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Economista - 2010


Página 1  •  Total 60 questões
137221Questão 1|Português|superior

Cultura de massa e cultura popular

O poder econômico expansivo dos meios de

comunicação parece ter abolido, em vários momentos e

lugares, as manifestações da cultura popular, reduzindo-as à

função de folclore para turismo. Tal é a penetração de certos

programas de rádio e TV junto às classes pobres, tal é a

aparência de modernização que cobre a vida do povo em todo o

território brasileiro, que, à primeira vista, parece não ter sobrado

mais nenhum espaço próprio para os modos de ser, pensar e

falar, em suma, viver, tradicionais e populares.

A cultura de massa entra na casa do caboclo e do

trabalhador da periferia, ocupando-lhe as horas de lazer em que

poderia desenvolver alguma forma criativa de autoexpressão;

eis o seu primeiro tento. Em outro plano, a cultura de massa

aproveita-se dos aspectos diferenciados da vida popular e os

explora sob a categoria de reportagem popularesca e de

turismo. O vampirismo é assim duplo e crescente; destrói-se por

dentro o tempo próprio da cultura popular e exibe-se, para

consumo do telespectador, o que restou desse tempo, no

artesanato, nas festas, nos ritos. Poderíamos, aqui, configurar

com mais clareza uma relação de aparelhos econômicos

industriais e comerciais que exploram, e a cultura popular, que é

explorada. Não se pode, de resto, fugir à luta fundamental: é o

capital à procura de matéria-prima e de mão de obra para

manipular, elaborar e vender. A macumba na televisão, a escola

de samba no Carnaval estipendiado para o turista, são

exemplos de conhecimento geral.

No entanto, a dialética é uma verdade mais séria do que

supõe a nossa vã filosofia. A exploração, o uso abusivo que a

cultura de massa faz das manifestações populares não foi ainda

capaz de interromper para sempre o dinamismo lento, mas

seguro e poderoso da vida arcaico-popular, que se reproduz

quase organicamente em microescalas, no interior da rede

familiar e comunitária, apoiada pela socialização do parentesco,

do vicinato e dos grupos religiosos.

(Alfredo Bosi.

Dialética da colonização

. S. Paulo: Companhia

das Letras, 1992, pp. 328-29)

Tomando como referências a cultura de massa e a cultura popular, o autor do texto considera que, entre elas,

  • A

    não há qualquer relação possível, uma vez que configuram universos distintos no tempo e no espaço.

  • B

    há uma relação de necessária interdependência, pois não há sociedade que possa prescindir de ambas.

  • C

    há uma espécie de simbiose, uma vez que já não é possível distinguir uma da outra.

  • D

    há uma relação de apropriação, conforme se manifestam os efeitos da primeira sobre a segunda.

  • E

    há uma espécie de dialética, pois cada uma delas se desenvolve à medida que sofre a influência da outra.

137222Questão 2|Português|superior

Cultura de massa e cultura popular

O poder econômico expansivo dos meios de

comunicação parece ter abolido, em vários momentos e

lugares, as manifestações da cultura popular, reduzindo-as à

função de folclore para turismo. Tal é a penetração de certos

programas de rádio e TV junto às classes pobres, tal é a

aparência de modernização que cobre a vida do povo em todo o

território brasileiro, que, à primeira vista, parece não ter sobrado

mais nenhum espaço próprio para os modos de ser, pensar e

falar, em suma, viver, tradicionais e populares.

A cultura de massa entra na casa do caboclo e do

trabalhador da periferia, ocupando-lhe as horas de lazer em que

poderia desenvolver alguma forma criativa de autoexpressão;

eis o seu primeiro tento. Em outro plano, a cultura de massa

aproveita-se dos aspectos diferenciados da vida popular e os

explora sob a categoria de reportagem popularesca e de

turismo. O vampirismo é assim duplo e crescente; destrói-se por

dentro o tempo próprio da cultura popular e exibe-se, para

consumo do telespectador, o que restou desse tempo, no

artesanato, nas festas, nos ritos. Poderíamos, aqui, configurar

com mais clareza uma relação de aparelhos econômicos

industriais e comerciais que exploram, e a cultura popular, que é

explorada. Não se pode, de resto, fugir à luta fundamental: é o

capital à procura de matéria-prima e de mão de obra para

manipular, elaborar e vender. A macumba na televisão, a escola

de samba no Carnaval estipendiado para o turista, são

exemplos de conhecimento geral.

No entanto, a dialética é uma verdade mais séria do que

supõe a nossa vã filosofia. A exploração, o uso abusivo que a

cultura de massa faz das manifestações populares não foi ainda

capaz de interromper para sempre o dinamismo lento, mas

seguro e poderoso da vida arcaico-popular, que se reproduz

quase organicamente em microescalas, no interior da rede

familiar e comunitária, apoiada pela socialização do parentesco,

do vicinato e dos grupos religiosos.

(Alfredo Bosi.

Dialética da colonização

. S. Paulo: Companhia

das Letras, 1992, pp. 328-29)

Atente para as seguintes afirmações:

I. No primeiro parágrafo, afirma-se que a modernização é determinante para a sobrevivência de algumas formas autênticas da cultura popular.

II. No segundo parágrafo, a expropriação sofrida pela cultura de massa é vista na sua concomitância com o desprestígio da cultura popular . III. No terceiro parágrafo, aponta-se a resistência das manifestações de cultura popular, observadas em determinados círculos sociais.

Em relação ao texto, está correto SOMENTE o que se afirma em

  • A

    I.

  • B

    II.

  • C

    III.

  • D

    I e II.

  • E

    II e III.

137223Questão 3|Português|superior

Cultura de massa e cultura popular

O poder econômico expansivo dos meios de

comunicação parece ter abolido, em vários momentos e

lugares, as manifestações da cultura popular, reduzindo-as à

função de folclore para turismo. Tal é a penetração de certos

programas de rádio e TV junto às classes pobres, tal é a

aparência de modernização que cobre a vida do povo em todo o

território brasileiro, que, à primeira vista, parece não ter sobrado

mais nenhum espaço próprio para os modos de ser, pensar e

falar, em suma, viver, tradicionais e populares.

A cultura de massa entra na casa do caboclo e do

trabalhador da periferia, ocupando-lhe as horas de lazer em que

poderia desenvolver alguma forma criativa de autoexpressão;

eis o seu primeiro tento. Em outro plano, a cultura de massa

aproveita-se dos aspectos diferenciados da vida popular e os

explora sob a categoria de reportagem popularesca e de

turismo. O vampirismo é assim duplo e crescente; destrói-se por

dentro o tempo próprio da cultura popular e exibe-se, para

consumo do telespectador, o que restou desse tempo, no

artesanato, nas festas, nos ritos. Poderíamos, aqui, configurar

com mais clareza uma relação de aparelhos econômicos

industriais e comerciais que exploram, e a cultura popular, que é

explorada. Não se pode, de resto, fugir à luta fundamental: é o

capital à procura de matéria-prima e de mão de obra para

manipular, elaborar e vender. A macumba na televisão, a escola

de samba no Carnaval estipendiado para o turista, são

exemplos de conhecimento geral.

No entanto, a dialética é uma verdade mais séria do que

supõe a nossa vã filosofia. A exploração, o uso abusivo que a

cultura de massa faz das manifestações populares não foi ainda

capaz de interromper para sempre o dinamismo lento, mas

seguro e poderoso da vida arcaico-popular, que se reproduz

quase organicamente em microescalas, no interior da rede

familiar e comunitária, apoiada pela socialização do parentesco,

do vicinato e dos grupos religiosos.

(Alfredo Bosi.

Dialética da colonização

. S. Paulo: Companhia

das Letras, 1992, pp. 328-29)

Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento em:

  • A

    reduzindo-as à função (1º parágrafo) = incitando-as à extrapolação.

  • B

    vampirismo (...) crescente (2º parágrafo) = progressiva avidez.

  • C

    seu primeiro tento (2ºparágrafo) = sua primitiva meta.

  • D

    estipendiado para o turista (2º parágrafo) = estilizado para o visitante.

  • E

    socialização do parentesco (3º parágrafo) = sociabilidade dos vínculos.

137224Questão 4|Português|superior

Cultura de massa e cultura popular

O poder econômico expansivo dos meios de

comunicação parece ter abolido, em vários momentos e

lugares, as manifestações da cultura popular, reduzindo-as à

função de folclore para turismo. Tal é a penetração de certos

programas de rádio e TV junto às classes pobres, tal é a

aparência de modernização que cobre a vida do povo em todo o

território brasileiro, que, à primeira vista, parece não ter sobrado

mais nenhum espaço próprio para os modos de ser, pensar e

falar, em suma, viver, tradicionais e populares.

A cultura de massa entra na casa do caboclo e do

trabalhador da periferia, ocupando-lhe as horas de lazer em que

poderia desenvolver alguma forma criativa de autoexpressão;

eis o seu primeiro tento. Em outro plano, a cultura de massa

aproveita-se dos aspectos diferenciados da vida popular e os

explora sob a categoria de reportagem popularesca e de

turismo. O vampirismo é assim duplo e crescente; destrói-se por

dentro o tempo próprio da cultura popular e exibe-se, para

consumo do telespectador, o que restou desse tempo, no

artesanato, nas festas, nos ritos. Poderíamos, aqui, configurar

com mais clareza uma relação de aparelhos econômicos

industriais e comerciais que exploram, e a cultura popular, que é

explorada. Não se pode, de resto, fugir à luta fundamental: é o

capital à procura de matéria-prima e de mão de obra para

manipular, elaborar e vender. A macumba na televisão, a escola

de samba no Carnaval estipendiado para o turista, são

exemplos de conhecimento geral.

No entanto, a dialética é uma verdade mais séria do que

supõe a nossa vã filosofia. A exploração, o uso abusivo que a

cultura de massa faz das manifestações populares não foi ainda

capaz de interromper para sempre o dinamismo lento, mas

seguro e poderoso da vida arcaico-popular, que se reproduz

quase organicamente em microescalas, no interior da rede

familiar e comunitária, apoiada pela socialização do parentesco,

do vicinato e dos grupos religiosos.

(Alfredo Bosi.

Dialética da colonização

. S. Paulo: Companhia

das Letras, 1992, pp. 328-29)

No 3º parágrafo, o autor vale-se do termo dialética para indicar

  • A

    a dinâmica pela qual a cultura popular ainda resiste à cultura de massa.

  • B

    a absoluta absorção que a cultura de massa impõe à cultura popular.

  • C

    a contradição entre interesse econômico e a macumba na televisão.

  • D

    o contraste entre manifestações populares e relações de vicinato.

  • E

    o apoio que a cultura de massa acaba representando para a popular.

137225Questão 5|Português|superior

Cultura de massa e cultura popular

O poder econômico expansivo dos meios de

comunicação parece ter abolido, em vários momentos e

lugares, as manifestações da cultura popular, reduzindo-as à

função de folclore para turismo. Tal é a penetração de certos

programas de rádio e TV junto às classes pobres, tal é a

aparência de modernização que cobre a vida do povo em todo o

território brasileiro, que, à primeira vista, parece não ter sobrado

mais nenhum espaço próprio para os modos de ser, pensar e

falar, em suma, viver, tradicionais e populares.

A cultura de massa entra na casa do caboclo e do

trabalhador da periferia, ocupando-lhe as horas de lazer em que

poderia desenvolver alguma forma criativa de autoexpressão;

eis o seu primeiro tento. Em outro plano, a cultura de massa

aproveita-se dos aspectos diferenciados da vida popular e os

explora sob a categoria de reportagem popularesca e de

turismo. O vampirismo é assim duplo e crescente; destrói-se por

dentro o tempo próprio da cultura popular e exibe-se, para

consumo do telespectador, o que restou desse tempo, no

artesanato, nas festas, nos ritos. Poderíamos, aqui, configurar

com mais clareza uma relação de aparelhos econômicos

industriais e comerciais que exploram, e a cultura popular, que é

explorada. Não se pode, de resto, fugir à luta fundamental: é o

capital à procura de matéria-prima e de mão de obra para

manipular, elaborar e vender. A macumba na televisão, a escola

de samba no Carnaval estipendiado para o turista, são

exemplos de conhecimento geral.

No entanto, a dialética é uma verdade mais séria do que

supõe a nossa vã filosofia. A exploração, o uso abusivo que a

cultura de massa faz das manifestações populares não foi ainda

capaz de interromper para sempre o dinamismo lento, mas

seguro e poderoso da vida arcaico-popular, que se reproduz

quase organicamente em microescalas, no interior da rede

familiar e comunitária, apoiada pela socialização do parentesco,

do vicinato e dos grupos religiosos.

(Alfredo Bosi.

Dialética da colonização

. S. Paulo: Companhia

das Letras, 1992, pp. 328-29)

Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:

  • A

    O autor considera que os vínculos estabelecidos nas relações entre grupos sociais, firmadas pelo parentesco ou pelo sentimento comunitário, ainda resistem à força dos meios de comunicação de massa.

  • B

    Entende o autor de que, não obstante hajam fortes pressões dos meios de comunicação de massa sobre elas, as relações autenticamente populares podem resistir à tão pesada influência.

  • C

    Graças a aqueles laços estabelecidos em relações de parentesco ou mesmo comunitárias, entre grupos sociais mais estritos, a cultura popular ainda oferece sua firme capacidade de resistência.

  • D

    Relações de parentesco e laços comunitários, não obstante a força que caracterizam os meios de comunicação de massa, ainda lhes resistem, preservando-se essa forma de cultura popular.

  • E

    A cultura popular, ingratamente pressionada pela cultura de massa, manifesta-se ainda sob a forma de pequenos grupos cujos valores autênticos persiste o sentimento comunitário.

137226Questão 6|Português|superior

Cultura de massa e cultura popular

O poder econômico expansivo dos meios de

comunicação parece ter abolido, em vários momentos e

lugares, as manifestações da cultura popular, reduzindo-as à

função de folclore para turismo. Tal é a penetração de certos

programas de rádio e TV junto às classes pobres, tal é a

aparência de modernização que cobre a vida do povo em todo o

território brasileiro, que, à primeira vista, parece não ter sobrado

mais nenhum espaço próprio para os modos de ser, pensar e

falar, em suma, viver, tradicionais e populares.

A cultura de massa entra na casa do caboclo e do

trabalhador da periferia, ocupando-lhe as horas de lazer em que

poderia desenvolver alguma forma criativa de autoexpressão;

eis o seu primeiro tento. Em outro plano, a cultura de massa

aproveita-se dos aspectos diferenciados da vida popular e os

explora sob a categoria de reportagem popularesca e de

turismo. O vampirismo é assim duplo e crescente; destrói-se por

dentro o tempo próprio da cultura popular e exibe-se, para

consumo do telespectador, o que restou desse tempo, no

artesanato, nas festas, nos ritos. Poderíamos, aqui, configurar

com mais clareza uma relação de aparelhos econômicos

industriais e comerciais que exploram, e a cultura popular, que é

explorada. Não se pode, de resto, fugir à luta fundamental: é o

capital à procura de matéria-prima e de mão de obra para

manipular, elaborar e vender. A macumba na televisão, a escola

de samba no Carnaval estipendiado para o turista, são

exemplos de conhecimento geral.

No entanto, a dialética é uma verdade mais séria do que

supõe a nossa vã filosofia. A exploração, o uso abusivo que a

cultura de massa faz das manifestações populares não foi ainda

capaz de interromper para sempre o dinamismo lento, mas

seguro e poderoso da vida arcaico-popular, que se reproduz

quase organicamente em microescalas, no interior da rede

familiar e comunitária, apoiada pela socialização do parentesco,

do vicinato e dos grupos religiosos.

(Alfredo Bosi.

Dialética da colonização

. S. Paulo: Companhia

das Letras, 1992, pp. 328-29)

O poder econômico expansivo dos meios de comunicação aboliu as manifestações da cultura popular e as reduziu a folclore para turistas.

Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, as formas verbais resultantes serão:

  • A

    aboliram-se e têm sido reduzidas.

  • B

    têm sido abolidas e reduziram-se.

  • C

    vêm abolindo-as e vêm reduzindo-as.

  • D

    estão abolindo e estão reduzindo.

  • E

    foram abolidas e foram reduzidas.

137227Questão 7|Português|superior

Cultura de massa e cultura popular

O poder econômico expansivo dos meios de

comunicação parece ter abolido, em vários momentos e

lugares, as manifestações da cultura popular, reduzindo-as à

função de folclore para turismo. Tal é a penetração de certos

programas de rádio e TV junto às classes pobres, tal é a

aparência de modernização que cobre a vida do povo em todo o

território brasileiro, que, à primeira vista, parece não ter sobrado

mais nenhum espaço próprio para os modos de ser, pensar e

falar, em suma, viver, tradicionais e populares.

A cultura de massa entra na casa do caboclo e do

trabalhador da periferia, ocupando-lhe as horas de lazer em que

poderia desenvolver alguma forma criativa de autoexpressão;

eis o seu primeiro tento. Em outro plano, a cultura de massa

aproveita-se dos aspectos diferenciados da vida popular e os

explora sob a categoria de reportagem popularesca e de

turismo. O vampirismo é assim duplo e crescente; destrói-se por

dentro o tempo próprio da cultura popular e exibe-se, para

consumo do telespectador, o que restou desse tempo, no

artesanato, nas festas, nos ritos. Poderíamos, aqui, configurar

com mais clareza uma relação de aparelhos econômicos

industriais e comerciais que exploram, e a cultura popular, que é

explorada. Não se pode, de resto, fugir à luta fundamental: é o

capital à procura de matéria-prima e de mão de obra para

manipular, elaborar e vender. A macumba na televisão, a escola

de samba no Carnaval estipendiado para o turista, são

exemplos de conhecimento geral.

No entanto, a dialética é uma verdade mais séria do que

supõe a nossa vã filosofia. A exploração, o uso abusivo que a

cultura de massa faz das manifestações populares não foi ainda

capaz de interromper para sempre o dinamismo lento, mas

seguro e poderoso da vida arcaico-popular, que se reproduz

quase organicamente em microescalas, no interior da rede

familiar e comunitária, apoiada pela socialização do parentesco,

do vicinato e dos grupos religiosos.

(Alfredo Bosi.

Dialética da colonização

. S. Paulo: Companhia

das Letras, 1992, pp. 328-29)

A pontuação desta frase está inteiramente correta:

  • A

    A dialética sendo uma verdade mais séria, do que se costuma crer, manifesta-se no processo de resistência, da cultura popular.

  • B

    De fato a cultura de massa com a enorme força de que dispõe, costuma apropriar-se das formas da cultura popular, inapelavelmente.

  • C

    A socialização, proveniente das boas relações comunitárias constitui, sem dúvida, uma bela forma de autopreservação, na cultura popular.

  • D

    As escolas de samba, nas festas promovidas para turistas, constituem matéria-prima e mão de obra, simultaneamente, para o capital.

  • E

    Costumam, as diferentes manifestações de cultura popular, descaracterizar-se de vez que não resistem, às pressões da cultura de massa.

137228Questão 8|Português|superior

Assédio eletrônico

Quem já se habituou ao desgosto de receber textos não

solicitados de cem páginas aguardando sua leitura? Ou quem

não se irrita por ser destinatário de mensagens automáticas que

nem lhe dizem respeito? E, mesmo sem aludir a entes mais

sinistros como os hackers e os vírus, como aturar os abusos da

propaganda que vem pelo computador, sob pretexto da

liberdade de acesso à informação?

Entre as vantagens do correio eletrônico - indiscutíveis,

a pergunta que anda percorrendo todas as bocas visa a

apurar se a propagação do e-mail veio ressuscitar a carta. A

esta altura, o e-mail lembra mais o deus dos começos, Janus

Bifronte, a quem era consagrado o mês de janeiro. No templo

de Roma ostentava duas faces, uma voltada para a frente e

outra para trás. A divindade presidia simultaneamente à morte e

ao ressurgimento do ciclo anual, postada na posição

privilegiada de olhar nas duas direções, para o passado e para

o futuro. Analogamente, o e-mail tanto pode estar completando

a obsolescência da carta como pode dar-lhe alento novo.

Sem dúvida, o golpe certeiro na velha prática da

correspondência, de quem algumas pessoas, como eu, andam

com saudades, não foi desferido pelo e-mail nem pelo fax. O

assassino foi o telefone, cuja difusão, no começo do século XX,

quase exterminou a carta, provocando imediatamente enorme

diminuição em sua frequência. A falta foi percebida e muita

gente, à época, lamentou o fato e o registrou por escrito.

Seria conveniente pensar qual é a lacuna que se

interpõe entre a carta e o e-mail. Podem-se relevar três pontos

em que a diferença é mais patente. O primeiro é o suporte, que

passou do papel para o impulso eletrônico. O segundo é a

temporalidade: nada poderia estar mais distante do e-mail do

que a concepção de tempo implicada na escritura e envio de

uma carta. Costumava-se começar por um rascunho; passavase

a limpo, em letra caprichada, e escolhia-se o envelope

elegante - tudo para enfrentar dias, às vezes semanas, de

correio. O terceiro aspecto a ponderar é a tremenda invasão da

privacidade que a Internet propicia. Na pretensa cumplicidade

trazida pelo correio eletrônico, as pessoas dirigem-se a quem

não conhecem a propósito de assuntos sem interesse do infeliz

destinatário.

(Walnice Nogueira Galvão,

O tapete afegão

)

As frases interrogativas do primeiro parágrafo valem, de fato, como afirmações implícitas. A cada uma dessas frases corresponde, na ordem dada, a seguinte afirmação:

I. É difícil acostumar-se com o recebimento compulsório de textos para ler, por vezes longos.

II. A recepção de mensagens despropositadas, sem interesse para nós, há muito já não nos causa dissabores, resignados que somos.

III. Não fosse pelo direito à livre divulgação de informações, haveria que se condenar o hábito de enviar propaganda por e-mail.

Atende ao enunciado desta questão o que está SOMENTE em

  • A

    I.

  • B

    I e II.

  • C

    II.

  • D

    II e III.

  • E

    III.

137229Questão 9|Português|superior

Assédio eletrônico

Quem já se habituou ao desgosto de receber textos não

solicitados de cem páginas aguardando sua leitura? Ou quem

não se irrita por ser destinatário de mensagens automáticas que

nem lhe dizem respeito? E, mesmo sem aludir a entes mais

sinistros como os hackers e os vírus, como aturar os abusos da

propaganda que vem pelo computador, sob pretexto da

liberdade de acesso à informação?

Entre as vantagens do correio eletrônico - indiscutíveis,

a pergunta que anda percorrendo todas as bocas visa a

apurar se a propagação do e-mail veio ressuscitar a carta. A

esta altura, o e-mail lembra mais o deus dos começos, Janus

Bifronte, a quem era consagrado o mês de janeiro. No templo

de Roma ostentava duas faces, uma voltada para a frente e

outra para trás. A divindade presidia simultaneamente à morte e

ao ressurgimento do ciclo anual, postada na posição

privilegiada de olhar nas duas direções, para o passado e para

o futuro. Analogamente, o e-mail tanto pode estar completando

a obsolescência da carta como pode dar-lhe alento novo.

Sem dúvida, o golpe certeiro na velha prática da

correspondência, de quem algumas pessoas, como eu, andam

com saudades, não foi desferido pelo e-mail nem pelo fax. O

assassino foi o telefone, cuja difusão, no começo do século XX,

quase exterminou a carta, provocando imediatamente enorme

diminuição em sua frequência. A falta foi percebida e muita

gente, à época, lamentou o fato e o registrou por escrito.

Seria conveniente pensar qual é a lacuna que se

interpõe entre a carta e o e-mail. Podem-se relevar três pontos

em que a diferença é mais patente. O primeiro é o suporte, que

passou do papel para o impulso eletrônico. O segundo é a

temporalidade: nada poderia estar mais distante do e-mail do

que a concepção de tempo implicada na escritura e envio de

uma carta. Costumava-se começar por um rascunho; passavase

a limpo, em letra caprichada, e escolhia-se o envelope

elegante - tudo para enfrentar dias, às vezes semanas, de

correio. O terceiro aspecto a ponderar é a tremenda invasão da

privacidade que a Internet propicia. Na pretensa cumplicidade

trazida pelo correio eletrônico, as pessoas dirigem-se a quem

não conhecem a propósito de assuntos sem interesse do infeliz

destinatário.

(Walnice Nogueira Galvão,

O tapete afegão

)

Ao afirmar a conveniência de pensar qual é a lacuna que se interpõe entre a carta e o e-mail, a autora mostra seu interesse em

  • A

    compreender a razão do vazio histórico que ocorreu entre os dois processos de comunicação.

  • B

    denunciar uma inoperância que costuma ocorrer com frequência nesses dois meios de comunicação.

  • C

    investigar a deficiência dos meios de comunicação que se interpuseram entre esses dois.

  • D

    confrontar as especificidades que identificam cada um desses meios de comunicação.

  • E

    estabelecer uma comparação pela qual se possa provar qual dos processos é o mais eficaz.

137230Questão 10|Português|superior

Assédio eletrônico

Quem já se habituou ao desgosto de receber textos não

solicitados de cem páginas aguardando sua leitura? Ou quem

não se irrita por ser destinatário de mensagens automáticas que

nem lhe dizem respeito? E, mesmo sem aludir a entes mais

sinistros como os hackers e os vírus, como aturar os abusos da

propaganda que vem pelo computador, sob pretexto da

liberdade de acesso à informação?

Entre as vantagens do correio eletrônico - indiscutíveis,

a pergunta que anda percorrendo todas as bocas visa a

apurar se a propagação do e-mail veio ressuscitar a carta. A

esta altura, o e-mail lembra mais o deus dos começos, Janus

Bifronte, a quem era consagrado o mês de janeiro. No templo

de Roma ostentava duas faces, uma voltada para a frente e

outra para trás. A divindade presidia simultaneamente à morte e

ao ressurgimento do ciclo anual, postada na posição

privilegiada de olhar nas duas direções, para o passado e para

o futuro. Analogamente, o e-mail tanto pode estar completando

a obsolescência da carta como pode dar-lhe alento novo.

Sem dúvida, o golpe certeiro na velha prática da

correspondência, de quem algumas pessoas, como eu, andam

com saudades, não foi desferido pelo e-mail nem pelo fax. O

assassino foi o telefone, cuja difusão, no começo do século XX,

quase exterminou a carta, provocando imediatamente enorme

diminuição em sua frequência. A falta foi percebida e muita

gente, à época, lamentou o fato e o registrou por escrito.

Seria conveniente pensar qual é a lacuna que se

interpõe entre a carta e o e-mail. Podem-se relevar três pontos

em que a diferença é mais patente. O primeiro é o suporte, que

passou do papel para o impulso eletrônico. O segundo é a

temporalidade: nada poderia estar mais distante do e-mail do

que a concepção de tempo implicada na escritura e envio de

uma carta. Costumava-se começar por um rascunho; passavase

a limpo, em letra caprichada, e escolhia-se o envelope

elegante - tudo para enfrentar dias, às vezes semanas, de

correio. O terceiro aspecto a ponderar é a tremenda invasão da

privacidade que a Internet propicia. Na pretensa cumplicidade

trazida pelo correio eletrônico, as pessoas dirigem-se a quem

não conhecem a propósito de assuntos sem interesse do infeliz

destinatário.

(Walnice Nogueira Galvão,

O tapete afegão

)

Representam uma causa e seu efeito, nessa ordem, os segmentos:

  • A

    desgosto de receber // textos não solicitados.

  • B

    o telefone (...), no começo do século XX // golpe certeiro.

  • C

    muita gente, à época, lamentou o fato // a falta foi percebida.

  • D

    costumava-se começar por um rascunho // escolhia- se um envelope elegante.

  • E

    a tremenda invasão da privacidade // assuntos sem interesse para o infeliz destinatário.

Economista - 2010 | Prova