Anexo
PLANO RODOVIÁRIO DO DISTRITO FEDERAL
(Anexo ao Decreto n° 9, de 30-6-960)
O Plano Rodoviário do Distrito Federal compreende um conjunto de rodovias necessariamente vinculadas aos objetivos de integração, circulação e aproveitamento de riquezas, não só do próprio Distrito Federal, como também de regiões limitrofes por meio das interligações ao Plano Rodoviário Nacional e aos Planos Rodoviários dos Estados de Goiás e Minas Gerais.
De uma forma mais genérica, o Plano Rodoviário do Distrito Federal se apóia em três elementos básicos, que, considerados do centro para a periferia, são:
I — Estradas-Parque;
II — Estradas Regionais;
III — Estradas Federais.
I — ESTRADAS PARQUE
(Park-Way)
Servem a zona compreendida pela faixa sanitária do Distrito Federal e que carreiam maior densidade de tráfego entre as áreas adjacentes. Para denominá-las foram escolhidos nomes das regiões ou bacias por elas atendidas, adotando-se uma sigla composta de quatro letras, sendo as duas primeiras indicativas de estrada parque. Este sistema é formado de treze estradas, a saber:
1. Estrada Parque Contôrno — EPCT.
2. Estrada Parque D. Bosco — EPDB.
3. Estrada Parque Indústria Abastecimento — EPIA.
4. Estrada Parque Paranoá — EPPR.
5. Estrada Parque Vicente Pires — EPVP.
6. Estrada Parque Taguatinga — EPTG.
7. Estrada Parque do Torto — EPTT.
8. Estrada Parque Penísula — EPPN.
9. Estrada Parque Santa Maria — EPSM
10 Estrada Parque Acampamento — EPAC.
11. Estrada Parque do Valo — EPVL.
12. Estrada Parque Vereda Grande — EPVG.
13. Estrada Parque Ipê — EPIP.
1. Estrada Parque Contôrno — EPCT — O traçado desta estrada limita a bacia do rio Paranoá, até a barragem situada à montante da cachoeira do mesmo nome, circunscrevendo desta forma a bacia sanitária de Brasília. Extensão aproximada: 140 km.
2. Estrada Parque D. Bosco — EPDB — Iniciando na Escola Parque Industria e Abastecimento, abaixo da barra do Vicente Pires com o riacho Fundo, segue por êste, atravessa o ribeirão do Gama, os córregos Mata Gado, Cabeça de Veado, Canjerana, Rasgado e termina nas proximidades da barragem do Paranoá e Ermida D. Bosco. Tem uma extensão aproximacia de 24 km.
3. Estrada Parque Indústria e Abastecimento — EPIA — Esta estrada é constituída pelo prolongamento da BR-7 (rodovia Brasilia-Belo Horizonte); partindo das cabeceiras do ribeirão do Gama no cruzamento da Estrada Parque Contôrno com a BR-7, atravessa o riacho Fundo e o corrego do Guará, aproxima-se da estação ferroviária, fletindo-se após para o leste, onde atravessa os ribeirões Bananal e Torto, para terminar no trevo de interligação da Estrada Parque Contôrno com a BR-18 (Brasília-Fortaleza) . Extensão aproximada: 32 Km.
4. Estrada Parque Paranoá — EPPR — Saindo da Escola Parque Contôrno, junto à barragem do Paranoá, margeia o ribeirão do Tôrto, na zona norte, passando pelo Retiro ou Barra Alta. Cruza o ribeirão do Tôrto e termina no prolongamento da Estrada Parque Penísula. Extensão aproximada: 18 km.
5. Estrada Parque Vicente Pires — EPVP — Partindo do cruzamento da rodovia Brasilia-Anápolis, com a Estrada Parque Contôrno, desce pelo vale do Vicente Pires; atravessa a ferrovia, próximo ao Núcleo Bandeirante e termina na Estrada Parque Indústria e Abastecimento. Constitue o prolongamento da rodovia Brasília-Anápolis. Extensão aproximada: 12 km.
6. Estrada Parque Taguatinga EPTG — Tem o seu início na Estrada Parque Contôrno, confrontando com a cidade satélite de Taguatinga; atravessa os córregos Samambaia e Vicente Pires, a estrada de ferro, em passagem superior, e termina na Estrada Parque Indústria e Abastecimento nas proximidades do setor de indústria e abastecimento. Extensão aproximada: 12 km.
7. Estrada Parque do Torto — EPTT — Saindo das cabeceiras ao ribeirão das Pedras, a partir da Estrada Parque Contorno, ganha o divisor da bacia do Torto com a do Bananal, descendo pelo mesmo até o trevo de ligaçao da Estrada Parque Contôrno com o prolongamento ao eixo rodoviario norte. Extensão aproximada: 26 km.
8. Estrada Parque Península — EPPN — Saindo ao prolongamento do eixo rodoviário norte, segue pela península até a extremidade leste da mesma. Extensão aproximada: 10 km.
9. Estrada Parque Santa Maria — EPSM — Saindo da Estrada Parque Contôrno, nas cabeceiras do ribeirão das Pedras, segue pelo divisor do ribeirão Bananal com o corrego Santa Maria até a Estrada Parque do Torto nas proximidades da confluência do corrego Milho Cozido no Santa Maria. Extensão aproximada: 12 Km.
10. Estrada Parque Acampamento — EPAC — Saindo da Estrada Parque Contôrno no entroncamento com a Estrada Parque Santa Maria nas cabeceiras do ribeirão das Pedras, segue pelo divisor do Vicente Pires com o Bananal, corta as vertentes do córrego do Acampamento e liga-se à Estrada Parque Indústria e Abastecimento em local próximo à estação ferroviária. Extensão aproximada: 14 km.
11. Estrada Parque do Valo — EPVL — Das cabeceiras do córrego do Valo desce pela vertente direita do mesmo, entronca-se na Estrada Parque Taguatinga, próximo à passagem superior sôbre a ferrovia. Extensão aproximada: 6 km.
12. Estrada Parque Vereda Grande — EPVG — Saindo da Estrada Parque Contôrno, nas cabeceiras do córrego Vereda da Cruz, liga-se à Estrada Parque Vicente Pires próximo às nascentes do Vereda Grande. Extensao aproximada: 3 km.
13. Estrada Parque Ipê - EPIP - Saindo da Estrada Parque Contorno, próximo às cabeceiras do ribeirão Alagano, desce para a bacia ao Gama, entroncando-se na Estrada Parque Industria e Abastecimento nas proximidades da ex-residencia presencial. Extensão aproximada: 4 km.
II - ESTRADAS REGIONAIS
São as que compõem o sistema rodoviário ao Distrito Federal propriamente, situadas que estão do lado externo da Estrada Parque Contôrno, servem a zonas de produção, bacias leiteiras, núcleos de povoação, interligando também as rodovias federais e estaduais que demandam a Brasilia, bem como as regiões limítrofes, de interêsse econômico. Para designá-las, foi adotada a sigla DF (Distrito Federal), seguida de um número indicativo, com a finalidade de situá-las dentro de um esquema genérico que obedece ao seguinte critério:
a) As estradas que tenham traçado aproximado dos paralelos, receberam números pares;
b) As estradas que tenham o traçado aproximado dos meridianos, receberam números ímpares.
A ordem é crescente, a partir do norte para o sul, no primeiro caso e no segundo, a partir do oeste para o leste.
Temos assim num sentido: DF-2; DF-4; DF-6; DF-8; DF-10; DF-12; DF-14; DF-16; DF-18; DF-20; e no outro: DF-1; DF-3; DF-5; DF-7, DF-9; DF-11; DF-13; DF-15; DF-17; DF-19; DF-21.
Descrição sumária dos traçados
1) Estradas segundo os paralelos (números pares).
DF-2 - É uma estrada que atravessando a região norte do Distrito Federal, segue aproximadamente o paralelo 15:30'; Saindo das proximidades de Formosa (meridianos 33º30' — 48º35' — paralelo 15º30') nas cabeceiras do corrego Maria Velha, que é tributário do rio Pipiripau, flete-se para direita, atravessando o corrego Vereda grande; dai prossegue passando pelo local denominado Bom sucesso, corta a DF-13, cruzando o ribeirão Palmeiras, o corrego Mangabeira e o ribeirão Sonhem. Fletindo-se para o sul, entronca-se com a DF-7, cruza o ribeirão da Contagem e, descrevendo um arco nas cabeceiras do rio Salinas, desce pelo vale do ribeirão Agua Doce, onde, depois de atravessá-lo, flete-se para oeste cortando os corregos Agua Quente e Taquari, entronca-se com a DF-5 e apos contornar as cabeceiras dos córregos Jacaré, Côcho, Olaria e Porteirinha, atravessa o corrego Dois Irmãos e o ribeirão Amador; depois de transpor as vertentes do córrego Agua Limpa, entronca-se com a DF-3, no vértice noroeste esquerdo do Distrito Federal. Esta rodovia atravessa o vale do rio Maranhão, de terras férteis e que constituem uma das mais importantes bacias leiteiras do Distrito Federal.
DF-4 - Esta rodovia parte do entroncamento da Estrada Parque Contôrno, com a BR-41, próximo ao local denominado Santa Maria. Seguindo em direção noroeste contorna as cabeceiras do córrego Barracão, passando pelo local chamado Vendinha, ate o seu entroncamento com a DF-3.
DF-6 - Parte esta rodovia da Estrada Parque Contôrno, em local situado no divisor do ribeirão Sobradinho com o rio Paranoá e seguindo pelo mesmo atravessa o rio S. Bartolomeu, onde na margem esquerda cruza com a DF-13. Continuando, contorna as cabeceiras do córrego Quatis e prossegue pelo divisor da bacia do Rio Prêto com o Sao Bartolomeu, até o entroncamento com a DF-9 e, descrevendo um arco, flete-se para a direita, por onde passa pelas cabeceiras do córrego Buriti Grande e após encontrar-se com a DF-21 no local denominado Curral Queimado, atravessa o rio Prêto, pouco acima do paralelo 15º45', em demanda ao vale do rio Bezerra.
DF-8 - Saindo da Estrada Parque Contôrno, na extremidade da cidade satélite de Taguatinga, segue pelo divisor do Ribeirão das Pedras, passando pelo local denominado Guariroba e termina na DF-3, na região conhecida por Lucena.
DF-10 - Saindo da Estrada Parque Contôrno, próximo à Ermida D. Bosco, segue pelo leste, no divisor do Paranoa com os afluentes do córrego Taguatinga, entronca-se com a DF-11, desce pelo córrego da Divisa, atravessa o Paranoá e sobe pela margem direita do córrego Palmito, próximo às Quebradas dos Guimarães; continuando pelo espigão, entronca-se com a DF-13, ultrapassa o divisor da Bacia do Paranoá com o Rio Prêto, cruza a DF-17, contornando as cabeceiras do córrego das Lajes, atravessa o Rio Jardim, cruza a DF-21 no local denominado Tabatinga, dai seguindo após a travessia do rio Prêto, em demanda ao vale do Rio Bezerra.
DF-12 - É uma estrada radial, que saindo da Estrada Parque Contôrno atravessa a região denominada Papuda, desce o córrego Borá, Manso, corta o Ribeirão St° Antônio da Papuda, interligado-se, em seguida, com a DF-11.
DF-14 - Saindo da Rodovia Brasília-Anapolis, nas cabeceiras do córrego Burii Ticão, segue o vale do Ribeirão Samambaia (atravessa o Rio Descoberto, para daí prosseguir até a BR-85, pouco acima de Corumbá de Goiás.
DF-16 - É também uma estrada radial que faz a ligação da Estrada parque Contôrno nas cabeceiras do Ribeirão do Gama, com a DF-18 e DF-3, próximo a barra do córrego Água Dôce, ou Lambedos:
DF-18 - Saindo do entroncamento da Estrada Parque Contôrno, nas cabeceiras do córrego Roncador, segue com direção a Papuda, onde corta a DF-11; seguida pelo divisor, contorna as cabeceiras do córrego Quilombos, atravessa o Rio São Bartolomeu, passa pela Quebrada dos Neri, contorna as vertentes superiores do córrego Taquari Amarelo, penetra pela DF-13, onde nas cabeceiras do córrego Taboquinha, pega o espigão acima de Vargem Limpa, cruza a DF-17 e descendo pelo divisor do Rio São Bernardo, corta o Rio Prêto no canto sudeste do Distrito Federal, em demanda ao Município de Unai.
DF-20 - Tem o seu traçado aproximadamente definido pelo paralelo da divisa sul do Distrito Federal. Saindo da rodovia Brasília-Anápolis próximo ao marco divisório do Rio Descoberto, atravessa o córrego Engenho das Lajes, ganhando as cabeceiras do córrego Manoel Dias; daí contorna o divisor do Capivara com o córrego do Retiro, cruza Rio Ponte Alta, fletindo-se para o sul, atravessa o córrego Samambaia e o Ribeiro Alagado; contornando o espigão, prossegue e corta o Ribeiro Santa Maria. Dai, incorporando-se a Brasília-Belo Horizonte (BR-7), atravessa a estrada de ferro (Brasília-Pires do Rio) para depois cortar o Saia Velha abaixo da (Uzina Hidroelétrica. Prosseguindo, cruza o Ribeiro Água Quente e o Maria Pereira, do qual é contribuinte, ganha o divisor, entrocando-se com a DF-11, próximo ao local denominado Barreiros.
2) — Estradas segundo os meridianos (números impares)
DF-1 - Partindo do entrocamento com a DF-3 nas cabeceiras do córrego Capetinga, desce pelo divisor do Rio Melchior com o Rio Descoberto, corta aquêle rio e prossegue até atingir Capela de Santo Antônio do Descoberto, onde se entronca com a DF-14, após a travessia desta sôbre o Ribeirão Samambaia.
DF-3 - Parrtindo do entrocamento da DF-2, próximo a Curralinho, novértice noreste do Distrito Federal, sobe o divisor do Rio do Sal com o córrego Curralinho, até as cabeceiras do Santa Barbara e dai transpondo o espigão atravessa o Rio Descoberto, passando pela Chapadinha, faz entrocamento com a BR-41 (Planaltina, Corumbá, de Goiás — Céres) próximo Braslândia.
Daí, prossegue pelo vale do Descoberto, cortando os córregos Chapadinha, Olaria, o ribeirão Rodeador e no local denominado Lucena, faz entroncamento na DF-8. Seguindo pelo divisor, cruza a DF-1 nas cabeceiras do córrego Captinga, após o qual, fletindo-se para o leste, atravessa o rio Melchior, próximo a Guariroba. ultrapassa as nascentes do ribeirão Samambaia, cruza a rodovia Brasília-Anapolis, corta os córregos Tamanduá, Capoeira Grande e desce pelo divisor do Ponte Alta com seu afluente, o córrego do Barreiro, o qual atravessa, para entroncar-se com a DF-20 e DF-16 logo acima, após a transposição do Rio Ponte Alta.
DP-5 - Das cabeceiras do córrego Taquari, após ligação com a DF-2, segue o divisor esquerdo do córrego Chapadinha, contorna as vertentes do rio da Palma até o encontro com a Estrada Parque Contôrno, na chapada da Contagem, próximo às nascentes do córrego Três Barras.
DF-7 - Saindo do trêvo de entrocamento da Estrada Parque Contôrno, com a BR-41 (Planaltina, Corumba de Goiás, Céres) e com a Estrada Parque Industria Abastecimento, cruza o córrego Paranoasinho, atravessa a chapada, passa por Sobradinho a desce pelo vale do, ribeiro da Contagem, corta o ribeirão do Engenho Velho, o córrego Mato do Barro, terminando na ligação com a DF-2, que se faz logo abaixo da barra do ribeião do Burraco.
DF-9 - É uma estrada que faz a ligação entre a Parque Contôrno e a DF-11. Saindo daquela, nas cabeceiras do ribeiro Santana, desce pelo seu vale, passando por Jatai, onde contorna as nascentes do córrego do mesmo nome, para depois fazer entrocamento com a DF-11, no limite sul do Distrito Federal.
DF-11 - Saindo da DF-10, nas cabeceiras do córrego Taquari, desce pelo córrego Taboquinha, cruza, o ribeirão da Taboca, subindo pelo divisor do córrego da Cêrca. passa para as vertente do córrego Mato Grande, por onde desce e após transpor o ribeirão da Papuda, entronca-ses com a DF-16. Prosseguindo sabre o vale da Papuda, cruza com a DF-16, transpõe o divisor, corta o ribeirão Cachoaeirinha e segue pelo vale do corrego Santa Barbara; passando pelo ribeirão Santana, atravessa a região denominada Parreiras e, na limite sul do Distrito Federal, faz entrocamento com a DF-9 e DF-20.
DF-13 - É uma estrada que faz a ligação do extremo norte, à divisa sul do Distrito Federal, seguindo aproximadamente o meridiano 48º40'. Parte das proximidades do local denominado "Cavas", corta a DF-2, atravessa o ribeirão Palmeiras, transpõe o divisor do Maranhão com o São Bartolomeu, passa próximo a lagoa Bonita, desce e cruza o córrego Serandi, ligando-se com a BR-41, próximo a Planaltina. Daí, prossegue descendo pelas vertentes do Corguinho, atravessa o ribeirão Mestre d'Armas, liga-se a DF-15 e, fletindo-se para o sul, corta o rio Pipiripau, o córrego Quinze e, descendo pelo vale do São Bartolomeu, cruza a DF-6, próximo a barra do córrego Rajadinha. Dai, prosseguido, contorna as cabeceiras dos córregos Corredor e Capão da Onça em demanda ao divisor do São Bartolomeu com o rio Prêto. Seguindo pelo espigão, cruza a DF-10, e nas cabeceiras do córrego Taquari Amarelo, próximo a Quebrada dos Neri, onde faz entrocamento com a DF-18. Dai, prossegue pelo vale do rio Samambaia, passando por riacho Frio, põe a divisa sul do Distrito Federal, em demanda a Cristalina, para ligação ao sistema rodoviário de Goiás.
DF-15 - Das proximidades de Maria Velha, no limite norte do Distrito Federal, sobe pelo divisor do rio Pipiripau com o córrego da Vereda Grande e cruza a RB-41, próximo ao rio Pipiripau. Daí prossegue em trecho comum com aquela rodovia, até a córrego do Brejinho, onde, fletindo-se para o sul, passa ao largo de Planaltina, atravessa o córrego do Atoleiro e faz entrocamento com a DF-13, no divisor do Pipiripau com o Mestre d'Armas.
DF-17 - Partindo da DF-6 das cabeceiras das Várzeas do Buracão, passa pelo local denominado São Gonçaldo, desce pelo vale do ribeiro São Gonçaldo, até a sua barra no rio Jardim e, depois de atravessa-lo, passa por Lajes, entrocando-se com a DF-10, nas cabeceiras do córrego Santiago; dai transpõe o ribeiro Carirú e sobe pelo córrego Santo Antônio, contornando as cabeceiras do riacho do Meio, desce para as vertentes do córrego do Lamarão, onde, depois de atravessá-lo, sobe pelo divisor, cruza com a DF-18, e atravessa a divisa sul, em demanda ao rio Prêto.
DF-19 - Partindo do entroncamento com a BR-41, nas cabeceiras do córrego Buracão, segue pelo divisor, passando pela região denominada Pipiripau. Prosseguindo pelo mesmo divisor, contorna as vertentes do córrego Olho d'Agua, onde interliga-se com a estrada DF-6.
DF-21 - Das proximidades de Formosa após entroncamento com a BR-41, transpõe o divisor do ribeirão Santa Rita com o ribeirão Jacaré, por onde atravessa, logo abaixo da barra do córrego da Jibóia; sobe o córrego do Grotão, contornando as cabeceiras do córrego São José, interliga-se com a DF-6, no local denominado Curral Queimado, transpõe o espigão e desce pelo vale do ribeirão Barro Prêto, transpondo-o abaixo da barra do Tabatinga. Fletindo-se para o oeste, cruza a DF-10 e, atravessando o córrego Estreito, desce para o vale do rio Jardim, onde, depois de atravessá-lo, sobe o córrego Palmital, até as cabeceiras onde cruza com a DF-18. Daí transpõe o vale do rio São Bernardo e segue em demanda a Cristalina.
III - ESTRADAS FEDERAIS
Das estradas federais, que demandam a região do planalto Goiano são de real interêsse para a Nova Capital, dois grupos distintos:
A - Rodovias que penetram o Distrito Federal;
B - Rodovias que servem a zonas limítrofes.
No primeiro grupo se enquadram as seguintes ligações:
1 - BR-7 - Brasília-Belo Horizonte - Fax conexão com a Belo Horizonte-Rio (BR-3) e Belo Horizonte-São Paulo (BR-55).
2 — Brasília-Anápolis — Faz entroncamento e prossegue pela BR-14, BR-56 e BR-33 até São Paulo e daí pela Via Anchieta até Santos. Da São Paulo, pela Presidente Dutra, fechando novamente o anel Brasília-São Paulo-Rio-Belo Horizonte-Brasília.
3 — BR-18 — Brasília-Fortaleza com as interligações ao sistema rodoviário do nordeste.
4 — BR-41 — Planaltina (DF) - Corumbá de Goiás-Céres-Cuiabá.
No segundo grupo teremos as rodovias que servem as zonas adjacentes ao Distrito Federal, que seriam também ligadas as estradas regionais do Distrito, com os objetivos de vinculação e circulação de riquezas.
De uma maneira genérica compõem-se das rodovias:
a) Corumbá de Goiás-Mombaçu-Niquelândia (Trecho da BR-95) ;
b) Goiânia-Rio Verde (Trecho da BR-19) ;
c) Anápolis-Céres-Urucu-Porangatu-Imperatriz-Belém (BR-14);
d) Formosa-Carinhanha (Rio São Francisco) (Trecho da BR-47).
Brasília, 30 de abril de 1960.
- Israel Pinheiro.
- Segismundo Mello.
PLANO RODOVIÁRIO DO DISTRITO FEDERAL
PROGRAMA DE 1960
1 — Ligação BR-14 (Ramal) — Descoberto
DF-14 — É uma estrada, que partindo da rodovia Brasilia-Anápolis (ramal da BR-14) em ponto conveniente, situado nas cabeceiras do corrego Buriti Tição, desce pelo ribeirão Samambaia, atravessa o rio Descoberto e, prosseguindo daí acima de Corumbá de Goiás vai fazer a interligação com a rodovia BR-95, para atender a fábrica de cimento que ali se constroi. Da rodovia Brasília-Anápolis ao rio Descoberto são aproximademente, 10 km, com um preço estimado para terraplanagem e obras de arte, Cr$ 30.000.000.00, inclusive a ponte sôbre o Descoberto.
2 — Ligação Brasília-Vila Militar-Unai
DF-18 — Trecho Brasília-Rio Prêto — valor estimado para terraplanagem e obras Cr$ 60.000.000,00.
3 — Ligação Formosa-Cristalina
DF-21 — Trecho Ribeirão Santa Rita divisa sul do Distrito Federal. Com um percurso de aproximadamente 70 km, tem o valor estimado de Cr$ 50.000.000,00 para a sua terraplanagem e obras.
4 — Ligação Estrada Parque Contôrno até o rio Prêto
DF-6 — Com um traçado aproximado de 60 km, tem seu valor estimado em Cr$ 70.000.000,00 para terraplanagem e obras de arte, inclusive a construção de três pontes.
5 — Ligação da divisa norte à divisa sul do Distrito Federal.
DF-13 — Com um traçado aproximado de 80 km, tem o valor estimado em Cr$ 120.000.000 00, para a construção de terraplanagem, inclusive pontes e obras de arte correntes.
6 — Ligacão da Estrada Parque Contôrno até o rio Prêto
DF-10 — Tem seu desenvolvimento estimado em 50 km, com um preço global avaliado em Cr$ 50.000.000,00.
7 — Ligacão BR-41 — Paralelo 16º 30' Sul
DF-3 — Tem seu cumprimento estimado em 60 km e um preço global avaliado inclusive obras de arte e terraplanagem em Cr$ 55.000.000.00.
8 — Ligação Estrada Parque Contôrno
DF-9 — Da Estrada Parque Contôrno até o entroncamento com a DF-20, na divisa sul do Distrito Federal. Valor estimado em Cr$ 5.000.000,00 sendo 15 km a avaliação do percurso.
9 — Ligação Estrada Parque Contôrno — DF-3
DF-8 — Trecho da ligação entre a Estrada Parque Contôrno até a DF-3. Com um percurso também de 15 km, tem seu custo avaliado inclusive obras de arte e terraplanagem em Cr$ 5.000.000,00.
Resumo do programa de obras para 1960
Cr$
1 — DF-14 ..... 30.000.000,00
2 — DF-18 ..... 60.000.000,00
3 — DF-21 ..... 50.000.000,00
4 — DF-6 ..... 70.000.000,00
5 — DF-13 ..... 120.000.000,00
6 — DF-10 ..... 50.000.000,00
7 — DF-3 ..... 55.000.000,00
8 — DF-9 ..... 5.000.000,00
9 — DF-8 ..... 5.000.000,00
Total 445.000.000,00
Brasília, 30 de junho de 1960.
— Israel Pinheiro.
— Segismundo Mello