Vade Mecum Digital 2026De R$ 249,90 por 12x R$ 9,99 ou R$ 119,90 à vista
JurisHand AI Logo

Escrevente Técnico Judiciário (reaplicação) - 2024


Página 2  •  Total 100 questões
46242Questão 11|Português|médio

A andorinha da torre

   Desde muito tempo que o serviço da torre da Igreja de X estava confiado ao velho Emílio...

   Era aquele homem de barbas longas e brancas, espécie dessas figuras com que se costuma fazer a imagem mítica dos grandes rios, era aquele velho que via-se de tarde, à janela da torre sob a cúpula enorme do sino grande, olhando vagamente para o espaço, sem dar atenção ao burburinho da cidade, que circulava nas ruas lá embaixo...

   Os mais antigos moradores do lugar lembravam-se de que Emílio fora sempre o mesmo homem de barbas longas e brancas, o mesmo, como a ruína consagrada pelo tempo, que nunca fica mais velha. Respeitava-se muito ao velho sineiro. Era o mais honrado dos homens e, além disso, era o avô da mais galante criança que se tem visto.

    Por aqueles cinco quarteirões em volta não havia quem não gostasse da andorinha da torre. Festejavam muito aquela criança, davam a ela doces e beijos que não havia mãos a medir; sentiam só que ela fugisse tanto a meter-se na torre com o avô e esquecesse pelos velhos amigos de bronze que moravam lá no alto as pessoas da cidade que tanto a queriam.

   Mas como havia de ser se ela amava perdidamente os seus sinos e o seu avô?... Achava os sinos frios demais e pachorrentos como uns homens de idade, mas, em compensação, admirava-os, quando vovô Emílio despertava-lhes a sanha e os fazia pularem, voltearem como clowns*, precipitarem-se no espaço como se fossem desabar e ressurgirem para o alto, com a boca largamente aberta, como um sorriso de gigante satisfeito.

   A pequena Rita admirava os sinos. Esta admiração transformava-se em amorosa simpatia. Estranhava no fundo do espírito aqueles monstros boquiabertos que sabiam ser igualmente a imobilidade e o turbilhão, o silêncio e a trovoada; ajudava o avô a tratá-los, limpar-lhes o bojo profundo e escuro, clarear-lhes os dourados de fora, esgravatar-lhes os interstícios dos relevos que os enfeitavam...

    Havia amor de família naquele pequeno mundo que vivia na torre.

(Raul Pompeia, A andorinha da torre. Em: https://www.biblio.com.br. Adaptado. Acesso em 12.09.2024)

  • palhaços

Conforme os sentidos expressos no texto e a norma-padrão de pontuação, a passagem – Achava os sinos frios demais e pachorrentos como uns homens de idade, mas, em compensação, admirava-os, quando vovô Emílio despertava-lhes a sanha e os fazia pularem... (5º parágrafo) – está adequadamente reescrita em:

  • A

    Quando vovô Emílio despertava a sanha dos sinos, fazendo-os pularem em compensação, achava-os frios demais e vigilantes, como uns homens de idade uma vez que os admirava.

  • B

    Por mais que achasse os sinos frios demais, e impacientes como uns homens de idade, quando vovô Emílio despertava a sanha deles e os fazia pularem em compensação, admirava-os.

  • C

    Achava os sinos frios demais e calvos como uns homens de idade, em compensação, admirava-os portanto, quando a sanha destes, vovô Emílio despertava fazendo-os pularem

  • D

    Achava os sinos frios demais e calmos como uns homens de idade; em compensação, admirava-os, no entanto, quando a sanha deles era despertada por vovô Emílio, que os fazia pularem.

  • E

    Ainda que achasse os sinos frios demais e lentos como uns homens de idade, admirava-os em compensação, quando a sanha deles, vovô Emílio fazia despertar e eles pulavam.

46243Questão 12|Português|médio

Leia a tira.

fa3d2ba8c1d7b0e0684cd5538b14cae88e099eabca8d28805963ff328760f386-12-0.jpg

(Cartunista Fernando Gonzales.

Em: https://www.instagram.com/niquelnausea. Acesso em 23.09.2024)

O efeito de humor da tira decorre

  • A

    do duplo sentido que os dois personagens atribuem ao termo “casamento”.

  • B

    do questionamento incoerente “qual delas?”, considerando que só há uma filha.

  • C

    da falta de interesse de Zunga pelo pedido de casamento que estava sendo feito.

  • D

    do entendimento do pai de que a filha estava sendo pedida em casamento.

  • E

    da interpretação equivocada que os personagens fazem dos termos “mão” e “filha”.

46244Questão 13|Português|médio

Sensações apocalíticas

   Na capa do jornal Estado de terça-feira, uma foto mostra Brasília submersa em fumaça densa, quase opaca. Na TV, paredões de fogo se levantam e marcham. A olho nu, a fuligem se derrama sobre a cidade; filamentos de carvão vindos no vento aterrissam como libélulas no capô do automóvel de um milhão de reais. O desastre climático é um desastre social, que castiga antes os de baixo, mas quando se impõe para valer não respeita a segregação entre as classes. Não respeita nada, cobre até os astros no céu. A Lua fica vermelha, como se obedecesse ao Apocalipse (6:12): “Inteira como sangue”.

   Sol prata, chuva preta (isso quando chove). Aumentam as internações nos hospitais. Sobem os óbitos por problemas respiratórios. O noticiário dá conta de que um território equivalente ao Estado de Roraima já virou cinza. A realidade se mostra pior do que as previsões da teoria.

   O livro A Terra Inabitável, do jornalista americano David Wallace-Wells, passava por pessimista ao ser lançado, em 2017, mas agora parece brando. Seu alerta de que o descongelamento do solo do Alasca e da Sibéria liberaria gases de efeito estufa e ressuscitaria micro-organismos capazes de desencadear epidemias desconhecidas foi superado por cenários ainda mais assustadores.

   O cientista Carlos Nobre se declarou “apavorado”. Num artigo publicado no UOL, ele retomou o adjetivo que deu título ao livro de Wallace-Wells e sentenciou: “Se a temperatura global aumentar em 4º C até 2100, grande parte do planeta, incluindo o Brasil, pode se tornar inabitável”. O Rio Solimões se reduziu a um riacho fantasma, inabitável para peixes. As metrópoles estrebucham entre dois extremos: no primeiro, inundações infectas alagam as casas com doenças e lama; no segundo, a seca ameaça matar de sede os moradores.

   Para onde quer que se olhe, proliferam os sinais de esfacelamento generalizado.

(Eugênio Bucci, Sensações Apocalíticas.

Em: https://www.estadao.com.br/opiniao, 19.09.2024. Adaptado)

Na opinião do autor, a situação ambiental do país

  • A

    pode estar mudando a forma como os cidadãos interagem com as metrópoles, que, paradoxalmente, estão menos suscetíveis ao caos ambiental.

  • B

    vem superando os cenários mais negativos previstos, intensificados pela crescente destruição a que estão expostas as cidades nos últimos meses.

  • C

    promete mudar a segregação indesejada no país, criando elos entre as diferentes classes para evitar que todos sejam expostos às mudanças climáticas.

  • D

    está castigando seletivamente as pessoas, uma vez que os mais afortunados economicamente têm condições de evitar o desastre social.

  • E

    indica estar muito ruim com as recentes queimadas, o que ainda sugere ser insuficiente para dizer que o mundo esteja vivendo mudanças climáticas.

46245Questão 14|Português|médio

Sensações apocalíticas

   Na capa do jornal Estado de terça-feira, uma foto mostra Brasília submersa em fumaça densa, quase opaca. Na TV, paredões de fogo se levantam e marcham. A olho nu, a fuligem se derrama sobre a cidade; filamentos de carvão vindos no vento aterrissam como libélulas no capô do automóvel de um milhão de reais. O desastre climático é um desastre social, que castiga antes os de baixo, mas quando se impõe para valer não respeita a segregação entre as classes. Não respeita nada, cobre até os astros no céu. A Lua fica vermelha, como se obedecesse ao Apocalipse (6:12): “Inteira como sangue”.

   Sol prata, chuva preta (isso quando chove). Aumentam as internações nos hospitais. Sobem os óbitos por problemas respiratórios. O noticiário dá conta de que um território equivalente ao Estado de Roraima já virou cinza. A realidade se mostra pior do que as previsões da teoria.

   O livro A Terra Inabitável, do jornalista americano David Wallace-Wells, passava por pessimista ao ser lançado, em 2017, mas agora parece brando. Seu alerta de que o descongelamento do solo do Alasca e da Sibéria liberaria gases de efeito estufa e ressuscitaria micro-organismos capazes de desencadear epidemias desconhecidas foi superado por cenários ainda mais assustadores.

   O cientista Carlos Nobre se declarou “apavorado”. Num artigo publicado no UOL, ele retomou o adjetivo que deu título ao livro de Wallace-Wells e sentenciou: “Se a temperatura global aumentar em 4º C até 2100, grande parte do planeta, incluindo o Brasil, pode se tornar inabitável”. O Rio Solimões se reduziu a um riacho fantasma, inabitável para peixes. As metrópoles estrebucham entre dois extremos: no primeiro, inundações infectas alagam as casas com doenças e lama; no segundo, a seca ameaça matar de sede os moradores.

   Para onde quer que se olhe, proliferam os sinais de esfacelamento generalizado.

(Eugênio Bucci, Sensações Apocalíticas.

Em: https://www.estadao.com.br/opiniao, 19.09.2024. Adaptado)

O autor usa a referência ao livro bíblico Apocalipse, ao livro A Terra Inabitável e ao artigo do cientista Carlos Nobre com a intenção de

  • A

    ratificar seu ponto de vista sobre os desastres ambientais.

  • B

    explicar as considerações falaciosas presentes nesses textos.

  • C

    condenar exageros prejudiciais à saúde mental da população.

  • D

    mostrar a situação atual como mais amena que as previsões.

  • E

    ironizar as previsões catastróficas que nunca se concretizaram.

46246Questão 15|Português|médio

Sensações apocalíticas

   Na capa do jornal Estado de terça-feira, uma foto mostra Brasília submersa em fumaça densa, quase opaca. Na TV, paredões de fogo se levantam e marcham. A olho nu, a fuligem se derrama sobre a cidade; filamentos de carvão vindos no vento aterrissam como libélulas no capô do automóvel de um milhão de reais. O desastre climático é um desastre social, que castiga antes os de baixo, mas quando se impõe para valer não respeita a segregação entre as classes. Não respeita nada, cobre até os astros no céu. A Lua fica vermelha, como se obedecesse ao Apocalipse (6:12): “Inteira como sangue”.

   Sol prata, chuva preta (isso quando chove). Aumentam as internações nos hospitais. Sobem os óbitos por problemas respiratórios. O noticiário dá conta de que um território equivalente ao Estado de Roraima já virou cinza. A realidade se mostra pior do que as previsões da teoria.

   O livro A Terra Inabitável, do jornalista americano David Wallace-Wells, passava por pessimista ao ser lançado, em 2017, mas agora parece brando. Seu alerta de que o descongelamento do solo do Alasca e da Sibéria liberaria gases de efeito estufa e ressuscitaria micro-organismos capazes de desencadear epidemias desconhecidas foi superado por cenários ainda mais assustadores.

   O cientista Carlos Nobre se declarou “apavorado”. Num artigo publicado no UOL, ele retomou o adjetivo que deu título ao livro de Wallace-Wells e sentenciou: “Se a temperatura global aumentar em 4º C até 2100, grande parte do planeta, incluindo o Brasil, pode se tornar inabitável”. O Rio Solimões se reduziu a um riacho fantasma, inabitável para peixes. As metrópoles estrebucham entre dois extremos: no primeiro, inundações infectas alagam as casas com doenças e lama; no segundo, a seca ameaça matar de sede os moradores.

   Para onde quer que se olhe, proliferam os sinais de esfacelamento generalizado.

(Eugênio Bucci, Sensações Apocalíticas.

Em: https://www.estadao.com.br/opiniao, 19.09.2024. Adaptado)

Nas passagens –... mas quando se impõe para valer... (1º parágrafo) – e – As metrópoles estrebucham entre dois extremos... (4º parágrafo) –, as expressões destacadas significam, respectivamente:

  • A

    absolutamente; definham.

  • B

    por completo; desaparecem.

  • C

    intencionalmente; estremecem.

  • D

    de verdade; afligem-se.

  • E

    a sério; equilibram-se.

46247Questão 16|Português|médio

Sensações apocalíticas

   Na capa do jornal Estado de terça-feira, uma foto mostra Brasília submersa em fumaça densa, quase opaca. Na TV, paredões de fogo se levantam e marcham. A olho nu, a fuligem se derrama sobre a cidade; filamentos de carvão vindos no vento aterrissam como libélulas no capô do automóvel de um milhão de reais. O desastre climático é um desastre social, que castiga antes os de baixo, mas quando se impõe para valer não respeita a segregação entre as classes. Não respeita nada, cobre até os astros no céu. A Lua fica vermelha, como se obedecesse ao Apocalipse (6:12): “Inteira como sangue”.

   Sol prata, chuva preta (isso quando chove). Aumentam as internações nos hospitais. Sobem os óbitos por problemas respiratórios. O noticiário dá conta de que um território equivalente ao Estado de Roraima já virou cinza. A realidade se mostra pior do que as previsões da teoria.

   O livro A Terra Inabitável, do jornalista americano David Wallace-Wells, passava por pessimista ao ser lançado, em 2017, mas agora parece brando. Seu alerta de que o descongelamento do solo do Alasca e da Sibéria liberaria gases de efeito estufa e ressuscitaria micro-organismos capazes de desencadear epidemias desconhecidas foi superado por cenários ainda mais assustadores.

   O cientista Carlos Nobre se declarou “apavorado”. Num artigo publicado no UOL, ele retomou o adjetivo que deu título ao livro de Wallace-Wells e sentenciou: “Se a temperatura global aumentar em 4º C até 2100, grande parte do planeta, incluindo o Brasil, pode se tornar inabitável”. O Rio Solimões se reduziu a um riacho fantasma, inabitável para peixes. As metrópoles estrebucham entre dois extremos: no primeiro, inundações infectas alagam as casas com doenças e lama; no segundo, a seca ameaça matar de sede os moradores.

   Para onde quer que se olhe, proliferam os sinais de esfacelamento generalizado.

(Eugênio Bucci, Sensações Apocalíticas.

Em: https://www.estadao.com.br/opiniao, 19.09.2024. Adaptado)

Na frase final do texto – Para onde quer que se olhe, proliferam os sinais de esfacelamento generalizado. –, a informação destacada permite inferir corretamente que

  • A

    a devastação é uma realidade subjetiva.

  • B

    a realidade do país supera dificuldades.

  • C

    a ruína é uma realidade incontestável.

  • D

    a realidade é melhor do que aparenta.

  • E

    a degradação humana supera a ambiental.

46248Questão 17|Português|médio

Sensações apocalíticas

   Na capa do jornal Estado de terça-feira, uma foto mostra Brasília submersa em fumaça densa, quase opaca. Na TV, paredões de fogo se levantam e marcham. A olho nu, a fuligem se derrama sobre a cidade; filamentos de carvão vindos no vento aterrissam como libélulas no capô do automóvel de um milhão de reais. O desastre climático é um desastre social, que castiga antes os de baixo, mas quando se impõe para valer não respeita a segregação entre as classes. Não respeita nada, cobre até os astros no céu. A Lua fica vermelha, como se obedecesse ao Apocalipse (6:12): “Inteira como sangue”.

   Sol prata, chuva preta (isso quando chove). Aumentam as internações nos hospitais. Sobem os óbitos por problemas respiratórios. O noticiário dá conta de que um território equivalente ao Estado de Roraima já virou cinza. A realidade se mostra pior do que as previsões da teoria.

   O livro A Terra Inabitável, do jornalista americano David Wallace-Wells, passava por pessimista ao ser lançado, em 2017, mas agora parece brando. Seu alerta de que o descongelamento do solo do Alasca e da Sibéria liberaria gases de efeito estufa e ressuscitaria micro-organismos capazes de desencadear epidemias desconhecidas foi superado por cenários ainda mais assustadores.

   O cientista Carlos Nobre se declarou “apavorado”. Num artigo publicado no UOL, ele retomou o adjetivo que deu título ao livro de Wallace-Wells e sentenciou: “Se a temperatura global aumentar em 4º C até 2100, grande parte do planeta, incluindo o Brasil, pode se tornar inabitável”. O Rio Solimões se reduziu a um riacho fantasma, inabitável para peixes. As metrópoles estrebucham entre dois extremos: no primeiro, inundações infectas alagam as casas com doenças e lama; no segundo, a seca ameaça matar de sede os moradores.

   Para onde quer que se olhe, proliferam os sinais de esfacelamento generalizado.

(Eugênio Bucci, Sensações Apocalíticas.

Em: https://www.estadao.com.br/opiniao, 19.09.2024. Adaptado)

Considere as passagens:

•  Não respeita nada, cobre até os astros no céu. (1 º parágrafo)

•  Seu alerta de que o descongelamento do solo... (3 º parágrafo)

•  ... ele retomou o adjetivo... (4 º parágrafo)

As expressões destacadas mantêm relação coesiva, correta e respectivamente, com os termos:

  • A

    A Lua; O livro; inabitável.

  • B

    vermelha; David Wallace-Wells; assustadores.

  • C

    A Lua; David Wallace-Wells; apavorado.

  • D

    as classes; O livro; alerta.

  • E

    as classes; A Terra Inabitável; Terra.

46249Questão 18|Português|médio

Sensações apocalíticas

   Na capa do jornal Estado de terça-feira, uma foto mostra Brasília submersa em fumaça densa, quase opaca. Na TV, paredões de fogo se levantam e marcham. A olho nu, a fuligem se derrama sobre a cidade; filamentos de carvão vindos no vento aterrissam como libélulas no capô do automóvel de um milhão de reais. O desastre climático é um desastre social, que castiga antes os de baixo, mas quando se impõe para valer não respeita a segregação entre as classes. Não respeita nada, cobre até os astros no céu. A Lua fica vermelha, como se obedecesse ao Apocalipse (6:12): “Inteira como sangue”.

   Sol prata, chuva preta (isso quando chove). Aumentam as internações nos hospitais. Sobem os óbitos por problemas respiratórios. O noticiário dá conta de que um território equivalente ao Estado de Roraima já virou cinza. A realidade se mostra pior do que as previsões da teoria.

   O livro A Terra Inabitável, do jornalista americano David Wallace-Wells, passava por pessimista ao ser lançado, em 2017, mas agora parece brando. Seu alerta de que o descongelamento do solo do Alasca e da Sibéria liberaria gases de efeito estufa e ressuscitaria micro-organismos capazes de desencadear epidemias desconhecidas foi superado por cenários ainda mais assustadores.

   O cientista Carlos Nobre se declarou “apavorado”. Num artigo publicado no UOL, ele retomou o adjetivo que deu título ao livro de Wallace-Wells e sentenciou: “Se a temperatura global aumentar em 4º C até 2100, grande parte do planeta, incluindo o Brasil, pode se tornar inabitável”. O Rio Solimões se reduziu a um riacho fantasma, inabitável para peixes. As metrópoles estrebucham entre dois extremos: no primeiro, inundações infectas alagam as casas com doenças e lama; no segundo, a seca ameaça matar de sede os moradores.

   Para onde quer que se olhe, proliferam os sinais de esfacelamento generalizado.

(Eugênio Bucci, Sensações Apocalíticas.

Em: https://www.estadao.com.br/opiniao, 19.09.2024. Adaptado)

A concordância verbal e a concordância nominal estão em conformidade com a norma-padrão na seguinte reescrita de informações do texto:

  • A

    Os dois extremos vividos recentemente vem fazendo as metrópoles estrebucharem, vítima de inundações infectas ou de seca.

  • B

    No Rio Solimões, faltam condições de sobrevivência aos peixes, pois as águas abundantes foram reduzidas a um riacho fantasma.

  • C

    Tornou-se uma realidade em muitas cidades do país filamentos de carvão e fumaça, que poderia ser visto a olho nu se espalhando.

  • D

    4º C até 2100, segundo o cientista Carlos Nobre sentenciou, pode tornar todos os países do planeta Terra inabitável.

  • E

    Superaram-se com cenários ainda mais assustadores o alerta de David Wallace-Wells, como atesta os recentes extremos climáticos.

46250Questão 19|Português|médio

Sensações apocalíticas

   Na capa do jornal Estado de terça-feira, uma foto mostra Brasília submersa em fumaça densa, quase opaca. Na TV, paredões de fogo se levantam e marcham. A olho nu, a fuligem se derrama sobre a cidade; filamentos de carvão vindos no vento aterrissam como libélulas no capô do automóvel de um milhão de reais. O desastre climático é um desastre social, que castiga antes os de baixo, mas quando se impõe para valer não respeita a segregação entre as classes. Não respeita nada, cobre até os astros no céu. A Lua fica vermelha, como se obedecesse ao Apocalipse (6:12): “Inteira como sangue”.

   Sol prata, chuva preta (isso quando chove). Aumentam as internações nos hospitais. Sobem os óbitos por problemas respiratórios. O noticiário dá conta de que um território equivalente ao Estado de Roraima já virou cinza. A realidade se mostra pior do que as previsões da teoria.

   O livro A Terra Inabitável, do jornalista americano David Wallace-Wells, passava por pessimista ao ser lançado, em 2017, mas agora parece brando. Seu alerta de que o descongelamento do solo do Alasca e da Sibéria liberaria gases de efeito estufa e ressuscitaria micro-organismos capazes de desencadear epidemias desconhecidas foi superado por cenários ainda mais assustadores.

   O cientista Carlos Nobre se declarou “apavorado”. Num artigo publicado no UOL, ele retomou o adjetivo que deu título ao livro de Wallace-Wells e sentenciou: “Se a temperatura global aumentar em 4º C até 2100, grande parte do planeta, incluindo o Brasil, pode se tornar inabitável”. O Rio Solimões se reduziu a um riacho fantasma, inabitável para peixes. As metrópoles estrebucham entre dois extremos: no primeiro, inundações infectas alagam as casas com doenças e lama; no segundo, a seca ameaça matar de sede os moradores.

   Para onde quer que se olhe, proliferam os sinais de esfacelamento generalizado.

(Eugênio Bucci, Sensações Apocalíticas.

Em: https://www.estadao.com.br/opiniao, 19.09.2024. Adaptado)

Considere as passagens:

•  ... uma foto mostra Brasília submersa em fumaça densa... (1 º parágrafo)

•  ... que castiga antes os de baixo... (1 º parágrafo)

•  Sobem os óbitos por problemas respiratórios. (2 º parágrafo)

•  ... a seca ameaça matar de sede os moradores. (4 º parágrafo)

De acordo com a norma-padrão e o sentido original, a reescrita de Brasília submersa em fumaça densa, o sinônimo de antes e as relações estabelecidas pelas preposições por e de são, respectivamente:

  • A

    Brasília com fumaça densa; provavelmente; modo; companhia.

  • B

    Brasília ante fumaça densa; primeiramente; consequência; modo.

  • C

    Brasília sobre fumaça densa; principalmente; causa; companhia.

  • D

    Brasília entre fumaça densa; preteritamente; consequência; modo.

  • E

    Brasília sob fumaça densa; preferencialmente; causa; causa.

46251Questão 20|Português|médio

Agora, o quadro se agravou. Os fatos nos põem frente__________  frente com o exaurimento não dos impérios, não da humanidade, mas do planeta Terra. Estamos presenciando________ fadiga do material e do imaterial: fadiga da natureza e das narrativas sobre a natureza, fadiga do Corpo de Bombeiros e dos métodos incorpóreos de combate _________queimadas. Fadiga da fadiga.

(Eugênio Bucci, Sensações Apocalíticas. Em: https://www.estadao.com.br/opiniao, 19.09.2024. Adaptado)

Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com:

  • A

    a ... à ... às

  • B

    a ... a ... às

  • C

    à ... a ... a

  • D

    a ... à ... as

  • E

    à ... a ... à

Escrevente Técnico Judiciário (reaplicação) - 2024 | Prova