculos deverão ser contornadas.

  • C

    É preciso que hajam trocas de experiências e qualificação dos agricultores e agricultoras para que se garanta a construção coletiva do conhecimento.

  • D

    Já fazem anos que famílias vem se dedicando à produção agroecológica no semiárido, ainda que muitos consideram que ali só existe adversidades.

  • E

    Gera-se riquezas de possibilidades, de caminhos e de alternativas na região do semiárido, caso se mantém a qualificação dos agricultores e agricultoras.

Oficial de Justiça - 2023 | Prova