Serviço Militar Voluntário - Praça Temporária (Fundamental) - 2024
TEXTO I
Amor de viajante
O rio de águas claras corria lentamente e o sol já ia se escondendo atrás das montanhas. Cansada, eu buscava algo além da realidade. Coisas como estrelas que falam, rosas que choram... A fantasia era pra mim um desvio da realidade bruta. Diante daquele sol, dos ventos e homens em verdadeira harmonia, parei. Sentei na relva úmida. Sentia a natureza, meu mundo borbulhando em latência plena.
Percebi que a uns metros de mim repousava um homem de aparência rude. Cabelos despenteados, barba por fazer e uma sacola com roupas como um pesado fardo. Sentado, com os joelhos junto ao peito, parecia se proteger da dor. A noite caía e ele permanecia ali, quase imóvel. Assobiava como se cantasse uma canção de adeus para alguém. Olhei-o pelas costas. Havia uma mistura de sentimentos fechados no peito. Me aproximei.
"Triste?" Me atrevi a perguntar. "Não sei", respondeu-me com a voz mansa. Não falei nada. Sentei ao seu lado e fiquei admirando sua fisionomia austera е amável ao mesmo tempo. O vento soprava doce.
"Sabe, há muitos anos eu vivi nesse lugar..." Começou a me dizer.
"Do lado esquerdo do rio havia uma palmeira. Já me banhei aqui quando menino".
De repente parou de falar, como se eu não fosse digna de tais confissões. Mas suas confusões pareciam ser maiores que as desconfianças. Então, prosseguiu:
"Foi numa tarde como essa que eu, cansado de andar, parei aqui para descansar. Desse mesmo lugar onde estou agora, vi uma menina. Estava de costas. E eu só pude ver aqueles longos cabelos negros que lhe caíam nas costas, como um manto. Depois disso, corri mundo. Naveguei os sete mares. Conheci mulheres deslumbrantes. Cheguei a lutar numa guerra, apesar de achá-la ridícula. Fiz o diabo nesse mundo de Deus. Mas nem todas as loucuras, nem todos os bordéis de beira de estrada, nem os vinhos que me embebedaram, me fizeram esquecê-la. Aquela menina sempre viveu nos lugares mais bonitos de minha memória. Se ela existiu realmente, não sei. Alucinação, talvez."
A essa altura o viajante não externava angústia. Era como se contasse mais uma de suas aventuras. Falava como se buscasse, num fundo qualquer, um jeito adocicado de me contar sua vida.
"Talvez ela tenha se transformado numa estrela, ou esteja à beira de um outro rio, despedaçando outros corações. Quem sabe, esteja despertando outros amores. Mas viverá em mim até o fim dos meus dias."
E nessa mistura de amor, aventura, ilusão е doçura, levantou, se despediu e seguiu viagem. Sem perceber que a mulher que tanto procurava estava ali, а seu lado.
SOUZA, Maria de Lourdes. Dicionário de Lembranças . Rio de Janeiro: Editora Contemporânea, 1998.
Qual opção apresenta os dois termos com a mesma regra de acentuação que a palavra "águas"?
TEXTO I
Amor de viajante
O rio de águas claras corria lentamente e o sol já ia se escondendo atrás das montanhas. Cansada, eu buscava algo além da realidade. Coisas como estrelas que falam, rosas que choram... A fantasia era pra mim um desvio da realidade bruta. Diante daquele sol, dos ventos e homens em verdadeira harmonia, parei. Sentei na relva úmida. Sentia a natureza, meu mundo borbulhando em latência plena.
Percebi que a uns metros de mim repousava um homem de aparência rude. Cabelos despenteados, barba por fazer e uma sacola com roupas como um pesado fardo. Sentado, com os joelhos junto ao peito, parecia se proteger da dor. A noite caía e ele permanecia ali, quase imóvel. Assobiava como se cantasse uma canção de adeus para alguém. Olhei-o pelas costas. Havia uma mistura de sentimentos fechados no peito. Me aproximei.
"Triste?" Me atrevi a perguntar. "Não sei", respondeu-me com a voz mansa. Não falei nada. Sentei ao seu lado e fiquei admirando sua fisionomia austera е amável ao mesmo tempo. O vento soprava doce.
"Sabe, há muitos anos eu vivi nesse lugar..." Começou a me dizer.
"Do lado esquerdo do rio havia uma palmeira. Já me banhei aqui quando menino".
De repente parou de falar, como se eu não fosse digna de tais confissões. Mas suas confusões pareciam ser maiores que as desconfianças. Então, prosseguiu:
"Foi numa tarde como essa que eu, cansado de andar, parei aqui para descansar. Desse mesmo lugar onde estou agora, vi uma menina. Estava de costas. E eu só pude ver aqueles longos cabelos negros que lhe caíam nas costas, como um manto. Depois disso, corri mundo. Naveguei os sete mares. Conheci mulheres deslumbrantes. Cheguei a lutar numa guerra, apesar de achá-la ridícula. Fiz o diabo nesse mundo de Deus. Mas nem todas as loucuras, nem todos os bordéis de beira de estrada, nem os vinhos que me embebedaram, me fizeram esquecê-la. Aquela menina sempre viveu nos lugares mais bonitos de minha memória. Se ela existiu realmente, não sei. Alucinação, talvez."
A essa altura o viajante não externava angústia. Era como se contasse mais uma de suas aventuras. Falava como se buscasse, num fundo qualquer, um jeito adocicado de me contar sua vida.
"Talvez ela tenha se transformado numa estrela, ou esteja à beira de um outro rio, despedaçando outros corações. Quem sabe, esteja despertando outros amores. Mas viverá em mim até o fim dos meus dias."
E nessa mistura de amor, aventura, ilusão е doçura, levantou, se despediu e seguiu viagem. Sem perceber que a mulher que tanto procurava estava ali, а seu lado.
SOUZA, Maria de Lourdes. Dicionário de Lembranças . Rio de Janeiro: Editora Contemporânea, 1998.
Assinale a opção que apresenta uma palavra com hiato.
TEXTO I
Amor de viajante
O rio de águas claras corria lentamente e o sol já ia se escondendo atrás das montanhas. Cansada, eu buscava algo além da realidade. Coisas como estrelas que falam, rosas que choram... A fantasia era pra mim um desvio da realidade bruta. Diante daquele sol, dos ventos e homens em verdadeira harmonia, parei. Sentei na relva úmida. Sentia a natureza, meu mundo borbulhando em latência plena.
Percebi que a uns metros de mim repousava um homem de aparência rude. Cabelos despenteados, barba por fazer e uma sacola com roupas como um pesado fardo. Sentado, com os joelhos junto ao peito, parecia se proteger da dor. A noite caía e ele permanecia ali, quase imóvel. Assobiava como se cantasse uma canção de adeus para alguém. Olhei-o pelas costas. Havia uma mistura de sentimentos fechados no peito. Me aproximei.
"Triste?" Me atrevi a perguntar. "Não sei", respondeu-me com a voz mansa. Não falei nada. Sentei ao seu lado e fiquei admirando sua fisionomia austera е amável ao mesmo tempo. O vento soprava doce.
"Sabe, há muitos anos eu vivi nesse lugar..." Começou a me dizer.
"Do lado esquerdo do rio havia uma palmeira. Já me banhei aqui quando menino".
De repente parou de falar, como se eu não fosse digna de tais confissões. Mas suas confusões pareciam ser maiores que as desconfianças. Então, prosseguiu:
"Foi numa tarde como essa que eu, cansado de andar, parei aqui para descansar. Desse mesmo lugar onde estou agora, vi uma menina. Estava de costas. E eu só pude ver aqueles longos cabelos negros que lhe caíam nas costas, como um manto. Depois disso, corri mundo. Naveguei os sete mares. Conheci mulheres deslumbrantes. Cheguei a lutar numa guerra, apesar de achá-la ridícula. Fiz o diabo nesse mundo de Deus. Mas nem todas as loucuras, nem todos os bordéis de beira de estrada, nem os vinhos que me embebedaram, me fizeram esquecê-la. Aquela menina sempre viveu nos lugares mais bonitos de minha memória. Se ela existiu realmente, não sei. Alucinação, talvez."
A essa altura o viajante não externava angústia. Era como se contasse mais uma de suas aventuras. Falava como se buscasse, num fundo qualquer, um jeito adocicado de me contar sua vida.
"Talvez ela tenha se transformado numa estrela, ou esteja à beira de um outro rio, despedaçando outros corações. Quem sabe, esteja despertando outros amores. Mas viverá em mim até o fim dos meus dias."
E nessa mistura de amor, aventura, ilusão е doçura, levantou, se despediu e seguiu viagem. Sem perceber que a mulher que tanto procurava estava ali, а seu lado.
SOUZA, Maria de Lourdes. Dicionário de Lembranças . Rio de Janeiro: Editora Contemporânea, 1998.
Sobre o lugar onde se passa a narrativa do texto I, é possível inferir que é:
TEXTO I
Amor de viajante
O rio de águas claras corria lentamente e o sol já ia se escondendo atrás das montanhas. Cansada, eu buscava algo além da realidade. Coisas como estrelas que falam, rosas que choram... A fantasia era pra mim um desvio da realidade bruta. Diante daquele sol, dos ventos e homens em verdadeira harmonia, parei. Sentei na relva úmida. Sentia a natureza, meu mundo borbulhando em latência plena.
Percebi que a uns metros de mim repousava um homem de aparência rude. Cabelos despenteados, barba por fazer e uma sacola com roupas como um pesado fardo. Sentado, com os joelhos junto ao peito, parecia se proteger da dor. A noite caía e ele permanecia ali, quase imóvel. Assobiava como se cantasse uma canção de adeus para alguém. Olhei-o pelas costas. Havia uma mistura de sentimentos fechados no peito. Me aproximei.
"Triste?" Me atrevi a perguntar. "Não sei", respondeu-me com a voz mansa. Não falei nada. Sentei ao seu lado e fiquei admirando sua fisionomia austera е amável ao mesmo tempo. O vento soprava doce.
"Sabe, há muitos anos eu vivi nesse lugar..." Começou a me dizer.
"Do lado esquerdo do rio havia uma palmeira. Já me banhei aqui quando menino".
De repente parou de falar, como se eu não fosse digna de tais confissões. Mas suas confusões pareciam ser maiores que as desconfianças. Então, prosseguiu:
"Foi numa tarde como essa que eu, cansado de andar, parei aqui para descansar. Desse mesmo lugar onde estou agora, vi uma menina. Estava de costas. E eu só pude ver aqueles longos cabelos negros que lhe caíam nas costas, como um manto. Depois disso, corri mundo. Naveguei os sete mares. Conheci mulheres deslumbrantes. Cheguei a lutar numa guerra, apesar de achá-la ridícula. Fiz o diabo nesse mundo de Deus. Mas nem todas as loucuras, nem todos os bordéis de beira de estrada, nem os vinhos que me embebedaram, me fizeram esquecê-la. Aquela menina sempre viveu nos lugares mais bonitos de minha memória. Se ela existiu realmente, não sei. Alucinação, talvez."
A essa altura o viajante não externava angústia. Era como se contasse mais uma de suas aventuras. Falava como se buscasse, num fundo qualquer, um jeito adocicado de me contar sua vida.
"Talvez ela tenha se transformado numa estrela, ou esteja à beira de um outro rio, despedaçando outros corações. Quem sabe, esteja despertando outros amores. Mas viverá em mim até o fim dos meus dias."
E nessa mistura de amor, aventura, ilusão е doçura, levantou, se despediu e seguiu viagem. Sem perceber que a mulher que tanto procurava estava ali, а seu lado.
SOUZA, Maria de Lourdes. Dicionário de Lembranças . Rio de Janeiro: Editora Contemporânea, 1998.
Em qual opção o termo "se" foi empregado com valor reflexivo?
TEXTO I
Amor de viajante
O rio de águas claras corria lentamente e o sol já ia se escondendo atrás das montanhas. Cansada, eu buscava algo além da realidade. Coisas como estrelas que falam, rosas que choram... A fantasia era pra mim um desvio da realidade bruta. Diante daquele sol, dos ventos e homens em verdadeira harmonia, parei. Sentei na relva úmida. Sentia a natureza, meu mundo borbulhando em latência plena.
Percebi que a uns metros de mim repousava um homem de aparência rude. Cabelos despenteados, barba por fazer e uma sacola com roupas como um pesado fardo. Sentado, com os joelhos junto ao peito, parecia se proteger da dor. A noite caía e ele permanecia ali, quase imóvel. Assobiava como se cantasse uma canção de adeus para alguém. Olhei-o pelas costas. Havia uma mistura de sentimentos fechados no peito. Me aproximei.
"Triste?" Me atrevi a perguntar. "Não sei", respondeu-me com a voz mansa. Não falei nada. Sentei ao seu lado e fiquei admirando sua fisionomia austera е amável ao mesmo tempo. O vento soprava doce.
"Sabe, há muitos anos eu vivi nesse lugar..." Começou a me dizer.
"Do lado esquerdo do rio havia uma palmeira. Já me banhei aqui quando menino".
De repente parou de falar, como se eu não fosse digna de tais confissões. Mas suas confusões pareciam ser maiores que as desconfianças. Então, prosseguiu:
"Foi numa tarde como essa que eu, cansado de andar, parei aqui para descansar. Desse mesmo lugar onde estou agora, vi uma menina. Estava de costas. E eu só pude ver aqueles longos cabelos negros que lhe caíam nas costas, como um manto. Depois disso, corri mundo. Naveguei os sete mares. Conheci mulheres deslumbrantes. Cheguei a lutar numa guerra, apesar de achá-la ridícula. Fiz o diabo nesse mundo de Deus. Mas nem todas as loucuras, nem todos os bordéis de beira de estrada, nem os vinhos que me embebedaram, me fizeram esquecê-la. Aquela menina sempre viveu nos lugares mais bonitos de minha memória. Se ela existiu realmente, não sei. Alucinação, talvez."
A essa altura o viajante não externava angústia. Era como se contasse mais uma de suas aventuras. Falava como se buscasse, num fundo qualquer, um jeito adocicado de me contar sua vida.
"Talvez ela tenha se transformado numa estrela, ou esteja à beira de um outro rio, despedaçando outros corações. Quem sabe, esteja despertando outros amores. Mas viverá em mim até o fim dos meus dias."
E nessa mistura de amor, aventura, ilusão е doçura, levantou, se despediu e seguiu viagem. Sem perceber que a mulher que tanto procurava estava ali, а seu lado.
SOUZA, Maria de Lourdes. Dicionário de Lembranças . Rio de Janeiro: Editora Contemporânea, 1998.
Assinale a opção que apresenta um trecho cuja colocação do pronome oblíquo distancia-se da norma culta.
TEXTO II
Aprazivel Reminiscência
Que saudade me aperta
Do lugar onde nasci.
Uma nostalgia desperta
Do paraíso onde vivi.
Lá, tudo me encantava,
Das matas aos animais.
De longe se avistava
A beleza dos florais.
Para as águas do açude
Sempre olhava eu atento.
Numa completa quietude,
Aquilo era o meu acalento.
Numa manhã fria e bela
O chocalho das vacas ressoava.
Uma mulher no canto da janela
A vida dos outros trinchava.
Ouvindo aquilo eu ria,
Minha mãe me reclamava.
O sorriso no rosto mantinha
Pela situação que se passava.
O dia era de chuva,
O pingo na telha batia.
Ligeiro a água avançava,
Na ponta do córrego surgia.
Saudades não mais terei.
Eu amo aquele lugar.
Um dia lá voltarei
Para ele poder admirar.
Debaixo das sombras deitar-me-ei
Do peito, a saudade se arranca.
Incansavelmente esperarei
O canto esplendoroso da asa branca.
SILVA, Lucas Rosa da. In: OLIVEIRA, Katia Aparecida da Silva. (Org.). Lembranças poemas. Minas Gerais: Editora Universidade Federal de Alfenas, 2022. p.48. Adaptado.
Ao relatar suas recordações, o eu lírico do texto II emprega, predominantemente, qual tempo e modo verbal?
TEXTO II
Aprazivel Reminiscência
Que saudade me aperta
Do lugar onde nasci.
Uma nostalgia desperta
Do paraíso onde vivi.
Lá, tudo me encantava,
Das matas aos animais.
De longe se avistava
A beleza dos florais.
Para as águas do açude
Sempre olhava eu atento.
Numa completa quietude,
Aquilo era o meu acalento.
Numa manhã fria e bela
O chocalho das vacas ressoava.
Uma mulher no canto da janela
A vida dos outros trinchava.
Ouvindo aquilo eu ria,
Minha mãe me reclamava.
O sorriso no rosto mantinha
Pela situação que se passava.
O dia era de chuva,
O pingo na telha batia.
Ligeiro a água avançava,
Na ponta do córrego surgia.
Saudades não mais terei.
Eu amo aquele lugar.
Um dia lá voltarei
Para ele poder admirar.
Debaixo das sombras deitar-me-ei
Do peito, a saudade se arranca.
Incansavelmente esperarei
O canto esplendoroso da asa branca.
SILVA, Lucas Rosa da. In: OLIVEIRA, Katia Aparecida da Silva. (Org.). Lembranças poemas. Minas Gerais: Editora Universidade Federal de Alfenas, 2022. p.48. Adaptado.
A separação silábica está correta em:
TEXTO II
Aprazivel Reminiscência
Que saudade me aperta
Do lugar onde nasci.
Uma nostalgia desperta
Do paraíso onde vivi.
Lá, tudo me encantava,
Das matas aos animais.
De longe se avistava
A beleza dos florais.
Para as águas do açude
Sempre olhava eu atento.
Numa completa quietude,
Aquilo era o meu acalento.
Numa manhã fria e bela
O chocalho das vacas ressoava.
Uma mulher no canto da janela
A vida dos outros trinchava.
Ouvindo aquilo eu ria,
Minha mãe me reclamava.
O sorriso no rosto mantinha
Pela situação que se passava.
O dia era de chuva,
O pingo na telha batia.
Ligeiro a água avançava,
Na ponta do córrego surgia.
Saudades não mais terei.
Eu amo aquele lugar.
Um dia lá voltarei
Para ele poder admirar.
Debaixo das sombras deitar-me-ei
Do peito, a saudade se arranca.
Incansavelmente esperarei
O canto esplendoroso da asa branca.
SILVA, Lucas Rosa da. In: OLIVEIRA, Katia Aparecida da Silva. (Org.). Lembranças poemas. Minas Gerais: Editora Universidade Federal de Alfenas, 2022. p.48. Adaptado.
Os termos destacados nas opções abaixo expressam, no texto Il, o valor semântico de lugar, EXCETO:
TEXTO II
Aprazivel Reminiscência
Que saudade me aperta
Do lugar onde nasci.
Uma nostalgia desperta
Do paraíso onde vivi.
Lá, tudo me encantava,
Das matas aos animais.
De longe se avistava
A beleza dos florais.
Para as águas do açude
Sempre olhava eu atento.
Numa completa quietude,
Aquilo era o meu acalento.
Numa manhã fria e bela
O chocalho das vacas ressoava.
Uma mulher no canto da janela
A vida dos outros trinchava.
Ouvindo aquilo eu ria,
Minha mãe me reclamava.
O sorriso no rosto mantinha
Pela situação que se passava.
O dia era de chuva,
O pingo na telha batia.
Ligeiro a água avançava,
Na ponta do córrego surgia.
Saudades não mais terei.
Eu amo aquele lugar.
Um dia lá voltarei
Para ele poder admirar.
Debaixo das sombras deitar-me-ei
Do peito, a saudade se arranca.
Incansavelmente esperarei
O canto esplendoroso da asa branca.
SILVA, Lucas Rosa da. In: OLIVEIRA, Katia Aparecida da Silva. (Org.). Lembranças poemas. Minas Gerais: Editora Universidade Federal de Alfenas, 2022. p.48. Adaptado.
No poema "Aprazível Reminiscência", o eu lírico, de modo geral, tem o propósito de:
TEXTO II
Aprazivel Reminiscência
Que saudade me aperta
Do lugar onde nasci.
Uma nostalgia desperta
Do paraíso onde vivi.
Lá, tudo me encantava,
Das matas aos animais.
De longe se avistava
A beleza dos florais.
Para as águas do açude
Sempre olhava eu atento.
Numa completa quietude,
Aquilo era o meu acalento.
Numa manhã fria e bela
O chocalho das vacas ressoava.
Uma mulher no canto da janela
A vida dos outros trinchava.
Ouvindo aquilo eu ria,
Minha mãe me reclamava.
O sorriso no rosto mantinha
Pela situação que se passava.
O dia era de chuva,
O pingo na telha batia.
Ligeiro a água avançava,
Na ponta do córrego surgia.
Saudades não mais terei.
Eu amo aquele lugar.
Um dia lá voltarei
Para ele poder admirar.
Debaixo das sombras deitar-me-ei
Do peito, a saudade se arranca.
Incansavelmente esperarei
O canto esplendoroso da asa branca.
SILVA, Lucas Rosa da. In: OLIVEIRA, Katia Aparecida da Silva. (Org.). Lembranças poemas. Minas Gerais: Editora Universidade Federal de Alfenas, 2022. p.48. Adaptado.
Leia atentamente os versos abaixo.
"Que saudade me desperta / Do lugar onde nasci".
Em qual das opções a palavra "onde" também foi empregada corretamente?