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Economista - 2010


Página 2  •  Total 60 questões
137071Questão 11|Português|superior

A

cor do invisível

Certo autor famoso dividiu um livro seu em duas partes: na primeira, contos realistas, na segunda, contos fantásticos. Resultado: tem-se a frustrada impressão de que ficou cada uma das partes amputada da outra, quando na realidade os dois mundos convivem. Por que chamar de invisível ou fantástico a esse mundo de que faz parte a caneta esferográfica com que vou abrindo caminho pelo papel como um esquiador sobre o gelo? Este é o mundo que se vê... e no entanto pertence ao mesmo mundo espiritual que está movendo a minha mão.

Um dia, num poema, ante esse frêmito que às vezes agita quase imperceptivelmente a relva do chão, eu anotei: são os cavalos do vento que estão pastando.

Invisíveis? Disse Ambrosio Bierce que, da mesma forma que há infrassons e ultrassons inaudíveis ao ouvido humano, existem cores no espectro solar que a nossa vista é incapaz de distinguir. Ele disse isso num conto seu, para explicar os estragos e as estrepolias de um monstro que "ninguém não viu".

Mas deixemos de horrores e de monstros - coisas de velhas e crianças - e acreditemos na cor dos seres por enquanto invisíveis para nós, como é chamado invisível este oceano de ar dentro do qual vivemos. Há muitas cores que não vêm nos dicionários. Há, por exemplo, a indefinível cor que têm todos os retratos, os figurinos da última estação, a voz das velhas damas, os primeiros sapatos, certas tabuletas, certas ruazinhas laterais: ? a cor do tempo...

(Adaptado de Mário Quintana,

Na volta da esquina

)

Considerando as coisas que são e as que não são visíveis, o autor mostra-se convicto de que ambos grupos

  • A

    estabelecem entre si uma antinomia perfeita, já que cada um preserva sempre suas propriedades diante do outro.

  • B

    costumam convergir um para o outro, concorrendo para a integridade da percepção ou expressão do mundo.

  • C

    são difíceis de distinguir, já que a livre fantasia de um faz fronteira com a densa realidade do outro.

  • D

    derivam da limitação dos nossos sentidos, já que cada um destes atua separadamente e exclui a ação dos demais.

  • E

    deixam de concorrer entre si no campo da arte, já que a forma artística tem sentido estrito e não participa do mundo visível.

137072Questão 12|Português|superior

A

cor do invisível

Certo autor famoso dividiu um livro seu em duas partes: na primeira, contos realistas, na segunda, contos fantásticos. Resultado: tem-se a frustrada impressão de que ficou cada uma das partes amputada da outra, quando na realidade os dois mundos convivem. Por que chamar de invisível ou fantástico a esse mundo de que faz parte a caneta esferográfica com que vou abrindo caminho pelo papel como um esquiador sobre o gelo? Este é o mundo que se vê... e no entanto pertence ao mesmo mundo espiritual que está movendo a minha mão.

Um dia, num poema, ante esse frêmito que às vezes agita quase imperceptivelmente a relva do chão, eu anotei: são os cavalos do vento que estão pastando.

Invisíveis? Disse Ambrosio Bierce que, da mesma forma que há infrassons e ultrassons inaudíveis ao ouvido humano, existem cores no espectro solar que a nossa vista é incapaz de distinguir. Ele disse isso num conto seu, para explicar os estragos e as estrepolias de um monstro que "ninguém não viu".

Mas deixemos de horrores e de monstros - coisas de velhas e crianças - e acreditemos na cor dos seres por enquanto invisíveis para nós, como é chamado invisível este oceano de ar dentro do qual vivemos. Há muitas cores que não vêm nos dicionários. Há, por exemplo, a indefinível cor que têm todos os retratos, os figurinos da última estação, a voz das velhas damas, os primeiros sapatos, certas tabuletas, certas ruazinhas laterais: ? a cor do tempo...

(Adaptado de Mário Quintana,

Na volta da esquina

)

Atente para as seguintes afirmações:

I. No 1º parágrafo, as referências a caneta esferográfica e esquiador sobre o gelo ilustram a divergência entre o plano realista e o plano fantástico. II. O verso citado no 2º parágrafo ilustra a convicção que tem o autor de que é possível dar expressão material a uma força invisível. III. No 3º parágrafo, a frase de Ambrosio Bierce lembra que nem todos os fenômenos físicos mostram-se perceptíveis aos nossos sentidos.

Em relação ao texto, está correto SOMENTE o que se afirma em

  • A

    I.

  • B

    II.

  • C

    III.

  • D

    I e II.

  • E

    II e III.

137073Questão 13|Português|superior

A

cor do invisível

Certo autor famoso dividiu um livro seu em duas partes: na primeira, contos realistas, na segunda, contos fantásticos. Resultado: tem-se a frustrada impressão de que ficou cada uma das partes amputada da outra, quando na realidade os dois mundos convivem. Por que chamar de invisível ou fantástico a esse mundo de que faz parte a caneta esferográfica com que vou abrindo caminho pelo papel como um esquiador sobre o gelo? Este é o mundo que se vê... e no entanto pertence ao mesmo mundo espiritual que está movendo a minha mão.

Um dia, num poema, ante esse frêmito que às vezes agita quase imperceptivelmente a relva do chão, eu anotei: são os cavalos do vento que estão pastando.

Invisíveis? Disse Ambrosio Bierce que, da mesma forma que há infrassons e ultrassons inaudíveis ao ouvido humano, existem cores no espectro solar que a nossa vista é incapaz de distinguir. Ele disse isso num conto seu, para explicar os estragos e as estrepolias de um monstro que "ninguém não viu".

Mas deixemos de horrores e de monstros - coisas de velhas e crianças - e acreditemos na cor dos seres por enquanto invisíveis para nós, como é chamado invisível este oceano de ar dentro do qual vivemos. Há muitas cores que não vêm nos dicionários. Há, por exemplo, a indefinível cor que têm todos os retratos, os figurinos da última estação, a voz das velhas damas, os primeiros sapatos, certas tabuletas, certas ruazinhas laterais: ? a cor do tempo...

(Adaptado de Mário Quintana,

Na volta da esquina

)

No quarto parágrafo, ...... ao que considera a cor do tempo, o autor se vale de uma enumeração ...... .

As lacunas do enunciado acima são preenchidas coerentemente, na ordem dada, com as expressões:

  • A

    mostrando seu desencanto quanto - de experiências frustrantes.

  • B

    para fazer justiça - de coisas que jamais envelhecem.

  • C

    a fim de dar consistência - de experiências afetivas já distantes.

  • D

    para emprestar visibilidade - de antigas manifestações do invisível.

  • E

    dada sua convicção quanto - de elementos de coloração marcante.

137074Questão 14|Português|superior

A

cor do invisível

Certo autor famoso dividiu um livro seu em duas partes: na primeira, contos realistas, na segunda, contos fantásticos. Resultado: tem-se a frustrada impressão de que ficou cada uma das partes amputada da outra, quando na realidade os dois mundos convivem. Por que chamar de invisível ou fantástico a esse mundo de que faz parte a caneta esferográfica com que vou abrindo caminho pelo papel como um esquiador sobre o gelo? Este é o mundo que se vê... e no entanto pertence ao mesmo mundo espiritual que está movendo a minha mão.

Um dia, num poema, ante esse frêmito que às vezes agita quase imperceptivelmente a relva do chão, eu anotei: são os cavalos do vento que estão pastando.

Invisíveis? Disse Ambrosio Bierce que, da mesma forma que há infrassons e ultrassons inaudíveis ao ouvido humano, existem cores no espectro solar que a nossa vista é incapaz de distinguir. Ele disse isso num conto seu, para explicar os estragos e as estrepolias de um monstro que "ninguém não viu".

Mas deixemos de horrores e de monstros - coisas de velhas e crianças - e acreditemos na cor dos seres por enquanto invisíveis para nós, como é chamado invisível este oceano de ar dentro do qual vivemos. Há muitas cores que não vêm nos dicionários. Há, por exemplo, a indefinível cor que têm todos os retratos, os figurinos da última estação, a voz das velhas damas, os primeiros sapatos, certas tabuletas, certas ruazinhas laterais: ? a cor do tempo...

(Adaptado de Mário Quintana,

Na volta da esquina

)

A frustada impressão a que se refere o autor no 1º parágrafo deriva

  • A

    do critério que o autor estabeleceu para separar planos que devem ser considerados como integrados.

  • B

    do fato de que os contos realistas não tinham o mesmo nível artístico dos contos fantásticos.

  • C

    do fato de que as duas partes do livro não correspondiam à divisão que o autor pretendeu estabelecer.

  • D

    da leitura de um livro em que seu famoso autor não soube definir os gêneros literários explorados.

  • E

    da confusão provocada pelo autor dos contos, que chamou de realistas aos fantásticos e vice-versa.

137075Questão 15|Português|superior

A

cor do invisível

Certo autor famoso dividiu um livro seu em duas partes: na primeira, contos realistas, na segunda, contos fantásticos. Resultado: tem-se a frustrada impressão de que ficou cada uma das partes amputada da outra, quando na realidade os dois mundos convivem. Por que chamar de invisível ou fantástico a esse mundo de que faz parte a caneta esferográfica com que vou abrindo caminho pelo papel como um esquiador sobre o gelo? Este é o mundo que se vê... e no entanto pertence ao mesmo mundo espiritual que está movendo a minha mão.

Um dia, num poema, ante esse frêmito que às vezes agita quase imperceptivelmente a relva do chão, eu anotei: são os cavalos do vento que estão pastando.

Invisíveis? Disse Ambrosio Bierce que, da mesma forma que há infrassons e ultrassons inaudíveis ao ouvido humano, existem cores no espectro solar que a nossa vista é incapaz de distinguir. Ele disse isso num conto seu, para explicar os estragos e as estrepolias de um monstro que "ninguém não viu".

Mas deixemos de horrores e de monstros - coisas de velhas e crianças - e acreditemos na cor dos seres por enquanto invisíveis para nós, como é chamado invisível este oceano de ar dentro do qual vivemos. Há muitas cores que não vêm nos dicionários. Há, por exemplo, a indefinível cor que têm todos os retratos, os figurinos da última estação, a voz das velhas damas, os primeiros sapatos, certas tabuletas, certas ruazinhas laterais: ? a cor do tempo...

(Adaptado de Mário Quintana,

Na volta da esquina

)

Na frase Por que chamar de invisível ou fantástico a esse mundo de que faz parte a caneta esferográfica (...)? , o elemento sublinhado pode ser corretamente substituído por:

  • A

    a que participa.

  • B

    em cujo existe.

  • C

    aonde tem função.

  • D

    em que se inclui.

  • E

    com cujo interage.

137076Questão 16|Português|superior

A

cor do invisível

Certo autor famoso dividiu um livro seu em duas partes: na primeira, contos realistas, na segunda, contos fantásticos. Resultado: tem-se a frustrada impressão de que ficou cada uma das partes amputada da outra, quando na realidade os dois mundos convivem. Por que chamar de invisível ou fantástico a esse mundo de que faz parte a caneta esferográfica com que vou abrindo caminho pelo papel como um esquiador sobre o gelo? Este é o mundo que se vê... e no entanto pertence ao mesmo mundo espiritual que está movendo a minha mão.

Um dia, num poema, ante esse frêmito que às vezes agita quase imperceptivelmente a relva do chão, eu anotei: são os cavalos do vento que estão pastando.

Invisíveis? Disse Ambrosio Bierce que, da mesma forma que há infrassons e ultrassons inaudíveis ao ouvido humano, existem cores no espectro solar que a nossa vista é incapaz de distinguir. Ele disse isso num conto seu, para explicar os estragos e as estrepolias de um monstro que "ninguém não viu".

Mas deixemos de horrores e de monstros - coisas de velhas e crianças - e acreditemos na cor dos seres por enquanto invisíveis para nós, como é chamado invisível este oceano de ar dentro do qual vivemos. Há muitas cores que não vêm nos dicionários. Há, por exemplo, a indefinível cor que têm todos os retratos, os figurinos da última estação, a voz das velhas damas, os primeiros sapatos, certas tabuletas, certas ruazinhas laterais: ? a cor do tempo...

(Adaptado de Mário Quintana,

Na volta da esquina

)

O verbo indicado entre parênteses deverá adotar uma forma do plural para preencher de modo correto a lacuna da frase:

  • A

    As duas partes em que se ...... ( dividir ) o livro de contos de certo autor famoso diziam respeito ao que é real e ao que é fantasia.

  • B

    Ainda que aparentemente não ...... ( conviver ) de modo integrado, há no visível e no invisível uma expressiva conjunção de propriedades.

  • C

    Em cavalos do vento ...... -se ( corporificar ) na pujança visível do animal uma força invisível da natureza.

  • D

    A expressões como a cor do tempo ...... -se ( atribuir ), por vezes, o epíteto de absurdas, quando na verdade são poéticas.

  • E

    A presença de horrores e de monstros não ...... ( impressionar ) mais o autor do que as imagens que ficaram do seu passado.

137077Questão 17|Português|superior

A

cor do invisível

Certo autor famoso dividiu um livro seu em duas partes: na primeira, contos realistas, na segunda, contos fantásticos. Resultado: tem-se a frustrada impressão de que ficou cada uma das partes amputada da outra, quando na realidade os dois mundos convivem. Por que chamar de invisível ou fantástico a esse mundo de que faz parte a caneta esferográfica com que vou abrindo caminho pelo papel como um esquiador sobre o gelo? Este é o mundo que se vê... e no entanto pertence ao mesmo mundo espiritual que está movendo a minha mão.

Um dia, num poema, ante esse frêmito que às vezes agita quase imperceptivelmente a relva do chão, eu anotei: são os cavalos do vento que estão pastando.

Invisíveis? Disse Ambrosio Bierce que, da mesma forma que há infrassons e ultrassons inaudíveis ao ouvido humano, existem cores no espectro solar que a nossa vista é incapaz de distinguir. Ele disse isso num conto seu, para explicar os estragos e as estrepolias de um monstro que "ninguém não viu".

Mas deixemos de horrores e de monstros - coisas de velhas e crianças - e acreditemos na cor dos seres por enquanto invisíveis para nós, como é chamado invisível este oceano de ar dentro do qual vivemos. Há muitas cores que não vêm nos dicionários. Há, por exemplo, a indefinível cor que têm todos os retratos, os figurinos da última estação, a voz das velhas damas, os primeiros sapatos, certas tabuletas, certas ruazinhas laterais: ? a cor do tempo...

(Adaptado de Mário Quintana,

Na volta da esquina

)

Está clara, coerente e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:

  • A

    Como poeta, que é também Mário Quintana, o invisível para os olhos não deve necessariamente de ser assim preservado para a poesia.

  • B

    A divisão entre realidade e irrealidade é tão banal, tanto assim que um escritor deve, para não abonála, referendar outra divisão em seu livro.

  • C

    Das imagens mais remotas é impossível, dada a ação implacável do tempo, conservar o encanto e a nitidez primitivos.

  • D

    Se a cor do tempo é indefinível, como requisita o poeta, também as velhas fotos, neste tom de sépia, parece nuançar dentre os matizes.

  • E

    Há sons que não se ouve, dada a frequência que os tornam imperceptíveis, o que não significa, é claro, que não se estejam reproduzindo.

137078Questão 18|Português|superior

A

cor do invisível

Certo autor famoso dividiu um livro seu em duas partes: na primeira, contos realistas, na segunda, contos fantásticos. Resultado: tem-se a frustrada impressão de que ficou cada uma das partes amputada da outra, quando na realidade os dois mundos convivem. Por que chamar de invisível ou fantástico a esse mundo de que faz parte a caneta esferográfica com que vou abrindo caminho pelo papel como um esquiador sobre o gelo? Este é o mundo que se vê... e no entanto pertence ao mesmo mundo espiritual que está movendo a minha mão.

Um dia, num poema, ante esse frêmito que às vezes agita quase imperceptivelmente a relva do chão, eu anotei: são os cavalos do vento que estão pastando.

Invisíveis? Disse Ambrosio Bierce que, da mesma forma que há infrassons e ultrassons inaudíveis ao ouvido humano, existem cores no espectro solar que a nossa vista é incapaz de distinguir. Ele disse isso num conto seu, para explicar os estragos e as estrepolias de um monstro que "ninguém não viu".

Mas deixemos de horrores e de monstros - coisas de velhas e crianças - e acreditemos na cor dos seres por enquanto invisíveis para nós, como é chamado invisível este oceano de ar dentro do qual vivemos. Há muitas cores que não vêm nos dicionários. Há, por exemplo, a indefinível cor que têm todos os retratos, os figurinos da última estação, a voz das velhas damas, os primeiros sapatos, certas tabuletas, certas ruazinhas laterais: ? a cor do tempo...

(Adaptado de Mário Quintana,

Na volta da esquina

)

Está plenamente adequada a correlação entre tempos e modos verbais na frase:

  • A

    Se separássemos drasticamente o visível do invisível, o efeito de beleza das obras de arte pode reduzir- se, ou mesmo perder-se.

  • B

    Diante do frêmito que notou na relva, o autor compusera um verso que havia transcrito nesse texto.

  • C

    Ambrosio Bierce lembraria que houvesse sons inaudíveis, da mesma forma que nem todas as cores se percebam no espectro solar.

  • D

    Se o próprio ar que respiramos é invisível, argumenta Mário Quintana, por que não viéssemos a crer que pudesse haver cor na passagem do tempo?

  • E

    A caneta esferográfica, de onde saírem as mágicas imagens de um escritor, é a mesma que repousará sobre a cômoda, depois de o haver servido.

137079Questão 19|Português|superior

A

cor do invisível

Certo autor famoso dividiu um livro seu em duas partes: na primeira, contos realistas, na segunda, contos fantásticos. Resultado: tem-se a frustrada impressão de que ficou cada uma das partes amputada da outra, quando na realidade os dois mundos convivem. Por que chamar de invisível ou fantástico a esse mundo de que faz parte a caneta esferográfica com que vou abrindo caminho pelo papel como um esquiador sobre o gelo? Este é o mundo que se vê... e no entanto pertence ao mesmo mundo espiritual que está movendo a minha mão.

Um dia, num poema, ante esse frêmito que às vezes agita quase imperceptivelmente a relva do chão, eu anotei: são os cavalos do vento que estão pastando.

Invisíveis? Disse Ambrosio Bierce que, da mesma forma que há infrassons e ultrassons inaudíveis ao ouvido humano, existem cores no espectro solar que a nossa vista é incapaz de distinguir. Ele disse isso num conto seu, para explicar os estragos e as estrepolias de um monstro que "ninguém não viu".

Mas deixemos de horrores e de monstros - coisas de velhas e crianças - e acreditemos na cor dos seres por enquanto invisíveis para nós, como é chamado invisível este oceano de ar dentro do qual vivemos. Há muitas cores que não vêm nos dicionários. Há, por exemplo, a indefinível cor que têm todos os retratos, os figurinos da última estação, a voz das velhas damas, os primeiros sapatos, certas tabuletas, certas ruazinhas laterais: ? a cor do tempo...

(Adaptado de Mário Quintana,

Na volta da esquina

)

É preciso corrigir a redação da seguinte frase:

  • A

    O autor não concorda, por julgá-la simplória, com a divisão que se costuma estabelecer entre o que é real e o que é fantástico.

  • B

    Entre a realidade e a fantasia, argumenta o autor, nota-se muito mais permeabilidade do que se costuma admitir.

  • C

    O senso comum costuma optar pelas divisões mecânicas, ignorando quão complexa é a relação entre o real e o imaginário.

  • D

    Por mais que se insista, a maioria das pessoas prefere acreditar que o real e o imaginário não se convergem, mas se afastam.

  • E

    Nem todos os povos do mundo consagram essa drástica divisão, aceita por nós, entre o que é material e o que é espiritual.

137080Questão 20|Português|superior

A

cor do invisível

Certo autor famoso dividiu um livro seu em duas partes: na primeira, contos realistas, na segunda, contos fantásticos. Resultado: tem-se a frustrada impressão de que ficou cada uma das partes amputada da outra, quando na realidade os dois mundos convivem. Por que chamar de invisível ou fantástico a esse mundo de que faz parte a caneta esferográfica com que vou abrindo caminho pelo papel como um esquiador sobre o gelo? Este é o mundo que se vê... e no entanto pertence ao mesmo mundo espiritual que está movendo a minha mão.

Um dia, num poema, ante esse frêmito que às vezes agita quase imperceptivelmente a relva do chão, eu anotei: são os cavalos do vento que estão pastando.

Invisíveis? Disse Ambrosio Bierce que, da mesma forma que há infrassons e ultrassons inaudíveis ao ouvido humano, existem cores no espectro solar que a nossa vista é incapaz de distinguir. Ele disse isso num conto seu, para explicar os estragos e as estrepolias de um monstro que "ninguém não viu".

Mas deixemos de horrores e de monstros - coisas de velhas e crianças - e acreditemos na cor dos seres por enquanto invisíveis para nós, como é chamado invisível este oceano de ar dentro do qual vivemos. Há muitas cores que não vêm nos dicionários. Há, por exemplo, a indefinível cor que têm todos os retratos, os figurinos da última estação, a voz das velhas damas, os primeiros sapatos, certas tabuletas, certas ruazinhas laterais: ? a cor do tempo...

(Adaptado de Mário Quintana,

Na volta da esquina

)

Constituem uma causa e seu efeito, nesta ordem:

  • A

    dividiu um livro seu em duas partes / frustrada impressão.

  • B

    abrindo caminho pelo papel / um esquiador sobre o gelo.

  • C

    são os cavalos do vento / esse frêmito que às vezes agita (...) a relva.

  • D

    inaudíveis ao ouvido humano / a nossa vista é incapaz de distinguir.

  • E

    acreditemos na cor dos seres (...) invisíveis / Há muitas cores que não vêm nos dicionários.

Economista - 2010 | Prova