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Analista Jurídico - 2022


Página 1  •  Total 60 questões
29281Questão 1|Português|superior

Todas as questões desta prova se apoiam em textos iniciais em crônicas diversas de Rubem Braga.

Atenção: use o Texto I para responder a próxima questão.

Texto I

“Quando amanhã alguém quiser escrever a história da vida brasileira deste último quarto de século terá, com certeza, muita dor de cabeça. Pois os tempos são confusos; e há tanta história, que hoje a gente não consegue saber direito; e os escritos desta época andam tão cheios, ora de inverdades, ora de subentendidos, ora de omissões e enganos, que, entre as linhas e entrelinhas dos documentos, o historiador ficará a coçar o queixo – se for um homem prudente. [...] Direito por linhas tortas, torto por linhas direitas, assim escrevemos todos, sem falar do que dizemos e não dizemos nas entrelinhas. Pois assim são os tempos.”.

(Ordem do dia, 03/06/1944)

Segundo a crônica, o historiador que se dispuser a escrever a história da vida brasileira no último quarto do século XX, terá muitas dificuldades, entre as quais só não se encontra o fato de

  • A

    as narrativas desse momento serem muitas e diferentes.

  • B

    os textos produzidos nessa época não terem credibilidade.

  • C

    os registros textuais conterem muitos subentendidos.

  • D

    os fatos da época serem deturpados por omissões e enganos.

  • E

    as informações dadas abordarem superficialmente os fatos.

29282Questão 2|Português|superior

Todas as questões desta prova se apoiam em textos iniciais em crônicas diversas de Rubem Braga.

Atenção: use o Texto I para responder a próxima questão.

Texto I

“Quando amanhã alguém quiser escrever a história da vida brasileira deste último quarto de século terá, com certeza, muita dor de cabeça. Pois os tempos são confusos; e há tanta história, que hoje a gente não consegue saber direito; e os escritos desta época andam tão cheios, ora de inverdades, ora de subentendidos, ora de omissões e enganos, que, entre as linhas e entrelinhas dos documentos, o historiador ficará a coçar o queixo – se for um homem prudente. [...] Direito por linhas tortas, torto por linhas direitas, assim escrevemos todos, sem falar do que dizemos e não dizemos nas entrelinhas. Pois assim são os tempos.”.

(Ordem do dia, 03/06/1944)

“Direito por linhas tortas, torto por linhas direitas, assim escrevemos todos, sem falar no que dizemos e não dizemos nas entrelinhas.”

Assinale a afirmação correta sobre o entendimento das informações contidas nesse segmento.

  • A

    O autor da crônica não se inclui entre os que escrevem de forma inadequada nesse momento histórico.

  • B

    “Direito por linhas tortas” significa que os textos trazem informações válidas, mas com erros gramaticais.

  • C

    “torto por linhas direitas” significa que os autores não fornecem todas as informações, ainda que escrevam adequadamente.

  • D

    O que os autores não dizem nas entrelinhas são os fatos que desconhecem.

  • E

    “sem falar no que dizemos” se refere a informações falsas que são propositalmente passadas aos leitores.

29283Questão 3|Português|superior

Todas as questões desta prova se apoiam em textos iniciais em crônicas diversas de Rubem Braga.

Atenção: use o Texto I para responder a próxima questão.

Texto I

“Quando amanhã alguém quiser escrever a história da vida brasileira deste último quarto de século terá, com certeza, muita dor de cabeça. Pois os tempos são confusos; e há tanta história, que hoje a gente não consegue saber direito; e os escritos desta época andam tão cheios, ora de inverdades, ora de subentendidos, ora de omissões e enganos, que, entre as linhas e entrelinhas dos documentos, o historiador ficará a coçar o queixo – se for um homem prudente. [...] Direito por linhas tortas, torto por linhas direitas, assim escrevemos todos, sem falar do que dizemos e não dizemos nas entrelinhas. Pois assim são os tempos.”.

(Ordem do dia, 03/06/1944)

Assinale a opção que apresenta a frase do Texto I que tem seu significado corretamente indicado.

  • A

    “que hoje a gente não consegue saber direito” / consequência.

  • B

    “que, entre as linhas e entrelinhas dos documentos, o historiador ficará a coçar o queixo” / causa.

  • C

    “se for um homem prudente” / explicação.

  • D

    “assim escrevemos todos” / conclusão.

  • E

    “Pois assim são os tempos” / comparação.

29284Questão 4|Português|superior

Atenção: use o Texto II a seguir para responder a próxima questão.

Texto II

“Vamos arranjar um nome inventado para a cidade: Maranguaia. E também um nome para o coronel: Juca Brito.

Mas que a cidade fique na sua paisagem verdadeira, com o pequeno córrego perene fertilizando um vale dentro de um mundo de léguas de caatinga, no fundo do sertão. E o coronel fique na sua varanda, cheia de gaiolas de passarinhos. Ali perto, enjaulados como feras, dois imensos cães dinamarqueses. Um campo para criação de ema. E – luxo estranho no sertão – pavões reais. Foi o que vimos na visita rápida, quando nosso carro entrou pelo parque da fazenda, entre juazeiros e tamarineiros.

O coronel Juca Brito é dono da casa, da cidade, do município, do sertão, do mundo.”

(O coronel, 12/05/1951)

A estruturação desse texto é predominantemente

  • A

    narrativa, pois relata uma pequena visita do autor a uma fazenda do sertão.

  • B

    descritiva, pois fornece elementos visuais componentes da paisagem da fazenda.

  • C

    expositiva, pois traz informações necessárias para o entendimento do texto.

  • D

    argumentativa, pois traz a tese implícita, contrária ao coronelismo.

  • E

    injuntiva, pois se volta para a crítica de um sistema de vida, predominante, na época, em nosso sertão.

29285Questão 5|Português|superior

Atenção: use o Texto II a seguir para responder a próxima questão.

Texto II

“Vamos arranjar um nome inventado para a cidade: Maranguaia. E também um nome para o coronel: Juca Brito.

Mas que a cidade fique na sua paisagem verdadeira, com o pequeno córrego perene fertilizando um vale dentro de um mundo de léguas de caatinga, no fundo do sertão. E o coronel fique na sua varanda, cheia de gaiolas de passarinhos. Ali perto, enjaulados como feras, dois imensos cães dinamarqueses. Um campo para criação de ema. E – luxo estranho no sertão – pavões reais. Foi o que vimos na visita rápida, quando nosso carro entrou pelo parque da fazenda, entre juazeiros e tamarineiros.

O coronel Juca Brito é dono da casa, da cidade, do município, do sertão, do mundo.”

(O coronel, 12/05/1951)

“Vamos arranjar um nome inventado para a cidade: Maranguaia. E também um nome para o coronel: Juca Brito.

Mas que a cidade fique na sua paisagem verdadeira...”

Esses segmentos iniciais do texto mostram

  • A

    a informação de que o texto é literário, já que se apoia em elementos fictícios.

  • B

    a preocupação de não identificar os personagens, certamente por algo que será dito nos segmentos futuros da crônica.

  • C

    a tentativa de universalizar as observações da crônica, pois elas servem para todos os representantes do coronelismo.

  • D

    a intenção de preservar o fundamental do texto, que é a influência do meio sobre o homem.

  • E

    O direcionamento crítico do texto, com a declaração de serem inventados personagem e local.

29286Questão 6|Português|superior

Atenção: use o Texto II a seguir para responder a próxima questão.

Texto II

“Vamos arranjar um nome inventado para a cidade: Maranguaia. E também um nome para o coronel: Juca Brito.

Mas que a cidade fique na sua paisagem verdadeira, com o pequeno córrego perene fertilizando um vale dentro de um mundo de léguas de caatinga, no fundo do sertão. E o coronel fique na sua varanda, cheia de gaiolas de passarinhos. Ali perto, enjaulados como feras, dois imensos cães dinamarqueses. Um campo para criação de ema. E – luxo estranho no sertão – pavões reais. Foi o que vimos na visita rápida, quando nosso carro entrou pelo parque da fazenda, entre juazeiros e tamarineiros.

O coronel Juca Brito é dono da casa, da cidade, do município, do sertão, do mundo.”

(O coronel, 12/05/1951)

“O coronel Juca Brito é dono da casa, da cidade, do município, do sertão, do mundo.”

Com essa frase, o cronista pretende

  • A

    ironizar um personagem, que se crê dono do mundo.

  • B

    enfatizar humoristicamente o poder do coronel.

  • C

    denunciar as injustiças do sertão.

  • D

    informar sobre o cenário político do interior.

  • E

    caracterizar um tipo único de coronel interiorano.

29287Questão 7|Português|superior

Atenção: use o Texto III a seguir para responder às duas próximas questões.

Texto III

“Dois amigos meus que leram os três volumes dessa A vida de D. Pedro I, de Octávio Tarquínio de Sousa, disseram que é um livro de que a gente fica com saudades quando acaba, quando o herói morre tão moço, ainda capaz de tanto heroísmo e tanta estripulia. Foi isso mesmo que senti chegando ao fim da leitura, vontade de pedir ao historiador a vida de D. Pedro II como quem repete um prato gostoso em um restaurante: ‘Salta mais um Pedro!’”.

(Pedro I, 13/12/1952)

O segmento inicial dessa crônica pode ser visto como um texto publicitário do livro, apoiado na seguinte qualidade da obra:

  • A

    informação histórica de caráter preciso.

  • B

    promessa de aventuras cheias de suspense.

  • C

    revelações íntimas e secretas sobre Pedro I.

  • D

    aspecto sentimental da vida do personagem.

  • E

    narração atraente de fatos e aventuras.

29288Questão 8|Português|superior

Atenção: use o Texto III a seguir para responder às duas próximas questões.

Texto III

“Dois amigos meus que leram os três volumes dessa A vida de D. Pedro I, de Octávio Tarquínio de Sousa, disseram que é um livro de que a gente fica com saudades quando acaba, quando o herói morre tão moço, ainda capaz de tanto heroísmo e tanta estripulia. Foi isso mesmo que senti chegando ao fim da leitura, vontade de pedir ao historiador a vida de D. Pedro II como quem repete um prato gostoso em um restaurante: ‘Salta mais um Pedro!’”.

(Pedro I, 13/12/1952)

O texto indica valores de uma obra histórica, valores esses apoiados

  • A

    no testemunho de autoridade do historiador citado.

  • B

    em opiniões alheias e na do cronista.

  • C

    em publicações sobre a obra citada.

  • D

    na visão exclusiva do autor do texto.

  • E

    nas considerações históricas de dois amigos do cronista.

29289Questão 9|Português|superior

Pelos textos lidos até agora, vemos que o cronista se compraz em empregar a linguagem informal, em segmentos variados. Considerando esses textos, assinale a frase que é integralmente construída em linguagem culta.

  • A

    Dois amigos meus que leram os três volumes dessa A vida de D. Pedro I, de Octávio Tarquínio de Sousa, disseram que é um livro de que a gente fica com saudades quando acaba....

  • B

    ...vontade de pedir ao historiador a vida de D. Pedro II como quem repete um prato gostoso em um restaurante: “Salta mais um Pedro!”.

  • C

    Quando amanhã alguém quiser escrever a história da vida brasileira deste último quarto de século terá, com certeza, muita dor de cabeça.

  • D

    E o coronel fique na sua varanda, cheia de gaiolas de passarinhos. Ali perto, enjaulados como feras, dois imensos cães dinamarqueses.

  • E

    ...e os escritos desta época andam tão cheios, ora de inverdades, ora de subentendidos, ora de omissões e enganos, que, entre as linhas e entrelinhas dos documentos, o historiador ficará a coçar o queixo.

29290Questão 10|Português|superior

Atenção: use o Texto IV a seguir para responder a próxima questão.

Texto IV

“Volta Redonda não parece Brasil; é, na verdade, uma ilha de trabalho e organização cercada de Brasil por todos os lados. E seu drama reside nisso mesmo, na necessidade incessante de se defender do Brasil e de suas loucuras, de sobreviver e de crescer para servir o Brasil sem se contaminar demasiado dele. No lugar dessas tristes ruazinhas de nossas cidades do interior, com sua poeira e suas casas de platibandas estilo comercial-futurista, seu mau gosto árido e obcecante, aqui há ruas cheias de árvores floridas, e as casas ficam atrás de gramados e jardins. Aqui houve quem pensasse antes de fazer, houve quem sonhasse e riscasse num papel seu sonho. Aqui se pensou um pouco no homem e na sua família, na casa e no clube, na escola e no esporte.”.

(A ilha, 22/02/1953)

Assinale a opção que apresenta o segmento desse texto que, objetivamente, não mostra uma crítica.

  • A

    Volta Redonda não parece Brasil; é, na verdade, uma ilha de trabalho e organização cercada de Brasil por todos os lados.

  • B

    No lugar dessas tristes ruazinhas de nossas cidades do interior, com sua poeira e suas casas de platibandas estilo comercial-futurista.

  • C

    Aqui houve quem pensasse antes de fazer

  • D

    E seu drama reside nisso mesmo, na necessidade incessante de se defender do Brasil e de suas loucuras.

  • E

    ...de sobreviver e de crescer para servir o Brasil sem se contaminar demasiado dele.