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Assistente Administrativo - HC-UFU - 2020


Página 1  •  Total 50 questões
63109Questão 1|Português|médio

Prazeres da “melhor idade”

      A voz no aeroporto de Congonhas anunciou: “Clientes com necessidades especiais, crianças de colo, melhor idade, gestantes e portadores do cartão tal terão preferência etc.”. Num rápido exercício intelectual, concluí que, não tendo necessidades especiais, nem sendo criança de colo, gestante ou portador do dito cartão, só me restava a “melhor idade” – algo entre os 60 anos e a morte.

      Para os que ainda não chegaram a ela, “melhor idade” é quando você pensa duas vezes antes de se abaixar para pegar o lápis que deixou cair e, se ninguém estiver olhando, chuta-o para debaixo da mesa. Ou, tendo atravessado a rua fora da faixa, arrepende-se no meio do caminho porque o sinal abriu e agora terá de correr para salvar a vida. Ou quando o singelo ato de dar o laço no pé esquerdo do sapato equivale, segundo o João Ubaldo Ribeiro*, a uma modalidade olímpica.

      Privilégios da “melhor idade” são o ressecamento da pele, a osteoporose, as placas de gordura no coração, a pressão lembrando placar de basquete americano, a falência dos neurônios, as baixas de visão e audição, a falta de ar, a queda de cabelo, a tendência à obesidade e as disfunções sexuais. Ou seja, nós, da “melhor idade”, estamos com tudo, e os demais podem ir lamber sabão.

      Outra característica da “melhor idade” é a disponibilidade de seus membros para tomar as montanhas de estimulantes e antidepressivos que seus médicos lhes receitam e depois não conseguem retirar. Outro dia, bem cedo, um jovem casal cruzou comigo no Leblon. Talvez vendo em mim um pterodáctilo da clássica boemia carioca, o rapaz perguntou: “Voltando da farra, Ruy?”. Respondi, eufórico: “Que nada! Estou voltando da farmácia!”. E esta, de fato, é uma grande vantagem da “melhor idade”: você extrai prazer de qualquer lugar a que ainda consiga ir.

                                    (Ruy Castro. Folha de S.Paulo, 29.01.2012. Adaptado)

*João Ubaldo Ribeiro: escritor baiano, autor, entre várias obras, de Viva o povo brasileiro.

Considere os trechos selecionados do texto.

•  Ou quando o singelo ato de dar o laço no pé esquerdo do sapato equivale, segundo o João Ubaldo Ribeiro, a uma modalidade olímpica. (2° parágrafo)

•  Talvez vendo em mim um pterodáctilo da clássica boemia carioca… (último parágrafo)

Com base nesses trechos, é correto afirmar que o autor se serve

  • A

    da comparação, para evidenciar sua profunda angústia por pertencer ao grupo da terceira idade.

  • B

    da comparação, para denunciar os poucos direitos garantidos por lei às pessoas idosas.

  • C

    da ambiguidade, para descrever as atitudes inusitadas de seus amigos e conhecidos.

  • D

    do exagero, para expor o tema da velhice por meio de um tom leve e humorístico.

  • E

    do exagero, para criticar os jovens que desrespeitam frequentemente os mais velhos.

63110Questão 2|Português|médio

Prazeres da “melhor idade”

      A voz no aeroporto de Congonhas anunciou: “Clientes com necessidades especiais, crianças de colo, melhor idade, gestantes e portadores do cartão tal terão preferência etc.”. Num rápido exercício intelectual, concluí que, não tendo necessidades especiais, nem sendo criança de colo, gestante ou portador do dito cartão, só me restava a “melhor idade” – algo entre os 60 anos e a morte.

      Para os que ainda não chegaram a ela, “melhor idade” é quando você pensa duas vezes antes de se abaixar para pegar o lápis que deixou cair e, se ninguém estiver olhando, chuta-o para debaixo da mesa. Ou, tendo atravessado a rua fora da faixa, arrepende-se no meio do caminho porque o sinal abriu e agora terá de correr para salvar a vida. Ou quando o singelo ato de dar o laço no pé esquerdo do sapato equivale, segundo o João Ubaldo Ribeiro*, a uma modalidade olímpica.

      Privilégios da “melhor idade” são o ressecamento da pele, a osteoporose, as placas de gordura no coração, a pressão lembrando placar de basquete americano, a falência dos neurônios, as baixas de visão e audição, a falta de ar, a queda de cabelo, a tendência à obesidade e as disfunções sexuais. Ou seja, nós, da “melhor idade”, estamos com tudo, e os demais podem ir lamber sabão.

      Outra característica da “melhor idade” é a disponibilidade de seus membros para tomar as montanhas de estimulantes e antidepressivos que seus médicos lhes receitam e depois não conseguem retirar. Outro dia, bem cedo, um jovem casal cruzou comigo no Leblon. Talvez vendo em mim um pterodáctilo da clássica boemia carioca, o rapaz perguntou: “Voltando da farra, Ruy?”. Respondi, eufórico: “Que nada! Estou voltando da farmácia!”. E esta, de fato, é uma grande vantagem da “melhor idade”: você extrai prazer de qualquer lugar a que ainda consiga ir.

                                    (Ruy Castro. Folha de S.Paulo, 29.01.2012. Adaptado)

*João Ubaldo Ribeiro: escritor baiano, autor, entre várias obras, de Viva o povo brasileiro.

A ironia ocorre quando a palavra empregada deve exprimir ideia oposta àquela expressa pelo sentido original dessa palavra.

Considerando a definição, assinale a alternativa em que a expressão destacada foi empregada em sentido irônico pelo autor.

  • A

    A voz no aeroporto de Congonhas anunciou: “Clientes com necessidades especiais…” (1° parágrafo)

  • B

    Para os que ainda não chegaram a ela, “melhor idade” é quando você… (2° parágrafo)

  • C

    Ou, tendo atravessado a rua fora da faixa, arrepende-se no meio do caminho… (2° parágrafo)

  • D

    Privilégios da “melhor idade” são o ressecamento da pele, a osteoporose… (3° parágrafo)

  • E

    Outro dia, bem cedo, um jovem casal cruzou comigo no Leblon. (último parágrafo)

63111Questão 3|Português|médio

Prazeres da “melhor idade”

      A voz no aeroporto de Congonhas anunciou: “Clientes com necessidades especiais, crianças de colo, melhor idade, gestantes e portadores do cartão tal terão preferência etc.”. Num rápido exercício intelectual, concluí que, não tendo necessidades especiais, nem sendo criança de colo, gestante ou portador do dito cartão, só me restava a “melhor idade” – algo entre os 60 anos e a morte.

      Para os que ainda não chegaram a ela, “melhor idade” é quando você pensa duas vezes antes de se abaixar para pegar o lápis que deixou cair e, se ninguém estiver olhando, chuta-o para debaixo da mesa. Ou, tendo atravessado a rua fora da faixa, arrepende-se no meio do caminho porque o sinal abriu e agora terá de correr para salvar a vida. Ou quando o singelo ato de dar o laço no pé esquerdo do sapato equivale, segundo o João Ubaldo Ribeiro*, a uma modalidade olímpica.

      Privilégios da “melhor idade” são o ressecamento da pele, a osteoporose, as placas de gordura no coração, a pressão lembrando placar de basquete americano, a falência dos neurônios, as baixas de visão e audição, a falta de ar, a queda de cabelo, a tendência à obesidade e as disfunções sexuais. Ou seja, nós, da “melhor idade”, estamos com tudo, e os demais podem ir lamber sabão.

      Outra característica da “melhor idade” é a disponibilidade de seus membros para tomar as montanhas de estimulantes e antidepressivos que seus médicos lhes receitam e depois não conseguem retirar. Outro dia, bem cedo, um jovem casal cruzou comigo no Leblon. Talvez vendo em mim um pterodáctilo da clássica boemia carioca, o rapaz perguntou: “Voltando da farra, Ruy?”. Respondi, eufórico: “Que nada! Estou voltando da farmácia!”. E esta, de fato, é uma grande vantagem da “melhor idade”: você extrai prazer de qualquer lugar a que ainda consiga ir.

                                    (Ruy Castro. Folha de S.Paulo, 29.01.2012. Adaptado)

*João Ubaldo Ribeiro: escritor baiano, autor, entre várias obras, de Viva o povo brasileiro.

Assinale a alternativa em que a reescrita da frase do segundo parágrafo preserva o sentido original do texto.

  • A

    Ou, depois que atravessa a rua fora da faixa, arrepende-se no meio do caminho, se bem que o sinal tenha aberto e agora terá de correr para salvar a vida.

  • B

    Ou, quando atravessa a rua fora da faixa, arrepende-se no meio do caminho, já que o sinal abriu e agora terá de correr para salvar a vida.

  • C

    Ou, assim que atravessa a rua fora da faixa, arrepende-se no meio do caminho, mesmo que o sinal tenha aberto e agora terá de correr para salvar a vida.

  • D

    Ou, caso tenha atravessado a rua fora da faixa, arrepende-se no meio do caminho, ainda que o sinal tenha aberto e agora terá de correr para salvar a vida.

  • E

    Ou, antes que atravesse a rua fora da faixa, arrepende-se no meio do caminho, pois o sinal abriu e agora terá de correr para salvar a vida.

63112Questão 4|Português|médio

Prazeres da “melhor idade”

      A voz no aeroporto de Congonhas anunciou: “Clientes com necessidades especiais, crianças de colo, melhor idade, gestantes e portadores do cartão tal terão preferência etc.”. Num rápido exercício intelectual, concluí que, não tendo necessidades especiais, nem sendo criança de colo, gestante ou portador do dito cartão, só me restava a “melhor idade” – algo entre os 60 anos e a morte.

      Para os que ainda não chegaram a ela, “melhor idade” é quando você pensa duas vezes antes de se abaixar para pegar o lápis que deixou cair e, se ninguém estiver olhando, chuta-o para debaixo da mesa. Ou, tendo atravessado a rua fora da faixa, arrepende-se no meio do caminho porque o sinal abriu e agora terá de correr para salvar a vida. Ou quando o singelo ato de dar o laço no pé esquerdo do sapato equivale, segundo o João Ubaldo Ribeiro*, a uma modalidade olímpica.

      Privilégios da “melhor idade” são o ressecamento da pele, a osteoporose, as placas de gordura no coração, a pressão lembrando placar de basquete americano, a falência dos neurônios, as baixas de visão e audição, a falta de ar, a queda de cabelo, a tendência à obesidade e as disfunções sexuais. Ou seja, nós, da “melhor idade”, estamos com tudo, e os demais podem ir lamber sabão.

      Outra característica da “melhor idade” é a disponibilidade de seus membros para tomar as montanhas de estimulantes e antidepressivos que seus médicos lhes receitam e depois não conseguem retirar. Outro dia, bem cedo, um jovem casal cruzou comigo no Leblon. Talvez vendo em mim um pterodáctilo da clássica boemia carioca, o rapaz perguntou: “Voltando da farra, Ruy?”. Respondi, eufórico: “Que nada! Estou voltando da farmácia!”. E esta, de fato, é uma grande vantagem da “melhor idade”: você extrai prazer de qualquer lugar a que ainda consiga ir.

                                    (Ruy Castro. Folha de S.Paulo, 29.01.2012. Adaptado)

*João Ubaldo Ribeiro: escritor baiano, autor, entre várias obras, de Viva o povo brasileiro.

As expressões destacadas apresentam, respectivamente, sentido próprio e sentido figurado na alternativa:

  • A

    … você extrai prazer de qualquer lugar a que ainda consiga ir. (último parágrafo) / Ou seja, nós, da “melhor idade”, estamos com tudo, e os demais podem ir lamber sabão. (3° parágrafo)

  • B

    Outro dia, bem cedo, um jovem casal cruzou comigo no Leblon. (último parágrafo) / “Clientes com necessidades especiais, crianças de colo… (1° parágrafo)

  • C

    … é a disponibilidade de seus membros para tomar as montanhas de estimulantes e antidepressivos… (4° parágrafo) / Num rápido exercício intelectual, concluí que… (1° parágrafo)

  • D

    “Voltando da farra, Ruy?”. (último parágrafo) / … as placas de gordura no coração, a pressão lembrando placar de basquete… (3° parágrafo)

  • E

    … que seus médicos lhes receitam e depois não conseguem retirar. (último parágrafo) / e, se ninguém estiver olhando, chuta-o para debaixo da mesa. (2° parágrafo)

63113Questão 5|Português|médio

Prazeres da “melhor idade”

      A voz no aeroporto de Congonhas anunciou: “Clientes com necessidades especiais, crianças de colo, melhor idade, gestantes e portadores do cartão tal terão preferência etc.”. Num rápido exercício intelectual, concluí que, não tendo necessidades especiais, nem sendo criança de colo, gestante ou portador do dito cartão, só me restava a “melhor idade” – algo entre os 60 anos e a morte.

      Para os que ainda não chegaram a ela, “melhor idade” é quando você pensa duas vezes antes de se abaixar para pegar o lápis que deixou cair e, se ninguém estiver olhando, chuta-o para debaixo da mesa. Ou, tendo atravessado a rua fora da faixa, arrepende-se no meio do caminho porque o sinal abriu e agora terá de correr para salvar a vida. Ou quando o singelo ato de dar o laço no pé esquerdo do sapato equivale, segundo o João Ubaldo Ribeiro*, a uma modalidade olímpica.

      Privilégios da “melhor idade” são o ressecamento da pele, a osteoporose, as placas de gordura no coração, a pressão lembrando placar de basquete americano, a falência dos neurônios, as baixas de visão e audição, a falta de ar, a queda de cabelo, a tendência à obesidade e as disfunções sexuais. Ou seja, nós, da “melhor idade”, estamos com tudo, e os demais podem ir lamber sabão.

      Outra característica da “melhor idade” é a disponibilidade de seus membros para tomar as montanhas de estimulantes e antidepressivos que seus médicos lhes receitam e depois não conseguem retirar. Outro dia, bem cedo, um jovem casal cruzou comigo no Leblon. Talvez vendo em mim um pterodáctilo da clássica boemia carioca, o rapaz perguntou: “Voltando da farra, Ruy?”. Respondi, eufórico: “Que nada! Estou voltando da farmácia!”. E esta, de fato, é uma grande vantagem da “melhor idade”: você extrai prazer de qualquer lugar a que ainda consiga ir.

                                    (Ruy Castro. Folha de S.Paulo, 29.01.2012. Adaptado)

*João Ubaldo Ribeiro: escritor baiano, autor, entre várias obras, de Viva o povo brasileiro.

Assinale a alternativa em que a pontuação pode ser modificada de acordo com a norma-padrão e sem alterar o sentido do texto.

  • A

    Ponto e vírgula em: Num rápido exercício intelectual; concluí que, não tendo necessidades especiais…

  • B

    Parênteses em: … você pensa duas vezes antes de (se abaixar) para pegar o lápis que deixou cair…

  • C

    Travessões em: … o singelo ato de dar o laço no pé esquerdo do sapato equivale – segundo o João Ubaldo Ribeiro – a uma modalidade…

  • D

    Ponto final em: “Voltando da farra, Ruy.”

  • E

    Reticências em: “Que nada… Estou voltando da farmácia…”

63114Questão 6|Português|médio

Prazeres da “melhor idade”

      A voz no aeroporto de Congonhas anunciou: “Clientes com necessidades especiais, crianças de colo, melhor idade, gestantes e portadores do cartão tal terão preferência etc.”. Num rápido exercício intelectual, concluí que, não tendo necessidades especiais, nem sendo criança de colo, gestante ou portador do dito cartão, só me restava a “melhor idade” – algo entre os 60 anos e a morte.

      Para os que ainda não chegaram a ela, “melhor idade” é quando você pensa duas vezes antes de se abaixar para pegar o lápis que deixou cair e, se ninguém estiver olhando, chuta-o para debaixo da mesa. Ou, tendo atravessado a rua fora da faixa, arrepende-se no meio do caminho porque o sinal abriu e agora terá de correr para salvar a vida. Ou quando o singelo ato de dar o laço no pé esquerdo do sapato equivale, segundo o João Ubaldo Ribeiro*, a uma modalidade olímpica.

      Privilégios da “melhor idade” são o ressecamento da pele, a osteoporose, as placas de gordura no coração, a pressão lembrando placar de basquete americano, a falência dos neurônios, as baixas de visão e audição, a falta de ar, a queda de cabelo, a tendência à obesidade e as disfunções sexuais. Ou seja, nós, da “melhor idade”, estamos com tudo, e os demais podem ir lamber sabão.

      Outra característica da “melhor idade” é a disponibilidade de seus membros para tomar as montanhas de estimulantes e antidepressivos que seus médicos lhes receitam e depois não conseguem retirar. Outro dia, bem cedo, um jovem casal cruzou comigo no Leblon. Talvez vendo em mim um pterodáctilo da clássica boemia carioca, o rapaz perguntou: “Voltando da farra, Ruy?”. Respondi, eufórico: “Que nada! Estou voltando da farmácia!”. E esta, de fato, é uma grande vantagem da “melhor idade”: você extrai prazer de qualquer lugar a que ainda consiga ir.

                                    (Ruy Castro. Folha de S.Paulo, 29.01.2012. Adaptado)

*João Ubaldo Ribeiro: escritor baiano, autor, entre várias obras, de Viva o povo brasileiro.

De acordo com o emprego e a colocação dos pronomes estabelecidos pela norma-padrão, a expressão destacada na frase pode ser substituída pela expressão entre parênteses na alternativa:

  • A

    Quando encontrou o jovem casal, o autor voltava da farmácia. (encontrou-o)

  • B

    Os integrantes da “melhor idade” são aqueles que mais enfrentam hipertensão e queda de cabelo. (enfrentam-nas)

  • C

    Em Congonhas, o autor subitamente ouviu o anúncio de embarque. (ouviu-o)

  • D

    É difícil, quando se está mais velho, abaixar para pegar um objeto. (pegar-lhe)

  • E

    Feitas as constatações, resta ao autor incluir-se no grupo da “melhor idade”. (resta-lhe)

63115Questão 7|Português|médio

A Ilha Fiscal

      Localizada na baía de Guanabara, a ilha ganhou esse nome pela necessidade do estabelecimento de um posto alfandegário para o controle das mercadorias importadas e exportadas pelo Rio de Janeiro, então capital do Império. Seu primeiro nome foi Ilha dos Ratos.

       O projeto do posto fiscal foi do engenheiro Adolpho Del Vecchio e seguia alguns padrões do antigo estilo gótico. A importância da edificação não se deve, porém, à sua existência funcional, mas ao último baile do Império, em 9 de novembro de 1889, uma semana antes da proclamação da República. A festa homenageava o Chile, representado pelos oficiais do couraçado Almirante Cochrane, os quais visitavam o país.

      Cerca de 5 mil pessoas participaram do baile marcado pela extravagância: a ilha foi enfeitada com balões venezianos, lanternas chinesas e vasos franceses. Os convidados desciam dos barcos e eram recepcionados por moças fantasiadas de fadas e sereias.

      Enquanto valsas e polcas alegravam os convidados, as iguarias eram servidas em pratos ornamentados com flores e frutas exóticas, e os convidados consumiam robustíssimo cardápio: 800 quilos de camarão, 1300 frangos, 500 perus, 64 faisões, 1200 latas de aspargos, 20 mil sanduíches, 14 mil sorvetes, além de litros de cerveja, champanhe e bebidas diversas.

      Ao chegar, o imperador Pedro II teria tropeçado e quase levado um tombo. Ao recompor-se, teria dito: “O monarca escorregou, mas a monarquia não caiu”.

      Não distante dali, os republicanos colocavam os últimos pregos no caixão da monarquia moribunda.

(Texto baseado na obra de Márcio Cotrim. Revista Língua Portuguesa, julho de 2014. Adaptado)

De acordo com as informações do texto, é correto afirmar que

  • A

    a escolha da arquitetura gótica para a construção do posto alfandegário seguia a moda vigente no século XIX.

  • B

    o baile de novembro de 1889 na Ilha Fiscal não teve o fausto característico das tradicionais festas imperiais.

  • C

    a convicção de D. Pedro II a respeito do poder da monarquia mostrou-se infundada em vista dos fatos sucessivos ao baile.

  • D

    os oficiais chilenos receberam tratamento diferenciado, uma vez que foram recebidos por moças vestidas de fadas e de sereias.

  • E

    os protestos violentos organizados pelos republicanos contra a monarquia acirraram após a realização do baile na Ilha Fiscal.

63116Questão 8|Português|médio

A Ilha Fiscal

      Localizada na baía de Guanabara, a ilha ganhou esse nome pela necessidade do estabelecimento de um posto alfandegário para o controle das mercadorias importadas e exportadas pelo Rio de Janeiro, então capital do Império. Seu primeiro nome foi Ilha dos Ratos.

       O projeto do posto fiscal foi do engenheiro Adolpho Del Vecchio e seguia alguns padrões do antigo estilo gótico. A importância da edificação não se deve, porém, à sua existência funcional, mas ao último baile do Império, em 9 de novembro de 1889, uma semana antes da proclamação da República. A festa homenageava o Chile, representado pelos oficiais do couraçado Almirante Cochrane, os quais visitavam o país.

      Cerca de 5 mil pessoas participaram do baile marcado pela extravagância: a ilha foi enfeitada com balões venezianos, lanternas chinesas e vasos franceses. Os convidados desciam dos barcos e eram recepcionados por moças fantasiadas de fadas e sereias.

      Enquanto valsas e polcas alegravam os convidados, as iguarias eram servidas em pratos ornamentados com flores e frutas exóticas, e os convidados consumiam robustíssimo cardápio: 800 quilos de camarão, 1300 frangos, 500 perus, 64 faisões, 1200 latas de aspargos, 20 mil sanduíches, 14 mil sorvetes, além de litros de cerveja, champanhe e bebidas diversas.

      Ao chegar, o imperador Pedro II teria tropeçado e quase levado um tombo. Ao recompor-se, teria dito: “O monarca escorregou, mas a monarquia não caiu”.

      Não distante dali, os republicanos colocavam os últimos pregos no caixão da monarquia moribunda.

(Texto baseado na obra de Márcio Cotrim. Revista Língua Portuguesa, julho de 2014. Adaptado)

O sinal indicativo de crase está corretamente empregado na alternativa:

  • A

    A Ilha Fiscal era um posto alfandegário no Rio de Janeiro, à época capital do Brasil.

  • B

    Em meio à valsas e polcas, todos os convidados se divertiam pelos salões ricamente decorados.

  • C

    A autoria do projeto, que tem influências europeias, é atribuída à Adolpho Del Vecchio.

  • D

    A festa, dedicada à receber cinco mil pessoas, foi um marco de extravagância.

  • E

    Devido à uma necessidade de controle das mercadorias, a Ilha dos Ratos transformou-se em Ilha Fiscal.

63117Questão 9|Português|médio

A Ilha Fiscal

      Localizada na baía de Guanabara, a ilha ganhou esse nome pela necessidade do estabelecimento de um posto alfandegário para o controle das mercadorias importadas e exportadas pelo Rio de Janeiro, então capital do Império. Seu primeiro nome foi Ilha dos Ratos.

       O projeto do posto fiscal foi do engenheiro Adolpho Del Vecchio e seguia alguns padrões do antigo estilo gótico. A importância da edificação não se deve, porém, à sua existência funcional, mas ao último baile do Império, em 9 de novembro de 1889, uma semana antes da proclamação da República. A festa homenageava o Chile, representado pelos oficiais do couraçado Almirante Cochrane, os quais visitavam o país.

      Cerca de 5 mil pessoas participaram do baile marcado pela extravagância: a ilha foi enfeitada com balões venezianos, lanternas chinesas e vasos franceses. Os convidados desciam dos barcos e eram recepcionados por moças fantasiadas de fadas e sereias.

      Enquanto valsas e polcas alegravam os convidados, as iguarias eram servidas em pratos ornamentados com flores e frutas exóticas, e os convidados consumiam robustíssimo cardápio: 800 quilos de camarão, 1300 frangos, 500 perus, 64 faisões, 1200 latas de aspargos, 20 mil sanduíches, 14 mil sorvetes, além de litros de cerveja, champanhe e bebidas diversas.

      Ao chegar, o imperador Pedro II teria tropeçado e quase levado um tombo. Ao recompor-se, teria dito: “O monarca escorregou, mas a monarquia não caiu”.

      Não distante dali, os republicanos colocavam os últimos pregos no caixão da monarquia moribunda.

(Texto baseado na obra de Márcio Cotrim. Revista Língua Portuguesa, julho de 2014. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a concordância verbal e nominal segue a norma-padrão da língua portuguesa.

  • A

    O cardápio incluía inúmeras iguarias, que chegava aos convidados em pratos decorados com flores e frutos.

  • B

    Homenageadas pela festa, a comitiva chilena era formada por oficiais do couraçado Almirante Cochrane.

  • C

    A fiscalização das mercadorias importadas e exportadas eram essencial para a atividade econômica do Império.

  • D

    Na noite de novembro de 1889 participava do último e histórico baile imperial cinco mil convidados.

  • E

    Por conta dos avanços das ideias republicanas, escreviam-se as últimas linhas do período imperial no Brasil.

63118Questão 10|Português|médio

Suponha que a foto e o texto a seguir façam parte de um informativo turístico.

48eda01afb305849c3dafd16f8393062dae67f3fa720a0f7c7bb1ca8890bc1c9-10-0.jpg

Os interessados _________ conhecer a Ilha Fiscal devem se dirigir ao centro histórico da cidade, onde está o Espaço Cultural da Marinha, _______ qual partem as embarcações que conduzem os turistas à Ilha para uma visita monitorada, _________ duração é de, aproximadamente, duas horas.

Para que o texto esteja redigido em conformidade com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, por:

  • A

    a … no … com a qual a

  • B

    a … ao … cuja

  • C

    com … do … onde

  • D

    em … do … cuja

  • E

    em … no … com a qual a

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