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O desenvolvimento das idéias no 2º parágrafo do Texto II ocorre por meio de


57165|Português|médio

Texto I

Representantes de 190 países acordaram ontem, na

Indonésia, diretrizes para um novo regime político contra o

aquecimento global. O chamado "mapa do caminho de Bali",

festejado por diplomatas e visto com ceticismo por ambientalistas,

foi aceito no encerramento da 13º Conferência do Clima

(COP-13). Frente à resistência por ações concretas, o

resultado é histórico.

(Cristina Amorim. O Estado de S. Paulo, 16 de dezembro de

Texto II

Continua acesa a discussão em torno dos resultados da

reunião da convenção do clima em Bali. E talvez uma síntese

dos argumentos colocados tanto pelos que vêem avanços como

pelos que se decepcionaram possa estar no velho dito popular

"ruim com ele, pior sem ele". De fato, o resultado é modesto.

Mas, sem o que se decidiu, continuaríamos avançando em

direção a situações cada vez mais graves, interrompendo um

processo de negociações que possa levar a compromissos de

redução das emissões de gases.

O acordo de Bali reconhece que o aquecimento já

apontado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas

é inequívoco, que retardar um acordo para reduzir

emissões aumenta o risco de impactos graves, que os cortes a

definir terão de ser profundos e que é preciso chegar a um

acordo sobre eles, negociando já a partir do início de 2008, para

aprovar, até o final de 2009, um texto que inclua os compromissos

de todos os países, a vigorar em 2013, quando cessa a

vigência do Protocolo de Kyoto. Além disso, pela primeira vez, o

G77, que inclui os países em desenvolvimento, aceitou que

serão necessárias, de sua parte, metas de redução das

emissões. E o texto, também pela primeira vez, explicita que o

futuro tratado deve incluir entre seus objetivos a redução do

desmatamento em florestas tropicais.

De fato, não há como fugir aos temas que se referem

aos países em desenvolvimento. Eles respondem por 74% do

aumento da demanda de energia previsto para as próximas

décadas, e a maior parte continuará a vir da queima de

combustíveis fósseis. E as emissões provocadas por desmatamentos,

queimadas e mudanças no uso do solo em florestas já

respondem por 20% do total das emissões globais. Esses

países têm argumentado que os industrializados emitem mais e

há mais tempo; a eles, portanto, cabe a maior responsabilidade

pela redução. É verdade, mas isso não isenta os demais países.

E é possível calcular com quanto cada um deles, desenvolvido

ou em desenvolvimento, contribuiu para a concentração de

gases que já estão na atmosfera, provocando as mudanças do

clima. O argumento de que reduzir as emissões prejudicaria o

desenvolvimento econômico pode ser respondido dizendo que

só prejudica formas insustentáveis de desenvolvimento,

centrado apenas no crescimento econômico a qualquer custo.

(Adaptado de Washington Novaes. O Estado de S. Paulo, 21

de dezembro de 2007)

O desenvolvimento das idéias no 2º parágrafo do Texto

II ocorre por meio de

  • A

    repetição enfática da mesma afirmativa, como realce necessário à importância atribuída ao Acordo de Bali, com os compromissos que devem vigorar em 2013.

  • B

    introdução de várias outras idéias secundárias ao tema desenvolvido, no sentido de mostrar a obrigação aos participantes de chegar a um acordo a respeito dos compromissos de todos os países.

  • C

    reprodução exata dos termos a que chegaram os participantes do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas para apontar as negociações previstas até o final de 2009.

  • D

    paralelismo sintático, na seqüência de orações subordinadas ao verbo principal reconhece, que se coordenam entre si, até a partir do início de 2008.

  • E

    intencional incoerência no sentido de chamar a atenção para o fato de que o aquecimento global é inequívoco, e que a vigência do Protocolo de Kyoto cessa em 2013.