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Analista Judiciário - Área Judiciária - 2015


Página 4  •  Total 60 questões
94795Questão 31|Direito Civil|superior

Marcela permutou um televisor avariado com um celular avariado de Marina. Ambas sabiam que os respectivos bens estavam deteriorados e ambas esconderam tal circunstância uma da outra buscando tirar vantagem na transação. Julgando-se prejudicada, Marina ajuizou ação contra Marcela requerendo a invalidação do negócio e indenização. O juiz deverá

  • A

    desacolher ambos os pedidos, pois, se as duas partes procedem com dolo, nenhuma pode alegá-lo para anular o negócio nem reclamar indenização.

  • B

    acolher apenas o pedido de invalidação do negócio, pois esta pode ser reconhecida inclusive de ofício.

  • C

    acolher apenas o pedido de indenização, em razão do princípio que veda o enriquecimento sem causa.

  • D

    acolher ambos os pedidos, pois o dolo de uma parte não anula o da outra.

  • E

    acolher apenas o pedido de invalidação, desde que formulado no prazo decadencial de quatro anos da celebração do negócio.

94796Questão 32|Direito Civil|superior

Pedro comprou, por valor inferior ao de mercado, rara e valiosa coleção de selos pertencente a Lucas, que tinha 14 anos e não foi representado quando da celebração do negócio. Passados alguns meses e não entregue o bem, Pedro procurou Lucas oferecendo-lhe suplementação do preço, a fim de que as partes ratificassem o ato. A pretendida ratificação

  • A

    não poderá ocorrer, salvo se Lucas for assistido quando da confirmação.

  • B

    poderá ocorrer, pois os negócios anuláveis podem ser confirmados pela vontade das partes.

  • C

    deverá ocorrer, em prestígio ao princípio da conservação dos contratos.

  • D

    não poderá ocorrer, porque o negócio jurídico nulo não é suscetível de confirmação.

  • E

    poderá ocorrer apenas pelo juiz, depois da intervenção do Ministério Público.

94797Questão 33|Direito Civil|superior

Durante a constância do casamento, Lourenço emprestou para sua mulher, Bianca, a quantia de R$ 10.000,00, que deveria ser devolvida em um ano. Passados mais de dez anos sem que a dívida houvesse sido paga, o casal se divorciou. Passados dois anos e meio da decretação do divórcio, Lourenço ajuizou ação de cobrança contra Bianca, que, em contestação, alegou decadência, requerendo a extinção do processo com resolução de mérito. Tal como formulada, a alegação de Bianca

  • A

    improcede, pois se aplicam à decadência as normas que impedem a prescrição e não se passaram mais de quatro anos da decretação do divórcio.

  • B

    procede, pois, salvo disposição em contrário, não se aplicam à decadência as normas que impedem a prescrição.

  • C

    improcede, pois o prazo para cobrança da dívida tem natureza prescricional, mas o juiz deverá decretar a prescrição de ofício, pois se passaram mais de dez anos da realização do negócio.

  • D

    procede, pois, embora se apliquem à decadência as normas que impedem a prescrição, passaram-se mais de dois anos da decretação do divórcio.

  • E

    improcede, pois o prazo para cobrança da dívida tem natureza prescricional e não corre durante a constância da sociedade conjugal, além de não ter se ultimado, depois da decretação do divórcio.

94798Questão 34|Direito Processual Civil|superior

Celso propôs execução de título executivo extrajudicial contra Caio e Mário, que apresentaram embargos do devedor por meio de procuradores distintos. O prazo para o oferecimento dos embargos do devedor, por Caio e Mário, é contado, para

  • A

    ambos os executados, a partir da intimação da penhora, computando-se em dobro.

  • B

    ambos os executados, a partir da juntada do último mandado citatório aos autos, computando-se em dobro.

  • C

    cada executado, a partir da juntada do respectivo mandado citatório aos autos, computando-se em dobro.

  • D

    ambos os executados, a partir da juntada do último mandado citatório aos autos, não se computando em dobro.

  • E

    cada executado, a partir da juntada do respectivo mandado citatório aos autos, não se computando em dobro.

94799Questão 35|Direito Processual Civil|superior

Em execução por quantia certa contra devedor solvente, Juliano teve penhorado dinheiro, que alega ser provento de seu salário, o qual viria a ser utilizado, na integralidade, para a subsistência de sua família. Tal bem é

  • A

    impenhorável, cabendo ao executado comprovar tratar-se de bem de tal natureza.

  • B

    penhorável, pois o processo executivo corre em benefício do credor.

  • C

    impenhorável, cabendo ao exequente comprovar que o bem não se reveste de tal natureza.

  • D

    impenhorável, salvo se tiver sido depositado em conta-poupança e tiver valor superior a 20 salários mí- nimos.

  • E

    impenhorável, não necessitando de prova de que se reveste de tal natureza, por haver presunção absoluta nesse sentido.

94800Questão anuladaAnuladaQuestão 36|Direito Processual Civil|superior

A respeito dos recursos, considere:

I. O Ministério Público tem legitimidade para recorrer nos processos em que houver atuado apenas como fiscal da lei.

II. O recurso adesivo é autônomo e seu conhecimento não se subordina ao do principal.

III. Se a relação processual estiver completa, a renúncia ao direito de recorrer depende de aceitação da parte não sucumbente.

IV. O recurso interposto por um litisconsorte não aproveita ao outro se distintos ou opostos os seus interesses.

Está correto o que consta APENAS em

  • A

    III e IV.

  • B

    I e III.

  • C

    I e IV.

  • D

    II e III.

  • E

    III e IV.

94801Questão 37|Direito Processual Civil|superior

Fernando ajuizou ação contra Priscila sustentando que esta, por culpa, abalroou seu veículo, causando-lhe danos exclusivamente materiais, os quais estariam comprovados por recibos de pagamento que anexou à petição inicial. De acordo com Fernando, o valor dos danos, já atualizado monetariamente e acrescido de juros legais, seria de R$ 8.000,00. Com base, exclusivamente, na prova documental, requereu a condenação de Priscila ao pagamento de R$ 15.000,00 a título de indenização por danos materiais. Em contestação, Priscila negou ter agido com culpa. No entanto, não impugnou o valor do pedido de indenização. Se o Juiz se convencer de que Priscila tem responsabilidade pelo acidente, deverá

  • A

    julgar totalmente procedente o pedido, condenando-a ao pagamento de R$ 15.000,00, tendo em vista caber ao Réu, na contestação, alegar toda a matéria de defesa, presumindo-se verdadeiros, de maneira absoluta, os fatos não impugnados.

  • B

    julgar parcialmente procedente o pedido, condenando-a ao pagamento de R$ 8.000,00, tendo em vista ser relativa a presunção de veracidade decorrente da ausência de impugnação específica.

  • C

    indeferir a petição inicial e extinguir o processo sem resolução de mérito, pois da narrativa não decorre logicamente o pedido.

  • D

    julgar improcedente o pedido, pois Fernando utilizou o processo para obter objetivo ilegal, o que deve ser coibido pelo Poder Judiciário.

  • E

    julgar parcialmente procedente o pedido, condenando-a ao pagamento de R$ 8.000,00, tendo em vista que, apesar de absoluta a presunção de veracidade decorrente da ausência de impugnação específica, Fernando utilizou o processo para obter objetivo ilegal, o que deve ser coibido pelo Poder Judiciário.

94802Questão 38|Direito do Trabalho|superior

Relativamente às alterações do contrato de trabalho,

  • A

    é considerada alteração unilateral vedada por lei a determinação do empregador para que o empregado com mais de dez anos no exercício de função de confiança, reverta ao cargo efetivo anteriormente ocupado.

  • B

    o empregador pode, sem a anuência do empregado exercente de cargo de confiança, transferi-lo, com mudança de domicílio, para localidade diversa da que resultar do contrato de trabalho, independentemente de real necessidade de serviço.

  • C

    o adicional de 25% do salário do empregado é devido nas hipóteses de transferência provisória e definitiva.

  • D

    a extinção do estabelecimento não é causa de transferência do empregado, sendo obrigatória, nesse caso, a extinção do contrato de trabalho.

  • E

    o empregador pode, sem a anuência do empregado cujo contrato de trabalho tenha condição, implícita ou explícita de transferência, transferi-lo, com mudança de domicílio, para localidade diversa da que resultar do contrato, desde que haja real necessidade de serviço.

94803Questão 39|Direito do Trabalho|superior

O contrato de trabalho é

I. um contrato de direito público, devido à forte limitação sofrida pela autonomia da vontade na estipulação de seu conteúdo.

II. concluído, como regra, intuito personae em relação à pessoa do empregador.

III. um contrato sinalagmático.

IV. um contrato sucessivo. A relação jurídica de emprego é uma “relação de débito permanente", em que entra como elemento típico a continuidade, a duração.

V. um contrato consensual. A lei, via de regra, não exige forma especial para sua validade.

Considerando as proposições acima, está correto o que consta APENAS em

  • A

    III, IV e V.

  • B

    III e V.

  • C

    I, II e V.

  • D

    I, III e IV.

  • E

    I, II e IV.

94804Questão desatualizadaDesatualizadaQuestão 40|Direito do Trabalho|superior

A solidariedade quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas exige

  • A

    a existência de empresas com a mesma personalidade jurídica.

  • B

    a existência de direção, controle ou administração de uma empresa em relação a outras, constituindo grupo industrial, comercial ou de qualquer atividade econômica, embora cada uma com personalidade jurídica própria.

  • C

    a existência de empresas com personalidade jurídica e direção diferentes, mas com unidade de objeto social

  • D

    a existência de previsão nos contratos sociais das empresas, pois a lei civil dispõe que a solidariedade decorre da lei ou do contrato.

  • E

    acordo entre empregado e o empregador, não bastando a simples configuração de grupo de empregadores.