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Técnico Judiciário - Saúde Bucal - 2023


Página 2  •  Total 60 questões
25045Questão 11|Português|médio

Atenção: Leia o texto “Ardil da desrazão”, de Eduardo Giannetti, para responder à questão.

    Imagine uma pessoa afivelada a uma cama com eletrodos colados em suas têmporas. Ao se girar um botão situado em local distante, a corrente elétrica nos eletrodos aumenta em grau infinitesimal, de modo que o paciente não chegue a sentir. Um hambúrguer gratuito é então ofertado a quem girar o botão. Ocorre, porém, que, quando milhares de pessoas fazem isso − sem que cada uma saiba das ações das demais −, a descarga elétrica gerada é suficiente para eletrocutar a vítima. Quem é responsável pelo quê? Algo tenebroso foi feito, mas de quem é a culpa? O efeito isolado de cada giro do botão é, por definição, imperceptível − são todos “torturadores inofensivos”. Mas o efeito conjunto é ofensivo ao extremo. Até que ponto a somatória de ínfimas partículas de culpa se acumula numa gigantesca dívida moral coletiva? − O experimento mental concebido pelo filósofo britânico Derek Parfit dá o que pensar. A mudança climática em curso equivale a uma espécie de eletrocussão da biosfera. Quem a deseja? A quem interessa? O ardil da desrazão vira do avesso a “mão invisível” da economia clássica. O aquecimento global é fruto da alquimia perversa de incontáveis ações humanas, mas não resulta de nenhuma intenção humana. E quem assume − ou deveria assumir − a culpa por ele? Os 7 bilhões de habitantes da Terra pertencem a três grupos: o primeiro bilhão, no cobiçado topo da escala de consumo, responde por 50% das emissões de gases-estufa; os 3 bilhões seguintes por 45%; e os 3 bilhões na base da pirâmide (metade sem acesso a eletricidade) por 5%. Por seu modo de vida, situação geográfica e vulnerabilidade material, este último grupo − o único inocente − é o mais tragicamente afetado pelo “giro de botão” dos demais.

(GIANNETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016)

Eduardo Giannetti dirige-se explicitamente a seu leitor no seguinte trecho:

  • A

    “O efeito isolado de cada giro do botão é, por definição, imperceptível − são todos ‘torturadores inofensivos’.”

  • B

    “Imagine uma pessoa afivelada a uma cama com eletrodos colados em suas têmporas.”

  • C

    “O experimento mental concebido pelo filósofo britânico Derek Parfit dá o que pensar.”

  • D

    “O ardil da desrazão vira do avesso a ‘mão invisível’ da economia clássica.”

  • E

    “Mas o efeito conjunto é ofensivo ao extremo.”

25046Questão 12|Português|médio

Atenção: Leia o texto “Ardil da desrazão”, de Eduardo Giannetti, para responder à questão.

    Imagine uma pessoa afivelada a uma cama com eletrodos colados em suas têmporas. Ao se girar um botão situado em local distante, a corrente elétrica nos eletrodos aumenta em grau infinitesimal, de modo que o paciente não chegue a sentir. Um hambúrguer gratuito é então ofertado a quem girar o botão. Ocorre, porém, que, quando milhares de pessoas fazem isso − sem que cada uma saiba das ações das demais −, a descarga elétrica gerada é suficiente para eletrocutar a vítima. Quem é responsável pelo quê? Algo tenebroso foi feito, mas de quem é a culpa? O efeito isolado de cada giro do botão é, por definição, imperceptível − são todos “torturadores inofensivos”. Mas o efeito conjunto é ofensivo ao extremo. Até que ponto a somatória de ínfimas partículas de culpa se acumula numa gigantesca dívida moral coletiva? − O experimento mental concebido pelo filósofo britânico Derek Parfit dá o que pensar. A mudança climática em curso equivale a uma espécie de eletrocussão da biosfera. Quem a deseja? A quem interessa? O ardil da desrazão vira do avesso a “mão invisível” da economia clássica. O aquecimento global é fruto da alquimia perversa de incontáveis ações humanas, mas não resulta de nenhuma intenção humana. E quem assume − ou deveria assumir − a culpa por ele? Os 7 bilhões de habitantes da Terra pertencem a três grupos: o primeiro bilhão, no cobiçado topo da escala de consumo, responde por 50% das emissões de gases-estufa; os 3 bilhões seguintes por 45%; e os 3 bilhões na base da pirâmide (metade sem acesso a eletricidade) por 5%. Por seu modo de vida, situação geográfica e vulnerabilidade material, este último grupo − o único inocente − é o mais tragicamente afetado pelo “giro de botão” dos demais.

(GIANNETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016)

Pode ser considerada paradoxal a seguinte expressão empregada no texto:

  • A

    efeito isolado.

  • B

    torturadores inofensivos.

  • C

    ínfimas partículas.

  • D

    intenção humana.

  • E

    vulnerabilidade material.

25047Questão 13|Português|médio

Atenção: Leia o texto “Ardil da desrazão”, de Eduardo Giannetti, para responder à questão.

    Imagine uma pessoa afivelada a uma cama com eletrodos colados em suas têmporas. Ao se girar um botão situado em local distante, a corrente elétrica nos eletrodos aumenta em grau infinitesimal, de modo que o paciente não chegue a sentir. Um hambúrguer gratuito é então ofertado a quem girar o botão. Ocorre, porém, que, quando milhares de pessoas fazem isso − sem que cada uma saiba das ações das demais −, a descarga elétrica gerada é suficiente para eletrocutar a vítima. Quem é responsável pelo quê? Algo tenebroso foi feito, mas de quem é a culpa? O efeito isolado de cada giro do botão é, por definição, imperceptível − são todos “torturadores inofensivos”. Mas o efeito conjunto é ofensivo ao extremo. Até que ponto a somatória de ínfimas partículas de culpa se acumula numa gigantesca dívida moral coletiva? − O experimento mental concebido pelo filósofo britânico Derek Parfit dá o que pensar. A mudança climática em curso equivale a uma espécie de eletrocussão da biosfera. Quem a deseja? A quem interessa? O ardil da desrazão vira do avesso a “mão invisível” da economia clássica. O aquecimento global é fruto da alquimia perversa de incontáveis ações humanas, mas não resulta de nenhuma intenção humana. E quem assume − ou deveria assumir − a culpa por ele? Os 7 bilhões de habitantes da Terra pertencem a três grupos: o primeiro bilhão, no cobiçado topo da escala de consumo, responde por 50% das emissões de gases-estufa; os 3 bilhões seguintes por 45%; e os 3 bilhões na base da pirâmide (metade sem acesso a eletricidade) por 5%. Por seu modo de vida, situação geográfica e vulnerabilidade material, este último grupo − o único inocente − é o mais tragicamente afetado pelo “giro de botão” dos demais.

(GIANNETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016)

Ocorre, porém, que, quando milhares de pessoas fazem isso − sem que cada uma saiba das ações das demais −, a descarga elétrica gerada é suficiente para eletrocutar a vítima.

Considerando o contexto, o termo sublinhado acima pode ser substituído, sem prejuízo para o sentido, por:

  • A

    conforme

  • B

    portanto

  • C

    pois

  • D

    contudo

  • E

    assim

25048Questão 14|Português|médio

Atenção: Considere o poema de Fernando Pessoa para responder à questão.

Às vezes, em sonho triste

Nos meus desejos existe

Longinquamente um país

Onde ser feliz consiste

Apenas em ser feliz.

Vive-se como se nasce

Sem o querer nem saber.

Nessa ilusão de viver

O tempo morre e renasce

Sem que o sintamos correr.

O sentir e o desejar

São banidos dessa terra.

O amor não é amor

Nesse país por onde erra

Meu longínquo divagar.

Nem se sonha nem se vive:

É uma infância sem fim.

Parece que se revive

Tão suave é viver assim

Nesse impossível jardim.

(PESSOA, Fernando. Obra poética. Rio de Rio de Janeiro: Editora Nova Aguilar, 1997)

Retoma um termo mencionado anteriormente no poema a palavra sublinhada no seguinte verso:

  • A

    O sentir e o desejar (3ª estrofe).

  • B

    O tempo morre e renasce (2ª  estrofe).

  • C

    Sem que o sintamos correr (2ª estrofe).

  • D

    O sentir e o desejar (3ª estrofe).

  • E

    O amor não é amor (3ª estrofe).

25049Questão 15|Português|médio

Atenção: Considere o poema de Fernando Pessoa para responder à questão.

Às vezes, em sonho triste

Nos meus desejos existe

Longinquamente um país

Onde ser feliz consiste

Apenas em ser feliz.

Vive-se como se nasce

Sem o querer nem saber.

Nessa ilusão de viver

O tempo morre e renasce

Sem que o sintamos correr.

O sentir e o desejar

São banidos dessa terra.

O amor não é amor

Nesse país por onde erra

Meu longínquo divagar.

Nem se sonha nem se vive:

É uma infância sem fim.

Parece que se revive

Tão suave é viver assim

Nesse impossível jardim.

(PESSOA, Fernando. Obra poética. Rio de Rio de Janeiro: Editora Nova Aguilar, 1997)

Verifica-se rima (ou seja, coincidência final de sons) entre palavras de mesma classe gramatical em

  • A

    “assim”/“jardim” (4ª estrofe).

  • B

    “triste”/“existe” (1ª estrofe).

  • C

    “país”/“feliz” (1ª estrofe).

  • D

    “terra”/“erra” (3ª estrofe).

  • E

    “existe”/“consiste” (1ª estrofe).

25050Questão 16|Português|médio

Atenção: Considere o poema de Fernando Pessoa para responder à questão.

Às vezes, em sonho triste

Nos meus desejos existe

Longinquamente um país

Onde ser feliz consiste

Apenas em ser feliz.

Vive-se como se nasce

Sem o querer nem saber.

Nessa ilusão de viver

O tempo morre e renasce

Sem que o sintamos correr.

O sentir e o desejar

São banidos dessa terra.

O amor não é amor

Nesse país por onde erra

Meu longínquo divagar.

Nem se sonha nem se vive:

É uma infância sem fim.

Parece que se revive

Tão suave é viver assim

Nesse impossível jardim.

(PESSOA, Fernando. Obra poética. Rio de Rio de Janeiro: Editora Nova Aguilar, 1997)

Exerce a função sintática de sujeito a expressão sublinhada em:

  • A

    Onde ser feliz consiste / Apenas em ser feliz. (1ª estrofe).

  • B

    Nos meus desejos existe / Longinquamente um país (1ª estrofe).

  • C

    Nesse país por onde erra / Meu longínquo divagar. (3ª estrofe).

  • D

    Vive-se como se nasce (2ª estrofe).

  • E

    Tão suave é viver assim / Nesse impossível jardim. (4ª estrofe).

25051Questão 17|Português|médio

Atenção: Considere o poema de Fernando Pessoa para responder à questão.

Às vezes, em sonho triste

Nos meus desejos existe

Longinquamente um país

Onde ser feliz consiste

Apenas em ser feliz.

Vive-se como se nasce

Sem o querer nem saber.

Nessa ilusão de viver

O tempo morre e renasce

Sem que o sintamos correr.

O sentir e o desejar

São banidos dessa terra.

O amor não é amor

Nesse país por onde erra

Meu longínquo divagar.

Nem se sonha nem se vive:

É uma infância sem fim.

Parece que se revive

Tão suave é viver assim

Nesse impossível jardim.

(PESSOA, Fernando. Obra poética. Rio de Rio de Janeiro: Editora Nova Aguilar, 1997)

É invariável quanto a gênero e a número o termo sublinhado em:

  • A

    Nesse impossível jardim. (4ª estrofe).

  • B

    Às vezes, em sonho triste (1ª  estrofe).

  • C

    Meu longínquo divagar. (3ª  estrofe).

  • D

    É uma infância sem fim. (4ª estrofe).

  • E

    Apenas em ser feliz. (1ª estrofe).

25052Questão 18|Raciocínio Lógico|médio

Alberto, Breno e Carlos têm estados civis diferentes, um é casado, outro é solteiro e o terceiro é viúvo, não necessariamente nessa ordem. Além disso um formou-se em engenharia, outro em medicina e o terceiro em administração de empresas, não necessariamente nessa ordem. Sabendo-se que o médico é casado, o administrador é viúvo, Breno é solteiro e Alberto é viúvo, é correto afirmar:

  • A

    Alberto é engenheiro.

  • B

    Breno é médico.

  • C

    Carlos é administrador.

  • D

    Breno é engenheiro.

  • E

    Carlos é engenheiro.

25053Questão 19|Matemática e Estatística|médio

Em uma pesquisa, observou-se cinco pessoas com idades dadas por 5, 10, 15, 20 e 55 anos. É correto afirmar:

  • A

    A média das idades é maior do que a mediana das idades.

  • B

    A mediana das idades é maior do que a amplitude das idades.

  • C

    O desvio médio das idades é 15.

  • D

    A média das idades do mais novo com o mais velho é igual à amplitude das cinco idades.

  • E

    Excluindo o mais novo e o mais velho, a média das três idades restantes é maior do que a média das cinco idades.

25054Questão 20|Matemática e Estatística|médio

A expressão em que é possível trocar “5” por “3” sem alterar o resultado é

  • A

    5 + 5 − 5

  • B

    (5 + 5 − 5) • 5

Técnico Judiciário - Saúde Bucal - 2023 | Prova