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Agente Penitenciário - 2013


Página 3  •  Total 50 questões
59498Questão 21|Português|médio

Leia o texto, a seguir, e responda a questão.

A imagem de presos apinhados numa cela, de tão repetida, já anestesia os paranaenses. Parece se

tratar de mais um dos problemas crônicos, como de resto, com os quais deveríamos nos acostumar

– ao lado de morros desabando e concessões à corrupção. O risco de virar rotina é, de fato, de alta

probabilidade. Como já chegou a declarar o sociólogo Francisco de Oliveira, o sistema prisional é a

única instituição pública mantida pelo cidadão brasileiro, mas que não lhe diz respeito. Pouco sabe do

assunto e pouco lhe é dito. Por tabela, pouco pergunta, perpetuando a ignorância.

Cadeia e delegacia são vistas como questões do Estado, com as quais não devemos nos meter. O

preço pago por essa cultura é alto – estamos entre as nações de destaque no desrespeito aos direitos

humanos nas prisões. Somos de ponta em administração do mundo do crime pelos que estão atrás das grades. Tão grave é que uma das frases de 2012 foi a do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, declarando preferir morrer a ir para uma prisão brasileira. Poderia ser repetida em coro por 190 milhões em ação.

Em meio a esse cenário, uma boa notícia, publicada quinta-feira passada nesta Gazeta do Povo. Nos

dois últimos anos, o governo do estado conseguiu reduzir em 40% o número de presos em delegacias.

Foram transferidos para espaços adequados. É quase metade da bomba desarmada – eram 16,2 mil

presos; sobraram 9,1 mil à espera de tratamento adequado: eles ainda dormem na delegacia. O interior, em particular, ressente de medidas, é verdade, mas nada que tire o brilho da notícia – a melhor dos últimos tempos em se tratando do sistema prisional no Paraná.

As delegacias funcionam como escoadouro das cadeias. São sempre o pior remendo para o soneto.

Impossível esquecer as descrições que os presos dão dos pequenos espaços divididos por multidões.

Cheiros insuportáveis, três camas para 30 pessoas, hierarquias absurdas, ditando quem manda e quem

obedece. Tão absurdo quanto é deduzir que o estágio a que se chegou é resultado do descaso geral

da nação com o assunto, fazendo crescer o obscurantismo em torno das matrizes da violência.

São variações para o tema, é verdade. Se a palavra de ordem for olhar para frente, a palavra certa

é mirar no exemplo dado pela secretária de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Maria

Teresa Uille Gomes. Ela agarrou esse touro à unha e seus esforços merecem continuidade. Sim, porque a redução de 40% deixa ainda 60% por vir. Faltam 5.634 vagas para sanar o déficit, como informa a reportagem, extirpando de vez a prática ilegal de prender nas delegacias e não em unidades prisionais ou em centros de triagem.

Em paralelo às delegacias sendo usadas para o que de fato se destinam, devem ser impulsionados

outros processos, capazes de reabilitar. E, o mais difícil, devolver a credibilidade ao sistema prisional.

De acordo com a secretária de Justiça, serão erguidos 14 presídios no Paraná até o fim de 2014. Que

esses projetos andem de braço dado com a sociedade organizada. Não é impossível – as boas novas

que agora recebemos de presente são uma prova disso.

associated-text-0e12f87589c9bfb398021e144a0f4231d55efa086b2ab995a2299955abb122dd-21-0..jpg

Acerca da linguagem empregada no texto, considere as afirmativas a seguir.

I. O texto apresenta linguagem mista, formal e informal, como comprovam as expressões “obscurantismo em torno das matrizes da violência" e “agarrou esse touro à unha", respectivamente.

II. O texto apresenta trechos com linguagem figurada, conotativa, usando metáforas para expressar os sentidos, por exemplo, “é quase metade da bomba desarmada" e “são sempre o pior remendo para o soneto".

III. O texto apresenta exclusivamente linguagem técnica, de cunho formal, com dados estatísticos para confirmar as informações veiculadas, por exemplo, “faltam 5.634 vagas para sanar o déficit".

IV. O texto apresenta exclusivamente linguagem denotativa, literal, cujo objetivo é gerar formalidade e maior credibilidade às informações que estão sendo veiculadas.

Assinale a alternativa correta.

  • A

    Somente as afirmativas I e II são corretas.

  • B

    Somente as afirmativas I e IV são corretas.

  • C

    Somente as afirmativas III e IV são corretas.

  • D

    Somente as afirmativas I, II e III são corretas.

  • E

    Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

59499Questão 22|Português|médio

Leia o texto, a seguir, e responda a questão.

A imagem de presos apinhados numa cela, de tão repetida, já anestesia os paranaenses. Parece se

tratar de mais um dos problemas crônicos, como de resto, com os quais deveríamos nos acostumar

– ao lado de morros desabando e concessões à corrupção. O risco de virar rotina é, de fato, de alta

probabilidade. Como já chegou a declarar o sociólogo Francisco de Oliveira, o sistema prisional é a

única instituição pública mantida pelo cidadão brasileiro, mas que não lhe diz respeito. Pouco sabe do

assunto e pouco lhe é dito. Por tabela, pouco pergunta, perpetuando a ignorância.

Cadeia e delegacia são vistas como questões do Estado, com as quais não devemos nos meter. O

preço pago por essa cultura é alto – estamos entre as nações de destaque no desrespeito aos direitos

humanos nas prisões. Somos de ponta em administração do mundo do crime pelos que estão atrás das grades. Tão grave é que uma das frases de 2012 foi a do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, declarando preferir morrer a ir para uma prisão brasileira. Poderia ser repetida em coro por 190 milhões em ação.

Em meio a esse cenário, uma boa notícia, publicada quinta-feira passada nesta Gazeta do Povo. Nos

dois últimos anos, o governo do estado conseguiu reduzir em 40% o número de presos em delegacias.

Foram transferidos para espaços adequados. É quase metade da bomba desarmada – eram 16,2 mil

presos; sobraram 9,1 mil à espera de tratamento adequado: eles ainda dormem na delegacia. O interior, em particular, ressente de medidas, é verdade, mas nada que tire o brilho da notícia – a melhor dos últimos tempos em se tratando do sistema prisional no Paraná.

As delegacias funcionam como escoadouro das cadeias. São sempre o pior remendo para o soneto.

Impossível esquecer as descrições que os presos dão dos pequenos espaços divididos por multidões.

Cheiros insuportáveis, três camas para 30 pessoas, hierarquias absurdas, ditando quem manda e quem

obedece. Tão absurdo quanto é deduzir que o estágio a que se chegou é resultado do descaso geral

da nação com o assunto, fazendo crescer o obscurantismo em torno das matrizes da violência.

São variações para o tema, é verdade. Se a palavra de ordem for olhar para frente, a palavra certa

é mirar no exemplo dado pela secretária de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Maria

Teresa Uille Gomes. Ela agarrou esse touro à unha e seus esforços merecem continuidade. Sim, porque a redução de 40% deixa ainda 60% por vir. Faltam 5.634 vagas para sanar o déficit, como informa a reportagem, extirpando de vez a prática ilegal de prender nas delegacias e não em unidades prisionais ou em centros de triagem.

Em paralelo às delegacias sendo usadas para o que de fato se destinam, devem ser impulsionados

outros processos, capazes de reabilitar. E, o mais difícil, devolver a credibilidade ao sistema prisional.

De acordo com a secretária de Justiça, serão erguidos 14 presídios no Paraná até o fim de 2014. Que

esses projetos andem de braço dado com a sociedade organizada. Não é impossível – as boas novas

que agora recebemos de presente são uma prova disso.

associated-text-0e12f87589c9bfb398021e144a0f4231d55efa086b2ab995a2299955abb122dd-22-0..jpg

A partir das informações presentes no texto, considere as afirmativas a seguir.

I. O Brasil é o país de maior destaque no mundo em desrespeito aos direitos humanos nas prisões.

II. A sociedade organizada tornará possível a construção de 14 novos presídios no Paraná em 2014.

III. Há uma crítica à cultura de descaso em relação ao sistema prisional brasileiro.

IV. O sistema prisional brasileiro carece de projetos capazes de reabilitar os presos.

Assinale a alternativa correta.

  • A

    Somente as afirmativas I e II são corretas.

  • B

    Somente as afirmativas I e IV são corretas.

  • C

    Somente as afirmativas III e IV são corretas.

  • D

    Somente as afirmativas I, II e III são corretas.

  • E

    Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

59500Questão 23|Português|médio

Leia o texto, a seguir, e responda a questão.

A imagem de presos apinhados numa cela, de tão repetida, já anestesia os paranaenses. Parece se

tratar de mais um dos problemas crônicos, como de resto, com os quais deveríamos nos acostumar

– ao lado de morros desabando e concessões à corrupção. O risco de virar rotina é, de fato, de alta

probabilidade. Como já chegou a declarar o sociólogo Francisco de Oliveira, o sistema prisional é a

única instituição pública mantida pelo cidadão brasileiro, mas que não lhe diz respeito. Pouco sabe do

assunto e pouco lhe é dito. Por tabela, pouco pergunta, perpetuando a ignorância.

Cadeia e delegacia são vistas como questões do Estado, com as quais não devemos nos meter. O

preço pago por essa cultura é alto – estamos entre as nações de destaque no desrespeito aos direitos

humanos nas prisões. Somos de ponta em administração do mundo do crime pelos que estão atrás das grades. Tão grave é que uma das frases de 2012 foi a do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, declarando preferir morrer a ir para uma prisão brasileira. Poderia ser repetida em coro por 190 milhões em ação.

Em meio a esse cenário, uma boa notícia, publicada quinta-feira passada nesta Gazeta do Povo. Nos

dois últimos anos, o governo do estado conseguiu reduzir em 40% o número de presos em delegacias.

Foram transferidos para espaços adequados. É quase metade da bomba desarmada – eram 16,2 mil

presos; sobraram 9,1 mil à espera de tratamento adequado: eles ainda dormem na delegacia. O interior, em particular, ressente de medidas, é verdade, mas nada que tire o brilho da notícia – a melhor dos últimos tempos em se tratando do sistema prisional no Paraná.

As delegacias funcionam como escoadouro das cadeias. São sempre o pior remendo para o soneto.

Impossível esquecer as descrições que os presos dão dos pequenos espaços divididos por multidões.

Cheiros insuportáveis, três camas para 30 pessoas, hierarquias absurdas, ditando quem manda e quem

obedece. Tão absurdo quanto é deduzir que o estágio a que se chegou é resultado do descaso geral

da nação com o assunto, fazendo crescer o obscurantismo em torno das matrizes da violência.

São variações para o tema, é verdade. Se a palavra de ordem for olhar para frente, a palavra certa

é mirar no exemplo dado pela secretária de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Maria

Teresa Uille Gomes. Ela agarrou esse touro à unha e seus esforços merecem continuidade. Sim, porque a redução de 40% deixa ainda 60% por vir. Faltam 5.634 vagas para sanar o déficit, como informa a reportagem, extirpando de vez a prática ilegal de prender nas delegacias e não em unidades prisionais ou em centros de triagem.

Em paralelo às delegacias sendo usadas para o que de fato se destinam, devem ser impulsionados

outros processos, capazes de reabilitar. E, o mais difícil, devolver a credibilidade ao sistema prisional.

De acordo com a secretária de Justiça, serão erguidos 14 presídios no Paraná até o fim de 2014. Que

esses projetos andem de braço dado com a sociedade organizada. Não é impossível – as boas novas

que agora recebemos de presente são uma prova disso.

associated-text-0e12f87589c9bfb398021e144a0f4231d55efa086b2ab995a2299955abb122dd-23-0..jpg

Quanto aos recursos linguístico-semânticos empregados no texto, considere as a?rmativas a seguir.

I. No trecho “

Como

já chegou a declarar o sociólogo Francisco de Oliveira", o termo em destaque tem sentido de conformidade.

II. Em “... o sistema prisional é a única instituição pública mantida pelo cidadão brasileiro, mas que não

lhe

diz respeito", o termo em destaque se refere ao sistema prisional.

III. No fragmento “Tão grave é que uma das frases de 2012 foi a do ministro da Justiça,

José Eduardo Cardozo

", o termo em destaque é um vocativo.

IV. No trecho “... a palavra certa é mirar no exemplo dado pela secretária de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos,

Maria Teresa Uille Gomes

", o termo em destaque é um aposto.

Assinale a alternativa correta.

  • A

    Somente as afirmativas I e II são corretas.

  • B

    Somente as afirmativas I e IV são corretas.

  • C

    Somente as afirmativas III e IV são corretas.

  • D

    Somente as afirmativas I, II e III são corretas.

  • E

    Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

59501Questão 24|Português|médio

Leia o texto, a seguir, e responda a questão.

A imagem de presos apinhados numa cela, de tão repetida, já anestesia os paranaenses. Parece se

tratar de mais um dos problemas crônicos, como de resto, com os quais deveríamos nos acostumar

– ao lado de morros desabando e concessões à corrupção. O risco de virar rotina é, de fato, de alta

probabilidade. Como já chegou a declarar o sociólogo Francisco de Oliveira, o sistema prisional é a

única instituição pública mantida pelo cidadão brasileiro, mas que não lhe diz respeito. Pouco sabe do

assunto e pouco lhe é dito. Por tabela, pouco pergunta, perpetuando a ignorância.

Cadeia e delegacia são vistas como questões do Estado, com as quais não devemos nos meter. O

preço pago por essa cultura é alto – estamos entre as nações de destaque no desrespeito aos direitos

humanos nas prisões. Somos de ponta em administração do mundo do crime pelos que estão atrás das grades. Tão grave é que uma das frases de 2012 foi a do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, declarando preferir morrer a ir para uma prisão brasileira. Poderia ser repetida em coro por 190 milhões em ação.

Em meio a esse cenário, uma boa notícia, publicada quinta-feira passada nesta Gazeta do Povo. Nos

dois últimos anos, o governo do estado conseguiu reduzir em 40% o número de presos em delegacias.

Foram transferidos para espaços adequados. É quase metade da bomba desarmada – eram 16,2 mil

presos; sobraram 9,1 mil à espera de tratamento adequado: eles ainda dormem na delegacia. O interior, em particular, ressente de medidas, é verdade, mas nada que tire o brilho da notícia – a melhor dos últimos tempos em se tratando do sistema prisional no Paraná.

As delegacias funcionam como escoadouro das cadeias. São sempre o pior remendo para o soneto.

Impossível esquecer as descrições que os presos dão dos pequenos espaços divididos por multidões.

Cheiros insuportáveis, três camas para 30 pessoas, hierarquias absurdas, ditando quem manda e quem

obedece. Tão absurdo quanto é deduzir que o estágio a que se chegou é resultado do descaso geral

da nação com o assunto, fazendo crescer o obscurantismo em torno das matrizes da violência.

São variações para o tema, é verdade. Se a palavra de ordem for olhar para frente, a palavra certa

é mirar no exemplo dado pela secretária de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Maria

Teresa Uille Gomes. Ela agarrou esse touro à unha e seus esforços merecem continuidade. Sim, porque a redução de 40% deixa ainda 60% por vir. Faltam 5.634 vagas para sanar o déficit, como informa a reportagem, extirpando de vez a prática ilegal de prender nas delegacias e não em unidades prisionais ou em centros de triagem.

Em paralelo às delegacias sendo usadas para o que de fato se destinam, devem ser impulsionados

outros processos, capazes de reabilitar. E, o mais difícil, devolver a credibilidade ao sistema prisional.

De acordo com a secretária de Justiça, serão erguidos 14 presídios no Paraná até o fim de 2014. Que

esses projetos andem de braço dado com a sociedade organizada. Não é impossível – as boas novas

que agora recebemos de presente são uma prova disso.

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A expressão “agarrou esse touro à unha" revela uma figura de linguagem muito comum nos textos. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, esse recurso de linguagem.

  • A

    Metáfora: consiste em designar alguma coisa, mediante uma palavra ou expressão cujo significado tem uma relação de semelhança ou analogia.

  • B

    Personificação: figura que consiste em atribuir qualidades humanas a animais e coisas.

  • C

    Ironia: figura de linguagem em que se diz o contrário do que se quer dar a entender.

  • D

    Hipérbole: consiste em enfatizar ou exagerar no significado de palavras, expressões ou frases.

  • E

    Eufemismo: figura de linguagem que substitui um termo grosseiro por outro mais suave.

59502Questão 25|Português|médio

Leia o texto, a seguir, e responda a questão.

A imagem de presos apinhados numa cela, de tão repetida, já anestesia os paranaenses. Parece se

tratar de mais um dos problemas crônicos, como de resto, com os quais deveríamos nos acostumar

– ao lado de morros desabando e concessões à corrupção. O risco de virar rotina é, de fato, de alta

probabilidade. Como já chegou a declarar o sociólogo Francisco de Oliveira, o sistema prisional é a

única instituição pública mantida pelo cidadão brasileiro, mas que não lhe diz respeito. Pouco sabe do

assunto e pouco lhe é dito. Por tabela, pouco pergunta, perpetuando a ignorância.

Cadeia e delegacia são vistas como questões do Estado, com as quais não devemos nos meter. O

preço pago por essa cultura é alto – estamos entre as nações de destaque no desrespeito aos direitos

humanos nas prisões. Somos de ponta em administração do mundo do crime pelos que estão atrás das grades. Tão grave é que uma das frases de 2012 foi a do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, declarando preferir morrer a ir para uma prisão brasileira. Poderia ser repetida em coro por 190 milhões em ação.

Em meio a esse cenário, uma boa notícia, publicada quinta-feira passada nesta Gazeta do Povo. Nos

dois últimos anos, o governo do estado conseguiu reduzir em 40% o número de presos em delegacias.

Foram transferidos para espaços adequados. É quase metade da bomba desarmada – eram 16,2 mil

presos; sobraram 9,1 mil à espera de tratamento adequado: eles ainda dormem na delegacia. O interior, em particular, ressente de medidas, é verdade, mas nada que tire o brilho da notícia – a melhor dos últimos tempos em se tratando do sistema prisional no Paraná.

As delegacias funcionam como escoadouro das cadeias. São sempre o pior remendo para o soneto.

Impossível esquecer as descrições que os presos dão dos pequenos espaços divididos por multidões.

Cheiros insuportáveis, três camas para 30 pessoas, hierarquias absurdas, ditando quem manda e quem

obedece. Tão absurdo quanto é deduzir que o estágio a que se chegou é resultado do descaso geral

da nação com o assunto, fazendo crescer o obscurantismo em torno das matrizes da violência.

São variações para o tema, é verdade. Se a palavra de ordem for olhar para frente, a palavra certa

é mirar no exemplo dado pela secretária de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Maria

Teresa Uille Gomes. Ela agarrou esse touro à unha e seus esforços merecem continuidade. Sim, porque a redução de 40% deixa ainda 60% por vir. Faltam 5.634 vagas para sanar o déficit, como informa a reportagem, extirpando de vez a prática ilegal de prender nas delegacias e não em unidades prisionais ou em centros de triagem.

Em paralelo às delegacias sendo usadas para o que de fato se destinam, devem ser impulsionados

outros processos, capazes de reabilitar. E, o mais difícil, devolver a credibilidade ao sistema prisional.

De acordo com a secretária de Justiça, serão erguidos 14 presídios no Paraná até o fim de 2014. Que

esses projetos andem de braço dado com a sociedade organizada. Não é impossível – as boas novas

que agora recebemos de presente são uma prova disso.

associated-text-0e12f87589c9bfb398021e144a0f4231d55efa086b2ab995a2299955abb122dd-25-0..jpg

A partir do fragmento “... fazendo crescer o

obscurantismo

em torno das matrizes da violência", assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o sentido expresso pelo termo em destaque.

  • A

    O estado de desconfiança.

  • B

    O estado de obsessão.

  • C

    A falta de determinação.

  • D

    A falta de punição.

  • E

    O estado de completa ignorância.

59503Questão 26|Português|médio

Leia o texto, a seguir, e responda a questão.

A imagem de presos apinhados numa cela, de tão repetida, já anestesia os paranaenses. Parece se

tratar de mais um dos problemas crônicos, como de resto, com os quais deveríamos nos acostumar

– ao lado de morros desabando e concessões à corrupção. O risco de virar rotina é, de fato, de alta

probabilidade. Como já chegou a declarar o sociólogo Francisco de Oliveira, o sistema prisional é a

única instituição pública mantida pelo cidadão brasileiro, mas que não lhe diz respeito. Pouco sabe do

assunto e pouco lhe é dito. Por tabela, pouco pergunta, perpetuando a ignorância.

Cadeia e delegacia são vistas como questões do Estado, com as quais não devemos nos meter. O

preço pago por essa cultura é alto – estamos entre as nações de destaque no desrespeito aos direitos

humanos nas prisões. Somos de ponta em administração do mundo do crime pelos que estão atrás das grades. Tão grave é que uma das frases de 2012 foi a do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, declarando preferir morrer a ir para uma prisão brasileira. Poderia ser repetida em coro por 190 milhões em ação.

Em meio a esse cenário, uma boa notícia, publicada quinta-feira passada nesta Gazeta do Povo. Nos

dois últimos anos, o governo do estado conseguiu reduzir em 40% o número de presos em delegacias.

Foram transferidos para espaços adequados. É quase metade da bomba desarmada – eram 16,2 mil

presos; sobraram 9,1 mil à espera de tratamento adequado: eles ainda dormem na delegacia. O interior, em particular, ressente de medidas, é verdade, mas nada que tire o brilho da notícia – a melhor dos últimos tempos em se tratando do sistema prisional no Paraná.

As delegacias funcionam como escoadouro das cadeias. São sempre o pior remendo para o soneto.

Impossível esquecer as descrições que os presos dão dos pequenos espaços divididos por multidões.

Cheiros insuportáveis, três camas para 30 pessoas, hierarquias absurdas, ditando quem manda e quem

obedece. Tão absurdo quanto é deduzir que o estágio a que se chegou é resultado do descaso geral

da nação com o assunto, fazendo crescer o obscurantismo em torno das matrizes da violência.

São variações para o tema, é verdade. Se a palavra de ordem for olhar para frente, a palavra certa

é mirar no exemplo dado pela secretária de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Maria

Teresa Uille Gomes. Ela agarrou esse touro à unha e seus esforços merecem continuidade. Sim, porque a redução de 40% deixa ainda 60% por vir. Faltam 5.634 vagas para sanar o déficit, como informa a reportagem, extirpando de vez a prática ilegal de prender nas delegacias e não em unidades prisionais ou em centros de triagem.

Em paralelo às delegacias sendo usadas para o que de fato se destinam, devem ser impulsionados

outros processos, capazes de reabilitar. E, o mais difícil, devolver a credibilidade ao sistema prisional.

De acordo com a secretária de Justiça, serão erguidos 14 presídios no Paraná até o fim de 2014. Que

esses projetos andem de braço dado com a sociedade organizada. Não é impossível – as boas novas

que agora recebemos de presente são uma prova disso.

associated-text-0e12f87589c9bfb398021e144a0f4231d55efa086b2ab995a2299955abb122dd-26-0..jpg

No fragmento “

Se

a palavra de ordem for olhar para frente”, a palavra em destaque apresenta o seguinte efeito de sentido:

  • A

    comparação.

  • B

    consequência.

  • C

    conclusão.

  • D

    explicação.

  • E

    condição.

59504Questão 27|Português|médio

Leia o texto, a seguir, e responda a questão.

Resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicada ontem instituiu, na prática, a tolerância zero de álcool no trânsito em todo o país. Agora, mesmo que o motorista parado nas blitze da lei seca tenha bebido menos de um copo de cerveja terá de pagar multa por infringir a lei – que aumentou para R$ 1.915,40 no ?m de 2012. A resolução 432 do Contran foi publicada no Diário Oficial da União. Ela regulamentou as mudanças aprovadas pelo Congresso Nacional, que foram sancionadas pela presidenta Dilma Rousseff em 20 de dezembro, e passaram, por exemplo, a aceitar testemunhos de embriaguez como prova de que o motorista cometeu infração.

Uma das principais mudanças foi estabelecer como infração dirigir sob “qualquer influência" de álcool.

Mas, como há certos níveis de imprecisão nos aparelhos de bafômetro, faltavam regras para definir

como caracterizar qualquer limite. A decisão do Contran, após uma série de estudos, foi determinar que o motorista terá cometido infração se tiver 0,01 miligrama de álcool para cada litro de ar expelido dos pulmões na hora de fazer o teste. Mas definiu, na regulamentação, que o limite de referência será de 0,05 miligramas – por causa dessas diferenças dos aparelhos, em uma espécie de “margem de erro" aceitável. Assim, se o bafômetro apresentar o número “0,05" no visor, o motorista já terá de pagar multa de R$ 1.915,40.

Outra determinação é que, no caso de o motorista fazer exame de sangue, não será admitido nenhum

nível de álcool no sangue. “Sabemos que os acidentes não são reduzidos por decreto, mas é preciso

dar um basta à violência no trânsito", disse ontem o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, durante

evento em Brasília para detalhar as mudanças na legislação. “O grande objetivo é mudar a postura da

sociedade em relação ao risco do uso do álcool ao volante", explicou.

(Adaptado de: RIBEIRO, B.; VALLE, C. do; MENDES, V. Começa a valer tolerância zero de álcool no trânsito. O Estado de S. Paulo. São Paulo, 30 jan. 2013. Cidades. C8.)

Sobre o texto, trata-se de

  • A

    uma reportagem, de caráter investigativo, apresentando as origens do fato, suas razões e efeitos.

  • B

    um editorial, de caráter argumentativo, cuja principal característica é opinar acerca de determinadas ideias.

  • C

    uma entrevista, de caráter opinativo, cuja intenção é emitir opiniões e apresentar ideias acerca dos fatos.

  • D

    uma notícia, de caráter informativo, cuja contemporaneidade em relação ao acontecimento é uma de suas características essenciais.

  • E

    uma carta do leitor, de caráter argumentativo, cuja principal intenção é convencer o interlocutor sobre determinada ideia.

59505Questão 28|Português|médio

Leia o texto, a seguir, e responda a questão.

Resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicada ontem instituiu, na prática, a tolerância zero de álcool no trânsito em todo o país. Agora, mesmo que o motorista parado nas blitze da lei seca tenha bebido menos de um copo de cerveja terá de pagar multa por infringir a lei – que aumentou para R$ 1.915,40 no ?m de 2012. A resolução 432 do Contran foi publicada no Diário Oficial da União. Ela regulamentou as mudanças aprovadas pelo Congresso Nacional, que foram sancionadas pela presidenta Dilma Rousseff em 20 de dezembro, e passaram, por exemplo, a aceitar testemunhos de embriaguez como prova de que o motorista cometeu infração.

Uma das principais mudanças foi estabelecer como infração dirigir sob “qualquer influência" de álcool.

Mas, como há certos níveis de imprecisão nos aparelhos de bafômetro, faltavam regras para definir

como caracterizar qualquer limite. A decisão do Contran, após uma série de estudos, foi determinar que o motorista terá cometido infração se tiver 0,01 miligrama de álcool para cada litro de ar expelido dos pulmões na hora de fazer o teste. Mas definiu, na regulamentação, que o limite de referência será de 0,05 miligramas – por causa dessas diferenças dos aparelhos, em uma espécie de “margem de erro" aceitável. Assim, se o bafômetro apresentar o número “0,05" no visor, o motorista já terá de pagar multa de R$ 1.915,40.

Outra determinação é que, no caso de o motorista fazer exame de sangue, não será admitido nenhum

nível de álcool no sangue. “Sabemos que os acidentes não são reduzidos por decreto, mas é preciso

dar um basta à violência no trânsito", disse ontem o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, durante

evento em Brasília para detalhar as mudanças na legislação. “O grande objetivo é mudar a postura da

sociedade em relação ao risco do uso do álcool ao volante", explicou.

(Adaptado de: RIBEIRO, B.; VALLE, C. do; MENDES, V. Começa a valer tolerância zero de álcool no trânsito. O Estado de S. Paulo. São Paulo, 30 jan. 2013. Cidades. C8.)

Acerca das informações presentes no texto, considere as afirmativas a seguir.

I. A lei seca objetiva reduzir a violência no trânsito e também propiciar uma cultura de responsabilidade social aos motoristas.

II. Conforme a regulamentação do Contran, nenhum nível de álcool será admitido no teste de bafômetro.

III. A resolução 432 do Conselho Nacional de Trânsito garante a redução dos acidentes e da violência no trânsito.

IV. A infração pode ser comprovada mediante teste de bafômetro, exame de sangue e testemunhos de embriaguez.

  • A

    Somente as afirmativas I e II são corretas.

  • B

    Somente as afirmativas I e IV são corretas.

  • C

    Somente as afirmativas III e IV são corretas.

  • D

    Somente as afirmativas I, II e III são corretas.

  • E

    Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

59506Questão 29|Português|médio

Leia o texto, a seguir, e responda a questão.

Resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicada ontem instituiu, na prática, a tolerância zero de álcool no trânsito em todo o país. Agora, mesmo que o motorista parado nas blitze da lei seca tenha bebido menos de um copo de cerveja terá de pagar multa por infringir a lei – que aumentou para R$ 1.915,40 no ?m de 2012. A resolução 432 do Contran foi publicada no Diário Oficial da União. Ela regulamentou as mudanças aprovadas pelo Congresso Nacional, que foram sancionadas pela presidenta Dilma Rousseff em 20 de dezembro, e passaram, por exemplo, a aceitar testemunhos de embriaguez como prova de que o motorista cometeu infração.

Uma das principais mudanças foi estabelecer como infração dirigir sob “qualquer influência" de álcool.

Mas, como há certos níveis de imprecisão nos aparelhos de bafômetro, faltavam regras para definir

como caracterizar qualquer limite. A decisão do Contran, após uma série de estudos, foi determinar que o motorista terá cometido infração se tiver 0,01 miligrama de álcool para cada litro de ar expelido dos pulmões na hora de fazer o teste. Mas definiu, na regulamentação, que o limite de referência será de 0,05 miligramas – por causa dessas diferenças dos aparelhos, em uma espécie de “margem de erro" aceitável. Assim, se o bafômetro apresentar o número “0,05" no visor, o motorista já terá de pagar multa de R$ 1.915,40.

Outra determinação é que, no caso de o motorista fazer exame de sangue, não será admitido nenhum

nível de álcool no sangue. “Sabemos que os acidentes não são reduzidos por decreto, mas é preciso

dar um basta à violência no trânsito", disse ontem o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, durante

evento em Brasília para detalhar as mudanças na legislação. “O grande objetivo é mudar a postura da

sociedade em relação ao risco do uso do álcool ao volante", explicou.

(Adaptado de: RIBEIRO, B.; VALLE, C. do; MENDES, V. Começa a valer tolerância zero de álcool no trânsito. O Estado de S. Paulo. São Paulo, 30 jan. 2013. Cidades. C8.)

De acordo com os recursos linguístico-semânticos do texto, considere as afirmativas a seguir.

I. No trecho “O grande objetivo é mudar a postura da sociedade em relação ao risco do uso do álcool ao volante", as aspas são usadas no texto por se tratar de um discurso direto.

II. No fragmento “Resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicada ontem", os parênteses foram usados para indicar a sigla da expressão anterior.

III. Em “Uma das principais mudanças foi estabelecer como infração dirigir sob “

qualquer influência

" de álcool", a expressão em destaque está entre aspas no texto por se tratar de uma metáfora.

IV. No fragmento “Sabemos que os acidentes não são reduzidos por decreto, mas é preciso dar um basta à violência no trânsito", as aspas são usadas no texto para realçar o argumento apresentado.

  • A

    Somente as afirmativas I e II são corretas.

  • B

    Somente as afirmativas I e IV são corretas.

  • C

    Somente as afirmativas III e IV são corretas.

  • D

    Somente as afirmativas I, II e III são corretas.

  • E

    Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

59507Questão 30|Português|médio

Leia o texto, a seguir, e responda a questão.

Resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicada ontem instituiu, na prática, a tolerância zero de álcool no trânsito em todo o país. Agora, mesmo que o motorista parado nas blitze da lei seca tenha bebido menos de um copo de cerveja terá de pagar multa por infringir a lei – que aumentou para R$ 1.915,40 no ?m de 2012. A resolução 432 do Contran foi publicada no Diário Oficial da União. Ela regulamentou as mudanças aprovadas pelo Congresso Nacional, que foram sancionadas pela presidenta Dilma Rousseff em 20 de dezembro, e passaram, por exemplo, a aceitar testemunhos de embriaguez como prova de que o motorista cometeu infração.

Uma das principais mudanças foi estabelecer como infração dirigir sob “qualquer influência" de álcool.

Mas, como há certos níveis de imprecisão nos aparelhos de bafômetro, faltavam regras para definir

como caracterizar qualquer limite. A decisão do Contran, após uma série de estudos, foi determinar que o motorista terá cometido infração se tiver 0,01 miligrama de álcool para cada litro de ar expelido dos pulmões na hora de fazer o teste. Mas definiu, na regulamentação, que o limite de referência será de 0,05 miligramas – por causa dessas diferenças dos aparelhos, em uma espécie de “margem de erro" aceitável. Assim, se o bafômetro apresentar o número “0,05" no visor, o motorista já terá de pagar multa de R$ 1.915,40.

Outra determinação é que, no caso de o motorista fazer exame de sangue, não será admitido nenhum

nível de álcool no sangue. “Sabemos que os acidentes não são reduzidos por decreto, mas é preciso

dar um basta à violência no trânsito", disse ontem o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, durante

evento em Brasília para detalhar as mudanças na legislação. “O grande objetivo é mudar a postura da

sociedade em relação ao risco do uso do álcool ao volante", explicou.

(Adaptado de: RIBEIRO, B.; VALLE, C. do; MENDES, V. Começa a valer tolerância zero de álcool no trânsito. O Estado de S. Paulo. São Paulo, 30 jan. 2013. Cidades. C8.)

Acerca dos recursos morfossintáticos do texto, considere as afirmativas a seguir.

I. No fragmento “

mesmo que

o motorista parado nas blitze da lei seca tenha bebido menos de um copo de cerveja", a expressão destacada pode ser substituída, sem prejuízo do sentido original, por “uma vez que".

II. No trecho “terá de pagar multa por infringir a lei –

que

aumentou para R$ 1.915,40 no fim de 2012", a ambiguidade do pronome em destaque se desfaz pela substituição desse termo por “a qual".

III. Em “Ela regulamentou as mudanças aprovadas pelo Congresso Nacional,

que

foram sancionadas pela presidenta", o pronome em destaque pode ser substituído pelo termo “as quais", pois se refere à expressão “as mudanças aprovadas".

IV. Em“... e passaram, por exemplo, a aceitar testemunhos de

embriaguez

como prova de que o motorista cometeu infração", o termo em destaque é formado pelo processo de derivação sufixal.

Assinale a alternativa correta.

  • A

    Somente as afirmativas I e II são corretas.

  • B

    Somente as afirmativas I e IV são corretas.

  • C

    Somente as afirmativas III e IV são corretas.

  • D

    Somente as afirmativas I, II e III são corretas.

  • E

    Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.