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Assistente em Administração - 2018


Página 2  •  Total 50 questões
125630Questão 11|Português|médio

‘Me corrige’, pede o pronome

             Uma das principais marcas do português brasileiro

                          permanece alijada da escrita

      Me parece cada vez mais claro que o pronome átono em início de frase, como o que acabo de cometer, será o último dos últimos tabus normativos a ser quebrado pelo inexorável abrasileiramento da língua que se entende e se pratica como nossa norma culta.

      É claro que me refiro à língua escrita. Sabe-se que, falando, a maior parte dos brasileiros iniciaria assim esta frase: “Se sabe que...”. Isso inclui pessoas de alta escolaridade e não exclui situações em que a comunicação prevê certa cerimônia.

      No livro “Oficina de Texto”, um guia de redação sensatamente equilibrado entre tradição e modernidade, o linguista Carlos Alberto Faraco e o romancista Cristovão Tezza, colunista da Folha, escrevem o seguinte: “Resta praticamente uma única regra universal na colocação de pronomes da língua-padrão escrita: jamais comece uma sentença com pronome átono”.

      Logo em seguida reconhecem que talvez esse não seja bem o único mandamento restante. Para poupar dor de cabeça com revisores e corretores de provas, dizem, vale a pena seguir também a regra “bastante duvidosa” das tais palavras atrativas, como “que”, “quando” e “não”, que sempre puxariam o pronome átono para junto de si.

      No mais, Faraco e Tezza dão ao leitor a bússola de colocação pronominal que julgo definitiva: “Prefira a forma que soar melhor”. Se você é brasileiro, isso exclui quase certamente a mesóclise, além de limitar a lusitana ênclise. Nossa inclinação é naturalmente proclítica.

      O gramático Manuel Said Ali (1861-1953) foi um pioneiro defensor da colocação de pronomes à moda da casa, contra o lusocentrismo dominante em sua época e ainda hoje presente na gramática normativa.

      Argumentava que “a pronúncia brasileira diversifica da lusitana; daí resulta que a colocação pronominal em nosso falar espontâneo não coincide perfeitamente com a do falar dos portugueses”.

      Tudo isso é lindo, mas convém ter sempre em mente o último tabu. Me faça o favor de contrariar sua fala e escrever “Faça-me o favor”, a menos que queira marcar uma posição. Se prepare, nesse caso, para as consequências.

(Sérgio Rodrigues, “‘Me corrige’, pede o pronome”. Em: Folha de S.Paulo, 02.08.2018. Adaptado)

Quanto ao sentido que expressa, o trecho “Isso inclui pessoas de alta escolaridade e não exclui situações em que a comunicação prevê certa cerimônia” pode ser reescrito da seguinte forma:

  • A

    Isso inclui pessoas de alta escolaridade, portanto não exclui situações em que a comunicação prevê certa cerimônia.

  • B

    Isso inclui pessoas de alta escolaridade, porque não exclui situações em que a comunicação prevê certa cerimônia.

  • C

    Isso ou inclui pessoas de alta escolaridade ou não exclui situações em que a comunicação prevê certa cerimônia.

  • D

    Isso não só inclui pessoas de alta escolaridade como também não exclui situações em que a comunicação prevê certa cerimônia.

  • E

    Isso inclui pessoas de alta escolaridade tanto que não exclui situações em que a comunicação prevê certa cerimônia.

125631Questão 12|Português|médio

Anuncia-se o assunto na introdução. Ao se receber uma visita, a primeira coisa é abrir-lhe a porta. Da mesma forma, na exposição, é preciso abrir o assunto.

      A introdução encerra, implicitamente, toda a exposição, dando ideia de como será desenvolvida. Para tal, ela precisa conter certa dose de entusiasmo. Não há por que se precipitar de chofre* sobre o assunto. Carece incitar, previamente, o auditório. Acender os flashes principais da exposição, prestando atenção para o ponto de partida. Preparar-se para a marcha inicial. Não se começa a viagem sem se saber o destino; fazem-se provisões e previsões; avisam-se os amigos e hotéis.

      A introdução é o espaço onde se anuncia, se coloca, se promete, se desperta... Introduzir é convidar. Mas para que se possa pensar “o que vou dizer” é preciso haver refletido sobre o assunto.

                        (Edivaldo Boaventura, Como ordenar as ideias. Adaptado)

  • de chofre: repentinamente

Na introdução do texto lido, as informações organizam-se por meio de uma

  • A

    oposição, recurso também presente na passagem: “Não há por que se precipitar de chofre sobre o assunto. Carece incitar, previamente, o auditório.”

  • B

    comparação, recurso também presente na passagem: “Preparar-se para a marcha inicial. Não se começa a viagem sem se saber o destino”.

  • C

    síntese, recurso também presente na passagem: “A introdução é o espaço onde se anuncia, se coloca, se promete, se desperta... Introduzir é convidar.”

  • D

    explicação, recurso também presente na passagem: “A introdução encerra, implicitamente, toda a exposição, dando ideia de como será desenvolvida.”

  • E

    hipótese, recurso também presente na passagem: “Mas para que se possa pensar “o que vou dizer” é preciso haver refletido sobre o assunto.”

125632Questão 13|Português|médio

Anuncia-se o assunto na introdução. Ao se receber uma visita, a primeira coisa é abrir-lhe a porta. Da mesma forma, na exposição, é preciso abrir o assunto.

      A introdução encerra, implicitamente, toda a exposição, dando ideia de como será desenvolvida. Para tal, ela precisa conter certa dose de entusiasmo. Não há por que se precipitar de chofre* sobre o assunto. Carece incitar, previamente, o auditório. Acender os flashes principais da exposição, prestando atenção para o ponto de partida. Preparar-se para a marcha inicial. Não se começa a viagem sem se saber o destino; fazem-se provisões e previsões; avisam-se os amigos e hotéis.

      A introdução é o espaço onde se anuncia, se coloca, se promete, se desperta... Introduzir é convidar. Mas para que se possa pensar “o que vou dizer” é preciso haver refletido sobre o assunto.

                        (Edivaldo Boaventura, Como ordenar as ideias. Adaptado)

  • de chofre: repentinamente

Assinale a alternativa em que, de acordo com a norma-padrão e o sentido, há correta sequência para a frase final do texto:

Mas para que se possa pensar “o que vou dizer” é preciso haver refletido sobre o assunto,

  • A

    pois anunciar pressupõe reflexão prévia.

  • B

    porém anunciar dispensa reflexão posterior.

  • C

    caso anunciar exige reflexão anterior.

  • D

    ou anunciar exigiria reflexão futura.

  • E

    ainda que anunciar exija reflexão concomitante.

125633Questão 14|Português|médio

Anuncia-se o assunto na introdução. Ao se receber uma visita, a primeira coisa é abrir-lhe a porta. Da mesma forma, na exposição, é preciso abrir o assunto.

      A introdução encerra, implicitamente, toda a exposição, dando ideia de como será desenvolvida. Para tal, ela precisa conter certa dose de entusiasmo. Não há por que se precipitar de chofre* sobre o assunto. Carece incitar, previamente, o auditório. Acender os flashes principais da exposição, prestando atenção para o ponto de partida. Preparar-se para a marcha inicial. Não se começa a viagem sem se saber o destino; fazem-se provisões e previsões; avisam-se os amigos e hotéis.

      A introdução é o espaço onde se anuncia, se coloca, se promete, se desperta... Introduzir é convidar. Mas para que se possa pensar “o que vou dizer” é preciso haver refletido sobre o assunto.

                        (Edivaldo Boaventura, Como ordenar as ideias. Adaptado)

  • de chofre: repentinamente

Assinale a alternativa que está correta quanto à pontuação, segundo a norma-padrão.

  • A

    É evidente que, precisa-se refletir sobre o assunto a ser anunciado ao leitor.

  • B

    Quando se faz uma viagem em geral os amigos e hotéis são avisados.

  • C

    Toda a exposição, em uma introdução, está compreendida implicitamente.

  • D

    A introdução de fato convida, o leitor, a fazer a viagem de leitura.

  • E

    A exposição, é a parte do texto que abre o assunto, que o anuncia ao leitor.

125634Questão 15|Português|médio

Anuncia-se o assunto na introdução. Ao se receber uma visita, a primeira coisa é abrir-lhe a porta. Da mesma forma, na exposição, é preciso abrir o assunto.

      A introdução encerra, implicitamente, toda a exposição, dando ideia de como será desenvolvida. Para tal, ela precisa conter certa dose de entusiasmo. Não há por que se precipitar de chofre* sobre o assunto. Carece incitar, previamente, o auditório. Acender os flashes principais da exposição, prestando atenção para o ponto de partida. Preparar-se para a marcha inicial. Não se começa a viagem sem se saber o destino; fazem-se provisões e previsões; avisam-se os amigos e hotéis.

      A introdução é o espaço onde se anuncia, se coloca, se promete, se desperta... Introduzir é convidar. Mas para que se possa pensar “o que vou dizer” é preciso haver refletido sobre o assunto.

                        (Edivaldo Boaventura, Como ordenar as ideias. Adaptado)

  • de chofre: repentinamente

Quando chega _____ introdução do texto, o leitor espera que ali esteja anunciado o assunto. É preciso preparar-se para a marcha inicial, pois não se dá início _____ viagem sem se saber o destino. Cabe _____ essa parte do texto convidar o leitor para a leitura.

Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas do enunciado devem ser preenchidas, respectivamente, com:

  • A

    à ... há ... a

  • B

    na ... a ... à

  • C

    a ... à ... há

  • D

    na ... à ... à

  • E

    à ... à ... a

125635Questão 16|Redação Oficial|médio

Leia o texto.

Estilo

– Que é isso?

– É um requerimento.

– Você que escreveu? Deixa eu ler. “O abaixo assinado vem requerer a V. S.ª...” Mamãe, puxa, você nunca escreveu tão grã-fino.

(Clarice Lispector, Os melhores contos)

Observando-se o pronome de tratamento contido no documento referido no texto, conclui-se corretamente que o interlocutor da mãe era

  • A

    um bispo.

  • B

    um Ministro.

  • C

    um Governador.

  • D

    uma autoridade.

  • E

    o Presidente da República.

125636Questão 17|Redação Oficial|médio

De acordo com o Manual de Redação da Presidência da República, o correio eletrônico é uma forma de comunicação

  • A

    sem valor documental, uma vez que não existem meios que permitam certificá-lo digitalmente.

  • B

    marcada pela flexibilidade e rapidez no envio, do que decorre uma natural informalidade na linguagem.

  • C

    sem estrutura rígida, devendo-se, contudo, utilizar linguagem compatível com uma comunicação oficial.

  • D

    de uso restrito nos meios oficiais, sobretudo pela dificuldade de organização documental.

  • E

    com estrutura semelhante à dos documentos impressos, daí seu rigor tanto na estrutura quanto na linguagem.

125637Questão 18|Redação Oficial|médio

Leia as informações constantes como introdução e desenvolvimento em um ofício.

Conforme os dados de matrícula do último ano letivo, disponível em nosso site desde o dia primeiro do mês, é lamentável que tais coisas aconteçam ainda neste Departamento.

Por essa razão, encaminharemos para as instâncias superiores as informações que forem necessárias.

Os projetos em desenvolvimento na área da Saúde serão inseridos na devida plataforma.

A leitura do texto fica comprometida

  • A

    pela falta de clareza na exposição das informações.

  • B

    pelos inúmeros desvios gramaticais de várias ordens.

  • C

    pela opção por veicular as informações de forma concisa.

  • D

    pelo preciosismo no emprego de palavras e expressões.

  • E

    pela linguagem panfletária e marcadamente subjetiva.

125638Questão desatualizadaDesatualizadaQuestão 19|Redação Oficial|médio

Em relação ao memorando, é correto afirmar que se trata de uma forma de comunicação

  • A

    eventualmente externa entre unidades administrativas de diferentes órgãos, a qual pode seguir diferentes estruturas.

  • B

    eminentemente interna entre unidades administrativas de um mesmo órgão, a qual segue o modelo do padrão ofício.

  • C

    exclusivamente externa entre unidades administrativas de níveis hierárquicos diferentes de um mesmo órgão.

  • D

    tanto interna quanto externa entre unidades administrativas de mesmo nível hierárquico de diferentes órgãos.

  • E

    tanto interna quanto externa entre unidades administrativas de diferentes órgãos, a qual segue o modelo do padrão ofício.

125639Questão 20|Redação Oficial|médio

De acordo com o Manual de Redação da Presidência da República, o ofício deve

  • A

    conter local e data em que foi assinado, por extenso, com alinhamento livre.

  • B

    conter o nome e o cargo da pessoa a quem é dirigido, dispensando-se o endereço.

  • C

    começar com uma formulação do tipo “Tenho o prazer de informar que”.

  • D

    ser diagramado com fonte do tipo Arial de corpo 12 no texto e nas citações.

  • E

    expor, no desenvolvimento, em parágrafos distintos, as diferentes ideias abordadas.