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Assistente em Administração - 2017


Página 1  •  Total 40 questões
125500Questão 1|Informática|médio

Com relação aos conceitos dos meios de armazenamento de dados, no geral, o dispositivo que armazena a maior quantidade de informações é o:

  • A

    Disco Rígido.

  • B

    Pendrive.

  • C

    CD-ROM.

  • D

    DVD-R.

125501Questão 2|Informática|médio

Em relação aos conceitos e às funcionalidades dos Softwares e Aplicativos, no seu modo geral, analise as afirmativas a seguir.

I. O LibreOffice Calc é um software destinado à criação de tabelas e de planilhas eletrônicas.

II. A suíte LibreOffice pode ser considerada um Sistema Operacional somente quando é instalada de forma completa.

III. Antivírus são aplicativos de software idealizados para medidas de proteção e de segurança, para proteger os dados e as operações do computador.

IV. É necessária a instalação do Microsoft Office na sua instalação padrão para um bom funcionamento de um computador.

V. O Microsoft Word, além de ser classificado como um processador de textos, também é um programa utilitário responsável pela operação dos recursos da máquina, fornecendo uma interface amigável de edição e de manipulação de documentos.

Assinale a alternativa CORRETA.

  • A

    Somente as afirmativas I, II e III estão corretas.

  • B

    Somente as afirmativas I e III estão corretas.

  • C

    Somente as afirmativas III, IV e V estão corretas.

  • D

    Somente as afirmativas II, III e V estão corretas.

125502Questão 3|Informática|médio

A respeito dos conceitos de Vírus e Antivírus, analise as seguintes afirmações.

I. Keylogger é um programa capaz de capturar e guardar as teclas digitadas pelo usuário no teclado de um computador.

II. Vírus de Macro é uma forma avançada de vírus, capaz de gravar tanto a posição do ponteiro do mouse quanto a tela atual apresentada no monitor, nos momentos em que acontece o clique do mouse ou, ainda, armazenar a região que circunda a posição onde o mouse é clicado.

III. Os Vírus de Boot infectam os arquivos de inicialização do sistema, escondem-se no primeiro setor do disco e são carregados na memória antes do Sistema Operacional.

IV. Em Softwares Antivírus, a função Quarentena serve para varrer e buscar vírus no Modo de Verificação Completa.

V. As ferramentas de Antivirus devem ser instaladas apenas nas estações de trabalho, e não nos servidores de redes.

Marque a alternativa CORRETA.

  • A

    Somente as afirmativas I, II e IV estão corretas.

  • B

    Somente as afirmativas II, III e V estão corretas.

  • C

    Somente as afirmativas I e III estão corretas.

  • D

    Somente as afirmativas I, II, IV e V estão corretas.

125503Questão 4|Informática|médio

Acerca dos conceitos dos Navegadores para acesso à internet, é CORRETO afirmar que:

  • A

    No Google Chrome não é possível gravar senhas digitadas pelos usuários.

  • B

    No Internet Explorer 7 é possível navegar entre sites, por meio de separadores conhecidos por abas. Esse mesmo tipo de navegação não pode ser feita no Mozilla Firefox.

  • C

    No navegador Google Chrome, o modo de navegação anônima permite ao usuário navegar na web sem salvar algumas informações, por exemplo, as páginas visitadas.

  • D

    Nos navegadores Mozilla Firefox e Google Chrome, a combinação de teclas CTRL+T serve para selecionar o conteúdo de toda a página que está aberta e visível. (O caractere "+" foi utilizado apenas para a interpretação da questão).

125504Questão 5|Informática|médio

Acerca dos conhecimentos do Microsoft Word 2007, assinale a alternativa CORRETA.

  • A

    No Microsoft Word, a ferramenta WordArt tem como principal função a inserção de imagens e fotografias que podem ser desagrupadas e inseridas atrás do texto.

  • B

    3 (três) é o número máximo de colunas que podem ser inseridas em um documento do Microsoft Word.

  • C

    A ferramenta serve para exibir a visualização do documento no Modo Layout de Impressão.

  • D

    No Microsoft Word, a ferramenta (Formatar Pincel), serve para copiar a formatação de um local e aplicá-la a outro.

125505Questão 6|Informática|médio

Analise as afirmativas a seguir relacionadas aos conceitos do Microsoft Excel 2007 em português e na sua instalação padrão.

I. Clicando em qualquer célula do Microsoft Excel e digitando a função =data( ) o resultado será a data atual do sistema.

II. A fórmula =PROCV(B3;B2:E10;FALSO) é uma sintaxe correta para a aplicação da função =PROCV.

III. A fórmula =(SE.C2>B2&"SUPERÁVIT";("DÉFICIT")) é uma sintaxe correta para a aplicação da função =SE.

IV. A guia Layout de Página contém a opção Orientação, que permite definir a orientação da folha como Retrato ou Paisagem.

Marque a alternativa CORRETA.

  • A

    Somente as afirmativas I e III estão corretas.

  • B

    Somente as afirmativas II e IV estão corretas.

  • C

    Somente as afirmativas I, II e IV estão corretas.

  • D

    Somente a afirmativa IV está correta.

125506Questão 7|Português|médio

SEGURANÇA ALIMENTAR

                                        Como e por que evitar o desperdício

      Os brasileiros desperdiçam comida. Muita comida. Metade de tudo que é produzido. Estados Unidos, Europa, países ricos em geral, não ficam muito atrás. Nem os mais pobres. Na média mundial, segundo estimativa da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), um terço dos alimentos se perde. A diferença é que, nos países pobres, o problema acontece no início da cadeia produtiva, por falta de tecnologia e dificuldades no armazenamento e no transporte. Já nos países ricos, a situação se agrava nos supermercados e na casa do consumidor, acostumado a comprar mais do que precisa. "O Brasil sofre nas duas pontas, porque tem tanto aspectos de países ricos quanto de países pobres. Daí a perda ser maior. Ocorre desde a colheita, passando pelo manuseio, transporte, central de abastecimento, indústria, supermercado e consumidor", detalha Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu - Pelo Consumo Consciente.

      Dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) contabilizam em 10% o desperdício das frutas e hortaliças ainda no campo e indicam que a maior perda está no transporte: 50%. Mas, se o alimento chega machucado, aí é motivo de mais descarte. No Brasil, 58% do lixo é de comida. "O planeta produz o suficiente para alimentar 12 bilhões de pessoas, mas quase 900 milhões vivem em insegurança alimentar - comem num dia e no outro não. Como acabar com isso? Reduzindo o desperdício", defende o presidente do Akatu. "Se metade do que é perdido deixasse de ser, teríamos o dobro de alimento nas gôndolas e o preço cairia. E mais pessoas teriam acesso."

      Os números são eloquentes e escandalosos, embora fiquem camuflados por causa de velhos hábitos de consumo. Nacionalmente, fazem parte desse desperdício, por exemplo, um volume de talos e cascas que não são usados (e poderiam ser), folhas e frutas machucadas e sobras de pão, café, arroz e feijão.

      Há uma gênese cultural para tanto. "O brasileiro sempre teve mesa farta pelo fato de viver num país tropical, onde tudo dá. E não está acostumado a aproveitar integralmente o alimento. Veja se em Portugal se jogam fora as vísceras do porco? Ou a cabeça do bacalhau?", protesta Carlos Dória, do Centro de Cultura Culinária Câmara Cascudo, em São Paulo. O estudioso da alimentação se lembra dos peixes e caramujos desprezados no Ceagesp simplesmente por falta de mercado - a população não os considera comestíveis. "O chef Alex Atala fez um menu interessante com esse „refugo‟ e provou que o menosprezo é fruto de muito preconceito na cozinha", diz. Ou seja, dá para avançar mais em busca do equilíbrio dessa balança. O Instituto Akatu oferece até um incentivo econômico. Com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os pesquisadores da ONG fizeram a seguinte conta: uma família média brasileira gasta 478 reais mensais para comprar comida. Se o desperdício de 20% de alimentos deixasse de existir em casa, 90 reais deixariam de ir para o ralo. Guardando esses 90 reais todos os meses, depois de 70 anos (expectativa média de vida) a família teria uma poupança de 1,1 milhão de reais.

      "Precisamos planejar melhor o cardápio, só comprar o necessário, não nos deixar levar pelas ofertas, cozinhar integralmente os alimentos. E ter uma nutrição adequada. O sobrepeso é outra forma de desperdício", aponta Mattar. De acordo com o Ministério da Saúde, 50% da população nacional está acima do peso. Nos EUA, 70%.

Fonte: Kátia Stringueto. Bons Fluidos. Disponível em:http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/como-evitar-desperdicio-seguranca-alimentar-bons-fluidos-752309.shtml?func=2 

. Acesso em: 26 jan. 2017. (Texto adaptado)

De acordo com a leitura do texto, assinale a alternativa INCORRETA.

  • A

    A média de desperdício de alimentos que são produzidos no mundo é de um terço.

  • B

    Há diversos problemas que implicam na perda dos alimentos, ao iniciar pela cadeia produtiva (por exemplo: colheita e armazenamento) até chegar à mesa do consumidor.

  • C

    As famílias brasileiras apresentam, em geral, a cultura alimentar do consumo consciente.

  • D

    O Brasil sofre com o desperdício por apresentar tanto características de países pobres quanto de ricos.

125507Questão 8|Português|médio

SEGURANÇA ALIMENTAR

                                        Como e por que evitar o desperdício

      Os brasileiros desperdiçam comida. Muita comida. Metade de tudo que é produzido. Estados Unidos, Europa, países ricos em geral, não ficam muito atrás. Nem os mais pobres. Na média mundial, segundo estimativa da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), um terço dos alimentos se perde. A diferença é que, nos países pobres, o problema acontece no início da cadeia produtiva, por falta de tecnologia e dificuldades no armazenamento e no transporte. Já nos países ricos, a situação se agrava nos supermercados e na casa do consumidor, acostumado a comprar mais do que precisa. "O Brasil sofre nas duas pontas, porque tem tanto aspectos de países ricos quanto de países pobres. Daí a perda ser maior. Ocorre desde a colheita, passando pelo manuseio, transporte, central de abastecimento, indústria, supermercado e consumidor", detalha Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu - Pelo Consumo Consciente.

      Dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) contabilizam em 10% o desperdício das frutas e hortaliças ainda no campo e indicam que a maior perda está no transporte: 50%. Mas, se o alimento chega machucado, aí é motivo de mais descarte. No Brasil, 58% do lixo é de comida. "O planeta produz o suficiente para alimentar 12 bilhões de pessoas, mas quase 900 milhões vivem em insegurança alimentar - comem num dia e no outro não. Como acabar com isso? Reduzindo o desperdício", defende o presidente do Akatu. "Se metade do que é perdido deixasse de ser, teríamos o dobro de alimento nas gôndolas e o preço cairia. E mais pessoas teriam acesso."

      Os números são eloquentes e escandalosos, embora fiquem camuflados por causa de velhos hábitos de consumo. Nacionalmente, fazem parte desse desperdício, por exemplo, um volume de talos e cascas que não são usados (e poderiam ser), folhas e frutas machucadas e sobras de pão, café, arroz e feijão.

      Há uma gênese cultural para tanto. "O brasileiro sempre teve mesa farta pelo fato de viver num país tropical, onde tudo dá. E não está acostumado a aproveitar integralmente o alimento. Veja se em Portugal se jogam fora as vísceras do porco? Ou a cabeça do bacalhau?", protesta Carlos Dória, do Centro de Cultura Culinária Câmara Cascudo, em São Paulo. O estudioso da alimentação se lembra dos peixes e caramujos desprezados no Ceagesp simplesmente por falta de mercado - a população não os considera comestíveis. "O chef Alex Atala fez um menu interessante com esse „refugo‟ e provou que o menosprezo é fruto de muito preconceito na cozinha", diz. Ou seja, dá para avançar mais em busca do equilíbrio dessa balança. O Instituto Akatu oferece até um incentivo econômico. Com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os pesquisadores da ONG fizeram a seguinte conta: uma família média brasileira gasta 478 reais mensais para comprar comida. Se o desperdício de 20% de alimentos deixasse de existir em casa, 90 reais deixariam de ir para o ralo. Guardando esses 90 reais todos os meses, depois de 70 anos (expectativa média de vida) a família teria uma poupança de 1,1 milhão de reais.

      "Precisamos planejar melhor o cardápio, só comprar o necessário, não nos deixar levar pelas ofertas, cozinhar integralmente os alimentos. E ter uma nutrição adequada. O sobrepeso é outra forma de desperdício", aponta Mattar. De acordo com o Ministério da Saúde, 50% da população nacional está acima do peso. Nos EUA, 70%.

Fonte: Kátia Stringueto. Bons Fluidos. Disponível em:http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/como-evitar-desperdicio-seguranca-alimentar-bons-fluidos-752309.shtml?func=2 

. Acesso em: 26 jan. 2017. (Texto adaptado)

Segundo o texto, o brasileiro desperdiça parte dos alimentos com velhos hábitos de consumo, como:

  • A

    o não reaproveitamento de parte dos alimentos, como talos e cascas.

  • B

    o congelamento integral dos alimentos, provocando a perda dos nutrientes.

  • C

    os processamentos industrial e mecânico de parte dos alimentos.

  • D

    a exclusão de alimentos mais calóricos na alimentação.

125508Questão 9|Português|médio

SEGURANÇA ALIMENTAR

                                        Como e por que evitar o desperdício

      Os brasileiros desperdiçam comida. Muita comida. Metade de tudo que é produzido. Estados Unidos, Europa, países ricos em geral, não ficam muito atrás. Nem os mais pobres. Na média mundial, segundo estimativa da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), um terço dos alimentos se perde. A diferença é que, nos países pobres, o problema acontece no início da cadeia produtiva, por falta de tecnologia e dificuldades no armazenamento e no transporte. Já nos países ricos, a situação se agrava nos supermercados e na casa do consumidor, acostumado a comprar mais do que precisa. "O Brasil sofre nas duas pontas, porque tem tanto aspectos de países ricos quanto de países pobres. Daí a perda ser maior. Ocorre desde a colheita, passando pelo manuseio, transporte, central de abastecimento, indústria, supermercado e consumidor", detalha Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu - Pelo Consumo Consciente.

      Dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) contabilizam em 10% o desperdício das frutas e hortaliças ainda no campo e indicam que a maior perda está no transporte: 50%. Mas, se o alimento chega machucado, aí é motivo de mais descarte. No Brasil, 58% do lixo é de comida. "O planeta produz o suficiente para alimentar 12 bilhões de pessoas, mas quase 900 milhões vivem em insegurança alimentar - comem num dia e no outro não. Como acabar com isso? Reduzindo o desperdício", defende o presidente do Akatu. "Se metade do que é perdido deixasse de ser, teríamos o dobro de alimento nas gôndolas e o preço cairia. E mais pessoas teriam acesso."

      Os números são eloquentes e escandalosos, embora fiquem camuflados por causa de velhos hábitos de consumo. Nacionalmente, fazem parte desse desperdício, por exemplo, um volume de talos e cascas que não são usados (e poderiam ser), folhas e frutas machucadas e sobras de pão, café, arroz e feijão.

      Há uma gênese cultural para tanto. "O brasileiro sempre teve mesa farta pelo fato de viver num país tropical, onde tudo dá. E não está acostumado a aproveitar integralmente o alimento. Veja se em Portugal se jogam fora as vísceras do porco? Ou a cabeça do bacalhau?", protesta Carlos Dória, do Centro de Cultura Culinária Câmara Cascudo, em São Paulo. O estudioso da alimentação se lembra dos peixes e caramujos desprezados no Ceagesp simplesmente por falta de mercado - a população não os considera comestíveis. "O chef Alex Atala fez um menu interessante com esse „refugo‟ e provou que o menosprezo é fruto de muito preconceito na cozinha", diz. Ou seja, dá para avançar mais em busca do equilíbrio dessa balança. O Instituto Akatu oferece até um incentivo econômico. Com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os pesquisadores da ONG fizeram a seguinte conta: uma família média brasileira gasta 478 reais mensais para comprar comida. Se o desperdício de 20% de alimentos deixasse de existir em casa, 90 reais deixariam de ir para o ralo. Guardando esses 90 reais todos os meses, depois de 70 anos (expectativa média de vida) a família teria uma poupança de 1,1 milhão de reais.

      "Precisamos planejar melhor o cardápio, só comprar o necessário, não nos deixar levar pelas ofertas, cozinhar integralmente os alimentos. E ter uma nutrição adequada. O sobrepeso é outra forma de desperdício", aponta Mattar. De acordo com o Ministério da Saúde, 50% da população nacional está acima do peso. Nos EUA, 70%.

Fonte: Kátia Stringueto. Bons Fluidos. Disponível em:http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/como-evitar-desperdicio-seguranca-alimentar-bons-fluidos-752309.shtml?func=2 

. Acesso em: 26 jan. 2017. (Texto adaptado)

De acordo com o texto, a “insegurança alimentar” pode ser entendida como:

  • A

    o país que produz o suficiente para alimentar a sua população.

  • B

    o indivíduo que não possui uma alimentação diária, ou seja, come em dias alternados.

  • C

    o resto dos alimentos jogado no lixo que não pode ser reutilizado para saciar a fome das pessoas.

  • D

    o indivíduo que, por morar em um país tropical, não se sente seguro para desperdiçar alimentos.

125509Questão 10|Português|médio

SEGURANÇA ALIMENTAR

                                        Como e por que evitar o desperdício

      Os brasileiros desperdiçam comida. Muita comida. Metade de tudo que é produzido. Estados Unidos, Europa, países ricos em geral, não ficam muito atrás. Nem os mais pobres. Na média mundial, segundo estimativa da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), um terço dos alimentos se perde. A diferença é que, nos países pobres, o problema acontece no início da cadeia produtiva, por falta de tecnologia e dificuldades no armazenamento e no transporte. Já nos países ricos, a situação se agrava nos supermercados e na casa do consumidor, acostumado a comprar mais do que precisa. "O Brasil sofre nas duas pontas, porque tem tanto aspectos de países ricos quanto de países pobres. Daí a perda ser maior. Ocorre desde a colheita, passando pelo manuseio, transporte, central de abastecimento, indústria, supermercado e consumidor", detalha Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu - Pelo Consumo Consciente.

      Dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) contabilizam em 10% o desperdício das frutas e hortaliças ainda no campo e indicam que a maior perda está no transporte: 50%. Mas, se o alimento chega machucado, aí é motivo de mais descarte. No Brasil, 58% do lixo é de comida. "O planeta produz o suficiente para alimentar 12 bilhões de pessoas, mas quase 900 milhões vivem em insegurança alimentar - comem num dia e no outro não. Como acabar com isso? Reduzindo o desperdício", defende o presidente do Akatu. "Se metade do que é perdido deixasse de ser, teríamos o dobro de alimento nas gôndolas e o preço cairia. E mais pessoas teriam acesso."

      Os números são eloquentes e escandalosos, embora fiquem camuflados por causa de velhos hábitos de consumo. Nacionalmente, fazem parte desse desperdício, por exemplo, um volume de talos e cascas que não são usados (e poderiam ser), folhas e frutas machucadas e sobras de pão, café, arroz e feijão.

      Há uma gênese cultural para tanto. "O brasileiro sempre teve mesa farta pelo fato de viver num país tropical, onde tudo dá. E não está acostumado a aproveitar integralmente o alimento. Veja se em Portugal se jogam fora as vísceras do porco? Ou a cabeça do bacalhau?", protesta Carlos Dória, do Centro de Cultura Culinária Câmara Cascudo, em São Paulo. O estudioso da alimentação se lembra dos peixes e caramujos desprezados no Ceagesp simplesmente por falta de mercado - a população não os considera comestíveis. "O chef Alex Atala fez um menu interessante com esse „refugo‟ e provou que o menosprezo é fruto de muito preconceito na cozinha", diz. Ou seja, dá para avançar mais em busca do equilíbrio dessa balança. O Instituto Akatu oferece até um incentivo econômico. Com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os pesquisadores da ONG fizeram a seguinte conta: uma família média brasileira gasta 478 reais mensais para comprar comida. Se o desperdício de 20% de alimentos deixasse de existir em casa, 90 reais deixariam de ir para o ralo. Guardando esses 90 reais todos os meses, depois de 70 anos (expectativa média de vida) a família teria uma poupança de 1,1 milhão de reais.

      "Precisamos planejar melhor o cardápio, só comprar o necessário, não nos deixar levar pelas ofertas, cozinhar integralmente os alimentos. E ter uma nutrição adequada. O sobrepeso é outra forma de desperdício", aponta Mattar. De acordo com o Ministério da Saúde, 50% da população nacional está acima do peso. Nos EUA, 70%.

Fonte: Kátia Stringueto. Bons Fluidos. Disponível em:http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/como-evitar-desperdicio-seguranca-alimentar-bons-fluidos-752309.shtml?func=2 

. Acesso em: 26 jan. 2017. (Texto adaptado)

Leia as afirmativas a seguir.

I. Em: "O chef Alex Atala fez um menu interessante com esse „refugo‟ e provou que o menosprezo é fruto de muito preconceito na cozinha", diz.” (4.º parágrafo), o elemento linguístico “esse refugo” pode retomar à sentença: "peixes e caramujos desprezados".

II. Em: "Precisamos planejar melhor o cardápio, só comprar o necessário, não nos deixar levar pelas ofertas, cozinhar integralmente os alimentos. E ter uma nutrição adequada. O sobrepeso é outra forma de desperdício" (5.º parágrafo), as aspas na fala de Mattar, presidente do Instituto Akatu, indicam seu ponto de vista a respeito do desperdício.

III. Em: “Se o desperdício de 20% de alimentos deixasse de existir em casa, 90 reais deixariam de ir para o ralo. Guardando esses 90 reais todos os meses, depois de 70 anos (expectativa média de vida) a família teria uma poupança de 1,1 milhão de reais.” (4.º parágrafo), a sentença encerra a ideia de que quanto mais desperdício de alimentos mais a família deixa de economizar na sua renda mensal.

Assinale a alternativa CORRETA.

  • A

    Apenas a afirmativa II está correta.

  • B

    Apenas as afirmativas I e II estão corretas.

  • C

    Apenas as afirmativas II e III estão corretas.

  • D

    Todas as afirmativas estão corretas.

Assistente em Administração - 2017 | Prova