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Segundo o autor, para garantir o funcionamento do sistema previdenciário, é preciso


63904|Português|médio

Sem ilusionismo

      Muita gente acredita que mudar o sistema previdenciário do país é uma forma de submissão do governo aos desejos inescrupulosos do mercado financeiro e dos fiscalistas de plantão. Ledo engano.

      Se uma despesa avança em velocidade incompatível com a receita usada para bancá-la, só há dois caminhos para corrigir a distorção: você gera mais dinheiro para financiar a festa ou pisa no freio do gasto.

      O orçamento de um governo é semelhante ao de uma pessoa comum. Se seu salário é de mil moedas e suas despesas bateram em mil e duzentas, está na hora de pedir aumento ou diminuir a lista de despesas. Não há mágica. O problema é que quando o assunto é previdência, todo mundo espera a chegada do ilusionista.

      Governos só conseguem engordar o caixa cobrando mais impostos. Mas quem já paga tributos (muitos) não vê com bons olhos tal alternativa.

      Então, chegamos à segunda opção: a tesoura. “Mas como cortar despesas num país tão carente?”, ponderam alguns. “Como propor mais tempo de trabalho para quem está próximo de encostar a chuteira?”, questionam outros. O caminho do equilíbrio nunca foi uma via fácil.

      O fato é que a população brasileira está envelhecendo e vivendo mais. E o sistema ativo é insuficiente para garantir o funcionamento da engrenagem. Não haverá mágico que consiga mudar essa realidade.

                         

 (Renato Andrade, 01.01.2016. www.folha.uol.com.br. Adaptado)

Segundo o autor, para garantir o funcionamento do sistema previdenciário, é preciso

  • A

    atender às exigências do mercado financeiro quanto aos investimentos públicos.

  • B

    aumentar os impostos ou cortar gastos, duas ações difíceis de serem executadas.

  • C

    cobrar mais impostos dos cidadãos que recebem benefícios provenientes da aposentadoria.

  • D

    solicitar empréstimos ou fazer financiamentos para custear os altos gastos do governo.

  • E

    aumentar o tempo de contribuição dos trabalhadores ou exigir que estes cortem despesas.