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Decreto do Distrito Federal nº 9 de 09 de Junho de 1960

Publicado por Governo do Distrito Federal

Brasília, 30 de junho de 1960 Brasília, 30 de abril de 1960. Brasília, 30 de junho de 1960.


Art. 1º

Fica aprovado o plano rodoviário do Distrito Federal, anexo ao presente Decreto.

Art. 2º

A Secretaria Geral de Administração do Distrito Federal à homologação do Conselho Rodoviário Nacional, para os fins do disposto no art. 5° — letra b — combinado com art. 6° da Lei n° 302, de 13 de junho de 1948.

Art. 3º

O presente Decreto entrará em vigor na data da sua publicação.


Israel Pinheiro Segismundo Mello - Israel Pinheiro. - Segismundo Mello. PLANO RODOVIÁRIO DO DISTRITO FEDERAL PROGRAMA DE 1960 1 — Ligação BR-14 (Ramal) — Descoberto DF-14 — É uma estrada, que partindo da rodovia Brasilia-Anápolis (ramal da BR-14) em ponto conveniente, situado nas cabeceiras do corrego Buriti Tição, desce pelo ribeirão Samambaia, atravessa o rio Descoberto e, prosseguindo daí acima de Corumbá de Goiás vai fazer a interligação com a rodovia BR-95, para atender a fábrica de cimento que ali se constroi. Da rodovia Brasília-Anápolis ao rio Descoberto são aproximademente, 10 km, com um preço estimado para terraplanagem e obras de arte, Cr$ 30.000.000.00, inclusive a ponte sôbre o Descoberto. 2 — Ligação Brasília-Vila Militar-Unai DF-18 — Trecho Brasília-Rio Prêto — valor estimado para terraplanagem e obras Cr$ 60.000.000,00. 3 — Ligação Formosa-Cristalina DF-21 — Trecho Ribeirão Santa Rita divisa sul do Distrito Federal. Com um percurso de aproximadamente 70 km, tem o valor estimado de Cr$ 50.000.000,00 para a sua terraplanagem e obras. 4 — Ligação Estrada Parque Contôrno até o rio Prêto DF-6 — Com um traçado aproximado de 60 km, tem seu valor estimado em Cr$ 70.000.000,00 para terraplanagem e obras de arte, inclusive a construção de três pontes. 5 — Ligação da divisa norte à divisa sul do Distrito Federal. DF-13 — Com um traçado aproximado de 80 km, tem o valor estimado em Cr$ 120.000.000 00, para a construção de terraplanagem, inclusive pontes e obras de arte correntes. 6 — Ligacão da Estrada Parque Contôrno até o rio Prêto DF-10 — Tem seu desenvolvimento estimado em 50 km, com um preço global avaliado em Cr$ 50.000.000,00. 7 — Ligacão BR-41 — Paralelo 16º 30' Sul DF-3 — Tem seu cumprimento estimado em 60 km e um preço global avaliado inclusive obras de arte e terraplanagem em Cr$ 55.000.000.00. 8 — Ligação Estrada Parque Contôrno DF-9 — Da Estrada Parque Contôrno até o entroncamento com a DF-20, na divisa sul do Distrito Federal. Valor estimado em Cr$ 5.000.000,00 sendo 15 km a avaliação do percurso. 9 — Ligação Estrada Parque Contôrno — DF-3 DF-8 — Trecho da ligação entre a Estrada Parque Contôrno até a DF-3. Com um percurso também de 15 km, tem seu custo avaliado inclusive obras de arte e terraplanagem em Cr$ 5.000.000,00. Resumo do programa de obras para 1960 Cr$ 1 — DF-14 ............................... 30.000.000,00 2 — DF-18 ............................... 60.000.000,00 3 — DF-21 ............................... 50.000.000,00 4 — DF-6 ................................. 70.000.000,00 5 — DF-13 ............................... 120.000.000,00 6 — DF-10 ............................... 50.000.000,00 7 — DF-3 ................................. 55.000.000,00 8 — DF-9 ................................. 5.000.000,00 9 — DF-8 ................................. 5.000.000,00 Total 445.000.000,00 — Israel Pinheiro. — Segismundo Mello Retificado no DPDF nº 9, de 11/11/1960, p. 57.

Anexo
PLANO RODOVIÁRIO DO DISTRITO FEDERAL (Anexo ao Decreto n° 9, de 30-6-960) O Plano Rodoviário do Distrito Federal compreende um conjunto de rodovias necessariamente vinculadas aos objetivos de integração, circulação e aproveitamento de riquezas, não só do próprio Distrito Federal, como também de regiões limitrofes por meio das interligações ao Plano Rodoviário Nacional e aos Planos Rodoviários dos Estados de Goiás e Minas Gerais. De uma forma mais genérica, o Plano Rodoviário do Distrito Federal se apóia em três elementos básicos, que, considerados do centro para a periferia, são: I — Estradas-Parque; II — Estradas Regionais; III — Estradas Federais. I — ESTRADAS PARQUE (Park-Way) Servem a zona compreendida pela faixa sanitária do Distrito Federal e que carreiam maior densidade de tráfego entre as áreas adjacentes. Para denominá-las foram escolhidos nomes das regiões ou bacias por elas atendidas, adotando-se uma sigla composta de quatro letras, sendo as duas primeiras indicativas de estrada parque. Este sistema é formado de treze estradas, a saber: 1. Estrada Parque Contôrno — EPCT. 2. Estrada Parque D. Bosco — EPDB. 3. Estrada Parque Indústria Abastecimento — EPIA. 4. Estrada Parque Paranoá — EPPR. 5. Estrada Parque Vicente Pires — EPVP. 6. Estrada Parque Taguatinga — EPTG. 7. Estrada Parque do Torto — EPTT. 8. Estrada Parque Penísula — EPPN. 9. Estrada Parque Santa Maria — EPSM 10 Estrada Parque Acampamento — EPAC. 11. Estrada Parque do Valo — EPVL. 12. Estrada Parque Vereda Grande — EPVG. 13. Estrada Parque Ipê — EPIP. 1. Estrada Parque Contôrno — EPCT — O traçado desta estrada limita a bacia do rio Paranoá, até a barragem situada à montante da cachoeira do mesmo nome, circunscrevendo desta forma a bacia sanitária de Brasília. Extensão aproximada: 140 km. 2. Estrada Parque D. Bosco — EPDB — Iniciando na Escola Parque Industria e Abastecimento, abaixo da barra do Vicente Pires com o riacho Fundo, segue por êste, atravessa o ribeirão do Gama, os córregos Mata Gado, Cabeça de Veado, Canjerana, Rasgado e termina nas proximidades da barragem do Paranoá e Ermida D. Bosco. Tem uma extensão aproximacia de 24 km. 3. Estrada Parque Indústria e Abastecimento — EPIA — Esta estrada é constituída pelo prolongamento da BR-7 (rodovia Brasilia-Belo Horizonte); partindo das cabeceiras do ribeirão do Gama no cruzamento da Estrada Parque Contôrno com a BR-7, atravessa o riacho Fundo e o corrego do Guará, aproxima-se da estação ferroviária, fletindo-se após para o leste, onde atravessa os ribeirões Bananal e Torto, para terminar no trevo de interligação da Estrada Parque Contôrno com a BR-18 (Brasília-Fortaleza) . Extensão aproximada: 32 Km. 4. Estrada Parque Paranoá — EPPR — Saindo da Escola Parque Contôrno, junto à barragem do Paranoá, margeia o ribeirão do Tôrto, na zona norte, passando pelo Retiro ou Barra Alta. Cruza o ribeirão do Tôrto e termina no prolongamento da Estrada Parque Penísula. Extensão aproximada: 18 km. 5. Estrada Parque Vicente Pires — EPVP — Partindo do cruzamento da rodovia Brasilia-Anápolis, com a Estrada Parque Contôrno, desce pelo vale do Vicente Pires; atravessa a ferrovia, próximo ao Núcleo Bandeirante e termina na Estrada Parque Indústria e Abastecimento. Constitue o prolongamento da rodovia Brasília-Anápolis. Extensão aproximada: 12 km. 6. Estrada Parque Taguatinga EPTG — Tem o seu início na Estrada Parque Contôrno, confrontando com a cidade satélite de Taguatinga; atravessa os córregos Samambaia e Vicente Pires, a estrada de ferro, em passagem superior, e termina na Estrada Parque Indústria e Abastecimento nas proximidades do setor de indústria e abastecimento. Extensão aproximada: 12 km. 7. Estrada Parque do Torto — EPTT — Saindo das cabeceiras ao ribeirão das Pedras, a partir da Estrada Parque Contorno, ganha o divisor da bacia do Torto com a do Bananal, descendo pelo mesmo até o trevo de ligaçao da Estrada Parque Contôrno com o prolongamento ao eixo rodoviario norte. Extensão aproximada: 26 km. 8. Estrada Parque Península — EPPN — Saindo ao prolongamento do eixo rodoviário norte, segue pela península até a extremidade leste da mesma. Extensão aproximada: 10 km. 9. Estrada Parque Santa Maria — EPSM — Saindo da Estrada Parque Contôrno, nas cabeceiras do ribeirão das Pedras, segue pelo divisor do ribeirão Bananal com o corrego Santa Maria até a Estrada Parque do Torto nas proximidades da confluência do corrego Milho Cozido no Santa Maria. Extensão aproximada: 12 Km. 10. Estrada Parque Acampamento — EPAC — Saindo da Estrada Parque Contôrno no entroncamento com a Estrada Parque Santa Maria nas cabeceiras do ribeirão das Pedras, segue pelo divisor do Vicente Pires com o Bananal, corta as vertentes do córrego do Acampamento e liga-se à Estrada Parque Indústria e Abastecimento em local próximo à estação ferroviária. Extensão aproximada: 14 km. 11. Estrada Parque do Valo — EPVL — Das cabeceiras do córrego do Valo desce pela vertente direita do mesmo, entronca-se na Estrada Parque Taguatinga, próximo à passagem superior sôbre a ferrovia. Extensão aproximada: 6 km. 12. Estrada Parque Vereda Grande — EPVG — Saindo da Estrada Parque Contôrno, nas cabeceiras do córrego Vereda da Cruz, liga-se à Estrada Parque Vicente Pires próximo às nascentes do Vereda Grande. Extensao aproximada: 3 km. 13. Estrada Parque Ipê - EPIP - Saindo da Estrada Parque Contorno, próximo às cabeceiras do ribeirão Alagano, desce para a bacia ao Gama, entroncando-se na Estrada Parque Industria e Abastecimento nas proximidades da ex-residencia presencial. Extensão aproximada: 4 km. II - ESTRADAS REGIONAIS São as que compõem o sistema rodoviário ao Distrito Federal propriamente, situadas que estão do lado externo da Estrada Parque Contôrno, servem a zonas de produção, bacias leiteiras, núcleos de povoação, interligando também as rodovias federais e estaduais que demandam a Brasilia, bem como as regiões limítrofes, de interêsse econômico. Para designá-las, foi adotada a sigla DF (Distrito Federal), seguida de um número indicativo, com a finalidade de situá-las dentro de um esquema genérico que obedece ao seguinte critério: a) As estradas que tenham traçado aproximado dos paralelos, receberam números pares; b) As estradas que tenham o traçado aproximado dos meridianos, receberam números ímpares. A ordem é crescente, a partir do norte para o sul, no primeiro caso e no segundo, a partir do oeste para o leste. Temos assim num sentido: DF-2; DF-4; DF-6; DF-8; DF-10; DF-12; DF-14; DF-16; DF-18; DF-20; e no outro: DF-1; DF-3; DF-5; DF-7, DF-9; DF-11; DF-13; DF-15; DF-17; DF-19; DF-21. Descrição sumária dos traçados 1) Estradas segundo os paralelos (números pares). DF-2 - É uma estrada que atravessando a região norte do Distrito Federal, segue aproximadamente o paralelo 15:30'; Saindo das proximidades de Formosa (meridianos 33º30' — 48º35' — paralelo 15º30') nas cabeceiras do corrego Maria Velha, que é tributário do rio Pipiripau, flete-se para direita, atravessando o corrego Vereda grande; dai prossegue passando pelo local denominado Bom sucesso, corta a DF-13, cruzando o ribeirão Palmeiras, o corrego Mangabeira e o ribeirão Sonhem. Fletindo-se para o sul, entronca-se com a DF-7, cruza o ribeirão da Contagem e, descrevendo um arco nas cabeceiras do rio Salinas, desce pelo vale do ribeirão Agua Doce, onde, depois de atravessá-lo, flete-se para oeste cortando os corregos Agua Quente e Taquari, entronca-se com a DF-5 e apos contornar as cabeceiras dos córregos Jacaré, Côcho, Olaria e Porteirinha, atravessa o corrego Dois Irmãos e o ribeirão Amador; depois de transpor as vertentes do córrego Agua Limpa, entronca-se com a DF-3, no vértice noroeste esquerdo do Distrito Federal. Esta rodovia atravessa o vale do rio Maranhão, de terras férteis e que constituem uma das mais importantes bacias leiteiras do Distrito Federal. DF-4 - Esta rodovia parte do entroncamento da Estrada Parque Contôrno, com a BR-41, próximo ao local denominado Santa Maria. Seguindo em direção noroeste contorna as cabeceiras do córrego Barracão, passando pelo local chamado Vendinha, ate o seu entroncamento com a DF-3. DF-6 - Parte esta rodovia da Estrada Parque Contôrno, em local situado no divisor do ribeirão Sobradinho com o rio Paranoá e seguindo pelo mesmo atravessa o rio S. Bartolomeu, onde na margem esquerda cruza com a DF-13. Continuando, contorna as cabeceiras do córrego Quatis e prossegue pelo divisor da bacia do Rio Prêto com o Sao Bartolomeu, até o entroncamento com a DF-9 e, descrevendo um arco, flete-se para a direita, por onde passa pelas cabeceiras do córrego Buriti Grande e após encontrar-se com a DF-21 no local denominado Curral Queimado, atravessa o rio Prêto, pouco acima do paralelo 15º45', em demanda ao vale do rio Bezerra. DF-8 - Saindo da Estrada Parque Contôrno, na extremidade da cidade satélite de Taguatinga, segue pelo divisor do Ribeirão das Pedras, passando pelo local denominado Guariroba e termina na DF-3, na região conhecida por Lucena. DF-10 - Saindo da Estrada Parque Contôrno, próximo à Ermida D. Bosco, segue pelo leste, no divisor do Paranoa com os afluentes do córrego Taguatinga, entronca-se com a DF-11, desce pelo córrego da Divisa, atravessa o Paranoá e sobe pela margem direita do córrego Palmito, próximo às Quebradas dos Guimarães; continuando pelo espigão, entronca-se com a DF-13, ultrapassa o divisor da Bacia do Paranoá com o Rio Prêto, cruza a DF-17, contornando as cabeceiras do córrego das Lajes, atravessa o Rio Jardim, cruza a DF-21 no local denominado Tabatinga, dai seguindo após a travessia do rio Prêto, em demanda ao vale do Rio Bezerra. DF-12 - É uma estrada radial, que saindo da Estrada Parque Contôrno atravessa a região denominada Papuda, desce o córrego Borá, Manso, corta o Ribeirão St° Antônio da Papuda, interligado-se, em seguida, com a DF-11. DF-14 - Saindo da Rodovia Brasília-Anapolis, nas cabeceiras do córrego Burii Ticão, segue o vale do Ribeirão Samambaia (atravessa o Rio Descoberto, para daí prosseguir até a BR-85, pouco acima de Corumbá de Goiás. DF-16 - É também uma estrada radial que faz a ligação da Estrada parque Contôrno nas cabeceiras do Ribeirão do Gama, com a DF-18 e DF-3, próximo a barra do córrego Água Dôce, ou Lambedos: DF-18 - Saindo do entroncamento da Estrada Parque Contôrno, nas cabeceiras do córrego Roncador, segue com direção a Papuda, onde corta a DF-11; seguida pelo divisor, contorna as cabeceiras do córrego Quilombos, atravessa o Rio São Bartolomeu, passa pela Quebrada dos Neri, contorna as vertentes superiores do córrego Taquari Amarelo, penetra pela DF-13, onde nas cabeceiras do córrego Taboquinha, pega o espigão acima de Vargem Limpa, cruza a DF-17 e descendo pelo divisor do Rio São Bernardo, corta o Rio Prêto no canto sudeste do Distrito Federal, em demanda ao Município de Unai. DF-20 - Tem o seu traçado aproximadamente definido pelo paralelo da divisa sul do Distrito Federal. Saindo da rodovia Brasília-Anápolis próximo ao marco divisório do Rio Descoberto, atravessa o córrego Engenho das Lajes, ganhando as cabeceiras do córrego Manoel Dias; daí contorna o divisor do Capivara com o córrego do Retiro, cruza Rio Ponte Alta, fletindo-se para o sul, atravessa o córrego Samambaia e o Ribeiro Alagado; contornando o espigão, prossegue e corta o Ribeiro Santa Maria. Dai, incorporando-se a Brasília-Belo Horizonte (BR-7), atravessa a estrada de ferro (Brasília-Pires do Rio) para depois cortar o Saia Velha abaixo da (Uzina Hidroelétrica. Prosseguindo, cruza o Ribeiro Água Quente e o Maria Pereira, do qual é contribuinte, ganha o divisor, entrocando-se com a DF-11, próximo ao local denominado Barreiros. 2) — Estradas segundo os meridianos (números impares) DF-1 - Partindo do entrocamento com a DF-3 nas cabeceiras do córrego Capetinga, desce pelo divisor do Rio Melchior com o Rio Descoberto, corta aquêle rio e prossegue até atingir Capela de Santo Antônio do Descoberto, onde se entronca com a DF-14, após a travessia desta sôbre o Ribeirão Samambaia. DF-3 - Parrtindo do entrocamento da DF-2, próximo a Curralinho, novértice noreste do Distrito Federal, sobe o divisor do Rio do Sal com o córrego Curralinho, até as cabeceiras do Santa Barbara e dai transpondo o espigão atravessa o Rio Descoberto, passando pela Chapadinha, faz entrocamento com a BR-41 (Planaltina, Corumbá, de Goiás — Céres) próximo Braslândia. Daí, prossegue pelo vale do Descoberto, cortando os córregos Chapadinha, Olaria, o ribeirão Rodeador e no local denominado Lucena, faz entroncamento na DF-8. Seguindo pelo divisor, cruza a DF-1 nas cabeceiras do córrego Captinga, após o qual, fletindo-se para o leste, atravessa o rio Melchior, próximo a Guariroba. ultrapassa as nascentes do ribeirão Samambaia, cruza a rodovia Brasília-Anapolis, corta os córregos Tamanduá, Capoeira Grande e desce pelo divisor do Ponte Alta com seu afluente, o córrego do Barreiro, o qual atravessa, para entroncar-se com a DF-20 e DF-16 logo acima, após a transposição do Rio Ponte Alta. DP-5 - Das cabeceiras do córrego Taquari, após ligação com a DF-2, segue o divisor esquerdo do córrego Chapadinha, contorna as vertentes do rio da Palma até o encontro com a Estrada Parque Contôrno, na chapada da Contagem, próximo às nascentes do córrego Três Barras. DF-7 - Saindo do trêvo de entrocamento da Estrada Parque Contôrno, com a BR-41 (Planaltina, Corumba de Goiás, Céres) e com a Estrada Parque Industria Abastecimento, cruza o córrego Paranoasinho, atravessa a chapada, passa por Sobradinho a desce pelo vale do, ribeiro da Contagem, corta o ribeirão do Engenho Velho, o córrego Mato do Barro, terminando na ligação com a DF-2, que se faz logo abaixo da barra do ribeião do Burraco. DF-9 - É uma estrada que faz a ligação entre a Parque Contôrno e a DF-11. Saindo daquela, nas cabeceiras do ribeiro Santana, desce pelo seu vale, passando por Jatai, onde contorna as nascentes do córrego do mesmo nome, para depois fazer entrocamento com a DF-11, no limite sul do Distrito Federal. DF-11 - Saindo da DF-10, nas cabeceiras do córrego Taquari, desce pelo córrego Taboquinha, cruza, o ribeirão da Taboca, subindo pelo divisor do córrego da Cêrca. passa para as vertente do córrego Mato Grande, por onde desce e após transpor o ribeirão da Papuda, entronca-ses com a DF-16. Prosseguindo sabre o vale da Papuda, cruza com a DF-16, transpõe o divisor, corta o ribeirão Cachoaeirinha e segue pelo vale do corrego Santa Barbara; passando pelo ribeirão Santana, atravessa a região denominada Parreiras e, na limite sul do Distrito Federal, faz entrocamento com a DF-9 e DF-20. DF-13 - É uma estrada que faz a ligação do extremo norte, à divisa sul do Distrito Federal, seguindo aproximadamente o meridiano 48º40'. Parte das proximidades do local denominado "Cavas", corta a DF-2, atravessa o ribeirão Palmeiras, transpõe o divisor do Maranhão com o São Bartolomeu, passa próximo a lagoa Bonita, desce e cruza o córrego Serandi, ligando-se com a BR-41, próximo a Planaltina. Daí, prossegue descendo pelas vertentes do Corguinho, atravessa o ribeirão Mestre d'Armas, liga-se a DF-15 e, fletindo-se para o sul, corta o rio Pipiripau, o córrego Quinze e, descendo pelo vale do São Bartolomeu, cruza a DF-6, próximo a barra do córrego Rajadinha. Dai, prosseguido, contorna as cabeceiras dos córregos Corredor e Capão da Onça em demanda ao divisor do São Bartolomeu com o rio Prêto. Seguindo pelo espigão, cruza a DF-10, e nas cabeceiras do córrego Taquari Amarelo, próximo a Quebrada dos Neri, onde faz entrocamento com a DF-18. Dai, prossegue pelo vale do rio Samambaia, passando por riacho Frio, põe a divisa sul do Distrito Federal, em demanda a Cristalina, para ligação ao sistema rodoviário de Goiás. DF-15 - Das proximidades de Maria Velha, no limite norte do Distrito Federal, sobe pelo divisor do rio Pipiripau com o córrego da Vereda Grande e cruza a RB-41, próximo ao rio Pipiripau. Daí prossegue em trecho comum com aquela rodovia, até a córrego do Brejinho, onde, fletindo-se para o sul, passa ao largo de Planaltina, atravessa o córrego do Atoleiro e faz entrocamento com a DF-13, no divisor do Pipiripau com o Mestre d'Armas. DF-17 - Partindo da DF-6 das cabeceiras das Várzeas do Buracão, passa pelo local denominado São Gonçaldo, desce pelo vale do ribeiro São Gonçaldo, até a sua barra no rio Jardim e, depois de atravessa-lo, passa por Lajes, entrocando-se com a DF-10, nas cabeceiras do córrego Santiago; dai transpõe o ribeiro Carirú e sobe pelo córrego Santo Antônio, contornando as cabeceiras do riacho do Meio, desce para as vertentes do córrego do Lamarão, onde, depois de atravessá-lo, sobe pelo divisor, cruza com a DF-18, e atravessa a divisa sul, em demanda ao rio Prêto. DF-19 - Partindo do entroncamento com a BR-41, nas cabeceiras do córrego Buracão, segue pelo divisor, passando pela região denominada Pipiripau. Prosseguindo pelo mesmo divisor, contorna as vertentes do córrego Olho d'Agua, onde interliga-se com a estrada DF-6. DF-21 - Das proximidades de Formosa após entroncamento com a BR-41, transpõe o divisor do ribeirão Santa Rita com o ribeirão Jacaré, por onde atravessa, logo abaixo da barra do córrego da Jibóia; sobe o córrego do Grotão, contornando as cabeceiras do córrego São José, interliga-se com a DF-6, no local denominado Curral Queimado, transpõe o espigão e desce pelo vale do ribeirão Barro Prêto, transpondo-o abaixo da barra do Tabatinga. Fletindo-se para o oeste, cruza a DF-10 e, atravessando o córrego Estreito, desce para o vale do rio Jardim, onde, depois de atravessá-lo, sobe o córrego Palmital, até as cabeceiras onde cruza com a DF-18. Daí transpõe o vale do rio São Bernardo e segue em demanda a Cristalina. III - ESTRADAS FEDERAIS Das estradas federais, que demandam a região do planalto Goiano são de real interêsse para a Nova Capital, dois grupos distintos: A - Rodovias que penetram o Distrito Federal; B - Rodovias que servem a zonas limítrofes. No primeiro grupo se enquadram as seguintes ligações: 1 - BR-7 - Brasília-Belo Horizonte - Fax conexão com a Belo Horizonte-Rio (BR-3) e Belo Horizonte-São Paulo (BR-55). 2 — Brasília-Anápolis — Faz entroncamento e prossegue pela BR-14, BR-56 e BR-33 até São Paulo e daí pela Via Anchieta até Santos. Da São Paulo, pela Presidente Dutra, fechando novamente o anel Brasília-São Paulo-Rio-Belo Horizonte-Brasília. 3 — BR-18 — Brasília-Fortaleza com as interligações ao sistema rodoviário do nordeste. 4 — BR-41 — Planaltina (DF) - Corumbá de Goiás-Céres-Cuiabá. No segundo grupo teremos as rodovias que servem as zonas adjacentes ao Distrito Federal, que seriam também ligadas as estradas regionais do Distrito, com os objetivos de vinculação e circulação de riquezas. De uma maneira genérica compõem-se das rodovias: a) Corumbá de Goiás-Mombaçu-Niquelândia (Trecho da BR-95) ; b) Goiânia-Rio Verde (Trecho da BR-19) ; c) Anápolis-Céres-Urucu-Porangatu-Imperatriz-Belém (BR-14); d) Formosa-Carinhanha (Rio São Francisco) (Trecho da BR-47). Brasília, 30 de abril de 1960. - Israel Pinheiro. - Segismundo Mello. PLANO RODOVIÁRIO DO DISTRITO FEDERAL PROGRAMA DE 1960 1 — Ligação BR-14 (Ramal) — Descoberto DF-14 — É uma estrada, que partindo da rodovia Brasilia-Anápolis (ramal da BR-14) em ponto conveniente, situado nas cabeceiras do corrego Buriti Tição, desce pelo ribeirão Samambaia, atravessa o rio Descoberto e, prosseguindo daí acima de Corumbá de Goiás vai fazer a interligação com a rodovia BR-95, para atender a fábrica de cimento que ali se constroi. Da rodovia Brasília-Anápolis ao rio Descoberto são aproximademente, 10 km, com um preço estimado para terraplanagem e obras de arte, Cr$ 30.000.000.00, inclusive a ponte sôbre o Descoberto. 2 — Ligação Brasília-Vila Militar-Unai DF-18 — Trecho Brasília-Rio Prêto — valor estimado para terraplanagem e obras Cr$ 60.000.000,00. 3 — Ligação Formosa-Cristalina DF-21 — Trecho Ribeirão Santa Rita divisa sul do Distrito Federal. Com um percurso de aproximadamente 70 km, tem o valor estimado de Cr$ 50.000.000,00 para a sua terraplanagem e obras. 4 — Ligação Estrada Parque Contôrno até o rio Prêto DF-6 — Com um traçado aproximado de 60 km, tem seu valor estimado em Cr$ 70.000.000,00 para terraplanagem e obras de arte, inclusive a construção de três pontes. 5 — Ligação da divisa norte à divisa sul do Distrito Federal. DF-13 — Com um traçado aproximado de 80 km, tem o valor estimado em Cr$ 120.000.000 00, para a construção de terraplanagem, inclusive pontes e obras de arte correntes. 6 — Ligacão da Estrada Parque Contôrno até o rio Prêto DF-10 — Tem seu desenvolvimento estimado em 50 km, com um preço global avaliado em Cr$ 50.000.000,00. 7 — Ligacão BR-41 — Paralelo 16º 30' Sul DF-3 — Tem seu cumprimento estimado em 60 km e um preço global avaliado inclusive obras de arte e terraplanagem em Cr$ 55.000.000.00. 8 — Ligação Estrada Parque Contôrno DF-9 — Da Estrada Parque Contôrno até o entroncamento com a DF-20, na divisa sul do Distrito Federal. Valor estimado em Cr$ 5.000.000,00 sendo 15 km a avaliação do percurso. 9 — Ligação Estrada Parque Contôrno — DF-3 DF-8 — Trecho da ligação entre a Estrada Parque Contôrno até a DF-3. Com um percurso também de 15 km, tem seu custo avaliado inclusive obras de arte e terraplanagem em Cr$ 5.000.000,00. Resumo do programa de obras para 1960 Cr$ 1 — DF-14 ..... 30.000.000,00 2 — DF-18 ..... 60.000.000,00 3 — DF-21 ..... 50.000.000,00 4 — DF-6 ..... 70.000.000,00 5 — DF-13 ..... 120.000.000,00 6 — DF-10 ..... 50.000.000,00 7 — DF-3 ..... 55.000.000,00 8 — DF-9 ..... 5.000.000,00 9 — DF-8 ..... 5.000.000,00 Total 445.000.000,00 Brasília, 30 de junho de 1960. — Israel Pinheiro. — Segismundo Mello
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