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17º Exame da Ordem - 2015


Página 7  •  Total 80 questões
78227Questão 61|Direito Penal|superior

Paulo pretende adquirir um automóvel por meio de sistema de financiamento junto a uma instituição bancária. Para tanto, dirige-se ao estabelecimento comercial para verificar as condições de financiamento e é informado que, quanto maior a renda bruta familiar, maior a dilação do prazo para pagamento e menores os juros. Decide, então, fazer falsa declaração de parentesco ao preencher a ficha cadastral, a fim de aumentar a renda familiar informada, vindo, assim, a obter o financiamento nas condições pretendidas.

Considerando a situação narrada e os crimes contra a fé pública, é correto afirmar que Paulo cometeu o delito de

  • A

    falsificação material de documento público.

  • B

    falsidade ideológica.

  • C

    falsificação material de documento particular.

  • D

    falsa identidade.

78228Questão 62|Direito Penal|superior

Marcondes, necessitando de dinheiro para comparecer a uma festa no bairro em que residia, decide subtrair R$ 1.000,00 do caixa do açougue de propriedade de seu pai. Para isso, aproveita-se da ausência de seu genitor, que, naquele dia, comemorava seu aniversário de 63 anos, para arrombar a porta do estabelecimento e subtrair a quantia em espécie necessária.

Analisando a situação fática, é correto afirmar que

  • A

    Marcondes não será condenado pela prática de crime, pois é isento de pena, em razão da escusa absolutória.

  • B

    Marcondes deverá responder pelo crime de furto de coisa comum, por ser herdeiro de seu pai.

  • C

    Marcondes deverá responder pelo crime de furto qualificado.

  • D

    Marcondes deverá responder pelos crimes de dano e furto simples em concurso formal.

78229Questão 63|Direito Penal|superior

Durante um assalto a uma instituição bancária, Antônio e Francisco, gerentes do estabelecimento, são feitos reféns. Tendo ciência da condição deles de gerentes e da necessidade de que suas digitais fossem inseridas em determinado sistema para abertura do cofre, os criminosos colocam, à força, o dedo de Antônio no local necessário, abrindo, com isso, o cofre e subtraindo determinada quantia em dinheiro. Além disso, sob a ameaça de morte da esposa de Francisco, exigem que este saia do banco, levando a sacola de dinheiro juntamente com eles, enquanto apontam uma arma de fogo para os policiais que tentavam efetuar a prisão dos agentes.

Analisando as condutas de Antônio e Francisco, com base no conceito tripartido de crime, é correto afirmar que

  • A

    Antônio não responderá pelo crime por ausência de tipicidade, enquanto Francisco não responderá por ausência de ilicitude em sua conduta.

  • B

    Antônio não responderá pelo crime por ausência de ilicitude, enquanto Francisco não responderá por ausência de culpabilidade em sua conduta.

  • C

    Antônio não responderá pelo crime por ausência de tipicidade, enquanto Francisco não responderá por ausência de culpabilidade em sua conduta.

  • D

    Ambos não responderão pelo crime por ausência de culpabilidade em suas condutas.

78230Questão 64|Direito Penal|superior

Cristiane, revoltada com a traição de seu marido, Pedro, decide matá-lo. Para tanto, resolve esperar que ele adormeça para, durante a madrugada, acabar com sua vida. Por volta das 22h, Pedro deita para ver futebol na sala da residência do casal. Quando chega à sala, Cristiane percebe que Pedro estava deitado sem se mexer no sofá. Acreditando estar dormindo, desfere 10 facadas em seu peito. Nervosa e arrependida, liga para o hospital e, com a chegada dos médicos, é informada que o marido faleceu. O laudo de exame cadavérico, porém, constatou que Pedro havia falecido momentos antes das facadas em razão de um infarto fulminante. Cristiane, então, foi denunciada por tentativa de homicídio.

Você, advogado(a) de Cristiane, deverá alegar em seu favor a ocorrência de

  • A

    crime impossível por absoluta impropriedade do objeto.

  • B

    desistência voluntária.

  • C

    arrependimento eficaz.

  • D

    crime impossível por ineficácia do meio.

78231Questão 65|Direito Processual Penal|superior

No dia 01/04/2014, Natália recebeu cinco facadas em seu abdômen, golpes estes que foram a causa eficiente de sua morte. Para investigar a autoria do delito, foi instaurado inquérito policial e foram realizadas diversas diligências, dentre as quais se destacam a oitiva dos familiares e amigos da vítima e exame pericial no local.

Mesmo após todas essas medidas, não foi possível obter indícios suficientes de autoria, razão pela qual o inquérito policial foi arquivado pela autoridade judiciária por falta de justa causa, em 06/10/2014, após manifestação nesse sentido da autoridade policial e do Ministério Público. Ocorre que, em 05/01/2015, a mãe de Natália encontrou, entre os bens da filha que ainda guardava, uma carta escrita por Bruno, ex-namorado de Natália, em 30/03/2014, em que ele afirmava que ela teria 24 horas para retomar o relacionamento amoroso ou deveria arcar com as consequências. A referida carta foi encaminhada para a autoridade policial.

Nesse caso,

  • A

    nada poderá ser feito, pois o arquivamento do inquérito policial fez coisa julgada material.

  • B

    a carta escrita por Bruno pode ser considerada prova nova e justificar o desarquivamento do inquérito pela autoridade competente.

  • C

    nada poderá ser feito, pois a carta escrita antes do arquivamento não pode ser considerada prova nova.

  • D

    pela falta de justa causa, o arquivamento poderia ter sido determinado diretamente pela autoridade policial, independentemente de manifestação do Ministério Público ou do juiz.

78232Questão 66|Direito Processual Penal|superior

Após regular instrução processual, Flávio foi condenado pela prática do crime de tráfico ilícito de entorpecentes a uma pena privativa de liberdade de cinco anos de reclusão, a ser cumprida em regime inicial fechado, e 500 dias-multa. Intimado da sentença, sem assistência da defesa técnica, Flávio renunciou ao direito de recorrer, pois havia confessado a prática delitiva. Rafael, advogado de Flávio, porém, interpôs recurso de apelação dentro do prazo legal, buscando a mudança do regime de pena.

Neste caso, é correto dizer que o recurso apresentado por Rafael

  • A

    não poderá ser conhecido, pois houve renúncia por parte de Flávio, mas nada impede que o Tribunal, de ofício, melhore a situação do acusado.

  • B

    deverá ser conhecido, pois não é admissível a renúncia ao direito de recorrer, no âmbito do processo penal.

  • C

    não poderá ser conhecido, pois a renúncia expressa de Flávio não pode ser retratada, não podendo o Tribunal, de ofício, alterar a decisão do magistrado.

  • D

    deverá ser conhecido, pois a renúncia foi manifestada sem assistência do defensor.

78233Questão 67|Direito Processual Penal|superior

Durante 35 anos, Ricardo exerceu a função de juiz de direito junto ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Contudo, no ano de 2012, decidiu se aposentar e passou a morar em Florianópolis, Santa Catarina. No dia 22/01/2015, travou uma discussão com seu vizinho e acabou por ser autor de um crime de lesão corporal seguida de morte, consumado na cidade em que reside.

Oferecida a denúncia, de acordo com a jurisprudência majoritária dos Tribunais Superiores, será competente para julgar Ricardo

  • A

    o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais.

  • B

    uma das Varas Criminais de Florianópolis.

  • C

    o Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

  • D

    o Tribunal do Júri de Florianópolis.

78234Questão 68|Direito Processual Penal|superior

Carlos foi indiciado pela prática de um crime de lesão corporal grave, que teria como vítima Jorge. Após o prazo de 30 dias, a autoridade policial elaborou relatório conclusivo e encaminhou o procedimento para o Ministério Público. O promotor com atribuição concluiu que não existiam indícios de autoria e materialidade, razão pela qual requereu o arquivamento. Inconformado com a manifestação, Jorge contratou advogado e propôs ação penal privada subsidiária da pública.

Nesse caso, é correto afirmar que

  • A

    caso a queixa seja recebida, o Ministério Público não poderá aditá-la ou interpor recurso no curso do processo.

  • B

    caso a queixa seja recebida, havendo negligência do querelante, deverá ser reconhecida a perempção.

  • C

    a queixa proposta deve ser rejeitada pelo magistrado, pois não houve inércia do Ministério Público.

  • D

    a queixa proposta deve ser rejeitada pelo magistrado, tendo em vista que o instituto da ação penal privada subsidiária da pública não foi recepcionado pela Constituição Federal.

78235Questão 69|Direito Processual Penal|superior

Marcelo foi denunciado pela prática de um crime de furto. Entendendo que não haveria justa causa, antes mesmo de citar o acusado, o magistrado não recebeu a denúncia. Diante disso, o Ministério Público interpôs o recurso adequado. Analisando a hipótese, é correto afirmar que

  • A

    o recurso apresentado pelo Ministério Público foi de apelação.

  • B

    apesar de ainda não ter sido citado, Marcelo deve ser intimado para apresentar contrarrazões ao recurso, sob pena de nulidade.

  • C

    mantida a decisão do magistrado pelo Tribunal, não poderá o Ministério Público oferecer nova denúncia pelo mesmo fato, ainda que surjam provas novas.

  • D

    antes da rejeição da denúncia, deveria o magistrado ter citado o réu para apresentar resposta à acusação.

78236Questão 70|Direito do Trabalho|superior

Henrique é técnico de segurança do trabalho da sociedade empresária ALFA e irá aproveitar 20 dias de férias, pois decidiu converter 10 dias de férias em dinheiro. No seu lugar, assumindo de forma plena as tarefas, ficará Vítor, seu melhor assistente e subordinado.

Nesse  caso, durante o período de férias e de acordo com o entendimento do TST,

  • A

    Vítor não receberá o mesmo salário, porque a substituição é eventual, por apenas 20 dias.

  • B

    Vítor terá direito ao mesmo salário de Henrique, pois a substituição não é eventual.

  • C

    Vítor terá direito ao seu salário e ao de Henrique, porque há acúmulo de funções.

  • D

    a situação retratada é ilegal, tratando-se de desvio de função, vedado pelo ordenamento jurídico

17º Exame da Ordem - 2015 | Prova