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O jornal e suas metamorfoses Um senhor pega um bonde após comprar um jornal e pô-lo debaixo do braço. Meia hora depois, desce com o mesmo jornal debaixo do m...


134339|Português|superior

O jornal e suas metamorfoses Um senhor pega um bonde após comprar um jornal e pô-lo debaixo do braço. Meia hora depois, desce com o mesmo jornal debaixo do mesmo braço. Mas já não é o mesmo jornal, agora é um monte de folhas impressas que o senhor abandona no banco da praça. Mal fica sozinho na praça, o monte de folhas impressas se transforma outra vez em jornal quando um rapaz o descobre, o lê e o deixa transformado num monte de folhas impressas. Mal fica sozinho no banco, o monte de folhas impressas se transforma outra vez em jornal quando uma velha o encontra, o lê e o deixa transformado num monte de folhas impressas. A seguir, leva-o para casa e no caminho aproveita-o para embrulhar um molho de acelga, que é para o que servem os jornais após essas excitantes metamorfoses. (CORTÁZAR, Julio. Histórias de cronópios e de famas . Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011. Adaptado). Conforme a visão que se constrói nesse conto, para que o monte de folhas impressas converta-se no jornal, é preciso que ocorra

  • A

    o deslocamento da sua finalidade original.

  • B

    a interação entre o leitor e suas informações.

  • C

    a passagem da edição de pessoa para pessoa.

  • D

    a conferência da veracidade de seu conteúdo.

  • E

    o contato sensorial entre seu papel e o homem.