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Página 1  •  Total 80 questões
138029Questão 1|Português|médio

Atenção : Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

[A máquina funcional e a arte literária]

O homem está começando a entender como se desmonta e como se torna a montar a mais complicada e imprevisível de todas as suas máquinas: a linguagem. O mundo de hoje, em relação àquele que cercava o homem primitivo, é muito mais rico de palavras, de conceitos e de signos. Mas é sobretudo mais rico em operações computacionais.

Entregue-se a um computador a tarefa de realizar operações de fato criativas: será a máquina capaz de substituir o poeta e o escritor? Assim como já temos máquinas que leem, máquinas que executam análises linguísticas de textos literários, máquinas que traduzem, máquinas que resumem, teríamos, então, máquinas capazes de criar e compor poemas e romances?

O que interessa nem tanto é essa pergunta específica, mas sua viabilidade teórica, que poderia abrir uma série de conjecturas insólitas. Nesse momento, não estou pensando numa máquina capaz apenas de uma produção literária em série; estou pensando numa máquina que escreva e ponha em jogo, na página, todos aqueles elementos que costumamos considerar como os mais ciosos atributos da intimidade psicológica, da experiência, da imprevisibilidade das mudanças de humor, os sobressaltos, as aflições e as iluminações interiores. E o que seriam eles, senão um número correspondente de campos linguísticos, dos quais podemos tranquilamente chegar a estabelecer léxico, gramática, sintaxe e propriedades permutativas?

Com efeito, já que os desenvolvimentos da cibernética têm por alvo máquinas capazes de aprender, de mudar o próprio programa, de desenvolver suas próprias necessidades, nada nos impede de prever uma máquina literária que, a certa altura, sinta-se insatisfeita com o próprio tradicionalismo de suas funções e comece a propor novas maneiras de entender a escritura e a desorganizar completamente os próprios códigos, na busca não apenas de uma nova linguagem, mas de novas percepções do mundo.

(Adaptado de: CALVINO, Italo.

Assunto encerrado

. Trad. Roberta Barni. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 203-204)

Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:

  • A

    imprevisibilidade das mudanças de humor (3º parágrafo) = instáveis insinuações de ânimo.

  • B

    o próprio tradicionalismo de suas funções (4º parágrafo) = seu conservadorismo já factual.

  • C

    em relação àquele que cercava o homem primitivo (1º parágrafo) = relativo ao que se inscrevia no ser primordial.

  • D

    uma série de conjecturas insólitas (3º parágrafo) = uma sequência de suposições estranhas.

  • E

    ciosos atributos da intimidade (3º parágrafo) = sisudas atribulações intimistas.

138030Questão 2|Português|médio

Atenção : Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

[A máquina funcional e a arte literária]

O homem está começando a entender como se desmonta e como se torna a montar a mais complicada e imprevisível de todas as suas máquinas: a linguagem. O mundo de hoje, em relação àquele que cercava o homem primitivo, é muito mais rico de palavras, de conceitos e de signos. Mas é sobretudo mais rico em operações computacionais.

Entregue-se a um computador a tarefa de realizar operações de fato criativas: será a máquina capaz de substituir o poeta e o escritor? Assim como já temos máquinas que leem, máquinas que executam análises linguísticas de textos literários, máquinas que traduzem, máquinas que resumem, teríamos, então, máquinas capazes de criar e compor poemas e romances?

O que interessa nem tanto é essa pergunta específica, mas sua viabilidade teórica, que poderia abrir uma série de conjecturas insólitas. Nesse momento, não estou pensando numa máquina capaz apenas de uma produção literária em série; estou pensando numa máquina que escreva e ponha em jogo, na página, todos aqueles elementos que costumamos considerar como os mais ciosos atributos da intimidade psicológica, da experiência, da imprevisibilidade das mudanças de humor, os sobressaltos, as aflições e as iluminações interiores. E o que seriam eles, senão um número correspondente de campos linguísticos, dos quais podemos tranquilamente chegar a estabelecer léxico, gramática, sintaxe e propriedades permutativas?

Com efeito, já que os desenvolvimentos da cibernética têm por alvo máquinas capazes de aprender, de mudar o próprio programa, de desenvolver suas próprias necessidades, nada nos impede de prever uma máquina literária que, a certa altura, sinta-se insatisfeita com o próprio tradicionalismo de suas funções e comece a propor novas maneiras de entender a escritura e a desorganizar completamente os próprios códigos, na busca não apenas de uma nova linguagem, mas de novas percepções do mundo.

(Adaptado de: CALVINO, Italo.

Assunto encerrado

. Trad. Roberta Barni. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 203-204)

Considera-se que a linguagem é a mais complicada e imprevisível das máquinas criadas pelo homem

  • A

    porque a linguagem cibernética ignora a qualidade humanística e artística de poemas e romances tradicionais.

  • B

    quando o código de intercomunicação entre as máquinas interdita a ação de uma iniciativa humana.

  • C

    devido ao fato de que o mundo de hoje é mais carregado de palavras e de conceitos do que nos tempos primitivos.

  • D

    quando se admite que as palavras nascem a partir de análises linguísticas e de sofisticadas operações computacionais.

  • E

    porque as máquinas podem ir além de uma programação restrita e se revelarem capazes de criar seu próprio sistema.

138031Questão 3|Português|médio

Atenção : Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

[A máquina funcional e a arte literária]

O homem está começando a entender como se desmonta e como se torna a montar a mais complicada e imprevisível de todas as suas máquinas: a linguagem. O mundo de hoje, em relação àquele que cercava o homem primitivo, é muito mais rico de palavras, de conceitos e de signos. Mas é sobretudo mais rico em operações computacionais.

Entregue-se a um computador a tarefa de realizar operações de fato criativas: será a máquina capaz de substituir o poeta e o escritor? Assim como já temos máquinas que leem, máquinas que executam análises linguísticas de textos literários, máquinas que traduzem, máquinas que resumem, teríamos, então, máquinas capazes de criar e compor poemas e romances?

O que interessa nem tanto é essa pergunta específica, mas sua viabilidade teórica, que poderia abrir uma série de conjecturas insólitas. Nesse momento, não estou pensando numa máquina capaz apenas de uma produção literária em série; estou pensando numa máquina que escreva e ponha em jogo, na página, todos aqueles elementos que costumamos considerar como os mais ciosos atributos da intimidade psicológica, da experiência, da imprevisibilidade das mudanças de humor, os sobressaltos, as aflições e as iluminações interiores. E o que seriam eles, senão um número correspondente de campos linguísticos, dos quais podemos tranquilamente chegar a estabelecer léxico, gramática, sintaxe e propriedades permutativas?

Com efeito, já que os desenvolvimentos da cibernética têm por alvo máquinas capazes de aprender, de mudar o próprio programa, de desenvolver suas próprias necessidades, nada nos impede de prever uma máquina literária que, a certa altura, sinta-se insatisfeita com o próprio tradicionalismo de suas funções e comece a propor novas maneiras de entender a escritura e a desorganizar completamente os próprios códigos, na busca não apenas de uma nova linguagem, mas de novas percepções do mundo.

(Adaptado de: CALVINO, Italo.

Assunto encerrado

. Trad. Roberta Barni. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 203-204)

A pergunta específica referida no início do 3º parágrafo diz respeito

  • A

    à eventual capacidade de virem as máquinas a compor peças literárias como as dos escritores.

  • B

    à específica tarefa a ser executada pelas máquinas se elas se dispuserem a replicar em série os textos literários.

  • C

    à hipótese de haver máquinas que saibam não apenas ler mas executar análises gramaticais e traduzir.

  • D

    à possível inviabilidade de poetas e romancistas persistirem na execução artística de suas obras.

  • E

    à viabilização de uma teoria linguística capaz de superar as possibilidades virtuais da linguagem computacional.

138032Questão 4|Português|médio

Atenção : Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

[A máquina funcional e a arte literária]

O homem está começando a entender como se desmonta e como se torna a montar a mais complicada e imprevisível de todas as suas máquinas: a linguagem. O mundo de hoje, em relação àquele que cercava o homem primitivo, é muito mais rico de palavras, de conceitos e de signos. Mas é sobretudo mais rico em operações computacionais.

Entregue-se a um computador a tarefa de realizar operações de fato criativas: será a máquina capaz de substituir o poeta e o escritor? Assim como já temos máquinas que leem, máquinas que executam análises linguísticas de textos literários, máquinas que traduzem, máquinas que resumem, teríamos, então, máquinas capazes de criar e compor poemas e romances?

O que interessa nem tanto é essa pergunta específica, mas sua viabilidade teórica, que poderia abrir uma série de conjecturas insólitas. Nesse momento, não estou pensando numa máquina capaz apenas de uma produção literária em série; estou pensando numa máquina que escreva e ponha em jogo, na página, todos aqueles elementos que costumamos considerar como os mais ciosos atributos da intimidade psicológica, da experiência, da imprevisibilidade das mudanças de humor, os sobressaltos, as aflições e as iluminações interiores. E o que seriam eles, senão um número correspondente de campos linguísticos, dos quais podemos tranquilamente chegar a estabelecer léxico, gramática, sintaxe e propriedades permutativas?

Com efeito, já que os desenvolvimentos da cibernética têm por alvo máquinas capazes de aprender, de mudar o próprio programa, de desenvolver suas próprias necessidades, nada nos impede de prever uma máquina literária que, a certa altura, sinta-se insatisfeita com o próprio tradicionalismo de suas funções e comece a propor novas maneiras de entender a escritura e a desorganizar completamente os próprios códigos, na busca não apenas de uma nova linguagem, mas de novas percepções do mundo.

(Adaptado de: CALVINO, Italo.

Assunto encerrado

. Trad. Roberta Barni. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 203-204)

Admite-se no texto a possibilidade de surgir uma máquina literária com características de fato subjetivas , tal como se depreende, por exemplo, do que está expresso no segmento

  • A

    um número correspondente de campos linguísticos (3º parágrafo).

  • B

    insatisfeita com o próprio tradicionalismo (4º parágrafo).

  • C

    sobretudo mais rico em operações computacionais (1º parágrafo).

  • D

    estabelecer léxico, gramática, sintaxe e propriedades permutativas (3º parágrafo).

  • E

    uma série de conjecturas insólitas (3º parágrafo).

138033Questão 5|Português|médio

Atenção : Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

[A máquina funcional e a arte literária]

O homem está começando a entender como se desmonta e como se torna a montar a mais complicada e imprevisível de todas as suas máquinas: a linguagem. O mundo de hoje, em relação àquele que cercava o homem primitivo, é muito mais rico de palavras, de conceitos e de signos. Mas é sobretudo mais rico em operações computacionais.

Entregue-se a um computador a tarefa de realizar operações de fato criativas: será a máquina capaz de substituir o poeta e o escritor? Assim como já temos máquinas que leem, máquinas que executam análises linguísticas de textos literários, máquinas que traduzem, máquinas que resumem, teríamos, então, máquinas capazes de criar e compor poemas e romances?

O que interessa nem tanto é essa pergunta específica, mas sua viabilidade teórica, que poderia abrir uma série de conjecturas insólitas. Nesse momento, não estou pensando numa máquina capaz apenas de uma produção literária em série; estou pensando numa máquina que escreva e ponha em jogo, na página, todos aqueles elementos que costumamos considerar como os mais ciosos atributos da intimidade psicológica, da experiência, da imprevisibilidade das mudanças de humor, os sobressaltos, as aflições e as iluminações interiores. E o que seriam eles, senão um número correspondente de campos linguísticos, dos quais podemos tranquilamente chegar a estabelecer léxico, gramática, sintaxe e propriedades permutativas?

Com efeito, já que os desenvolvimentos da cibernética têm por alvo máquinas capazes de aprender, de mudar o próprio programa, de desenvolver suas próprias necessidades, nada nos impede de prever uma máquina literária que, a certa altura, sinta-se insatisfeita com o próprio tradicionalismo de suas funções e comece a propor novas maneiras de entender a escritura e a desorganizar completamente os próprios códigos, na busca não apenas de uma nova linguagem, mas de novas percepções do mundo.

(Adaptado de: CALVINO, Italo.

Assunto encerrado

. Trad. Roberta Barni. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 203-204)

Máquinas computacionais logo terão desenvolvido sua plena capacidade de criação. Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma verbal resultante deverá ser

  • A

    será desenvolvida.

  • B

    haverão de ser desenvolvidas.

  • C

    haverão de desenvolver.

  • D

    terão sido desenvolvidas.

  • E

    terá sido desenvolvida.

138034Questão 6|Português|médio

Atenção : Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

[A máquina funcional e a arte literária]

O homem está começando a entender como se desmonta e como se torna a montar a mais complicada e imprevisível de todas as suas máquinas: a linguagem. O mundo de hoje, em relação àquele que cercava o homem primitivo, é muito mais rico de palavras, de conceitos e de signos. Mas é sobretudo mais rico em operações computacionais.

Entregue-se a um computador a tarefa de realizar operações de fato criativas: será a máquina capaz de substituir o poeta e o escritor? Assim como já temos máquinas que leem, máquinas que executam análises linguísticas de textos literários, máquinas que traduzem, máquinas que resumem, teríamos, então, máquinas capazes de criar e compor poemas e romances?

O que interessa nem tanto é essa pergunta específica, mas sua viabilidade teórica, que poderia abrir uma série de conjecturas insólitas. Nesse momento, não estou pensando numa máquina capaz apenas de uma produção literária em série; estou pensando numa máquina que escreva e ponha em jogo, na página, todos aqueles elementos que costumamos considerar como os mais ciosos atributos da intimidade psicológica, da experiência, da imprevisibilidade das mudanças de humor, os sobressaltos, as aflições e as iluminações interiores. E o que seriam eles, senão um número correspondente de campos linguísticos, dos quais podemos tranquilamente chegar a estabelecer léxico, gramática, sintaxe e propriedades permutativas?

Com efeito, já que os desenvolvimentos da cibernética têm por alvo máquinas capazes de aprender, de mudar o próprio programa, de desenvolver suas próprias necessidades, nada nos impede de prever uma máquina literária que, a certa altura, sinta-se insatisfeita com o próprio tradicionalismo de suas funções e comece a propor novas maneiras de entender a escritura e a desorganizar completamente os próprios códigos, na busca não apenas de uma nova linguagem, mas de novas percepções do mundo.

(Adaptado de: CALVINO, Italo.

Assunto encerrado

. Trad. Roberta Barni. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 203-204)

As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:

  • A

    Admitam-se que são muitas as dificuldades para que na linguagem computacional se venha a expressar emoções humanas.

  • B

    Em poucos anos se comprovará, talvez, a capacidade de absorverem as máquinas algo da espiritualidade humana.

  • C

    Atribua-se a um computador tarefas de fato criativas para avaliar como se saem de tais incumbências.

  • D

    A riqueza crescente de palavras, conceitos e signos fazem com que se torne mais complexos os sistemas linguísticos.

  • E

    O que interessam no acionamento das propriedades permutativas da linguagem é o quanto de criação resultam delas.

138035Questão 7|Português|médio

Atenção : Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

[A máquina funcional e a arte literária]

O homem está começando a entender como se desmonta e como se torna a montar a mais complicada e imprevisível de todas as suas máquinas: a linguagem. O mundo de hoje, em relação àquele que cercava o homem primitivo, é muito mais rico de palavras, de conceitos e de signos. Mas é sobretudo mais rico em operações computacionais.

Entregue-se a um computador a tarefa de realizar operações de fato criativas: será a máquina capaz de substituir o poeta e o escritor? Assim como já temos máquinas que leem, máquinas que executam análises linguísticas de textos literários, máquinas que traduzem, máquinas que resumem, teríamos, então, máquinas capazes de criar e compor poemas e romances?

O que interessa nem tanto é essa pergunta específica, mas sua viabilidade teórica, que poderia abrir uma série de conjecturas insólitas. Nesse momento, não estou pensando numa máquina capaz apenas de uma produção literária em série; estou pensando numa máquina que escreva e ponha em jogo, na página, todos aqueles elementos que costumamos considerar como os mais ciosos atributos da intimidade psicológica, da experiência, da imprevisibilidade das mudanças de humor, os sobressaltos, as aflições e as iluminações interiores. E o que seriam eles, senão um número correspondente de campos linguísticos, dos quais podemos tranquilamente chegar a estabelecer léxico, gramática, sintaxe e propriedades permutativas?

Com efeito, já que os desenvolvimentos da cibernética têm por alvo máquinas capazes de aprender, de mudar o próprio programa, de desenvolver suas próprias necessidades, nada nos impede de prever uma máquina literária que, a certa altura, sinta-se insatisfeita com o próprio tradicionalismo de suas funções e comece a propor novas maneiras de entender a escritura e a desorganizar completamente os próprios códigos, na busca não apenas de uma nova linguagem, mas de novas percepções do mundo.

(Adaptado de: CALVINO, Italo.

Assunto encerrado

. Trad. Roberta Barni. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 203-204)

Serão um dia as máquinas computacionais capazes de gerar uma linguagem na qual se manifeste a plena subjetividade humana? A redação da frase acima permanecerá coerente e correta na seguinte reconstrução:

  • A

    A linguagem das máquinas computacionais se fará obter num dia a manifestação da nossa plena subjetividade?

  • B

    A geração de uma linguagem plena da subjetividade humana através das máquinas computacionais algum dia estará capaz?

  • C

    Estarão um dia as máquinas computacionais aptas para dotar sua linguagem da expressão da nossa subjetividade?

  • D

    A questão é saber se um dia as máquinas computacionais se confiará o acesso à linguagem da nossa plena subjetividade?

  • E

    Quem sabe se um dia as máquinas computacionais se incumbirão pela subjetividade que cabem às nossas palavras?

138036Questão 8|Português|médio

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

Os caminhos para a reconciliação

Existe um setor do nosso sistema de justiça que trabalha em nome de reconciliação. Ele atua mediando conflitos de todo tipo. Ele busca uma sociedade reconciliada, livre e madura. Eu não sabia de sua existência até ser convidada para palestrar num encontro de mulheres sobre o tema da Justiça Restaurativa, realizado em Brasília. Quando me dediquei a estudar o assunto, fiquei absolutamente perplexa e emocionada.

Qualquer pessoa que já se propôs a enfrentar um processo de reconciliação na vida, em qualquer escala, sabe que a empreitada não é fácil. Muitas vezes, ao encarar "o outro lado", a gente se dá conta de estar olhando no espelho e essa revelação é perturbadora.

Não se trata aqui de diminuir a gravidade de crimes cometidos e a responsabilidade do criminoso. Muito pelo contrário. Trata se de uma tentativa honesta de reconciliar um país e de compreender que estruturas de poder segregacionistas produzem segregação e autorizam comportamentos. Como disse Nelson Mandela: se sabemos como ensinar pessoas a odiar umas às outras também podemos ensiná-las a amar.

A justiça restaurativa é um conjunto ordenado e sistêmico de princípios, métodos, técnicas e atividades próprias, que visa à conscientização sobre os fatores relacionais, institucionais e sociais motivadores de conflitos. É um conceito que implica a sociedade na formação das pessoas que nela vivem. É a ideia de que a sociedade é corresponsável pelos crimes que seus membros cometem. Como poderia ser diferente? Uma sociedade que se quer inocente dos horrores que dentro dela operam não é uma sociedade justa e igualitária.

A luta pela reconciliação encontra abrigo nesse setor da justiça, e acredita que a reconciliação se faz por restauração do diálogo e não por cancelamentos ou prisões. O poder da transformação positiva de pessoas e de comunidades não será o que temos de mais humano?

(Adaptado de: LACOMBE, Milly. São Paulo:

Folha de S. Paulo

, 27/03/25)

A reconciliação de que trata o texto está definida com objetividade no segmento

  • A

    diminuir a gravidade de crimes cometidos (3º parágrafo).

  • B

    Uma sociedade que se quer inocente dos horrores (4º parágrafo).

  • C

    se faz por restauração do diálogo (5º parágrafo).

  • D

    Existe um setor do nosso sistema de justiça (1º parágrafo).

  • E

    enfrentar um processo de reconciliação (2º parágrafo).

138037Questão 9|Português|médio

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

Os caminhos para a reconciliação

Existe um setor do nosso sistema de justiça que trabalha em nome de reconciliação. Ele atua mediando conflitos de todo tipo. Ele busca uma sociedade reconciliada, livre e madura. Eu não sabia de sua existência até ser convidada para palestrar num encontro de mulheres sobre o tema da Justiça Restaurativa, realizado em Brasília. Quando me dediquei a estudar o assunto, fiquei absolutamente perplexa e emocionada.

Qualquer pessoa que já se propôs a enfrentar um processo de reconciliação na vida, em qualquer escala, sabe que a empreitada não é fácil. Muitas vezes, ao encarar "o outro lado", a gente se dá conta de estar olhando no espelho e essa revelação é perturbadora.

Não se trata aqui de diminuir a gravidade de crimes cometidos e a responsabilidade do criminoso. Muito pelo contrário. Trata se de uma tentativa honesta de reconciliar um país e de compreender que estruturas de poder segregacionistas produzem segregação e autorizam comportamentos. Como disse Nelson Mandela: se sabemos como ensinar pessoas a odiar umas às outras também podemos ensiná-las a amar.

A justiça restaurativa é um conjunto ordenado e sistêmico de princípios, métodos, técnicas e atividades próprias, que visa à conscientização sobre os fatores relacionais, institucionais e sociais motivadores de conflitos. É um conceito que implica a sociedade na formação das pessoas que nela vivem. É a ideia de que a sociedade é corresponsável pelos crimes que seus membros cometem. Como poderia ser diferente? Uma sociedade que se quer inocente dos horrores que dentro dela operam não é uma sociedade justa e igualitária.

A luta pela reconciliação encontra abrigo nesse setor da justiça, e acredita que a reconciliação se faz por restauração do diálogo e não por cancelamentos ou prisões. O poder da transformação positiva de pessoas e de comunidades não será o que temos de mais humano?

(Adaptado de: LACOMBE, Milly. São Paulo:

Folha de S. Paulo

, 27/03/25)

Considere as seguintes afirmações:

  1. A justiça restaurativa é fundamentalmente conciliatória.
  2. Ela é conciliatória ao pretender mediar os conflitos. Essas afirmações articulam-se com clareza, coerência e correção neste período:
  • A

    A restauração conciliatória da justiça se dá em meio aos conflitos fundamentais.

  • B

    A mediação pretensiosa da justiça restaurativa ocorre em função de seus conflitos.

  • C

    Ao pretender mediar os conflitos, o fundamento da justiça é a restauração conciliatória.

  • D

    É pretensão da justiça restaurativa mediar os conflitos para conciliá-los de todo.

  • E

    Para ser conciliatória, ao mediar conflitos, a justiça deve restaurar seus fundamentos.

138038Questão 10|Português|médio

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

Os caminhos para a reconciliação

Existe um setor do nosso sistema de justiça que trabalha em nome de reconciliação. Ele atua mediando conflitos de todo tipo. Ele busca uma sociedade reconciliada, livre e madura. Eu não sabia de sua existência até ser convidada para palestrar num encontro de mulheres sobre o tema da Justiça Restaurativa, realizado em Brasília. Quando me dediquei a estudar o assunto, fiquei absolutamente perplexa e emocionada.

Qualquer pessoa que já se propôs a enfrentar um processo de reconciliação na vida, em qualquer escala, sabe que a empreitada não é fácil. Muitas vezes, ao encarar "o outro lado", a gente se dá conta de estar olhando no espelho e essa revelação é perturbadora.

Não se trata aqui de diminuir a gravidade de crimes cometidos e a responsabilidade do criminoso. Muito pelo contrário. Trata se de uma tentativa honesta de reconciliar um país e de compreender que estruturas de poder segregacionistas produzem segregação e autorizam comportamentos. Como disse Nelson Mandela: se sabemos como ensinar pessoas a odiar umas às outras também podemos ensiná-las a amar.

A justiça restaurativa é um conjunto ordenado e sistêmico de princípios, métodos, técnicas e atividades próprias, que visa à conscientização sobre os fatores relacionais, institucionais e sociais motivadores de conflitos. É um conceito que implica a sociedade na formação das pessoas que nela vivem. É a ideia de que a sociedade é corresponsável pelos crimes que seus membros cometem. Como poderia ser diferente? Uma sociedade que se quer inocente dos horrores que dentro dela operam não é uma sociedade justa e igualitária.

A luta pela reconciliação encontra abrigo nesse setor da justiça, e acredita que a reconciliação se faz por restauração do diálogo e não por cancelamentos ou prisões. O poder da transformação positiva de pessoas e de comunidades não será o que temos de mais humano?

(Adaptado de: LACOMBE, Milly. São Paulo:

Folha de S. Paulo

, 27/03/25)

Um dos principais desafios para o integrante de uma operação social reconciliatória está em

  • A

    pretender que as expressões de ódio e de amor devam converter-se reciprocamente.

  • B

    acreditar que uma das partes litigantes detém de fato uma virtude incontestável.

  • C

    considerar que a razão que justifica um ato hostil do outro não deve ser relevada.

  • D

    aceitar que uma reconciliação livre e madura implica uma abdicação da racionalidade.

  • E

    buscar uma mais isenta avaliação de posicionamentos que se mostram polarizados.