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No contexto, o dito popular “O alheio reclama seu dono” faz referência ao fato de


59830|Português|superior

Interessantes ditos populares

      Sou apreciador dos ditos populares. No meu tempo de criança, dificilmente um conselho dado pelos mais velhos não continha um ditado. Se alguns moleques estivessem “batendo perna” pelas vias públicas, alguém os mandava para casa, afirmando que “boa romaria faz, quem em casa fica em paz”.

      Certa vez, uns molecões praticaram um roubo no quintal de uma moradora do bairro central de Macapá levando toda a roupa que secava num varal. A pobre mulher ganhava o sustento da família como lavadeira e não tinha recursos para indenizar os fregueses lesados. A polícia foi acionada e não demorou a identificar os autores da gatunagem. A pista foi dada por um deles, o mais pobre, que apareceu todo na pinta num tertulhão do dançará Hally Gally1 .

      O investigador desconfiou do sujeito e foi chamar a lavadeira. De longe, a mulher começou a gritar: “Prendam este safado. A camisa de seda que ele está usando pertence ao professor Pedro Ribeiro, meu freguês de lavagem”. Alarme dado e providência tomada. O toque especial deste caso partiu de um velho morador do Laguinho, que corujava2 a festa dançante: “O alheio reclama seu dono”. Outro observador comentou: “O sem-vergonha quer luxar, mas não tem condições”.

(Adaptado de: MONTORIL, Nilson. Interessantes ditos populares. Disponível em: www.diariodoamapa.com.br. Publicado em: 15.07.2017) 

1 apareceu todo bem vestido em uma determinada casa de dança;

2 que espreitava, observava com curiosidade.

No contexto, o dito popular “O alheio reclama seu dono” faz referência ao fato de

  • A

    o bandido ser imediatamente preso depois de confessar ter roubado a camisa que estava no varal da lavadeira.

  • B

    o criminoso ser discriminado pelos que participavam na festa dançante devido à forma como estava vestido.

  • C

    a camisa do freguês da lavadeira não servir no ladrão, uma vez que havia sido talhada para o corpo de outra pessoa.

  • D

    a lavadeira declarar ser a proprietária da camisa de seda roubada, apesar de o dono legítimo ser um professor.

  • E

    a camisa de seda vestida pelo gatuno ser logo reconhecida pela lavadeira como pertencendo ao professor Pedro Ribeiro.