Vade Mecum Digital 2026De R$ 249,90 por 12x R$ 9,99 ou R$ 119,90 à vista
JurisHand AI Logo

PENSAR É TRANSGREDIR Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos – para não morrermos soterrados na poeir...


134622|Português|superior
2016
COPEVE-UFAL

PENSAR É TRANSGREDIR Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos – para não morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos. Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido. Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo. Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: “Parar pra pensar, nem pensar! ” [...] LUFT, Lya. Pensar é transgredir. Rio de Janeiro: Record, 2005. p. 21. Disponível em: http://pensador.uol.com.br/frase/MjgzMzA0/. Acesso em: 23 set. 2016. No segundo parágrafo, a conjunção “mas”, que inicia o período, exerce uma função importante na estrutura textual, pois estabelece relação de sentido (oposição ou contraste) entre dois enunciados. Isso significa dizer que a autora

  • A

    somente iria deixar para reinventar-se posteriormente.

  • B

    teria que sair de sua zona de conforto para reinventar-se.

  • C

    entendeu, naquele momento, numa inspiração súbita, o que antes não sabia.

  • D

    já sabia que “viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos”.

  • E

    somente aprendeu a lidar com as inquietações cotidianas naquele momento.